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Stepping Out Of Babylon

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Irão

Kashan… jardins, mesquitas, palácios e hammam

Kashan apresenta-se como uma das cidades onde os principais locais de interesse turístico são mais facilmente acessíveis, todos situados a uma distância possível de se fazer a pé desde o centro da cidade, onde se concentram a maioria do alojamentos, com excepção do Bagh­e Fin que fica afastado cerca de seis quilómetros.

As Historical Houses – localmente chamadas de khan-e – são casas pertencentes a famílias abastadas, geralmente comerciantes. Em termos de arquitectura seguem o tipo de construção tradicional, em alvenaria de tijolo, rebocadas com uma argamassa argilosa que lhes confere um tom uniformemente acastanhado semelhante à paisagem que rodeia a cidade. Com dois ou mais pisos, desenvolvendo-se em volta de um ou mais pátios que ao centro apresentam sempre uma fonte ou um pequeno tanque, sendo a água um elementos sempre valorizado neste clima seco.

De acordo com a riqueza do proprietário, estas casas podem assemelhar-se a palácios, não só pela dimensão, com mais do que um pátio, como pela decoração e cuidado posto nos detalhes. De entre as várias opções existentes em Kashan, com quase todas as khan-e localizadas ao longo da Alavi Street, ou nas suas imediações, a escolha foi para a Abbasin House, construída no fim do século XVIII e que se encontra em óptimas condições, cujos motivos geométricos e florais que decoram as paredes, assim como as harmoniosas proporções dos vários edifícios, conferem uma especial graciosidade e leveza.

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

 

Khan-e Abbassin
Khan-e Abbassin

O Bagh­-e Fin, é um dos mais antigos exemplos dos tradicionais jardins persas, construído no final do século XVI, cuja estrutura em muito se assemelha a outros jardins construídos sob o domínio Mongol, depois destes terem invadido a Pérsia, existentes no norte da Índia, do qual o Taj Mahal é o mais popular exemplo, encontrando-se muitos mais em Kashmir.

Em termos de arquitectura estes jardins apresentam uma forma rectangular dividida ortogonalmente em quatro partes por estreitos canais de água, que se interceptam num tanque de forma quadrangular com uma fonte. Ao longo destes canais, bordejado por passeios encontram-se plantadas arbustos, flores e árvores num alinhamentos que realça a precisa e harmoniosa geometria do espaço, que é sempre amplo, sóbrio e minimalista, convidando ao recolhimento e introspecção.

No extremo oposto à entrada dos jardins situa-se a habitação principal, podendo contudo existirem outros edifícios, alpendres ou coberturas que oferecem um local para relaxar protegido do sol e saboreando a frescura inspirada pelo som da água que sai das fontes, e onde os tectos destas edificações são decorados com elaborados motivos florais e geométricos. A água tem sempre um papel especial na criação de uma atmosfera idílica.

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

Kashan_Bagh-­e Fin (Fin Garden)
Bagh-­e Fin (Fin Garden)

 

O terraço do Sultan Amir Ahmad Hammam é outro dos locais, para além do terraço do bazar, que proporciona uma vista sobre a cidade sendo o inicio do dia ou o por do sol as melhores altura para o visitar, evitando a luz demasiado intensa que se sente durante o dia. Mas é o interior do hammam que constitui o ponto forte desde local, onde depois de uma estreita sucessão de passagens e corredores se chega à primeira das duas principais salas do edifício: o vestiário (Sarbineh) e o balneário (Garmkhaneh).

No primeiro compartimento domina a decoração com azulejos, com o tecto coberto de pequenos mosaicos formando complexos e intrincados padrões geométricos que irradiam da claraboia que fornece luz natural ao espaço, que emana tranquilidade.

As paredes e tectos abobadados são decorados com motivos florais desenhados em relevo nas superfícies revestidas a gesso; azulejos formado padrões geométricos revestem a base de paredes e pilares, sobressaindo a cor azul.

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam
Sultan Amir Ahmad Hammam

 

Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop
Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop

 

Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop
Sultan Amir Ahmad Hammam rooftop

Muito perto da rotunda central de Kashan (Kamal Al-Molk Square), encontra-se a Agha Bozorg Mosque, cuja discreta localização no fim de uma estreita rua pode passar despercebida. A discreta entrada não dá a entender as proporções deste delicado edifício que para além de mesquita serve de madrasah (escola de teologia islâmica). O interior é delicadamente decorado e proporciona um ambiente calmo propício ao estudo das escrituras.

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

 

Agha Bozorg Mosque
Agha Bozorg Mosque

Agha Bozorg Mosque

Horário: 8 am – 8 pm

Free entrance

O bilhete para as Historical Houses (Khan-e Abbassin, Khan-e Tabatabei) e para o Sultan Amir Ahmad Hammam é sempre 150.000 rials.

É possível comprar um bilhete conjunto para o Hammam e para algumas das Historical Houses, sendo a recepção do Sultan Amir Ahmad Hammam o melhor local para pedir informações e esclarecimentos, fornecidos pelo prestável e diligente funcionário. Khan-e Abassin + Hammam ficou em 250.000 rials.

O Fin Garden fica fora deste “pacote”.

Bagh­e Fin (Fin Garden):

Horário: 9 am – 5 pm

        Ticket: 150.000 rials

Transportes:

O centro da cidade assim como os principais pontos de interesse ficam a uma curta distância dos dois alojamentos mencionados (Eshan House e Noglhi House), pelo que não é necessário recorrer a transportes públicos.

Para visitar o Bagh­e­Fin é necessário ir de autocarro ou táxi, cerca de 6 quilómetros do centro da cidade. Na Ayatollah Kashani Street, apanha-se o autocarro numero 327, e que tem a ultima paragem mesmo à entrada dos jardim.

Bus to Fin Gardens
Bus 327 to Fin Gardens

 

Bus stop to Fin Gardens
Bus stand to Fin Gardens at Ayatollah Kashani Street

Deambulando pelo bazaar de Kashan

O bazaar de Kashan foi uma agradável e inesperada surpresa, sobressaindo perante a antiguidade do bazar de Tabriz e do tamanho desmesurado do bazar de Tehran.

Nem demasiado grande que se torne confuso e cansativo, nem demasiado pequeno que se torne desinteressante, o Bazaar de Kashan apresenta-se de fácil orientação, muito concorrido em termos de visitantes mas nunca demasiado cheio para tornar a visita maçadora. Aqui encontra-se uma grande variedade de produtos, muitos tradicionais do Irão, não só os tapetes como também ouro e joias, perfumes, lãs, latoaria, trabalhos em madeira, artigos religiosas… para além de todos os produtos necessários ao quotidiano de quem aqui vive, sobressaindo as roupas e os tecidos, os lenços e os chadores.

As especiarias e os frutos secos são os produtos que se apresentam mais atractivos a um visitante não só pelos aromas e cores das várias pilhas de condimentos, mas em especial pela variedade de nozes, amêndoas, pistácios, pevides… ameixas, figos e as deliciosas tâmaras que aqui no Irão são “rainhas” existindo lojas especializadas somente na venda deste produtos.

O leite, tendo um papel importante na alimentação no Irão, apresentando-se especialmente em queijos, manteiga e iogurte, existindo lojas especializadas na venda deste tipo de produtos, cujo cheiro a lacticínios fermentados e as luzes frias que iluminam as arcas frigoríficas as torna fáceis de identificar.

Outras lojas de produtos alimentares também se encontram, vendendo sal, açúcar, mel, doces, arroz, leguminosas e demais mercearias, estando o comércio organizado por tipo de produtos ao longo das várias ruas que compõem o bazar.

Aqui e além surgem pátios cujo ao centro existe quase sempre um fonte, e que foram antigos caravanserais, ou seja locais onde comerciantes se reuniam para negociar, com condições para pernoitar e armazenar mercadorias, incluindo espaço para animais de carga, cavalos e camelos. Actualmente servem como espaços comerciais e são um optimo local para descansar ou mesmo beber um chá.

Mas entre a sequência de lojas, quase todas abertas para os corredores do bazar, encontram-se também mesquitas e por vezes hamams, locais públicos para banho, sauna e massagem que ainda são frequentados pela população local.

O tempo passa devagar e sem sobressaltos neste bazaar, onde os comerciantes esperam pacientemente pela chegada de clientes, sentados à entrada ou no interior da loja que muitas vezes se assemelha a um escritório, onde fotografias de antepassados atentam a antiguidade destes negócios de família, muitos especializados na exportação de tapetes.

Mas é em termos de arquitectura que este bazar sobressai. Deambulando pelos corredores repletos de lojas chegamos a um dos muitos caravancerais, mas de imediato percebemos que estamos perante algo de especial: o Khan Amin al-Dowleh Timche. O espaço formando um hall coberto, ao qual se acede por três entradas, apresenta-se espaçoso, de tecto alto decorado com um complexo padrão geométrico, em relevo, que com a luz natural que entra pela claraboia existente no seu centro produz um fantástico efeito parecendo elevar-se em direção ao céu deixando-nos cá em baixo.

No centro do Khan Amin al-Dowleh Timche encontra-se uma fonte de formato octogonal e a toda a volta do caravancerais alinham-se lojas que aprecem parados no tempo, com os seus artigos cobertos por uma uniforme camada de pó como que atestando a sua antiguidade.

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Khan Amin al-Dowleh Timche. Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

Mas este bazar ainda reservou mais uma surpresa: a visita o terraço. Com a intensão de ter uma vista sobre a cidade perguntei a um dos comerciantes como aceder ao terraço, que neste tipo de arquitectura do deserto é sempre plano a acessível. Fui encaminhada para uma estreitas escadas e conduzida ao longo de quase todo o bazaar, caminhando em sinuosos percursos, subindo e descendo rampas, vencendo degraus e desníveis, contornando abóbodas e caminhando sempre em direção ao sol, que em movimento acelerado se ia dirigindo para trás das montanhas.

Pelas várias aberturas de entrada de luz e de ar, surgem sons de rádios, vozes, música, conversas fragmentadas numa língua estranha… enquanto pombos pousados nos pontos mais altos da várias abóbodas parecem indiferentes à agitação comercial que domina os corredores do bazaar e as ruas envolventes que com a chegada da noite atingem o máximo de frenesi.

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

A não perder na visita ao Kashan Bazaar:

  • Khan Amin al-Dowleh Timche durante manhã
  • Pôr-do-sol no terraço do bazaar

Horário:

Este como os outros bazares do Irão abre por volta 9.30 horas, mas lentamente, pois nem todas as lojas cumprem escrupulosamente este horário, e prolonga-se até às 22.00 horas. Durante a hora do almoço, muito comerciantes optam por fechar as lojas, ou mantendo-se na loja aproveitam a diminuição do movimento de cliente para dormir uma sesta.

Mas as manhãs são sem dúvida a melhor altura do dia, quando as lojas já estão abertas mas ainda não há muito clientes; é também a altura em que se vê o maior movimentos dos transportadores de mercadorias que circulam velozmente pelos vários corredores, levando e trazendo bens num ritmo que contrasta com a calma dos visitantes.

Mas é ao fim do dia, depois das 5 horas, quando as temperaturas ficam menos quentes que o movimento atinge o seu auge, enchendo não só as ruas do bazaar como as artérias envolventes.

 

Transportes:

O bazaar encontra-se no centro da cidade, alcançável a pé desde as mais populares guest houses como a da Eshan House ou a Noglhi House.

Kashan

A chegada a cada nova cidade implica quase sempre o desafio de negociar com os taxistas o preço da viagem até ao centro da cidade, onde aparentemente parece existir uma conspiração para que não existam transportes públicos colectivos para fazer esta ligação, onde toda a gente se mostra inútil para prestar informações sobre este assunto e onde a negociação do preço parte sempre de uma posição desfavorável, com quem chega a desconhecer a localização do terminal de autocarros, a distância até ao centro nem os valores habitualmente cobrados.

Depois deste habitual stress, e da prova superada satisfatoriamente depois de árdua negociação, Kashan revelou-se uma cidade de pessoas sorridentes, descontraídas e dispostas a trocar cumprimentos e a treinar o inglês com as habituais perguntas sobre: país, nome, locais visitados, se estou a viajar sozinha, por quanto tempo, se gosto do Irão, etc…

Kashan surge no “mapa” turístico não só pela admirável arquitectura do bazaar, como também pelo Bagh­e­Fin, um dos mais antigos exemplos deste tipo de jardins persas, e pela elevada concentração das chamadas historical houses, que são requintados palácios construídos segundo a arquitectura tradicional da região.

A ruas estreitas entrincheiradas por muros altos pensados para proporcionarem o máximo de sombra, onde a espaços surgem portas que dão acesso a pátios, em volta dos quais estão dispostas as casas, baixas, sombrias e de pequenas janelas, e os tons ocre que cobrem as paredes e coberturas do reboco feito de argila vêm lembrar-nos quão perto estamos do deserto. Torres de ventilação, engenhosos sistemas que permite ventilar as casas com ar fresco, sobressaem da homogénea volumetria da cidade, dominada por casas de dois ou três pisos, onde os terraços formam um manto que se estende até às montanhas que circundam parte de Kashan.

A estadia na cidade de Kashan com a sua tranquila vibe, pessoas amigáveis e lugares interessantes para visitar, a maioria dos quais situados a curta distância e fáceis de alcançar, foi agradável e descontraída, com a simpatia e a atmosfera dominante na Khan-e Esahnb guest house a contribuir bastante para este sentimento.

Kashan
Kashan
Kashan bazaar
Kashan bazaar

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Bakery at Kashan
Clientes esperam pelo pão numa das muitas padarias que se encontram pela cidade em Kashan, nem todas produzindo o mesmo tipo de pão; nesta o pão é cozinhado sobre pequenos seixos que depois se vão soltando quando o pão sai do forno e é deixado a arrefecer sobre uma rede metálica

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Sapateiro nas ruas de Kashan
Sapateiro nas ruas de Kashan

 

Kashan
Kashan

 

Kashan
…fim do dia de aulas!

 

Kashan
Kashan

Alojamento:

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

Fazel-e Navaghi street (do lado oposto da Agha Bozorg Mosque)

+98361 444 6833

www.ehsanhouse.com

Dormitório com 6 camas, mas muito espaçoso, por 500.000 (negociando foi possível baixar para 400.000 rials) com pequeno-almoço incluído em estilo buffet (fruta, pão, ovo, queijo, manteiga, doces, mel e chá). Boas casas de banho e chuveiros.

Boa localização, a meio caminho entre o bazar e as Historical Houses.

Free Wi-fi.

Dorm at Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Dorm at Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

 

Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)
Eshan Historical Guest House (Khan-e Esahn)

Outra opção é a Noglhi House, muito perto da Eshan House, seguindo pela rua do lado esquerdo da Agha Bozorg Mosque, seguindo as pequenas setas que identificam a guesthouse que se encontram nas paredes; pratica os mesmos preços e que se apresenta igualmente agradável.

Onde comer:

Para vegetarianos e não só, a tradicional sopa ash-e reshteh na Bab Afzal Street é uma deliciosa opção assim como uma possibilidade de interação com a população local; caminhado desde a Kamal-al-Molk Square, este pequeno restaurante fica do lado direito, sendo preciso caminhar um pouco; a melhor opção é ir perguntando aos comerciantes, pois toda a gente sabe indicar este local.

Como o espaço é minúsculo, a necessário partilhar uma das duas mesas existentes no local. A refeição custa 20.000 rials (uns 0.50€) e é servida numa quantidade considerável.

 

ash soup at Kashan
ash-e reshth soup at Kashan

 

ash soup at Kashan
ash soup at Kashan

 

Transportes:

Para chegar a Kashan a melhor opção são os autocarros, existindo muita oferta durante todo o dia, pois esta cidade fica na rota entre Tehran e Esfahan.

A viagem demora perto de 4 horas.

O bilhete custou 125.000 rials em VIP.

Do centro da cidade para o terminal de autocarros, o único, a solução encontrada foi o táxi, que custa 50.000 rials, pois aparentemente não existem autocarros públicos a fazerem esta ligação.

Situada a cerca de 80 quilómetros de Kashan, fica a aldeia de Abyaneh que é uma popular day trip, mas dada a ausência de transportes públicos a viagem tem que ser feita de táxi, o que coloca este destino fora da “rota”. As guest houses em Kashan organizam tours ou em alternativa pode-se usar um dos shared-taxis que seguem em direcção a Esfahan.

Masuleh e as montanhas

A chuva cai constante e abundantemente lá fora, ocultando os sons da natureza e das pessoas que se vêm obrigadas a refugiarem-se perante o desconfortável clima. Mas esta ausência de sons, trás um momento de calma ao espírito, uma forma de introspecção.

Com o abrandar da chuva, volta o cantar do galo, o chilrear dos pássaros e o palrar das pessoas, em sons que chegam do vale e que vão subindo pela encosta, por entre árvores que vão perdendo as folhas deixando um manto castanho amarelado pelo chão, lembrando-nos a chegada do Outono.

Masuleh é uma pequena aldeia situada nas encostas do Mount Talesh, na Provincia de Gilan, a cerca de 380 km de Tehran, onde a paisagem típica do Irão, árida e seca, dá lugar a florestas cobertas de verde, numa atmosfera rural que é uma bálsamo a quem vive nas grandes cidade ou a quem chega de Tehran. As casas, uniformemente de cor de argila, estão dispostas ao longo da encosta, separadas por estreitas ruas e escadarias, onde nem automoveis nem motas têm acesso, o que torna o ambiente mais calmo e relaxante. Numa engenhosa arquitectura, os telhados das casas, construídos de forma a criar uma superfície plana, onde o que parece ser uma rua ou um passeio é ao mesmo tempo o telhado da casa que se situa na rua abaixo.

Aqui, apesar da pouca altitude, pouco mais de 1000 metros, o clima muda bastante em relação às planícies antes percorridas, sentindo-se claramente o chegada do Inverno, não só pelo nevoeiro e pela chuva que form uma constante nestes dois dias, mas também pelas temperaturas, que de noite descem bastante obrigando a adequada roupa de Inverno, mesmo no inicio de Outubro.

Masuleh, com a sua pequena população não muito superior a 500 habitantes, não tem muitas atrações para além da original e invulgar mesquita e do passeio pelas ruas do bazar, onde as lojas oferecem produtos locais, desde artesanato, a chá e ervas medicinais.

Mas o lento ritmo da vida na aldeia e o contacto com a natureza que tornaram a estadia nesta aldeia numa agradável memória.

Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
casa de chá local, onde também de manhã é servido o pequeno-almoço tradicional, ovos mexidos com molho de tomate picante, que é acompanhado com pão e chá. Masuleh
Casa de chá local. Masuleh
Masuleh
Masuleh
Ash
Ash cozinhado num dos restaurantes do bazaar em Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh
Masuleh

Alojamento:

Apesar de existirem alguns hoteis, a solução mais comum é recorrer ao alojamento local, os os habitantes alugam quartos ou mesmo casas. Os preços são negociáveis mas dificilmente se consegue um quarto para duas pessoas por menos de 600.000 rials (com cozinha e casa-de-banho), sendo frequente valores entre os 800.000 e 1.000.000 rials por um quarto duplo. Os preços variam em função da maior ou menos procura, pelo que fins-de-semana e o verão são períodos mais concorridos onde Masuleh atrai visitantes, muitos vindos de Tehran, que fogem às altas temperaturas, procurando refugio no ar fresco das montanhas.

alojamento traditional em Masulh
alojamento traditional em Masuleh

Onde comer:

Existem muitas opções nesta pequena vila, quase todas servindo kebab, nas variantes de frango e carne de vaca.

Em alternativa é possível encontrar a sopa ash, à base de legumes e noodles, que é uma reconfortante opção perante a ar frio da montanha .

O mirza ghasemi, um prato típico da região de Gilan feito à base de beringela assada que depois é esmagada e cozinhada com tomate e cebola, tornando-se juntamente com o ash são dois dos pratos vegetarianos da cozinha iraniana que são mais fáceis de encontrar em restaurantes.

Pequeno almoço em Masuleh
Pequeno-almoço tradicional, ovos mexidos com molho de tomate picante, que é acompanhado com pão e chá.

A passagem por Fouman torna obrigatória a paragem numa das dezenas ou mesmo centenas de lojas que produzem e venda um doce tradicional desta região, o Koloocheh, biscoito recheado com uma pasta açucarada. E é sem duvida o principal motivo que leva tanta gente a parar em Fouman. Vale a pena perguntar pela melhor fábrica destes bolos, que segundo o taxista que nos transportou, fica situada numa das rotundas da cidade e onde as pessoas fazem fila enquanto esperam que os Koloocheh saiam do forno.

Famosa fábrica de Koloocheh em Funam
Famosa fábrica de Koloocheh em Founam, onde as pessoas fazem fila para comprar estas bolachas acabadas de sair do forno
Koloocheh, doces tradicionais de Funam, e que fazem desta povoação ponto de paragem obrigatório de quem visita a região de Gilan
Koloocheh, doces tradicionais de Fouman, e que fazem desta povoação ponto de paragem obrigatório de quem visita a região de Gilan

Transportes:

Masuleh situada a cerca de 380 km de Tehran é facilmente acessivel por autocarro, existindo contudo dois itenerários possiveis:

Para quem vem de Tabriz: Tabriz – Qazvin – Rasht – Masuleh

Para quem vem de Tehran: Tehran – Fouman – Masuleh

De Tehran a Fouman são cerca de 5h de autocarro, custando 150.000 rials em normal bus. Os autocarros iniciam o serviço bem cedo pela manhã

De Fouman a Masuleh, existem duas hipóteses: mini-bus 17.000 rials ou shared-taxi, 350.000 rials (preço para 4 pessoas), ambas as opções têm os valores afixados em placares à saída de Masuleh, se bem que o valor inscrito em numeração ocidental não está actualizado.

É possível que o bus não pare no terminal de autocarros de Fouman, deixando os passageiros na estrada principal, onde alguns taxis esperam. Daqui é necessário usar o taxi para chegar ao Terminal de Bus de Fouman, cuja distância não mais do que 3 km, devendo o preço ser negociado, e se possivel usar um shared-taxi. Caso o taxista insista em ir directamente para Masuleh, argumentando que não há mini-buses, convem insistir pois a diferença de preço é significativa e existem autocarros todo o ano com excepção do Inverno em que a neve bloqueia a estrada.

Preços de mini-bus e shared-taxis de Masuleh para Funam, afixada à entrada da aldeia de Masuleh
Preços de mini-bus e shared-taxis de Masuleh para Fouman, afixada à entrada da aldeia de Masuleh

Teerão… dos bazares às secret parties

Teerão (Tehran) com os seus mais de 16 milhões de habitantes (incluindo subúrbios), e ar pesado e poluído pelo escapes dos veículos que entopem as principais artérias da cidade mostra-se pouco atractiva para a maioria dos visitantes que somente aqui ficam o tempo mínimo necessário à chegada e à partida do país.

De facto pelo tamanho e dispersão, a cidade de Teerão é pouco convidativa a deambulações, e os principais locais de interesse encontram-se afastados. Contudo a rede de Metro cobre grande parte da cidade, revelando-se eficaz e de fácil orientação.

A estadia foi na parte norte da Tehran, perto de Tajrish, onde a cidade começa a subir as encostas das colinas circundantes, disfrutando de uma atmosfera mais ventilada e menos poluída em comparação com a zona mais a Sul, onde se situa o Grand Bazaar. A zona norte da cidade apresenta-se mais moderna e liberal, onde os chador são menos populares e os lenços que cobrem o cabelo, revelam mais do que o que escondem.

Na Tajrish Square inicia-se a maior rua do Médio Oriente, a Valiasr Street, com mais de 17 quilómetros de extensão, desenvolvendo-se na direção Norte-Sul até à Rahahan Square, dividindo a cidade ao meio. Mandada construir pelo Shah Reza Pahlavi, mudou de nome depois da Revolução Islâmica de 1979, é actualmente um dos principais locais de comércio da cidade, atraindo muitas lojas de marcas internacionais. Aqui, não longe da Tajrish Square encontra-se o Cinema Museum, que para apresenta uma seleção de filmes do circuito mais alternativo e é circundada por um agradável jardim que faz esquecer o incessante movimento automóvel que passa junto aos seus portões.

O Grand Bazar de Teerão apresentou-se, como o nome indica “grande”, de facto demasiado grande, disperso e de difícil orientação, numa sucessão de edifícios modernos e incaracterísticos, onde a maior parte da área é ocupada por lojas de roupa ao estilo “made in china”, mostrou-se pouco interessante e com uma certa falta de carácter.

Contudo, não muito longe encontra-se um outro tipo de comércio, numa sucessão de pequenas lojas organizadas e alinhadas ao longo da na Marvi Street, onde se podem encontrar uma grande variedade de produtos importados, desde alimentação, vestuário, óculos de sol, cosmética, perfumes, etc… mostrando outra faceta do comércio local.

Ao longo da rua que dá acesso à entrada principal do bazar, a 15 Khordad Avenue (Metro Sation: Panzdah-e Khordad), vai-se enchendo de movimento e a agitação que vai aumentando ao longo da manhã, com vendedores ambulantes apregoando os seus produtos, carregadores levando e trazendo mercadorias e centenas de pessoas fazendo compras, criando um ambiente animado, onde há sempre tempo para fazer uma pausa para saborear um gelado.

Mas uma visita a esta capital teve o travo de aventura com a inesperada oportunidade de “entrar” numa das famosas secret parties, que tornam esta cidade famosa; num pais em que o álcool, discotecas e muita coisa é proibida, estas festas organizadas em apartamentos são o libertar de todas estas regras. Um ambiente antagónico ao que se vive em público, em que o álcool corre livremente, o ambiente é de eufórica festa e onde as mulheres, deixando de lado o pesado “dress code” islâmico, vestem roupa mais ousada, exibem os penteados e pesada maquilhagem.

Teerão, uma cidade cheia de contrastes entre a tradição muçulmana e modernidade de uma metrópole, merece uma visita mais detalhada, pois como qualquer grande cidade, mantem os seus encantos escondidos de quem por aqui não se demora.

Tajrish Bazaar
Tajrish Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Tehran Grand Bazaar
Valiasr Street
Valiasr Street
Tehran
Tehran
Esculturas nos jardins do Cinema Museum de Tehran
Esculturas nos jardins do Cinema Museum de Tehran

Transportes:

Para quem vem de Tabriz, a chegada a Teerão é no Terminal-e-Qarb (perto da Azadi Square fácilde identificar pelo gigantesco arco), e daqui existe ligação à rede de Metro (Meydan-e Azadi – Yellow Line).

Para destinos a sul, como Kashan, Esfahan, Yazd… os autocarros partem do Terminal-e- Jonub, situado na parte Sul da cidade, também acessível por Metro (Terminal-e- Jonoob – Red Line)

Mas atenção, Teerão dispões de 4 terminais de autocarros de longo-curso, destinados a diferentes regiões do país, pelo que convém obter informações precisas sobre qual o terminal adequado:

  • Qarb Terminal (Terminal-e-Qarb) 

Address: Qarb passenger terminal, Azadi Sq.

  • Jonoob Terminal (Terminal-e- Jonoob)  

Address: Jonub passenger terminal, Mohammad Bokharaie St., Shoosh St.

  • Shargh terminal (Terminal-e-Shargh)

Address: Shargh passenger terminal, Damavand St., Tehranpars

  • Beihaghi Terminal

Address: Beyhaghi passenger terminal, Arjantine Sq.

Para quem chega ou parte de avião, a rede de Metro também tem acesso ao Mehrabad Airport mas não ao Imam Khomeini International Airport, o principal aeroporto da cidade.

Theran Metro
Theran Metro
Bus Terminal-e Qarb; entrada da estação de Metro
Bus Terminal-e Qarb; entrada da estação de Metro

 

Tehran Metro Map
Tehran Metro Map

Alojamento:

Na acolhedora casa de uma amiga, saboreando a generosa hospitalidade de uma família Iraniana…. sorte!

Onde comer:

Como qualquer grande cidade, em Tehran encontra-se um pouco de tudo em termos de restaurantes, que para além dos tradicionais kebaks, tem muito mais para oferecer não faltando as opções de comida internacional.

Na visita ao Grand Bazaar, não pode faltar um dos mais populares locais para comer falafel; fica na Naser Khosvo, junto à esquina com a Marvi Steet, e por volta da hora do almoço os clientes fazem fila. O local não tem mesas, somente servindo os falafel no pão, em sistema de take-away, pelo que a pequena praça em frente serve de local de eleição para saborear esta versão iraniana deste típico snack árabe.

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popular loja de falafel, na Naser Khosvo, junto à esquina com a Marvi Steet

Outra opção é a tradicional sopa iraniana, ash, feita à base de grão, feijão, lentilhas e alguns legumes, formando um caldo espesso e aromático. Umas das melhores destas sopas foi algures na Valiasr Street, na zona de Tajrish, onde flocos de cebola frita e um creme de sabor ácido semelhante a natas…

Ash, sopa iraniana à base de logominosas e legumes
Ash, sopa iraniana à base de leguminosas e legumes
Ash at Valiasr Street
Ash at Valiasr Street

Entre Tabriz e Teerão… on the road again!

“everything happens for a reason”… e assim aconteceu! Depois de Tabriz o destino seguinte seria a vila de Masuleh, situada nas montanhas onde o clima húmido transforma a paisagem seca e ocre numa verde floresta.

Ao longo de mais de quatro horas, foram deslizando paisagens quase desérticas de vegetação, onde a estrada de longas e planas rectas é o único vestígio da presença humana. Planícies imaculadas, interceptadas por leitos de rios secos, interrompidas por pequenas e suaves colinas, que quando se aproximam exibem textura argilosas, de cores suaves, variando dos beges aos castanhos, dos cinzentos aos tons avermelhados. Esporadicamente surge uma povoação de casas construídas em tijolo cuja côr dificilmente se distingue da paisagem envolvente, que mantém o mesmo aspecto desértico.

Mas quis o destino trocar as voltas aos planos traçados pelo “Homem”, fazendo com que o motorista do autocarro que fazia a ligação entre Tabriz e Teerão, se tenha esquecido de me deixar numa paragem intermédia, Qazvin onde teria ligação com outro autocarro com destino a Masuleh. O erro somente foi detectado à chegada aos arredores da grande capital, onde já não havia hipótese de retorno para Qazvin.

Encontrei-me assim inesperadamente no gigantesco terminal de autocarros, numa cidade com mais de 15 milhões de habitantes, uns dias antes do previsto, sem preparação, sem planos, sem mapa e sem rumo.

Mas acreditando que tudo acontece por uma razão, esta foi a forma de me encontrar com uma amiga, com quem mais tarde partilhou comigo a viagem até Masuleh, tornando este itinerário especial no percurso da viagem pelo Irão. Um encontro precipitado pelos desenrolar dos acontecimentos mas que foi um bálsamo para os solitários e cinzentos dias passados em Tabriz.

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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran
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Tabriz – Tehran

Transportes

A viagem Tabriz – Teerão demora cerca de 4 horas, podendo-se prolongar caso a chegada a Teerão coincida com a hora-de-ponta que implica grandes congestionamentos rodoviários.

Do Tabriz Bus Terminal (o único existente na cidade para viagens de longo curso) partem autocarros mais ou menos a todas as horas, existindo diversas empresas a fazer esta ligação. Os primeiros autocarros partem pelas 6h da manhã e o ultimo pelas 24h.

Bus ticket custa 155.000 rials.

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Tabriz – Tehran

Os autocarros no Irão são uma óptima opção em viagens de longa distância, existindo serviços regulares, com boa frequência entre as principais cidades: Tabriz, Tehran, Esfahan, Shiraz, Yazd, Mashad, Kerman, Bandar Abbas… à medida que nos afastamos deste itinerário os serviços vão escasseando na oferta em termos de horários e por vezes na qualidade dos autocarros.

As principais estradas são boas, planas e com poucas curvas, quase sempre com duas faixas de rodagem, tornando a viagem confortável; contudo as bandas sonoras existentes amiúde podem ser incomodar bastante durante o sono. Nas zonas montanhosas, como o Curdistão, ou próximo do Mar Cáspio apresentam-se mais sinuosas, mas em geral com bom pavimento.

O preços são muito atractivos, com viagens entre as principais cidades a custarem entre 100.000 e 200.000 rials (aproximadamente entre 3 e 5€; valores de Out.2015).

O preço varia em função dos quilómetros e do tipo de serviço: normal ou VIP, não variando significativamente em função da empresa de transportes.

No serviço VIP, é fornecido um pequeno snack (bolachas, bolo, chocolate e sumo empacotado); no serviço normal por vezes chá e água.

Quando a viagem coincide com o horário das refeições e frequente a paragem para refeições.

Os autocarros VIP têm somente 3 passageiros por fila, com largos e confortáveis cadeiras que mais parecem sofás, com apoio de braços, reclináveis e algumas com apoio que permite elevar os pés. Recomendável para viagens nocturnas pois o preço não significativamente mais elevado.

Os autocarros de serviço Normal têm 4 passageiros por fila, geralmente sem apoio para braço entre assentos.

Em qualquer das opções o espaço entre cadeiras é generoso, permitindo esticar as pernas sem problemas mesmo para pessoas mais altas.

Todos têm ar-condicionado, que não sendo muito intenso consegue oferecer conforto.

Caso se pretenda fazer a viagem de longa distância de noite (com 5 ou mais horas de duração) é recomendável confirmar o horário de partida do ultimo autocarro, e se possível compra o bilhete com antecedência, de pelo menos um dia.

Épocas festivas como a Nowruz – passagem de ano que de acordo com o calendário Persa – que coincide com o início da Primavera, são alturas em que os bilhetes de autocarro, comboio e avião esgotam facilmente, pelo que viajar no Irão durante está época implica um planeamento cuidadoso.

Quando o número de passageiros não é muito elevado, é frequente diferentes empresas unirem esforços e juntarem os passageiros num único autocarro, o que pode atrasar um pouco a partida e consequentemente a chegada, se bem que os atrasos não são geralmente mais do que meia-hora.

Paragens à saída das cidades para recolher passageiros (e esporadicamente mercadoria) são também frequentes nas viagens diurnas, mas praticamente inexistentes nas viagens de noite.

VIP Bus Tabriz - Tehran
VIP Bus Tabriz – Tehran
Normal Bus Esfahan - Shiraz
Normal Bus Esfahan – Shiraz
VIP bus Yazd - Kerman
VIP bus Yazd – Kerman
Normal Bus Maku - Tabriz
Normal Bus Maku – Tabriz

Tabriz: os tapetes e o bazar

Tabriz foi a primeira paragem num itinerário de um mês pelo Irão, cabendo-lhe a pesada responsabilidade ao criar uma primeira impressão de um vasto e diversificado país, que se estende desde o Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, da Turquia ao Afeganistão, do Iraque ao Paquistão, fazendo ainda fronteira com o Turquemenistão, a Arménia e o Azerbaijão.

A cidade de Tabriz, que chegou a ser capital do Irão, mas dada a sua posição geográfica que a formava muito vulnerável aos ataque do Império Otomano, é actualmente capital da província do Azerbaijão, onde uma significativa parte da população é Azevi, constituindo o maior grupo étnico do Irão.

Tendo sido um ponto de paragem obrigatório na Rota da Seda, é ainda hoje um dos mais antigos bazares do Médio Oriente, e o maior bazar coberto do mundo, continuando a ter um papel fundamental na actividade comercial do país, em especial pelo comércio de tapetes… os lendários tapetes persas!!

O bazaar é claramente dominado pelo comércio de tapetes, que se apresentam em lã ou em seda, com motivos geométricos ou florais, com retratos ou com inscrições religiosas, negócio pelo qual Tabriz tem fama mundial. E paralelamente à venda de tapetes existem um grande diversidade de lojas que estão associadas a sua produção, como a venda matéria-prima para a sua execução, tanto os fios de algodão que servem de trama, como a lã com que são tecidos a maioria dos tapetes.

Mas apesar de grande parte da área ser dedicada aos tapetes, o Bazaar de Tabriz tem muito muito mais para oferecer: zonas dedicadas à venda de tecidos e roupa, onde sobressaem os lenços para cobrir a cabeça, que aqui se encontram num numero infindável de variações. Por vezes somos atraídos pelo cheiro das especiarias, pelo ouros dos potes de mel, pelo brilhos das tâmaras, passas, ameixas e demais frutos secos, pelas pilhas de nozes, amêndoas e pistácios… numa generosa e infindável variedade.

A visita à Kabud Mosque, a chamada Mesquita Azul (100.000 rials), apesar do peso da antiguidade que envolve o edifício construída em 1465, revelou-se pouco interessante. Ark-e Alishah, um arco gigantesco e maciço que se impõem no centro da cidade pouco tem para oferecer. Perdida no meio do intricado labirinto de ruas que compõem o bazaar encontra-se a Jameh Mosque, cujo interior oferece silêncio e conforto, em oposição à agitação envolvente, onde os carregadores empurram carros-de-mão, trazendo e levando mercadorias em ritmo acelerado, num vai-e-vem que somente acalma com a hora de almoço.

Uma cidade com longa história, onde o bazaar é o centro das atenções merecendo mais do que uma vista: diferentes horas do dia oferecendo, diferentes cambiante de luz, diferentes ritmos, diferentes pulsares como se o bazar fosse um organismo vivo.

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

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Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

 

Jameh Mosque junto ao Bazaar de Tabriz
Jameh Mosque junto ao Bazaar de Tabriz

 

Bazaar de Tabriz
Bazaar de Tabriz

Saindo do centro da cidade, a visita a zona envolvente à Valiasr Square, revelou uma outra faceta, mais moderna e cosmopolita, com sofisticadas lojas, cafés, restaurantes e pastelarias. Uma Tabriz mais abonada, onde a forma de vestir, mais descontraída e colorida, revela num ambiente menos conservador.

Zona junto à Valiasr Square
Zona junto à Valiasr Square

Os quatro dias passados em Tabriz serviram como adaptação a uma outra cultura, para perceber regras de comportamento social, onde a segregação entre sexos autocarros e outros locais públicos é rigorosamente respeitada, onde o uso do lenço a cobrir a cabeça, não é só obrigatório na rua, sendo indispensável numa também dentro das guest houses. A forma de vestir, em especial para as mulheres requer também alguma atenção, que não se limitando somente ao uso do lenço, incluindo mangas compridas, roupa larga e pernas cobertas… contudo as regras são sempre mais flexíveis para os estrangeiros. Uma adaptação também à alimentação, onde a carne domina a maioria da comida servida em restaurantes. Foi também tempo para a adaptação ao dinheiro, onde os “zeros” dominam o valor das notas, onde quase nada se compra com menos do que 1000 rials e onde a troca de uma nota de 50 euros faz de nós detentores de mais de um milhão de rials.

Tabriz. Ferdorosi St.
Tabriz. Ferdowsi St.

 

Posto de Turismo:

O posto de turismo de Tabriz, situado num primeiro andar de um dos edifícios existentes na zona pedonal que serve de entrada principal para o bazaar, é um ponto de paragem obrigatório para quem visita a cidade, onde os simpáticos e prestáveis funcionários providenciam todo o tipo de informações, seja desde excursões (organizadas pelo posto de turismo), a locais de troca de dinheiro, aurocarros públicos pra os diferentes locais a visitar (incluindo para o Terminal de Bus de Tabriz), restaurantes, etc…

Tabriz pode ser a base para visitas de um dia pelas regiões vizinhas, destacando-se Kodovan, uma cidade cujas casas são construídas na rocha, e que dada a semelhança com a recentemente visitada Cappadocia não foi eleita no itinerário.

 

Posto de Turismo de Tabriz
Posto de Turismo de Tabriz

 

Posto de Turismo de Tabriz. Horário
Posto de Turismo de Tabriz. Horário

 

Alojamento:

Na zona central da cidade, entre a entrada principal do bazaar e a Imam Khomeini Street encontra-se a Ferdowsi Street, onde se concentra um grande numero de guesthouses, com preços mais baratos. Existem quartos individuais, duplos ou partilhados, mas geralmente com casa de banho partilhada. Os preços variam bastante, em função das condi (com quartos sem janelas), e dempezaa de cams por quarto vairai Bus de Tabriz), restaurantes, etc…ções oferecidas em termos de ventilação (com quartos sem janelas) e de limpeza, pelo que vale a pena ver alguns quartos e comprar os preços antes de tomar uma decisão.

A escolha foi para o Hotel Mashad, que não sendo o melhor preço apresentou-se limpo e arejado, apesar das dimensões mínimas do quarto. Frequentado essencialmente por homens e por uma ou outra família esporadicamente.

 

Hotel Mashhad

Ferdowsi Street

Quarto Individual: 250.000 Rials + 60.000 shower (hamam)

Free wi-fi

Almost no english spoken.

Mashhad Guest House
Mashhad Guest House

 

Mashhad Guest House
Mashhad Guest House

 

Onde comer:

Uma das opções muito populares em termos de street food encontradas em Tabriz formam as batatas assadas, que esmigalhadas sobre um pedaços de pão, às quais se junta ovo cozido, tomate e algumas ervas frescas, formam um rolo.

Pelas ruas do bazar encontram-se alguns vendedores de batatas doces e outros tubérculos cozinhados numa calda de açúcar, que mantida quente liberta um nuvem de vapor de aroma adocicado.

No interior do bazar existem também alguns restaurantes, mas dado o carácter labiríntico do espaço, onde não é fácil a orientação, encontrar estes locais fica um pouco ao sabor do acaso ou entregue à sensibilidade olfativa.

Snack de rua em frente à entrada principal do bazaar
Snack de rua em frente à entrada principal do bazaar

Transportes:

Bus para Valiasr Square: numero 159; a paragem fica rua em frente à entrada principal do bazaar Jomhuriye Eslami Street.

Bus para o Terminal de Autocarros de Tabriz (long distance buses): número 104; a paragem fica na Amir St, uma rua perpendicular à Ferdowsi St.

Aparentemente é necessário ter um cartão para viajar nos autocarros urbanos, que é validado eletronicamente em cada viagem à entrada do autocarro. Mas é possível pagar directamente ao motorista, entre 500 a 1000 rials; no caso da mulheres a situação é mais complicada pois depois de entrar pela porta da frente e pagar o bilhetes, é necessário sai e voltar a entrar pela porta de trás para ceder à zona reservada a mulheres. Muitas das vezes o motorista não cobrou bilhete… talvez para facilitar as coisas, talvez por ser estrangeira…?!?!?

Como atravessar a fronteira Gurbulak–Bazargan (Turquia/Irão)

Devido a problemas na zona Este da Turquia, resultantes dos conflitos entre a comunidade Curda e o Governo Turco, o comboio que geralmente circula entre Ankara e Teerão, o Trans-Asia Express, foi temporariamente cancelado, não havendo data prevista para voltar a circular (informaentre a comunidade Curda e o Govtar a circular. )informaante dos conlitos entre a comunidade Curda e o Goberno Turco, o comboio ções de Setembro 2015). Para mais informações consultar a página: http://www.seat61.com/Iran.htm#train

Contudo a fronteira Kapıköy-Razi, na região Turca de Van, pode ser alcançada de autocarro sem problemas.

 

Outra popular e fácil rota é a fronteira mais a Norte, próximo da Arménia: Gurbulak–Bazargan, tendo esta sido a opção adoptada para a entrada no Irão.

 

Erzurum – Doğubayazıt

A cidade de Erzurum não apresenta muito atractivos, com exceção das montanhas que rodeiam a cidade, e que em poucos meses se irão cobrir de neve, atraindo adeptos do ski.

Apesar disto Erzurum pode ser um ponto de paragem necessário para chegar a Dogubayazit, ultima cidade Turca antes da fronteira com o Irão.

A partir daqui há bus para Dogubayazit, várias vezes por dia, mas é aconselhável sair no início da manhã, pois a viagem até Doğubayazıt leva cerca de 3.5 horas, o que permite chegar a tempo para visitar o Palácio Ishak Pasha que fecha às 17:00.

O bilhete deve ser comprado com antecedência, tanto directamente no terminal de bus (situado a poucos quilômetros longe da cidade e que obriga a uma viagem de taxi) num dos agentes de venda de bilhetes de autocarros, existentes na Nazik Çarsisi Caddesi, uma das ruas perpendiculars à avenida central da cidade, a Kongre Caddesi.

O bilhete custa 30 TL.

 

Doğubayazıt – Gurbulak

Doğubayazıt é a última cidade antes da fronteira.

Aqui é recomendável para passar a noite, para iniciar a viagem ao Irão durante a manhã e evitar chegar a Tabriz demasiado tarde. Tendo saído de Doğubayazıt às 9h30 da manhã somente cheguei a Tabriz pelas 20h.

A cidade é pequena e de fácil de orientação. Os autocarros vindos de Erzurum e de outras cidades param na rua principal. Deste pequeno terminal, são 5 minutos a pé até o escritório/loja de onde partem as mini-vans (dolmus) para a fronteira.

O serviço de mini-vans começam às 7 h da manhã, e saem de Doğubayazıt assim que ficam cheios; a viagem até a fronteira demora cerca de 35 minutos.

Os bilhetes custam 7 TL.

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loja/escritório que vende bilhetes para os dolmus (mini-vans) que fazem o serviço de passageiros até à fronteia
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Rua em Doğubayazıt de onde partem os dolmus para Gurbulak, onde se situa a fronteira Turquia-Irão
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preços da viagem de dolmus, ainda com os valore antigos de Libras Turcas

 

Fronteira Turquia-Irão (Gurbulak- Bazargan)

Apesar da longa fila de camiões, poucas são as pessoas que atravessam esta fronteira, chegando praticamente todas no mesmo dolmus.

Depois de mostrar seu passaporte e visto Turco (o visto impresso) e de se receber o carimbo de saída, é necessário passar para o edifício contiguo onde se situam os serviços de imigração Iranianos.

Esta é a altura em que as mulheres devem colocar o lenço cobrindo a cabeça, não sendo necessário tapar a totalidade do cabelo, para não-muçulmanas.

No lado iraniano é preciso mais tempo para os estrangeiros, pois o passaporte é examinado com detalhe e são feitas algumas perguntas sobre o motivo da viagem e locais a visitar… basta fornecer o itinerário clássico sem entrar em grandes pormenores (Tabriz, Teerã , Esfahan, Yazd, Shiraz…) facilitando a tarefa ao funcionário de serviço.

Depois de carimbado o passaporte e de se atravessar uma porta automática, estamos oficialmente no Irão, onde de imediato avistamos um grupo de homens, que em tom amigável nos fazem perguntas sobre a nossa origem e nos convidam a sentar para tomar um chá. Aqui, de acordo com algumas informações disponíveis na net, existem dois funcionários que são boas fontes de informações sobre o país.

Mesmo à porta dos serviços de imigração, tanto do lado Turco como do lado Iraniano, encontram-se várias pessoas que se oferecem para trocar dinheiro, Libras Turcas, Euros, dólares, Libras… e argumentam que mais tarde não é possível trocar as Libras Turcas, o que é falso, pois podem ser trocadas em Bazargan, e os taxistas do lado Iraniano aceitam TL até ao terminal de autocarros de Maku.

Caso se esteja à vontade com a aritmética, com o valor das notas Iranianas, e em fazer negócios de troca de dinheiro na rua, rodeado de pessoas falando uma língua que nos é estranha, este pode até ser um bom negocio, mas a opção foi espera até chegar a Bazargan.

Atenção à mudança de fuso horário no Irão, onde é 1.5 horas mais tarde do que na Turquia.

Turkey-Iran border (Gurbulak–Bazargan)
Turkey-Iran border (Gurbulak–Bazargan)

 

Bazargan – Maku

Após sair do edifício dos serviços de Imigração é necessário caminhar cerca de 3 km ou tomar um táxi até à pequena povoação de Bazargan, que não é muito mais do que uns edifícios alinhados ao longo da estrada com lojas, restaurantes e pequenos escritórios, onde você pode trocar dinheiro. Não há indicações claras de lojas de câmbios, mas basta perguntar por “exchange” e logo surge alguém que nos encaminha para um escritório ou loja.

As taxas não são as mais favoráveis, e são mais ou menos as mesmas nos vários locais de câmbio. Basta trocar uma pequena quantia necessária para chegar ao próximo destino, Tabriz ou Teerão, onde se conseguem melhores negócios. Aqui também se trocam dólares e euros.

Táxi partilhado custam 20.000 Rial por pessoa até Bazargan.

 

Maku
Maku

Bazargan – Maku

Em Bazargan é necessário um táxi para a próxima cidade, Maku, que fica a menos de 20 minutos, e onde se encontra um terminal de bus, de onde partem autocarros para Tabriz, Teerão, etc…

Táxi partilhado custam 20.000 rials por pessoa.

Não há motivos para ficar em Maku, pelo que a melhor opção é ir directamente para o terminal de bus que fica um pouco afastado da centro da cidade. O terminal dispõe sde vários escritórios de empresas de autocarros, como a informação disponível sobre horários é pouco clara o melhor é simplesmente perguntar pelo destino pretendido e seguramente que alguém nos encaminha para a empresa de onde parte o próximo autocarro.

O terminal de bus Maku tem alguns pequenos restaurantes e sanitários aceitáveis.

Para Tabriz há um bus às 15:00. Atenção à mudança de fuso horário no Irão, onde é mais tarde 1.5 horas.

A viagem até Tabriz leva 6 horas … pois o autocarro faz muitas paragem para recolher e deixar passageiros; talvez uma viagem noturna seja mais rápida…

Bilhetes de autocarro Maku-Tabriz: 110.000 rials

Maku Bus Terminal
Maku Bus Terminal
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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