Jack and Jill went up the Hill…*

Os dias têm-se passado calmamente. Não há dias de semana nem fins de semana, todos passam ao mesmo ritmo. O dia começa cedo com o cantar dos pássaros e o tocar dos sinos nos templos.

Temos aproveitado para ir conhecendo as redondezas, fazendo diariamente uma caminhada durante a manhã. Cascatas de água gelada. Aldeias encavalitadas nas encostas. Florestas de cedros dos Himalaias. Pastores conduzindo rebanhos de cabras ou pastando vacas. Macacos. Árvores de tortuosos ramos e escassas folhas, no extremo dos quais nascem molhos de flores vermelhas. Borboletas. Aves de rapina deslizando pelas correntes de ar quente que se libertam da encosta. Trovoada. Joaninhas… muitas joaninhas que são as nossas companheiras durante os passeios.

As manhãs trazem sempre consigo o frio da noite, mas pouco depois o sol vai aquecendo estas encostas, sem contudo derreter a neve que cobre o cimo dos picos mais altos e que somente são visíveis quando nos afastamos da encosta onde estamos. Chove frequentemente durante a noite. O clima aqui é muito instável e caprichoso: pode amanhecer com sol e passado pouco tem vir um espesso nevoeiro, que se transforma em chuva persistente, que se evapora com o sol que surge no céu azul, ao fim da tarde.

Quando saímos para a montanha cruzamo-nos com crianças, que com as suas elaboradas fardas (um misto de roupa tradicional com restos da tradição britânica) com coloridos emblemas, correspondentes à classe em que estudam, descem a encosta em direção à escola, no chilrear habitual das crianças. Todos impecavelmente penteados, risco ao meio, e as raparigas com tranças enfeitadas com laçarotes vermelhos.

Nas nossas refeições, temos optado por pequenos almoços ao estilo ocidental, com cereais, fruta, iogurte (aqui chama-se curd) torradas, papas de aveia (o britânico porridge) e café, enquanto para as refeições principais optamos por comida indiana, que aqui tem sempre que ser pedida com picante, pois caso contrário é feita de forma a agradar ao paladar ocidental. Temos também experimentado alguns restaurantes de comida tibetana, que proliferam em Mcleod Ganj… uma boa surpresa.

Cascata perto de Bhagsu; devido à facil acessibilidade é local de passeio para os visitantes indianos, em especial aos fins-de-semana
Cascata perto de Bhagsu; devido à facil acessibilidade é local de passeio para os visitantes indianos, em especial aos fins-de-semana
deixando o tempo passar....
deixando o tempo passar….
A caminho da aldeia de Nadi... não atingimos o objectivo pois perdemo-nos por algum por algum trilho e fomos para a outro sitio.
A caminho da aldeia de Nadi… não atingimos o objectivo pois perdemo-nos por algum por algum trilho e fomos para a outro sitio.
Por Dharamkot
Por Dharamkot
A caminho de uma outra cascata, na parte norte de Dharamkot, que nos a uma caminhada de mais de duas horas.
A caminho de uma outra cascata, na parte norte de Dharamkot, que demorou mais de duas horas.
Pequena povoação a caminho da cascata, que mantem ainda as casas tradicionais desta zona, feitas em pedra e com telhados de xisto
Pequena povoação a caminho da cascata, que mantem ainda as casas tradicionais desta zona, feitas em pedra e com telhados de xisto
Cascata, onde o Bruno tentou mergulhar, antes de ter sentido a temperatura da água
Cascata, onde o Bruno tentou mergulhar, antes de ter sentido a temperatura da água
Montanhas perto de Dharamkot
Montanhas perto de Dharamkot
Dharamkot com o céu a ameaçar a trovoada que se aproximava
Dharamkot com o céu a ameaçar a trovoada que se aproximava
Jack and Jill when up the hill...
Jack and Jill when up the hill…*

* canção de embalar inglesa

6 Responses

  1. Teresa Furtado

    Que lindas paisagens 🙂 , o Bruno a mergulhar em água fria eheh não acredito, estão os dois giros e divertidos, bjs 😉

  2. Meus amigos, por onde é q vocês andam é incrivelmente lindo! Continuem que estão bem 🙂 Obrigado pela partilha de fotos e texto 😉

    • Hhehehe….obrigado Richard! 😉 neste momento a Katarina esta no Vipassana, eu não aguentei a pressão e sai passado 2 dias 😉 vou ficar por aqui mais dez dias a espera dela e depois seguimos para Manali, nas montanhas….Grande Abração daqui das Indias!!!

  3. moços, please tenham cuidado , ya
    carreguem fotos ya….sitios maravilha

  4. Catarina, gostaste da experiência de vipassana?

    • Olá Sandra! Realmente a experiência do vipassana foi muito intensa, mas como deves saber não consegui terminar. Já escrevi algumas coisas sobre isso, mas ainda não sei se as vou publicar no blog, pois parece-me um assunto pouco relevante para a maior parte das pessoas…. vamos ver. De qualquer das formas saberás mais detalhes: no blog ou por mail. beijinhos

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