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Uttar Pradesh

Varanasi… revisited

Varanasi… a antiga Banares, cujo nome nos remete para exóticas paragens. Mais velha do que antiga com os seus edifícios degradados, tinta debotada onde sobressai o azul e o verde, paredes bolorentas onde rebentos de árvores tentam sobreviver aninhados em frestas e lambris, pequenos templos pintados de garridas cores, ruas estreitas e labirínticas, sujas de lixo e dejetos onde a todo o momento surge, em pequenos nichos, o lingam, decorado com coloridas e frescas flores, um misto de cheiros que vão desde o doce do chai, ao azedo dos restos de comida, ao agoniante dos esgotos até ao agressivo da urina, a presença constante dos sonolentos cães e de pachorrentas vacas… e os ghats por onde se acede ao rio… o rio…. largo, de águas turvas e castanhas: o poderoso Ganges ou Ganga usando o termo mais sagrado.

Depois de uma primeira estadia em Julho, quando as chuvas da monção fizeram subir as águas do Ganges, inundando ghats e enchendo a atmosfera de um ar húmido e pesado que juntamente com as elevadas temperaturas tornaram os passeios pela velha cidade numa penosa tarefa. O mês de Fevereiro trás à cidade dias quentes e secos, e noites amenas onde num céu sem nuvens surge o nítido brilho das estrelas.

Varanasi, que de acordo com a mitologia hindu foi fundada pelo deus Shiva, é um dos oito locais sagrados da religião Hindu, recebendo diariamente dezenas de peregrinos que em família ou em numerosos grupos, percorrem os ghats, efectuam o puja e o religiosa banho matinal, veneram estátuas e visitam templos. O rio é também o centro do quotidiano de quem vive na cidade, onde se lava roupa, tachos e panelas, onde se convive, pesca e se joga às cartas, de onde se lançam papagaios de papel que desparecem como pontos minúsculos no céu, ou onde simplesmente se senta olhando o horizonte enquanto se masca um pouco de tabaco.

Sossegadas ruas podem desembocar em agitados ghats, onde pilhas de madeira esperam para serem pesadas e vendidas à chegada de cada novo corpo, numa actividade que não conhece interrupções, decorrendo dia e noite. Manikarnika Ghat, um pouco a norte de Godaulia, é um dos locais onde se efectuam as cremações, encaradas de forma pragmática, mais como uma tarefa necessária do que propriamente uma cerimónia, onde ficam de fora manifestações de pesar ou atitudes dramáticas, numa religião onde a vida é somente uma etapa numa sequência de reencarnações.

Godaulia é o coração da parte antiga da cidade, toda ela localizada na margem esquerda do Ganges, vibrando de agitação e actividade pela presença de visitantes e peregrinos, um sem numero de bancas de rua, lojas e mais lojas, de roupas, de doces, de snacks e de chai, pequenas e abertas para a rua, onde indolentes comerciantes esperam clientes, mastigando paan e cuspindo para a rua, indiferentes a quem passa.

Dashaswamedh Ghat, onde desemboca a principal artéria de Godaulia, com o permanente tráfego de motos e tuk-tuk, que a custo de buzinadelas avançam por entre a multidão, é a zona mais confusa e movimentada da parte antiga da cidade, e é nas escadarias de acesso ao Ganges que diariamente, ao pôr-do-sol se realiza a exuberante cerimónia de puja, com colunas de som, luzes e néons, com os pujaris vestindo brilhantes e luxuosas roupas, num misto de religiosidade e espetáculo kitsch.

Intensa, decadente, Varanasi é uma cidade que atrai, surpreendendo a cada momento quem por aqui se demora. Uma cidade a revisitar.

Ruas demasiado estreitas para passarem veículos ocupadas por grupos de crianças nas suas brincadeiras infantis, ruidosas e eufóricos, desejosos de pousar para uma fotografia
Ruas demasiado estreitas para passarem veículos ocupadas por grupos de crianças nas suas brincadeiras infantis, ruidosas e eufóricos, desejosos de pousar para uma fotografia
Varanasi vista do Ganges, onde edifícios parecem ter sido empilhados sobre outros mais antigos, num instável e desafiante equilíbrio
Varanasi vista do Ganges, onde edifícios parecem ter sido empilhados sobre outros mais antigos, num instável e desafiante equilíbrio
Os rickshaws continuam a ser um modo de transporte muito comum na cidade, plana e de ruas estreitas... por vezes tão estreitas que nem uma bicicleta tem espaço para passar
Os rickshaws continuam a ser um modo de transporte muito comum na cidade, plana e de ruas estreitas… por vezes tão estreitas que nem uma bicicleta tem espaço para passar
Condutor de rickshaw
Condutor de rickshaw
Varanasi, onde longe das ruas principais a vida desliza suavemente
Varanasi, onde longe das ruas principais a vida desliza suavemente
roupa a secar junto ao Ganges
roupa a secar junto ao Ganges, uma actividade que enche improvisados estendais ora de garridas cores ou de monocromáticos brancos
os pequenos barcos a motor são uma constante no quotidiano do rio, seja para serem usados na pesca, como meio de transporte alternativo às congestionadas artérias da cidade, para passeios turísticos ao longo das margens do rio ou para se encherem de expectadores que preferem assistir à cerimónia do puja de uma perspectiva alternativa aos ghats
os pequenos barcos a motor são uma constante no quotidiano do rio, seja para serem usados na pesca, como meio de transporte alternativo às congestionadas artérias da cidade, para passeios turísticos ao longo das margens do rio ou para se encherem de expectadores que preferem assistir à cerimónia do puja de uma perspectiva alternativa aos ghats
Varanasi. Ganjes
Nas margens do Ganjes, apesar da constante actividade vive-se um ritmo descontraído que contrasta com as ruidosas e poeirentas ruas atafulhadas de desorganizado trânsito que circundam a parte antiga de Varanasi
Varanasi. Ganjes
fim de tarde junto ao Ganjes com as sombras a crescerem em direcção ao rio
Varanasi sendo um dos principais locais sagrados do hinduísmo atrai, para além de peregrinos muitos ‘babas’, nome dado a homens que se dedicam inteiramente à religião, despojados de bens materiais, vivendo da caridade de quem neles deposita confiança e segue os seus conselhos e orientações
Varanasi sendo um dos principais locais sagrados do hinduísmo atrai, para além de peregrinos muitos ‘babas’, nome dado a homens que se dedicam inteiramente à religião, despojados de bens materiais, vivendo da caridade de quem neles deposita confiança e segue os seus conselhos e orientações
Varanasi
A actividade junto ao rio começa cedo ainda com a neblina a pairar sobre as águas turvas do Ganjes que se mistura com o fumo das fogueiras que um pouco por todo o lado se acendem para queimar o lixo que se acumulou nas ruas durante o dia anterior
Apesar de ser considerado um rio poluído, o Ganjes continua a ser usado tanto para os banhos matinais como para a lavagem de roupa
Apesar de ser considerado um rio poluído, o Ganjes continua a ser usado tanto para os banhos matinais como para a lavagem de roupa

 

Varanasi junto ao Ganjes
Varanasi junto ao Ganjes
os ghats são essencialmente acessos em forma de escadaria às águas do rio, servindo para os ritos religiosas mas também como local de lazer, onde grupos de homens se reúnem para jogos de cartas aproveitando a sombra deixada por um sol que desaparece por trás dos edifícios que compõem a parte antiga da cidade
os ghats são essencialmente acessos em forma de escadaria às águas do rio, servindo para os ritos religiosas mas também como local de lazer, onde grupos de homens se reúnem para jogos de cartas aproveitando a sombra deixada por um sol que desaparece por trás dos edifícios que compõem a parte antiga da cidade
Varanasi
os objectos usados nas cerimónias dos ‘puja’, onde se queima incenso e onde ardem lamparinas, são lavados e cuidadosamente polidos junto às águas do rio
banho matinal nas águas do Ganjes
banho matinal nas águas do Ganjes

Alojamento:

Para fugir à intensidade da zona central da cidade, Goudalia, a escolha foi para a parte mais a sul da cidade antiga, concretamente para o Asi Ghat, o mais calmo e tranquilo da cidade e que atrai viajantes que optam por permanecer por longos períodos na cidade.

 

A Ashish Guest House (também café e restaurante) é das opções mais em conta na zona envolvente ao Asi Ghat, oferecendo somente quatro quartos, duplos e individuais, com casa-de-banho partilhada (com duche de água quente), situados num desafogado terraço, situado por cima do restaurante de onde se ter uma estreita vista para o Ganges. Ambiente familiar e espaço limpo e sossegado. Sobressai a simpatia do proprietário.

 

Quarto individual: 300 rupias

Quarto duplo: 500 rupias

Casa-de-banho partilhada com duche de água quente.

Possibilidade prolongar o aluguer do quarto por mais meio dia mediante pagamento de meia estadia.

Free wi-fi

 

Alternativas:

  • Shanti Guest House: próximo do Manikarnika Ghat (não confundir com outras com o mesmo nome)
  • Rajastan Guest House: próximo do Dashaswamedh Ghat, com cozinha partilhada (+91-9243401510).

 

Ashish Guest House onde também funciona o restaurante Ashish Café
Ashish Guest House onde também funciona o restaurante Ashish Café

 

 

Onde comer:

Um dos inconvenientes do Asi Ghat é a pouca oferta de restaurantes, sendo a maioria virada para a clientela ocidental, com preços inflacionados e comida ajustada a estômagos sensíveis, onde as especiarias são moderadas e o picante está ausente. Nesta categoria encontra-se a Pizzeria Vaatika Café, com agradável esplanada com vista para o Asi Ghat e Tulsi Ghat.

No restaurante da Ashish Guest House – Ashish Café – encontra-se uma opção mais económica mas com comida pouco ‘brilhante’ (confecionada e servida maioritariamente por crianças), sobressaindo contudo os pequenos-almoços ao estilo ocidental com cereais, porridge e tostas.

Numa das estreitas ruas que desaguam no Asi Ghat, encontra-se o pequeno mas agradável Aum Cafe, com comida ocidental, apostando nos pequenos-almoços e lanches, partilhando o espaço com uma pequena loja de roupa e bijutaria.

Partilhando da mesma filosofia, o Open Hand Café, situado entre a Asi Road e o rio, oferece sofisticado menu, onde se destacam os bolos e tartes, servidos num espaço muito agradável formado por diversas divisões que funcionam como café/restaurante e loja onde se pode encontrar vestuário, bijutaria, artigos de decoração, etc… confecionados artesanalmente e vendidos com o intuído de suportar comunidades locais.

A Bhadahn Road, que se desenrola paralelemente ao rio, aberta ao trafego automóvel impossível nas pequenas ruas junto ao Ganges, onde durante as manhãs funciona um pequeno mercado de frutas e legumes, é também local para se encontrar os habituais snacks indianos à base de fritos: chamussas, pakoras, bhaji, etc… assim como os refrescantes lassis, bebida espessa feita à base de iogurte açucarado

Em Godaulia, numa estreita transversal à Dasaswamedh Road, que dá acesso ao ghat com o mesmo nome, situa-se o Restaurante New Keshari, popular escolha entre a população indiana, oferecendo os tradicionais pratos do norte da Índia, à base de expressos caris, mas também as famosas dosas e outras especialidades do sul do país.

 

Open Hand Café, a pouca distância do Asi Ghat, caminhando na direção oposta ao Ganges
Open Hand Café, a pouca distância do Asi Ghat, caminhando na direção oposta ao Ganges

 

 

Transportes:

A cidade de Varanasi é servida por diversas estações de comboios sendo as mais centrais: Varanasi Junction (também designada por Varanasi Cantonment, de onde partem os comboios cujo serviço se inicia na cidade) e Varanasi City. De qualquer destas estações de comboios é possível chegar ao Asi Ghat de tuk-tuk ou de rickshaw, que apesar de mais lento oferece uma experiência de deslizar lentamente pelo intenso movimento da cidade, ao ritmo de pedalar de esforçados condutores.

 

Como Varanasi não constitui um ponto importante na malha ferroviária do país, muitos dos comboios não passam por Varanasi Junction (Varanasi Jn), sendo a estação de Mughal Sarai situada do outro lado do rio a cerca de 20 quilómetros, pouco mais de meia hora de tuk-tuk.

 

Varanasi é muitas vezes escala no itinerário de quem sai da Índia em direcção ao Nepal, ou para quem efectua o percurso inverso. Daqui a opção mais popular é o comboio com direção à estação Gorakhpur, à qual se segue um percurso de 2 horas de autocarro até à fronteira Sonauli-Belayhia.

 

  • rickshaw: Asi Ghat – Varanasi Junction: 80 rupias
  • tuk-tuk: Mughal Sarai – Godaulia: 250 rupias (preço para indianos conseguido através da negociação entre dois passageiros originários do Gujarat que gentilmente partilharam o veículo)
  • Comboio: New Delhi – Mughal Sarai: numero 12402. Partida 20.00. Chegada 07.40. Uma das opções para quem viaja de Delhi para Varanasi, com a vantagem de fazer a viagem de noite mas com o inconveniente de parar numa das estações mais centrais de Varanasi: Custo 425 rupias (SL class).
  • Comboio: Varanasi Jn – Gorakhpur: numero 15003. Partida 00.40. Chegada 06.50. Esta é uma das opções que tem o inconveniente de sair da cidade demasiado tarde, numa altura em que as ruas se encontram desertas e a oferta de richshaw e tuk-tuk é escassa, encarecendo o preço. Geralmente este comboio circula com atraso de cerca de três horas!!!! Custo 170 rupias (SL class).

Varanasi

A meio da tarde o ceu escoreceu e ao longe rebentaram os trovoes, anunciando a aproximacao de chuva; quase de imediato grossas pingas cairam-nos em em cima, colando a roupa ao corpo. Abrigados sobre precarios toldos de lojas de artigos religiosos no centro de Varanasi, assistimos a descarga do ceu que se abateu ferozmente sobre a cidade, inundando ruas e criando pequenos rios que velozmente desciam pelas estreitas ruas arrastando toda a sujidade acumulada. Rapidamente, em menos de cinco minutos as ruas ficaram cobertas de agua, tornado impossivel andar sem mergulhar os pes num caudal lamacento.

Perante este cenario, os habitantes de Varanasi, pouca emocao demonstraram, sem se notar grande mudanca no frenetico movimento da cidade, com muita gente a caminhar a chuva, sem qualquer protecao e sem aparentarem grande pressa. Foi o nosso primeiro contacto com uma chuvada tipica da epoca das moncoes: intensa, ameacadora mas que traz um ar mais limpo e algum alivio ao calor que se sente.

Varanasi, tambem conhecida por Benares, e uma das cidades mais antigas do mundo, datando os primeiros registos do seculo VI AC, constituindo o principal centro da cultura hindu, que atribui a este local o poder de conferir a iluminacao espiritual e a libertacao do ciclo de reencarnacoes a quem aqui morra.

A zona mais antiga da cidade, situa-se ao longo do Rio Ganges, aqui chamado de Ganga, onde diariamente sao realizados os banhos sagrados, nas aguas purificadoras do rio, tanto por peregrinos como por habitantes. E tambem considerado um local auspicioso para a  cremacao dos mortos, existindo “gahts” especificos para a realizacao destas cerimonias, que sao discretas e sem grande aparato.

Segundo ouvimos… “Delhi e a capital, mas Varanasi e o coracao da India”… realmente e uma cidade vibrante, cheia devida, sons, cores, movimento. Somente o calor e a humidade que se sente nesta altura do ano, roubam a energia aos seus habitantes, fazendo com que os corpos se entreguem a uma certa lassidao que leva ao sono leve; passando por uma loja ou olhando para o interior de uma casa cuja porta permanece despreocupadamente aberta, numa soleira de uma porta, ou junto a entrada de um templo encontram-se pessoas a dormitar, completamente alheias do movimento que as rodeia. Corpos abandonados, expostos e vulneraveis.

Ruas estreitas com pavimento em pedra ja gasta pelo tempo, contornam de forma labirintica os edificios que compoem a parte antiga da cidade, onde inumeros templos hindus disputam ardoamente o espaco, convivendo de perto com as habitacoes que se aninham umas contra as outras, elevando-se instavelmente por varios andares, conferindo as ruas uma quase premanente sombra, onde se pode sentir algum alivio do calor e da humidade provocada pela moncao. Nesta densa paisagem urbana, surge esporadicamente o verde brilhante de uma arvore, cujo retorcido tronco ou as suas raizes aereas atestam a sua antiguidade. Muitas delas sao as chamadas arvores de Bodhi, junto a qual Budha atingui a iluminacao e por isso consideradas sagradas e local de devocao pelos hindus.

Varansi apresenta uma aparente decadencia, como se lhe tivessem estendido um manto de humidade e  fungos, cobrindo todos os edificios, casas, lojas e templos, roubando o brilho das cores berrantes com que estao pintados, sem contudo perder a sua dignidade ou a beleza do conjunto.

Por todas as ruas se veem vacas, cabras, caes, criancas semi-despidas a brincar, velhos sentados junto a entrada das casas, mulheres a preparar a comida ou a lavar roupa, homens a tirar aguas dos pocos, vendedores de “paan”, de comida, de artigos religiosos para as cerimonias do “puja”… Nuvens de moscas sobem dos dejetos das vacas, dos caes e dos habitantes a medida que vamos passando, o que juntamente com o lixo domestico existente nas ruas, impregna o ar com um odor acre e azedo. A chegada aos ghats traz uma lufada de ar-fresco e de luz, abrindo as estreitas ruas ao Ganges que corre castanho e lamacento.

Com a moncao e especialmente devido as chuvas que cairam no mes passado provocando inundacoes no estado de Uttarakhand, o nivel do rio subiu bastante, sobmergindo a maior parte dos ghats, tornando impossivel percorrer a cidade junto ao Ganges e impedindo a circulacao dos barcos donde se tem uma vista previligiada de Varanasi. Nos seis dias que aqui passamos, assistimos incredulos a descida do nivel da agua, cerca de dois metros, pondo a descoberto muitas das escadas de acessoao rio.

“Varanasi e uma aldeia com dois milhoes de habitantes” ouvimos esta frase da boca de um australiano que vive a cerca de seis anos, com a familia, nesta cidade, que ama e por vezes odeia. Uma aldeia que cresceu sem planeamentonem infra-estruturas ou de agua, na maioria das casas da parte antiga. As ruas principais encontram-se em mau estado, sem passeios, em valetas e com grandes buracos nas zonas pavimentadas, que quando caem as grande chuvadas, foram grandes pocas lamacentas, dificeis de contornar, tornando as ruas quase intransitaveis e provocando o caos no transito. O lixo e despejado nas ruas e recolhido diariamente de manha, de forma rudimentar com a ajuda de tabuas em substiuicao de pas e vassoras, e reunido em locais especificos em varias zonas da cidade, onde ai vai sendo empilhado permanecendo dias ate ser transportado para outro local,servindo de repasto as vacas, cabras e caes impregnando o ar de um cheiro a azedo e repleto de moscas.

Somente no ultimo dia que passamos em Varanasi vimos um pouco do azul do ceu, que se manteve sempre carregado de espessas nuvens cinzentas e que perante a ausencia de qualquer aragem permaneceram sobre o rio e a cidade roubando-lhe as cores.

Varanasie tem personalidade, alma, passado, devocao e religiosidade. E, sem duvida a cidade indiana mais bonita, onde espero voltar.

Ghats – zona de acesso a um rio ou lago, constiuido por degrau em pedra onde os crentes hindus se banham

Vendedores de flores para a cerimónia do "puja" no Assi Gath
Vendedores de flores para a cerimónia do “puja” no Assi Gath
Vendedores de "chai" num dia de chuva durante o "puja"
Vendedores de “chai” num dia de chuva durante o “puja”
"puja" no Assi Gath
“puja” no Assi Gath
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Varanasi junto aos "ghats"
Varanasi junto aos “ghats”
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Templo inundado em resultado das fortes chuvas da monção
Templo inundado em resultado das fortes chuvas da monção
Varanasi junto aos "ghats"
Varanasi junto aos “ghats”
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
"lingam" símbolo da religião hindu que representa Shiva, a criação e a destuição
“lingam” símbolo da religião hindu que representa Shiva, a criação e a destuição
Assi Ghat
Assi Ghat
Uma das ruas de acesso ao nosso alojamento, um pouco a sul do Assi Ghat
Uma das ruas de acesso ao nosso alojamento, um pouco a sul do Assi Ghat
Om Café perto do Assi Ghat, onde se podem tomar pequenos almoços e refeições ligeiras ao gosto ocidental
Om Café perto do Assi Ghat, onde se podem tomar pequenos almoços e refeições ligeiras ao gosto ocidental
Sonapura Road que limita a zona mais antiga da cidade e liga, paralelamente ao Ganga, o Assi Ghat e o centro da cidade, Godaulia
Sonapura Road que limita a zona mais antiga da cidade e liga, paralelamente ao Ganga, o Assi Ghat e o centro da cidade, Godaulia
Perto do Ganga
Perto do Ganga
O autor do primeiro roubo que fomos sujeitos: atacou sub-repticiamente um saco de mangas, tendo-se apropriado de uma delas
O autor do primeiro roubo que fomos sujeitos: atacou sub-repticiamente um saco de mangas, tendo-se apropriado de uma delas
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Junto ao Manikarnika Ghat, um dos ghats onde se realizam cremações de corpos
Junto ao Manikarnika Ghat, um dos ghats onde se realizam cremações de corpos
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Parte antiga da cidade de Varanasi
Experimentando um "longi"numa das lojas próximo do Dashaswamedh Ghat
Experimentando um “longi”numa das lojas próximo do Dashaswamedh Ghat
Próximo do Dashaswamedh Ghat
Próximo do Dashaswamedh Ghat
Assi Ghat
Assi Ghat
Assi Ghat, com vendedores de artigos religiosos para oferendas durante o "puja"
Assi Ghat, com vendedores de artigos religiosos para oferendas durante o “puja”
Godaulia: centro de Varanasi
Godaulia: centro de Varanasi
Prayageshvara Ghat
Prayageshvara Ghat
Prayageshvara Ghat
Prayageshvara Ghat
Godaulia: centro de Varanasi
Godaulia: centro de Varanasi
Prayageshvara Ghat
Prayageshvara Ghat
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Dashaswamedh Ghat
Restaurante Keshari em Godaulia, que ficámos clientes apesar de termos que apanhar um rickshaw para lá irmos, pois situa-se em Godaulia, na rua de acesso ao Dashaswamedh Ghat
Restaurante Keshari em Godaulia, que ficámos clientes apesar de termos que apanhar um rickshaw para lá irmos, pois situa-se em Godaulia, na rua de acesso ao Dashaswamedh Ghat
Estação de Mughal Sarai, bastante afastada de Varanasi, onde tivemos que ir apanhar o comboio de regresso a Delhi
Estação de Mughal Sarai, bastante afastada de Varanasi, onde tivemos que ir apanhar o comboio de regresso a Delhi

Para fugir a confusao e a intensidade que se vive no centro da cidade de Varanasi, seguimos a sugestao da nossa amiga Rebecca e ficamos no Assi Ghat, o mais afastado do centro. Foi realmente uma boa sugestao pois o local e amplo e muito mais calmo do que qualquer outro que visitamos.

Depois de uma longa procura, onde nos perdemos nas intrincadas ruas em busca de uma guest house, limpa, com o minimo de condicoes e com precos razoaveis, o que se revelou dificil apesar de estarmos em epoca baixa, encontramos o Yoga Mandir; este espaco funciona tambem como centro de yoga, centro de terapias ayurvedicas, escola de massagens e restaurante de comida organica (nao e toda?!?!). Mas o que os levou a ficar aqui alojados foi o espaco: situado junto ao rio, com os quartos disposto em galerias, virados para um pequeno jardim.

Apesar de tudo nao encontramos aqui o ambiente necessario para tornar a estadia agradavel, devido a um misto de antipatia e desinteresse demonstrado pelo pessoal que estava a gerir a guest house, que nao ajudou a criar boa impressao deste espaco, que durante a epoca alta deve estar entregue em melhores maos.

A comida “oarganica” que experimentamos era comestivel mas muito basica e de confecao descuidada.

Para compensar tinhamos wi-fi incluido no preco do quarto, que custou, depois de algum regateio, 600 rupias por noite… mais do que estamos habituados a pagar.

Varanasi vista da guest house onde ficámos alojados, perto do Assi Ghat: Yoga Mandir
Varanasi vista da guest house onde ficámos alojados, perto do Assi Ghat: Yoga Mandir
Perto do Toga Mandir
Perto do Toga Mandir
Acesso do Assi Ghat ao Yoga Mandir
Acesso do Assi Ghat ao Yoga Mandir
Assi Ghat e Varanasi, ao fundo, vistos do Yoga Mandir
Assi Ghat e Varanasi, ao fundo, vistos do Yoga Mandir
Yoga Mandir, onde todas as tarde eram entoados cânticos religiosos ao som de campainha e do harmónio
Yoga Mandir, onde todas as tarde eram entoados cânticos religiosos ao som de campainha e do harmónio
Yoga Mandir
Yoga Mandir
Entrada do Yoga Mandir
Entrada do Yoga Mandir
Vista do nosso quarto no Yoga Mandir
Vista do nosso quarto no Yoga Mandir
O nosso quarto no Yoga Mandir
O nosso quarto no Yoga Mandir
O nosso quarto no Yoga Mandir... espartano como uma cela de mosteiro
O nosso quarto no Yoga Mandir… espartano como uma cela de mosteiro

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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