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Singapura

Como ir de Singapura para a Malásia de bus

Entre Kampong Glam e Little India, no fim da Arab Street, cruzamento com a Queen Street, antes do Rochor Canal, encontra-se um pequeno terminal de autocarros Queen Street Bus Terminal (or Ban San Bus Terminal).

Daqui partem diariamente autocarros com destino a Johor Bahru (cidade mais a sul da Malásia) de onde também partem autocarros com destino a Kuala Lumpur e a Melaka.

A viagem de bus até Melaka (Malacca) demora 3.30h contudo a viagem pode demorar mais pois depende do tempo que se demora a passar nos serviços de imigração. Do lado da Malásia o processo não demora mais de 1 minuto, para se obter o carimbo de 30 ou 90 dias, sem custos. Do lado de Singapura o processo demorou perto de 1 hora com extensas e longas filas, provavelmente por se tratar de um Domingo.

Do terminal situado em Queen Street Bus Terminal (or Ban San Bus Terminal) a companhia “707-inc” tem autocarros com destino a Melaka Sentral (Melaka Bus terminal) nos seguintes horários: 08.30, 09.00, 11.00, 13.30, 15.30 e 19.00h.

Ticket: 23 S$

http://www.707-inc.com/

Woodlands Crossing
Woodlands Crossing

A comida em Singapura

Singapura orgulha-se de ser a capital gastronómica da Ásia, recebendo influência da culinária Chinesa, Malaia, Indiana e Indonésia, estendendo-se ao Sri Lanka e à Tailândia. Surgem ainda vestígios da presença Portuguesa e Inglesa na região, encontrando-se à venda a “portuguese egg tart” que não é mais do que o famoso pastel de nata.

Singapura como qualquer grande cidade apresenta uma grande variedade de escolha em termos de restaurantes, não só em termos de cozinha, onde domina a comida asiática, mas onde são muitas as opções de comida ocidental, como também em termos de custo de uma refeição.

E percorrendo a cidade, encontramos os restaurantes mais simples e modestos, cujo espaço é aberto para a rua, até aos restaurantes mais modernos e sofisticados, passando pelos muitos restaurantes “à la carte” que apresentam uma grande gama de preços. Pelo meio fica uma infinidade de escolhas, mostrando que a comida tem um papel importante na vida social dos Singapurenses, que dado o elevado poder de compra enchem restaurantes, especialmente às sextas-feiras e sábados

E aqui deparamo-nos com a questão qual é verdadeiramente a comida típica de Singapura… pois a resposta é que é um pouco de tudo, não uma mistura de influências de onde tenha resultado uma gastronomia própria que seja o reflexo da posição geográfica, do clima, da fauna e da flora da região, mas sim uma diversidade de oferta em termos gastronómicos que reflecte a diversidade étnica e religiosa que é o que melhor define este país-estado-cidade.

10 local dishes to try in Singapore
10 local dishes to try in Singapore

 

Rochor Beancurd House: soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!
Rochor Beancurd House: soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!

 

As zonas de Little India, Kampong Glam e Chinatown são as mais atractivas em termos de comida, com qualquer uma delas com opções para todas as “bolsas”. Os centros comerciais também têm muitas opções em termos de restaurantes, para além do fast-food e das grande cadeias internacionais.

Em Singapura a comida apesar de mais cara do que nos países vizinhos é acessível, desde que se opte pelos food-courts e mercados, não existindo em Singapura “comida de rua”. Estes locais fornecem refeições a partir de 4 S$, o que corresponde a 2.5€.

Nos mercados, nas zonas comerciais e um pouco por toda a cidade, com excepção das zonas mais sofisticadas e ricas (Wafles Place, Marina Bay, etc…) existem os chamados food-courts que são áreas compostas de vários quiosques ou pequenos restaurantes agrupados no mesmo espaço, cada um servindo diferentes tipo de comida ou bebidas, geralmente em sistema de take-away, e com uma zona comum composta de mesas e cadeiras. Estes food-courts podem gigantescos ao ponto de uma pessoa quase se perder lá dentro ou de dimensões mais modestas, mas são sempre a opção mais rápida e económica e a que atrai a maioria da população local.

Geralmente apresentam diversas opções em termos de comida, comida chinesa, malaia, indiana… mas alguns são mais direcionados para comida chinesa, onde por vezes não é fácil encontrar comida vegetariana. Os fried-rice e fried-noodles são fáceis de encontrar um pouco por todo o lado e também muito popular é o sistema a que aqui se chama de fast-food, onde a comida está exposta em tabuleiros, e cada pessoa prepara os eu prato, tendo por base o arroz, pagando pelo numero de variedades de que se serviu.

Chinatown Complex
Chinatown Complex

 

Chinatown Peoples Park Complex.
Chinatown Peoples Park Complex.

 

Chinatown. food court
Chinatown. food court com pouco mais de cinco restaurantes

Com tanta diversidade não faltam restaurantes vegetarianos ou mesmo vegan, mas estes geralmente em zonas mais sofisticadas da cidade. Mas Singapura reúne diversos tipos de gastronomias e quase todos os locais apresentam pelo menos uma opção vegetariana, sendo a comida Chinesa a mais difícil neste campo, e a Indiana a mais fácil, pois em Singapura existe uma grande comunidade hindu. A comida malaia também tem alguns pratos tradicionais, que dependendo do restaurante podem ter ou não produtos de origem animal, contudo é geralmente possível pedir para confecionar determinado prato substituído carne, peixe ou marisco por tofu, que devido à influência chinesa é bastante popular.

Mas atenção pois os molhos que acompanham a comida, são muitas das vezes feitos com fish-souce ou outros condimentos de origem animal. Para vegans é mais difícil, pois os ovos são uma presença constante em muitos dos pratos, sejam ou não vegetarianos.

Tooth Relic Temple
Vegetarian Pork Ribs @ Tooth Relic Temple Canteen

Em Kampong Glam, o chamado Arab Quarter dispondo-se em volta da mesquita Masjid Sultan, podem-se encontrar restaurantes de comida Marroquina, Tunisina, Turca e Iraniana, mas pelo meio existem muitas mais opções sendo um local ideal para saborear os tradicionais pratos Malaios: laksa, lontong, nasi lemak, nasi goreng… em que “nasi” significa arroz, sendo apresentado salteado (ou frito) nas mais diversas formas, e sabores, com vegetais, frango, vaca ou marisco… ficando a carne de porco excluída da gastronomia de um país muçulmano.

O nasi lemak pode ser considerado um dos pratos mais populares da Malásia e é consumido geralmente ao pequeno almoço, sendo básico e muito simples de preparar, constituído à base de arroz, anchovas fritas, amendoins fritos, umas rodelas de pepino e ovo, que pode ser cozido ou frito, e que pode ser servido no prato ou embrulhado em folha de bananeira. Mas o que torna este prato especial é o sambal, uma pasta avermelhada feita à base de chilis, cebola, gengibre alho e mais uns quantos condimentos, resultando numa mistura picante, mas muito saborosa.

Laksa é outro dos populares pratos Malaios que se encontra facilmente em Singapura, constituído por um caril à base de leite de côco, doce e picante, com gengibre e lemongrass, que envolve noodles de arroz e alguns vegetais. Pode ser também de marisco.

Lontong, um prato tradicional da Indonésia que foi incorporado na cozinha malaia encontrando-se também em Singapura. Feito com arroz prensado, formando um rolo que depois é cortado em pedaço e regado com um caril de vegetais à base de leite de côco, ao qual se junta tofu, tempeh e ovo cozido. À semelhança do nasi lemak, é adicionado um sambal à base de peixe.

Laksa
Laksa

 

Nasi Lemak
Nasi Lemak

 

lontong
Lontong

Kampong Glam é um dos locais indicados para experimentar os biryani, um prato indiano à base de arroz, tradicional das zonas muçulmanas, mas com um “twist” malaio onde predomina a carne. Mas também aqui se podem saborear os roti prata, ou simplesmente roti, ou paratta, que é tradicional do Sul da Índia mas que foi incorporado na gastronomia da Malásia, sendo popular também em Singapura. Trata-se de um pão achatado, não levedado, mas cuja massa é estendida até ficar muito fina, com a ajuda de muito óleo, e depois trabalhada e espalmada, de forma a criar camadas de forma tosca, que depois de frita sob chama metálica fica ligeiramente estaladiça. É servida com um pequeno prato de caril, onde o roti é demolhado, podendo-se encontrar várias versões deste prato, com o roti recheado de ovo.

roti @ Singapore Zam Zam Restaurant
roti @ Singapore Zam Zam Restaurant

 

Para quem aprecia comida indiana, Little India é o local que oferece melhor variedade, em especial comida tradicional do sul da Índia, pois a maior parte da comunidade indiana aqui residente é do estado de Tamil Nadu. Para além de todo o tipo de snacks o mais popular são os thalis que em muitos restaurantes são servido em folha de bananeira, podendo ser vegetarianos ou não-vegetarianos. Aqui também são populares os rotis, as dosa, uttapam, vada, puri, etc… Little India é também o local de eleiçãoo para adquirir produtos de origem indiana, como especiarias e condimentos, encontrando-se nas mercearias uma grande variedade de vegetais.

 

veg thali @ Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India
veg thali @ Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India

Em Chinatown, ainda mais do que noutras zonas da cidade, fervilha a actividade em volta da comida, dominando os food-courts, onde se podem reunir centenas de bancas de comida, onde se pode encontrar um pouco de tudo em termos de culinária asiática, atraindo milhares de pessoas que aqui fazem refeições desde a manhã até ao fim do dia, com comida a ser servida durante todo o dia. Um dos mais populares é o Chinatown Complex, onde o ambiente é barulhento e agitado mas que proporciona um visão interessante sobre o modo de vida, a cultura e a forma de estar da população. Um refeição nestes food-courts pode custar entre 4 e 5 S$, com os pratos de carne e marisco de preço mais elevado.

Uma das especialidades chinesas é o popiah, um rolo de massa muito fina que envolve uma mistura de alface, rebentos de soja, amendoim, cenoura cozinhada e um molho picante. São deliciosas e um óptima opção vegetariana para um snack.

Chinatown Complex. Popiah
Chinatown Complex. Popiah

 

Chinatown Complex. Popiah
Chinatown Complex. Popiah

Também em Chinatown, no Buddha Tooth Relic Temple, existe na cave uma cantina onde somente é servida comida vegetariana, mas seguindo a gastronomia chinesa, onde a carne é substituída por derivados de origem vegetal que em aspecto e consistência se assemelham a carne. Uma optimo forma de explorar a rica gastronomia chinesa para vegetarianos. Cada refeição, que é constituída por um prato de arroz com dois acompanhamentos custa 3 S$. Somente está aberto até às 3 pm. A comida é boa, o ambiente é calmo e o lucro tem fins de caridade.

Tooth Relic Temple
Tooth Relic Temple

Em termos de bebidas o chá é muito popular entre a comunidade chinesa, sendo visto com fins medicinais; mas é o ice-tea, que é chá ao qual é adicionado leite-condensado e que pode ser servido quente ou com gelo que ganha em termos de popularidade. Uma bebida doce e fresca que sabe bem com o clima quente e húmido de Singapura.

O café é também muito popular e pode ser encontrado nas sofisticadas coffee-shops, nas vertentes de expresso, cappuccino, latte, etc… ou em alternativa pode-se saborear o singaporean coffee, kopi, um café de “filtro” mas extremamente denso e bastante forte em termos de cafeína, e que é servido de diversas formas:

  • kopi entende-se café com leite condensado, servido quente
  • Kopi C: café quente servido com leite e açucar
  • Kopi O:com açucar
  • Kopi O Kosong:sem açucar e sem leite
Kopi, Singaporean coffee
Kopi, Singaporean coffee

Onde comer em China Town:

  • Tooth Relic Temple: cantina com comida vegetariana chinesa: 3 S$

Address: 288 S Bridge Rd, Singapore 058840

Tooth Relic Temple. Schedule
Tooth Relic Temple. Schedule
  • Chinatown Complex: o mercado de frescos na cave, roupa no piso térreo e comida no primeiro andar onde as opções são tantas que é difícil a escolha com diversos tipos de gastronomias e bancas especializadas em pratos específicos; refeições a partir de 3 S$
Chinatown Complex
Chinatown Complex

Onde comer em Little India:

  • Komala Villas: comida típica do sul da Índia a preços acessíveis; thali servido em folha de bananeira.

Address: 76 Serangoon Rd, Singapore 217981

Komala Vila Restaurante. Little India
Komala Vila Restaurante. Little India

 

  • Famous Indian Curry Food Restaurant: serve em ambiente informal deliciosos thali em folha de bananeira, com opção vegetariana. 6 S$

Address: 30/32 Upper Dickson Road, Singapore 207489

Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India
Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India

 

Onde comer em Kampong Glam (Arab Quarter):

  • Kampong Glam Cafe: boa comida com uma grande variedade de pratos malaios (lontong, laksa, nasi lemak, nasi goreng e muitos mais), rotis e também com a opção de self-service onde tendo por base arroz se pode compor o prato com vários acompanhamentos à escolha que variam diariamente, e onde também é possível encontrar opções vegetarianas. Optimo local para tomar uma bebida (sem álcool) e observar o modo de vida local. Refeições a partir de 3.5 S$

Address: 17 Bussorah St, Singapore 199438

 

Kampong Glam Café
Kampong Glam Café

 

  • Singapore Zam Zam Restaurant: muito popular pelos byriani (só de carne) e pelos rotis

Address: 697-699 N Bridge Rd, Singapore 198675

Singapore Zam Zam Restaurant
Singapore Zam Zam Restaurant

Onde comer em Geyland:

  • Rice House  (Zhou Da Wang): este informal restaurante confeciona as receitas típicas da gastronomia chinesa mas usando derivados de produtos vegetais, essencialmente soja, que se assemelham em textura à carne, podendo-se assim saborear “hainanese chicken rice” sem sacrificar animais J

Address: Blk 129 #01-102 Geylang East Avenue 2, Singapore380129, Singapore

 

  • Rochor Beancurd House: aqui produzem-se e servem-se produtos à base de soja, por exemplo soy-milk e o beancurd (também chamado soybean pudding) um pudim feito de tofu muito macio e suave que é servido como sobremesa ou snack, regado com xarope de cana-de-açúcar, um produto típico da culinária chinesa. Aqui também se encontra a “portuguese egg tart”!

Address: 745 Geyland Road (Lor 39), Singapore 389653

Rochor Beancurd House:soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!
Rochor Beancurd House:soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!

Singapura, is not just about shopping!

O que sobressai numa primeira caminhada pelas largas e amplas avenidas de Singapora é a sucessão de lojas e centros comercias, situadas em edifícios de moderna e arrojada arquitectura que em comum têm a gigantesca altura, e que são a imagem de marca desta uma ilha-país-cidade, cuja dimensão é aproximadamente a da ilha da Madeira.

Mas um percurso mais alargado mostra-mos o lado mais atractivo deste local: a diversidade étnica e cultural, que reúne em harmoniosa convivência chineses, malaios e indianos aos quais se juntam muitos imigrantes dos países asiáticos vizinhos, e que representam quase 20% dos 5.4 milhões de habitantes. Singapura atrai também muito ocidentais que trabalham nas companhias multinacionais que aqui têm sede ou delegações, pois a “Lion City” (singa significa leão em Sânscrito) é reconhecida com um dos locais que oferece melhores condições para implantação, crescimento e sucesso de uma empresa.

A história de sucesso deste território começou com a presença Britânica que viu aqui, pelo século XVIII um local estratégico na rota comercial entre o oriente e o ocidente, oferecendo condições naturais para a localização de um porto, fazendo com que esta ilha passasse de um povoado dedicado à pesca para um importante entreposto comercial. Depois da Invasão Japonesa que terminou com o fim da II Guerra Mundial, Singapura tornou-se independente depois de uma curta “passagem” sob o nome de “Federação da Malásia” que incluía a Malásia Peninsular, Sarawak e Sabah, no Borneo. A independência de Singapura, que em 2015 comemora os 50 anos, não foi por iniciativa própria, mas resultou dos intensos conflictos étnicos, que levaram a Federação a decidir a saída de Singapura, evitando o alastramento destes conflictos ao restante território. Num território escasso em recursos naturais, onde até a água é fornecida pela Malásia, a opção do governo foi para criar políticas económicas capazes de captar o investimento estrangeiro.

Num país tão recente e multicultural, onde 74% da população é de étnica Chinesa, 13% Malaios e 9% de origem Indiana, será que existe uma identidade em Singapurense?! Sim, existe, resulta precisamente desta diversidade étnica e religiosa, onde a tolerância assenta num acelerado crescimento económico, onde as muitas superfícies comerciais sempre fervilhantes de consumidores espelham a aposta deste sistema político que governa Singapura, onde o sucesso económico esconde a restrição de algumas liberdades, num país onde existe pena de morte e castigos corporais. Contudo esta política repressiva resulta numa baixa criminalidade e elevada segurança, com os cidadãos a abdicar um pouco da sua privacidade e aceitando a permanente vigilância das câmeras de CCTV que são uma constante na cidade, seja em lojas, centros comerciais, hotéis, metro, hostels, na entrada de edifícios, nas ruas, etc…

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Chinatown. Singapore
Chinatown. Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore. Nicolle Street

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

Apesar de muito moderno, de acordo com os padrões ocidentais, onde tudo está planeado e pensado formando uma sociedade “perfeita” e previsível, é impossível esconder que estamos na Ásia… pelos mercados, pela comida, pelos cheiros, pelo fervilhar da vida urbana.

Mas o mais atraente nesta cidade-estado, é a diversidade cultural, que é visível por toda o lado, mas que ganha relevo em certos zonas onde se encontra maior concentração de um determinado grupo étnico; é o caso da Chinatown, da Little India, do Arab Quarter, onde se sente de imediato as diferenças, como se três ou mais gerações não tenham sido suficientes para apagar as tradições e religiões, os usos e os costumes, mantendo-se cada grupo senhor de uma identidade muito forte, onde a língua é o melhor exemplo. O inglês é língua-franca, mas o mandarim, o malaio e o tamil são também línguas oficiais, sendo comum cada individuo falar duas línguas: o inglês e a correspondente ao seu grupo étnico.

Obviamente que estes bairros atraem a população destas etnias, tanto os singapurenses como os imigrantes, que aqui encontram a sua cultura, templos, língua, comida, vestuário, etc… E curiosamente, chega-se a Little India, depois de uma rápida viagem de metro, onde os veículos que circulam sem condutor, e encontra-se aqui o mesmo ritmo, os mesmo cheiros, os mesmos sabores, os mesmos produtos em mercados em mercearias, a comida servida nos mesmos pratos metálicos, os mesmo sharees, os mesmos lungis, o mesmo toque dos sinos nos templos… onde tudo nos transporta de imediato para a Índia.

Little India
Little India

 

Little India
Little India

 

Little India
Little India

O chamado Arab Quarter (Kampong Glam), que de árabe tem essencialmente os comerciantes de carpetes e onde se encontram também alguns restaurantes de comida Turca e Iraniana, é local ideal para saborear os tradicionais pratos Malaios, onde domina a carne, mas onde não é servido porco, de acordo com as tradições muçulmanas, numa zona onde brilha o dourado da mesquita Majid Sultan. Curiosamente é próximo desta zona, na sofisticada e hipster Bugis que se concentram muitos bares ao longa da Haji Lane, sendo local de animada vida nocturna.

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

 

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

 

Kampong Glam. Singapore
Kampong Glam. Singapore

 

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

Em Chinatown, fervilha a actividade em volta da comida, seja em restaurantes ou nos denominados food-courts, que são a opção mais económica e a que atrai a maioria da população local, criando um burburinho que não se limita somente às chamadas horas de refeições, conceito que na Ásia é bastante extenso. Pelas ruas de Chinatown surgem as organizadas e irrepreensivelmente limpas lojas de chá, as farmácias de produtos de Medicina Tradicional Chinesa e as lojas de venda de bird-nest (ninhos construídos com saliva por andorinhas ou de outra ave) e que são uma das especialidades da culinária chinesa, que também tem funções medicinais, constituindo um das comidas mais caras do mundo.

Em Chinatown, ao longo da South Bridge Road, em pouco mais de 500 metros encontra-se a mesquita Majid Jamae, o templo hindu Sri Mariamman e o templo budista Buddha Tooth Relic Temple. Este ultimo apresenta-se mais grandioso que os restantes, com um faustoso templo com centenas de imagens de Buddha, que domina o piso térreo do edifício, e que também alberga um museu, uma cantina, a sala onde se encontra a relíquia e um jardim situado no terraço, que é um pequeno paraíso. Diariamente a diferentes horas do dia, no Buddha Tooth Relic Temple, monges entoam hipnóticos cânticos que enchem o espaço de uma atmosfera mística que dá um brilho ainda mais intenso à rica decoração do templo.

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Buddha Tooth Relic Temple. Chinatown. Sin gapore
Buddha Tooth Relic Temple. Chinatown. Singapore

Mas o local que nos faz esquecer por momentos que estamos em Singapura, situa-se junto ao Chinatown Visitor Center, nas traseiras do Buddha Tooth Relic Temple, onde diariamente se reúnem homens que aqui passam a maior parte do dia, jogando cartas e xadrez, conversando, lendo o jornal ou simplesmente dormindo. Aos Domingos a praça existente mesmo ao lado transforma-se em pista de dança, com música debitada por altifalantes que atrai várias gerações de homens e mulheres, que aqui se reúnem dançado as elaboradas coreografias.

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

Wafles Place, é o centro financeiro de Singapura e onde se concentram os maiores edifícios da cidade, criando a famosa sky-line de arranha-céus que é a imagem de Singapura e da bem sucedida política económica, num país que o Banco Mundial considera o “Easiest place to do business”. Pelas ruas sombrias de Wafles Place, cujos edifícios escondem os raios de sol, circulam homens de negócios de camisa branca e fatos cinzentos, numa sóbria azáfama.

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

 

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

 

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

Apesar de dominarem edifícios, avenidas e vias-rápidas a cidade tem bastantes zonas verdes, onde as árvores são bastante frequentes ao longo das ruas, acrescendo algumas zonas reservadas a parques naturais, mais afastados do centro, que conservam alguma vida selvagem. Os Botanic Gardens, um jardim botânico milimetricamente organizado com os espécimes vegetais minuciosamente identificados merecem uma visita e servem como agradável passeio. O clima tropical de Singapura cria condições óptimas para a vegetação com temperaturas próximo dos 30ºC e humidade de 80%, com o clima constante ao longo do ano, e trovoadas frequentes que trazem chuva e aumentam ainda mais a humidade do ar.

Botanical Gardens
Botanical Gardens

Junto à Marina Bay, por trás do icónico conjunto de edifícios Marina Bay Hotel, fica outra grande mancha verde mas numa vertente mais artificial e de entretenimento, com as Supertree Grove, um conjunto estruturas metálicas em forma de árvores que ficam iluminadas ao fim do dia, ganhando cores fantásticas.

Gardens by the Bay. Supertree Grove
Gardens by the Bay. Supertree Grove

 

Gardens by the Bay. Supertree Grove
Gardens by the Bay. Supertree Grove

 

Bayfront. Singapore
Bayfront. Singapore

 

Esplanade Theatres. Singapore
Esplanade Theatres. Singapore

 

Bayfront. Singapore
Bayfront. Singapore

Para além dos arranha-céus, surgem muitos nichos onde a parte antiga da cidade, dominada pelas shophouses (edifícios com o piso térreo destinado a comércio e habitação por cima) de típica influência chinesa, se mantêm impecavelmente conservadas, alojando diversas actividades comerciais, destacando-se lojas e restaurantes, que com os seus 5 foot inn (passeios sob as arcadas formadas pelo primeiro andar das shophouses) são as zonas mais atractivas para caminhar pela cidade, mas que invariavelmente desembocam em amplas e retilíneas avenidas onde o organizado trânsito flui calmamente.

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

Singapura uma cidade-estado, tecnologicamente moderna, planeada e organizada, onde convivem harmoniosamente diferentes culturas, etnias e religiões, onde tudo é controlado por CCTV, onde o wi-fi está disponível gratuitamente  em quase todos os locais, onde comer no metropolitano dá direito a multa, onde o sempre presente ar-condicionado quase faz esquecer clima tropical, onde esta florescente economia se apoia na mão-de-obra emigrante e onde a população com elevado poder de compra se mantem entretida em lojas e centros comerciais.

 

Actividades gratuitas em Singapura:

Numa cidade cara,  onde em quase todos os entretenimentos e locais turísticos é cobrada entrada, é possível encontrar em Singapura actividades gratuitas:

  • Supertree Grove, e parte dos Garden By the Bay
  • Botanical Gardens
  • Concertos no Esplanade Theaters
  • Lion Dance Performace (Pagoda St)
  • Buddha Tooth Relic Temple

 

Alojamento:

O alojamento em Singapura, numa cidade que luta pela falta de espaço, representa a maior fatia do orçamento de quem aqui vem em visita, pelo que os hotels, com o sistema de quartos partilhados com 4 ou mais camas é a opção mais popular e económica. E não é difícil encontrar hostels, em Kampong Glam, Little India ou Chinatown, mas onde o preço por noite é superior a 20 S$.

5 foot way inn… um conceito feito de pequenos quartos, quase todos com bunk beds, ar-condicionado, casa-de-banho partilhada, pequeno-almoço incluído (pão, cereais, leite, margarina, doce e fruta); uma máquina servindo café, chá, cappuccino, leite com chocolate, etc… está disponível gratuitamente todo o dia.

Estes hostels partilham o mesmo conceito, quartos de dimensões mínimas quase todos sem janelas, alinhados em estreitos corredores que formam um labirinto ocupando antigas shophouses; destinam-se basicamente a estadias de curta duração e a quem passa a maior parte do tempo passeando pela cidade, sendo também usados para quem vem aqui em trabalho.

5 foot way inn está localizado em vários pontos da cidade com diferentes standards em termos de qualidade e conforto, e com diferentes preços. Os preços variam de dia para dia, com valores mais elevados ao fim de semana, ou quando ocupação é maior. As reservas não podem ser feitas na recepção sendo necessário usar o web-site ou enviar um mail para o centro de reservas.

A escolha foi para o Chinatown 2 e para o Bugis situado junto a Kampong Glam. Os preços por noite variam entre os 20 S$ e os 30 S$ para quarto partilhado por 4 pessoas.

 

5footway.inn Project Bugis

Address: 10 Aliwal Street, Bugis, Singapore 199903

5footway.inn Project Chinatown 2

Address: 227 South Bridge Rd, Singapore 058776

http://www.5footwayinn.com/

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Chinatown 2
4 dorm beds at 5footway.inn Project Chinatown 2

 

5footway.inn Project Chinatown 2
5footway.inn Project Chinatown 2

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Bugis. Contacts
5footway.inn Project Bugis. Contacts

 

5footway.inn Project Chinatown 2. Contacts
5footway.inn Project Chinatown 2. Contacts

Transportes:

A melhor forma de se movimentar em Singapura é o MRT, o metropolitano, que cobre de uma forma eficiente a cidade, com serviços regulares. Confortável, rápido e de fácil orientação.

Nas máquinas automáticas de venda de bilhetes existentes nas estações compra-se na primeira viagem um cartão com o custo adicional de 0.10 S$, e que pode ser reutilizado, no máximo de 6 viagens sendo o valor do cartão reembolsado ao fim do terceiro carregamento. É possível comprar bilhete de ida-e-volta, e caso não se utilizem as duas viagens é possível pedir o reembolso junto da bilheteira.

O custo da viagem é proporcional à distância com o mínimo de 1.4 S$ (Singaporean Dolar).

Os autocarros também são modernos e confortáveis, e permitem ver a cidade enquanto se fazem as deslocações.

 

Singapore_MRT_DSC_5868
Mrt. singapore
Singapore. MRT.
Singapore. MRT.

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

Se achou o meu blogue útil ou inspirador, considere apoiá-lo com uma pequena contribuição. Cada donativo ajuda-me a manter este projeto vivo e gratuito para todos os que adoram explorar o mundo.

Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

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