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Stepping Out Of Babylon

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Turquia

Como atravessar a fronteira Gurbulak–Bazargan (Turquia/Irão)

Devido a problemas na zona Este da Turquia, resultantes dos conflitos entre a comunidade Curda e o Governo Turco, o comboio que geralmente circula entre Ankara e Teerão, o Trans-Asia Express, foi temporariamente cancelado, não havendo data prevista para voltar a circular (informaentre a comunidade Curda e o Govtar a circular. )informaante dos conlitos entre a comunidade Curda e o Goberno Turco, o comboio ções de Setembro 2015). Para mais informações consultar a página: http://www.seat61.com/Iran.htm#train

Contudo a fronteira Kapıköy-Razi, na região Turca de Van, pode ser alcançada de autocarro sem problemas.

 

Outra popular e fácil rota é a fronteira mais a Norte, próximo da Arménia: Gurbulak–Bazargan, tendo esta sido a opção adoptada para a entrada no Irão.

 

Erzurum – Doğubayazıt

A cidade de Erzurum não apresenta muito atractivos, com exceção das montanhas que rodeiam a cidade, e que em poucos meses se irão cobrir de neve, atraindo adeptos do ski.

Apesar disto Erzurum pode ser um ponto de paragem necessário para chegar a Dogubayazit, ultima cidade Turca antes da fronteira com o Irão.

A partir daqui há bus para Dogubayazit, várias vezes por dia, mas é aconselhável sair no início da manhã, pois a viagem até Doğubayazıt leva cerca de 3.5 horas, o que permite chegar a tempo para visitar o Palácio Ishak Pasha que fecha às 17:00.

O bilhete deve ser comprado com antecedência, tanto directamente no terminal de bus (situado a poucos quilômetros longe da cidade e que obriga a uma viagem de taxi) num dos agentes de venda de bilhetes de autocarros, existentes na Nazik Çarsisi Caddesi, uma das ruas perpendiculars à avenida central da cidade, a Kongre Caddesi.

O bilhete custa 30 TL.

 

Doğubayazıt – Gurbulak

Doğubayazıt é a última cidade antes da fronteira.

Aqui é recomendável para passar a noite, para iniciar a viagem ao Irão durante a manhã e evitar chegar a Tabriz demasiado tarde. Tendo saído de Doğubayazıt às 9h30 da manhã somente cheguei a Tabriz pelas 20h.

A cidade é pequena e de fácil de orientação. Os autocarros vindos de Erzurum e de outras cidades param na rua principal. Deste pequeno terminal, são 5 minutos a pé até o escritório/loja de onde partem as mini-vans (dolmus) para a fronteira.

O serviço de mini-vans começam às 7 h da manhã, e saem de Doğubayazıt assim que ficam cheios; a viagem até a fronteira demora cerca de 35 minutos.

Os bilhetes custam 7 TL.

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loja/escritório que vende bilhetes para os dolmus (mini-vans) que fazem o serviço de passageiros até à fronteia
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Rua em Doğubayazıt de onde partem os dolmus para Gurbulak, onde se situa a fronteira Turquia-Irão
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preços da viagem de dolmus, ainda com os valore antigos de Libras Turcas

 

Fronteira Turquia-Irão (Gurbulak- Bazargan)

Apesar da longa fila de camiões, poucas são as pessoas que atravessam esta fronteira, chegando praticamente todas no mesmo dolmus.

Depois de mostrar seu passaporte e visto Turco (o visto impresso) e de se receber o carimbo de saída, é necessário passar para o edifício contiguo onde se situam os serviços de imigração Iranianos.

Esta é a altura em que as mulheres devem colocar o lenço cobrindo a cabeça, não sendo necessário tapar a totalidade do cabelo, para não-muçulmanas.

No lado iraniano é preciso mais tempo para os estrangeiros, pois o passaporte é examinado com detalhe e são feitas algumas perguntas sobre o motivo da viagem e locais a visitar… basta fornecer o itinerário clássico sem entrar em grandes pormenores (Tabriz, Teerã , Esfahan, Yazd, Shiraz…) facilitando a tarefa ao funcionário de serviço.

Depois de carimbado o passaporte e de se atravessar uma porta automática, estamos oficialmente no Irão, onde de imediato avistamos um grupo de homens, que em tom amigável nos fazem perguntas sobre a nossa origem e nos convidam a sentar para tomar um chá. Aqui, de acordo com algumas informações disponíveis na net, existem dois funcionários que são boas fontes de informações sobre o país.

Mesmo à porta dos serviços de imigração, tanto do lado Turco como do lado Iraniano, encontram-se várias pessoas que se oferecem para trocar dinheiro, Libras Turcas, Euros, dólares, Libras… e argumentam que mais tarde não é possível trocar as Libras Turcas, o que é falso, pois podem ser trocadas em Bazargan, e os taxistas do lado Iraniano aceitam TL até ao terminal de autocarros de Maku.

Caso se esteja à vontade com a aritmética, com o valor das notas Iranianas, e em fazer negócios de troca de dinheiro na rua, rodeado de pessoas falando uma língua que nos é estranha, este pode até ser um bom negocio, mas a opção foi espera até chegar a Bazargan.

Atenção à mudança de fuso horário no Irão, onde é 1.5 horas mais tarde do que na Turquia.

Turkey-Iran border (Gurbulak–Bazargan)
Turkey-Iran border (Gurbulak–Bazargan)

 

Bazargan – Maku

Após sair do edifício dos serviços de Imigração é necessário caminhar cerca de 3 km ou tomar um táxi até à pequena povoação de Bazargan, que não é muito mais do que uns edifícios alinhados ao longo da estrada com lojas, restaurantes e pequenos escritórios, onde você pode trocar dinheiro. Não há indicações claras de lojas de câmbios, mas basta perguntar por “exchange” e logo surge alguém que nos encaminha para um escritório ou loja.

As taxas não são as mais favoráveis, e são mais ou menos as mesmas nos vários locais de câmbio. Basta trocar uma pequena quantia necessária para chegar ao próximo destino, Tabriz ou Teerão, onde se conseguem melhores negócios. Aqui também se trocam dólares e euros.

Táxi partilhado custam 20.000 Rial por pessoa até Bazargan.

 

Maku
Maku

Bazargan – Maku

Em Bazargan é necessário um táxi para a próxima cidade, Maku, que fica a menos de 20 minutos, e onde se encontra um terminal de bus, de onde partem autocarros para Tabriz, Teerão, etc…

Táxi partilhado custam 20.000 rials por pessoa.

Não há motivos para ficar em Maku, pelo que a melhor opção é ir directamente para o terminal de bus que fica um pouco afastado da centro da cidade. O terminal dispõe sde vários escritórios de empresas de autocarros, como a informação disponível sobre horários é pouco clara o melhor é simplesmente perguntar pelo destino pretendido e seguramente que alguém nos encaminha para a empresa de onde parte o próximo autocarro.

O terminal de bus Maku tem alguns pequenos restaurantes e sanitários aceitáveis.

Para Tabriz há um bus às 15:00. Atenção à mudança de fuso horário no Irão, onde é mais tarde 1.5 horas.

A viagem até Tabriz leva 6 horas … pois o autocarro faz muitas paragem para recolher e deixar passageiros; talvez uma viagem noturna seja mais rápida…

Bilhetes de autocarro Maku-Tabriz: 110.000 rials

Maku Bus Terminal
Maku Bus Terminal

Como obter visto para a Turquia

Obter o visto para visitar a Turquia é fácil e rápido.

Desde que foi introduzido o sistema informático para obter o visto Turco, o e-visa, não sendo possível obter o visto à chegada ao aeroporto ou a qualquer fronteira terrestre.

Basta preencher o formulário que se encontra no site dos serviços de emigração Turcos (https://www.evisa.gov.tr/en/) e após efectuar o pagamento por cartão de crédito, seguindo as indicações fornecidas, o visto electrónico é enviado por e-mail no mesmo dia.

Para facilitar a passagens nos serviços de emigração, este documento (uma folha A4) deve ser impresso e mantido, até à saída do país, altura em que é novamente solicitado.

 

  • Custo: 20€
  • Válido por 6 meses a contar da cata de entrada
  • Múltiplas entradas

 

Para quem prefira o antigo método de ter o visto impresso/colado no passaporte, é necessário dirigir-se à embaixada, passando o custo de emissão do visto par 50€.

 

Embaixada da Turquia em Lisboa:

Av. das Descobertas, 22

Telf: 213 003 110

 

... saudades dos clássicos vistos
… saudades dos clássicos vistos

… dos Turcos e da Turquia

De uma estadia de duas semanas, poucas conclusões se podem retirar de um país tão vasto e com tanta história e diversidade cultural. Contudo ficaram impressões, sensações e ideias, tanto das experiências vividas, das realidades observadas como das informações trocadas com a população.

 

Língua e Escrita

Apesar de Turco ser uma língua completamente diferente onde poucas são as palavras comuns, surgem aqui e ali sons familiares, como o afrancesado “pardon” para pedir “com licença”. A saudação é dada por “merhábá” e agradece-se com o “texekkur”

Tendo a língua turca ligações com o árabe, a escrita foi durante séculos em caracteres arábicos, mas graças a Mustafa Kemal Atatürk, no anos de 1928, a língua turca foi transposta para o alfabeto ocidental, o que facilita muito em termos de orientação e localização e mesmo na aprendizagem de palavras mais básicas, como por exemplo a comida.

Em Istanbul e nas zonas com mais turistas, encontra-se quem fale inglês, por vezes fluentemente, outras o suficiente para uma comunicação básica para obter indicações e informações, sobre autocarros e horários, destinos, preços, etc… Contudo fora destas zonas, a situação mostra-se mais difícil, sendo raro conseguir comunicar em inglês com a população local, que apesar desta limitação não se poupa a esforços para ajudar, tanto recorrendo à linguagem gestual como chamando alguém mais novo que fale um pouco de inglês.

Do contacto com a população mais jovem, com estudos superiores ficou outra impressão, que já se encontra mais confortável em comunicar em inglês; contudo não parece ser um exemplo que se aplique a todo o país, sendo mais fácil encontrar alguém que domine o inglês em grandes meios urbanos, ou zonas que estejam habituadas a receber turistas, como foi o caso de Goreme e Istanbul.

 

Autocarros

Apesar da curta experiência na Turquia dispõe de um eficaz e moderno sistema de transportes, numa rede que abrange todo o país, existindo muitas empresas de transporte de passageiros. Os terminais de autocarros são geralmente amplos e modernos, limpos e organizados, com instalações sanitárias, zonas de estar e zonas de restauração. Nas cidades mais pequenas apresentam-se mais modestos, nas com condições confortáveis para se esperar algumas horas entre ligações de bus.

Nos autocarros de longo curso, destacam-se as empresas Kamil Koç e a Metro, pela vasta oferta de ligações entre as principais cidades, pelo eficaz serviço de informações e venda de bilhetes e pela qualidade dos autocarros, com ambas as companhias disponde de várias classes de serviço, desde o VIP mais espaçosos e onde é servido chá, água, etc… até aos serviços mais económicos com mais passageiros por autocarro e um pouco menos de conforto.

A boa qualidade das estradas e dos autocarros, mesmo das companhias mais modestas permite efectuar longas viagens de forma confortável.

Existem muitos serviços nocturnos. As estradas são boas e os autocarros têm qualidade, com algumas empresas a oferecerem também serviços VIP, fazendo das viagens de autocarro um popular e cómodo meio de transporte.

Reservar bilhete pela net não é possível para estrangeiros, pois é necessário introduzir o “TC” o número de identificação turco, não funcionado o número de passaporte ou outro documento de identificação.

 

Metro e Kamil Koç destacam-se nas viagens de bus
Metro e Kamil Koç destacam-se nas viagens de bus

Comboios

Não houve oportunidade para experimentar este modo de transporte.

A ligação Ankara-Tehran, o famoso Trans-Asia Express, foi cancelado devido a problemas na zona Este da Turquia, com conflictos com a população Curda, não havendo informações sobre possível reabertura (setembro 2015). Para informações mais actualizadas: http://www.seat61.com/Iran.htm#train

Os bilhetes devem ser reservados com antecedência em especial nas viagem ao fim de semana e próximos de festas religiosas como o Kurban Bayrami, onde muita gente se desloca para visitar a família; isto aplica-se também às viagens de autocarros e mesmo às de avião.

Nas viagens de comboio, assim como nos autocarros de longo curso, não é costume os homens ficarem sentado ao lado das mulheres, a não ser que sejam casais, familiares ou amigos; este sistema pode tronar complicada a compra de bilhetes nas alturas de maior procura, onde por vezes existem lugares vagos, mas nem sempre ao lado de uma pessoa do mesmo sexo.

http://www.seat61.com/Turkey2.htm

 

Religião

Apesar de todo o esforço de Ataturk para aproximar a Turquia das padrões ocidentais, remetendo a religião para segundo plano, a Turquia tem-se tornado nos últimos anos mais conservadora, com uma maior presença da religião muçulmana no dia-a-dia da população.

Oficialmente mais de 95% da população é Muçulmana, maioritariamente sunita, mas existindo ainda Alevis, Sufis e alguns Xiitas.

Desde as reformas sociais e politicas introduzidas por Ataturk a partir de 1926, a sociedade modernizou-se assim como a forma de vestir, que se tornou mais ocidental, levando ao abando gradual da tradição islâmica que obriga as mulheres a cobrir o cabelo, passando a ser uma opção de cada individuo.

Mas recentemente, com o aumento do poder dos grupos islâmicos e do fervor religioso, o uso do lenço na cabeça, que antes era somente uma tradição, volta a dominar encontrando-se frequentemente mulheres e jovens usando o hijab, que cobre a totalidade do cabelo, orelhas e pescoço, sendo bastante popular tanto em Istanbul como no resto do país. O uso de chador, manto preto envolvendo o corpo é mais frequente nas zonas mais conservadores, como por exemplo em Erzurum, não sendo raro encontrar e Istanbul, em Fatih e nas zonas dos bazares.

Blue Mosque, Istanbul
Blue Mosque, Istanbul

Dinheiro & ATMs

Existem caixas ATM por todo o lado, aceitando a maioria dos cartões Visa e Master Card, mas cobram comissão por cada levantamento. É também possível efectuar pagamentos por cartão de crédito, e mesmo algumas empresas de autocarros aceitam pagamento por cartão na viagens de longo curso.

Para poupar nos exagerados custos das comissões bancárias cobrados por cada levantamento fora da zona Euro, a outra opção é trazer dinheiro e trocar por Liras Turcas.

Em Istanbul, nas zonas mais turísticas é fácil encontrar lojas de câmbio, que aceitam dólares, euros, libras, etc…, e que geralmente não cobrarem comissão. Convém comparar os valores em várias lojas pois podem varias significativamente.

Outra opção são os ATMs,  onde algumas máquinas/bancos permitem efectuar a troca de dinheiro, introduzindo notas de dólar, euros ou libras, e que devolvem Liras Turcas, sem comissão e com uma taxa de câmbio muito próximo do que se encontra nas lojas.

Da experiência que tive, a melhor opção foi ir directamente ao banco… pode demorar um pouco, dependendo do numero de pessoas. É necessário perguntar, pois alguns cobram taxa ou têm um câmbio pouco atractivo (como por exemplo em Goreme onde só existe um banco). A melhor opção encontrada, foi o Ziraat Bankasi, com o facilmente identificável logo vermelho, onde encontrei a melhor taxa de câmbio, sem comissões.

Ziraat Bankasi
Ziraat Bankasi

 

Generosidade e hospitalidade

Estas são sem duvidas duas palavras que marcam a estadia na Turquia.

Um pouco por todo o lado as pessoas se mostram simpáticas e curiosas, sempre disponíveis para ajudar, seja dando indicações, ajudando a encontrar locais, prestando informações, oferecendo comida…

Esta simpatia ficou ainda mais evidente com a experiência de couchsurfing em Istanbul, Erzurum e Doğubayazıt, onde a palavra hospitalidade foi levada “à letra”, tendo partilhado casa com pessoas que desconhecia, que se disponibilizaram para ajudar, fornecendo informações e orientações, mostrando a cidade, na busca de transportes, e muito importante, confecionando e partilhando refeições e experiências de vida.

 

Curdos

Com a longa história de Impérios e civilizações que por aqui passaram, a Turquia alberga actualmente diversas minorias étnicas ou religiosas, como Arménios, Judeus, Gregos, Curdos e muitos outros grupos pertencente a países vizinhos ou a países que pertenceram ao Império Otomano. Contudo destes grupos, o maior em termos de população são os Curdos, que representam cerca de 15%, e que continuam a não ser reconhecidos com grupo étnico.

Detentores de uma cultura e língua próprias, mas sendo muçulmanos Sunitas, assim como os Turcos, nunca foram oficialmente reconhecidos, nem as regiões onde vivem, predominantemente na zona este e sueste da Turquia, foram apoiadas e desenvolvidas em paralelo com outras zonas do país, o que levou a um maior sentimento de exclusão quer continua até hoje a causar conflitos, e ansiando talvez por um Curdistão “a terra dos Curdos”.

Recentemente (Setembro 2015) ocorreram alguns conflitos na zona Este da Turquia, que levaram ao encerramento temporário da ligação ferroviária Trans-Asia Express que cruza a província de Van, junto à fronteira do Irão.

 

Atatürk

O “pais dos Turcos” está um pouco por todo o lado. Não se pode dizer que seja uma figura venerada, mas sem dúvida que é uma figura respeitada cuja imagem se encontra presente em muitos locais públicos, como lojas, restaurantes, cafés, hotéis… e nas notas de Liras Turcas.

Mustafa Kemal, de cognome Atatürk, tendo governado o país durante dezoito anos, representa um ponto de viragem na história da Turquia, criando medidas e reformas que mudaram radicalmente a política, justiça, economia e a sociedade, transformado a Turquia numa sociedade laica, mais próxima dos padrões europeus. Desenvolveu a industria, deu prioridade à educação, conferiu às mulheres igualdade política e social, baniu a poligamia, e aboliu o sistema político baseado nos Califados, onde o poder político estava reservado a religiosos islâmicos.

O seu nome encontra-se em avenidas e praças e no aeroporto internacional de Istanbul, e é sem dúvida o principal responsável pela sociedade moderna e desenvolvida que é hoje a Turquia.

Atatürk
Atatürk

 

Da curta passagem pela Turquia ficou a impressão de um país moderno, orgulhoso do seu passado, onde persiste o peso da religião e das tradições.

 

Erzurum

Erzurum é uma cidade que atrai poucos visitantes estrangeiros, não oferecendo muito mais do que estâncias de ski.

Contudo a Universidade aqui existente atrai muita população jovem, o que dá alguma vida a uma cidade cinzenta e fria, mesmo numa altura do ano em que o Outono mal chegou e ainda estamos longe das frias temperaturas que cobrem as montanhas que rodeiam a cidade de neve, que dura até Abril.

Sendo uma zona mais conservadora em termos religiosos, talvez pela proximidade com o vizinho Irão, em Erzurum não é vendido álcool nos supermercados e restaurantes, existindo contudo alguns bares e lojas de venda de bebidas alcoólicas.

A estadia em Erzurum foi curta, tendo sido necessária no itinerário para a fronteira com o Irão.

Erzurum
Erzurum
Yakutiye Madrash, Erzurum
Yakutiye Madrash, Erzurum
Erzurum
Erzurum
Erzurum
casa tradicional a Erzurum Evleri que funciona como restaurante e casa de chá, mantendo ao mesmo tempo uma atmosfera de museu

Onde ficar:

Como existem poucos hotéis e muitas casas partilhadas pela população estudantil, a opção em Erzurum foi para o Couchsurfing, onde fomos recebidos por um grupo de estudantes oriundos de diferentes regiões da Turquia, que foram excelentes anfitriões, mostrando a cidade, partilhando pontos de vista sobre a sociedade, culturas e tradições turcas… e sobretudo partilhando deliciosa comida caseira. Um generosidade e hospitalidade muito especiais.

Couchsurfing Crew @ Erzurum
Couchsurfing Crew @ Erzurum

Onde comer:

Sem duvida que as melhores refeições foram as servidas em casa, confeccionadas pelos nosso anfitriões, e que foram optimos exemplos da comida tradicional turca. Contudo pelo centro da cidade existem os habituais restaurantes e casas de refeições rápidas como borek e pide.

Sobressaiu a pastelaria Lüks Pastanesi, pelo delicioso pequeno-almoço, assim como pela variedade em termos de pão e pastelaria.

Transportes:

O terminal de autocarros fica bastante distante da cidade. As principais empresas de transporte disponibilizam shuttles desde o terminal até ao centro, sem custos.

Bilhetes de autocarro podem ser adquiridos nos vários escritórios das empresas de transportes existentes na Nazik Çarsisi Caddesi, uma das ruas perpendiculares à avenida principal da cidade, a Kongre Caddesi.

Para quem pretende atravessar a fronteira terrestre com o Irão (Gurbulak–Bazargan) precisa de encontrar um autocarro de Erzurum para Doğubayazıt, a ultima povoação antes da fronteira.

É dificil encontrar informações sobre horários desta ligação. Contudo pelas 10 horas da manhã parte um autocarro do Terminal de Erzurum. É também possível comprar o bilhete numa das agências existentes no centro da cidade que providenciam transporte até ao terminal a até determinados pontos da cidade onde o autocarro passa quando sai da cidade.

Convém reservar, com pleo menos um dia de antecedência, pois geralmente o autocarro vai cheio.

A viagem demora umas 3 a 4 horas. Custa 30 TL.

Agência de venda de bilhetes de bus, onde se pode comprar bilhetes para a povoação de Doğubayazıt, ultima paragem antes da fronteira com o Irão
Agência de venda de bilhetes de bus, na Nazik Çarsisi Caddesi, onde se pode comprar bilhetes para a povoação de Doğubayazıt, ultima paragem antes da fronteira com o Irão.

A comida na Turquia

Depois dos primeiros dias em que palavras como borek, pide, dondurma, donner, baklava, lokum, gozleme, ayran soam estranhas e confusas, aos poucos vão-se tornado familiares ficando associadas a deliciosos sabores, a apetitosas refeições, e a gulosa pastelaria.

Definitivamente, a gastronomia Turca está longe de ser “amigável” para vegetarianos, pois quase todos os pratos são dominados pela carne, sendo muito popular o kebab, carne grelhada servida no pão. Mas o vasto território, desde o Mediterrâneo até Mar Negro, da Europa à Ásia, albergando vários grupos étnicos e absorvendo influências dos impérios que aqui passaram é rica e diversificada, onde uma curta estadia não pode fazer justiça à gastronomia deste país.

O Kuru Fasulye, um dos poucos pratos tradicionais turcos que é vegetariano, feito à base de feijão estufado, num molho à condimentado e ligeiramente picantes e servido com arroz. Muitas vezes o iogurte serve de acompanhamento às refeições turcas. Como acompanhamento, num país onde o álcool não é muito frequente, o yran é presença comum, uma bebida à base de leite fermentado, com sabor semelhante a iogurte e que pode ser por vezes ter um paladar salgado. É vendida em embalagens nos supermercados mas nos restaurantes tradicionais apresenta-se em cubas onde o yran circula, sendo mantido fresco e trazendo uma suave espuma quando é servido.

Os lacticínios são presença forte, como o iogurte, que se pode ainda encontrar feito de forma artesanal e o yran que acompanha as refeições, mas é o queijo que sobressai, não só pela grande variedade em termos de sabores, texturas e formas como é apresentado. Dominam os queijos “brancos” feitos à base de leite de vaca, sendo os também queijos curados menos populares.

O queijo é servido tradicionalmente ao pequeno-almoço, assim como as azeitonas, que se encontram numa grande variedade de temperos e “curas”.

O borek é também consumido pela manhã, mas pode-se encontrar ao longo do dia, em lojas que geralmente se dedicam à produção e venda destes snacks, como o borek e as pide, uma espécie de pizza à base de um único ingrediente: carne, espinafres, queijo… O borek consiste numa sucessão de camadas de massa filo, recheada de queijo, formando um rolo que é cozinhado no forno. Apesar de deliciosa, esta opção é bastante gordurosa.

Outra variante do borek é um massa semelhante à da lasagna, disposta por camadas num tabuleiro e recheada de queijo, ou por vezes espinafres ou carne. Os borek como as pide foram as melhores opções em termos de refeições ligeiros para vegetarianos na Turquia. Contudo, encontram-se muitos restaurantes, em especial em Istanbul, que servem refeições já confecionadas no sistema de snack-bar, com uma grande oferta de comida, sendo sempre possível de fazer uma refeição com base numa combinação de diferentes pratos.

Não pode passar despercebida as çorbası, sopas que se encontram em todos os restaurantes, existindo algum especializados neste tipo de refeição que é sempre servida com pão. A mais comum é a sopa de lentilhas, que pode apresentar diferentes aspectos desse o tom alaranjado aos tons mais castanhos, conforme o tipo de lentilha utilizado.

O gozleme, uma espécie de crepe de massa mais espessa, recheado de queijo, mas que também se pode encontrar com espinafres ou carne. Encontra-se um pouco por todo o lado, podendo servir como refeição, ou como snack a meio do dia. Tradicionalmente é confecionada numa chapa metálica aquecida pelo fogo mas pode ser também cozinhada numa frigideira.

As pastelarias, em Turco Pastanesi, são uma das primeiras coisas que chamam a atenção à chegada a Istanbul, vendendo também pão mas focadas essencialmente no doces, desde bolos, biscoitos… e as famosas baklava um doce feito com massa filo, embebida num xarope de açúcar ou mel e recheada com diverso tipos de frutos secos como amêndoa, pistácio e nozes. Mito populares são também os lokum, um doce com uma textura que faz lembrar a gelatina mas consistente, à qual se dá a forma de rolos que depois são cortados e cobertos de açúcar me pó. Sem duvida de que o mel e os frutos secos são um dominador comum à pastelaria turca, que se mostra elaborada e intensa.

Como em todo o mundo, o pão aqui representa um papel importante da alimentação, apresentando-se de muitas formas, desde argolas cobertas de sementes de sésamo ou girassol, o popular simit, a pães achatados de diferentes espessuras ou outros longos e estriados…. numa grande variedade e riqueza de sabores.

Sendo um país vasto e com uma grande mistura de culturas, a Turquia, oferece uma grande variedade de gastronomia que não foi possível conhecer em tão pouco tempo de viagem.

Contudo um tópico sobre gastronomia turca não pode ficar completo sem a referência ao café e ao chá. O tradicional café turco, resultante de uma moagem muito fina à qual é adicionada água a ferver e depois é levada ao lume, mas sem deixar que a mistura entre em ebulição, é servida em pequenas chávenas e bebida lentamente saboreando o suave paladar do café. No fundo da chávena, ficam as borras, formando uma pasta espessa e escura, que segunda a tradição pode revelar os “segredos” do futuro; para isso é necessário virar a chávena sobre o pires e deixar os restos do café arrefecerem e escorrerem, deixando um rasto na chávena que depois é interpretado por que nisso é instruído, chegando a existir serviços online que com base numa fotografia dos restos do café emitem uma previsão do futuro.

Mas é o chá, aqui chamado chai, que ganha como bebida nacional, sendo bebido logo pela manhã assim como ao longo do dia, servindo de justificação para uma pausa no dia de trabalho, para um encontro de amigos, para uma conversa de “café” e claro, a forma de receber visitas, seja em casa ou num aloja de venda de carpetes.

E aqui na Turquia pode-se mesmo falar do culto do chá, onde a forma como é preparado e servido, em pequenos copos de vidro. À semelhança de outros países como a Rússia e o Irão, a preparação do chá é muitas vezes feita no somovar que consiste num recipiente colocado sobre o fogo, onde se aquece a água até ferver; no topo encontra-se um bule, também metálico, onde é preparado o chá, que após a mistura das folhas na água é deixado a repousar uns minutos. Uma pequena quantidade deste chá é vertida para os copos, sendo depois acrescentada água, que é mantida quente na base do somovar.

uma das muitas variantes da baklava, um doce feito com massa filo, embebida num xarope de açúcar ou mel e recheada com diverso tipos de frutos secos como amêndoa, pistácio e nozes
uma das muitas variantes da baklava, um doce feito com massa filo, embebida num xarope de açúcar ou mel e recheada com diverso tipos de frutos secos como amêndoa, pistácio e nozes

 

baklava, numa outra variante recheada de pistácio
baklava, numa outra variante recheada de pistácio

 

Hafiz Mustafa, uma loja centenária de 1864, especializada em baklava
Hafiz Mustafa, uma loja centenária de 1864, especializada em baklava

 

o queijo é uma presença constante na gastronomia turca, encontrando-se em dezenas de variantes
o queijo é uma presença constante na gastronomia turca, encontrando-se em dezenas de variantes

 

Kurukahveci Mehmet Efendi, marca de café que é uma referência na Turquia; pode ser encontrada em supermercados um pouco por todo o país, mas é em Istanbul, junto ao Spice Bazar que se encontra uma loja onde se faz a moagem e a embalagem do café, numa pequena área onde trabalham freneticamente uma dúzia de empregados tentando atender as dezenas de pessoas que constantemente fazem fila junto às duas janelas que servem de balção de venda
Kurukahveci Mehmet Efendi, marca de café que é uma referência na Turquia; pode ser encontrada em supermercados um pouco por todo o país, mas é em Istanbul, junto ao Spice Bazar que se encontra uma loja onde se faz a moagem e a embalagem do café, numa pequena área onde trabalham freneticamente uma dúzia de empregados tentando atender as dezenas de pessoas que constantemente fazem fila junto às duas janelas que servem de balção de venda

 

casa de chá em Erzurum, onde o samovar ocupa o centro da mesa e de onde é servido o chá.
Casa de chá em Erzurum, onde o samovar ocupa o centro da mesa e de onde é servido o chá.

 

forma tradicional de cozinhar o gozleme, numa chapa metálica sobre fogo
forma tradicional de cozinhar o gozleme, numa chapa metálica sobre fogo

 

gozleme recheado de queijo e espinafres
gozleme recheado de queijo e espinafres

 

lokum
Lokum, outros dos doces mais populares na Turquia, rivalizando cam a Baklava

 

Pastanesi, que vende pão e pastelaria
Pastanesi, que vende pão e pastelaria

 

pide, uma espécie de pizza de forma oval que pode ser recheada com queijo, espinafres, ovo e carne
Pide, uma espécie de pizza de forma oval que pode ser recheada com queijo, espinafres, ovo e carne

 

sütlaç (rice pudding) um pudim à base de leite com arroz, cozinhado no forno e servido com topping de pistácio e amêndoa. Encontra-se nas pastelarias e lojas de doces mas este foi “descoberto” num vendedor ambulante junta a Galata Tower em Instanbul
sütlaç (rice pudding) um pudim à base de leite com arroz, cozinhado no forno e servido com topping de pistácio e amêndoa. Encontra-se nas pastelarias e lojas de doces mas este foi “descoberto” num vendedor ambulante junta a Galata Tower em Instanbul

 

 

yran, bebida à base de leite fermentado, com sabor semelhante a iogurte e que pode ser por vezes ter um paladar salgado
Yran, bebida à base de leite fermentado, com sabor semelhante a iogurte e que pode ser por vezes ter um paladar salgado

 

Turkish Coffee servido em pequenas chávenas
Turkish Coffee servido em pequenas chávenas

 

Kuru Fasulye um prato tradicional, um dos poucos pratos que é vegetariano
Kuru Fasulye um prato tradicional, um dos poucos pratos que é vegetariano

 

simit, um dos pães mais populares na Turquia
simit, um dos pães mais populares na Turquia, num país onde o pão é levado muito a sério encontrando-se imensas variedades; particularmente interessante são os pães recheados com pasta de azeitona

 

pequeno-almoço Turco onde pão, tomate, azeitonas, pepino, ovos, e uma grande variedade de queijos estão sempre presentes. A isto acrescenta-se compotas e mel
pequeno-almoço Turco onde pão, tomate, azeitonas, pepino, ovos, e uma grande variedade de queijos estão sempre presentes. A isto acrescenta-se compotas e mel

Cappadocia

Na região envolvente à povoação de Goreme, concentram-se a maioria das atrações turísticas que tornam a Cappadocia famosa: as suas paisagens áridas, as rochas esculpidas pela erosão, as cidades subterrâneas, os castelos, mosteiros e igrejas construídos nas rochas e exemplos arquitectónicos da presença de comunidades gregas nesta região que deixaram exemplos da religião cristã ortodoxa em igrejas e mosteiros, como é o casa da aldeia de Mustafapasa.

A área é extensa sendo necessário pelo menos dois dias para visitar os locais mais populares.

Um dos percurso, a norte de Goreme, passa pelo Love Valley, inclui Goreme Open Air Museam Çavusin, Zelve, Urgup, Uçhisar. Pode-se ainda visitar Mustafapasa e o mosteiro de Cemil.

Zelve destaca-se pelo castelo, muito semelhante ao de Uçhisar, mas com o atractivo de se poder encontrar uma casa tradicional escavadas na rocha, habitada por um simpático casal, que para além de mostrar o interior da habitação serve uma refeição ligeira composta por gozleme, ayran, e uns legumes apanhados na horta na hora de servir.

Mustafapasa, uma pequena e pacata vila, mostrou-se um agradável local para descansar neste intenso itinerário, oferecendo um conjunto de mosteiros construídos durante a presença de Ortodoxos Gregos nesta região, destacando-se os elaborados trabalhos de cantaria nas igrejas mas também em alguns dos edifícios da povoação.

O Mosteiro de Cemil, um pouco afastado da rota mais popular, e tem à entrada o guarda, simpático e prestável, que falando um inglês razoável se mostra desejoso de dois dedos de conversa para quebrar a monotonia de estar longe de tudo somente na companhia da resmungona esposa. No fim da visita somos convidado a sentar para um chá e mais umas explicações sobre o mosteiro. Apesar de obras recentes, os frescos de motivos religiosos, que ainda restam no tecto e paredes da igreja, não foram recuperados, encontrando-se vandalizados e sujos e que semente com uma lanterna é possível ter uma ideia da sua beleza.

Mesmo não visitando exaustivamente todos estes locais, o passeio ao longo das estradas e através das povoações é por si só interessante, pelas paisagens típicas da Cappadocia, áridas e rochosas, onde o tempo esculpiu as rochas dando-lhes formatos orgânicos e por vezes bizarros.

O segundo percurso com mais quilómetros, onde é recomendável começar cedo passa por: Derinkuyu, Belisirma, Ihlara Valley e Mosteiro de Selime.

Em Derinkuyu é possível visitar a cidade subterrânea, uma sequência de túneis e escadas que ligam átrios, habitações, estábulos, escola e igreja dispostas neste labirinto, que chega aos cinco pisos, e onde se sente a pressão, física e também psicológica, à medida que se vais descendo pelos estreitos e baixos corredores.

Esta cidade subterrânea, serviu de refúgio a Gregos, Cristãos, Zoroastrianos e a Bizantinos, que aqui se refugiaram durante as ocupações muçulmanas e mongóis, protegidos por pesados portas de pedra, de formato circular, capazes de deslizar e bloquear acesso a esta cidade debaixo do solo, com capacidade para albergar vinte mil pessoas.

 

Ilahra Valley pode ser visitado a pé ou seguindo até Belisirma e na direção da povoação de Ilahra é possível ter uma vista ampla sobre o vale arborizado que se desenvolve num canyon de rochas avermelhadas. A massa verde de árvores que ocupa o vale, alimentada por um delicado rio, surge um pouco como um oásis no meio da paisagem seca e rochosa onde nas zonas mais planas domina a plantação de cereal, mas que nesta altura do ano já foi colhido, deixando uma rasteira vegetação amarelada.

Mas é o Mosteiro de Selime (Selime Katedrali) que oferece o melhor espetáculo, com o vasto conjunto de edificações escavadas na rocha que para além de uma igreja e uma catedral dispõem de várias instalações necessárias ao funcionamento do mosteiros, como dormitórios, cozinha, armazém, estábulos, adega, refeitórios, etc… E daqui também se tem uma visão ampla sobre o vale e a povoação vizinha, onde as casas construídas em pedra e outras escavadas na rocha.

Nota importante: para regressar a Goreme a melhor opção, depois de visitar o Mosteiro de Selime, é voltar pelo mesmo caminho ou seja novamente para Ilhara, pois seguindo para norte em direção a Nevsehir, é necessário percorrer mais de 60 km pela autoestrada, o que está longe de ser uma experiência agradável para que está numa periclitante scooter.

Love Valley
Love Valley

 

Zelve
Zelve

 

Urgup
Urgup

 

Cappadocia
Cappadocia

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Cappadocia_Selime Katedrali_DSC_0757
Mosteiro de Selime (Selime Katedrali)

 

Mustafapasa
Mustafapasa

 

Mustafapasa
Mustafapasa

 

Ilahra Valley
Ilahra Valley

 

Ilahra Valley
Ilahra Valley

 

Belisirma
Belisirma

 

Belisirma
Belisirma

 

Belisirma
Belisirma

 

Belisirma
Belisirma

Onde ficar:

Goreme é um bom ponto de partida para explorar a região, assim como Uçhisar, situada a poucos quilómetros.

Onde comer:

Existem vários restaurantes ao longo deste percurso, seja junto às zonas mais turísticas seja mesmo nas povoações próximas. Contudo Zelve, ficou na memória pelo caseiro gozleme de queijo. Para lá chegar, passa-se o castelo e continua-se o caminho pedonal, seguindo uma toscas placas de madeira indicando “tradicional house”.

Em Derinkuyu, à entrada da cidade subterrânea existem vários restaurantes ao ar livre, servindo apetitosos gozleme com diferentes recheios para além de outra especialidade turcas.

Belisirma tem também muitos restaurante situados junto ao rio, num ambiente mais bucólico oferecido pelo som da pequena linha de água que atravessa o vale e pelas árvores que refrescam o ar quente e seco da Cappadocia.

Gozleme saboreado em Zelve
Gozleme saboreado em Zelve

Transportes:

A melhor forma de conhecer a região é alugando uma scooter. Custo: 80TL por dia.

Mapas são fornecidos pelas guest houses, hotéis e agências de viagens.

Em alternativa existem três percursos organizados pelas agência de turismo que cobrem os principais pontos de interesse da região.

É possível utilizar autocarros públicos com destino a Urgup, Nevsehir, Ihlara, Avanos e Kayseri, para aceder a alguns destes locais, sendo a paragem na estrada principal da Goreme, um pouco abaixo do terminal de bus, quase em frente ao único banco da povoação… horários incertos e nenhuma informação na paragem e autocarros, sendo necessário pedir informações à população local.

Custo:

Em todos os locais e necessário pagar um bilhete de entrada que varia entre 10 TL (Mosteiro de Selime) e 20 TL (cidade subterrânea de Derinkuyu), incluindo o Ihlara Valley, onde também é cobrada a entrada para percorrer a pé o vale.

O mosteiro de Cemil por estar mais longe da rota turística custa somente 5 TL.

Goreme

Começa cedo o dia na pequena povoação de Goreme, ainda com o ar fresco da manhã a preencher as estreitas ruas da cidade que se desenvolve encosta acima, num emaranhado de rua, ladeadas por casas de pedra, algumas delas ainda aproveitando as rochas, que escavadas proporcionam habitações confortáveis que protegem do calor seco desta região semidesértica e do frio do Inverno que aqui traz consigo neve e gelo.

 

De manhã, ainda com as ruas vazias é possível sentir a atmosfera calma desta pequena povoação, onde as mulheres, vestindo as largas tipo “balão” de padrões floridos e de lenço atado à volta da cabeça, iniciam as tarefas domésticas limpando a casa, regando quintais, sacudindo tapetes.

Um contraste com o ritmo que pouco depois vai encher as ruas, com o burburinho dos turistas, que de coloridos trajes, empunhando câmaras e mapas, se encaminham para o ponto mais alto da povoação.

Daqui, para além de se ter uma visão global da povoação, que se estende até Uçhisar, situada a poucos quilómetros, é possível obter uma visão ampla da vasta e desértica paisagem rochosa que caracteriza a Cappadocia, onde a quase total ausência de vegetação expõe os tons claros das rochas que variam entre o bege, um cinzento quase branco e o rosa pálido.

 

Esta característica paisagem da região da Cappadocia resulta da erosão provocada da chuva e do vento, que ao longo de milhões de anos foi desagregando estas rochas arenosas, resultante de actividade vulcânica… formando pilares, criando uma espécie de floresta de pedra, altas chaminés ou ganham a forma de cones que parecem estar a derreter-se.

Rios, agora secos, cavaram ao longo de séculos sulcos neste planalto rochoso criando canyons, não muito profundos, mas que permitem criar abrigados vales com condições óptimas para pomares, como é o caso do Pigeons Valley, junto a Goreme.

 

Dada a textura pouco dura destas formações rochosas, o homem aprendeu a tirar partido das cavernas formadas naturalmente, para a partir daí construir casas para habitar. Nas zonas mais altas pequenos orifícios escavados nas rochas servem para abrigo de pombos, cujos escrementos eram aproveitados para fertilizar os campos agrícolas.

 

Goreme, situada no coração da Cappadocia, é uma das povoações que se desenvolveu com o turismo e onde os passeios de balão são um dos principais atractivos, pois oferecem uma vista única sobre os vales e formações rochosas com os voos a realizarem com o nascer do sol que oferece à paisagens tonalidades únicas. Aqui afluem turistas em grande numero, em especial de origem asiática, existindo uma vasta oferta em termos de alojamento, com mais de uma centena de hotéis e guest-houses para os mais variados preços.

 

Para além dos momentos mágicos do nascer e do por-do-sol, Goreme não oferece muitos atractivos, pelo que os passeios pelo Pigeons Valley, junto à povoação, repetiram-se não só pela agradável e calma atmosfera do local como pelos pomares existentes ao longo do vale, muitos deles ao abandono, cujos ramos carregados de maçãs ofereceram deliciosas merendas assim como provisões para os dias seguintes de viagem.

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme, Pink Valley
Goreme, Pink Valley

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

Passeios de Balão:

Apesar de ser um “must do” de uma visita à Cappadocia, os passeios de balão são caros para um orçamento de backpacker, rondando os 150€ por pessoas, para um passeio de 1 hora.

Durante o Inverno, para além dos voos efectuadas ao nascer-do-sol, são também realizados voos ao fim do dia, coincidindo com o pôr-do-sol. O Verão devido às correntes de ar quente provocadas pela irradiação de calor do solo, não oferece condições de segurança para a subida dos balões, sendo somente efectuado um voo por dia.

O voo é feito em grupos de 12 ou 24 pessoas, dependendo do tamanho do balão.

Por toda a cidade existem dezenas de agências de viagem que organizam estes passeios, que também podem ser arranjados pelos hotéis e guest-houses.

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Goreme
Goreme

 

Onde ficar:

Goreme tem cerca de 160 alojamentos, para os mais variados preços.

Em alternativa é também possível ficar em Uçhisar, um pouco mais pequena, mas que oferece as mesmas facilidades turísticas em termos de alojamentos, restaurantes, gift–shops e agências de viagens.

A escolha recaiu para a Whisper Cave Guest House em Goreme, que para além de quartos duplos com casa de banho, tem também dois dormitórios, um de 3 camas (feminino) e outro de 5 camas (misto).

 

Whisper Cave Guest House 

Aydınlı Orta Mahalle

Güngör Sokak No:17

Göreme / Cappadocia / Turkey

Tel :00 90 384 271 24 68

 

Preço: 7€ em dormitório, com casa de banho partilhada

Pequeno almoço incluído (muito bom).

Free wi.fi

 

Whisper Cave Guest House
Whisper Cave Guest House

 

Whisper Cave Guest House
Whisper Cave Guest House

 

Onde comer:

São dezenas de restaurantes e cafés, mais ou menos concentrados no centro da povoação e alguns associados a hotéis.

Muitos oferecem comida tradicional da Anatólia, onde guisados e sopas são servidos em potes de barro.

O Café Goreme, situado na rua principal é ponto de encontro da população local, onde homens conversam em frente a uma chávena de café ou de um copo de chá, que é sem dúvida a bebida nacional da Turquia.

 

Goreme. Pigeons Valley
Goreme. Pigeons Valley

 

Transportes:

Goreme com os seus 200 habitantes não tem propriamente um terminal de bus, mas mesmo à entrada da povoação existe uma zona de estacionamento de autocarros, junto à qual se concentram as várias empresas e agência de venda de bilhetes.

Goreme está ligada por autocarros directo às principais cidades do país, sendo possível viajar em serviço nocturno para Istanbul, Ankara, Erzuruem, por exemplo.

Konya, Kayseri, onde se situa o aeroporto mais próximo, por ficarem mais perto têm ligação de autocarros várias vezes por dia.

Cappadocia
Cappadocia

Istanbul e os gatos

Gatos, gatos e mais gatos… a imagem da cidade de Istanbul fica para sempre associada à presença destes felinos, que se encontram um pouco por todo o lado, aproveitando qualquer local para uma prolongada sesta, seja numa lápide de um cemitério, numa varanda, numa esplanada, nos mercados, nas mesquitas, nas livrarias, na estação de comboios ou numa montra de um loja… sendo por vezes necessário disputar o espaço numa cadeira de restaurante ou sofá de um café.

Maioritariamente são gatos de rua, mas a população da cidade trata deles, deixando água e comida e não dispensado festas e meiguices.

Istanbul cats...
Istanbul cats… na montra de uma loja de texteis
Istanbul cats...
Istanbul cats… de vigia no Spice Bazar
Istanbul cats...
Istanbul cats…
Istanbul cats...
Istanbul cats…
Istanbul cats...
Istanbul cats… no cemitério de Eyup
Istanbul cats...
Istanbul cats… Galata
Istanbul cats...
Istanbul cats… Balat
Istanbul cats...
Istanbul cats… Grand Bazaar
Istanbul cats...
Istanbul cats… Ayvansaray
Istanbul cats...
Istanbul cats… Eyup
Istanbul cats...
Istanbul cats… at home of our host in Istanbul
Istanbul cats...
Istanbul cats… Balat
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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