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Stepping Out Of Babylon

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Dharamsala

Dharamsala… revisited

O chilrear das pequenas aves que se ouve logo que os primeiros raios de sol surgem por trás das montanhas, anunciam o fim do chuva que durante dois dias escureceu o vale de Daramkot, trazendo gelo, granizo e frio mas deixando um manto branco no cimo das montanhas mais próximas, da cordilheira de Dhauladar, parte da cadeia montanhosa que constitui os Himalayas.

Este é o cenário de uma povoação dispersa ao longa da encosta numa época que antecede a primavera que para além dos dias amenos e primaveris trás consigo centenas de visitantes que procuram refúgio do calor do sul da Índia, acordando e dando vida à sonolenta Daramkot e à despovoada Bagshu.

Menos calma pela presença da comunidade Tibetana, a vila de McLeod Ganj, mantem a calma rotina, somente interrompida pelo afluxo de visitantes oriundos essencialmente de Delhi e do estado vizinho do Punjab, que nos fins-de-semana entopem as estreitas ruas, de um frenesim urbano em busca do exotismo das montanhas coroadas de neve.

Não sendo esta a primeira estadia por estas paragens, houve tempo de rever locais, encontrar diferenças, notar ausências e encontrar novidades. Houve tempo para assistir aos ‘teachings’ do Dalai Lama, para saborear os momo em versão street-food, para descobrir novos percurso pelas encostas das montanhas, praticar yoga no HIYC, assistir a palestras budistas no Centro Tushita e fazer o curso de meditação Vipassana.

Weather report/forecast: http://mcleodganj-weathergeek.blogspot.in/

das encontras de Daramkot avista-se o vale por onde se espalha a povoação de Dharamsala, que Março acorda geralmente envolta numa espessa neblina
das encontras de Daramkot avista-se o vale por onde se espalha a povoação de Dharamsala, que Março acorda geralmente envolta numa espessa neblina
de McLeod Ganj existem várias opções para chegar a Daramkot, sendo o caminho pedonal pela encosta poente o mais calmo e o que proporciona uma atmosfera mágica envolto pela densa floresta de coníferas
de McLeod Ganj existem várias opções para chegar a Daramkot, sendo o caminho pedonal pela encosta poente o mais calmo e o que proporciona uma atmosfera mágica envolto pela densa floresta de coníferas
encosta onde se encontra Daramkot
encosta onde se encontra Daramkot
Daramkot ainda conserva o ambiente rural mas que aos poucos vai sendo substituído pelo cimento de mais guest houses e restaurantes
Daramkot ainda conserva o ambiente rural mas que aos poucos vai sendo substituído pelo cimento de mais guest houses e restaurantes
Daramkot: em Março os campos de trigo ainda estão verdes longe das colheitas que começas em meados de Maio
Daramkot: em Março os campos de trigo ainda estão verdes longe das colheitas que começas em meados de Maio
Daramkot
Daramkot
no cruzamento principal de McLeod Ganj reunem-se diariamente homens vindos do estado vizinho de Kashmir para o comercio de frutos secos e de açafrão
no cruzamento principal de McLeod Ganj reunem-se diariamente homens vindos do estado vizinho de Kashmir para o comercio de frutos secos e de açafrão
Bilheteira da companhia local de transportes, a HRTC
Bilheteira da companhia local de transportes, a HRTC

Alojamento:

…. centenas de opções desde hotéis, guest houses e quartos em casas particulares dos habitantes locais… mais perto da povoações, mais perto da montanha, com acesso por estrada ou por caminhos pedonais… mas calmas ou mais ‘animadas’…

Pink Guest House, em Upper Daramkot, com quartos entre as 300 e 500 rupias, variando de acorcom o tamanho e com o facto de terem ou não casa-de-banho partilhada. No wi-fi.
Pink Guest House, em Upper Daramkot, com quartos entre as 300 e 500 rupias, variando de acordo com o tamanho e com o facto de terem ou não casa-de-banho partilhada.

Pink House: quartos desde 300 rupias (com casa de banho partilhada) até 500 rupias para quarto duplo com casa de banho; contudo este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); alguns quartos com cozinha cujo aluguer diário é de 600 rupias; no Wi-fi 🙁 Para quem pretende ficar por longas temporadas, mais do que um mês, o preço pode ser negociado.

Kamal Guest House à frente da qual está o simpático Rajesh, que para além dos quartos dispões também de restaurante, onde se destaca o delicioso ‘kitchari’, um básico prato da cozinha indiana, uma mistura de arroz, lentilhas e vegetais servido numa versão mais próxima de uma sopa cremosa. A Kamal Guest House situa-se em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. Wi-fi free and good
Kamal Guest House à frente da qual está o simpático Rajesh, que para além dos quartos dispõe também de restaurante, onde se destaca o delicioso ‘kitchari’, um básico prato da cozinha indiana, uma mistura de arroz, lentilhas e vegetais servido numa versão mais próxima de uma sopa cremosa. A Kamal Guest House situa-se em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center.

Kamal Guest House: 300 rupias por quarto individual com casa de banho; mas este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); free and good Wi-fi

Conifer Lodge. Mesmo ao lado da Kamal Guest House, em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. Wi-fi free
Conifer Lodge. Mesmo ao lado da Kamal Guest House, em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. 300 rupias por quarto individual com casa de banho. Wi-fi free

Conifer Lodge: 300 rupias por quarto individual com casa de banho; mas este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); quartos pequenos e básicos. Um apartamento disponível. free Wi-fi

Onde comer:

É vasta a oferta em termos de restaurantes, quer em Daramkot, Bagshu ou em McLeod Ganj, sendo esta ultima a que reúne as melhores opções em termos qualidade, sobressaindo a deliciosa comida Tibetana, à base de momos, sopa de noodles e o tradicional thenduk.

Para comida ao estilo indiano, mais concretamente ao estilo do Punjab e com a presença das especialidades de Amritsar a melhor opção é sem duvida Bagshu.

Para Daramkot ficam os restaurantes que servem o habitual mix de comida ocidental, indiana, mexicana, chinesa e israelita, mas onde se podem encontrar boas pizzas… contudo não se destaca nenhum em particular.

Trimurti Garden: restaurante onde também aluga quartos, mas cuja disponibilidade depende dos cursos de yoga e outras actividades que têm lugar no Trimurti Garden. A comida, num misto de opções de comida ocidental com alternativas de comida indiana, mas cozinhada com a suavidade do ‘gosto’ ocidental, onde são valorizados produtos biológicos e orgânicos. Bom café, bons bolos e variadas opções para pequeno-almoço, onde o pão home-made, é acompanhado por compotas caseiras.
Trimurti Garden: restaurante onde também aluga quartos, mas cuja disponibilidade depende dos cursos de yoga e outras actividades que têm lugar no Trimurti Garden. A comida, num misto de opções de comida ocidental com alternativas de comida indiana, mas cozinhada com a suavidade do ‘gosto’ ocidental, onde são valorizados produtos biológicos e orgânicos. Bom café, bons bolos e variadas opções para pequeno-almoço, onde o pão home-made, é acompanhado por compotas caseiras.
restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj; vegetariano, que para além do menu apresenta para cada dia da semana um ‘special set’ por 200 rupias. Comida deliciosa servida num bom ambiente.
restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj; vegetariano, que para além do menu apresenta para cada dia da semana um ‘special set’ por 200 rupias. Comida deliciosa servida num bom ambiente.
uma das opções do restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj
uma das opções do restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj
‘Coffee Meal’ espaço minimalista mas acolhedor, situada na rua principal de McLeod Ganj, mas afastado da confusão, com uma varanda com vista para as montanhas. Deliciosos bolos, bom café, wi-fi e o simpático serviço fazem deste espaço um dos locais de eleição. Partilha a entrada com a Shambhala Guest House.
‘Coffee Meal’ espaço minimalista mas acolhedor, situada na rua principal de McLeod Ganj, mas afastado da confusão, com uma varanda com vista para as montanhas. Deliciosos bolos, bom café, wi-fi e o simpático serviço fazem deste espaço um dos locais de eleição. Partilha a entrada com a Shambhala Guest House.
varanda do ‘Coffee Meal’ com vista para as montanhas de Dhauladar que em Abril ainda em espesso manto de neve
varanda do ‘Coffee Meal’ com vista para as montanhas de Dhauladar que em Abril ainda em espesso manto de neve

Transportes:

Amritsar – Dharamsala: não existindo estação de comboios em Dharamsala, a estação mais próximo é na pouco atractiva cidade de Pathankot no extremo norte do estado do Punjab. Daqui é necessário ir até ao terminal de bus, recorrendo a uma viajem em tuk-tuk. Para evitar transbordos a alternativa é efectuar o percurso entre Amritar e Dharamsala em autocarro público, pois não se encontram disponíveis serviços turísticos, sendo geralmente necessário efectuar transbordo no terminal de bus de Pathankot.

Contudo, existe um autocarro directo que parte do terminal em Amritsar pelas 12 horas, sendo conveniente chegar mais cedo para reservar um bom lugar, pois os veículos são velhos, desconfortáveis e o percurso no estado de Himachal Pradesh, para além de sinuoso, não oferece uma estrada em boas condições.

  • Bus: Amritsar – Dharamsala: a viagem, de pouco mais de 200 quilómetros demora entre 5 a 6 horas. Custo: 240 rupias.

Delhi – Dharamsala: Os autocarros partem do Terminal de Bus (Maharana Pratap Inter-state Bus Terminal – ISBT) situado junto a Majnu Ka Tilla, o bairro tibetano em Delhi, e servido pela estação de Metro “Kashmiri Gate”. É possível adquirir bilhetes nas muitas agências de viagens de Pahar Ganj, com alguns autocarros a iniciarem serviço perto desta zona ou perto de Old Delhi Train Station.

  • Bus: Delhi – Dharamsala: cerca de 12 horas de viagem, geralmente efectuadas de noite, que pode ser em autocarro local ou serviço turístico, com o preço a variar entre 550 e 1200 rupias, conforme o grau de conforto.

Para a viagem: McLeod Ganj – Delhi (Maharana Pratap Inter-state Bus Terminal – ISBT) existem diversas opções, todos efectuando a viagem de noite:

  • Os autocarros da companhia local HRTC (Himachal Road Trasnport Corporation), que constituem a opção mais barata, com várias versões dependendo da qualidade e sofisticação dos veículos, tendo em atenção que parte da estrada é de montanha o que exclui uma viagem confortável. Nestes veículo é raro encontrar estrangeiros. Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira existente na praça principal de McLeod Ganj, não sendo necessário grande antecedência a não ser que se queira reservar um lugar especifico, o que dado o mau estado da estrada e da suspensão do veículo é de todo recomendável escolher um lugar na parte da frente do autocarro.
  • Os chamados turísticos, onde os preços variam entre 800 e 1200 rupias, em função do conforto e da arco do veículo, sendo os ‘Volvo’ os mais caros. Existem muita empresas e por isso não é difícil arranjar bilhete, que pode ser adquirido nas muitas agências de viagens que se encontram em McLeod Ganj, Daramkot ou Bagshu.

Mais alternativas em termos de horários são possíveis a partir de Dharamsala.

horários e preços dos autocarros de McLeod Ganj to Delhi
horários e preços dos autocarros de McLeod Ganj to Delhi
existem várias opções para efectuar a viagem de regresso a Delhi, sendo a mais barata os autocarros decrépitos da companhia de transportes local, a HRTC, que para além se serviços de longo curso efectua também a ligação entre as diversas cidades, vilas e aldeias do estado de Himachal Pradesh
existem várias opções para efectuar a viagem de regresso a Delhi, sendo a mais barata os autocarros decrépitos da companhia de transportes local, a HRTC, que para além se serviços de longo curso efectua também a ligação entre as diversas cidades, vilas e aldeias do estado de Himachal Pradesh
de entre as muitas opções de ‘autocarros turísticos’ explorados por empresas particulares. O melhor veículo a efectuar este serviço pertence à Bholenath, um Volvo novo que sai de McLeod Ganj pelas 6 pm
de entre as muitas opções de ‘autocarros turísticos’ explorados por empresas particulares. O melhor veículo a efectuar este serviço pertence à Bholenath, um Volvo novo que sai de McLeod Ganj pelas 6 pm
.... claro que nem todos os ‘volvo’ são efectivamente ‘volvo’ ;)
…. claro que nem todos os ‘volvo’ são efectivamente ‘volvo’ 😉

Melhor altura para visitar:

Apesar do tempo primaveril, algumas estradas podem estar cortadas, nos pontos mais altos, pela neve, o que obriga a desviar por percurso menos interessantes e mais movimentados.

Esta região de Dharamsala, oferece duas alturas propícias aos visitantes:

  • entre meados de Março ao inicio de Junho
  • de Setembro até final de Outubro

De Novembro a Fevereiro as temperaturas são baixas e grande parte de hotéis, restaurantes e lojas encontram-se fechados. Junho, Julho e Agosto é a época das monção, sendo a constante e intensa chuva pouco convidativa a percurso nas sinuosas estradas de montanha.

… porque comer é importante ;)

Pelo que conhecemos da Índia e que provavelmente se pode estender a outros países asiáticos, não se encontra aqui o chamado “culto da mesa”, tanto no dia-a-dia como nos restaurantes mais económicos, frequentados quase exclusivamente por indianos.

Quando se chega a mesa está vazia, sem toalha, pratos ou talheres, quanto muito encontra-se o saleiro e o pimenteiro. Logo de imediato são trazidos copos, sempre metálicos, e um jarro de água da torneira, ou de outro recipiente de armazenamento de água. Após o pedido a comida é rapidamente confecionada, encontrando-se a cozinha à vista ou mesmo virada para a rua, sendo de imediato servida, em pratos e taças metálicas, acompanhada sempre por algum tipo de pão, naan, chapati ou pharata, que ajuda a levar a comida para a boca em substituição dos talheres.

Não existe o conceito de “entradas”, pois o que estamos habituados, nos restaurantes indianos em Portugal, a comer no inicio da refeição como chamuças, puri, baghi, são aqui consumidos ao pequeno-almoço ou durante o dia como snack. Somente vem para a mesa o que pedimos e nunca nos perguntam se queremos mais alguma coisa, sobremesa ou café, nem existe na maioria dos restaurantes indianos doces ou tão pouco se vendem bebidas alcoólicas.

O pagamento é sempre feito à saída, a uma pessoa que geralmente só tem essa função, muitas vezes o dono do restaurante. Simples, rápido e eficaz. Com isto as refeições são bastante rápidas, nem nos fazendo sentir confortáveis se ficarmos mais tempo do que o necessário, mesmo que às vezes soubesse bem aproveitar a refeição para dar algum descanso às pernas.

Excepção são os restaurantes mais caros que geralmente só se encontram nas grandes cidades ou os situados em zonas turísticas, onde é raro encontrar clientes indianos; aí temos sempre talheres (colher e garfo, até agora nada de facas), copos e guardanapos, lista de sobremesas e em alguns locais são vendidas bebidas alcoólicas, geralmente cerveja.

Na zona onde estamos de Mcleod Ganj, dado o grande numero de turistas, tanto nacionais como estrangeiros, existe uma grande variedade de restaurantes, servindo comida indiana, tibetana, chinesa, tailandesa, mexicana, as inevitáveis pizzas e lasanhas e muitas especialidades israelitas, pois é de Israel que vêm grande parte dos turistas, chegando a haver hotéis e guesthouses em Dharamkot, praticamente “dominadas” pelo “povo de Israel”, encontrando-se muitas tabuletas escritas em hebraico. Contudo temos optado maioritariamente por comida indiana e tibetana, que para além de ser mais barata, oferece melhores de garantias de qualidade do que as opções ocidentais.

Lista de restaurantes tibetanos, que elegemos em Mcleod Ganj

Tibet Kitchen, na Jobibara Road, perto do cruzamento principal: grande restaurante de três pisos frequentado maioritariamente por tibetanos, com comida vegetariana e não-vegetariana: experimentámos os tradicional momos, o pão tibetanos chamado Timgo (pálido, elástico e cozido a vapor), a Thupka, uma sopa de vegetais e noodles e o Fry Thinthuk, que é uma massa muito larga, em pequenas tiras, que neste caso é salteada com vegetais.

Restaurante Tibetian Kitcken em Mcleod Ganj
Restaurante Tibet Kitcken em Mcleod Ganj
Restaurante Tibetian Kitcken em Mcleod Ganj: momos fritos e Fry Thentuk
Restaurante Tibet Kitchen em Mcleod Ganj: momos fritos e fry thinthuk

Lung Ta, na Jobibara Road: para além de uma grande variedade de pratos japoneses, todos vegetarianos, têm um menu especial, que vaira diariamente e que se repete semanalmente; comemos uma tempura perfeita de vegetais, acompanhada por arroz, duas saladas e uma sopa miso com tofu caseiro por 150 INR por pessoa. Este restaurante apresentou uma qualidade acima da média, batendo aos pontos quase todos os japoneses de Lisboa… todos excepto o Tomo em Algés 😉 Ambiente descontraído e simpático, com uma sala interior e uma varanda para o exterior, recomenda-se por tudo! Foi tão bom que já lá voltámos outra vez 😉

Restaurante japonês em Mcleod
Restaurante japonês Lung Ta em Mcleod Ganj
Restaurante japonês em Mcleod
Restaurante japonês Lung Ta em Mcleod Ganj

Takhyil Peace Restaurant, na Jobibara Road: calmo restaurante de ambiente familiar, vegetariano, onde comemos os melhores momos até agora, a acompanhar a Thinthuk que é uma sopa espessa com legumes, geralmente couve, cenoura e cebola, e tiras de massa larga partida em pedaços grandes e de aspecto tosco.

Peace restaurante em Mcleod Ganj
Takhyil Peace Rrestaurante em Mcleod Ganj

Gakyi Restaurant, na Temple Road: pequeno e verde, onde a Mrs. Kalsang Dickyi cozinha comida tibetana vegetariana, entre momos, tupkas e thinthuk… Pedimos uns momos de espinafres, onde a massa se apresentava mais fina que o que habitualmente encontramos noutros restaurantes. Aprovado ficou também o prato de massa salteada com vegetais, onde predominava a pak-choi. Ficámos clientes, ainda para mais as doses são generosas e podem ser partilhados por duas pessoas.

Restaurante Tibetano Gakyi em Mcleod Ganj
Restaurante Tibetano Gakyi em Mcleod Ganj

Em Dharamkot, encontra-se uma grande variedade de gastronomias, mas nenhum dos que experimentámos se destaca, nem na comida indiana nem na tibetana, com excepção do Trimurti Garden, onde temos comido uns óptimos pequenos almoços, e onde um optimo thali, com um foge um pouco ao tradicional. Encontra-se aqui um óptimo pão e bolos caseiros, assim como cereais com iogurte, sumos, saladas de frutas e todos os mimos que um viajante procura para se sentir em casa, contudo o preço é pouco convidativo, pois um pequeno-almoço aqui pode sair mais caro do que uma refeição num restaurante indiano ou tibetano em Mcleod Ganj. Neste espaço realizam-se aulas e cursos de yoga.

Tahli (refeição completa) no Trimuti Garden
Tahli (refeição completa) no Trimuti Garden…. estufado de beterraba, carril de legumes, salada, yogurt, sopa de lentilhas (daal), arroz e chapati
Pequeno alomoço no Trimuti Garden
Pequeno alomoço no Trimuti Garden
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Trimuti Garden: alojamento, restaurante e escola de yoga

Recentemente descobrimos em Dharamkot, o Half Moon Café, que não é mais do que uma barraca feita de madeira e plástico, com algumas mesas e um excelente vista para o vale que se estende até Bhagsu. Aí temos comido sempre thali, composto pelo tradicional dal (sopa espessa à base de diversos tipos de lentilhas que também pode ter feijão), um carril de legumes, duas paratas e o sempre presente arroz, que por vezes é cozinhado com cominhos (jeera). Tudo isto por 80 INR, cerca de 1.15€ por pessoa.

Tahli no Halfmoon em Dharamkot
Tahli no Halfmoon em Dharamkot… bom, barato e bem servido… talvez o melhor daal que experimentámos até agora
Halfmoon em Dharamkot
Halfmoon em Dharamkot

Supermercado espiritual?!?!

Tanto Mcleod Ganj como Dharamkot e Bhagsu são locais de eleição para quem se interessa por meditação e yoga. Aqui podem-se fazer cursos e realizar retiros de meditação Vipassana ou de Budismo.

Existe também uma vasta oferta de terapias holísticas e esoterismo: panchakarma, reiki, massagem tibetana, om, russa, thai, thai-yoga ou ayurvedica, leitura da aura, reflexologia, tarot, tai-chi, regressão, astrologia védica, terapia sacro-craniana, meditação tântrica, hipnose…

Existem também, cursos de culinária indiana e tibetana, joalharia, macramé, aulas de hindi, entalhe em madeira, tricot e aulas de música, existindo aqui inúmeras escolas que ensinam a tocar, tablas, citar, didgeridoo, djambé e de flauta. Isto proporciona inúmeras possibilidade de assistir a concertos em cafés e chill-out que podem surgir de forma espontânea; em contrapartida somos por vezes atormentados com o som de algum aluno a ensaiar arduamente. Os estudantes de Flautas estão a dar cabo de nós 😉

Toda esta oferta permite ocupar os dias aos inúmeros visitantes, maioritariamente europeus, que se demoram semanas ou meses por estas montanhas. Contudo oferece também uma faceta mercantilista, em que se torna difícil destingir a honestidade do oportunismo com que se procura cativar, pelas mais criativas formas, o dinheiro dos ocidentais. A propósito transcrevo um excerto de um livro “Sadhus, going beyond the dreadlocks” de Patrick Levy que descreve a impressão com que ficámos do ambiente que se vive por aqui.

“Since the arrival of tourist, there are ashram for westerners: the all-in-one spiritual supermarket, offering those who arrive with preconceived ideas of Hinduism and confortable asceticism, programs of yoga, and relaxation, meditation, ayurvedic treatments, health and well-being, and spice free vegetarian meals. Everything is à la cart, with extras if needed, but sadhus are not welcome in these places.”

Bhagsu
Bhagsu
Bhagsu
Bhagsu

Do que fomos sabendo por algumas pessoas, este é um dos locais que sofreu uma grande mudança nos últimos anos devido ao aumento do numero de visitantes, e que neste momento deve estar a atingir o limite da sustentabilidade, pois por toda a encosta se encontram construções recentes e muitos edifícios em construção ou em ampliação, cada vez maiores, destinados ao alojamento turístico e a restaurantes, fazendo com que se vá perdendo o ambiente rural que ainda persiste em zonas mais afastadas das ruas principais e que de certo cativa e cativou muitos dos visitantes.

Contudo este crescimento não é minimamente planeado nem organizado, não se criando infraestruturas como o saneamento básico ao o abastecimento de água. Falhas no fornecimento de eletricidade também são frequentes; sempre que chove falta a luz… quem disse que a água era um bom condutor elétrico?!?!?!?!

Mcleod Ganj
Mcleod Ganj
Mcleod Ganj
Mcleod Ganj
Mcleod Ganj
Mcleod Ganj
Bhagsu. Vista do nosso quarto no Hotel Sye Pie.
Bhagsu. Vista do nosso quarto no Hotel Sye Pie.
Hotel Sye Pie.
Hotel Sky Pie em Bhagsu. O habitual balde que serve para as lavagens após a ida a retrete, pois aqui  papel higiénico é coisa para estrangeiros, custando cada rolo cerca de 40 INR=60 centimos.
Hotel Sye Pie.
Hotel Sye Pie.
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Hotel Sky Pie em Bhagsu

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

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