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Stepping Out Of Babylon

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África e Médio Oriente

Bam… as ruínas e as tâmaras

“Akbar english”… são as primeiras palavras que se ouvem quando somos abruptamente despejados do autocarro numa rotunda na interseção de largas avenidas. Assim sem saber onde estamos sentimos o irónico conforto de saber que os outros sabem para onde queremos ir.

Perante a insistência dos taxistas em me levar ao “Akbar”, que de facto era o poiso eleito em Bam, segui a minha intuição e decidi fazer o caminho a pé, sem orientação precisa, sem mapa, e com poucas hipóteses de comunicar em inglês. Depois de caminhar de rotunda em rotunda, solução que se revelou um erro, pois a distância e demasiado grande para ser feita com uma mochila de 14 quilos às costas, fui aconselhada por um habitante local a optar por um táxi.

Bam, anteriormente popular paragem para quem viagem para Zahedan com destino ao Paquistão, é famosa pelas tâmaras e pela Arg-e Bam, um dos principais atrações turísticas do Irão, juntamente com Persepolis, mas o sismo de 2003, que destruiu praticamente toda a cidade, matando mais de 25 mil pessoas, afectando seriamente a Arg-e Bam, castelo e cidadela construídos em adobe.

Apesar da cidade de Bam ter sido reconstruída, mostrando-se organizada e moderna mas com alguma falta de identidade, Arg-e Bam com mais de 2000 anos, e classificada como património mundial pela Unesco, foi irreversivelmente destruída e apesar dos esforços na sua reconstrução que ainda decorre, está longe de provocar a admiração e o impacto dos tempos antigos. Contudo vale a deslocação e a visita, pela vista sobre a cidade com os seus campos de palmeiras, cujo verde contrasta com a aridez do deserto que rodeia Bam, fazendo-nos lembras que estamos num oásis.

Destas extensas plantações de palmeiras resultam as deliciosas tâmaras que dão fama a Bam e à região de Kerman, tanto a nível nacional como internacional, com muita da produção a ser escoada para o estrangeiro. Posso afirmar que foram as melhores tâmaras de sempre, frescas, doces e macias, tendo que ser mantidas refrigeradas.

Bam
Bam

 

Bam
Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam vista do topo do castelo

 

Arg-e Bam
Arg-e Bam

Mas se Arg-e Bam impressiona apesar da destruição, o que mais marcou não foram patrimónios, edifícios, castelos… foi uma pessoa: o Akbar… “Akbar english” cujo cognome vem do facto de ter sido durante muitos anos professor de inglês, exprimindo-se fluentemente nesta língua e apresentando um curioso sotaque americano. Apesar das condições simples da guest house, ainda a ser reconstruída depois do sismo, a estadia em Bam ficou marcada pela hospitalidade do Akbar, pela suas história e pelas longas e interessantes conversas que podemos ter o privilégio de escutar, sentados nos degraus ao fim de tarde.

É de encontros como estes que nos relembram porque andamos a viajar…

Akbar english
Akbar english

 

Alojamento:

Akbar Tourist Guest House

Morada: Sayyeh Jamal od-Din Street

Contacto: 0913 246 0731

… mas basta perguntar pelo “Akbar english” e toda a gente conhece o local assim como o carismático proprietário que por si só é um bom motivo para ficar mais do que dois dias em Bam.

O preço é acordado com o proprietário em função do quarto, existindo quartos single, duplos, ou triplos, com casa-de-banho ou casa-de-banho partilhada. Mas seja qual for a escolha é uma opção económica.

Akbar Tourist Guest House. Bam
Akbar Tourist Guest House. Bam

 

Akbar Tourist Guest House. Bam
Akbar Tourist Guest House. Bam

Onde comer:

Como qualquer pequena cidade Bam onde as distâncias entre casa e trabalho não são longas levando a maioria dos habitantes a almoçar e jantar em casa, não oferece muitas opções.

Contudo muito próximo da Akbar Guest house existe um restaurante de fast-food, que serve um muito competente falafel (30.000 rials) para além de kebabs; como o local carece de atmosfera é preferível optar pelo take-away.

Para uma refeição um pouco “melhorada” existe um restaurante afastada pouco mais do 15 minutos a pé, que á primeira vista parece uma vulgar pizzaria com uma decoração ao estilo de restaurante urbano de fast-food, mas que se revelou uma surpresa, com um jardim nas traseiras, cheio de árvores, arbustos onde emana um doce aroma a jasmim; as mesas estão dispersas pelo jardim ou ao longo de um corredor, e a refeição é servida ao modo tradicional Iraniano, em carpetes assentes onde nos sentamos e nos podemos reclinar sobre almofadas.

Servem-se muito boas pizzas assim como também se pode encontrar comida tradicional iraniana, e apesar da apresentação do local uma refeição não fica em mais do que 60.000/70.000 rials. O nome e a localização perdeu-se no tempo, mas basta perguntar ao Akbar.

Transportes:

Os autocarros que fazem o percurso entre Kerman e Zahedan passam por Bam. Existem vários durante o dia, mas é difícil obter informações sobre horários. Contudo do terminal de Kerman, parte um autocarros pelas 14h, e que demora 3.5 horas até Bam.

  • Táxi desde a rotunda Arg Square, onde os autocarros fazem paragem, e onde táxis e shavaris (shared táxis) esperam por passageiros: 30.000 rials, e não demora mais do que 5 minutos, sendo possível de alcançar a pé, pois não são cerca de dois quilómetros.
  • Táxi para Arg-e Bam: 30.000 rials. Apesar de ser possível fazer esta distância a pé, pois a cidade é plana, o calor torna esta jornada pouco apetecível através de avenidas que poucos atractivos têm para além de uma sequência de lojas e oficinas.

Cambiar dinheiro:

Em Bam não existem lojas de câmbio, pelo que a única hipótese são os bancos que cobram comissão ou a guest house.

Arg-e Bam:

Ticket: 150.000 rials (não grátis como vem referido no guia turístico), mais 75.000 rials para entrar “ilegalmente “ no castelo, que se encontra encerrado para trabalhos de reconstrução.

Horário: 9 am to 5 pm (confirmar junto do Akbar)

A melhor altura para visitar Arg-e Bam é por volta das 4.30 da tarde, altura em que o sol fica menos forte e as temperaturas menos elevadas. A luz do fim do dia reflectida nas paredes ocres dos edifícios, muralhas e castelo, proporciona cores fantásticas e um ambiente mágico com o sol a desaparecer por detrás das montanhas, pois no Irão, mesmo nos planos e extensos desertos a monotonia da paisagem é sempre interrompida por colinas e montanhas.

O castelo encontra-se em reconstrução, pelo que não é possível de ser visitado… mas, é possível subir ao topo de Arg-e Bam para se apreciar a vista sobre a cidadela e sobre a cidade de Bam com os seus palmeirais. Aproximando-nos da entrada do castelo, bloqueada por tubos metálicos, há que tentar chamar a atenção do guarda de serviço, e pedir para entrar no castelo. A comunicação é baseada mais em gestos pois o inglês não tem utilidade aqui, e a resposta é negativa. Contudo insistindo um pouco ouvimos a palavra “money”. Acenando positivamente com a cabeça aceitamos o “negócio” e somos encaminhados ao topo do castelo pelo guarda, vestido de uniforme militar. Simples… mas a descida tem um pouco de aventura, com o guarda a avistar alguém e a fazer sinal para nos acocorar-mos por trás de um muro, onde esperámos a ter ordem de comando para avançar, em passo rápido para a saída. Sob sol e sob a tensão causada pela ilegalidade de toda esta situação, não foi possível deixar de achar piada por esta aventura em estilo militar, que custou 75.000 rials, valor que pode ser negociado.

Onde estão os gatos persas?!

Da Pérsia não vieram só os tapetes… também os gatos, famosos pelo seu longo pelo, olhar meigo e cauda farfalhuda.

Mas onde é que eles estão? Os famosos gatos persas?! Pelo seu preço elevado por certo só em casas de famílias abastadas, longe das ruas das cidades, dos bazares e dos mercados, por onde os gatos vadios se passeiam com relativa à vontade.

Estes gatos de rua, alimentados pelos habitantes mostram-se um pouco esquivos e desconfiados, sem perderem a natural a instintiva curiosidade comum a todos os gatos.

A maior concentração destes felinos urbanos foi no bazaar de Tabriz, onde num dos muitos caravancerais para além de se reunirem muito homens conversando ou simplesmente sentados à sombra proporcionadas pelas árvores, se passeiam muitos gatos vadios, com pleno à-vontade e confiança de quem domina o local. Pouco depois percebe-se o motivo de tal concentração de felinos, com a chegada de um homem carregando um saco com restos de carne, que destabiliza totalmente o ambiente calmo do pátio, com os gatos a disputarem a comida entre si. Desordem que dura pouco tempo com o caravancerai a voltar à pacata normalidade.

 

Tabriz
Tabriz

 

Gatos esperando pela chegada da comida. Tabriz Bazaar
Gatos esperando pela chegada da comida. Tabriz Bazaar

 

Tabriz Bazaar, onde restos de carne servem diariamente de alimento a dezenas de gatos de rua que se passeiam pelas redondezas de um dos caravansarais do Bazaar de Tabriz
Tabriz Bazaar, onde restos de carne servem diariamente de alimento a dezenas de gatos de rua que se passeiam pelas redondezas de um dos caravansarais do Bazaar de Tabriz

 

Tabriz Bazaar
Tabriz Bazaar

 

Tabriz Bazaar
Tabriz Bazaar

 

Tabriz Bazaar
Tabriz Bazaar

 

Masuleh
Masuleh

 

Yazd. Rooftop of Orient Hotel
Yazd. Rooftop of Orient Hotel

 

Fahraj at sunset
Fahraj at sunset

 

Tabriz Bazaar
Tabriz Bazaar

Fahraj… uma aldeia no meio do deserto

Com a noite chega o ar frio que caracteriza as noites do deserto. Da mesquita próxima chegam cânticos e o ritmo dos tambores das comemorações do Ashura, um festival que celebra a morte de Hussein e que põe a população de luto rigoroso, somente interrompido pelas gargalhadas e correrias das crianças.

Durante o dia as ruas da pequena povoação de Fahraj encontram-se praticamente desertas e silenciosas, com esta calma somente interrompida pelo passar ocasional de uma mota ou de um carro pelas poucas ruas asfaltadas. Caminhado para fora da compacta e bem definida malha urbana deparamo-nos com campos agrícolas que encaminham os olhos para as montanhas que a grande distância limitam a vasta e despida planície, com a sua sombra cinzenta.

Na parte mais antiga da povoação, entre ruas estreitas e casas construídas em adobe encontra-se a mesquita Majehd-e Jameh que é considerada dos mais antigas mesquitas do Irão, datando do início da presença islâmica na Pérsia. O minarete que sobressai do homogéneo e baixo casario de Fahraj cuja forma lembra um farol, serviu como ponto de referência para caravanas que atravessavam a região.

Pelas ruas estreitas e pouco iluminadas, o silêncio da noite somente é interrompido pelo som dos nossos passos a pisar as pedras soltas que se espalham pelas ruas. No céu pontudo por farrapos de nuvens que escondem estrelas, espreita uma meia lua a caminhar para cheia.

Apesar de não oferecer muitas atrações turísticas, Fahraj é uma boa opção para fugir um pouco ao roteiro das cidade que caracteriza geralmente o itinerários turístico no Irão, com a vantagem de ficar somente a 35 quilómetros de Yazd, facilmente acessível por transportes públicos.

Em Fahraj pouco há a fazer para além de apreciar o lento passar do tempo, numa aldeia situada numa vasta planície deserta.

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Fahraj
Fahraj

 

Majehd-e Jameh. Fahraj
Majehd-e Jameh. Fahraj

 

Interior da Majehd-e Jameh. Fahraj
Interior da Majehd-e Jameh. Fahraj

Alojamento:

Farvardinn Desert Inn (conhecido localmente como “hotel”, é a única opção em termos de alojamento)

www.farvardinndesertinn.com

Dormitório: 300.000 rials (pequeno-almoço incluído)

Refeições: 200.000 rials (é possível opção vegetariana, mas a comida não é nada de interessante)

Free wi-fi

A Farvardinn Desert Inn oferece boas condições, e apesar do dormitório ficar situada numa cave sem luz natural, oferece confortáveis áreas-comuns, como o patio e o restaurante.

Farvardinn Desert Inn
Farvardinn Desert Inn

 

Dorm. Farvardinn Desert Inn
Dorm. Farvardinn Desert Inn

 

Farvardinn Desert Inn
Farvardinn Desert Inn

 

Fahraj. Farvardinn Desert Inn. Contactos.
Fahraj. Farvardinn Desert Inn. Contactos.

Onde comer:

Não existem opções para refeições em Fahraj para além do Farvardinn Desert Inn… algumas mercearias com uma modesta oferta mas onde se pode encontrar fruta (pouca variedade), legumes, queijo, bolachas… existe ainda uma padaria. Os horários destas lojas são um mistério…

As refeições no Farvardinn Desert Inn não são particularmente interessantes, em termos de comida vegetariana. Contudo o pequeno-almoço é bom com pão, fruta, ovos, queijos, pepino, tomate, manteiga, compotas, tâmaras e chá.

Transportes:

Fahraj fica a pouco mais do que 35 km de Yazd, cerca de 1 hora de autocarro.

Os autocarros para Fahraj, partem do Terminal de Mehrab (Mehrab Square) mais ou menos a todas as horas, contudo convém consultar o horário na foto em baixo, pois existem alguns “furos”.

Fahraj é a ultima paragem desta carreira.

Bus: 10.000 rials

Taxi: 250.000 rials

Yazd-Fahraj. Bus Schedule
Yazd-Fahraj. Bus Schedule

 

Bus trip Yazd-Fahraj
Bus trip Yazd-Fahraj

 

Mehrab bus terminal. Yazd
Mehrab bus terminal. Yazd

Ashura Festival… e um dia o Irão acordou de luto!

Pouco depois da minha chegada no início do Outubro, notei pelo vários locais por onde tinha passado algumas lojas dedicadas à venda de bandeiras, faixas e estandartes onde dominava o preto, com inscrições em caracteres árabes. De dia para dia parecia que estas lojas cresciam em número ou simplesmente se tornavam mais evidentes, encontrando-se nos bazares e um pouco pelas ruas das cidades, expondo os seus artigos que incluíam também lenços, calças, camisas e véus, para além do limite das lojas, em expositores e bancadas que se estendem ocupando os passeios.

Mas foi no segundo dia após a chegada a Kashan, quando a lua se deixa de ver no céu, que senti que algo tinha mudado na cidade… as ruas enfeitadas com estandartes, os corredores dos bazares decorados com bandeiras, tudo invariavelmente preto com inscrições a verde ou vermelho, muitas mulheres de chador, homens de camisa preta… uma espécie de luto. Era o inicio do Muharram (Moarrão em português) o primeiro mês do calendário Islâmico que se inicia com a lua-nova, variando de acordo com o calendário Gregoriano.

Muharram é a segunda celebração mais sagrada para os muçulmanos a seguir ao Ramadão, e para a fação Xiita (Shias) tem um significado especial pois ao décimo dia do Muharram, o Dia do Ashura celebra-se a morte de Hussein (Husayn ou Hossein), neto de Maomé (Mohammed) e um dos 12 Imams (espécie de santos ou apóstolos da religião muçulmana) sucessores do profeta.

No ano de 680 DC, o Imam Hussein e 72 dos seus seguidores, foram cercados durante nove dias, passando por provações sem comida e sem água, tendo sido mortos ao décimo dia na Batalha de Karbala e os sobreviventes sido encarcerados. Este episódio, visto como a luta entre o bem, Hussein, e o mal, personificado pelo Califa Yazid I que ao comando das tropas árabes invadiu a Pérsia, marca a cisão da religião muçulmana entre Sunitas (Sunni) e Xiitas (Shias).

Estes eventos ocorridos 1335 anos atrás, são comemorados de forma intensa e emotiva com as manifestações de pesar e dor a tornarem-se mais intensas, com o luto mais carregado, tanto para homens como para mulheres, procissões, prantos e lamentos, batendo no peito, carregando pesados andores sobre a cabeça ou ombros, ou praticando autoflagelação com correntes que são atiradas sobre os ombros, contra as costas.

Os últimos três dias são os mais importante, sentindo-se tensão no ar com a chegada do anoitecer, altura em decorrem as celebrações, nas ruas ou nas mesquitas, que chegam ao auge no décimo dia, Dia do Ashura, que significa “décimo”.

Durante os dias que antecedem o Ashura, um pouco por toda a cidade, seja em lojas, em carros ou vindo das casas soam os cânticos relacionados com o martírio de Hussein, entoados como um lamento, seguindo o compasso da batida dos tambores. O mesmo ritmo que comanda as cerimónias nocturnas do bater no peito e do atirar das correntes. Um ritmo intenso e pesado, numa cerimónia masculina, onde as mulheres têm um lugar secundário.

Toda esta devoção, onde não é raro as pessoas chorarem, os cânticos a soarem como lamentos, o preto que dominar a decoração e as roupas, a emoção e intensidade colocada nas cerimónias, criam uma atmosfera extremamente intensa e emotiva, que somente pode ser experienciada no local. Segundo a tradição a quem verter lágrimas durante o Ashura, tem os seus desejos realizados por obra o Imam Hussein, e não é raro ver os homens chorarem seguindo as palavras de um orador, que em forma de cânticos relata o martírio de Hussein.

Um olhar superficial pode achar todas estas exageradas manifestações com fanatismo religioso, mas o que senti é que à uma profunda e honesta devoção… com uma pitada de competitividade e mesmo de exibicionismo na forma como os homens mais novos batem no peito sabendo que nas galerias assistem atentamente as mulheres.

No dia a seguir ao Ashura, realiza-se o Ashura Carnival, um desfile de grupos de pessoas e de carros-alegóricos que contam os vários episódios do martírio de Hussein e dos seus seguidores. Este cortejo assemelha-se a um desfile de Carnaval, mas onde em vez de divertimento se vive uma atmosfera séria e de pesar, mas já longe da intensidade do dia anterior. Do final, encerrando o desfile um gigantesco andor construído em madeira é transportado por centenas de homens que completam três voltas pelo pátio da mesquita.

As celebrações terminam nesse mesma noite com, sham-e ghariban, com a população reunindo-se junto a mesquitas e praças em vários pontos da cidade de Yazd, onde assisti aos últimos dias do Ashura, para acender velas o que confere um ambiente especial de calma e serenidade.

O Ashura é celebrado um pouco por todo o mundo onde esteja presente uma comunidade Xiita, sendo as celebrações no Irão muito mais moderadas do que é frequente encontrar em imagens de outros países como no Paquistão ou no Iraque onde a prática de autoflagelação é levada ao extremo, provocando feridas graves nos participantes, atitude condenada por alguns religiosos. No Irão estas práticas são proibidas, e apesar das mazelas deixadas pelo bater violento das mãos contra o peito, vezes a fio, e o atirar de correntes contra as costas, não atinge proporções exageradas nem estados de transe, com a população mostrando-se comedida, apesar da agitação e excitação que se sente no ar.

Estar no Irão durante o Ashura, por mero acaso, foi sem dúvida uma experiência única, intensa e inesquecível, tendo ao mesmo tempo sido um período um pouco “pesado” resultante de toda a solenidade e austeridade que se espalhou entre a população, que nem por isso deixou se mostrar a generosidade e a simpatia habituais.

Decorações do Ashura à venda n uma loja junto ao Grand Bazar de Theran
Decorações do Ashura à venda n uma loja junto ao Grand Bazar de Theran

 

Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz
Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz

 

Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz
Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz

 

Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz
Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz

 

Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz
Procissão nos primeiros dia do Ashura. Shiraz

 

Correntes usadas na autoflagelação à venda no bazar de Shiraz
Correntes usadas na autoflagelação à venda no bazar de Shiraz

 

Comemorações do Ashura pela comunidade Iraquiana, em que pesadas estruturas metálicas são transportadas. Yazd
Comemorações do Ashura pela comunidade Iraquiana, em que pesadas estruturas metálicas são transportadas. Yazd

 

Comemorações do Ashura pela comunidade Iraquiana. Yazd
Comemorações do Ashura pela comunidade Iraquiana. Yazd

 

Ashura numa pequena mesquita na Old City de Yazd
Ashura numa pequena mesquita na Old City de Yazd
Ashura_Yazd_DSC_3998
Ashura Day at Yazd

 

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Ashura Day at Yazd

 

Ashura Carnival
Mulheres assistindo das galerias que circundam o patio das mesquita ao Ashura Carnival, realizado durante a tarde no dia a seguir ao Ashura Day.

 

Ashura Carnival
Ashura Carnival

 

Ashura Carnival
Ashura Carnival, after the Ashura Day

 

Ashura Candle Ceremony. Yazd
Sham-e Ghariban. Ashura Candle Ceremony. Yazd

 

Ashura Candle Ceremony. Yazd
Sham-e Ghariban. Ashura Candle Ceremony. Yazd

 

Ashura Candle Ceremony. Yazd
Sham-e Ghariban. Ashura Candle Ceremony. Yazd

Durante estes dias é oferecido chá em pequenas bancas improvisadas um pouco por todo o lado, sendo por vezes também oferecida comida, como o Gheimeh, um estufado de carne de borrego, lentilhas e legumes servido com arroz e o Sholehzard, um pudim feito de arroz e açafrão. Outras das refeições tradicionais é o ash, cujos ingrediente contendo borrego, são cozinhados por voluntários durante toda a noite, ficando pronto na manhã seguinte para o pequeno-almoço.

Durante so 10 dias que decorrem as celebrações do Ashura, um pouco por toda o lado surgem quiosques que oferecem chá, e por vezes doces, tâmaras, refeições, pão... é tradicional a oferta de comida durante estes dias
Durante so 10 dias que decorrem as celebrações do Ashura, um pouco por toda o lado surgem quiosques que oferecem chá, e por vezes doces, tâmaras, refeições, pão… é tradicional a oferta de comida durante estes dias

 

Gheimeh
Gheimeh, comida oferecida durante um dos dias que antecede o Ashura Day

 

Preparação da sopa "ash" na noite do Ashura para ser consumida na manhã seguinte ao pequeno almoço
Preparação da sopa “ash” na noite do Ashura para ser consumida na manhã seguinte ao pequeno almoço

 

Durante o Ashura, em especial nos últimos 3 dias:

Nos últimos três dias a maior parte das lojas estão fechadas, o que inclui bancos, lojas de câmbio, restaurantes, mercearias, etc… comida praticamente só a que é distribuída gratuitamente durante as celebrações ou a dos restaurantes dos hotéis.

Muitos serviços de autocarros, tanto locais como de longo curso são cancelados.

Convém vestir modestamente, evitando cores fortes ou claras, roupa florida, etc… contudo para os turistas há sempre mais tolerância.

Como é um período de pesar e de luto, devem-se evitar manifestações públicas de grande entusiasmo, como dançar, ouvir música, rir às gargalhadas…

 

Imam Hussein Fan Club:

O Ashura comemora-se em todo o Irão, tanto em cidade como em pequenas povoações, e celebrações podem ser vistas tanto nas ruas da cidade com nas mesquitas, sendo o acesso livre e gratuito.

Um pouco por acaso, juntei-me a um grupo denominado Imam Hussein Fan Club, que sem intenções comerciais organizou para os turistas presentes em Yazd, deslocações para assistir às cerimónias durante os últimos dias do Ashura. Este grupo, foi constituído por guias turísticos com vista a incentivarem o chamado “turismo religioso” e acima de tudo promover o Irão em termos turísticos, tentado limpar a imagem de islâmicos radicais com que muitas vezes este país está catalogado.

Uma organização excelente que disponibilizou acesso a zonas reservadas das mesquitas, veículos para visitar outras formas de celebrar o Ashura, afastadas do centro da cidade de Yazd, e inclusive algumas refeições. Contudo, toda esta organização pouco espaço oferece a quem quer deambular por conta própria, com os vários elementos da organização a não deixarem muita liberdade de movimento.

 

 

Calendário de eventos organizado pelo grupo "Imam Hussein Fan Club"
Calendário de eventos organizado pelo grupo “Imam Hussein Fan Club”

Yazd e o Zoroastrismo

A cidade de Yazd está claramente associada ao Zoroastrismo, culto religioso dominante na Pérsia até à invasão árabe que trouxe consigo a religião muçulmana cerca de 633 DC.

Zoroastrismo segue o profeta Zaratustra e reúne influências da cultura grega e das religiões animistas existentes na região. Com a chegada dos árabes à Pérsia, rapidamente esta religião foi substituída pelo islamismo. Contudo existem actualmente cerca de 30 a 100 mil seguidores, maioritariamente na região de Tehran e de Yazd.

O símbolo do Zoroastrismo, faravahar (ou fravahr) que de certa maneira é adoptado com símbolo da Pérsia, representa os princípios e os ensinamentos do profeta Zaratustra: bons pensamentos, boas palavras, boas acções.

  • A figura do homem de longas barbas representa a sabedoria, a experiência e maturidade de um ancião;
  • A mão direita erguida indica que somente existe um caminho a seguir na vida, e esse é o caminho do bem;
  • O anel na mão esquerda representa lealdade e fidelidade, princípios base da religião Zoroastriana;
  • As asas, dividias em três linhas representam os três princípios base “bons pensamentos, boas palavras, boas acções “ que permitem o avanço e o progresso;
  • O anel no centro simboliza a eternidade do Universo, a imortalidade do espírito e a eterna natureza da alma, não tendo inicio nem fim ,como um círculo.
  • A cauda, dividida em três linhas, representa “maus pensamentos, más palavras e más acções” que causam sofrimento e miséria aos seres humanos;
  • As duas cordas junto à cauda representam os bons e os maus espíritos, as forças do bem e do mal.
faravahar
faravahar, símbolo do Zoroastrismo e também da Pérsia

 

Do Zoroastrismo ficou o legado do Ateshkadeh, o Fogo Sagrada, uma chama que é mantida acesa à mais de 540 anos, e que esteve em diferentes locais até em 1931 ter sido construído em Yazd o Templo do Fogo (Fire Temple).

Ateshkadeh o Fogo Sagrada (Fire Temple) que está nestet edificio desde 1931, apesar de ser mantida acesa à 475 anos
Templo do Fogo (Fire Temple) que está neste edificio desde 1931, apesar de ser mantida acesa à 475 anos

 

Ateshkadeh o Fogo Sagrada (Fire Temple
Ateshkadeh, o Fogo Sagrada

 

Ateshkadeh o Fogo Sagrada (Fire Temple
Templo do fogo (Fire Temple(

O fogo, assim como a água, o ar e a terra são elementos sagrados para a religião Zoroastriana, o que leva a que os corpos não sejam enterradas ou cremados para evitar a contaminação dos elementos: terra e ar. Assim, nas cerimónias fúnebres os corpos eram deixados em locais específicos para serem consumidos pelo abutres. Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence) é um destes locais que data do século 5AC e que foi usado até aos anos 60, altura em que os corpos passaram a ser enterrados em urnas de betão num cemitério próximo. O local constituído por duas colinas facilmente alcançáveis, onde no topo, protegido por um muro de pedra de forma cilíndrica se encontra uma concavidade onde eram depositados os corpos.

Apesar da simplicidade do local, reina uma atmosfera solene que iluminada pelos últimos raios de sol do dia, oferece uma imagem inesquecível.

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence). Interior de uma das torres onde ao centro eram deixados os corpos para serem consumidos pelos animais

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

 

Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)
Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

Tickets:

  • Fire Temple (Ateshkadeh): 50.000 rials
  • Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence): Como está a ser construído um muro em volta do espaço, passou a ser cobrado bilhete de entrada em Dakhmeh; contudo é possível caminhar um pouco, em direção ao lado esquerdo para contornar o muro e aceder à torre Este por um trilho existente, um pouco mais difícil do que o caminho principal; da torre Este pode-se descer pelo percurso normal e chegar à outra torre.

 

Como chegar ao Fire Temple (Ateshkadeh):

O percurso desde a Masjed-e Jameh street até ao Fire Tempe pode ser feito a pé, demorando cerca de 45 minutos; contudo de fácil orientação e dos largos passeios, o percurso não é muito atraente, numa sucessão de lojas sem interesse.

Em alternativa pode-se utilizar um dos autocarros que passam na Iman Khomenei Street, (junto à Masjed-e Jameh Street), com destino à Behshsti Square.

Daqui cruza-se a praça até à paragem de bus situada no inicio da 10 Farvadin Street, onde passam muitos autocarros com destino à Mahrab Square, com paragem junto do Fire Temple.

 

Como chegar à Dakhmeh-ye Zartoshtiyun (Towers of Silence)

Towers of Silence é o nome turístico que aparece nos guias de viagem, mas que é estranho à população que denomina este local por Dakhmeh)

Para aqui chegar pode-se ir usar o táxi ou mais economicamente de bus.

  • Na Iman Khomenei Street, junto à Masjed-e Jameh Street, fica a paragem de autocarros pode param muitos com destino à Behshsti Square, contudo esta distância pode ser feita a pé.
  • Estando na Behshsti Square, procurar a paragem situada na 10 Farvadin Street, passam vários autocarros com destino à Mehrab Square, onde se situa um pequeno terminal de autocarros locais.
  • No terminal de bus da Mehrab Square, é necessário procurar o bus numero 319 que passa em Dakhmé; não vale a pena perguntar pelas “Towers of Silence”, pois este nome nada tem a ver com a designação dada pela população local.

Mesmo que se desconheça o numero do autocarro, pode-se sempre perguntar às pessoas que estejam na paragem, ou aos motoristas dos autocarros que param por “Behshsti”, “Mehrab” e “Dakhmé”… de uma forma geral toda a gente está disposta ajudar!

O preço de cada viagem de bus é de 5.000 rials, e é pago directamente ao motorista, não se recebendo nenhum bilhete. Muitas das vezes não é cobrado nenhum bilhete aos turistas.

Mehrab: local bus terminal
Mehrab: local bus terminal

Yazd

Caminhado pelas desertas ruas da Old City, a parte mais antiga de Yazd, encontram-se facilmente as badgir, que são a imagem de marca da cidade destacando-se do uniforme a castanho casario. As badgir são torres construía em adobe que fazem parte de um eficaz sistema de ventilação, que permite arrefecer o ar quente do exterior, transportando-o para o interior das casas, que com construídas com materiais tradicionais, basicamente argila que reveste grossas paredes de tijolo, se mantêm frescas no clima quente e seco do deserto.

O castanho do revestimento argilosa das paredes caracteriza a Old City, assim como a malha labiríntica de ruas estreitas que proporcionam sombra a quem se aventura a caminhar durante as horas de maior calor.

Deambulando pelas ruas da parte antiga da cidade, onde o centro é a mesquita de tons de azul cujas duas torres servem de ponto de orientação, a Masjed-e Jameh (Jameh Mosque), chega-se invariavelmente a uma das modernas e largas avenidas que caracterizam a cidade de Yazd. A parte Sudoeste da Old City fica o bazar, numa sucessão de edifícios cobertos mas que não se mostra muito interessante, nem do ponto de vista arquitectónico nem dos produtos comercializados.

Masjed-e Jameh. Yazd
Masjed-e Jameh. Yazd

 

Masjed-e Jameh. Yazd
Masjed-e Jameh. Yazd

 

Masjed-e Jameh. Yazd
Masjed-e Jameh. Yazd

 

Masjed-e Jameh. Yazd
Masjed-e Jameh. Yazd

 

Masjed-e Jameh. Yazd
Masjed-e Jameh. Yazd

 

Yazd
Yazd. Old city

 

Yazd
Yazd

 

Yazd
Yazd. Old city

 

Yazd
Yazd. Old city

 

Yazd
Yazd
Yazd_Old City_badgir_DSC_3468
Yazd. Old city with the badgir
Yazd
Yazd

 

Yazd
Yazd

 

Yazd
Yazd

 

Yazd
Yazd

 

Yazd. Amir Chakhmaq Mosque
Yazd. Amir Chakhmaq Mosque

 

Mas para além das mesquitas, da Old City e do Zoroastrismo, a cidade de Yazd é também famosa pelos seus doces, que podem ser encontradas, em especial junto à Amir Chakhmaq Square. A loja mais que mais fama tem, pelo menos a atestar pelo número de pessoas que atrai situa-se na esquina da Imam Khomeinei Square com a Amir Chakhmaq Square: a Haj Khalifeh Ali Rahbar (somente identificada em caracteres farsi).

Lá dentro, por trás de um longo balcão uma dúzia de empregados em grande azáfama atendem os clientes, seguindo um sistema complexo mas eficaz, em que primeiro é necessário escrever num papel o que se pretende comprar, entregando o pedido no balcão, que depois de pesar nos devolve um talão com o qual nos dirigimos à caixa para pagar, e com o recibo podemos finalmente receber os misteriosos doces… misteriosos, pois não é possível comprar uma só unidade para provar, vendendo-se somente em caixas, sendo a escolha feita com base em exemplares expostos em montras, com a descrição e os ingredientes.

As opções são muitas, dominando as amêndoas, pistácios, cardamomo e o açúcar… muito açúcar. A escolha foi para a baklava, cuja versão iraniana, pouco tem a ver com a congénere turca, mas não deixando de agradar.

Também bastante popular é a halva, uma pasta feita à base de farinha, óleo ou manteiga, açúcar ou mel, mistura que depois é levada ao lume a cozinhar. Pode-se encontrar diferente versões, com pistácio, açafrão, água-de-rosas, variando também em termos de consistência e de sabor; em Yazd a halva com tahini (pasta de sésamo), resulta numa cremosa mistura… uma delícia.

Haj Khalifeh Ali Rahbar
Haj Khalifeh Ali Rahbar

 

Haj Khalifeh Ali Rahbar
Haj Khalifeh Ali Rahbar

 

Haj Khalifeh Ali Rahbar
Haj Khalifeh Ali Rahbar

 

Halva com tahini... fabulosa combinação
Halva com tahini… fabulosa combinação

Alojamento:

Yazd é uma cidade que atrai muitos turistas e é fácil de encontrar grupos percorrendo as ruas da Old City ou visitando as mesquitas. Como tal é vasta a oferta de alojamento mesmo para o estilo backpackers, o Silk Road Grup a oferecer três opções, todas com dormitório e quartos duplos. O Silk Road Hotel e o Orient Hotel ficam ambos comodamente localizados perto da Masjed-e Jameh e do bazaar numa zona calma e sossegada.

Morada: Masjed-e Jameh street, Sith Alley (ficam um em frente ao outro, de cada lado da rua)

Silk Road Hotel: 09 13151 6361

Orient Hotel: 09 37755 6264

Email: silkroad_hotel@yahoo.com

Dormitórios por 330.000 rials, incluindo pequeno-almoço. (recomenda-se reserva pois à semelhança do silkroad hotel este local vem nos guias turísticos)

Free wi-fi

O staff fala inglês fluentemente e foi o mais simpático que encontrei no Irão.

A outra alternativa é o Oasis Hotel, também gerido pelo grupo Silk Road:

Morada: Seyyed Roknoddin Alley

Telef: 09 13358 4172

 

Orient Hotel. Yazd
Orient Hotel. Yazd

 

Orient Hotel. Yazd
Orient Hotel. Yazd

 

Orient Hotel. Yazd
Orient Hotel. Yazd

A opção foi o Orient Hotel, que oferece razoáveis condições para dormitórios, boas casas de banho, um amplo espaço de estar em volta de um pátio dominado por um tanque, e um delicioso pequeno-almoço, que vai variando um pouco em cada dia, mas sempre com pão, ovos, tomate, pepino, queijo, iogurte(caseiro), fruta e deliciosas tâmaras. O staff e extremamente simpático e prestável, fornecendo todo o tipo de informa mantida acesa desde ma que o das locais de interresse turistico pouco em cada dia. se pode encontrar fruta, legumes, queijo, bçõesções como movimentar na cidade e chegar aos locais de interesse turístico sem recorrer a tours organizados. Recomendo.

Orient Hotel Contacts
Orient Hotel Contacts

Onde comer:

A cidade é dispersa e de largas e longas avenidas e como tal é difícil encontrar um local específico com uma concentração de restaurantes.

Uma das opções encontrada foi o restaurante do Silk Road Hotel e do Orient Hotel, onde é servida comida local, com opções vegetarianas e onde os preços de uma refeição rondam os 120.000 rials.

Em termos de fast-food, o falafel que se destacou fica num pouco acolhedor restaurante na Amir Chakhmaq Sq (do lado esquerdo de quem está de frente para o Amir Chakhmaq Mosque) onde por 35.000 rials se pode encher um pão de baguette de falafels e de variadas saladas à descrição.

Falagel fast-food restaurant na Amir Chakhmaq Square
Falagel fast-food restaurant na Amir Chakhmaq Square

Câmbio:

Como no Irão trocar euros ou dólares nos bancos é uma solução pouco atractiva, sendo cobrada comissão, a melhor opção são as lojas de câmbios, que geralmente não têm comissão e apresentam uma melhor taxa. Na Imam Khomenei Street, perto da Masjed-e Jameh street, (a 10 minutos do Silk Road e do Orient Hotel) em frente ao posto dos correios.

 

Agência de viagens:

Perto da Masjed-e Jameh Street, numa pequena e discreta porta no lado direito de quem vai para o Orient Hotel, fica uma agência de viagens focada na venda de bilhetes de autocarros e comboios, com um excelente e simpático serviço.

Também na Masjed-e Jameh Street, muito perto do Silk Road e do Orient Hotel fica a agência de viagens ITTA, onde as simpáticas funcionárias fazem todos os possíveis para efectuar reservas de bilhetes de avião, comboio ou bus, para além de venderam tours organizados para visitar as principais atrações da cidade ou fazer excursões com destino a Shiraz ou Esfahan, com paragem nos principais locais de interesse turístico.

Um bocado mais afastada fica outra agência para quem pretende comprar bilhetes par ao ferryboat Bandar Abas-Dubai:

Yazd Seyr Travel Agency

Morada: Motahari Street. opp Nik-Poor Clinic

Localização de uma das agências de viagem e da loja de câmbios situadas proximos do Hotel Orient e do Silk Road
Localização de uma das agências de viagem e da loja de câmbios situadas proximos do Hotel Orient e do Silk Road

Transportes:

O principal Terminal de Bus de Yazd, Imam Hussein, encontra-se afastado mais de 5 km, sendo necessário recorrer a táxis para chegar ao centro da cidade. O táxi custa cerca de 100.000 rials, dependendo da capacidade de negociação. Shared-taxis encontram-se à saída do terminal e custam cerca de 50.000 rials; para se conseguir o melhor preço é necessário por vezes esperar que o taxi fique cheio, ou seja 4 passageiros, mas por vezes a viagem pode iniciar-se somente com dois, parando durante o percurso para recolher mais passageiros.

Existe um outro terminal de bus local, junto à Mehrab Square, destinado aos serviço urbano e que serve os subúrbios as povoações em redor: daqui partem os autocarros com destino a Fahraj ou a Dakhme (Towers of Silence).

Mehrab: local bus terminal
Mehrab: local bus terminal

As ruinas de Persepolis

Somos recebidos à entrada por duas gigantescas estátuas representando touros, cujas cabeças já destruídas não roubam importância, conferindo até um aspecto misterioso. Do lado oposto deste pórtico, outras duas estátuas com corpo de robusto touro alado e de cabeça humana, que como guardiões observam indiferentes o passar do tempo e dos milhares de turistas que aqui afluem diariamente. Estamos em Persepolis, na chamada Gate of Nations.

A entrada de Persepolis é guardada pelas gigantescas esculturas que representam Shedu (ou Lamassu) com corpo de leão ou por vezes de touro, cabeça humana e asas de pássaro, uma divindade protetora relacionada com o zodíaco e com origem na Mesopotâmia

Mas apesar de Persepolis significar a “cidade dos Persas”, este local não foi construído como cidade mas sim com fins cerimoniais mostrando a grandeza e poder do Império Aqueménida (Achaemenid Empire).

A construção de Persepolis iniciou-se em 515 AC, por ordens de Cyrus “o Grande” (Cyrus the Great) fundador do Império Aqueménida, tendo sido posteriormente acrescentados diversos edifícios pelos seus sucessores: Darius e Xerxes.

Mas foi Alexandre “o Grande” que em 300 A.C. pôs fim à grandeza deste local, pilhando e incendiando, aparentemente por vingança por anteriormente o Rei Xerxes ter mandado incendiar a cidade de Atenas.

Ao longo do espaço, paredes revelam extensas imagens esculpidas na pedra, representado enviados de outras nações, trazendo oferendas, mostrando exércitos, ornamentados com flores, inscrições e várias representações onde se representa um leão atacando um touro, simbolizando a eterna luta da Lua (touro) com o Sol (leão); esta dualidade está também relacionada com a religião Zoroastriana, e representa o Ano Novo Persa (Nowruz), que coincide com o Equinócio que marca o inicio da Primavera.

The faravahar, também denominado fravahr, simboliza a nação Persa, e encontra-se representado em vários locais das ruínas de Persepolis, destacando-se nas figuras esculpidas no Túmulo de Artaxerxes II, uma espécie de anjo protector de forma de ave, que no centro tem uma figura humana segurando um aro, cujo significado está intimamente ligado à religião Zoroastriana.

Sendo Persepolis o coração da Pérsia, em vez de “sálâm”, a tradicional saudação em farsi, mas que tem origem na língua árabe, somos convidados a usar o antigo termo “dûrut”.

Persepolis, é sem duvida local de visita obrigatória de quem viaja pelo Irão, e apesar da grande quantidade de pessoas que visita o local, a grande maioria em excursões organizadas, não retira impacto ou beleza as estas ruínas de mais um império desaparecido.

Persepolis. Gate of Nations
Persepolis. Gate of Nations

 

Persepolis. Gate of Nations
Persepolis. Gate of Nations

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis. Tumulo de Artaxerxes II

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis, faravahar, simbolo na nação Persa e também representação da religião Zoroastriana.

 

 

Persepolis. Artaxerxes II Tomb
Persepolis. Shedu ou Lamassu: corpo de leão, cabeça humana e asas de pássaro. Divindade protectora relacionado com o zodíaco com origem na antiga Mesopotâmia

 

Persepolis
Persepolis. leão atacando um touro, a eterna luta da Lua (touro) e do Sol (leão) que está relacionado com a religião Zoroastriana, e que representa o Ano Novo Persa (Normuz), que coincide com o Equinócio que marca o inicio da Primavera

Transportes:

Esta é sem duvida o desafio para quem pretende visitar Persepolis.

Praticamente todos os hotéis e agências de viagem organizam tours que podem ou não incluir Naqsh-e Rostam ou mesmo Pasargadae: com valores entre os 30 e 50 USD.

É também possível contratar um táxi para o percurso de ida e volta que espera no local pelos visitantes; contudo há relatos de que na volta é pedido mais dinheiro do que o combinado, com base de que no

É possível chegar a Persepolis de transportes públicos: no terminal Karandish é necessário caminhar em direção à saída sul, e aí atravessar a avenida para o outro lado onde se encontra um pequenos terminal de pequenos autocarros. Aí apanhar um autocarro para a cidade de Marvdasht, a 50 km. Daqui é possível seguir de táxi para percorrer mais 10 km.

A maior dificuldade está em atravessar a barreira humana criada pelos taxistas que praticamente impedem as pessoas de alcançar o terminal do outro lado da rua, bloqueando a passagem, dando informações erradas de que não existem autocarros (por ser sexta-feira ou outro motivo qualquer) e oferecendo diversos preços para o percurso até Persepolis.

Perante esta situação não consegui fazer nem sequer recolher informações sobre o itinerários ou preços das viagens de autocarros.

A solução surgiu inesperadamente de um casal que se encontrava no terminal e que se ofereceu para me dar uma boleia, e trazer de volta, tendo visitado Persepolis comigo. Com isto, para não abusar da generosidade deste casal ficou a faltar a visita a Naqsh-e Rostam, altamente recomendada.

at Persepolis
at Persepolis

Comer:

Existem infraestruturas de apoio à entrada e mesmo dentro do complexo que servem bebidas e refeições ligeiras, com preços mais elevados.

No interior do complexo é possível encontrar bebedores de água.

 

Bilhetes:

Persepolis: 150.000 rials

No interior do complexo existe um museu, sendo necessário adquirir outro bilhete: 100.000 rials.

Shiraz… do vinho e dos poetas

Shiraz, com mais de 2000 anos de história é considerada o coração da Pérsia, não só em termos históricos como culturais; conhecida como a cidade dos poetas, onde se encontram os túmulos dos poetas Hafez e Saadi e famosa pelo vinho que actualmente é proibido de acordo com as leis islâmicas, mas que no século IX chegou a ser o mais famoso do médio Oriente. Apesar das semelhanças fonéticas com o nome da casta Syrah, popular na Europa, nada têm a ver com o Shiraz iraniano é um vinho branco… sim, “é” porque clandestinamente ainda se produz e nem todas as vinhas existentes na região são para produção de uva de mesa ou de passas!

A cidade muito tem para oferecer aos visitantes, entre mesquitas, bazares, jardins, etc… mas nem tudo se encontra próximo do centro, sendo necessárias longas caminhadas ou umas viagens em shared-taxi.

Como visita obrigatória é a Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez), onde está o túmulo do poeta Hafez, rodeado por um jardim, onde os habitantes e visitantes se deslocam para prestarem homenagem ao poeta, rezando, lendo livros ou simplesmente deambulando pelo local. A chegada a este local pelo fim do dia, quando o sol já desapareceu no horizonte mas o céu ainda conserva uns tons de azul que em rapidamente vão escurecendo deixando surgir as estrelas, que juntamente com a devoção intelectual e espiritual se unem para criar uma atmosfera mágica à qual não se fica indiferente.

Mais imponente pela arquitectura, de elaborada decoração em mosaicos formando motivos geométricos que forra o tectos de principal edifício, e pelos amplos e minimalistas jardins, o Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi), não apresentou uma atmosfera tão acolhedora, sendo igualmente muito popular entre a população local que aqui se desloca ao fim do dia saboreando a tranquilidade e o ar fresco, seja entre casais jovens como em família.

Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez),
Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez)

 

Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez),
Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez)

 

Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez),
Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez)

 

Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez),
Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez)

 

Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi),
Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi)

 

Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi)
Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi)

 

Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi)
Masoleum of Saadi (Aramgah-e Saadi)

O Bazar-e Vakil, apesar da interessante arquitectura do edifício não se mostrou particularmente interessante, encontrando-se dominado pelas decorações do Ashura, o maior festival religioso para os muçulmanos Xiitas, onde dominam as bandeiras negras com inscrições religiosas.

Shiraz
Shiraz

 

Bazar-e Vakil
Chás no Bazar-e Vakil

 

Fábrica de pão em Shiraz. Tradicionalmente o pão no Irão é espalmado, existindo contudo muitas variedades e formatos, variando de cidade para cidade e de fábrica para fábrica.
Fábrica de pão em Shiraz. Tradicionalmente o pão no Irão é espalmado, existindo contudo muitas variedades e formatos, variando de cidade para cidade e de fábrica para fábrica.

 

Bazar-e Vakil
Bazar-e Vakil com as ruas decoradas com bandeiras negras para o Ashura, o maior festival religioso dos muçulmanos xiitas

 

Bazar-e Vakil
Tecidos para shadors no Bazar-e Vakil

 

Mas a impressão mais marcante de Shiraz, não tanto pelo espaço que é deslumbrante, mas pela atmosfera vivida foi a Aramgah-e Shah-e Cheragh, a gigantesca mesquita situada no centro da cidade, que pode passar despercebida apesar dos seus ornamentados portais e de ser o principal local de peregrinação da cidade de Shiraz. Medidas de segurança impediram entrada de câmera fotográfica, mas nenhuma imagem pode transmitir a impressão causada pelo interior da mesquita onde se situa o tumulo de Sayyed Mir Ahmad, com paredes, pilares e tectos totalmente cobertos de pequenos espelhos formando uma espécie de caleidoscópio à medida que nos deslocamos. No interior, onde homens e mulheres estão separados, reina um ambiente misto de devoção religiosa com filas de mulheres totalmente vestindo de negra rezando e prestando homenagem junto do tumulo ao mesmo tempo que outras se sentam em grupo, conversando descontraidamente enquanto crianças correm e brincam sem descanso.

À volta da mesquita, fora do alcance de quem circula pelas ruas de Shiraz fica o gigantesco pátio que aos poucos se foi enchendo de pessoas. De longe chega o som de tambores, de batida lenta e sincopada, e de cânticos que mais se assemelham a lamentos. Seguindo em direção a estes invulgares sons, que nos levam para fora da mesquita, deparamo-nos com uma procissão, em que grupos de homens vestidos de camisa negra, batem com a mão no peito ao ritmo das palavras que saem estridentes dos altifalantes que acompanham o cortejo. Mais atrás outros grupos de homem, atiram com molhos de correntes sobre os ombros, num acto de flagelação deixando o brilho metálico das correntes sobre o tecido das camisas. Este foi o dia que marcou o primeiro de dez dias em que celebra o Ashura em todo o Irão.

Fora deste ambiente negro e pesado, a visita no dia seguinte à Masjed-e Nasir-al-Mock foi o oposto, com as luz a entrar na sala de orações através das janelas que ocupam toda a fachada virada a nascente, iluminado o interior do espaço de uma luz quente colorida, transmitindo paz e conforto.

Masjed-e Nasir-al-Mock
Masjed-e Nasir-al-Mock

 

Masjed-e Nasir-al-Mock
Masjed-e Nasir-al-Mock

 

Masjed-e Nasir-al-Mock
Masjed-e Nasir-al-Mock

 

Masjed-e Nasir-al-Mock
Masjed-e Nasir-al-Mock

Aramgah-e Shah-e Cheragh Mosque:

Não são permitidas câmeras fotográficas; contudo durante o Ashura, na companhia de elementos do “foreigner affairs” (voluntários com bom domínio do inglês que conduzem turistas pelo recinto) é possível tirar fotografias.

As mulheres têm que usar chador, que cobre totalmente o corpo da cabeça aos pés; à entrada são fornecidos chadors gratuitamente.

Aberta 24 horas.

Estrada gratuita.

http://shahecheragh.ir/

Masjed-e Nasir-al-Mock:

Horário:

Durante a semana: 8.00h – 12.00h; 15.30h – 18.00h

Sexta-feira e feriados: 8.00h – 11.00h; 15.30h – 17.00h

Ticket: 100.000 rials

Convém ir durante a amanhã por volta das 10 ou 11 horas, quando o sol incide sobre a fachada de vitrais.

Masjed-e Nasir-al-Mock. Schedule
Masjed-e Nasir-al-Mock. Schedule

Alojamento:

Niayesh Boutique Hotel

In front of BiBi Dokhtaran, Alley 4,

Namazi Junction towards Shahe-e Cheragah

Telef: 0711 2233 622

www.niayeshhotels.com

Dormitório com uma forma semelhante a um corredor mais ou mais ou menos dividido em compartimentos com 2 camas cada, pouco espaço. Os quartos têm janela para o pátio central que também funciona como restaurante, o que se pode tornar um pouco barulhento com o pequeno-almoço a ser servido pelas 7 am.

Dorm: 400.000 rials.

O pequeno-almoço está incluído e é optimo, em estilo buffet (fruta, pão, ovo, queijo, iogurte, manteiga, doces, mel, chá e café… e umas deliciosas tâmaras envolvidas em tahini (pasta de sésamo).

Boa localização.

Free Wi-fi.

 

Niayesh Boutique Hotel. Drom room
Niayesh Boutique Hotel. Dorm room

 

Niayesh Boutique Hotel
Niayesh Boutique Hotel

 

Niayesh Boutique Hotel. Contacts
Niayesh Boutique Hotel. Contacts

Onde comer:

Pelas ruas principais do centro da cidade, como por exemplo a Loft Ali Khan Boulevard e a Karim Khan-e Zand Boulevard encontram-se alguns restaurantes de fast-food, com kebabs, falafel e ash-e reshteh e halim.

Como a maioria das cidades iraniana, Shiraz também tem o seu doce tradicional, o Foloodeh, uma espécie de gelado feito de finos noodles, aromatizados com água de rosas e ligeiramente adocicados. Pode por vezes ser servido com gelado e regado com sumo de lima. Intensamente refrescante.

O Salamat Restaurante é uma sugestão vegetariana, localizado na Niayesh Boulevard, mas como se encontra afastado do centro da cidade ficou por explorar.

 

Foloodeh, Doce típico de Shiraz, gelado com sabor a água de rosas
Foloodeh, Doce típico de Shiraz, gelado com sabor a água de rosas

 

Transportes:

A chegada a Shiraz faz-se no bem organizado Karandish Bus Terminal. À chegada somos abordados por vários taxistas e possivelmente encaminhados para um quiosque te táxis pré-pagos. Solução a evitar caso se esteja a viajar sozinho pois aqui os táxis cobram 100.000 rials até ao centro da cidade; por metade do preço pode-se apanhar um shared-taxi nas ruas que rodeiam o terminal.

Para ir do centro da cidade para o Karandish Bus Terminal, o principal da cidade e de onde partem os autocarros de longo-curso, é necessário ir até ao pequeno terminal de bus, o Ahmid Bus Stop, na Dastgheib Boulevard, perto da Mesquita Aramgah-e Shah-e Cheragh; existe um pequeno quiosque de venda de bilhetes que fornece informações sobre o numero do autocarro e a paragem correspondente.

Bus Esfahan – Shiraz: 7 horas, 170.000 rials, Normal Bus

Bus Shiraz – Yazd: 5 horas, 200.000 rials ,VIP Bus

 

Estrada Esfahan - Shiraz
Estrada Esfahan – Shiraz

 

Estrada Esfahan - Shiraz, onde a chegada a esta ultima cidade se reveste de uma paisagem mais verde e onde surge agricultura
Estrada Esfahan – Shiraz, onde a chegada a esta ultima cidade se reveste de uma paisagem mais verde e onde surge agricultura
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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