Hoa Lu

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Rumámos a Hoa Lu, novamente seguindo o mapa fornecido pelo hotel.
Quando chegámos deparámo-nos com uma espécie de feira improvisada, no meio do parque de estacionamento, onde se vendia de tudo, onde fervilhavam centenas de pessoas. Aproveitámos para experimentar uns snacks crocantes feitos à base de arroz e sementes de sésamos, que frequentemente se encontram à venda nas povoações; experimentámos também um doce semelhante ao nougat mas demasiado enjoativo após as primeiras trincas.

A nosso atenção foi para uma zona de maior agitação, onde estavam a desmanchar um cabra, e que era avidamente disputada pelos compradores, ao mesmo tempo que nos convidavam para nos aproximar-mo; talvez pareça um espectáculo pouco atractivo, mas era sem dúvida o ponto alto da feira. Infelizmente a barreira linguística não nos permite compreender melhor a cultura local e os seus hábitos.
Não sabíamos bem o que poderíamos ver mas optámos por nos dirigir às bilheteiras com esperança de obtermos informações; depois de alguma confusão e uns encontrões chegou a
Rendemo-nos à aventura e ao desconhecido, e acabámos por comprar os bilhetes (80.000VND) sem conseguir perceber para o quê, para além de termos que ir de barco a remos, pois ninguém falava inglês.
Percebemos ser um dia desta pois a multidão que nos rodeava, constituída por famílias inteiras, encontrava-se com as melhores roupas de domingo, em alta euforia em especial os homens que invariavelmente exalava um hálito a álcool.
Quando chegou a nossa vez, o que no Viet Nam não significa que haja uma ordem ou fila, mas simplesmente posicionámos antes dos outros, fomos para um barco, que partilhamos com mais três raparigas vietnamitas, simpáticas mas muito tímidas que nos olhavam com curiosidade entre risinhos tímidos.

Mais uma vez era uma mulher que remava, e nos foi conduzindo, sempre na companhia de muitos outros barco, por um labiríntico percurso por canais que serpenteiam por entre montanhas, que por vezes atravessávamos por meio de grutas, um pouco à semelhança de Tam Coc, mas muito mais selvagem. Nas escarpas viam-se cabras selvagens e do céu observavam-nos aves de rapina.

Ao longo do percurso fomos parando, e seguindo os outros visitantes vietnamitas, pois éramos os únicos ocidentais, fomos visitando templos budistas que se encontravam encaixados nas montanhas, envolvidos por vegetação tropical. Junto ao templo, por entre orações as pessoas entregavam oferendas constituídas por comida e incensos. Próximo destes templos encontra-se uma pequena construção onde são queimados molhos de folhas a imitar notas de dólares e outros papeis com inscrições em caracteres chineses. O fumos destes queimadores mistura-se com a humidade do ar, subindo lentamente e impregnando o ar juntamente com o cheiro dos incensos.
Quando regressávamos ao barco, após a visita aos templos, esperava-nos a nossa guia, entre outras centenas, que nos acenava de sorriso rasgado.
No fim da viagem a chuva mostrou-se mas as nossas companhias de barco emprestaram-nos um chapéu de chuva.

Quando deixamos a mota, ainda tínhamos parte do cacho de bananas que tínhamos comprado para o almoço, e para não as carregar deixámo-las penduradas no guiador, com a suspeita de que quando chegasse-mos já lá não estariam. Surpresa: ninguém as roubou, nem aos capacetes que sempre deixamos pendurados na mota em qualquer dos locais onde estivemos.

No fim do dia, antes do anoitecer rumámos de volta a Ninh Binh onde jantámos perto do nosso hotel.

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