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Stepping Out Of Babylon

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Subcontinente Indiano

On the road again… do Rajastão para Gujarat

On the road again… novamente em modo de viajante, de cidade em cidade, de bus para bus, passando por longas esperas em poeirentos terminais de autocarros, saboreando lentamente chai atrás de chai que adoçam a boca e reconfortam o estômago. Sem tempo para repousar numa cama, sem hipótese de tomar um duche… as noites são aproveitadas para viagens de autocarro onde há sempre tempo para ir saboreando a fruta e os snacks que servem de refeição durante as lonas horas passadas nos autocarros.

Depois de uma noite passada no deserto de Thar, com um pequeno-almoço à base de chá e pharatas de mel, mais um percurso de camelo de volta a Khuhri, uma hora de viagem, de pé na parte de trás de uma carrinha de caixa-aberta, de um delicioso thali em Jaisalmer é hora de seguir viagem em mais um autocarro-cama em direção ao estado vizinho situado a sul do Rajastão: Gujarat.

Após 17 horas de viagem acorda-se numa outra Índia. Ou melhor, outra face da mesma incrível Índia, rica em diversidade…. outros rostos, outra forma de vestir, outra comida, outra língua, outras cores outros cheiros… até num simples chai, que por definição é um chá com leite e açúcar, apresenta-se no Gujarat escuro, intenso de sabor, rico em especiarias deixando na boca o pungente do gengibre.

... rectas a
… rectas a “perder de vista”
on the bus....
on the bus….
autocarros cama, com compartimentos individuais e duplos, muito comuns em percursos longos, circulando geralmente durante a noite; os chamados night-buses
autocarros cama, com compartimentos individuais e duplos, muito comuns em percursos longos, circulando geralmente durante a noite; os chamados night-buses
Chai tomado no autocarro numa das muita paragens para descanso, refeições e tomada de passageiros
Chai tomado no autocarro numa das muita paragens para descanso, refeições e tomada de passageiros
fim do dia ainda na planicies do Rajastão
fim do dia ainda na planices do Rajastão; mais uma noite passada num autocarro, com o sono embalada pelo solavancos da estrada e pelo som do i-pod

Thar Desert

O sol já desapareceu por trás das pequenas e arredondadas colinas formadas pela fina areia que lentamente se vai deslocando pela planície quase desértica, engolindo com o seu avanço a escassa e ressequida vegetação.

Com o sol já oculto pelas distantes dunas que a toda a volta emolduram a paisagem, as cores vão-se desvanecendo e os contornos dos esqueléticos arbustos vão perdendo forma. A luz que ainda espreita por trás da linha do horizonte tinge o céu de tons quentes alaranjados, passando para os lilases e terminando num azul cada vez mais escuro à medida que os olhos sobem em direção ao céu.

O fogo aceso para cozinhar o jantar, sobressai cada vez mais no escuro da noite, lambendo os toscos recipientes, onde há muito deixou marca irreversível nos tachos metálicos. Num fervem as lentilhas no outro cozinha-se o arroz; ouve-se no silêncio da noite o ranger da faca a cortar os legumes que vão servir de base ao caril.

A oscilante viagem no dorso de um camelo pela paisagem árida pontuada pelo verde esbatido dos resistentes arbustos, de inicio ridícula, foi ficando mais atraente à medida que o sol foi descendo no horizonte, oferecendo à paisagem as cores magníficas que parecem irradiar uma energia florescente.

Aos poucos o céu vai-se decorando de estrelas, tímidas de inicio mas que aos poucos se vão tornando mais brilhantes, parecendo trazer consigo o manto frio da noite que nos faz aproximar mais da fogueira e procurar refúgio nas mantas que vão servir de cama durante a noite passada ao relento sob a fina areia do deserto.

Mas o que realmente marcou esta modesta aventura foi o silêncio. O verdadeiro silêncio ausente de presença humano ou de outro animal. Um silêncio sem vento, sem ondas, sem árvores. Um silêncio leve e transparente, mas dominante e envolvente.

Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Praparação do jantar
Praparação do jantar
Thar Desert ao anoitecer
Thar Desert ao anoitecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Preparação do pequeno-almoço com deliciosas pharatas de mel
Preparação do pequeno-almoço com deliciosas pharatas de mel

Tour:

O percurso pelo deserto de Thar, denominado pomposamente de safari, foi organizado pela Arjun Family Guest House.

Existem duas opções: a mais curta, que começa pelas 4pm e termina do dia seguinte, pelas 9am, com uma noite no deserto e que inclui jantar e pequeno-almoço. Custo: 450 INR.

Em alternativa, o percurso pode estender-se por dois dias, com inicio pela manhã, o que permite afastar mais da povoação de Khuri entrando profundamente pelo deserto, incluindo visita a aldeias. Custo: 1200 INR.

Comer:

Uma básica e simples refeição mas de paladar delicioso acompanhada de

Transportes:

Infelizmente a única opção encontrada para o percurso pelo deserto foi o camelo, ou melhor, um dromedário, pois em Khuhri não existe outra alternativa, como os populares jeeps. Melhor em termos ambientais mas longe de respeitar os direitos dos animais que não devem ser usados para diversão.

Khuhri

A partir de Jaisalmer, a cidade mais o Oeste do Rajastão e a que se situa mais perto da delicada fronteira com o Paquistão, é possível visitar o deserto de Thar tendo como base uma das muitas pequenas aldeias espalhadas pela seca e árida paisagem.

A escolha recaiu em Khuhri, situada a meio caminho entre Jaisalmer e a fronteira.

Pelo meia da tarde a aldeia apresenta-se aparentemente deserta, com cães a dormir ao abrigo das poucas árvores que a espaços sobressaem dos tons castanhos e bejes, comuns à terra que cobre as ruas e às fachadas das casas.

Perante os poucos atractivos de Khuhri, estadia foi de curta duração tendo-se resumido a uma refeição servida no pátio da casa da família Arjun, proprietária de uma das guest houses e que organiza os populares “safaris” pelo deserto, motivo pelo qual estas pequenas aldeias atraem visitantes.

E aventura no deserto começa aqui….

Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri

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Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri

Alojamento:

Arjun Family Guest House

Quarto duplo, incluindo três refeições: 200 INR (wc partilhado)

Arjun Family Guest House. Os quartos são básicos mas oferecem um abrigo agradável ao calor seco do deserto, seguindo as técnicas de construção tradicionais com espessas paredes de terra e cobertura feita de troncos e vegetação seca
Arjun Family Guest House. Os quartos são básicos mas oferecem um abrigo agradável ao calor seco do deserto, seguindo as técnicas de construção tradicionais com espessas paredes de terra e cobertura feita de troncos e vegetação seca
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House

Onde comer:

Em Khuhri, na ausência de restaurantes, somente as guest houses disponibilizam refeições.

Somente existem duas pequenas mercearias.

Transportes:

Khuhri situa-se a cerca de 42 km a sudoeste de Jaisalmer, o que significa aproximadamente uma hora de viagem de autocarro.

Custo: 30 INR

Autocarros partem do Hanuman Circle (cerca de 3 km do forte), com horário incerto, por isso o melhor é chegar de manhã cedo ao terminal de autocarros existente nessa zona e perguntar às pessoas que lá se encontram.

A partir da State Bus Stand, localizada no canto sudoeste do forte, existem também autocarros para Khuhri: 11am e 5pm, mas é melhor confirmar esta informação na guest house ou em alguma agência de viagens.

Um dos terminai de autocarros de Jaisalmer. Daqui é possível encontrar transporte para Khuhri
Um dos terminai de autocarros de Jaisalmer. Daqui é possível encontrar transporte para Khuhri

Udaipur

Udaipur
Udaipur

Em oposição à árida e seca Jaisalmer é árida, isolada numa planície quase inóspita, Udaipur apresenta-se fresca e amena, rodeada por lagos e suaves montanhas. A parte antiga da cidade coroada pelas torres dos templos Hindus e por palácios construídos ao estilo mourisco deixados pelo Império Mongo, parece escorregar pela encosta até chegar às águas calmas do lago.

As ruas íngremes da cidade desaguam em ghats cujos degraus plenos de vida, tanto servem para os banhos matinais, ganhando um colorido especial com a roupa a secar em improvisados estendais, como para adolescentes tentam a sua sorte na pesca; grupos de crianças entretém-se em animadas competições lançando barcos de papel às águas que se agitam com a passagem dos muitos barcos que transportam turistas em visita à chamada “Cidade dos Lagos”, muitas vezes comparada com Veneza.

Na parte antiga concentram-se a maioria dos alojamentos e restaurantes, lojas e agências de viagens, destinados aos muitos turistas, nacionais e estrangeiros que visitam a cidade, famosa também pelos artistas que executam elaboradas e intrincadas gravuras inspiradas nas antigas imagens de marajás, elefantes e camelos.

Modernos edifícios competem ferozmente pelo título “highest roof top” e pela melhor vista para o pôr-do-sol, oferecendo sessões de cinema com a exibição diária do filme Octopussy, onde as aventura de James Bond formam filmadas nesta cidade.

Mas é afastando-nos das bucólicas águas dos lagos, e caminhado ao longo do bazar que se volta a encontrar a habitual azáfama comercial, saborear os deliciosos kachori e samosas acabadas de fritar, ou um simples e açucarado chai; dóceis e pachorrentas vacas deambulam calmamente indiferentes às buzinas das motos e tuk-tuks, que com uma habilidade invejável circulam por entre transeuntes, vendedores ambulantes, veículos de mercadorias, cães e demais obstáculos.

Caminhando por estreitas e intrincadas ruas, onde fachadas rasgadas por janelas decoradas com arabescos e motivos geométrico, pintadas em tons suaves de rosa, azul ou verde que nos recebem com uma luminosidade acolhedora, passamos pelo verde islâmico das mesquitas e o laranja das mandirs decoradas com suásticas.

Sucedem-se lojas e mais lojas, abertas para a rua, cada uma destinada à venda de um único tipo de produto ou especializada numa gama muito particular, onde a nossa passagem desperta olhares curiosos que quase sempre acabam em sorrisos.

Ficou a faltar a visita aos palácios que dão fama à cidade assim como os tradicionais passeios de barco pelos lagos que rodeia Udaipur, mas ficou visível mais uma faceta da cultura e da diversidade do Rajastão, e inspiradores pôr-de-sol a coroar pacatos dias.

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Udaipur
Udaipur
Udaipur
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Udaipur
Udaipur
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Udaipur
Udaipur
Udaipur. Gaths
Udaipur. Gaths
Udaipur
Udaipur
Udaipur. Bara Bazar
Udaipur. Bara Bazar
Udaipur
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Udaipur
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Udaipur
Udaipur
Udaipur

 

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Udaipur
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Udaipur

Alojamento:

    Hotal Lake View

   Quarto duplo com wc: 500 INR (o preço inicial é de 750 INR)

   Free wi-fi

A outra margem do Lago Pichola, à qual se acede por uma pequena ponte pedonal, oferece também uma grande variedade de alojamentos e restaurantes numa ambiente mais calmo.

Evitar a muito referenciada Lal Ghat Guest house, pelo elevados preços e espartanos e básicos quartos. Contudo com uma ótima localização junto ao lago e privilegiada localização para o pôr-do-sol.

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Lake View Guest House
Lake View Guest House
Lake View Guest House

Onde comer:

Fora do centro, junto à Delhi Gate é possível encontrar alguns dos melhores restaurantes da cidade com oferecendo uma ementa variada, e comida bem confecionada, servida em ambiente calmo e tranquilo, o que justifica os preços mais elevados em comparação com os típicos dhabas.

Caso se pretenda uma experiencia mais familiar nada como o Queens Café (do outro dado da ponte pedonal), à frente do qual a cativante energia de Meeru torna o caril de abóbora numa especialidade, e onde a mistura de especiarias “da casa” dá um toque único.

Para pequeno-almoço, serve-se aloo paratha (pão achatado, cozinhado com óleo e recheado de batata) acompanhada com iogurte e com um forte e aromático chai (chá preto fervido com leite e por vezes um pouco de gengibre).

Meera Restaurant em Delhi Gate, Udaipur
Meera Restaurant em Delhi Gate, Udaipur
Queen's Cafe. Meeru Restaurant... uma experiência muito familiar que nos transporta literalmente para uma casa indiana
Queen’s Cafe. Meeru Restaurant… uma experiência muito familiar que nos transporta literalmente para uma casa indiana

Transportes:

Da estação de comboio até à zona onde se situa a maioria do hotéis e guest-houses, junto ao lago – Lal Gath, Gangaur Gath e City Palace, é aconselhável fazer o percurso de tuk.tuk, pois a orografia da cidade é pouco convidativa a percursos pedestres com mochilas pesadas; custo mínimo 80 INR.

Jaisalmer

Abrupta mudança… depois de uma estadia de seis semanas na região de Dharamsala, com o cenário das montanhas de Dhauladhar a ficar cada vez mais branco de neve e com o frio cada vez mais presente, é tempo de rumar a sul, em busca de calor. Destino: Rajastão, mais precisamente a cidade de Jaisalmer às portas do deserto de Thar, com uma paragem de uma dúzia de horas na caótica e poluída cidade de Delhi.

Jaisalmer é castanha, seca e árida mas veste-se de dourado quando iluminada pela mágica luz do pôr-do-sol, que desaparece na aparente infinita planície que se estende daqui até ao Deserto de Thar para lá do qual fica o Paquistão.

Pelas estreitas e intrincadas ruas da parte antiga da cidade, protegidas pelas espessas muralhas do forte que circunda a única colina existente na árida e quase desértica paisagem, sente-se uma atmosfera calma e pacífica, onde a vida doméstica exposta pelas portas abertas das casas, se mistura com as muitas lojas e restaurantes destinados aos turistas.

A contrastar com a dominante presença dos tons castanhos da pedra calcária que serve de base à construção de praticamente todos os edifícios, surgem fachadas pintadas de cores suaves, desde os azuis, rosas e verdes que por momentos nos transportam para o norte de África, atestando a presença do império Mongol, que também deixou a sua marca nos arabescos e nas cúpulas que decoram edifícios e palácios.

Longe do ambiente calmo que se vive no forte, a cidade de Jaisalmer vibra de actividade em especial no percurso entre as portas do forte e Gandhi Chowk, onde ao longo do Bhatia Bazar se pode encontrar um pouco de tudo, desde pequenas lojas de snacks, onde dominam as samosas (chamuças) e os katchuri, fritos tradicionais do Rajastão, às tentadores lojas de doces, mas onde sobressaem as lojas de venda de tecidos e de saris que enchem as ruas de um colorido especial que caracteriza as roupas das mulheres desta região da Índia.

 

Jaisalmer
Jaisalmer vista das muralhas do forte
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Governamental Shop, onde se encontram à venda bens essenciais a preços inferiores aos dos restantes postos comerciais. Este tipo de lojas encontra-se um pouco por todo o lado mas são quase impossíveis de identificar pois tudo se encontra escrito em hindi
Jaisalmer
Jaisalmer,  Bhatia Bazar
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Jaisalmer, Gopa Chowk
Jaisalmer
Jaisalmer

Alojamento:

Hotal Royal Stay

Quarto duplo com wc: 300 INR

Free wi-fi

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Hotel Royal Stay, Jaisalmer
Hotel Royal Stay
Hotel Royal Stay, cujo terraço é um óptimo local para apreciar o pôr-do-sol
Hotel Royal Stay. Contactos
Hotel Royal Stay. Contactos

Onde comer:

Para evitar os restaurantes mais turísticos e mais caros o melhor é sair do forte, mesmo que à primeira vista o confuso ambiente e os insistentes condutores de tuk-tuk desencorajem grande passeios.

Neste pequeno restaurante de desconhecido nome, mas que se situa mesmo ao lado do Om Cafe, à saída do forte (Gopa Chowk), servem-se delicioso thali por 100 rupias com direito a “refill”.

Restaurante em Jaisalmer, fora das muralhas que serve um óptimo thali por 100 rupias, com direito a
Restaurante em Jaisalmer, fora das muralhas que serve um óptimo thali por 100 rupias, com direito a “refill”

Transportes:

Jaisalmer tem estação de comboios que fica a uns três quilómetros da parte antiga da cidade. A maioria das guest-houses providencia transporte desde a estação de comboios até ao forte.

A partir de Jaisalmer é fácil viajar para outras cidade do Rajastão e para o estado vizinho do Gujarat, sendo os autocarros privados a solução mais atractiva, muitos oferecendo viagens nocturnas em autocarros cama, designados por “sleeper bus”.

Horários dos autocarros com destino às principais cidades do Rajastão, assim como para Gujarat e Delhi
Horários dos autocarros com destino às principais cidades do Rajastão, assim como para Gujarat e Delhi

Dashain Festival em Kathmandu

Pela janelas chegam os sons desconexos dos tambores e das campainhas, que acompanham o desfilar dos andores que contornam os templos da Durbar Square. É o festival Dasain, o mais importante do calendário religioso hindu, mas que estende as suas celebrações aos outros grupos étnicos e religiosos do Nepal, sendo celebrado por todo o país.

Dura quinze dias, começando na lua-nova de Outubro e terminado na lua-cheia, sendo os sétimo, oitavo, nono e décimo dias os mais intensos, crescendo o numero de visitantes nos templos assim como a devoção na realização dos pujas; o comércio e os serviços encerram, nas ruas desfilam pessoas em traje “domingueiro” e estreando roupa nova, os autocarros enchem-se com os que visitam familiares e amigos, recebendo dos mais velhos o tika, marca feita na testa, com uma pasta preparada pelas mulheres, à base de pigmento vermelho, iogurte e arroz cozido,

Esta cerimónia realizada a nível doméstico, tanto pelas mulheres como pelos homens, inclui também a oferta de uma quantia simbólica de dinheiro, em papel e moedas, uma banana, um pedaço de coco, um pequeno ramo de ervas acompanhado de uma fita vermelha que é colocada à volta do pescoço, tudo isto simbolizando a abundância e a prosperidade.

São oferecidos aos convidados bebidas e carne, que é servida como prasad, comida abençoada pelos deuses, que resultou dos animais, búfalos, cabras, patos e galos, que foram sacrificados nos dias anteriores, para com o seu sangue abençoar, casas, ferramentas, motas, carros e máquinas em geral, acreditando-se assim evitar acidentes.

Apesar hindus, o consumo de carne durante o festival Dasain é aceite como forma de acalmar a deusa Durga, simbolizando a batalha em que a deusa mata o demónio Mahishasura, livrando a humanidade do terror, impondo a verdade, justiça e virtude, sendo o décimo dia celebrada a definitiva vitória de Durga.

Estes sacrifícios animais, frequentemente realizados junto aos templos de Durga e Kali, estão a ser gradualmente substituídos por oferendas de frutos, de forma a poupar os animais, pois o sacrifício de animais não se encontra previsto em nenhum dos textos sagrados hindus, resultando provavelmente de uma fusão das práticas religiosas anteriores à chegada das religiões praticadas actualmente no Nepal: hindu, budista e muçulmana.

O vermelho que enche o olhar durante todos os dias em que decorre o festival, em especial no décimo, nos sahrees das mulheres, nos panos que cobrem as imagens, na cor do tika, nas fitas vermelhas que enfeitam os altares e nas que se colocam ao pescoço, é sinal de prosperidade, simbolizando também os laços de sangue que unem os elementos da mesma família, que num país como o Nepal, em que toda a estrutura social e económica se baseia nos laços de sangue e na casta, é fundamental à integração de um individuo.

Estátuas de Buddha, qu segundo os hindus é a sétima reencanação de Vishnu, com o tika marcado na testa
Estátuas de Buddha, qu segundo os hindus é a sétima reencanação de Vishnu, com o tika marcado na testa
oferendas colocadas em frente à entrada das casas
oferendas colocadas em frente à entrada das casas
venda de animais para os sacríficios durante o Dasain, na Durbar Square
venda de animais para os sacríficios durante o Dasain, na Durbar Square
Durbar Square
Durbar Square
desfile nas ruas de Kathmandu, no primeiro dia do festival onde as mulheres transportam o kalasha, onde foram plantadas as sementes de cevada cujos rebentos serão cortados no décimo dia do festival
desfile nas ruas de Kathmandu, no primeiro dia do festival onde as mulheres transportam o kalasha, onde foram plantadas as sementes de cevada cujos rebentos serão cortados no décimo dia do festival
papagaios
loja de papagaios, que nesta altura são muito concorridas
Procissões durante o Dasain, em torno dos vários templos que integram a principal praça de Kathmandu, onde é mais evidente a celebração do mais importante festival religioso do Nepal
Procissões durante o Dasain, em torno dos vários templos que integram a principal praça de Kathmandu, onde é mais evidente a celebração do mais importante festival religioso do Nepal

Por todo o lado, em especial nos últimos dias do festival vêm-se pessoas ostentando um pequeno punhado de ervas, geralmente presas na orelha, na roupa ou no cabelo, que foram oferecidas durante a cerimónia do tika. Trata-se de um ritual realizado pelas mulheres que plantam no primeiro dia do festival, na lua-nova, sementes de cevada num pote com água e dejectos de vaca, que é abençoado por um sacerdote num templo. Durante os dez dias seguintes este pote, o kalasha, é mantido no interior da casa, longe da luz, sendo venerado duas vezes ao dia geralmente pelo elemento masculino da família. No décimo dia do festival, os rebentos são cortados e para além de utilizados na cerimónia do tika, são também colocados à entrada das casas, juntamente com outras oferendas como arroz, frutos e flores, sendo por vezes acompanhada de uma pequena lamparina que arde em ghee, conferindo ao ar das ruas estreitas de Kathmandu um aroma particular.

Durante o Dasain, crianças reúnem-se durante o dia nas praças e nos terraços dos prédios, para lançarem papagaios feitos de finos pedaços de bambu que forrados com plásticos coloridos se elevam tão alto no céu de Kathmandu que se deixam praticamente de ver. Durante estes dias são construídos, um pouco por todos as povoações, baloiços feitos com grossos tronco de bambo, que servem de diversão à crianças, avistando-se ao longe pela sua altura, que ultrapassa as construções mais modestas.

papagaios no céu cinzento de Kathmandu
papagaios no céu cinzento de Kathmandu
cerimónia do tika durante o Dasain, na Himalaya Guest House
cerimónia do tika durante o Dasain, na Himalaya Guest House
cerimónia do tika durante o Dasain, na Himalaya Guest House
cerimónia do tika durante o Dasain, na Himalaya Guest House

 

Kathmandu. Pashupatinath

Ainda com os raios de sol a aparecerem timidamente por trás da colina que ladeia Pashupatinath, eleva-se o fumos dos incensos queimados no interior do Pashupati Mandir, situado juntos aos ghats que dão acesso ao poluído Rio Bagmati e cujo acesso ao templo é interdito a não hindus.

Pashupatinath, é o local mais sagrados da religião hindu existentes no Nepal, em particular para os seguidores do deus Shiva, sendo o local de eleição para as cerimónias de cremação que se realizam nas margens do rio, que serve também para rituais banhos purificadores.

Apesar de situada a uns escassos cinco quilómetros de Kathmandu, vive-se aqui uma atmosfera sagrada, onde a religiosidade e a devoção são evidentes, vivendo-se com mais intensidade durante as cerimónias fúnebres, acompanhadas do toque seco dos damaru, pequenos tambores com duas faces, e do som estridente dos pratos metálicos.

Atravessando o rio, chega-se a uma pequena elevação por onde se encontram espalhados em pequenos grupos formando um vasto conjunto de templos: o Gorakhnath, encerrando imagens de Shiva ou do lingam, outa forma de o representar. Abrigado pelas gigantescas árvores que cobrem a colina, este é local de eleição para bandos de macacos que há muito se habituaram a conviver com os humanos.

A toda a volta a povoação vive uma harmoniosa rotina, longe da confusa e movimentada avenida que lhe dá acesso, com os seus vendedores de artigos religiosos, intercalados por pequenos restaurantes, onde moradores conversam enquanto comem o pequeno-almoço mergulhando argolas de massa frita no fumegante chai.

Junto aos ghats sagrados, sentados em algum canto, debaixo de uma árvore ou encostados a um templo, encontram-se os shadus: homens considerados sagrados, vindos originalmente da Índia, ascetas, renunciantes da vida e dos bens materiais que deambulam pelo país reunindo-se em locais sagrados como Pashupatinath, sendo essencialmente adoradores de Shiva, e como tal ostentando na testa o simbólico tridente e transportando consigo os colares de sementes de rudraska, consideradas sagradas.

São facilmente reconhecidos de pelas suas longas barbas, cabelo com dreadlocks, muitas vezes longas ao ponto de tocarem os pés, magros, geralmente praticantes de yoga e dedicados à meditação, vivendo em busca da consciência profunda, considerando que o mundo que nos rodeia, não é mais do que uma ilusão, a que chamam maya.

Podem andar despidos, cobertos de cinzas ou envergando panos laranja e amarelos, conforme a divindade que seguem, sendo frequentemente fumadores de charas (haxixe), nos seu tradicionais chilums, cachimbos de forma cilíndrica que se fumam verticalmente, como prática habitual no caminho da espiritualidade.

Despojados de bens materiais, transportam consigo somente o que cabe num pequeno saco que transportam ao ombro: um cobertor onde se sentam e que representa o espaço físico que ocupam neste mundo, alguns panos com que se cobrem e um recipiente metálico com o qual recolhem donativos de comida e dinheiro, vivendo de esmolas e de caridade, dormindo em abrigos improvisados ou em dharamsalas, locais de acolhimento de peregrinos que se encontram espalhados um pouco por toda a Índia e Nepal.

Os sadhus são considerados homens santos, sendo procurados para abençoarem, darem orientações a quem procura fé ou tem duvidas sobre ela, oferecendo palavras sábias, dando conselhos e resoluções para os problemas da vida, recebendo em troca veneração de quem os visita e lhe toca pés em sinal de respeito, dando-lhes oferendas, e mostrando veneração e respeito.

Para algumas pessoas são vistos como vagabundos, preguiçosos, impostores, vendedores de charas ou mesmo criminosos que decidiram seguir este caminho para evitarem as regras da sociedade ou fugirem ao rígido sistema de castas.

Alguns reclamam poderes especiais, como o de se tornarem invisíveis, de morrerem e ressuscitarem, de jejuarem durante meses ou anos.

Pashupatinath é também local de eleição para os babas, cuja palavra significa pai tanto em hindu como em nepalês, que são também considerados homens santos, filósofos religiosos e sábio, sendo muitas vezes visitados para abençoarem alguém ou para darem orientação moral e espiritual, realizando pujas e praticas ancestrais.

Vêm-se muitas vezes a deambular pelas ruas de Kathmandu, a pedir dinheiro ou comida; na Durbar Square, encontram-se muitas vezes vestindo as suas roupas de cor açafrão ou laranja, ostentando na testa elaborados pinturas e abordando os turistas para posarem para as fotografias em troca de dinheiro… estes são os falsos-babas, que nada têm de sagrado e nem sequer são respeitados pelos habitantes locais.

Contudo  fronteira entre babas e shadus é bastante ténue sendo este tema um dos mais complexos do mundi espiritual da rica religião hindu.

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Pashupati Mandir
Pashupati Mandir
Pashupati Mandir
Gorakhnath
Gorakhnath
templos junto aos ghats do Rio Bagsmati
templos junto aos ghats do Rio Bagsmati
shadus
shadus
Shadu
Shadu
Gorakhnath
Gorakhnath
Pashupati Mandir
Pashupati Mandir
Pashupatinath
Pashupatinath
musicos tocando os damaru durante uma cerimónia de cremação junto ao rio
musicos tocando os damaru durante uma cerimónia de cremação junto ao rio
ghats
ghats
Cerimónia de cremação nos ghats junto ao Pashupati Mandir
Cerimónia de cremação nos ghats junto ao Pashupati Mandir
Pashupati Mandir
Pashupati Mandir
Gorakhnath
Gorakhnath
Junto aos ghats do Rio Basmati
Junto aos ghats do Rio Basmati
Gorakhnath
Gorakhnath

… por Kathmandu

Afastando-nos das ruas principais, entra-se num mundo de ruas estreitas onde desembocam noutras ainda mais estreitas que nos levam para pátios, sempre com um pequeno templo, um nicho ou uma estátua, e daí para outras ruas fazendo-nos perder neste emaranhado mas dando-nos a descobrir verdadeira preciosidades, como a stupa Kathesimbhu datada do século XVII, a maior existente no centro da cidade, muito semelhante ao Swayambhu que domina a colina mais alta da cidade.

Muito perto do centro de Kathmandu, a sul da Durbar Square, encontra-se a Jhochhen, conhecida por Freak Street cujo nome vem dos anos 60 e 70 em que aqui se concentravam os viajantes ocidentais ligados ao movimento hippie.

Apesar de muitos edifícios em betão e de algumas lojas dedicadas aos turistas, o bairro é dominado ainda pelo quotidiano nepalês, com os seus pequenos templos e nichos que um pouco por todas as ruas são objecto de devoção diária, com as suas oficinas, os alfaiates, barbeiros e com as suas lojas que vendem um pouco de tudo, mas por vezes tão pequenas que pouco mais espaço há do que o necessário para caber lá o vendedor e escurecidas pelos constantes cortes de energia elétrica.

Do movimento hippie sobrevive somente a loja de bolos, Snow Man, a funcionar desde 1968 onde esteve o Jimi Hendrix e o Cat Stevens, que se agora cá viessem não encontrariam nenhuma diferença pois o espaço parece que parou no tempo, estando coberto com uma patine de pó e muito fumo, que confere um tom castanho e baço a todo o espaço, contribuindo para o ambiente nostálgico que nos absorve, onde as cassetes de áudio estão ainda orgulhosamente expostas junto ao balcão. Os bolos são bons, oferecendo uma grande variedade entre tarte de maça, bolo de chocolate, browine, cheesecake, crumble… mas todos demasiado doces.

Mais a norte da Durbar Squere encontra-se o bairro de Thamel, um verdadeiro ghetto de turistas em Kathmandu, repleto de hotéis e guest houses para todos os gostos e preços, onde todas as lojas estão dirigidas ao turismo: desde artesanato de Kashmir, com as suas pashminas e bordados, artigos de trekking, agências de viagem, lojas de câmbios, postos de internet, roupa que varia entre o estilo freak e um misto de artigos tradicionais adaptados ao gosto e à moda ocidental, instrumentos musicais, cds, artesanato tibetano com os seus quadros de estilo thanka, supermercados…

Thamel apresenta a maior concentração de livrarias da cidade com uma grande seleção de livros em inglês e mesmo em alemão e francês, algumas com o sistema de compra e vende de livros em segunda mão.

Por aqui encontra-se também uma vasta e diversificada oferta de restaurantes e cafés, que à noite alguns se transformam em bares, onde se podem encontrar a chamada comida “ocidental” (pizzas, crepes, hamburguers, saladas, etc..) ou deliciar com a gastronomia japonesa, coreana. Nas pastelarias, muitas vezes identificadas como “german bakery” há sempre várias variedades de pão, croissants, bolos e o normal serviço de cafetaria com expresso, americanos, capuccinos… Mesmo assim existem verdadeiros achados, com comida tradicional nepalesa e tibetana, e muitos outros com especialidade Newari e Nepalesas.

De uma forma geral, todos estes restaurante em Thamel apresentam preços significativamente mais elevados do que o resto da cidade, mesmo comparando com Jhochhe, onde fiquei nos primeiros dias da estadia em Kathmandu; praticamente todos estes espaços têm wi-fi gratuito (quando não há cortes de corrente eléctrica, que acontecem pelo menos três vezes por dia), oferecendo qualidade e conforto para quem precisa de fazer uma pausa no intervalo das compras, abrigar-se num dia de chuva ou simplesmente relaxar e conviver. Toda esta oferta não é somente destinada aos turistas, atraindo muitos nepaleses que também se deliciam de toda esta abundância de escolhas, sendo presença constante em cafés.

Mas Thamel cansa. É demais. Na minha segunda estadia em Kathmandu, depois de um intervalo em Bhaktapur e Nagarkot, optei por ficar aqui, mas ao fim de três dias, mudei-me novamente para Jhochhen, onde a vida decorre docemente, longe da confusão.

Uma das avenidas principais, afastadas da zon central da cidade
Uma das avenidas principais, afastadas da zon central da cidade
um dos muitos patios que se encontra escondido de quem passa apressadamente pelas ruas principais de Kathmandu
um dos muitos patios que se encontra escondido de quem passa apressadamente pelas ruas principais de Kathmandu
Kathmandu
Kathmandu
stupa Kathesimbhu
stupa de Kathesimbhu
stupa Kathesimbhu
stupa de Kathesimbhu, que surge inesperadamente num patio ao qual se acede por uma da ruas que liga Basantapur ao bairro de Thamel
Um dos muitos templos que se encontram pelas ruas de Kathmandu
Um dos muitos templos que se encontram pelas ruas de Kathmandu
Himalaya Guest House. Jhochhen. Esta foi o primeiro alojamento em Kathmandu, numa guest house com ambiente familiar, bem localizada perto da Durbar Square, mas onde o ambiente não foi dos mais calorosos apesar de sempre prestáveis em ajudar e a dar indicações
Himalaya Guest House. Jhochhen. Esta foi o primeiro alojamento em Kathmandu, numa guest house com ambiente familiar, bem localizada perto da Durbar Square, mas onde o ambiente não foi dos mais calorosos apesar de sempre prestáveis em ajudar e a dar indicações
Himalaya Guest House onde fiquei em Jhochhen
Himalaya Guest House onde fiquei em Jhochhen
Kathmandu
Kathmandu
Templo junto aos ghats do Rio Bagsmani
Templo junto aos ghats do Rio Bagsmani
A sul da Durbar Square, já bastante fora da zona frequentadas pelos visitantes, encontra-se o Rio Bagmati onde se situam uns ghats, que dá acesso a um rio fétido e poluído, por onde desliza grande quantidade de lixo que cobre as margens, onde já não é possível ser usado para os tradicionais banhos purificadores
A sul da Durbar Square, já bastante fora da zona frequentadas pelos visitantes, encontra-se o Rio Bagmati onde se situam uns ghats, que dá acesso a um rio fétido e poluído, por onde desliza grande quantidade de lixo que cobre as margens, onde já não é possível ser usado para os tradicionais banhos purificadores
Pastelaria Snow Man em Jhochhen
Pastelaria Snow Man em Jhochhen
Pastelaria Snow Man em Jhochhen
Pastelaria Snow Man em Jhochhen
Kathmandu na zona a sul da Durbar Saqure
Kathmandu na zona a sul da Durbar Saqure
Um dos modos de transporte publico disponiveis na cidade.
Um dos modos de transporte publico disponiveis na cidade.
Thamel
Thamel
Thamel
Thamel
Posto de correios destinado ao envio de encomendas, que são embaladas por funcionários, que as depois embrulham em panos cozidos à mão; tudo isto depois de passar por um longo processo de hora e meia, que inclui passar por vários departamentos, receber várias assinaturas e carimbos. Exasperante. MAs tudo isto permite empregar dez funcionários que no dia em que lá fui eram mais do que o numero de clientes
Posto de correios destinado ao envio de encomendas, que são embaladas por funcionários, que as depois embrulham em panos cozidos à mão; tudo isto depois de passar por um longo processo de hora e meia, que inclui passar por vários departamentos, receber várias assinaturas e carimbos. Exasperante. MAs tudo isto permite empregar dez funcionários que no dia em que lá fui eram mais do que o numero de clientes
Estação de correios da Durbar Square
Estação de correios da Durbar Square
Dentista
Dentista
Kathmandu
Kathmandu
Kathmandu
Kathmandu no bairro de Thamel, uma das zonas onde se começou a construir após os anos 70’s altura em que começou o interesse turistico pelo Nepal
Thamel
Thamel
Durbar Square
Durbar Square
Indrachow
Indrachow

Himalaya Guest House

Jhochhen 23

00977-1-4246555; 00977-1-4258444

himalgst@hotmail.com

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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