República Popular do Laos





















Travel & Photography
Definitivamente, obter o visto para entrar na China, mesmo para turismo, não é tarefa simples, exigindo mais documentos do que é normal para a maioria dos países do sudoeste asiático e não existe a possibilidade de solicitar visto à chegada.
O visto turístico, tipo “L”, é de 30 dias; é valido por três meses a contar da data de emissão. Ficar mais do que os trinta dias dá direito a pesada multa e a um pedido formal de desculpa baseado numa boa justificação (segundo informações recolhidas na net a multa, é de 500 yuan), correndo-se o risco de ver para sempre vedada a entrada na China.
A primeira tentativa de obter o visto foi na embaixada Chinesa em Bangkok, que é tarefa que demora e exige uma boa dose de paciência; convém chegar bem cedo, pois os serviços de visto só funcionam da parte da manhã, e mesmo assim não se poupa uma espera de mais de quatro horas, numa sala apinhada de gente, e que se pode prolongar pela tarde, pois mesmo quando os serviços encerram as pessoas que se encontram no seu interior são ainda atendidas.
Mesmo tendo chegado pouco mais de meia hora depois da abertura das portas, deparei-me com uma verdadeira multidão que enchia por completo a vasta sala, tendo pela frente mais de duzentas pessoas.
Segundo informações recolhidas junto de outros turistas mais habituados a este processo, é praticamente impossível solicitar o visto de entrada na China caso não se tenha cópia do bilhete de avião, coisa que não dispunha pois o meu objectivo era entrar na China pela fronteira com o Laos. É também necessário apresentar comprovativos das reservas do alojamento durante a estadia na China.
Desisti! Seguindo alguns conselhos optei por solicitar o visto noutro local, que na Tailândia pode ser em Chiang Mai, ou em Vientiane, capital do Laos, que no meu caso se apresentava mais favorável.
O processo em Vientiane revelou-se simples e fácil, não tendo demorado mais de 10 minutos, incluindo o tempo de preenchimento do impresso de pedido de visto, no total de quatro páginas.
Single Entry $30
Double Entry $45
Multiple Entry valid for 6 months $60
Multiple Entry valid for 12 months $90
Multiple Entry validfor 24 months $90
Este valor pode ser pago em dólares ou na moeda local. Em Bangkok o pagamento é feito nos serviços da embaixada, mas em Vientiane é necessário ir ao Banco da China para fazer o pagamento, ao qual acresce um pagamento de 1000 kip para despesas bancárias.
Para cidadãos com passaporte americano o custo do visto é de 130$…. vá-se lá saber porquê!!!
Website: http://la.china-embassy.org/eng/
Email: chinaemb_la@mfa.gov.com
Ambassador: Mr. Bu Jianguo
Address: Wat Nak Road, Sisattanak, Vientiane, Lao P.D.R (P.O.Box 898)
Office Hours: 8:00-11:30, 14:00-17:00 Monday-Friday
Tel: +856-21-315100
Fax: +856-21-315104
Email: chinaemb_la@mfa.gov.com
Consular Office
Office Hours: 9:00-11:30 Monday-Friday
Tel: +856-21-315105
Website: http://www.chinaembassy.or.th
Email: chinaemb_th@mfa.gov.cn
Ambassador: Mr. Guan Mu
Address: 57, Ratchadapisek Road, Bangkok, 10310, Thailand
Tel: +66-2-2450088, 2457043, 2457044 (direct)
Fax: +66-2-2468247
Consular Office
Office Hours: 09:00-11:30, Monday-Friday
Tel: +66-2-2457033, 2457036 (24 hour Auto Answer), 2478970 (14:00-17:00 Working Day)
Fax: +66-2-2472214
Documents required for visa application to China:
Single Entry $ 30
Double Entry $ 45
Multiple Entry valid for 6 months $ 60
Multiple Entry valid for 12 months $ 90
Multiple Entry valid for 24 months $ 90
This amount can be paid in dollars or in local currency. In Bangkok payment is made in the embassy services, but in Vientiane is necessary to go to the Bank of China to make the payment, which adds a payment of 1,000 kip for bank charges.
For citizens with American passports the visa fee is $130.
Tempo de dizer adeus e de fazer o balanço destes trinta dias, na República Democrática e Popular do Laos… que de democrática tem pouco.
O que ficou do Laos… ficam para sempre gravados os sorrisos e os acenos de mão com que em geral a população acolhe os visitantes, ficaram as fumegantes sopas de noodles, o sticky-rice servido em cestas de bambu, o cheiro da lenha queimada em fogões que desde manhã se espalha no ar, ficam os coloridos e animados mercados.
Fica um rio sempre de águas turvas e as muitas travessias e viagens de barco pelo Mekong, as monótonas estradas de infindáveis rectas, as viagens em autocarros nocturnos e os muitos percursos efectuados nos arejados e instáveis songthaews*.
Fica a cerveja nacional, BeeLao, que se vende em todo o país e que com o seu intenso tom de amarelo salpica a paisagem urbana, o café, servido com exageradas doses de leite condensado e de açúcar, os sarongs usados elegantemente pelas mulheres e o colorido dos robes açafrão dos monges que recolhem donativos pela manhã, num país em que os templos não se mostram particularmente atractivos.
Ficam também vestígios da presença francesa, nos decadentes edifícios que sobrevivem, no número de turistas, na comida mas sobretudo na língua que ainda é falada por gerações nascidas após a retirada francesa da Indochina.
Fica um país pobre, pouco desenvolvido e fortemente ligado à agricultura, com um inenarrável recolher obrigatório.
Fica um país calmo e gente dócil.
* em trinta dias, foram percorridos cerca de 1650 quilómetros de autocarro, e mais de 450 quilómetros de barco num país com pouco mais do que mil quilómetros de Norte a Sul.
















Nos primeiros dias, a moeda do Laos, o kip, pode ser uma verdadeira dor de cabeça, pelo elevado numero de zeros que se inscreve nas notas resultante da desvalorização da moeda, fazendo com que nada custe menos do que 1000 kips e onde a nota mais pequena é de 500 kips; não existe circulação de moeda em metal…. só papel, donde resultam verdadeiros molhos de notas, que efectivamente pouco valor: por exemplo, uma sopa de noodles, consumida num restaurante de rua custa cerca de 10.000 kips.
Contudo, para compensar esta confusão há a honestidade demonstrada em geral pela população, tanto no que se refere ao preço dos artigos, que nunca está assinalado, como em relação aos trocos, não tendo durante esta estadia tido qualquer suspeita ou desconfiança, para alguém de uma ou outra situação em que a barreira linguística pode ter levado a mal-entendidos…
Mais uma vez, as situações que suscitaram mais desconfiança foram sempre com os condutores de tuk-tuk ou de songthaews, cujo preço tem que ser negociado, mas que mesmo assim é sempre exageradamente elevado, se comparar-mos com o que a população local paga.
Baseada na língua tailandesa mas sujeita á influência dos países vizinho, o Lao apresenta uma sonoridade e uma grafia distinta. Grafia esta que se estende também à numeração.
Apesar da pouca riqueza e do fraco desenvolvimento que o país apresenta, é bastante fácil encontrar pessoas, em especial nas gerações mais novas, a falarem inglês, pelo menos o essencial para obter informações e ter uma simples troca de palavras, se bem que apesar da simpatia demonstrada é raro alguém da população estabelecer contacto verbal com os estrangeiros, talvez por timidez, talvez por razões culturais que os levam a ser discretos e comedidos nas manifestações sociais, ou talvez porque simplesmente não estão minimamente interessados em saberem de nós, ocidentais.
A preguiça reinou, e a língua tonal não ajudou, a que nesta estadia de trinta dias houvesse disponibilidade para aprender algumas palavras básicas em Lao. Ficou a saudação “sabaydee” e o obrigada “kop chai”.
Apesar dos quase 237 quilómetros quadrados (cerca de 2.5 vezes maior do que a área de Portugal), o Laos é um país relativamente pequeno, em comparação com a área dos países com que faz fronteira, com excepção do Camboja.
Em termos de população é o que apresenta o menor numero de habitantes, não chegando aos 7 milhões, com 700 mil concentrados na capital, Vientiane, sendo a segunda maior cidade, Pakse somente com 88 mil habitantes, o que representa que grande parte da população se encontra espalhada pelas zonas rurais, e dá relevo à importância que a agricultura mantem no país, que sem acesso ao mar, se encontra sujeito à pressão económica dos países vizinhos, em especial da China e da Tailândia.
Verificam-se muitos investimentos dos países vizinhos e mesmo de outros países europeus e asiáticos, em especial na construção de estradas e pontes.
Os efeitos deixados pelas guerras, tanto contra a colonização francesa, como a intervenção americana durante a guerra do Vietnam, seguido de um regime ditatorial de inspiração comunista, fazem deste país um dos mais pobres do sudoeste asiático, onde a esperança média de vida ronda os 60 anos.
A agricultura é fundamentalmente focada no cultivo de arroz, que se ocupa a maior parte do solo do centro e do Sul do país, sendo a orografia do norte demasiado montanhosa para a produção em larga escala deste cereal. A avaliar pelo devastação que se observa na floresta, em especial no centro e no sul do país, a madeira é também uma importante fonte de rendimento da população, continuando a ser a principal matéria prima usada na construção das casas, e indispensável para a confecção da comida e para aquecimento, nas zonas onde o clima das montanhas faz baixar as temperaturas.
O aumento do turismo, tanto de originário dos países ocidentais como da China e da Tailândia, que tem vindo sempre a crescer nos últimos anos, representa um papel importante na economia deste país com poucos recursos naturais, para além da floresta e dos rios.
Dos cerca de sessenta anos que durou a presença francesa no Laos, e que se estendeu ao Camboja e ao Vietname, constituindo a Indochina, ficaram alguns vestígios em termos de arquitectura, não só em termos de edifícios, com as suas típicas portadas de madeira usadas em portas e janelas, mas também no ortogonal desenho das ruas de algumas das cidades.
Mas a língua, que ainda é falada por um elevado numero de pessoas, é sem duvida o maior legado da presença francesa, encontrando-se com frequência inscrita junto a instituições oficiais e culturais, se bem que a nova geração está gradualmente a adaptar o inglês, em especial nas zonas com mais contacto com o turismo.
Em termos de gastronomia, é fácil de encontrar, nas cidades mais cosmopolitas, como Vientiane e Luang Prang uma grande oferta de restaurantes de cozinha francesa, pastelarias e cafés com esplanadas, mas que claramente estão vocacionados para os turistas. O que realmente se democratizou em termos gastronómicos foi sem dúvida o consumo de pão (coisa que na vizinha Tailândia tem pouca expressão) em especial a baguette, e que se pode encontrar à venda em todas as povoações, tanto para ser consumida em casa como vendida em sandes, cujo recheio segue o paladar da comida do Laos, com muitos pedaços de carne, gordura e vísceras, molhos e pastas de porco e peixe.




Com muitas semelhanças com a gastronomia da Tailândia e com algumas influências do Vietnam e da China, a comida tradicional do Laos é uma amostra mais modesta da dos países vizinhos, sobressaindo as sopas e os grelhados, onde domina a carne mas onde o peixe é uma presença constante, dada a proximidade com o Mekong e os outros rios que atravessam o país.
Para vegetarianos as opções são muito escassas: tirando a sopa de noodles que apesar de ser muitas vezes confecionada com caldos de carne, pode sempre ser pedida sem carne. Este foi o prato mais consumido durante a minha estadia no Laos, onde comi sopa de noodles todos os dias, pelo menos a uma das refeições, muitas das vezes como pequeno-almoço.
Existem espalhados por todas as cidades e mesmo nas pequenas povoações restaurantes que somente servem este prato, variando a qualidade do caldo, a carne que é colocada como complemento e sobretudo no tipo de noodles que é usado: podendo variar desde massa muito fina e quase transparente a tiras mais espessas e consistentes, mas sempre à base de farinha de arroz.
É acompanhada de um prato repleto de verduras cruas, como couve, alface, feijão-verde, hortelã, menta, espinafres e outros vegetais que se encontram à venda nos muitos mercados. Acrescentam-se molhos (peixe, soja, etc…) e picante que pode ser apresentado numa pasta, em pó ou usando as malaguetas, assim como pedaços de lima, postas sempre à disposição nas mesas dos restaurantes.
De uma forma geral a comida não é picante, mas nas mesas encontra-se sempre chilli, em pó ou apresentado numa pasta oleosa, que é generosamente deitado sobre a comida, podendo tornar um transparente caldo de carne numa sopa vermelha.
Para comer esta sopa à maneira do Laos, deve-se usar os paus de bambu para comer a massa e os outros ingredientes sólidos, servindo a colher que se usa na outra mão para ajudar a empurrar a comida para a oca e para consumir o caldo.
Muito popular é o lap, um prato que pode ser de carne ou de peixe, confecionado com especiarias, geralmente muito picante, servido com grande quantidade de folhas de hortelã e de menta, e que é acompanhado por arroz glutinoso (sticky-rice) e que geralmente é comido com as mãos, ao contrário das maioria dos pratos em que se usam paus de bambu.
Para além distes pratos é possível encontrar arroz salteado (fried rice), massa salteadas (fried noddles) e alguns caris, mas raramente igualando a qualidade e a sofisticação das versões destes pratos servidos na Tailândia.
Nota-se uma maior diversidade na comida servida no Norte do país em comparação com as cidades e povoações do sul, onde a oferta é mais limitada.
Quanto a doces, pouco há a dizer pois as sobremesas não fazem parte da ementa dos restaurantes tradicionais do Laos, sendo muito raro encontrar alguma pastelaria fora das zonas turísticas. Contudo, uma das “importações” da Tailândia são os vendedores de rottis que surgem com pequenas bancas e ocupam os passeios das ruas principais, oferecendo rottis recheados com banana, chocolate ou ovo, e regados com leite condensado. Curiosamente, este negócio que é bastante concorrido é dominado quase exclusivamente por indianos, muitos provenientes de Chennai, e que são também proprietários de restaurantes que um pouco por todas as cidades oferendem os típicos pratos indianos a quem já se encontra cansado de alguma monotonia que a cozinha do Laos oferece.









O chamado Lao Coffee é uma presença constante em todo o país, encontrando-se geralmente pela manhã em banca de rua, sendo também servido em alguns cafés mais sofisticados que se podem encontrar em zonas mais turísticas e cosmopolitas, como é o caso de Luang Prabang e Vientiane. É confecionado de uma forma muito característica, numa panela metálica, que se mantém sempre ao lume com água ferver, sendo coberta por uma tampa metálica na qual se encontra um orifício, através do qual retirada água com uma concha que é vertida para um filtro de pano, de forma cónica, contendo o café em pó. Quando se ontem a quantidade suficiente de café, este é vertido para um copo, ao qual é adicionado leite condensado, açúcar e leite em pó. O café que fica no filtro é usado mais vezes, servindo para preparar vários cafés. Pode se também bebido simples, sem leite ou adoçantes, sendo a sua textura bastante densa e espessa, mas de sabor suave e pouco amargo.
O preço é de 4.000 a 5.000 kips, e pode muitas vezes ser servido acompanhado de uma espécie de pão, feito com massa frita ou até de um chá, oferecido gratuitamente.
Da presença francesa ficou o pão, em especial as baguettes, que são vendidas nas ruas e terminais de autocarros, sendo muito solicitadas pelos estrangeiros que as consomem ao pequeno-almoço ou como refeição nas longas e intermináveis viagens de autocarro, cujo custo ronda os 7.000 a 10.000 kips, menos de um euro.
Quanto ao conteúdo, nota-se claramente os ingredientes presentes na gastronomia do país, como salchichas, pedaços de carne, geralmente de porco, fígado, carne processada, pastas à base de carne de porco e alguns molhos difíceis de identificar mas que muitas vezes são picantes.
Nas zonas turísticas é possível de encontrar restaurantes com uma grande oferta de comida ocidental, sendo os preços muito mais elevados do que a comida tradicional que se encontra nos restaurante frequentados pelos habitantes locais, onde é possível fazer uma refeição por 10.000 kip, cerca de 1€.


Para trás fica Chiang Khong a cidade fronteiriça do norte da Tailândia; cruzando o Mekong chega-se ao Laos, mais concretamente à república Popular do Laos, país ainda sob o domínio comunista e um dos mais pobres do Sudoeste asiático.
Mais uma fronteira cruzada por meios terrestres, mas desta vez longe da penosa travessia que constituiu a passagem da Índia para o Nepal; aqui existe o que se pode verdadeiramente chamar de posto fronteiriço, moderno, imponente e eficiente.
De um lado os serviços de imigração da Tailândia, que de ar austero e olhar severo se recusaram de inicio a carimbar o meu passaporte, alegando que o visto já estava caducado, o implicaria o pagamento de uma multa, encaminhando-me para outro departamento, e fazendo demorar o processo. Esclarecido o mal entendido, e passando para os serviços de imigração do Laos, encontrei funcionários solícitos que após poucos minutos de espera me entregaram o passaporte, com o visto de trinta dias em troca dos meus 35 dólares, desejando-me entre simpáticos sorrisos uma boa estadia no Laos.
Foi um bom começo para esta estadia no Laos.
Houay Xai, não é mais do que uma pequena povoação que se estende ao longo do rio Mekong, e de onde se avista a Tailândia; sendo escassa de atractivos, Houay Xai oferece alojamento, alguns restaurantes e alguma comodidades aos turistas que aqui ficam antes de iniciarem o percursos pelo Laos, geralmente com destino à cidade de Luang Prabang.
Os dias aqui passados serviram para recuperar da viagem desde Chiang Mai e do processo de imigração, sendo passados calmamente em adaptação à nova moeda, à nova língua assim como em preparativos para a descida pelo Rio Mekong até Luang Prabang que demora dois dias num barco com condições básicas.







Kunming: 4 dias
Dali: 3 dias
Lijiang: 3 dias
Shangri-lá (Zhongdian): 3 dias
Daocheng e Parque Natural de Yading: 3 dias
Litang: 3 dias
Kanding: 1 dia
Sertar e Larung Gar: 4 dias
Chengdu: 4 dias

… valor por pessoa, considerando viajar sozinho, comendo apenas comida local (vegetariana) em restaurantes informais, mercados e street-food; dormir maioritariamente em hostels com dormitórios, viaja em transportes públicos sempre que possível; sem consumo de álcool, refrigerantes ou tabaco; comunicações (chamadas telefónicas e Internet) não está comtemplado neste valor; compras e lembranças também não estão incluídas.
Nota: esta viagem foi realizada em maio/junho de 2014.
Kyaukme não é propriamente um dos lugares mais populares como ponto de partida para explorar o do estado de Shan, ao contrário de Hsipaw e Pyin Oo Lwin.
Esta região nordeste de Myanmar, que faz fronteira com a China, o Laos e a Tailândia destaca-se pela presença de diferentes grupos étnicos, genericamente denominados por “Shan people” que incluem diferentes tribos originárias da China e que partilham a mesma língua, semelhante com Thai e ao Lao.
Mas há muitas razões para ficar na vila de Kyaukme: é pequena o suficiente para ser percorrida a pé, de fácil de orientação e com alguns pontos de interessante para ocupar um ou dois dias: alguns pontos de interesse turístico, um mercado agradável, muita comida de rua… e uma atmosfera descontraída.
Apesar da proximidade com as aldeias vizinhas, onde predominam os Palaung, uma das tribos que compõem o mosaico étnico da estado de Shan, não se vislumbram os tradicionais coloridos trajes as mulheres Palaung em Kyaukme. Contudo nota-se nos rostos das pessoas desta região traços orientais, distintos dos Bamar, o grupo étnico dominante em Myanmar.
Como resultado das diferenças étnicas e culturais, o Estado de Shan tem tido o seu nome ligado a confrontos entre o exército a grupos armados pertencentes a diversas tribos. Estes conflitos são um misto da luta pelo reconhecimento das diferenças étnicas e culturais, mas foram também uma forma de combate à ditadura militar que governou o país por 54 anos. Presentemente, apesar da recente democracia, os conflitos continuam, com os chamados grupos “rebeldes” controlando a região do topo das colinas.
Mas a vida diária em Kyaukme começa cedo, quando os primeiros raios de sol a aquecerem as manhãs frias e iluminando com uma luz especial o mercado que surge informalmente numa das ruas de Kyaukme. Esta é uma boa oportunidade para observar os alimentos que aqui se consomem, onde se nota a influência chinesa com a gastronomia birmanesa, mas para isso é preciso acordar cedo, pois o mercado termina por volta das 7 horas. deixando a rua quase deserta, sem qualquer vestígio da agitação quer marcou o inicio do dia.
Ao longo das ruas, monges caminham pedindo esmolas e apesar dos rostos sérios de olhos postos no chão, os mais novos não conseguem evitar um sorriso quando olham curiosamente para os estrangeiros.





Como Kyaukme está a impor-se a como alternativa a Hsipaw são cada vez mais as opções de alojamentos disponíveis para estrangeiros.
A escolha foi para a Northen Guest House, provavelmente a guesthouse com o staff mais simpático e sorridente da cidade. O edifício tem caráter, e mantem um certo charme colonial. Existem diferentes tipos de quartos, alguns com casa de banho partilhada e alguns sem janela.
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Depois de terminar o matinal mercado de rua, começa um outro situado num edifício que ocupa um dos quarteirões de Kyaukme, focado mais em roupas e artesanato tradicional birmanês com alguns produtos importados da China.
Nas ruas em redor, outro mercado inicia-se pelo fim da tarde oferecendo uma grande diversidade de produtos, sendo uma boa oportunidade para experimentar a tradicional sopa de noodles confecionadas ao estilo Shan, cujos condimentos têm um toque oriental em comparação com as sopas birmanesas, como mohinga.

A Cherry Pan Tea Shop, que apesar do aspecto pouco sofisticado e da predominância de trabalho infantil, é o local que oferece melhor ligação wi-fi em Kyaukme, a não ser que se queira ir para a opção mais ocidentalizada da Bayan Tree Cafe.
Do outro lado da rua há outra Tea Shop com wi-fi… mas atenção pois o que é servido como chá neste tipo de estabelecimentos é uma bebida extremamente doce, adocicada com leite condensado, que pouco tem a ver com chá. Quanto ao café é servido o chamado “coffee mix” uma bebida industrial instantânea feita com açúcar, natas em pó (na milagrosamente são feitas sem leite) e um pouco de café… mas só um pouco!

Do Pyi Gyi Myat Shin Bus Terminal, em Mandalay partem diariamente dois autocarros, de duas empresas diferentes, para Hsipaw que param em Pyin Oo Lwin e Kyaukme. Os melhores autocarros mais modernos e confortáveis são da empresa Ye Shinn Express, cuja bilheteira se localiza
Os autocarros partem às 2 da tarde, seja qual for a empresa escolhida. O bilhete custa 4000 kyats e a viagem demora cerca de 3,5 horas… mas pode ser muito mais longa, pois a estrada tem que passar por uma área de montanha, que devido ao intenso tráfego de camiões de mercadorias, fica frequentemente interrompida quando há avarias ou acidentes.
O terminal de Pyi Gyi Myat Shin é um terminal muito pequeno, com condições básicas que podem tornar penosa uma espera mais prolongada.
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!
Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.
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