A caminho de Sa Déc

 

Para visitar o Rio Mekong e as povoações vizinhas, optámos por nos encaminhar para Sa Déc, de forma a nos desviarmos um pouco do circuito turístico.
Quando pedimos informações ao Tú, o dono do hotel onde estávamos, este mostrou-se espantado com a nossa escolha e sugeriu-nos outro destino; perante a nossa insistência mostrou um ar desapontado mas prontificou-se a ajudar-nos.
Para fazer o percurso de 150 km optámos por ir de transportes públicos. O Tú, reservou-nos os bilhetes e levou-nos de táxi até à estação de autocarros, onde instruiu o motorista acerca do local onde queríamos sair. A partir daqui estávamos por conta própria.
A viagem foi feita num mini-bus (pequeno autocarro que leva 12 pessoas) e que é o meio de transporte publico mais frequente no Viet Nam, bastante confortável e com ar-condicionado somente na companhia de vietnamitas.
Ao fim de três horas chegamos ao nosso destino: Sa Déc, a cidade onde viveu a Marguerite Duras e onde esperávamos encontrar um pouco do colonialismo francês.
Sem mapa, tentámos encontrar um alojamento que nos permitisse mais tarde organizar um passeio de barco pelo rio Mekong. Não foi fácil pois não encantámos ninguém que falasse inglês…ou francês. Uma lição a reter desta experiência: nunca ficar em cidades sem que se tenha um mapa, nem que seja o que vem no guia.
Após o almoço, quando o calor se torna ainda mais intenso verifica-se uma clara acalmia no ritmo frenético dos vietnamitas, com as ruas a ficarem mais vazias e com pessoas a dormitar em bancos, por trás dos balcões das lojas… onde calha!
Foi durante esta hora que decorreu a nossa demanda em busca de alojamento, que a juntar ao clima tropical e à mochila às costas, resultou numa quebra de tensão. Com água e açúcar e com a ajuda sorridente de umas vietnamitas, lá recuperei.
Decidimos que o melhor era abandonar tão remota paragem e dirigirmo-nos para Vinh Long; para tal tive-mos que recorrer a frases escritas em vietnamita que encontrámos no guia, para saber onde e qual o autocarro que teríamos que apanhar; não foi nada fácil e depois de todas estas aventuras estávamos desanimados. Apesar de tudo, a viagem até Vinh Long correu bem, desta vez num autocarro normal, sem luxos, em que fomos o centro das atenções, pois não deve ser frequente a presença de turistas por estes lados.

 

Algures, numa área de serviço, entre Ho Chi Ming e Sadec

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