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A comida no Sri Lanka

A comida do Sri Lanka é sem duvida marcada fortemente pelas especiarias, pelo côco e sobre tudo pelo picante… sim, a comida tradicional é verdadeiramente picante e não é para estômagos fracos, contudo não é de todo em exagero, pois não se sobrepõe ao sabor dos restantes ingredientes!

Em termos de especiarias o que sobressai é o cominhos, coentro, cravinho, cardamomo, gengibre e açafrão (tumeric) e folhas de caril (curry leaves) e canela, que no Sri Lanka tem um paladar menos doce do que o habitual. O coentro é usado em pó, sementes ou fresco. O cominho é também muito frequente, sendo comum encontrar estas sementes nos caris, que são fritas juntamente com alho. A cebola é usada muitas vezes crua, na preparação de condimentos que acompanham os caris, como o sambol, uma mistura de ingredientes crus, que pode ser de côco (pol sambol) ou de vegetais (gotukola sambol)… mas sempre picante.

Como base da alimentação está sempre o arroz, seja simplesmente cozido a acompanhar os aromáticos e deliciosos caris ou seja na preparação de string hoppers (idyyappam), uma espécie de noodles feitos de farinha de arroz que podem ser consumidos como refeição, acompanhados de caris, ou numa versão doce, recheados de côco ralado e açúcar chamados de lavariya (sweet string hoppers)… ambos podem ser encontradas ao pequeno-almoço!

O arroz está também presente num outro ícone da cozinha Cingalesa, os hoppers, uma panqueca espessa no centro e estaladiça nas pontas, feita à base de farinha de arroz e leite de côco, que serve de snack ou como refeição, acompanhados de caris ou de molhos picantes. Com ingredientes semelhantes, fazem-se os coconut hoppers, mas sendo cozinhados ao vapor, ficam macios e suaves, menos populares do que os hoppers mas muito mais saborosa e adocicada versão.

String hoppers, feitos de farinha de arroz e servidos muitas vezes como pequeno-almoço... estes feitos com farinha de arroz integral que lhes dá o tom acastanhado
String hoppers, feitos de farinha de arroz e servidos muitas vezes como pequeno-almoço… estes feitos com farinha de arroz integral que lhes dá o tom acastanhado
Hoppers cuja massa é cozinhada em pequenas panelas sobre lume forte, até a parte mais fina ficar estaladiça e com o centro, por ser mais espesso, fica fôfo e macio
Hoppers cuja massa é cozinhada em pequenas panelas sobre lume forte, até a parte mais fina ficar estaladiça e com o centro, por ser mais espesso, fica fôfo e macio
Coconut Hoppers... uma versão doce para pequeno-almoço
Coconut Hoppers… uma versão doce para pequeno-almoço

A comida do Sri Lanka apresentam uma grande variedade de ingredientes sobretudo vegetais, e apesar de ser um país maioritariamente budista, não é raro o consumo de carne, geralmente frango, e de peixe, em especial nas zonas mais perto da costa. Mas é extremamente fácil encontrar comida vegetariana, tanto ao nível de refeições como de snacks. Nas regiões onde predomina a religião muçulmana é evidente o maior consumo de caris feitos de carne, ao passo nas regiões de maior presença Tamil, é mais fácil encontrar comida vegetariana.

Snacks e Street food:

E por falar em snacks… o Sri Lanka foi uma agradável surpresa: pela variedade, pelo sabor, pela facilidade em encontrar um pouco por todo o lado estes deliciosas petiscos seja logo pelo pequeno-almoço, como em qualquer hora do dia, que servem de refeição ligeira. Vendem-se nas bakery, nas roti shops, nos restaurantes, em quiosques e bancas de rua… nos comboios, nos autocarros… em vendedores ambulante de bicicleta…

Os nomes são muitos… ulundhu vadai, parippu vada, samosas, pol roti, coconut roti, patties, rolls, cutlets, roti... que em comum têm o facto de serem fritos, picantes e geralmente vegetarianos.

Em termos de comida de rua os mais fáceis de encontrar são os ulundhu vadai um pastel de massa frita, em forma de anel, condimentado com especiarias, que por vezes é aberto ao meio e recheado de uma pasta vermelha e picante. Também muito populares são os parippu vada, um pequeno pastel cuja massa é feita de uma pasta de lentilhas, que depois de frito fica estaladiço e picante.

Ambos bastante oleoso, mas muito saborosos, vendidos frequentemente nos comboios e nos autocarros, por vendedores ambulantes que a custo circulam com cestos pelos onde estes petiscos se empilham… mas que também fáceis de encontrar em bancas de rua, geralmente nas zonas mais movimentadas da cidade, como os mercados, terminais de autocarros e à entrada de estações de comboio. Feitos logo pela manhã, ou ao fim da tarde, ficam empilhados nas vitrines, que expostas para a rua servem para anunciar uma nova remessa destes snacks.

em cima "paties" recheados de vegetais em forma de meia-lua e "ulundhu vadai", massa frita em forma de anel. em baixo "parippu vada" um pastel frito feito de lentilhas, picante e estaladiço
em cima “patties” recheados de vegetais em forma de meia-lua e “ulundhu vadai”, massa frita em forma de anel. em baixo “parippu vada” um pastel frito feito de lentilhas, picante e estaladiço

A estes podem-se juntar os chamados patties, um pastel em forma de meia-lua, cuja massa faz lembrar os pastéis de massa-tenra, e que são recheados com uma pasta de vegetais ou de lentilhas, e fritos em óleo. Com um recheio semelhante, mas com uma massa diferente e cozinhados no forno, surgem as samosas (chamussas) sendo geralmente vendidos em bakery, lojas semelhantes a cafés mas destinadas essencialmente à venda destes snacks salgados, assim como alguns doces, sumos e gelados… e onde também se pode saborear chá e café.

Há ainda mais uma grande variedade de snacks, quase sempre fritos como os rolls e os cutlets, geralmente de peixe ou carne, mas por vezes também de vegetais, semelhantes aos croquetes, em forma de cilindro ou de bola, mas sempre panados e fritos em óleo. Seja qual for a opção o recheio é sempre picante.

Mas sem duvida que os mais populares, seja em que parte do país for, seja em grande cidades ou pequenas povoações são os roti, confeccionados nas chamadas roti shops, que também servem kottu. Os rotis são pastéis feitos de massa muito fina, a mesma massa que se usa nas parahtas, que é recheada com uma pasta de vegetais, fortemente condimentada e picante. Depois da massa ser dobrada em forma de triângulo, ligeiramente espalmado, é frita sob uma placa metálica. Se forem recheados de peixe têm uma forma de cilindro e se forem de carne têm a forma de um rectângulo.

"roti" com a forma de triangulo indicando que têm recheio de vegetais
“roti” com a forma de triangulo indicando que têm recheio de vegetais
"Pol roti", uma panqueca de farinha de arroz e côco, salgada e que é acompanhada de uma pasta picante. Ao meio estão "ulundhu vadai", um pastel de massa frita, condimentado com especiarias
“Pol roti”, uma panqueca de farinha de arroz e côco, salgada e que é acompanhada de uma pasta picante. Ao meio estão “ulundhu vadai”, um pastel de massa frita, condimentado com especiarias
vendedor ambulante de snacks nas ruas de Galle Fort
vendedor ambulante de snacks nas ruas de Galle Fort
snacks à venda em Gelle Front, que depois do pôr do sol e local popular para passear em Colombo, saboreando alguns snacks e a brisa fresca do mar
snacks à venda em Galle Front, que depois do pôr-do-sol e local popular para passear em Colombo, saboreando alguns snacks e a brisa fresca do mar
"roti shop" que também serve hoppers
“roti shop” que também serve hoppers

Rice and curry:

Mas se os snacks criaram boa impressão da variedade e paladar da gastronomia do Sri Lanka, o rice and curry, foi marcante, tendo sido a refeição obrigatória dos 30 dias passados no Sri Lanka. Geralmente ao almoço, mas por vezes também como primeiro refeição da manhã, o rice and curry é uma refeição equilibrada, saudável e energética, deixando o estômago satisfeito por bastantes horas. Por tudo isto é a refeição mais popular no Sri Lanka, sendo barato e fácil de encontrar um pouco por todo o lado.

Mesmo sendo consumido diariamente o rice and curry (assim chamado também no Sri Lanka) nunca cansa nem se torna aborrecido, pois é surpreendente a variedade de ingredientes usados, dos quais resulta uma grande diversidade de caris.

Para além do arroz e de um espesso caril de lentilhas condimentado com folhas de caril (curry leaves) e malaguetas secas e fritas, os caris usam ingredientes como abóbora, courgette, jackfuit, banana, batata, beterraba, feijão verde, quiabos, beringela, diversos legumes de folha verde, alguns frutos… a somar a muitos outros ingredientes não identificados ou que fogem aos meus conhecimentos. A completar o prato que tem sempre uma base vegetariana, podem ainda ser adicionados caris de peixe ou de carne.

A jackfruit, um gigantesco fruto tropical, consumido fresco mas que no Sri Lanka é mais usado em caris, nos seus diferentes estados de maturação, desde “verde” a maduro; é não só a polpa é usada, sendo aproveitadas também as sementes, que são cozinhadas como feijões. O jackfruit, apesar de não ter um sabor muito intenso, apresenta uma textura macia deixando a comida com um aspecto pegajoso, resultante da goma natural do fruto… um pouco como os quiabos.

Rice and Curry.... no primeiro plano o "gotukola sambol", à esquerda o "dahl", à direita um caril de beterraba, e ao fundo um caril de "jackfruit"
Rice and Curry…. no primeiro plano o “gotukola sambol”, à esquerda o “dahl”, à direita um caril de beterraba, e ao fundo um caril de “jackfruit”
Homemade Rice and Curry... arroz, batata, frango e abóbora, tudo cozinahdo com óleo de côco
Homemade Rice and Curry… arroz, batata, frango e abóbora, tudo cozinahdo com óleo de côco
Rice and Curry... onde é colocada à disposição o arroz e os vários caris para fazer o "refill" do prato
Rice and Curry… onde é colocada à disposição o arroz e os vários caris para fazer o “refill” do prato

Apesar da diversidade de caris, a base é sempre o arroz, servido numa generosa quantidade, podendo ser de grão branco ou o chamado localmente “red”, uma variedade de arroz tradicional do Sri Lanka, que onde o grão depois de cozido parece trazer uma pequena camada de “pele” de tom avermelhado ou acastanhado. Mais saboroso mas menos comum do que o arroz “branco”.

Acompanhado quase sempre o prato de rice and curry vem o papadum, uma bolacha fina e estaladiça que é frita em óleo, servida sempre numa pequena quantidade.

Rice and Curry... "red rice" ao centro, em baixo dahl, à esquerda caril de abóbora e "gotukola sambol", no topo feijão-verde, e à direita "pol sambol"
Rice and Curry… “red rice” ao centro, em baixo dahl, à esquerda caril de abóbora e “gotukola sambol”, no topo feijão-verde, e à direita “pol sambol”
Rice and Curry servido de forma tradicional, com os vários caris e condimentos, colocados em potes de barro, onde cada pessoa se serve em estilo "buffet"
Rice and Curry servido de forma tradicional, com os vários caris e condimentos, colocados em potes de barro, onde cada pessoa se serve em estilo “buffet”
Rice and Curry, com "jack fruit" curry do lado direito, e "papadum" no topo
Rice and Curry, com “jack fruit” curry do lado direito, e “papadum” no topo
Rice and Curry servido de forma tradicional em folha de lótus
Rice and Curry servido de forma tradicional em folha de lótus

As combinações de caris são muitas e variadas, geralmente com duas ou três variedades, por vezes quatro, resultando num prato colorido e atractivo. Atractivo é também o preço, pois pode-se encontrar um rice and curry vegetariano por 80 LKR (0.50€) nas pequenas povoações, e nas cidades a custar entre 100 a 150 LKR, caso se opte por um dos restaurantes mais simples e informais. Nas zonas turísticas os valores sobem para 200 LKR (1.3€) mas em alguns restaurantes podem custar mais do 400 LKR. As opções com carne ou peixe são sempre um pouco mais caras.

O rice and curry é servido no prato, mas sempre com direito a “refill” caso não se esteja num restaurante mais sofisticado ou em zonas muito turísticas.

Em alguns locais, seja em pequenas bancas de rua, à porta de um café, num quiosque de um terminal de autocarros e em restaurantes mais modestos é frequente encontrar-se o rice and curry em sistema de takeaway, no Sri Lanka chamado de “parcel” em que a comida é envolvida num plástico e depois embrulhada e papel de jornal. Este sistema e bastante popular entre a população local, mas pouco prático caso se esteja em viagem , pois não são fornecidos talheres, dado que no Sri Lanka é tradição e costume comer com a mão (direita) sendo os talheres facultados somente nos restaurantes, resumindo-se a uma colher.

Rice and Curry, com "pol Sambal" no lado direito do prato; do lado esquerdo uma mistura de vegetais com côco de sabor fresco e ao mesmo tempo picante
Rice and Curry, com “pol Sambal” no lado direito do prato; do lado esquerdo uma mistura de vegetais com côco de sabor fresco e ao mesmo tempo picante.
Rice and Curry.... com dahl, "papadum", e uma mistura de sementes de "jackfruit", que se assemelham a feijões e que são cozinhadas com côco e especiarias formando um original caris
Rice and Curry…. com dahl, “papadum”, e uma mistura de sementes de “jackfruit”, que se assemelham a feijões e que são cozinhadas com côco e especiarias formando um original caris
Rice and Curry.... com "red rice", dhal do lado esquerdo, "jackfruit" curry do lado direito e ao fundo "gotukola sambol" uma mistura de um vegetal de folha verde com côco e cebola, que por ser crua, cria um interesante contraste
Rice and Curry…. com “red rice”, dhal do lado esquerdo, “jackfruit” curry do lado direito e ao fundo “gotukola sambol” uma mistura de um vegetal de folha verde com côco e cebola, que por ser crua, cria um interesante contraste

 

Pode-se considerar que o rice and curry é o prato nacional do Sri Lanka, transversal a todos os grupos étnicos, castas e religiões.

Roti e Kottu:

Apesar de poder dizer que o rice and curry é o prato nacional do Sri Lanka, os rotis e kottus, são fortes concorrentes neste título. São baratos. fáceis de encontrar um pouco por todo o lado, apresentam uma grande variedade e são apetitosos.

Os rotis são mais frequentes como snack, de manhã ao pequeno almoço ou durante o dia entre refeições. Mas podem ser consumidos como almoço acompanhados de outros snacks disponíveis no restaurante, que vêm para a mesa num prato, com o cliente a fazer  a seleção e a pagar somente os que consumiu.

Os rotis são feitos com a mesma massa das lachha parathas, um pão achatado de massa muito fina, não levedada, que é estendida com a ajuda de bastante óleo até quase rasgar. Depois de enrolada é espalmada e frita numa chapa metálica até ficar dourada e ligeiramente estaladiça… um pão que acompanha refeições e que é uma clara influência Tamil do Sul da Índia (não confundir com as parathas do norte da Índia).

roti, pasteis de massa fina, recheados, que são fritos sobre uma chapa metálica
roti, pasteis de massa fina, recheados, que são fritos sobre uma chapa metálica

Os kottus, cozinhados nas chamadas “roti shops” são a mais popular opção para o jantar fora de casa. Os kottus têm por base uma panqueca feita de farinha de trigo, semelhante às parathas, que é frita em chapa metálica, e depois cortada em pequenos pedaços e misturada com legumes, ovo ou carne. Disto resulta uma refeição consistente mas pouco nutritiva dado que os vegetais (cebola, cenoura, tomate, ervilhas, spring onions…) são em pequena quantidade, donde resulta muito massa e algum óleo. Mas a preparação do kottu merece sempre atenção, pois envolve um pequeno espetáculo do cozinheiro que com duas espátulas metálicas, corta e mistura os ingredients com a massa, sobre a chapa metálica, tarefa executada com movimentos elaborados e espetaculares, mas que produz um barulho um pouco irritante e que se sobrepõe às conversas.

Kotu
Kottu de vegetais

Mas com o mesmo nome, roti, pode também indicar outro snack, este mais comum nas roti shops e em alguns restaurantes. Estes roti são feitos com a mesma massa das parathas, sendo preparados no momento, e podendo ter variados recheios (vegetais, carne, peixe, queijo) resultando numa espécie de crepe de massa muito fina, achatado, dobrada em forma de rectângulo.

roti, mas numa outra versão, e preparados na hora, cujo recheio pode ter muitas combinações, desde vegetais, caris, queijo, ovo... e até chocolate e banana, para agradar ao guloso padrão ocidental
roti, mas numa outra versão, e preparados na hora, cujo recheio pode ter muitas combinações, desde vegetais, caris, queijo, ovo… e até chocolate e banana, para agradar ao guloso padrão ocidental

As “roti shops” especializam-se em rotis, kotus e fried-rice… mas para encontrar um rice and curry, o melhor é procurar um restaurante que aqui no Sri Lanka, se identificam de “hotel”, sendo esta designação aplicada a estabelecimentos mais simples, despretensiosos e baratos,mas que são os locais favoritos entre a população local.

King Coconut:

O “rei” dos côco! Esta espécie de côcos nativa do Sri Lanka, é uma imagem que marca de amarelo a estadia na ilha, onde por todo o lado se vendem estes côcos, que crescem um pouco por todo o lado, sem necessitarem de cuidados especiais, com excepção das zonas mais elevadas e montanhosas.

E não é só na côr que estes côcos são diferentes, são também no sabor, muito mais doces e intensos do que os habituais côcos de casca verde, populares na vizinha Índia.

O côco tem propriedades refrescantes, ajudando abaixar a temperatura do corpo, o que é óptimos em climas tropicais como o Sri Lanka. Para além de deixar uma sensação de frescura quando é bebida a água (coconut water) que contem no seu interior, deixa também o estômago saciado devido à riqueza nutricional do côco, servindo muitas vezes de pequeno-almoço ou ente refeições.

King Coconut. Sri Lanka
King Coconut. Sri Lanka

O leite de côco usado na comida é feito a partir da polpa, que vai ficando mais espessa à medida que o côco amadurece e vai perdendo a água no seu interior. Quando quase seco, é ralado e usado para fazer o pol sambol, uma mistura de côco ralado, chilli (malaguetas), frescas e secas trituradas, cebola, sumo de lima e sal. O côco ralado é também usado como ingrediente do gotukola sambol, uma mistura crua de uma planta de folha verde (gotukola) com chilli, cebola e algumas especiarias.

Pol roti... panqueca salgada feita à base de côco ralada e farinha
Pol roti… à direita, panqueca salgada feita à base de côco ralada e farinha; do lado esquerdo os “ulundhu vadai”

Resultando da mistura de farinha de arroz e de côco ralado, resulta o pittu que é cozinhado ao vapor numa forma cilíndrica, e é ensopado em caris, tanto ao pequeno-almoço como ao jantar. Também desta mistura resulta o pol roti, mas onde a massa é trabalhada em forma de panqueca que é cozinhada ao lume, e que serve também como acompanhamento de caris.

pittu, rolo feito à base ce côco que depois de cozinhado ao vapor serve para acompanhar caris
pittu, rolo feito à base ce côco que depois de cozinhado ao vapor serve para acompanhar caris

Para além disto o côco é indispensável à confecção da maioria dos caris que servem de base às refeições no Sri Lanka, seja ralado, como condimento ou em forma de óleo de côco.

Doces:

Os doces não foram o que mais marcou a experiência gastronomica do Sri Lanka, contudo dois sobressaíram: coconut hopper e lavariya… não muito doces, leves e sem óleo!!!

Os sweet string hoppers ou lavariya são string hoppers, uma espécie de noodles feitos com massa de arroz e cozidos ao vapor, que são depois recheados com uma mistura de côco ralado, açúcar escuro (jaggery) e condimentados com cardamomo… uma delícia.

lavariya, string hopper com recheio de côco e açucar
lavariya, string hopper com recheio de côco e açucar

Os coconut hoppers, são feitos com farinha de arroz e côco, cozinhados ao vapor sobre folha de bananeira; vendidos aos pares com um ligeiro recheio adocicado e cremoso. São suaves, leves e deliciosos.

Coconut Hoppers
Coconut Hoppers, uma versão dos hoppers, também feita com farinha de arroz e côco, mas cozinhada ao vapor, resultando fôfo e macia

O curd and honey, que não é mais do que iogurte regado com mel, que de facto não é mel mas sim melaço (treacle), muito popular Ella, onde se pode encontrar com diferentes variações como o curd and honey com arroz, o que torna uma boa opção para pequeno-almoço. Bom, mas não surpeendeu.

Curd and honey
Curd and honey, numa variante com arroz

 

O tradicional curd, um iogurte mais espesso e com mais gordura do que o que estamos habituados, feito com leite de búfala. Pode ser vendids nos “milk bar” que são pequeno quiosques de rua, nas “milk shops” e em algumas mercearias, mas sempre em potes de barro, com a versão mais pequena a pesar meio quilo. São misteriosamente mantidos durante o dia fora do frigorífico, sem se deteriorarem. Não têm açucar, como é habitual encontrar nas versões Nepalesas e Indiana.

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Curd, um iogurte feito de leite de bufala

Nas bakeries para além da venda de salgados apresentam também bolos, a fazer lembrar muito a doçaria europeia com versões de pão-de-ló ou do bolo-mármore, mas em formato rectangular. A estes juntam-se outro bolo muito comum, semelhante aos “muffins” ou ao português “queque” (por vezes com a forma de estrela), mas que se mostraram secos e bastante desinteressantes. Em algumas cidades, algumas pastelarias oferecem maior variedade de pastelaria baseada em bolos com cremes e recheio, mas pouco cativante e de sabor industrial.

uma versão do Sri Lanka dos muffins, ou praticamente o mesmo que os "queques" portugueses
uma versão do Sri Lanka dos muffins, ou praticamente o mesmo que os “queques” portugueses

Pão:

Apesar destas iguarias, o pão, numa versão ocidental, tipo pão de forma, branco e “borrachoso” é bastante popular… torrado com manteiga ou partido em pedaços e regado com caril… pouco atractivo mas vendido um pouco por todo o lado nas chamadas “bakery” ou nos vendedores ambulantes com carrinhos de mão ou triciclos motorizados que circulam pelas ruas das povoações.

A pequenos pães de massa branca, muito leves e sem sabor, vendidos simples ou recheados com omolete: redondos ou em forma de baguette, são uma versão Cingalesa da sandwich. A estes juntam-se outros a fazer lembrar o “pão de leite” e os “donuts” mas cujo aspecto industrializado não atraiu.

Pão
Pão bastante popular no Sri Lanka, numa versão mais ocidentalizada, mas pouco atractiva, de massa branca e muito leve, mas que com a humidade tropical fica rapidamente “borrachosa”
carrinha do pão
carrinha de venda do pão que circula pelas ruas das cidades

Chá e café:

O Sri Lanka é conhecido pelo chá, o famoso chá do Ceilão que os ingleses introduziram que continuam a ser plantado em larga escala. E é de facto a bebida nacional, sendo consumida com leite e açúcar.

Mas o café, não tendo fama, é bastante agradável, sendo preparado por filtragem (café de filtro), mostrando-se pouco denso e suave.

Horários:

Para encontrar um determinado tipo de comida, é necessário alguma aprendizagem relativamente aos horários, pois no Sri Lanka seguem-se regras não-escritas sobre o que comer a determinadas horas do dia.

Assim, de manhã, é hora para os roti, recheados de vegetais, peixe ou carne, assim como de samosas (chamussas), patties (estilo pastéis de massa-tenra), rolls (croquetes) e cutlets (estilo croquete mas redondos) também com diferentes tipos de recheios mas todos deep-fry, ou seja fritos imersos em óleo. Os coconut hoppers e lavariya, sendo ligeiramente adocicados e cozinhados ao vapor servem muitas vezes de pequeno-almoço.

Ulundhu Vada em primeiro plano.... depois cheese roti, fish roti, veg roti...
Ulundhu Vada em primeiro plano…. depois cheese roti, fish roti, veg roti…

Ao almoço, o popular rice and curry, é servido geralmente a partir do meio-dia, sendo servido até acabar, ou seja, pode durar hora e meia mas também se pode prolongar até às 2 horas… procurar um rice and curry depois deste horário aumenta as possibilidades de comer comida fria ou requentada… ou mais provavelmente de nem sequer encontrar rice and curry. Em alguns locais, geralmente em cidades e nos grandes restaurantes esta tradicional refeição está disponível desde a manhã, sendo servida ao pequeno almoço. Ao almoço, uma alternativa ao rice and curry são os string hoppers, mas estes só mesmo nos locais mais tradicionais do Sri Lanka.

Rice and Curry servido na forma tradicional do Sri Lanka em sistema de "buffet"
Rice and Curry servido na forma tradicional do Sri Lanka em sistema de “buffet”
"String hopper" com "dahl", um simples caril de lentilhas
“String hopper” com “dahl”, um simples caril de lentilhas

Ao jantar, que termina cedo, sendo difícil encontrar locais servindo refeições depois das 9.30h da noite, o mais popular são os kottu, os roti e as parahtas. Para quem quer uma refeição mais substancial tem também o fried–rice, fácil de encontrar nas chamadas Roti Shops, que como o nome indica se dedicam aos roti e kottu. Os hoppers são também uma das escolhas tradicionais ao fim do dia.

Fried rice with dahl, um caril de lentilhas
Fried rice de vegetais (Veg Fried Rice) acompanhado por dahl, um caril de lentilhas onde por vezes surge a boiar uma malagueta frita

Durante todo o dia, é possível encontrar os ulundhu vadai (massa frita em forma de anel), parippu vada (pastel de lentilhas frito), os pol roti (panqueca à base farinha e côco), os coconut roti (em forma de disco com cebola e côco)… e os sempre presentes roti, cuja popular opção vegetariana em forma de triângulo fica marcada na memória dos snacks Cingaleses.

Street food junto à estação de comboios de Kandy, durante a manhã
Street food junto à estação de comboios de Kandy, durante a manhã
Street food in Galle Fort, Colombo que só surge depois do pôr do sol
Street food in Galle Face, Colombo que só surge depois do pôr-do-sol

Em resumo, a gastronomia do Sri Lanka foi uma boa surpresa, bastante diferente da Índia vizinha, muito saborosa, colorida, rica, nutritiva… e amigável para vegetarianos. Resultado de várias influências, a cozinha Cingalesa está totalmente associada com a paisagem verde e com o clima quente e tropical.

…. o “rice and curry” e o “king coconut” deixaram saudades!

Sigiriya e a subida à Lion Rock

Sigiriya não estava na “lista”… demasiado caro, demasiado turística, sendo o local mais visitado do Sri Lanka. Mas nem tudo acontece como planeado, e o facto de em Dambulla ter encontrado um confortável poiso, a estadia prevista de uma noite estendeu-se por duas. E o facto da entrada das Cave Temples de Dambulla ser gratuita, criou um espécie de necessidade de usar o dinheiro e o tempo de forma “útil”. Assim, pela proximidade impôs-se quase naturalmente a visita a Sigiriya, ao quase se juntou um certo desafio por subir os 200 metros que separam o topo da rocha do terreno circundante.

Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Sigiriya
Sigiriya
Sigiriya
Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Sigiriya
Sigiriya

O balanço foi pouco satisfatório, maioritariamente pelo elevado numero de visitantes, que não permitiu disfrutar do espaço, mas essencialmente pelo comportamento de algumas pessoas, que desrespeitando o facto de ser um local sagrada para os budistas, pois chegou a ser um mosteiro, não se privam de fumar ou beber cerveja, práticas que são proibidas no local.

A subida está sujeita a alguma tensão com os empurrões e o desrespeito pela ordem da fila; no topo o ambiente é de euforia para encontrar o melhor local para tirar as selfies… mas nem tudo foi negativo. A chegada ao topo, onde deslizava uma suave brisa capaz de arrefecer o corpo suado da subida, que nada tem de difícil mas onde o calor tropical faz pesar o corpo.

Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya

Descansando sob a sombra protetora de uma árvore, assistiu-se à subida suave da neblina que turvava o horizonte, trazendo definição aos contornos das montanhas que ao longe forma uma barreira. Olhando nas restantes direções a paisagem de um verde tropical rasgada aqui e além pelo vermelho ferroso do solo, estende-se numa infinita planície.

View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya
View from Lion rock. Sigiriya

Com o avançar da manhã, que trouxe consigo um céu azul e um sol brilhante, afastando a neblina e fazendo a temperatura subir, a Lion Rock assistiu serena à debandada da maioria dos visitantes, proporcionado um calmo passeio pelo local onde se podem apreciar as ruínas do que outrora foi o palácio do Rei Kasyapa que em meados do século I D.C fundou aqui a capital do Reino.

Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Lion rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya
Palace ruins at the top of Lion Rock. Sigiriya

 

Sigiriya Ticket:

Como todo o Património Classificado pela UNESCO no Sri Lanka, Sigiriya tem também um elevado custo de entrada, 4200 LKR, o que equivale a 27€, muito mais caro do que um bilhete para visitar o Museu do Louvre (15€) ou o Museu do Vaticano (16€).   O que faz da visita aos locais históricos/turísticos do Sri Lanka, como por exemplo Sigirya, Polonnaruwa ou Anuradhapura, mais cara do que os mais famosos locais da Europa.

A população local paga um valor irrisório, no caso de Sigiriya é de 50 LKR, equivalente a 0.30€) ou tem por vezes direito a entrada gratuita, como é o caso do Buddha Tooth Relic Temple, em Kandy.

O elevado valor serve para preservação dos locais, não estando disponível informação relevantes no local, nem sendo distribuída qualquer brochura ou mapa que permita uma melhor interpretação do local.

Para além da questão da descriminação no preço dos bilhetes, entre população local e estrangeiros, que pode ser até certo ponto aceitável, os valores cobrados aos visitantes são deveras elevados, por vezes 90 vezes mais caros!!!!!… e tudo isto subsidiado pela UNESCO, que por sua vez é financiada por dezenas de países, entre eles os países dos “estrangeiros” que visitam o Sri Lanka!!!

Sigiriya Ticket: 4200 LKR (30$)

Sigiriya Fee
Sigiriya Fee
Sigiriya Ticket
Sigiriya Ticket

Para quem está com orçamento limitado não faz sentido nenhum subir à Lion Rock, sendo preferível subir e visitar a Pidurangala que custa 500 LKR, e de onde se tem um bom ponto de observação da paisagem, e uma vista privilegiada para a Lion Rock.

Para se alcançar Pidurangala, estando de frente para a entrada da Lion Rock é necessário caminhar para a esquerda e caminhar cerca de 15 minutos, seguindo as setas. No percurso passa-se a entrada Norte da Lion Rock, e aí virar à esquerda até chegar a uma zona onde alguns tuk-tuks esperam.

Way to Pidurangala. Sigiriya
Way to Pidurangala. Sigiriya
Way to Pidurangala. Sigiriya
Way to Pidurangala. Sigiriya

 

Melhor altura do dia para visitar Sigiriya:

De acordo com os guias turísticos a melhor altura para visitar a Lion Rock é de manhã cedo, e como este é um conselho seguido por muita gente faz com que “de manhã cedo” seja a altura mais concorrida do dia, com o pico de afluência entre as 9h e as 10h… pelas 11 horas nota-se um decréscimo significativo de visitantes, com muitos a descer e a encaminharem-se para os autocarros de turismo, deixando de haver fila para entrar ou para subir a escadas de acesso à Lion Rock.

A alternativa é chegar antes dos grandes grupos de excursões, que geralmente vêm de Kandy e que chegam perto das 9h, ou seja, chegar ao local na hora de abertura. Esta opção tem o inconveniente de por vezes as manhãs serem um pouco nubladas o que não permite uma visão clara da paisagem em redor.

Quanto ao calor, argumento apontado para se ir cedo, é um pouco indiferente dado que mesmo de manhã as temperaturas são suficientemente elevadas para deixar qualquer um a pingar suor com a caminhada para atingir o topo da rocha.

Por tudo isto, a melhor altura é ir chegar depois das 11 horas… e quem estiver interessado pode começar cedo por visitar Pidurangala e só depois encaminhar-se para a Lion Rock… pois é uma subida fácil por escadas e rampas.

Entrance. Sigiriya
Entrance. Sigiriya
Lion Rock. Sigiriya
Lion Rock. Sigiriya

Onde dormir em Sigiriya:

Em volta da zona arqueológica existem muitas opções desde hotéis, resorts, boutique hotel, guest houses, etc…

A opção foi ficar em Dambulla, onde os preços são mais baixos, e onde se tem facilmente acesso às Cave Temple, na familiar e agradável Gold Rock Guest House. Do Dambulla Bus Terminal, a cerca de 1.5 quilómetros partem autocarros directos para Sigiriya, de 30 em 30 minutos. Em frente à entrada principal do Cave Temples passam autocarros que param no Dambulla Bus Terminal que facilitam esta deslocação.

Gold Rock Guest House

Address: 45, Kandy Road, Dambulla

Contact: 066 2248 114, 71 118 8958

Email: guestgoldrock@gmail.com

Quarto para uma pessoa, com casa de banho: 1000 LKR

No Wi-fi

(link)

Onde comer em Sigiriya:

Junto à bilheteira existe uma cafetaria. Não existem vendedores ambulantes de comida em Sigiriya. À saída de Sigiriya, caminhado na direção da estrada nacional (Anuradhapura Road) encontram-se alguns restaurantes servindo comida local e internacional a preços inflacionados.

Assim a melhor opção foi comprar comida antes de inicial o passeio, e saboreá-la no topo da Lion Rock. No interior do Dambulla Bus Terminal existem várias lojas que vendem rotis, chamussas e outros snacks que podem facilmente ser embalados para takeaway e servir de refeição. Na Kandy Road entre o terminal de bus e a Clocktower, encontram-se alguns restaurantes que oferecem um pouco mais de variedade, com hoppers e string hoppers recheados com uma mistura de côco e açúcar.

sweet string hoppers (lavariya). Dambulla
sweet string hoppers (lavariya). Dambulla

Como ir de Dambulla para Sigiriya:

Do Dambulla Bus Terminal partem autocarros de 30 em 30 minutos, desde as 6 a.m. até 6 p.m., com destino final Sigiriya.

Bus Ticket Dambulla – Sigiriya: 40 LKR

A viagem de bus demora 1 hora para fazer os 18 quilómetros que separam os dois locais.

O autocarro deixa os passageiros a uma curta distância da entrada, cerca de 10 minutos de calma caminhada, de onde se pode ir vendo a Lion Rock.

Este autocarro tem uma paragem na estrada nacional (Trincomalle-Dambulla) pelo que vem de autocarro não tem necessariamente que ir até Dambulla, podendo apanhar este autocarro à entrada da Sigiriya Road (Inamaluwa Junction), que liga a estrada nacional à Lion Rock.

Dambulla Bus Terminal
Dambulla Bus Terminal
Bus from Dambulla to Sigiriya
Bus from Dambulla to Sigiriya
Bus from Dambulla to Sigiriya
Bus from Dambulla to Sigiriya

Como ir de Sigiriya para Dambulla:

Abandonando a Lion Rock, e caminhado de volta à estrada principal, ou seja caminhado primeiro para Sul e depois para Este.

Na estrada principal não existe numa indicação de paragem, mas basta esperar junto à berma pelo autocarro de regresso a Dambulla.

Bus from Dambulla to Sigiriya
Bus from Dambulla to Sigiriya

Dambulla… a cidade e o mercado

A cidade de Dambulla situa-se estrategicamente no “centro” do chamado triângulo cultural que passa por Kandy-Anuradhapura-Polonnaruwa, sendo ponto de passagem obrigatório e muitas vezes “base” para quem pretende visitar Sigiriya, local sagrado para os Budistas e marco incontornável na história e cultura Cingaleses.

School girls at Kandy Road. Dambulla
School girls at Kandy Road. Dambulla

Mas por si só Dambulla tem motivos suficiente de interesse para aqui se ficar pelo menos por um dia, e a cidade em si apesar de não ter grandes atractivos para além Cave Temples, sendo atravessada por duas estradas nacionais, possui um animado mercado grossista de frutas e legumes que por si só oferece um espetáculo animado e colorido, com o intenso movimento de pessoas e mercadorias.

Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
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Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market

Parecendo à primeira vista um local sem importância para quem visita Dambulla, estando fora dos roteiros turísticos, o mercado situado entre o terminal de autocarros e os Cave Temples, proporciona um ambiente intenso e animado. É claramente um território masculino, dividido entre motoristas, carregadores, comerciantes e vendedores ambulantes, que numa azáfama constante compram, vendem mercadorias, num espaço amplo mas totalmente atafulhado de camiões, carrinhas, carros-de-mão… Pelo meio circulam carregadores, que transportam os produtos às costas ou sobre os ombros, num esforço intenso que deixa os corpos secos e musculados.

Ninguém se passeia por aqui e toda a gente parece absorvida nas suas tarefas, onde a rotina tornou os gestos mecânicos. Contudo, um estranho, ainda para mais mulher e estrangeira, é sempre motivo de curiosidade que faz interromper algumas conversas. Mas uma troca de olhares, é-nos sempre devolvido um sorriso, que contagia e se propaga pelos grupos de homens, que muitas vezes competem entre si para aparecer numa fotografia, que os deixa orgulhosos e de certo com tema de conversa para os próximos minutos…

Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla Market
Dambulla_Market_DSC_8380
Dambulla Market

Onde dormir em Dambulla:

A melhor opção é ficar próximo das Dambulla Caves, que ficam a uma distância razoável de ser feita a pá do terminal de autocarros.

Mesmo em frente à entrada do templo, do outro lado da estrada (Kandy Road) fica um terreiro ao longo do qual se alinham paralelamente à estrada diversas habitações. Algumas delas alugam quartos, outras funcionam mais como hotéis.

Road to guest houses near the entrance of Cave Temples
Road to guest houses near the entrance of Cave Temples

Recomenda-se a Gold Rock Guest House, ao lado do “Oasis Tourist Welfare Center” que vem mencionada nos guias turísticos e que está geralmente cheia. A Gold Rock Guest House, situa-se numa casa familiar, onde o piso de cima é ocupado pela família, com os quartos para alugar disponíveis no piso térreo, rodeado por um agradável jardim. O ambiente é muito agradável e confortável com a família a mostrar-se muito simpática e prestável, disponibilizando todas as informações. Os quartos são bons, limpos e cuidados. A localização é óptima a menos de 2 minutos a pé da Temple Cave e a menos de 10 minutos do Terminal de Bus de Dambulla.

Para além de isto tudo a estadia de duas noites em Dambulla, proporcionou agradáveis conservas com a proprietária da casa, uma professora de inglês, que permitiu ficar a conhecer um pouco mais da cultura, hábitos e tradições Cingaleses, que de outra forma são difíceis de apreender. A generosidade estendeu-se até à oferta de um delicioso rice and curry preparado pela proprietária, onde o delicado sabor do óleo de côco marcou a diferença de entre os muitos “rice and curry”’s degustados ao longo da estadia no Sri Lanka.

Gold Rock Guest House

Address: 45, Kandy Road, Dambulla

Contact: 066 2248 114, 71 118 8958

Email: guestgoldrock@gmail.com

Quarto para uma pessoa, com casa de banho: 1000 LKR

No Wi-fi

Gold Rock Guest House. Dambulla
Gold Rock Guest House. Dambulla
Gold Rock Guest House. Dambulla
Gold Rock Guest House. Dambulla
Gold Rock Guest House. Dambulla
Gold Rock Guest House. Dambulla
Family from Gold Rock Guest House. Dambulla
Family from Gold Rock Guest House. Dambulla
Contacts. Gold Rock Guest House. Dambulla
Contacts. Gold Rock Guest House. Dambulla

Onde comer em Dambulla:

Perto do Dambulla Bus Terminal (Kandy Road) existem várias opções, com alguns restaurantes abertos logo pela manhã, com deliciosos coconut hopper, sweet string hoppers e os habituais rotis, chamussas, e demais snacks fritos que se podem encontrar também ao longo do dia. Pelo fim da tarde é tempo para os kotu e rotis. Pela hora de almoço não é difícil encontrar um rice and curry, mas que esgota cedo, pelo que não se recomenda adiar o almoço.

sweet string hoppers (lavariya). Dambulla
sweet string hoppers (lavariya). Dambulla

Do lado oposto à paragem dos autocarros privados (Anuradhapura road) encontra-se um restaurante muito recomendável com comida Cingalesa.

… mas a melhor refeição foi proporcionada na Gold Rock Guest House, com um rice and curry caseiro… um delicioso exemplo da hospitalidade Cingalesa.

home made rice and curry
home made rice and curry

 

Internet e wi-fi:

Existe um posto de Internet que também disponibiliza wi-fi na Kurunegala Road, muito próximo da Clock Tower, num primeiro andar por cima de uma loja de electrónica.

Clock Tower. Dambulla
Clock Tower. Dambulla

Transportes em Dambulla:

Dambulla tem um Terminal de autocarros (Dambulla Bus Terminal) situado na Kandy Road, a cerca de 10 minutos do Dambulla Cave Temples, e daqui partem autocarros para Sigiriya e Kandy.

Dambulla Bus Terminal
Dambulla Bus Terminal

Mas caso se pretenda ir de Dambulla para Trincomalee ou para Colombo, é necessário procurar o local onde param os autocarros privados que fazem com elevada regularidade a ligação entre a costa Este e a capital e que passam obrigatoriamente por Dambulla. Este autocarros fazem paragem na Anuradhapura Road, junto a uma árvore de mangas… sim! Parece estranho mas este é o ponto de referência usado pela população local… mango tree. A concentração de tuk-tuk neste local também serve para localização da paragem, que não tem qualquer sinalização ou abrigo, mas onde geralmente estão parados alguns autocarros esperando passageiros, antes de seguirem viagem.

Private bus stop at Anuradhapura Road. Dambulla
Private bus stop at Anuradhapura Road. Dambulla

Esta paragem fica a cerca de 700 metros do Dambulla Bus Terminal, caminhando para norte desde o terminal até à Clock Tower, e aí virar à direita, e caminhar mais uns 200 metros.

Para quem fica alojado junto ao Cave Temples, e quer chegar à paragem dos autocarros privados, tem que fazer uma caminhada de um pouco mais de 2 quilómetros, o que é possível de ser feito a pé. Mas para facilitar pode-se apanhar um dos muitos autocarros que pára em frente à entrada principal do Cave Temples e perguntar por um que pare na “Clock Tower” ou “private bus”. O bilhete custa 10 ou 20 LKR. Um tuk-tuk custa 100 LKR.

Kandy Road. Dambulla
Kandy Road. Dambulla
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Dambulla Temple Caves. Entrance near Kandy road

 

População de Dambulla: 70.000

Altitude de Dambulla: 168 metros

Dambulla e os Budas

A cidade de Dambulla situa-se estrategicamente a meio caminho entre Trincomalle e Colombo, assim como entre Anuradhapura e Kandy, ficando a pouco quilómetros de Sigiriya. Ou seja Dambulla para além dos seus atractivos é ponto de passagem obrigatório para quem visita o chamado triângulo cultural que passa por Kandy-Anuradhapura-Polonnaruwa.

Mas Dambulla surge no mapa turístico pelo conjunto de templos Budistas que se aninham em grutas e por isso simplesmente denominados de Dambulla Cave Temples, que se localizam no topo de um gigantesco maciço granítico que sobre sai na paisagem plana que rodeia a povoação, onde o verde tropical é rasgado também por outras elevações rochosas, entre as quais está Sigiriya, local sagrado para os Budistas e marco incontornável na história e cultura Cingaleses.

view from Dambulla Temple Caves
view from Dambulla Temple Caves
view from Dambulla Temple Caves
view from Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves

Talvez pela simplicidade, pela antiguidade ou pela atmosfera de se estar no interior de uma rocha, a visita a estes templos foi fortemente marcante, onde nem as animadas conversas entre visitantes ou as sonoras explicações dos guias foram suficientes para quebrar a magia do lugar.

As grutas, num total de cinco, alinham-se ao longo de uma falha horizontal no maciço rochoso, que foi parcialmente coberta com uma construção que “fecha” as grutas e cria uma galeria ao longo da rocha. Estes templos datam do século I A.C. tendo sido posteriormente alvo de restauros e remodelações nos século XVII e XVIII, durante Reino Kandyan (ou Kandy) que durou até 1815, altura em que chegaram as tropas britânicas.

O interior das grutas está profusamente decorado com pinturas, onde entre motivos religiosas se estendem padrões geométricos e desenhos florais, e que constituem um vasto e valioso exemplo da arte Budista Cingalesa. Mas o que sobressai à primeira vista são as dezenas de estátuas de Buda, de diferentes estilos e tamanhos, esculpido em madeira ou na pedra, representando Buda na habitual posição sentada com as mãos em diferentes mudras (posição das mãos com diferentes significados simbólicos e espirituais), mas também reclinado que representa os últimos momentos antes de deixar o corpo físico e atingir o nirvana.

Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves

Muitos cingaleses aqui vêm prestar culto a estas impressionantes imagens que nos olham de rosto sereno, depositando flores de lótus e orando. O ambiente é escuro e convida à reflecção e introspecção, práticas espirituais e religiosas transversais a qualquer crença, deixou uma marca forte desta visita que alargou por bastante tempo, dando oportunidade para observar o ir e vir dos peregrinos.

Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves
Dambulla Temple Caves

Dambulla_Cave Temples_DSC_8122

Dambulla Cave Temples fee:

Em Janeiro 2016 a entrada para visitar as Dambulla Cave Temples era gratuita.

Uma decisão recente do governo Cingalês, que eliminou (talvez temporariamente ou em definitivo) o bilhete de entrada, que antes custava 10$ (cerca de 1500 LKR).

Dambulla Temple Caves. Entrance near Kandy road
Dambulla Temple Caves. Entrance near Kandy road

Onde dormir em Dambulla:

Gold Rock Guest House

Address: 45, Kandy Road, Dambulla

Contact: 066 2248 114, 71 118 8958

Email: guestgoldrock@gmail.com

Quarto para uma pessoa, com casa de banho: 1000 LKR

No Wi-fi

 

link:Dambulla e os Budas

 

 

Onde comer em Dambulla:

link: Dambulla e os Budas

 

Transportes em Dambulla:

link: Dambulla e os Budas

Uppuveli Beach, Trincomalee e a chuva

O primeiro som que nos chega de manhã das adormecidas ruas de Uppuveli é o “Für Elise”, uma popular composição de Beethoven, que tocado numa versão simplificada anuncia a passagem do vendedor de pão e bolos, que conduz lentamente o seu triciclo motorizado que funciona ao mesmo tempo de loja. Um contraste entre a sofisticada melodia e a simplicidade do local… uma praia na costa Este do Sri Lanka, orlada pelo verde dos coqueiros e vegetação tropical.

Uppuveli é somente uma pequena povoação, disposta num reticulado de ruas entre a estrada nacional e a praia, situada a 4 quilómetros a Norte da cidade de Trincomalee, o maior aglomerado populacional da costa Este da ilha. Dada a configuração da costa que forma uma baía, protegida da fortes correntes do Oceano Indico, por um pequeno cabo, a ondulação não é tão forte, o que permite uns banhos de mar descontraídos, com a memorável temperatura da água, que se mantem morna apesar do invernoso céu cinzento.

Uppuveli Beach. Trincomalee

O cantar dos galos, as vacas a pastar pela berma da estrada, a quietude do lugar fazem-nos esquecer que Uppuveli é uma das mais populares praias da costa Este, mas que em Janeiro, época das chuvas, se encontra praticamente deserta com excepção actividade dos pescadores, que continuam rotineiramente a reparar as redes enquanto gralhas enchem o ar com o característico grasnar rouco e persistente.

Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee, where the currents bring a significant amount of garbage that spread along the sea line
Uppuveli Beach. Trincomalee, where the currents bring a significant amount of garbage that spread along the sea line
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Uppuveli village with signs of the Tsunami 2004
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee

Durante a época das chuvas o céu enche-se facilmente de nuvens, que nem sempre trazem chuva, com o azul do mar a ganhar tons escuros, e a rebentação das ondas a espalhar uma espuma branca pela areia que sem sol, se mostra escura. Uma caminhada junto ao mar, remete-nos para os passeios pela praia durante o Inverno no litoral Português, mas aqui a brisa morna que vem do mar e a água tépida que nos molha os pés, contrastam e criam um choque com essa memória fria.

Com o fim do dia, o sol esconde-se por trás da floresta tropical, fazendo crescer as sombras dos coqueiros que aos poucos conquistam o areal, deixando-nos na sombra enquanto o mar ainda reflecte os últimos raios de sol

Uppuveli
Uppuveli

Trincomalle, à semelhança de Batticaloa, localiza-se numa península, o que anunciava a possibilidade de agradáveis passeios pela cidade, mas a chuva persistente que durou mais do que um dia puseram de parte este plano, antecipando a partida de Trincomalee, que ficou para trás envolta num manto cinzento.

... leaving Trincomalee
… leaving Trincomalee

Onde dormir em Uppaveli:

Sendo uma das mais populares praias da costa Este, juntamente com Arugam Bay, existe uma grande oferta em termos de alojamentos, mas que nesta altura do ano, Janeiro, época das chuvas, se encontram maioritariamente fechados. Sobram os resorts mais sofisticados, alguns hotéis, as guest houses e muitas casas que alugam quartos (homestays). Nesta altura do ano (Janeiro) os preços mais baratos rondavam os 1000 LKR para um quarto.

Como o autocarro deixa os passageiros junto à entrada principal de Uppaveli, o mais natural é ir caminhado pelas ruas da povoação até chegar à praia. Entrando pela Beach Road, que apesar de ser o principal acesso à praia, tornou-se num zig-zagerar por entre casas e onde a construção de resorts bloqueou o acesso directo.

Chegando à praia, pode-se caminhar para o lado esquerdo, e encontrar uma sequência de alojamentos, mais sofisticados e mais ao estilo de resorts. Por trás encontram-se, as casas da população local onde muitas alugam quartos e pelo meio alojamentos que por estarem longe da praia têm preços mais atractivos.

Foi o caso do Sunrise Hotel, com excelentes quartos, numa zona sossegada a uns 5 minutos do areal, e que por estar vazio foi possível negociar o preço para 1000 LKR por noite. O staff é pouco simpático e o local não tem “atmosfera” mas os quartos são muito bons comparados com muitos outros visitados, que pelo mesmo preço oferecem locais sem condições.

 

Sunrise Hotel

Address: No. 49, Alles Garden, Trincomalee, Sri Lanka

Free wi-fi, mas não em todos os quartos, sendo necessário ir por vezes para o restaurante.

Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee

Mas chegando à praia, e caminhando para o lado direito, na direção dos barcos de pesca encontram-se outro tipo de alojamentos, mas modestos mas com mais ambiente. Para quem sai do autocarro na estrada nacional, é necessário caminhar um pouco para trás em direção a Trincomalee, até chegar a uma gigantesca igreja cristã (Holy Cross Convent), de arquitectura moderna, que fica do lado direito. Do lado esquerdo, mesmo em frente fica outro acesso à praia de Uppaveli, que é o mais fácil para chegar ao “French Garden”, “Regist Guest House” e “Anton Guest House”, entre outras existentes na mesma zona.

accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee

Onde comer em Uppuveli:

Alguns hotéis têm restaurante e pelas pequenas ruas de Uppuveli encontra-se um ou outro restaurante de comida local, que contudo têm preços demasiado inflacionados.

A solução mais económico é ir até à estrada nacional, e caminhar um pouco para norte, não mais do 200 metros, até chegar a um entroncamento, em redor do qual se reúne algum comercia, como uma frutaria, algumas lojas e um restaurante que serve roti e kotu. Caso se encomende serve também rice and curry, mas numa versão modesta e pálida, por 150 LKR.

Contudo o kotu é bastante bom assim como os rotis, tendo-se contudo destacado os coconut hoopers que feitos pela manhã desaparecem rapidamente. O local não tem nome, mas é o único sítio que serve comida nesta zona da estrada que liga Trincomalee a Nilaveli.

Roti and Kotu restaurant at Neraveli Road
Roti and Kotu restaurant at Nilaveli Road
Coconut Hoppers. rstaurant at Neraveli Road
Coconut Hoppers. rstaurant at Neraveli Road

Transportes de Trincomalee para Uppuveli:

Os autocarros para Uppuveli partem do lado esquerdo do terminal. Contudo algum dos autocarros com direção a Nilaveli nem sempre param em Uppuveli. Não há indicações pelo que é necessário perguntar aos motoristas ou a algum funcionário que se encontre no local.

Bus Ticket: 20 LKR.

A viagem não demora mais do que 15 minutos

Às 13.30h parte do lado direito do terminal, na mesma zona onde estão os autocarros privados para Colombo e Kandy um autocarro que passa em Uppuveli.

 

Para quem está em Uppuveli, em frente ao entroncamento onde se situa o pouco comércio encontra-se um paragem de bus, onde passa de hora a hora, às horas certas, um autocarro para Trincomalee. Atenção que nem todos os autocarros param nesta paragem.

Trincomalee, in front of the bus Terminal... some restaurants and roti shops
Trincomalee, in front of the bus Terminal… some restaurants and roti shops

Como ir de Trincomalle para Colombo ou Dambulla de bus:

Do terminal de autocarros de Trincomalle, cómodamente situada junto ao centro da cidade, partem regularmente autocarros com destino a Colombo que param em Dambulla.

Existem também autocarros da companhia estatal SLTB, de cor vermelha, com destino a Colombo e que demoram quase 3 horas a chegar a Dambulla.

Bus Ticket Trincomalle-Bandulla: 132 LKR (3 horas)

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Bus from Trincomalee to Colombo, that stops at Dambulla (SLBT, the red governmental buses)
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Schedule. Bus from Trincomalee to Colombo, that stops at Dambulla

Batticaloa e os Burghers

Sobre Batticaloa, pode-se afirmar que se encontra fora do itinerário turístico, em parte por ter sido bastante fustigada pela guerra civil que durou 25 anos e somente terminou em 2009, pelos poucos atractivos em termos de património histórico e religioso e acima de tudo pela remota localização a meio da costa Este do Sri Lanka, totalmente afastada fora do chamado “triângulo cultural” que inclui Kandy, Polonnaruwa e Anuradhapura.

E de facto à chegada constata-se que assim é, pois não se encontra durante um dia inteiro mais nenhum estrangeiro, pelo reduzido numero de alojamentos no centro da cidade e acima de tudo pelos olhares ávidos da maioria da população, que se mostra muito curiosa e ao mesmo tempo muito tímida.

Mas mostrou-se bastante atractiva, com uma privilegiada localização no extremo de uma península com o mar de um lado e a ria do outro, fazendo parecer quase uma ilha, pois quando se caminha pela cidade rapidamente nos deparamos com água, que cria um agradável obstáculo.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Bridge that link Puliyanthivu to the modern town. Batticaloa
Bridge that link Puliyanthivu to the modern town. Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa

 

E a parte antiga de Batticaloa, Puliyanthivu, é de facto uma ilha, onde se situa o antigo forte solidamente construído pelos Holandeses, assim como muitos edifícios destinados a habitação, colégio, escolas, hospitais e igrejas cristãs, onde domina a arquitectura colonial ao estilo europeu, quase sempre rodeados de altos muros de pedra, cujos portões metálicos deixam vislumbrar.

Pelas ruas tranquilas desta parte da cidade, que se alcança facilmente por uma das pequenas pontes que liga a ilha à parte moderna da Batticaloa, mulheres caminham lentamente absorvidas na sua conversa, homens deslizam suavemente de bicicleta, caminham crianças saindo da escola, cujo imaculado uniforme branco parece que nos leva de volta para os tempos da presença britânica.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Fish market on the side of the road. Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Clock tower. Batticaloa
Clock tower. Batticaloa
Comercial area of Puliyanthivu. Batticaloa
Comercial area of Puliyanthivu. Batticaloa

Do outro lado, na parte “nova” da cidade pouco à de interessante com excepção da vista para vários pontos da laguna e pelo mercado local, simplesmente designado Batticaloa Market, onde no interior se vendem produtos alimentares e à volta se alinham lojas de variado tipo de comércio.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
near the market. Batticaloa

Mas Batticaloa juntamente com a cidade de Trincomalee são zonas onde se concentra o maior numero de burgers, nome que identifica os descendentes de portugueses e de holandeses que por laços familiares se foram ligando à população cingalesa, desde o século XVI, criando um grupo étnico com língua própria, o crioulo, e professando a religião cristã, que ainda hoje se mantêm apesar da passagem dos ingleses que aqui deixaram a religião protestante.

Da presença portuguesa ficaram nomes, os Silva, os Pereira ou Perera, os Fonseca… em nomes de actividades comerciais, em nomes de ruas, inscritos em placas que identificam consultórios médicos ou gabinetes de advogados… mostrando que esta pequena população de burgher detém um estatuto elevado na sociedade Cingalesa.

Em Batticaloa encontra-se a “Lourenço de Almeida Social & Cultural Centre”, uma associação cultural pertencente à “Sri Lankan Portuguese Burgher Foundation”, que desenvolve diversas actividades sociais na região Este do Sri Lanka. Da curta estadia em Batticaloa, que foi mais uma paragem para descanso no itinerário entre Arugam Bay e Trincomalee, não houve oportunidade para descobrir a cultura Burgher, mas num passeio pelas ruas surgiu um encontro com duas raparigas, uma delas de olhos verdes e pele clara, que depois de elogiada pelos bonitos olhos, respondeu orgulhosamente “I am a burgher”.

A presença dos burghers, que representam cerca de 0.3% da população do Sri Lanka, é discreta para quem circula na cidade, mas aqui nota-se claramente a influência da cultura Tamil, dominante no Norte da ilha, e que aqui já se faz notar pelos numero de templos hindus, pelos traços fisionómicos e pela pele escura de muitos dos habitantes… e até no rice and curry que aqui adquire outro sabor, que nos transporta para a Índia.

 

De Pottuvil para Batticaloa:

A estrada que liga Pontuvil até Batticaloa, desenvolve-se sempre ao longo da costa. Contudo desta proximidade pouco se avista do mar, mas como compensação a paisagem que se avista da estrada é dominada pela água… seja em lagoas, pântanos e lagunas cobertas de nenúfares e salpicadas pela brancura das garças, seja pelos extensos campos de arroz que em algumas zonas mostram o verde claro dos jovens rebentos mas que noutros locais se tingem de tons dourados das espigas maduras.

É um percurso verdadeiramente bonito, e onde a escassa presença de povoações torna a viagem fluída e agradável, com o mês de Janeiro a marcar a época das chuvas e a deixar um rasto verde na memória.

 

Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa

Onde dormir em Batticaloa:

Poucos atractivas opções no centro da cidade, visto que os hotéis e resorts ficam perto da praia, na zona de Kallady uma outra parte da cidade do outro lado da peninsula o que obriga a apanhar um tuk-tuk.

Mas como Batticaloa foi somente uma paragem no meio do percurso para Trincomalee, donde resultou somente numa noite aqui passada, a busca por um quarto não foi muito exigente. Assim surgiu o Hotel Sun Rice (sim… rice! não Sun Rise, como seria previsível). Modesto edifício de piso térreo com vários quartos, situado na parte de trás do restaurante com o mesmo nome. Perto da estação de comboio e a uma distância de cerca de 800 metros do terminal de autocarros. Limpo e bem conservado, mas pintado de cores que podem influência o humor do espírito mias resistente!!!

Hotel Sun Rice

Addresss: Bar Street, Batticaloa

Quarto com casa-de-banho: 1000 LKR

Mas depois de alguns passeios pela cidade surgiram outras opções:

  • LMD Guest House. Address: 15, Lady Manning Drive
  • The Moon Hotels, guest house convenientemente localizada junto ao edifício do terminal de autocarros (CTB Bus Station). Address: 3rd Covington’s Road, Puliyanthivu West

Subaraj Inn, anunciado em vários guias turísticos, está fechado e definitivamente fechado.

 

Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa

Para quem prefere ficar mais afastado dos meios urbanos, Kalkudah Bay, 30 quilómetros a norte de Batticalola, é um destino apetecível para quem procura praia e que foge aos “guias turísticos”. Para dormir a Moni Guest House foi uma fidedigna sugestão, que infelizmente não houve oportunidade de experimentar.

 

Onde comer em Batticaloa:

Batiicaloa não sobressaiu em termos de comida, encontrando-se à hora de almoço o habitual rice and curry, os rotis e kutus ao jantar.

Em frente ao terminal de autocarros (Private bus terminal) encontram-se alguns restaurantes servindo rice and curry mas sem brilho.

Em frente à CTB Bus Station, ao lado do Cargills, encontra-se um café/restaurante com bons snacks.

 

Como ir de Batticaloa para Trincomalee de bus:

Para complicar Batticaloa tem 3 terminais de bus. Para facilitar os três terminais situam-se lado a lado na zona de Este de Puliyanthivu, numa distância de cerca de 300 metros.

Para quem caminha desde a “clocktower” (um clichê em qualquer cidade Cingalesa), encontra primeiro a Minibus Stand, que não é mais do que um terreno à beira da estrada onde os autocarros estacionam. Mais à frente situa-se o gigantesco edifício da CTB Bus Station, de onde partem os autocarros da companhia estatal identificáveis pela côr vermelha. Pelo meio fica o Private Bus Terminal, também num terreno à beira da estrada mas com um pequeno edifício de apoio, que consiste num posto de informações (pouco útil) e sala de espera.

Não há informação sobre horários e destinos, sendo a melhor opção perguntar aos motoristas que deambulam pelo terminal… são sempre a melhor fonte de informações assim como os restaurantes ou quiosques situados na zona.

Para quem segue para Norte, em direção a Trincomalee, tem um autocarro que passa pelo Private Bus Terminal pelas 8.45 a.m., e que é directo para Trincomalee, não sendo necessário trasnbordos.

Bus Batticaloa to Trincomalee: 180 LKR (8.45 horas)

CTB Bus Station. Batticaloa
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee

População: 90.000

Altitude: 17 metros

Arugam Bay… na praia em low season

Arugam bay sendo um dos melhores locais para o surf no Sri Lanka tem duas faces: a época alta, Maio a Agosto… e o resto do ano, onde Arugam Bay volta a ser uma vila de pescadores!

Entre Novembro e Abril pode-se considerar a melhor época para visitar o Sri Lanka, com os meses de Dezembro e Janeiro a atingirem o pico de turismo. Mas a costa Este e a zona Norte da ilha que são as zonas menos visitadas, difíceis de alcançar e que durante muitos anos forma placo de guerra, apresentam um clima diferente, com chuvas durante este período. Os meses de Maio a Outubro são os que apresentam um clima mais favorável no Norte e na costa Este, onde se situa a praia de Arugam Bay.

Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach

Mas para quem não persegue as “ondas” visitar Arugam Bay, ou outro qualquer local, em época baixa proporciona algumas vantagens: mais sossego, mais espaço, quartos mais baratos, transportes menos cheios… por ouro lado, muitos restaurantes e alojamentos fechados, menos vida social e por vezes alguma chuva que se pode mostrar persistente. Contudo o clima nunca é frio e a temperatura do mar nunca é baixa.

Sendo a costa sudoeste bastante seca e árida, a visita durante a época das chuvas, que mesmo assim não traz chuva todos os dias, proporciona paisagem cheias de verde e bastante água para tornar a Arugam Laguna atractiva para muitas aves que por aqui se alimentam.

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Arugam Laguna
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Arugam Laguna

E assim a estadia em Arugam Bay proporcionou calmos e longos passeios pela quase deserta praia, acompanhados pelo ritmo pesado da rebentação, sentindo o ar húmido vindo do mar e a temperatura tépida da água. Passeios que se podem estender até à laguna, situada a parte Norte da baía e que separa esta zona da povoação de Pottuvil.

Com a luz filtrada pela suave camada de nuvens, o mar mostra-se pesado de cores escuras, assim como o areal cujo tons juntamente com o abundante lixo trazido pelas marés está longe de formar uma imagem paradísica deste local, que contudo se transforma nos meses em que dezenas de surfistas disputam as ondas que se forma à entrada da baía.

Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach

Arugam Bay vive do surf e dos negócios relacionados como escolas, aluguer de material, quartos, etc… Não havendo nenhuma actividade em termos de surf, com o mar revolto e desorganizado, a uma cota superior ao habitual tornando o areal mais estreito, toda a população local se encontra direcionada para a pesca, que continua a ser a principal ocupação e fonte de rendimento desta pequena povoação que foi seriamente afectada com o Tsunami de 2004, que atingiu seriamente a costa Este e Sul do Sri Lanka.

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Arugam Bay
Fisherman at Arugam Ba
Arugam Bay Beach
Fisherman at Arugam Bay
Fisherman at Arugam Bay

Arugam bay não é um local para onde se vai… é um local onde se tem que chegar… fica na costa oposta de Colombo e do único aeroporto internacional, pelo meio ficam as montanhas, para fugir às montanhas há que contornar pelo sul ou pelo norte, por extensas planícies de clima tropical… seja qual for a opção são viagens que não se não se fazem num dia, obrigando sempre a uma ou numa perspectiva mais sensata a duas paragens pelo caminho.

 

Arugam Bay. Road Pottuvil-Panama
Arugam Bay. Road Pottuvil-Panama

Onde dormir em Arugam Bay:

Em época baixa a maioria dos locais encontram-se encerrados, ou se estiveram aberto provavelmente estão sinistramente desertos. Ao longo da estrada principal, dos dois lados alinham-se sucessivos alojamentos de diferentes estilos e para diferentes orçamentos.

A Beach Hut é um dos locais mais antigos e por isso mais populares e mesmo em low season atrai bastantes turistas, alguns de passagem outros que aqui permanecem por longos períodos, saboreando a tranquilidade do lugar e a proximidade do mar, que não fica a mais do que vinte metros.

Existem vários tipos de acomodações, desde quartos a cabanas, com diversos níveis de comodidades e de conforto. A Beach Hut dispões de restaurante que proporciona um espaço agradável rodeado de floresta.

Quarto duplo com casa-de-banho: 1000 LKR (low-season)

Free wi-fi

Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut Room @ Arugam Bay
Beach Hut Room @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay

 

Onde comer em Arugam Bay:

Muitas das guest houses têm restaurante, mas em época baixa estes e muitos outros estão fechados. Os que estão abertos, como a Beach Hut, oferecem o habitual menu com muitas opções de internacional.

Na estrada principal que passa em Arugam Bay (estrada Pottuvil-Panama) existem alguns restaurantes de comida local, a maioria servindo somente rotis e fried-rice, e que também nesta altura do ano estão quase todos fechados.

Mas mostrando-se indiferentes às variações entre época alta e época baixo, pois vive essencialmente da população local, encontra-se um restaurante na zona sul de Arugam Bay, junto à estrada nacional, muito perto da curva que de certa maneira marca o limite da povoação, com a indicação de Roti Shop. Para além de funcionar com uma pequena mercearia, vende côcos, serve rotis, kotus e uma grande variedade de snacks, incluindo alguns doces típicos do Sri Lanka, que servem de pequeno-almoço, como coconut rotis e coconut hoopers, que esgotam logo pela manhã. Ao almoço o habitual rice and curry, pelo qual é cobrado um preço exagerado aos estrangeiros, 250 LKR; contudo delicioso, rico e com direito a refill.

rice and curry @ Arugam Bay
rice and curry @ Arugam Bay
restaurante @ Arugam Bay
restaurante @ Arugam Bay

 

Bus de Arugam Bay para Batticaloa:

De manhã somente existe um autocarro directo de Arugam Bay para Batticaloa, que passa na estrada principal pelas 5h ou 5.30h, e chega a Batticaloa por volta das 10.30h.

Alternativa é um tuk-tuk até Pottuvil (100 LKR) e no terminal de bus apanhar um dos muitos autocarro com destino a Batticaloa. Mas nem todos são directos, apesar de às 10 horas existir um que evita transbordos.

Do Bus Terminal de Pottuvil, que não é mais do que um conjunto de autocarros estacionados perpendicularmente à estrada, com tuk-tuks esperando do lado oposto, partem autocarros com elevada frequência para Kalmunai, e daí apanha-se outro para Batticaloa.

Bus Pottuvil – Kalmunai: 93 LKR (2.15h)

Bus Kalmunai – Batticaloa: 59 LKR (1.5h)

Pottuvil Bus Terminal
Pottuvil Bus Terminal
Bus Pottuvil to Kalmunai, on the way to Batticaloa @ Pottuvil Bus Terminal
Bus Pottuvil to Kalmunai, on the way to Batticaloa @ Pottuvil Bus Terminal

A viagem entre Pottuvil e Kalmunai é particularmente bonita com a estrada a atravessar extensas planícies de campos de arroz e com muitas zonas de vegetação natural e fraca presença humana que fazem parte do Lahugala National Park.

 

Dos elefantes e dos autocarros… de Kataragama para Arugam Bay

Tendo já visitado a costa sul, é altura de procurar outras paragens, mas a orografia da ilha, com uma cadeia montanhosa a ocupar quase todo o centro da parte sul do território, é pouco atractiva para ser atravessada implicando lentas viagens o que obriga a procurar itinerários mais longos mas acessíveis.

Outros dos obstáculos são os parques naturais, que obrigam as estradas a contornar vastas zonas, com o Sri Lanka a destacar-se pelo total de 26 reservas de vida selvagem num território 1.4 vezes maior que Portugal.

E uma imagem que fica das viagens pelas várias regiões do Sri Lanka é o verde. O verde dos coqueiros e da floresta tropical. O verde das planícies de campos de arroz. O verde de florestas nas montanhas. O verde dos nenúfares e flores de lótus que cobrem lagos e zonas pantanosas.

E fora dos zonas mais densamente povoadas, como a costa sudoeste, a Sul de Colombo e o triângulo que abrange Colombo-Kandy-Galle, escasseiam povoações e pode-se percorrer dezenas de quilómetros onde a paisagem ainda mantem natural.

A viagem de Kataragama em direção à costa Este, é longe de ser linear obrigando a um extenso percurso de forma a evitar o Yala National Park. Primeiro para norte em direção à anónima Buttala, depois para nordeste até à desconhecida Monaragala, e daí rumo a Este até Pottuvil. Mas o destino final deste longo itinerário é a praia de Arugam Bay, inicialmente 4 km a sul de Pottuvil.

Enquanto das paragens em Buttala e Monoragala para mudança de autocarros não ficou memória, assim como o percurso de autocarros pela estrada nacional onde amiúde se alinham ao longo da estrada casa, lojas, restaurantes, oficinas e demais construções, o mesmo não se aplica ao resto do percurso.

Entre Kataragama e Buttala encontra-se uma das mais agradáveis viagens de autocarro feita no Sri Lanka, que num mês contou com mais de 20 viagens de autocarros… não contando com os vários transbordos geralmente necessários em cada viagem. Este percurso passa junto ao Yala National Park, uma extensa área que se classifica como o segundo maior parque natural do país, cuja significativa população de elefantes e leopardos atrai muitos visitantes.

Mas deixando os animais viverem a sua vida tranquilamente longe de humanos empoleirados em jeeps que se passeiam pelas estradas do parque, as visitas a parques naturais ficaram fora do itinerário.

Mas para compensar a viagem de autocarro entre Kataragama e Buttala ofereceu um espetáculo de todo inesperado, com a passagem por um elefante que circulava à beira da estrada, e que sem mostrar qualquer tipo de sobressalto, parou como que a observar o gigantesco veiculo que se cruzou no seu caminho. Mas avistar animais selvagens ao longo desta estrada não é invulgar, o que obriga os veículos a circular a velocidade reduzida evitando buzinadelas, o que torna a viagem verdadeiramente relaxante, oferecendo a possibilidade de disfrutar calmamente a natureza que enche toda a paisagem de verde. De zonas pantanosas passa-se gradualmente, à medida que se caminha para Norte, para terrenos mais secos, de solo avermelhado onde a vegetação se resume a árvores e arbustos de folha miúda, por entre os quais foi possível avistar mais um outro exemplar do elefante do Sri Lanka, uma subespécie do elefante Asiático.

Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay

Deixando para trás Monaragala e à medida que se avança para Este em direção a Pottuvil a estrada estende-se quase em linha recta ao longo de planícies arborizadas que oferecem um pouco de frescura às temperaturas tropicais da região, refrescado o corpo e suavizando a intensa luz do sol. Os últimos quilómetros antes de Pottuvil a paisagem vai-se despedindo do arvoredo para se estender em infinitas planícies de campos de arroz. Estamos de novo perto de outro parque nacional, não tão popular como o de Yala, mas cujas características de laguna atraem muitas espécies de aves: o Lahugala National Park.

A brisa morna a entrar pelas janelas, enquanto o autocarro desliza suavemente pelas intermináveis rectas e o equilíbrio sereno da paisagem, proporcionam uma profunda sensação de calma e tranquilidade que juntamente com o inesperado “encontro” com um elefante, fez com que esta viagem ficasse marcada por intensas e positivas sensações.

 

Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay

 

Como ir de Kataragama para Arugam Bay de bus:

O percurso tem o total de 137 quilómetros mas demorou 6 horas a fazer.

Como o único autocarro directo parte de Kataragama para Pottuvil pelas 6 horas da manhã, pelo que a alternativa foi ir primeiro to Buttala. Em Buttala basta perguntar por um autocarro na direcção de Pottuvil, e como não há ligação directa é necessário parar em Monaragala e mudar para outro autocarro até ao destino final, Pottuvil.

Alguns autocarros terminam em Pottuvil, a maior povoação na zona, mas alguns seguem até Panama, e passam em Arugam Bay. Caso o autocarro termine em Pottuvil a única opção é apanhar um tuk-tuk para fazer os 4 quilómetros que separam o terminal de bus das primeiras guest houses de Arugam Bay. Caso se pretenda ir para o “centro” da povoação é preciso caminhar mais um quilómetro, mas em qualquer dos caso o tuk-tuk não deve custar mais do que 100 LKR.

 

Bus Kataragama to Buttala: 46 km (9.35h – 11h)

Ticket: 85 LKR

 

Bus Buttala to Monaragala: 20 km (11.05h – 11.55h)

Ticket: 40 LKR

 

Bus Monaragala to Arugam Bay: 71 km (12.30h – 15.30)

Ticket: 120 LKR

 

Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay

 

Mas todos os transbordos necessários ao longo de uma viagem não são tão incómodos como parecem à primeira vista, pois todos os autocarros param nos terminais, onde não é difícil encontrar o autocarro seguinte, sendo contudo necessário recorrer à ajuda da população local ou perguntar aos motoristas que esperam no terminal, pois a maior parte das vezes não há existe sinalização.

Estas pausas nos terminais, dada a elevada frequência dos autocarros, nunca demoram mais do que 30 minutos, sendo o mais frequente encontrar um autocarro que está prestes a partir, sendo necessário somente “saltar” lá para dentro.

A mochila pode ser transportada dentro do autocarro, mas por vezes o ajudante de motorista (que faz a cobrança dos bilhetes) insiste para colocar a mochila na bagageira, opção que nunca deve ser aceite pois a bagageira está suja, cheia de poeira ou de lama caso chova!

Os bilhetes são sempre vendido no interior do veículo, seja qual for o percurso ou a empresa transportadora.

Os terminais de autocarros são longe se der uma zona atractiva, mas caso se tenha alguns minutos de espera proporcionam sempre possibilidade de encontrar uma refeição, fruta, um roti ou outro snack para comer durante a viagem… vendendo-se também rice and curry devidamente embrulhado para take-away, que somente tem o inconveniente de não serem fornecidos talheres, pois no Sri Lanka come-se com a mão, e somente os restaurantes disponibilizam colheres.

Quanto aos autocarros não são nem bons nem maus… são basicamente todos iguais, feitos todos na mesma fábrica Lanka Ashok Leyland, seguindo todos o mesmo modelo… a única diferença é que há uns mais antigos e outros mais modernos, ou seja em melhor condições, mas mesmo os mais antigos nunca se encontram propriamente degradados, e somente são usado sem zonas urbanas e para curtas distâncias.

Os autocarros vermelhos pertencem à companhia estatal (SLTB); os autocarros azuis e brancos são de empresas privadas, mais focados no lucro, o que leva a que o autocarro pare cada vez que alguém na beira da estrada ou em qualquer ponto da cidade faz sinal para parar ou quando quer descer num determinado sítio. Já os autocarros da SLTB são mais respeitadores dos locais oficiais de paragem, mas tem menos frequência.

Apesar do desconforto provocado por autocarros demasiado cheios, pelas inúmeras paragens, pelo constante buzinar, pelas perigosas ultrapassagens e pela condução desenfreada de alguns motoristas, o autocarro é sem duvida e melhor forma de viajar pelo Sri Lanka, que para além de cobrirem todo o território, proporcionam um estimulante contacto com a população e múltiplos sorrisos…. e muita musica cingalesa!!!!!

 

Tickets. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Tickets. bus trip Katamarama-Arugam Bay

Como sair de Arugam Bay:

De manhã, somente um autocarro passa em Arugam Bay com destino a Norte, em direcção a Batticaloa, com o inconveniente horário das 5 ou 5.30h da manhã, sendo difícil obter informações precisas.

A paragem de autocarro de Arugam Bay é em frente à escola, na parte Norte da praia, não muito longe da ponte que cruza a lagoa que separa Arugam Bay de Potuvil.

A alternativa é um tuk-tuk até Pottuvil (100 LKR) e no terminal de bus apanhar um dos vários buses que ai se encontram estacionados.

Pottuvil Bus Terminal
Pottuvil Bus Terminal
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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