Companheiros de viagem

Completa-se uma viagem, se é que as viagens alguma vez ficam completas!

433 dias. 15 meses. 7 países. 2 voos. Mais de 35 mil quilómetros percorridos por terra… a pé, de autocarro, de comboio, de barco, de bicicleta, de mota… à boleia, em transportes públicos, em tractores, no tejadilho de autocarros, em ferrys e barcos a motos, em motas partilhadas com três pessoas, em camiões de mercadorias, de táxi, em jeeps, carros e carrinhas, tuk-tuks e rickshaws!

Muitas viagens, muitos percursos: uns solitários, outros com companhia. Companhia que durou horas, dias ou que se estendeu por semanas ou meses. Encontros inesperados e espontâneos. Desencontros.

Ficaram cidades, grande e pequenas, capitais ou secundárias, umas já esquecidas outras marcantes: a intensa e sedutora Phnom Penh, a viciosa Vientiane, uma Bangkok cheia de contrastes, a pesada e decadente Varanasi, a encantadora Pondicherry, a muçulmana Srinagar, e acima de todas a frenética e apaixonante Kathmandu.

Ficaram para sempre na memória as desérticas paisagem do Ladakh, a aridez do planalto Tibetano, as praias paradisíacas de uma ilha no sul do Camboja, os Himalaias e a visão do Annapurna, os infinitos campos de arroz do Laos, o fantástico azul do céu de Sishuan, o castanho das águas do Mekong, as florestas tailandesas, os sorrisos de Burma. O ar seco e frio das montanhas de Leh, a atmosfera quente e húmida da monção indiana, o calor abrasador do Rajastão, as nuvens cinzentas das trovoadas que duram horas, as águas mornas do Golfo da Tailândia, mágicos pores do sol, místicos nasceres do dia, um céu decorado de estrelas e uma lua do tamanho do mundo…

Mas acima de tudo ficaram as pessoas. Pessoas que ajudaram em momentos difíceis. Pessoas que ficaram para sempre associados a lugares, cidades, percursos, paisagens… experiências… momentos. Pessoas que deixaram contactos, outras nem sequer o nome. Pessoas marcantes que deixaram saudades, outras para sempre esquecidas.

Foram muito sacrifícios, noites intermináveis passadas em autocarros, quartos barulhentos, banhos de água fria, viagens perigosas, problemas de saúde, colchões duros, frio, calor, chuva, solidão, medo, pó, sujidade, suor, cansaço…

Viajar não é só o que se vive mas também perceber o que deixou para trás.

E valeu a pena? Sim.

Sim, pela indescritível liberdade.

Obrigado

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Travel Mates

A trip is completed, if trips are ever complete!

433 days. 15 months. 7 countries. 2 flights. More than 35 thousand kilometers by land… on foot, by bus, train, boat, bike, motorbike… hitchhiking, in public transport, tractors, on the roof of buses, on ferries and boats, by bicycle, on shared bikes, in trucks, taxis and jeeps, in cars and vans, tuk-tuks and rickshaws!

Many trips, many pathways: some solitary, others accompanied. Mates that lasted for hours, days, or extending over weeks or months. Unexpected and spontaneous encounters. Mismatches.

Cities remain, large and small, capitals or just villages, some already forgotten, some so striking and unforgettable: the intense and seductive Phnom Penh, the vicious Vientiane, a Bangkok full of contrasts, heavy and decadent Varanasi, charming Pondicherry, the muslim Srinagar, and above of all the frantic and exciting Kathmandu.

What remains forever in my memory are the desert landscapes of Ladakh, the aridity of the Tibetan plateau, the paradise beaches of an island in the south of Cambodia, the Himalayas and the sight of Annapurna, endless rice fields of Laos, the fantastic blue sky of Sishuan, the brown waters of the Mekong, Thai forests, the smiles of Burma. The dry and cold air from the mountains of Leh, the hot and humid atmosphere of the Indian monsoon, the scorching heat of Rajasthan, the gray clouds of thunderstorms that last for hours, the warm waters of the Gulf of Thailand, magical sunsets, mystic sunrises, a sky decorated with stars and a moon the size of the world…

But most of all were the people. People that gave precious help. People who were forever associated with places, cities, routes, experiences… landscapes… moments. People who left their contacts, others not even their name. Some remarkable people, others forever forgotten.

There were many sacrifices, endless nights on buses, noisy rooms, cold baths, dangerous travel, health problems, hard mattresses, cold, heat, rain, loneliness, fear, dust, dirt, sweat, fatigue …

Traveling is not only what we live but also what we left behind.

And is it worth it? Yes.

Yes, for the indescribable feeling of freedom.

Thanks

Travel Mates
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BIG HUG
BIG HUG

8 Responses

  1. Grande Catarina, depois desta tua grande aventura…benvinda a Portugal e que tenhas uma óptima viagem. Bjs e vamos falando.
    Belmiro

  2. Paula Bombas

    E pronto… com o teu regresso chega igualmente ao fim a minha viagem.
    Obrigada Catarina pelos momentos que partilhaste e por teres me teres mostrado um mundo que eu nunca teria coragem de conhecer da forma como tu o fizeste…

    Um grande beijinho.

    Paula

  3. Uma bela aventura. Boa viagem de regresso. Beijinhos

  4. Um sumário grande, belo, imaginativo e muito bem escrito. Parabens

  5. Obrigada Catarina, pelas lindas fotografias, pelos belos textos, por poder acompanhar o teu sonho!

  6. Cristina Cunha

    Nós todos, os que te seguimos através das tuas descrições é que agradecemos. Pela minha parte fiquei a conhecer tanto que não teria oportunidade de conhecer. Sei que jamais teria feito este percurso, mas por muito do que descreves quase!! fiquei com vontade de partir. PARABÉNS. És uma mulher de coragem. Volta sã e salva. Sê benvinda.

  7. Aurelie Crouzat

    Thank You !! I started to learn portuguese by reading your blog 🙂
    And always loved it ! It was great meeting you on the road, you are always welcome if you travel by Paris…I believe you are now back but if you want to keep on visiting the world…you are more than welcome here !! Big hugs Madame la globe-trotteuse 🙂

    • Thanks for the support Aurelie! And of course that the idea of traveling is always in my mind. the destination and the timing is still uncertain… I hope that we meet again!!!

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