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África e Médio Oriente

Esfahan e a Imam Square

Do lado norte do Rio Zayandeh situa-se a o parte histórica e o centro da cidade de Esfahan, que não se resume somente às famosas pontes sobre o rio entretanto tornado seco pela vontade do Homem. Em redor da oficialmente denominada Naqsh-e Jahan Square, ou mais frequente chamada de Imam Square ou  Shah Square , que por si só atrai muitos visitantes situam-se os principais pontos de atracção turística: Masjed-e Shah (Masjed-e Imam), Masjed-e Sheikh Loftollah, Ali Qapu Palace e o Bazar-e Bozorg.

A Imam Square (Naqsh-e Jahan Square), classificada como património da Humanidade pela UNESCO, é a segunda maior praça do mundo, sendo a primeira a Praça Tiananmen em Beijing, de forma rectangular divididas em várias com zonas relvadas decoradas com arbustos e flores. Ao centro fica um tanque de onde repuxos de água criam mais do que um efeito visual, um agradável som da água a correr, que sempre transmite frescura a este espaço exposto ao inclemente sol.

Como toda esta zona está interdita ao trânsito automóvel, atrai muita gente, em especial ao fim do dia, que aqui encontra um local agradável e sossegado para picnics em família ou grupos de mulheres em animadas conversas, depenicando sementes de girassol (um “vício” nacional), enquanto por perto as crianças brincam umas com as outras e adolescente ensaiam manobras de bicicleta.

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)
Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

 

Imam Square (Shah Square)
Imam Square (Shah Square)

 

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam):
Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

 

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam):
Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

 

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam):
Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

 

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam):
Masjed-e Shah (Masjed-e Imam)

 

Imam Square (Shah Square)
Imam Square (Shah Square)

 

Imam Square (Shah Square)
Imam Square (Shah Square)

 

Imam Square (Shah Square)
Imam Square (Shah Square)

 

Galerias, actualmente dedicadas ao comércio e restaurantes, focados nos turistas que aqui afluem em grande número, rodeiam todo o rectângulo que forma a Imam Square, com a gigantesca e imponente mesquita Masjed-e Shah (Masjed-e Imam) situada no topo Sul e o Bazar-e Bozorg o antigo bazar de Esfahan cuja entrada, localizado no topo Norte, quase que passa despercebida pelo numero de gift shops que ocupam as galerias.

Contudo o Bazar-e Bozorg cuja maioria dos edifícios foram construídos no início do século XVII, com tectos compostos por uma sucessão de abóbodas construídas em tijolo, ocupa um vasta área e é composto por um intrincado labirinto de ruas que desbocam em caranvaserais e pátios que tornam a orientação difícil.

Mas pela dimensão e pela variedade de produtos, este bazaar atrai comerciantes de várias partes do Irão e dos países vizinhos, identificando-se pela forma de vestir os curdos, paquistaneses e afegãos.

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Bazaar-e Bozorg

 

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Bazar-e Bozorg

 

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Bazar-e Bozorg

 

Bazar-e Bozorg
Bazar-e Bozorg

 

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Bazar-e Bozorg

 

No extremo sueste da Imam Square encontra-se a B-Hassan Abad Alley, uma estreita e longa rua, com zonas cobertas, ao longo da qual se sucedem lojas e oficinas dedicadas ao fabrico e venda de artesanato local, pelo quais a província de Esfahan é famosa: bronze, esmaltes, embutidos, joalharia, têxteis…

B-Hassan Abad Alley
B-Hassan Abad Alley

 

B-Hassan Abad Alley
B-Hassan Abad Alley

 

B-Hassan Abad Alley
B-Hassan Abad Alley

Bilhetes:

Masjed-e Shah (Masjed-e Imam): 150.000 rials

Masjed-e Sheikh Loftollah: 100.000 rials

Ali Qapu Palace: 150.000 rials

 

Alojamento:

http://steppingoutofbabylon.com/2015/11/20/esfahan-e-as-pontes-sobre-o-rio-zayandeh/

 

Onde comer:

http://steppingoutofbabylon.com/2015/11/20/esfahan-e-as-pontes-sobre-o-rio-zayandeh/

 

Esfahan
Esfahan

Transportes:

Dentro da cidade de Esfahan as distância entre os mais populares locais turísticos, desde as pontes à Imam Square são razoáveis para serem feitas a pé, sendo necessário contudo mais do que dois dias na cidade para desfrutar calmamente do local .

Esfahan… e as pontes sobre o rio Zayandeh

Apesar de ser a terceira maior cidade do Irão, Esfahan (ou Isfahan), com os seus parques e jardins, as ruas ladeadas de árvores e o Rio Zayandeh cujas margem densamente ajardinadas são local de eleição para a população local passear saboreando o ar fresco do fim do dia, faz esquecer que aqui vivem uma população de perto de dois milhões de habitantes e que a toda a volta a paisagem pouca mais tem a oferecer do que deserto.

A cidade de Esfahan desenvolveu-se durante séculos ao longo do Rio Zayandeh, cujas águas descendo desde as montanhas Zagros (Zagros Maountains) irrigam os campos em redor tornando a paisagem cada vez mais verde à medida que nos aproxima-mos da cidade, deixando para trás extensas planícies intercaladas por desérticas montanhas. Paisagem que apesar da sua vastidão que inspira um sentimento de expansão e de liberdade se torna monótona convidando ao sono durante as viagens de autocarro.

O Rio Zayandeh, o maior localizado no planalto central do Irão, e que ao contrário de muitos outros rios apresentava caudal durante todo o ano, desde 2010 que secou quase totalmente devido à construção de barragens a montante para irrigação de campos agrícolas, deixando as mais de quatro pontes construídas durante a dinastia Safavid, que governou a Pérsia entre  1501 to 1722, e as outras construídas mais recentemente, ligando margens sobre um leito de argila seca onde cresce abundante vegetação.

Contudo a água que chega a Esfahan é bastante para manter verdes os jardins que se estendem ao longo do rio e frondosas as árvores existentes um pouco pela várias artérias do centro da cidade que para além da sombra proporcionam também uma atmosfera agradável.

À medida que o sol vai desaparecendo e o ar fica mais fresco, a população findo o dia de trabalho encaminha-se para os jardins junto ao rio, em família ou grupos de amigos, caminhado, petiscando pevides, conversando, deliciando-se com gelados… ou simplesmente admirando a calma paisagem e as magníficas cores do pôr-do-sol que tinge o céu de tons de vermelho e violeta. Ao longo das várias pontes que ligam as duas margens da parte central de Esfahan – Si-o-seh, Khaju e Joubi Bridge – músicos reúnem-se para tocar e cantar músicas iranianas cuja melancolia combina com o ar morno e as cores quentes que iluminam estas construções centenárias.

Si-o-seh Pol, Esfahan
Si-o-seh Pol, Esfahan

 

Si-o-seh Pol. Esfahan
Si-o-seh Pol. Esfahan

 

Khaju Bridge. Esfahan
Khaju Bridge. Esfahan

 

Joubi Pol. Esfahan
Joubi Pol. Esfahan

 

Khaju Bridge. Esfahan
Khaju Bridge. Esfahan

 

Si-o-seh Pol, Esfahan
Si-o-seh Pol, Esfahan

Pontes sobre o Rio Zayandeh

  • Si-o-seh Pol, que apesar de oficialmente ser chamada de Allāhverdi Khan Bridge, toda a gente identifica por “ponte dos 33 arcos” ou seja em farsi Si-o-seh, construída em 1632
  • Khaju Bridge (Pol e-Kanju) ponte pedonal construída em 1650
  • Joubi Bridge (Pol-e Joui) mas também chamada Choobi Bridge, construída em 1665
  • Shahrestan Bridge (Pol-e Shahrestan) construida no século XI, é a mais antiga e também a que fica mais afastada do centro de Esfahan
Landscape Kashan to Esfahan
Landscape Kashan to Esfahan

 

Landscape Kashan to Esfahan
Landscape Kashan to Esfahan

Alojamento:

Entre os backpackers Esfahan é reconhecida unanimemente como a cidade do Irão onde é mais difícil encontrar alojamento a preços acessíveis, mesmo para quem abdique de algum conforto. A opção foi o Shad Hostel, que de hostel só tem o nome sem um hotel normal, com quarto que podem ser partilhados por três pessoas.

Shad Hostel

Address: Chabar Bagh Abbassi Street (mesmo por cima de uma loja de gelados)

Quarto individual: 400.000 rials

Quarto duplo: 600.000 rials

Com casa de banho e wi-fi (com a password a mudar várias vezes ao dia).

Sem pequeno-almoço.

Os quartos são pouco espaçoso e decadentes a precisar de melhoramento, mas mesmo assim aceitáveis. O staff não fala inglês e mostra-se pouco prestável. O Shad Hostel, vale sobretudo pela boa localização a igual distância da Imam Square (officially called Naqsh-e Jahan Square) e da Si-o-seh Pol.

 

Shad Hostel. Esfahan
Shad Hostel. Esfahan

 

Shad Hostel. Esfahan
Shad Hostel. Esfahan

Onde comer:

Como não é fácil encontrar comida vegetariana nos restaurantes da chamada fast-food, e para evitar os fritos do falafel, a sopa ash-e reshteh foi a opções mais frequente durante a estadia no Irão, verificando-se que varia um pouco a receita e os ingredientes de cidade para cidade.

A melhor foi a de uma pequena loja, situada no lado direto da Hafez Street, no sentido de quem vem da Iman Square, que é servida com pão e regada com kashk, uma espécie de natas azedas; custa 30.000 rials.

Esta loja também serve o halim (haleem) feito à base de trigo em grão, leite e carne (de borrego ou peru), que são cozinhado por muito tempo, sendo depois triturada até ficar em puré espesso; encontrando-se algumas versões com açafrão. Pode ser servida simples ou com açúcar e canela e não é muitas vezes consumida ao pequeno-almoço…. uma espécie de porridge mas mais rico e calórico.

Halim (Haleem)
Halim (Haleem)… iranian traditional breakfast

Em termos de doces, Esfahan é conhecida pelo fereni, um pudim de leite, que é servido com uma calda feita de tâmaras… deliciosa combinação. A escolha foi para a pequena loja na Hafez Street, a Hafez Golha, situada no lado esquerdo de quem vem da Imam Square ((officially called Naqsh-e Jahan Square).

Fereni at Hafez Golha in Hafez Street. Esfahan
Fereni at Hafez Golha in Hafez Street. Esfahan

Transportes:

O terminal de autocarros de Esfahan, Kaveh Bus Terminal, fica afastado do centro da cidade e não foi possível obter informações sobre como lá chegar de autocarro publico. Por isso a solução foi o táxi, que custou 100.000 rials (que foi dividido por 3 pessoas). A alternativa são ao táxi partilhados que não são fáceis de identificar para quem não está habituada aos habituais locais de paragem, sem bem que podem parar em qualquer local se assim for solicitado. Estes taxís partilhados (share-taxi) não estão identificados mas são geralmente veículos muito velhos de cor branco ou cinzenta.

Do moderno e bem organizado, mas de difícil orientação, Kaveh Bus Terminal, partem ao longo de todo o dia autocarros para os principais destinos do país, incluindo Tehran, Shiraz e Yazd, existindo muitas empresas a fazer estas ligações, não sendo necessário reserva com antecedência a não ser que se pretenda um horário muito preciso ou se esteja a viajar em fins-de-semana ou épocas festivas.

Esfahan Bus Terminal Kaveh
Esfahan Bus Terminal Kaveh

Kashan… jardins, mesquitas, palácios e hammam

Kashan apresenta-se como uma das cidades onde os principais locais de interesse turístico são mais facilmente acessíveis, todos situados a uma distância possível de se fazer a pé desde o centro da cidade, onde se concentram a maioria do alojamentos, com excepção do Bagh­e Fin que fica afastado cerca de seis quilómetros.

As Historical Houses – localmente chamadas de khan-e – são casas pertencentes a famílias abastadas, geralmente comerciantes. Em termos de arquitectura seguem o tipo de construção tradicional, em alvenaria de tijolo, rebocadas com uma argamassa argilosa que lhes confere um tom uniformemente acastanhado semelhante à paisagem que rodeia a cidade. Com dois ou mais pisos, desenvolvendo-se em volta de um ou mais pátios que ao centro apresentam sempre uma fonte ou um pequeno tanque, sendo a água um elementos sempre valorizado neste clima seco.

De acordo com a riqueza do proprietário, estas casas podem assemelhar-se a palácios, não só pela dimensão, com mais do que um pátio, como pela decoração e cuidado posto nos detalhes. De entre as várias opções existentes em Kashan, com quase todas as khan-e localizadas ao longo da Alavi Street, ou nas suas imediações, a escolha foi para a Abbasin House, construída no fim do século XVIII e que se encontra em óptimas condições, cujos motivos geométricos e florais que decoram as paredes, assim como as harmoniosas proporções dos vários edifícios, conferem uma especial graciosidade e leveza.

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

O Bagh­-e Fin, é um dos mais antigos exemplos dos tradicionais jardins persas, construído no final do século XVI, cuja estrutura em muito se assemelha a outros jardins construídos sob o domínio Mongol, depois destes terem invadido a Pérsia, existentes no norte da Índia, do qual o Taj Mahal é o mais popular exemplo, encontrando-se muitos mais em Kashmir.

Em termos de arquitectura estes jardins apresentam uma forma rectangular dividida ortogonalmente em quatro partes por estreitos canais de água, que se interceptam num tanque de forma quadrangular com uma fonte. Ao longo destes canais, bordejado por passeios encontram-se plantadas arbustos, flores e árvores num alinhamentos que realça a precisa e harmoniosa geometria do espaço, que é sempre amplo, sóbrio e minimalista, convidando ao recolhimento e introspecção.

No extremo oposto à entrada dos jardins situa-se a habitação principal, podendo contudo existirem outros edifícios, alpendres ou coberturas que oferecem um local para relaxar protegido do sol e saboreando a frescura inspirada pelo som da água que sai das fontes, e onde os tectos destas edificações são decorados com elaborados motivos florais e geométricos. A água tem sempre um papel especial na criação de uma atmosfera idílica.

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

O terraço do Sultan Amir Ahmad Hammam é outro dos locais, para além do terraço do bazar, que proporciona uma vista sobre a cidade sendo o inicio do dia ou o por do sol as melhores altura para o visitar, evitando a luz demasiado intensa que se sente durante o dia. Mas é o interior do hammam que constitui o ponto forte desde local, onde depois de uma estreita sucessão de passagens e corredores se chega à primeira das duas principais salas do edifício: o vestiário (Sarbineh) e o balneário (Garmkhaneh).

No primeiro compartimento domina a decoração com azulejos, com o tecto coberto de pequenos mosaicos formando complexos e intrincados padrões geométricos que irradiam da claraboia que fornece luz natural ao espaço, que emana tranquilidade.

As paredes e tectos abobadados são decorados com motivos florais desenhados em relevo nas superfícies revestidas a gesso; azulejos formado padrões geométricos revestem a base de paredes e pilares, sobressaindo a cor azul.

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop
Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop

 

Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop
Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop

Muito perto da rotunda central de Kashan (Kamal Al-Molk Square), encontra-se a Agha Bozorg Mosque, cuja discreta localização no fim de uma estreita rua pode passar despercebida. A discreta entrada não dá a entender as proporções deste delicado edifício que para além de mesquita serve de madrasah (escola de teologia islâmica). O interior é delicadamente decorado e proporciona um ambiente calmo propício ao estudo das escrituras.

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

Agha Bozorg Mosque

Horário: 8 am – 8 pm

Free entrance

O bilhete para as Historical Houses (Khan-e Abbassin, Khan-e Tabatabei) e para o Sultan Amir Ahmad Hammam é sempre 150.000 rials.

É possível comprar um bilhete conjunto para o Hammam e para algumas das Historical Houses, sendo a recepção do Sultan Amir Ahmad Hammam o melhor local para pedir informações e esclarecimentos, fornecidos pelo prestável e diligente funcionário. Khan-e Abassin + Hammam ficou em 250.000 rials.

O Fin Garden fica fora deste “pacote”.

Bagh­e Fin (Fin Garden):

Horário: 9 am – 5 pm

        Ticket: 150.000 rials

Transportes:

O centro da cidade assim como os principais pontos de interesse ficam a uma curta distância dos dois alojamentos mencionados (Eshan House e Noglhi House), pelo que não é necessário recorrer a transportes públicos.

Para visitar o Bagh­e­Fin é necessário ir de autocarro ou táxi, cerca de 6 quilómetros do centro da cidade. Na Ayatollah Kashani Street, apanha-se o autocarro numero 327, e que tem a ultima paragem mesmo à entrada dos jardim.

Bus to Fin Gardens
Bus 327 to Fin Gardens

 

Bus stop to Fin Gardens
Bus stand to Fin Gardens at Ayatollah Kashani Street

Deambulando pelo bazaar de Kashan

O bazaar de Kashan foi uma agradável e inesperada surpresa, sobressaindo perante a antiguidade do bazar de Tabriz e do tamanho desmesurado do bazar de Tehran.

Nem demasiado grande que se torne confuso e cansativo, nem demasiado pequeno que se torne desinteressante, o Bazaar de Kashan apresenta-se de fácil orientação, muito concorrido em termos de visitantes mas nunca demasiado cheio para tornar a visita maçadora. Aqui encontra-se uma grande variedade de produtos, muitos tradicionais do Irão, não só os tapetes como também ouro e joias, perfumes, lãs, latoaria, trabalhos em madeira, artigos religiosas… para além de todos os produtos necessários ao quotidiano de quem aqui vive, sobressaindo as roupas e os tecidos, os lenços e os chadores.

As especiarias e os frutos secos são os produtos que se apresentam mais atractivos a um visitante não só pelos aromas e cores das várias pilhas de condimentos, mas em especial pela variedade de nozes, amêndoas, pistácios, pevides… ameixas, figos e as deliciosas tâmaras que aqui no Irão são “rainhas” existindo lojas especializadas somente na venda deste produtos.

O leite, tendo um papel importante na alimentação no Irão, apresentando-se especialmente em queijos, manteiga e iogurte, existindo lojas especializadas na venda deste tipo de produtos, cujo cheiro a lacticínios fermentados e as luzes frias que iluminam as arcas frigoríficas as torna fáceis de identificar.

Outras lojas de produtos alimentares também se encontram, vendendo sal, açúcar, mel, doces, arroz, leguminosas e demais mercearias, estando o comércio organizado por tipo de produtos ao longo das várias ruas que compõem o bazar.

Aqui e além surgem pátios cujo ao centro existe quase sempre um fonte, e que foram antigos caravanserais, ou seja locais onde comerciantes se reuniam para negociar, com condições para pernoitar e armazenar mercadorias, incluindo espaço para animais de carga, cavalos e camelos. Actualmente servem como espaços comerciais e são um optimo local para descansar ou mesmo beber um chá.

Mas entre a sequência de lojas, quase todas abertas para os corredores do bazar, encontram-se também mesquitas e por vezes hamams, locais públicos para banho, sauna e massagem que ainda são frequentados pela população local.

O tempo passa devagar e sem sobressaltos neste bazaar, onde os comerciantes esperam pacientemente pela chegada de clientes, sentados à entrada ou no interior da loja que muitas vezes se assemelha a um escritório, onde fotografias de antepassados atentam a antiguidade destes negócios de família, muitos especializados na exportação de tapetes.

Mas é em termos de arquitectura que este bazar sobressai. Deambulando pelos corredores repletos de lojas chegamos a um dos muitos caravancerais, mas de imediato percebemos que estamos perante algo de especial: o Khan Amin al-Dowleh Timche. O espaço formando um hall coberto, ao qual se acede por três entradas, apresenta-se espaçoso, de tecto alto decorado com um complexo padrão geométrico, em relevo, que com a luz natural que entra pela claraboia existente no seu centro produz um fantástico efeito parecendo elevar-se em direção ao céu deixando-nos cá em baixo.

No centro do Khan Amin al-Dowleh Timche encontra-se uma fonte de formato octogonal e a toda a volta do caravancerais alinham-se lojas que aprecem parados no tempo, com os seus artigos cobertos por uma uniforme camada de pó como que atestando a sua antiguidade.

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

Mas este bazar ainda reservou mais uma surpresa: a visita o terraço. Com a intensão de ter uma vista sobre a cidade perguntei a um dos comerciantes como aceder ao terraço, que neste tipo de arquitectura do deserto é sempre plano a acessível. Fui encaminhada para uma estreitas escadas e conduzida ao longo de quase todo o bazaar, caminhando em sinuosos percursos, subindo e descendo rampas, vencendo degraus e desníveis, contornando abóbodas e caminhando sempre em direção ao sol, que em movimento acelerado se ia dirigindo para trás das montanhas.

Pelas várias aberturas de entrada de luz e de ar, surgem sons de rádios, vozes, música, conversas fragmentadas numa língua estranha… enquanto pombos pousados nos pontos mais altos da várias abóbodas parecem indiferentes à agitação comercial que domina os corredores do bazaar e as ruas envolventes que com a chegada da noite atingem o máximo de frenesi.

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

A não perder na visita ao Kashan Bazaar:

  • Khan Amin al-Dowleh Timche durante manhã
  • Pôr-do-sol no terraço do bazaar

Horário:

Este como os outros bazares do Irão abre por volta 9.30 horas, mas lentamente, pois nem todas as lojas cumprem escrupulosamente este horário, e prolonga-se até às 22.00 horas. Durante a hora do almoço, muito comerciantes optam por fechar as lojas, ou mantendo-se na loja aproveitam a diminuição do movimento de cliente para dormir uma sesta.

Mas as manhãs são sem dúvida a melhor altura do dia, quando as lojas já estão abertas mas ainda não há muito clientes; é também a altura em que se vê o maior movimentos dos transportadores de mercadorias que circulam velozmente pelos vários corredores, levando e trazendo bens num ritmo que contrasta com a calma dos visitantes.

Mas é ao fim do dia, depois das 5 horas, quando as temperaturas ficam menos quentes que o movimento atinge o seu auge, enchendo não só as ruas do bazaar como as artérias envolventes.

 

Transportes:

O bazaar encontra-se no centro da cidade, alcançável a pé desde as mais populares guest houses como a da Eshan House ou a Noglhi House.

Kashan

A chegada a cada nova cidade implica quase sempre o desafio de negociar com os taxistas o preço da viagem até ao centro da cidade, onde aparentemente parece existir uma conspiração para que não existam transportes públicos colectivos para fazer esta ligação, onde toda a gente se mostra inútil para prestar informações sobre este assunto e onde a negociação do preço parte sempre de uma posição desfavorável, com quem chega a desconhecer a localização do terminal de autocarros, a distância até ao centro nem os valores habitualmente cobrados.

Depois deste habitual stress, e da prova superada satisfatoriamente depois de árdua negociação, Kashan revelou-se uma cidade de pessoas sorridentes, descontraídas e dispostas a trocar cumprimentos e a treinar o inglês com as habituais perguntas sobre: país, nome, locais visitados, se estou a viajar sozinha, por quanto tempo, se gosto do Irão, etc…

Kashan surge no “mapa” turístico não só pela admirável arquitectura do bazaar, como também pelo Bagh­e­Fin, um dos mais antigos exemplos deste tipo de jardins persas, e pela elevada concentração das chamadas historical houses, que são requintados palácios construídos segundo a arquitectura tradicional da região.

A ruas estreitas entrincheiradas por muros altos pensados para proporcionarem o máximo de sombra, onde a espaços surgem portas que dão acesso a pátios, em volta dos quais estão dispostas as casas, baixas, sombrias e de pequenas janelas, e os tons ocre que cobrem as paredes e coberturas do reboco feito de argila vêm lembrar-nos quão perto estamos do deserto. Torres de ventilação, engenhosos sistemas que permite ventilar as casas com ar fresco, sobressaem da homogénea volumetria da cidade, dominada por casas de dois ou três pisos, onde os terraços formam um manto que se estende até às montanhas que circundam parte de Kashan.

A estadia na cidade de Kashan com a sua tranquila vibe, pessoas amigáveis e lugares interessantes para visitar, a maioria dos quais situados a curta distância e fáceis de alcançar, foi agradável e descontraída, com a simpatia e a atmosfera dominante na Khan-e Esahnb guest house a contribuir bastante para este sentimento.

Kashan
Kashan
Kashan bazaar
Kashan bazaar

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Bakery at Kashan
Clientes esperam pelo pão numa das muitas padarias que se encontram pela cidade em Kashan, nem todas produzindo o mesmo tipo de pão; nesta o pão é cozinhado sobre pequenos seixos que depois se vão soltando quando o pão sai do forno e é deixado a arrefecer sobre uma rede metálica

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Sapateiro nas ruas de Kashan
Sapateiro nas ruas de Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
…fim do dia de aulas!

 

Kashan
Kashan

Alojamento:

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

Fazel-e Navaghi street (do lado oposto da Agha Bozorg Mosque)

+98361 444 6833

www.ehsanhouse.com

Dormitório com 6 camas, mas muito espaçoso, por 500.000 (negociando foi possível baixar para 400.000 rials) com pequeno-almoço incluído em estilo buffet (fruta, pão, ovo, queijo, manteiga, doces, mel e chá). Boas casas de banho e chuveiros.

Boa localização, a meio caminho entre o bazar e as Historical Houses.

Free Wi-fi.

Dorm at Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Dorm at Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

Outra opção é a Noglhi House, muito perto da Eshan House, seguindo pela rua do lado esquerdo da Agha Bozorg Mosque, seguindo as pequenas setas que identificam a guesthouse que se encontram nas paredes; pratica os mesmos preços e que se apresenta igualmente agradável.

Onde comer:

Para vegetarianos e não só, a tradicional sopa ash-e reshteh na Bab Afzal Street é uma deliciosa opção assim como uma possibilidade de interação com a população local; caminhado desde a Kamal-al-Molk Square, este pequeno restaurante fica do lado direito, sendo preciso caminhar um pouco; a melhor opção é ir perguntando aos comerciantes, pois toda a gente sabe indicar este local.

Como o espaço é minúsculo, a necessário partilhar uma das duas mesas existentes no local. A refeição custa 20.000 rials (uns 0.50€) e é servida numa quantidade considerável.

 

ash soup at Kashan
ash-e reshth soup at Kashan

 

ash soup at Kashan
ash soup at Kashan

 

Transportes:

Para chegar a Kashan a melhor opção são os autocarros, existindo muita oferta durante todo o dia, pois esta cidade fica na rota entre Tehran e Esfahan.

A viagem demora perto de 4 horas.

O bilhete custou 125.000 rials em VIP.

Do centro da cidade para o terminal de autocarros, o único, a solução encontrada foi o táxi, que custa 50.000 rials, pois aparentemente não existem autocarros públicos a fazerem esta ligação.

Situada a cerca de 80 quilómetros de Kashan, fica a aldeia de Abyaneh que é uma popular day trip, mas dada a ausência de transportes públicos a viagem tem que ser feita de táxi, o que coloca este destino fora da “rota”. As guest houses em Kashan organizam tours ou em alternativa pode-se usar um dos shared-taxis que seguem em direcção a Esfahan.

Masuleh e as montanhas

A chuva cai constante e abundantemente lá fora, ocultando os sons da natureza e das pessoas que se vêm obrigadas a refugiarem-se perante o desconfortável clima. Mas esta ausência de sons, trás um momento de calma ao espírito, uma forma de introspecção.

Com o abrandar da chuva, volta o cantar do galo, o chilrear dos pássaros e o palrar das pessoas, em sons que chegam do vale e que vão subindo pela encosta, por entre árvores que vão perdendo as folhas deixando um manto castanho amarelado pelo chão, lembrando-nos a chegada do Outono.

Masuleh é uma pequena aldeia situada nas encostas do Mount Talesh, na Provincia de Gilan, a cerca de 380 km de Tehran, onde a paisagem típica do Irão, árida e seca, dá lugar a florestas cobertas de verde, numa atmosfera rural que é uma bálsamo a quem vive nas grandes cidade ou a quem chega de Tehran. As casas, uniformemente de cor de argila, estão dispostas ao longo da encosta, separadas por estreitas ruas e escadarias, onde nem automoveis nem motas têm acesso, o que torna o ambiente mais calmo e relaxante. Numa engenhosa arquitectura, os telhados das casas, construídos de forma a criar uma superfície plana, onde o que parece ser uma rua ou um passeio é ao mesmo tempo o telhado da casa que se situa na rua abaixo.

Aqui, apesar da pouca altitude, pouco mais de 1000 metros, o clima muda bastante em relação às planícies antes percorridas, sentindo-se claramente o chegada do Inverno, não só pelo nevoeiro e pela chuva que form uma constante nestes dois dias, mas também pelas temperaturas, que de noite descem bastante obrigando a adequada roupa de Inverno, mesmo no inicio de Outubro.

Masuleh, com a sua pequena população não muito superior a 500 habitantes, não tem muitas atrações para além da original e invulgar mesquita e do passeio pelas ruas do bazar, onde as lojas oferecem produtos locais, desde artesanato, a chá e ervas medicinais.

Mas o lento ritmo da vida na aldeia e o contacto com a natureza que tornaram a estadia nesta aldeia numa agradável memória.

Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
casa de chá local, onde também de manhã é servido o pequeno-almoço tradicional, ovos mexidos com molho de tomate picante, que é acompanhado com pão e chá. Masuleh
Casa de chá local. Masuleh
Masuleh
Masuleh
Ash
Ash cozinhado num dos restaurantes do bazaar em Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh

Alojamento:

Apesar de existirem alguns hoteis, a solução mais comum é recorrer ao alojamento local, os os habitantes alugam quartos ou mesmo casas. Os preços são negociáveis mas dificilmente se consegue um quarto para duas pessoas por menos de 600.000 rials (com cozinha e casa-de-banho), sendo frequente valores entre os 800.000 e 1.000.000 rials por um quarto duplo. Os preços variam em função da maior ou menos procura, pelo que fins-de-semana e o verão são períodos mais concorridos onde Masuleh atrai visitantes, muitos vindos de Tehran, que fogem às altas temperaturas, procurando refugio no ar fresco das montanhas.

alojamento traditional em Masulh
alojamento traditional em Masuleh

Onde comer:

Existem muitas opções nesta pequena vila, quase todas servindo kebab, nas variantes de frango e carne de vaca.

Em alternativa é possível encontrar a sopa ash, à base de legumes e noodles, que é uma reconfortante opção perante a ar frio da montanha .

O mirza ghasemi, um prato típico da região de Gilan feito à base de beringela assada que depois é esmagada e cozinhada com tomate e cebola, tornando-se juntamente com o ash são dois dos pratos vegetarianos da cozinha iraniana que são mais fáceis de encontrar em restaurantes.

Pequeno almoço em Masuleh
Pequeno-almoço tradicional, ovos mexidos com molho de tomate picante, que é acompanhado com pão e chá.

A passagem por Fouman torna obrigatória a paragem numa das dezenas ou mesmo centenas de lojas que produzem e venda um doce tradicional desta região, o Koloocheh, biscoito recheado com uma pasta açucarada. E é sem duvida o principal motivo que leva tanta gente a parar em Fouman. Vale a pena perguntar pela melhor fábrica destes bolos, que segundo o taxista que nos transportou, fica situada numa das rotundas da cidade e onde as pessoas fazem fila enquanto esperam que os Koloocheh saiam do forno.

Famosa fábrica de Koloocheh em Funam
Famosa fábrica de Koloocheh em Founam, onde as pessoas fazem fila para comprar estas bolachas acabadas de sair do forno
Koloocheh, doces tradicionais de Funam, e que fazem desta povoação ponto de paragem obrigatório de quem visita a região de Gilan
Koloocheh, doces tradicionais de Fouman, e que fazem desta povoação ponto de paragem obrigatório de quem visita a região de Gilan

Transportes:

Masuleh situada a cerca de 380 km de Tehran é facilmente acessivel por autocarro, existindo contudo dois itenerários possiveis:

Para quem vem de Tabriz: Tabriz – Qazvin – Rasht – Masuleh

Para quem vem de Tehran: Tehran – Fouman – Masuleh

De Tehran a Fouman são cerca de 5h de autocarro, custando 150.000 rials em normal bus. Os autocarros iniciam o serviço bem cedo pela manhã

De Fouman a Masuleh, existem duas hipóteses: mini-bus 17.000 rials ou shared-taxi, 350.000 rials (preço para 4 pessoas), ambas as opções têm os valores afixados em placares à saída de Masuleh, se bem que o valor inscrito em numeração ocidental não está actualizado.

É possível que o bus não pare no terminal de autocarros de Fouman, deixando os passageiros na estrada principal, onde alguns taxis esperam. Daqui é necessário usar o taxi para chegar ao Terminal de Bus de Fouman, cuja distância não mais do que 3 km, devendo o preço ser negociado, e se possivel usar um shared-taxi. Caso o taxista insista em ir directamente para Masuleh, argumentando que não há mini-buses, convem insistir pois a diferença de preço é significativa e existem autocarros todo o ano com excepção do Inverno em que a neve bloqueia a estrada.

Preços de mini-bus e shared-taxis de Masuleh para Funam, afixada à entrada da aldeia de Masuleh
Preços de mini-bus e shared-taxis de Masuleh para Fouman, afixada à entrada da aldeia de Masuleh

Teerão… dos bazares às secret parties

Teerão (Tehran) com os seus mais de 16 milhões de habitantes (incluindo subúrbios), e ar pesado e poluído pelo escapes dos veículos que entopem as principais artérias da cidade mostra-se pouco atractiva para a maioria dos visitantes que somente aqui ficam o tempo mínimo necessário à chegada e à partida do país.

De facto pelo tamanho e dispersão, a cidade de Teerão é pouco convidativa a deambulações, e os principais locais de interesse encontram-se afastados. Contudo a rede de Metro cobre grande parte da cidade, revelando-se eficaz e de fácil orientação.

A estadia foi na parte norte da Tehran, perto de Tajrish, onde a cidade começa a subir as encostas das colinas circundantes, disfrutando de uma atmosfera mais ventilada e menos poluída em comparação com a zona mais a Sul, onde se situa o Grand Bazaar. A zona norte da cidade apresenta-se mais moderna e liberal, onde os chador são menos populares e os lenços que cobrem o cabelo, revelam mais do que o que escondem.

Na Tajrish Square inicia-se a maior rua do Médio Oriente, a Valiasr Street, com mais de 17 quilómetros de extensão, desenvolvendo-se na direção Norte-Sul até à Rahahan Square, dividindo a cidade ao meio. Mandada construir pelo Shah Reza Pahlavi, mudou de nome depois da Revolução Islâmica de 1979, é actualmente um dos principais locais de comércio da cidade, atraindo muitas lojas de marcas internacionais. Aqui, não longe da Tajrish Square encontra-se o Cinema Museum, que para apresenta uma seleção de filmes do circuito mais alternativo e é circundada por um agradável jardim que faz esquecer o incessante movimento automóvel que passa junto aos seus portões.

O Grand Bazar de Teerão apresentou-se, como o nome indica “grande”, de facto demasiado grande, disperso e de difícil orientação, numa sucessão de edifícios modernos e incaracterísticos, onde a maior parte da área é ocupada por lojas de roupa ao estilo “made in china”, mostrou-se pouco interessante e com uma certa falta de carácter.

Contudo, não muito longe encontra-se um outro tipo de comércio, numa sucessão de pequenas lojas organizadas e alinhadas ao longo da na Marvi Street, onde se podem encontrar uma grande variedade de produtos importados, desde alimentação, vestuário, óculos de sol, cosmética, perfumes, etc… mostrando outra faceta do comércio local.

Ao longo da rua que dá acesso à entrada principal do bazar, a 15 Khordad Avenue (Metro Sation: Panzdah-e Khordad), vai-se enchendo de movimento e a agitação que vai aumentando ao longo da manhã, com vendedores ambulantes apregoando os seus produtos, carregadores levando e trazendo mercadorias e centenas de pessoas fazendo compras, criando um ambiente animado, onde há sempre tempo para fazer uma pausa para saborear um gelado.

Mas uma visita a esta capital teve o travo de aventura com a inesperada oportunidade de “entrar” numa das famosas secret parties, que tornam esta cidade famosa; num pais em que o álcool, discotecas e muita coisa é proibida, estas festas organizadas em apartamentos são o libertar de todas estas regras. Um ambiente antagónico ao que se vive em público, em que o álcool corre livremente, o ambiente é de eufórica festa e onde as mulheres, deixando de lado o pesado “dress code” islâmico, vestem roupa mais ousada, exibem os penteados e pesada maquilhagem.

Teerão, uma cidade cheia de contrastes entre a tradição muçulmana e modernidade de uma metrópole, merece uma visita mais detalhada, pois como qualquer grande cidade, mantem os seus encantos escondidos de quem por aqui não se demora.

Tajrish Bazaar
Tajrish Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Valiasr Street
Valiasr Street
Tehran
Tehran
Esculturas nos jardins do Cinema Museum de Tehran
Esculturas nos jardins do Cinema Museum de Tehran

Transportes:

Para quem vem de Tabriz, a chegada a Teerão é no Terminal-e-Qarb (perto da Azadi Square fácilde identificar pelo gigantesco arco), e daqui existe ligação à rede de Metro (Meydan-e Azadi – Yellow Line).

Para destinos a sul, como Kashan, Esfahan, Yazd… os autocarros partem do Terminal-e- Jonub, situado na parte Sul da cidade, também acessível por Metro (Terminal-e- Jonoob – Red Line)

Mas atenção, Teerão dispões de 4 terminais de autocarros de longo-curso, destinados a diferentes regiões do país, pelo que convém obter informações precisas sobre qual o terminal adequado:

  • Qarb Terminal (Terminal-e-Qarb) 

Address: Qarb passenger terminal, Azadi Sq.

  • Jonoob Terminal (Terminal-e- Jonoob)  

Address: Jonub passenger terminal, Mohammad Bokharaie St., Shoosh St.

  • Shargh terminal (Terminal-e-Shargh)

Address: Shargh passenger terminal, Damavand St., Tehranpars

  • Beihaghi Terminal

Address: Beyhaghi passenger terminal, Arjantine Sq.

Para quem chega ou parte de avião, a rede de Metro também tem acesso ao Mehrabad Airport mas não ao Imam Khomeini International Airport, o principal aeroporto da cidade.

Theran Metro
Theran Metro
Bus Terminal-e Qarb; entrada da estação de Metro
Bus Terminal-e Qarb; entrada da estação de Metro

 

Tehran Metro Map
Tehran Metro Map

Alojamento:

Na acolhedora casa de uma amiga, saboreando a generosa hospitalidade de uma família Iraniana…. sorte!

Onde comer:

Como qualquer grande cidade, em Tehran encontra-se um pouco de tudo em termos de restaurantes, que para além dos tradicionais kebaks, tem muito mais para oferecer não faltando as opções de comida internacional.

Na visita ao Grand Bazaar, não pode faltar um dos mais populares locais para comer falafel; fica na Naser Khosvo, junto à esquina com a Marvi Steet, e por volta da hora do almoço os clientes fazem fila. O local não tem mesas, somente servindo os falafel no pão, em sistema de take-away, pelo que a pequena praça em frente serve de local de eleição para saborear esta versão iraniana deste típico snack árabe.

Tehran_Naser Khosvo_Falafel_DSC_1725
popular loja de falafel, na Naser Khosvo, junto à esquina com a Marvi Steet

Outra opção é a tradicional sopa iraniana, ash, feita à base de grão, feijão, lentilhas e alguns legumes, formando um caldo espesso e aromático. Umas das melhores destas sopas foi algures na Valiasr Street, na zona de Tajrish, onde flocos de cebola frita e um creme de sabor ácido semelhante a natas…

Ash, sopa iraniana à base de logominosas e legumes
Ash, sopa iraniana à base de leguminosas e legumes
Ash at Valiasr Street
Ash at Valiasr Street

Entre Tabriz e Teerão… on the road again!

“everything happens for a reason”… e assim aconteceu! Depois de Tabriz o destino seguinte seria a vila de Masuleh, situada nas montanhas onde o clima húmido transforma a paisagem seca e ocre numa verde floresta.

Ao longo de mais de quatro horas, foram deslizando paisagens quase desérticas de vegetação, onde a estrada de longas e planas rectas é o único vestígio da presença humana. Planícies imaculadas, interceptadas por leitos de rios secos, interrompidas por pequenas e suaves colinas, que quando se aproximam exibem textura argilosas, de cores suaves, variando dos beges aos castanhos, dos cinzentos aos tons avermelhados. Esporadicamente surge uma povoação de casas construídas em tijolo cuja côr dificilmente se distingue da paisagem envolvente, que mantém o mesmo aspecto desértico.

Mas quis o destino trocar as voltas aos planos traçados pelo “Homem”, fazendo com que o motorista do autocarro que fazia a ligação entre Tabriz e Teerão, se tenha esquecido de me deixar numa paragem intermédia, Qazvin onde teria ligação com outro autocarro com destino a Masuleh. O erro somente foi detectado à chegada aos arredores da grande capital, onde já não havia hipótese de retorno para Qazvin.

Encontrei-me assim inesperadamente no gigantesco terminal de autocarros, numa cidade com mais de 15 milhões de habitantes, uns dias antes do previsto, sem preparação, sem planos, sem mapa e sem rumo.

Mas acreditando que tudo acontece por uma razão, esta foi a forma de me encontrar com uma amiga, com quem mais tarde partilhou comigo a viagem até Masuleh, tornando este itinerário especial no percurso da viagem pelo Irão. Um encontro precipitado pelos desenrolar dos acontecimentos mas que foi um bálsamo para os solitários e cinzentos dias passados em Tabriz.

Tabriz to Tehran by bus_DSC_1532
Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
Tabriz to Tehran by bus_DSC_1543
Tabriz – Tehran

Transportes

A viagem Tabriz – Teerão demora cerca de 4 horas, podendo-se prolongar caso a chegada a Teerão coincida com a hora-de-ponta que implica grandes congestionamentos rodoviários.

Do Tabriz Bus Terminal (o único existente na cidade para viagens de longo curso) partem autocarros mais ou menos a todas as horas, existindo diversas empresas a fazer esta ligação. Os primeiros autocarros partem pelas 6h da manhã e o ultimo pelas 24h.

Bus ticket custa 155.000 rials.

Tabriz to Tehran by bus_DSC_1530
Tabriz – Tehran

Os autocarros no Irão são uma óptima opção em viagens de longa distância, existindo serviços regulares, com boa frequência entre as principais cidades: Tabriz, Tehran, Esfahan, Shiraz, Yazd, Mashad, Kerman, Bandar Abbas… à medida que nos afastamos deste itinerário os serviços vão escasseando na oferta em termos de horários e por vezes na qualidade dos autocarros.

As principais estradas são boas, planas e com poucas curvas, quase sempre com duas faixas de rodagem, tornando a viagem confortável; contudo as bandas sonoras existentes amiúde podem ser incomodar bastante durante o sono. Nas zonas montanhosas, como o Curdistão, ou próximo do Mar Cáspio apresentam-se mais sinuosas, mas em geral com bom pavimento.

O preços são muito atractivos, com viagens entre as principais cidades a custarem entre 100.000 e 200.000 rials (aproximadamente entre 3 e 5€; valores de Out.2015).

O preço varia em função dos quilómetros e do tipo de serviço: normal ou VIP, não variando significativamente em função da empresa de transportes.

No serviço VIP, é fornecido um pequeno snack (bolachas, bolo, chocolate e sumo empacotado); no serviço normal por vezes chá e água.

Quando a viagem coincide com o horário das refeições e frequente a paragem para refeições.

Os autocarros VIP têm somente 3 passageiros por fila, com largos e confortáveis cadeiras que mais parecem sofás, com apoio de braços, reclináveis e algumas com apoio que permite elevar os pés. Recomendável para viagens nocturnas pois o preço não significativamente mais elevado.

Os autocarros de serviço Normal têm 4 passageiros por fila, geralmente sem apoio para braço entre assentos.

Em qualquer das opções o espaço entre cadeiras é generoso, permitindo esticar as pernas sem problemas mesmo para pessoas mais altas.

Todos têm ar-condicionado, que não sendo muito intenso consegue oferecer conforto.

Caso se pretenda fazer a viagem de longa distância de noite (com 5 ou mais horas de duração) é recomendável confirmar o horário de partida do ultimo autocarro, e se possível compra o bilhete com antecedência, de pelo menos um dia.

Épocas festivas como a Nowruz – passagem de ano que de acordo com o calendário Persa – que coincide com o início da Primavera, são alturas em que os bilhetes de autocarro, comboio e avião esgotam facilmente, pelo que viajar no Irão durante está época implica um planeamento cuidadoso.

Quando o número de passageiros não é muito elevado, é frequente diferentes empresas unirem esforços e juntarem os passageiros num único autocarro, o que pode atrasar um pouco a partida e consequentemente a chegada, se bem que os atrasos não são geralmente mais do que meia-hora.

Paragens à saída das cidades para recolher passageiros (e esporadicamente mercadoria) são também frequentes nas viagens diurnas, mas praticamente inexistentes nas viagens de noite.

VIP Bus Tabriz - Tehran
VIP Bus Tabriz – Tehran
Normal Bus Esfahan - Shiraz
Normal Bus Esfahan – Shiraz
VIP bus Yazd - Kerman
VIP bus Yazd – Kerman
Normal Bus Maku - Tabriz
Normal Bus Maku – Tabriz
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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