Sapa, primeiro dia

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Sapa é o ponto de partida mais conhecido para se vesitar algumas das minorias étnicas das 52 que cosntituem a população do Vietnam. É também local eleito para passeios de trekking; aqui perto situa-se o ponto mais alto da região: Fan Si Pan.
Nesta zona dominam as etnias, Black Hmong, Red Zao, Flower Hmong e Thai.
Chegamos a Lào Cai ao amanhecer, envoltos numa neblina matinal, que prometia chuva, apesar da temperatura ser elevada.
À nossa espera, à saída da estação, estava um rapaz com o nome do Bruno escrito num papel, que nos iria levar, juntamente com outros turistas, num mini-bus até Sapa. Depois de alguma confusão, com mudança de veículo e de passageiros lá seguimos viagem.
A bilhete até Sapa custa 300.000 VND, mas nós já tinhamos o transporte incluído no preço do quarto, onde iria-mos ficar os proximos dias: Luong Thuy Family Guest House.
A viagem, de cerca de 40 minutos foi feita por numa estrada que serpenteava pelas montanhas, ao longo de uma magnífica paisagem dominada por campos de arroz, que alastram pelas encostas acima, sempre acompanhados por um mistico nevoeiro.
Aspecto da povoação de Sapa (vista do hotel)
Chegados a Sapa, encontra-mos uma vila parecida com muita outras por onde temos passado, talvez um pouco melhor pelo enquadramento dado pelas montanhas. Muito virada para o turismo, em particular oocidental, com muito restaurantes, lojas de artesanato local, lojas de artigos para caminhada, cafés e bares.
O hotel que tinhamos reservado pela net, o Luong Thuy Family Guesthouse, por indicação de uns americanos que conhecemos no Hoa’s Place, em China Beach, era muito bem localizado; fica numa das saídas da povoação com uma vista espetacular para as montanhas. No quarto dominava o duvidoso gosto vietnamita, com colchas de setim e flores de plástico, mas compensava com a agradável varanda.
o nosso quarto no Luong Thuy Family Guesthouse 
Vista do quarto

 Durante a manhã, depois de um reconhecimento à cidade, fomos visitar a aldeia mais próxima: Cat Cat. Fica a cerca de 4 km da vila, pelo que fizemos o percuso a pé. Como é a aldeia mais próxima de Sapa, é a que tem mais turismo, e ao longo do caminho não faltam baraquinhas de venda de artesanato.Infelizmente, devido à ameaça da chuva, pois antes tinha estado a trovejar, optamos por deixar a máquina no hotel.

Este foi o nosso aquecimento para o trekking dos próximos dias. Foi um passeio agradável e pouco exigente, se bem que parte do caminho foi a subir. Cada umas das aldeias que circundam Sapa cobram uma especie de portagem à entrada. Em Cat Cat cobraram 20.000 VND.
O almoço foi num dos restaurante de rua, durante o qual caiu a maior chuvada que vimos nestas semanas. Em pouco mais de 20 minutos as ruas ficaram cheias de águas.
O almoço, muito bom, consistiu numas espetadas de carne, rolinhos de carne recheados com legumes e cogumelos com vegetais. Uma delícia.
 
Mercado de Sapa
Enquanto esperava-mos que a chuva abandonasse Sapa, a tarde deste primeiro dia foi aproveitada para pôr o nosso caderno de viagem em dia, numa pasteleria onde esperimenta-mos uns bolos acompanahdos de café. Apesar da colonização, não ficou muito da arte da pastelaria francesa; tinham um optimo aspecto mas dominava o sabor a leite condensado. Não repetimos a experiência.
Curiosamente o leite condensado é uma presença constante no quotidiano dos vietnamitas: é facil de encontrar em qualquer mercearia e é frequentemente usado para adoçar o café.
Dada a variedade de restaurante em Sapa, onde não faltavam pizzarias, optamos por um localizado na rua principal, onde pratos ocidentais conviviam com comida vietnamita: Viêt Emôtions. Foi das refeições mais caras, cerca de 18$. Sem duvida que os preços em Sapa estão muito inflacionados….mas também quem é que decide comer uma pizza no meio das montanhas no Vietnam profundo?!?!?!?
A acompanhar o meu prato de frango e legumes, na chapa quente, vinha arroz assado em bamboo, que é tradicional nestas regiões.

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