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Stepping Out Of Babylon

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Resultados de pesquisa para: China

Guwahati… a entrada nos estados do Nordeste

Guwahati, não sendo a capital do estado de Assam, é a cidade que serve de porta de entrada nos chamados Northeast States, devido principalmente à sua posição geográfica, no extremo Nordeste da Índia, numa zona de planície entre o Butão e as montanhas do estado de Megahlaya.

Sob o genérico nome de Northeastern States, reúnem-se sete estados, também chamados de Seven Sisters, situados no extremos Nordeste da Índia, fazendo fronteira com o Butão, o Bangladesh, a Birmânia (Myanmar) e Tibete (China). Estes estados juntamente com Sikkim encontrando-se “ligados” ao resto do país por uma estreita faixa de território situado no estado de West Bengal, o chamado “chicken’s neck”, uma faixa de território entre o Nepal e o Bangladesh cuja largura em certo ponto é de somente 23 quilómetros.

Assim estas Seven Sisters, são compostas por: Arunachal Pradesh, Assam, Megahlaya, Tripura, Mizoram, Manipur e Nagaland. Até recentemente estes estados tinham restrições aos visitante sendo necessárias autorizações (permits), mas actualmente, somente o estado de Arunachal Pradesh exige permits para os visitantes, tanto estrangeiros como de nacionalidade indiana, dada a delicada fronteira com a China.

Guwahati
Guwahati

 

Depois de uma viagem de comboio de cerca de 30 horas, espera-nos a habitual agitação das cidades, com barulho, trânsito e movimentos apressados das pessoas. Mas Guwahati tem a vantagem de ter a estação de comboios situada mesmo no centro da cidade, o que evita o habitual stress de negociar tarifas com os ávidos motoristas de tuk-tuks.

E sendo a porta de entrada dos estados do Nordeste, nota-se logo à chegada, com uma grande diversidade étnica, onde sobressaem os rostos de traços mongóis, mas onde são predominantes os traços fisionómicos típicos indianos .

Saindo da estação de comboios deparamo-nos com o Paltan Bazaar situado do lado esquerdo da movimentada estrada nacional que atravessa a cidade, a GS Road (Guwahati-Shilllong Road). No Paltan Bazaar, a menos de cinco minutos da estação e do terminal de autocarros, concentram-se os alojamentos, dominando os hotéis, de maior ou menor qualidade. Mas é aqui que as dificuldades começam. Muitos dos hotéis não aceitam estrangeiros, pois é necessário uma licença especial e dado os pouco visitantes não-indianos muitos optam por não pagar. Por isto, os alojamentos mais modestos não aceitam estrangeiros, argumentando que se encontram cheios, quando na verdade as chaves dos quartos aguardam pacientemente na recepção. Assim somos empurrados para hotéis mais caros, alguns tirando partido das poucas alternativas cobrando preços elevados e oferecendo condições miseráveis… 600 rupias que não dão direito a lençóis lavados!

Nesta busca por um local onde dormir surgiu no meu caminho a placa Youth Hostel instituição que desconhecia existir na Índia. No edifício que já viu melhores dias, reina uma atmosfera de vazio e abandono, o quarto precisa de algumas reparações e a casa-de-banho é decrépita, mas o preço, os lençóis lavados e a simpatia dos funcionários fizeram deste local um abrigo para passar um noite antes de seguir viagem para as montanhas de Megahlaya.

Fancy Bazzar
Fancy Bazaar

Da tarde passado na cidade não houve oportunidade para ir longe do centro da cidade e do confuso Paltan Bazaar e do Fancy Bazaar, que apesar do nome pouca diferença fazem. Mas houve tempo para caminhar até às margens do gigantesco Brahmaputra, de águas castanhas e calmas oferece uma paisagem serena que contrasta com o movimento das ruas da cidade. O Brahmaputra, um dos maiores rios asiático, atravessa todo o estado de Assam, seguindo para Sul até desaguar na Baia de Bengal, atravessando as planícies do Bangladesh.

Brahmaputra
Brahmaputra

Na religião Hindu, é popular representação de yoni juntamente com o lingam, que correspondem aos elementos feminino e masculino da criação cósmica, de acordo com a corrente que segue Shiva. Mas poucos são os templos dedicados exclusivamente ao lado feminino desta energia: Shakti (também referida como Devi), a deusa que representa as energias da criação e da mudança, associada à fertilidade e também à criatividade. Em Guwahati encontra-se um dos mais importantes templos dedicados deusa-mãe: o Kamakhya Temple, onde durante Ambubachi Mela são sacrificados animais, de acordo com a tradição tântrica, onde o sangue de cabras simboliza a menstruação anual da deusa Kamakhya.

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Para quem visita o local, o que sobressai é a côr vermelha, simbolizando a menstruação, o ciclo reprodutivo feminino e a fecundidade: o vermelho das vestes dos pujari (seguidores da deusa Kamakhya), o vermelho das flores que adornam estátuas, o vermelho do pigmento que cobre as estátuas da deusa Kamakhya, junto da qual se acendem incensos e velas, o vermelho que parece jorrar das vaginas de estátuas associadas à fertilidade.

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

 

Como ir até ao Kamakhya Temple:

Para ir ao Kamakhya, pode-se apanhar um dos autocarros que passam na GS Road. Basta perguntar por “kamakhya” e pára na estrada principal (AT Road). O bilhete de bus custa 8 rupias. Depois de passar por um pórtico (gate) encontram-se autocarros da ASTC que fazem o percurso até ao cimo da colina, por 7 rupias; partem quando estão cheios e o percurso demora uns 10 minutos. Existem um acesso pedonal, uma escadaria coberta, que acede ao templo mas que parece ser pouco utilizada face ao conforto e rapidez dos autocarros.

Para visitar o interior do templo é necessário juntar-se às dezenas de peregrinos que aguardam pacientemente numa longa fila, para depositar as oferendas junto do altar da deusa Kamakhya. Mas como acontece muitas vezes na Índia, onde se cultiva a distinção entre classes sociais, existe um acesso VIP que poupa aos peregrinos e visitantes a uma longa espera, mediante o pagamento de 501 rupias… sim, quinhentas e uma… vá-se lá saber o porquê desta modesta rupias no meio de outras 500!!?!?

 

Portico junto à estrada principal onde estacionam os bus que vão até ao cimo da colina. Kamakhya Temple. Guwahati
Portico junto à estrada principal onde estacionam os bus que vão até ao cimo da colina. Kamakhya Temple. Guwahati

 

autocarro para o Kamakhya Temple. Guwahati
autocarro para o Kamakhya Temple. Guwahati

 

Kamakhya Temple. Guwahati
Kamakhya Temple. Guwahati

Onde dormir em Guwahati:

Para quem fica somente por uma noite, a GS Road e as ruas transversais oferecem dezenas de opções com variados preços. Da busca efectuada não se consegue um quarto com casa-de-banho partilhada por menos de 500 INR, que contudo não garantem lençóis lavados.

Inesperadamente surgiu o Youth Hostel que fica num discreto acesso do lado direito da GS Road, na esquina com MD Shah Road. O edifico parece abandonado e de facto ninguém ocupa os quartos, sendo o usado com escritórios de uma organismo estatal ligado ao turismo. O quarto disponibilizado funciona em regime de dormitório, com 4 camas e cada-de-banho, mas encontram-se em más condiarntudi m.em o quarto ficou ssment euma noite e se encontra com orçameto usado com escritório, mulheteções, a precisar de reparações profundas em especial a casa-de-banho. A cama é confortável e os lençóis são limpos; tem rede mosquiteira.

Uma opção para quem pretendi ficar somente uma noite em Guwahati e se encontra com orçamento muito limitado.

Youth Hostel Guwahati: Quarto em dormitório, com casa-de-banho: 250 INR (pelo quarto, independentemente do numero de ocupantes). Apesar de ser um dormitório, como não há mais ninguém o quarto ficou só para mim.

Youth Hostel. Guwahati
Youth Hostel. Guwahati

 

Youth Hostel. Guwahati
Youth Hostel. Guwahati

 

Youth Hostel. Guwahati
Youth Hostel. Guwahati

Onde comer em Guwahati:

Muitos restaurantes, aqui chamados de “hotel” alinham-se junto à estação de comboios e ao longo da GS Road, assim como nas ruas transversais do Paltan Bazaar, com thalis vegetarianos aceitáveis por 60 rupias. Domina a comida típica indiana, mas numa versão mais pobre, com arroz, caris à base da batata e dal aguados. Quase todos os restaurantes servindo pratos veg (vegetariano) e non-veg (não vegetarianos), o que reflecte o gosto dos Assameses pela carne.

Óptimas parahtas durante a manhã nos dois pequenos restaurantes no inicio da GS Road, o Greenview e o Deepak Restaurant, localizados do lado direito de quem vem da saída sul da estação de comboios.

 

"parathas" no Paltan bazaar. Guwahati.
“parathas” no Paltan bazaar. Guwahati.

 

restaurante de comida indiana e deliciosas "parathas" no Paltan bazaar. Guwahati.
restaurante de comida indiana e deliciosas “parathas” no Paltan bazaar. Guwahati.

 

Caso se esteja no Fancy Bazaar e se sinta o apelo do estômago, o Rajhans Hotel, num segundo andar de um anónimo edifício é uma simpática opção, com comida vegetariana, atendimento acolhedor e uma decoração que nos remete para uma cantina de escola, onde o passar do tempo deixou um certo carisma.

Rajhans Hotel: S.S. Road, Fancy Bazaar, Guwahati. Thali vegetariano por 70 rupias.

Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.
Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.

 

tahli no Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.
tahli no Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.

 

Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.
Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.

 

Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.
Rajhans Hotel. Vegetariano. Fancy bazaar. Guwahati.

 

Transportes em Guwahati:

Tanto a estação de comboios como o terminal de autocarros públicos (ASTC) ficam convenientemente situados no centro da cidade, perto de alojamentos e restaurantes e demais actividade comercial.

De Guwahati existem comboios que atravessam o estado de Assam, em direcção a Norte, até Dibrugarh, passando por Dimapur.

Nota: a estação de comboios de Guwahati tem duas entradas: o lado Norte (do mesmo lado do rio) e que é a entrada principal, e uma outra do lado Sul que dá directamente para a GS Road (Guwahati-Shilllong Road). O Reservation Office (para bilhetes de longa distância) fica num edifício a uns metros da entrada Norte da estação (oposta ao Paltan bazaar).

 

Guwahati Train Station. South entrance. Paltan Bazaar
Guwahati Train Station. South entrance. Paltan Bazaar

 

Guwahati Train Station. North entrance.
Guwahati Train Station. North entrance.

 

O terminal de autocarros públicos fica mesmo à saída da estação de comboios (perto do Paltan Bazaar). A bilheteira da ASTC é no interior do edifício, apesar de haver vários quiosques de empresas privadas que também vendem bilhetes da empresa pública.

  • O bus (ASTC) de Guwahati para Shilong parte às 7.30 am, e a viagem demora 4 horas.Bus ticket de Guwahati para Shilong: 135 rupias (a/c)… de facto o ar-condicionado não funciona, mas é suportável pois o autocarro circula sempre com a porta aberta, e à medida que nos afastamos das planícies de Assam a temperatura é mais fresca.

 

horários. Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati
horários. Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati

 

Terminal de bus ASCT em Guwahati
Terminal de bus ASCT em Guwahati

 

Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati
Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati

 

horários. Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati
horários. Terminal de autocarros da ASCT em Guwahati

 

Em alternativa aos autocarros existem os sumo, um todo-o-terreno partilhado, que é um modo de transporte muito comum nos estados do Nordeste, e que faz a ligação entre as principais cidades. No interior do Guwahati Bus Terminal, na zona onde estacionam os autocarros encontra-se um quiosque onde se podem comprar bilhetes para os sumo. Em geral estes veículos não têm horário definido, circulando durante o dia desde manhã muito cedo, e partem quando estão cheios.

  • sumo de Guwahati para Shilong: 170 rupias (a viagem demora cerca de 2.45h, dependendo do trânsito e do número de paragens)

bilheteira de "sumo" no Terminal Central de autocarros
bilheteira de “sumo” no Terminal Central de autocarros

Internet em Guwahati

A maior parte dos hotéis não tem internet, os que têm cobram por vezes 100 rupias por dia. A melhor opção são os postos de internet que são raros e nem sempre são fáceis de encontrar.

Na GS Road, do lado esquerdo de quem se afasta da estação de comboios, existem um edifício de lojas “complex” onde no primeiro andar existe um posto de Internet, Virtual Office-Cyber Café, com boa ligação e com wi-fi.

  • Wi-fi: 30 rupias por hora.

 

altitude: 56 m

população: 809.895

Fotografia


Esta é uma coleção de imagens que ilustram um pouco as minhas viagens — a escolha não é tanto pela estética ou composição, mas pelas afectivas memórias que guardam. Cada fotografia representa emoção de um momento, fragmentos de lugares e sentimentos que permaneceram comigo muito depois de eu ter partido.





Sobre mim

Olá! Sou a Catarina: viajante e aspirante a fotógrafa.

Sou de Lisboa, onde passei a maior parte da minha vida, mas tenho passado os últimos anos a viajar!

A minha primeira longa viagem começou em 2013 e durante 15 meses levou-me até ao Sudeste Asiático e ao Subcontinente Indiano: Índia, Nepal, Laos, Camboja, China, Myanmar (Burma), Vietname e Tailândia. Mais tarde o percurso estendeu-se pela Malásia, Singapura, Sri Lanka e Indonésia… e também pelo Norte de Africa e Médio Oriente como o Irão, Marrocos e Turquia 

O distante Japão e Taiwan são os meus mais recentes destinos, como Myanmar que eu tenho visitado repetidas vezes nos últimos anos.

Com este blog, partilho as minhas viagens e experiências, fornecendo informações e dicas sobre como viajar com um pequeno orçamento e em segurança, esperando assim ajudar outros viajantes e inspirar aqueles que ainda não começaram a viajar.

Não sei ao certo o que me faz continuar, mas a fotografia é com certeza uma das razões para continuar, tentando capturar o espírito e a atmosfera dos lugares, o estilo de vida local e retratar as pessoas.

E comida… a comida é com certeza uma das coisas que mais me entusiasma quando viajo. Mas ser vegetariana traz novos desafios e dificuldades, e espero que a minha experiência(s) possam ajudar a tornar as viagens mais fáceis e deliciosas!

Amor e respeito

“Sê dono apenas do que podes transportar contigo. Conhece línguas, conhece países, conhece pessoas. Deixa que a tua memória seja o teu saco de viagem.”Alexander Solzhenitsyn

Um chamamento para o que é novo, um frémito pelo desconhecido, um impulso que me leva ao movimento e uma vontade de conhecer outras culturas, arrastou-me para viagens de termo incerto, onde cada momento é um desafio à imaginação e um romance com a vida.

Da montanha para a praia… de Kandy para Hikkaduwa de comboio

Ir de comboio de Kandy para as planícies junto à costa de Hikkaduwa revelou-se uma epopeia que durou mais de 9 horas para percorrer os 250 quilómetros que separam os dois locais e implicou apanhar três comboios e fazer dois curtos percursos de autocarro.

Kandy fica no chamado “Hill Country” região montanhosa, de florestas e plantações de chá que domina o centro-sul do país. À volta, seja em que direcção for, estendem-se as planícies de clima tropical que terminam no mar.

Mas dada a orografia do país, a pouco eficaz rede viária e a estrutura do sistema de exploração de transportes, para ir de Kandy para as praias situadas na costa sudoeste é inevitável ir a Colombo, seja para mudar de comboio ou para mudar de bus.

Apesar de parecer pouco organizado e de ser muito lento os autocarros são um bom meio de transporte no Sri Lanka, com serviços cobrindo todo o território com elevada frequência, não sendo necessário esperar mais do 15 minutos cada vez que se tem que mudar de autocarro num terminal de bus, que estão sempre localizados no centro das cidades. O inconveniente dos autocarros é que não existem serviços expresso, pelo que as viagens se tornam longas e cansativas com múltiplas paragens para recolher passageiros e que não se limitam somente aos locais de paragem “oficiais” mas que ocorrem em qualquer sitio onde esteja alguém à espera de autocarros. Os autocarros da companhia estatal (SLBT identificável pela côr vermelha dos autocarros) não têm este problema, mas também não oferecem ligações “expresso” entre as principais cidades.

As estradas que ligam as principais cidades encontram-se em bom estado, mas tendo somente duas faixas de rodagem mostram-se a maior parte das vezes insuficientes para o tráfego existente, dominado essencialmente por autocarros, camiões motas e tuk-tuks, que se ultrapassam em arriscadas manobras, com acelerações e travagens constantes que tornam qualquer viagem cansativa e desconfortável.

As estradas mais movimentadas, como por exemplo Colombo para Kandy encontram-se ladeadas de ambos os lados por habitações, edifícios e comércio o que faz com que ao longo da estrada haja um constante movimento de pessoas e veículos que amiúde ocupa a estrada, tornado ainda mais complicado o fluir do trânsito, e tornando as viagens mais longas.

O comboio é uma verdadeira relíquia deixada pelo colonialismo britânico e mantida quase intacta, com somente algumas carruagens mais recentes “made in china”. As estações, os painéis informativos, os bilhetes e acima de tudo o sistema de exploração totalmente arcaico onde todas as linhas irradiam de Colombo, com os comboios a iniciarem e terminarem o serviço na capital, sendo sempre necessário mudar para outro comboio caso se queira seguir noutra direção. Mantendo a mesma filosofia também não há desdobramentos de linhas ou seja, mesmo havendo um troço com muita procura não faz com que haja mais comboios a fazer esse serviço. O mesmo se aplica a fins-de-semana e feriados, em que o numero de passageiros aumenta com as deslocações para visitar familiares ou locais religiosos, sem que haja mais comboios, fazem com que os comboios andem quase sempre sobrelotados na 2ª e 3ª classe.

Comprar bilhetes para as carruagens de 1ª classe, as únicas com lugares reservados têm que ser feito com mais de um mês de antecedência o que empurra os turistas para as agências de viagens que os reservam com antecedência cobrando elevadas comissões. Ou seja para quem não vai num tour organizado não tem hipótese de ter um lugar reservado nos comboios do Sri Lanka, restando competir por um lugar ou muitas das vezes lutar para conseguir entrar no comboio.

Contudo o preço de um bilhete de comboio é extremamente barato, com uma viagem de 250 km fica em 600 LKR (aproximadamente 3.7€) e com o comboio a fazer percursos mais interessantes do que os autocarros, em especial nas zonas montanhosas.

 

3rd Class train. Sri Lanka
3rd Class train. Sri Lanka

Train departure time @ Galle Train Station
Train departure time @ Galle Train Station

Hatton Train Station
Hatton Train Station

Train Schedule @ Galle Train Station
Train Schedule @ Galle Train Station

Haputale Train Station Staff
Haputale Train Station Staff

Sri Lanka_Train ticket_DSC_7084
Sri Lanka Train ticket

Como ir de Kandy para Colombo de comboio:

A estação de comboios de Kandy está confortavelmente localizada no centro da cidade e pode ser alcançada a pé ou recorrendo aos autocarros locais que passam com grande frequência nas ruas principais da cidade. Não existem indicações ou abrigos que indiquem onde se localizam as paragens de autocarros, pelo que o melhor é perguntar à população local, ou simplesmente estender o braço quando se avista um autocarro e simplesmente perguntar “train station?”.

Para quem está alojado na encosta sul do lago ao longo da Saranankara Road, basta descer até à estrada principal junto ao lago e espera por um dos muitos autocarros que aí passam. O bilhete custa 8 LKR, e o autocarro pára a curta distância da estação de comboios. A alternativa são os tuk-tuk, mas que não cobram menos do que 100 LKR.

Os bilhetes para 2ª e 3ª classe começam a ser vendido uma hora antes do inicio da viagem. Os primeiros comboios da manhã têm sempre mais procura dos que iniciam o percurso mais tarde, pelo que é melhor estar preparado para enfrentar um grande fila na bilheteira.

Como não há lugares reservados é conveniente chegar cedo para arranjar lugar sentado, caso o comboio tenha inicio na estação de Kandy, caso contrário o mais provável é fazer parte da viagem de pé.

A viagem entre Kandy e Colombo é bastante agradável, com grande parte do percurso entre zonas montanhosas repletas de verde, com vistas soberbas sobre vales e os picos mais elevados, caso se consiga um lugar junto à janela, do lado esquerdo, que quem viaja no sentido de Colombo.

A estação de Kandy é pequena, de fácil orientação e sem movimento significativo.

De Kandy para Colombo o comboio demora perto de 4 horas, chegando um pouco depois da hora prevista.

Train ticket: 600 LKR (inclui a viagem de Kandy até Colombo Fort e de Colombo Fort to Hikkaduwa)

 

Kandy Train Station
Kandy Train Station

Kandy Train Station
Kandy Train Station

Kandy Train Station
Kandy Train Station

Kandy Train Station
Kandy Train Station

Train trip from Kandy to Colombo
Train trip from Kandy to Colombo

Train trip from Kandy to Colombo
Train trip from Kandy to Colombo

Como ir de Colombo para Hikkaduwa de comboio:

Chegando a Colombo Fort, a principal estação de comboios da capital é necessário descobrir onde pára o comboio com destino a Matara, que passa em Hikkaduwa, e dado que não existe sinalização adequada e é difícil localizar funcionários, não resta outra hipótese do que perguntar aos outros passageiros, que tudo fazem para ajudar.

Como o primeiro comboio que chegou com destino a Matara estava completamente cheio, o que é frequente nos fins-de semana, a solução foi confiar na ajuda de um dos passageiros que tinha o mesmo destino: apanhar um comboio no sentido contrário até à estação de origem do comboio com destino a Matara, Maradana Station, situada a uns 10 minutos. Aí foi esperar pelo próximo comboio que passasse em Hikkaduwa.

A viagem é bastante agradável com a linha a fazer a maioria do percurso ao longo da costa com vista para o mar.

Chegando a Hikkaduwa, saindo da estação encontra-se do outo lado da rua um pequeno terminal de autocarros. Para ir para as praias de Narigama ou Trianagama, um pouco mais a sul da movimentada Hikkaduwa, basta apanhar um dos autocarros que passam na estrada principal junto ao terminal com destino a Galle.

Bus ticket Hikkaduwa-Narigama: 8 LKR

Colombo-fort Train Station. Sri Lanka
Colombo-fort Train Station. Sri Lanka

Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle

Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle

Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama
Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama

A comida na Malásia

Duas coisas sobressaem na gastronomia da Malásia…. a diversidade étnica, cultural e religiosa que nos remetem para a China, Índia, Tailândia… e o arroz, que é a base da alimentação e presença em quase todos os pratos.

Da passagem pelo Borneo Malaio e pela chamada Malásia Ocidental ficaram diversos pratos representativos da gastronomia malaia, como o lontong, laksa, nasi lemak, nasi goreng… “nasi” significa arroz e “goreng” refere-se a fritos, pelo que arroz frito, ou seja, salteado é um dos pratos mais fáceis de encontrar a qualquer hora do dia, sendo confecionado com frango, vaca ou marisco, ficando a carne de porco excluída da gastronomia de um país muçulmano.

Em termos de nasi goreng, surgem muitas variantes (kampung, pattaya, ayam…), diferindo os ingredientes, temperos e especiarias, sobressaindo o picante. O nasi goreng pattaya, é basicamente fried rice (arroz frito com carne, marisco ou vegetais), envolvido em ovo e regado com um condimento adocicado e picante. No Borneo este prato é muitas vezes é servido com uma taça de um caldo de carne que torna o arroz menos seco. Apesar de ser pouco popular e de não aparecer nos menus é também possível pedir nasi goreng vegetariano, mas que quase sempre é feito com ovo.

Nasi Goreng Pattaya. Malaysia
Nasi Goreng Pattaya. Malaysia

Mas é o nasi lemak que reina, podendo ser considerado o prato nacional da Malásia. Consumido geralmente ao pequeno-almoço, sendo básico e muito simples de preparar. É composto por arroz e pequenas porções de anchovas fritas e amendoins fritos, umas rodelas de pepino e ovo, que pode ser cozido ou frito. Esta refeição que pode ser servida no prato ou embrulhada em folha de bananeira para take–away. Mas o que torna este prato especial é o sambal, uma pasta avermelhada e espessa, feita à base de chilis, cebola, gengibre, alho, anchovas e mais uns quantos condimentos, resultando numa mistura picante, mas muito saborosa.

Nasi Lemak. Malaysia
Nasi Lemak. Malaysia

 

Nasi Lemak take away in banaan leaf. Malaysia
Nasi Lemak take away in banana leaf… a popular breakfast option. Malaysia

Laksa é outro dos populares pratos Malaios que se pode ser classificado entre uma sopa e um caril. Tem por base um caldo, doce e picante, onde se inclui o leite de côco, gengibre, folha de lima (kaffir) e lemongrass, que envolve finos noodles de arroz e rebentos de soja. A esta base geralmente adiciona-se carne, mas também é possível pedir com tofu. No Borneo, o laksa é mais cremoso, com mais leite de côco e geralmente servido com tofu e marisco, onde o marisco se resume a camarões ou lulas… mas seja onde for é sempre servido com lima que faz sobressair os restantes sabores.

Laksa. Melaka. Malaysia
Laksa. Melaka. Malaysia

 

Laksa. Kota Kinabalu. Malaysia
Laksa with heavy coconut gravy. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Lontong, um prato tradicional da Indonésia que foi incorporado na cozinha malaia, e que na sua origem é vegetariano. Feito com arroz prensado formando um rolo compacto que depois é cortado em pedaços. Na altura de servir, adiciona-se a estes “nacos” de arroz um suave caril de vegetais à base de leite de côco, ao qual se junta tofu, tempeh e ovo cozido (ou por vezes frito). À semelhança do nasi lemak, é servido com um colherada de sambal, fazendo também parte dos pratos mais populares consumidos ao pequeno-almoço.

Lontong. Malaysia
Lontong. Malaysia

 

Um snack bastante popular no Borneo, e que provavelmente também se pode encontrar na restante Malásia é o chamado fried carrot cake, que apesar do nome nada tem a ver com cenoura, sendo arroz cozido e prensado em forma de blocos, que é cortado em pedaços e frito com ovo e alguns condimentos de onde sobressai o molho de soja e a presença de picante. Pouco saudável pela quantidade de óleo mas muito apetitoso.

Nas cidades, especialmente nos bairros onde predomina a cultura indiana, muitas vezes chamados de Little India, é fácil encontrar a gastronomia tradicional do sul da Índia, em resultado da forte presença da comunidade Tamil, aqui residente à várias gerações. Para além dos deliciosos caris que dão vida a uma prato de arroz, muitas vezes servido em folha de bananeira, é possível também encontrar murtabak, dosas e outros snacks típicos indianos, servidos com chutney de côco e sambar.

Mas o que se destaca são os roti canai, também chamados roti prata ou paratta. Trata-se de um pão achatado, não levedado, mas cuja massa é estendida até ficar muito fina, sendo para isso atirada com gestos mecânicos e precisos de encontro à bancada, repetidas vezes até quase ficar rasgada, processo que requere muito óleo. Depois estendida é trabalhada de forma a criar camadas toscas, sendo depois frita sob uma chapa metálica até ficar tostada e ligeiramente estaladiça.

O roti é acompanhado de um pequeno prato de caril, onde é demolhado. Podem-se encontrar várias versões deste prato, tanto com recheio de ovo, como banana, leite condensado…

Roti canai. Malaysia
Roti canai. Malaysia

Da presença da comunidade chinesa, ficam muitos restaurantes e todas as variações em volta das noodles soup e fried noodles, sendo juntamente com o nasi goreng, uma opção popular e fácil de encontrar em qualquer altura do dia, e que como é preparada na altura pode ter a variante vegetariana, onde muitas vezes é adicionado tofu, uma notória influência da gastronomia chinesa. Os fried noodles na Malásia respondem pelo nome de Kueh Teow Goreng e são sempre feitos com ovo, uns rebentos de soja e rama de cebolinho. O sumo de lima dá uma frescura a este prato que devido à presença de óleo pode ser ter um paladar um pouco pesado.

Kueh Teow Goreng. street food. Kuching. Malaysia
Kueh Teow Goreng. street food. Kuching. Malaysia

Os dim sum, tradicional refeição cantonesa cozinhada ao vapor em cestas de bambu, é uma presença em alguns restaurantes chineses, alguns dos quais ainda mantêm o sistema tradicional em que a comida é feita circular em carrinhos por entre as mesas, com os clientes a escolherem a refeição de entre as dezenas de variedades… onde dificilmente se consegue encontrar comida vegetariana.

Muito popular nas zonas de maior concentração da comunidade chinesa, como são as chamadas Chinatown existentes em várias das cidades da Malásia, é a venda de carne seca, em placas ou tiras, que é preparada de diferentes formas, indo do doce ao picante.

Mas o que sobressai da comida chinesa, tanto pelo preço como pela variedade de opções são os chamados rice plate, ou pratos de arroz. São refeições que têm por base uma dose de arroz, e onde cada um pode compor o prato servindo-se dos vários acompanhamentos, que podem ser carne, peixe, ovos, muitos vegetais e o popular tofu que é confecionado de variadas formas. Este sistema é muito popular, não se limitando à gastronomia chinesa, estendendo-se os restaurantes de comida malaia que apesar de mais vocacionados para a carne é o que apresenta mais variedade em termos de comida vegetariana. Basta chegar e dizer “rice” e é-nos dado um prato com uma porção de arroz para cada um acrescentar os acompanhamentos.

Rice plate restaurant. George Town. Malaysia
Rice plate restaurant. George Town. Malaysia

 

Rice plate. George Town. Malaysia
Rice plate. George Town. Malaysia

 

Rice plate street food. George Town. Malaysia
Rice plate street food. George Town. Malaysia

E em termos de comida de rua, a Malásia vai buscar muita inspiração à vizinha Tailândia, sendo mais fácil de encontrar nas cidades do norte do país do que por exemplo no Borneo. Em pequenas bancas que surgem a diversas horas do dia em locais específicos da cidade pode-se encontrar apom, steam rice cake, fried banana, e as populares e deliciosas apam balik, pancakes recheadas de amendoim… e muitas mais deliciosas opções que também incluem os salgados, quase sempre fritos.

Apom. George Town. Malaysia
Apom. George Town. Malaysia

 

street stall of chendul (chendol). George Town. Malaysia
street stall of chendul (chendol). George Town. Malaysia

Os mercados são também óptimos locais para saborear e experimentar a grande variedade de comida, muita que é difícil de identificar, se é doce ou salgada, se é de carne ou vegetariana… mas que desperta sempre a curiosidade.

Street food. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Street food. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

Shellfish. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Shellfish. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

Como país de clima tropical abundam as bananas, mangas e papayas… mas nos mercados como também em vendedores de rua encontram-se também ananás, jackfruit, melancias e meloas… mas é o durian, o rei dos frutos, muito apreciado e ao mesmo tempo detestado, pelo cheiro intenso, que leva a que seja proibido transportar ou comer durian nos transportes públicos e outros locais.

Durian. Kota Kinabalu. Malaysia
Durian. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Fruits. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Fruits. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

Doces

O chendul (ou chendol) é um tradicional doce-gelado muito popular na Malásia, à base de leite de côco e gelo moído, regado com uma calda de açúcar de palma e servido com uns noodles verdes (cuja côr vem de uma planta usada frequentemente em doces, o pandan) e uns quantos feijões adocicados. Pode parecer estranho mas é delicioso e refrescante e em alguns locais, como George Town as pessoas fazem fila para comprar este doce que se vende em pequenas bancas de rua.

Chendul (chendol). Melaka. Malaysia
Chendul (chendol). Melaka. Malaysia

 

Fry Banana. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Fry Banana. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

Malaysia_Snacks at market_DSC_4604
Sweet and deep fry snacks at Central Market. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Muito popular é kaya (kay ajam), um doce de côco, ovo e açúcar que por vezes pode ser ter a cor verde que vem da presença de pandan, um vegetal que também é usado na confecção de alguns pratos malaios. Kaya é usada para barrar tostas, que são também uma das alternativas em termos de pequeno-almoço na Malásia. O Kaya Jam é também usado como recheio de  bolos e pasteis geralmente de masa folhada.

Kaya Jam. Malaysia
Kaya Jam. Malaysia

 

Coconut puff tart. Chinatown. Kuala Lumpur. Malaysia
Coconut puff tart. Chinatown. Kuala Lumpur. Malaysia

A juntar aos doces não pode faltar o beancurd (também chamado soybean pudding) uma espécie de pudim feito de soja que é regado com calda de açúcar de palma, é também popular nas zonas de maior presença Chinesa.

Beancurd. Kuala Lumpur. Malaysia
Beancurd. Kuala Lumpur. Malaysia

Bebidas

Sendo um país maioritariamente muçulmano o álcool é pouco usual nos restaurantes locais, sendo fácil de encontrar em bares e locais mais turísticos, especialmente a cerveja.

Mas o mais popular em termos de bebidas é o Teh tarik, que é chá ao qual é adicionado leite-condensado e que pode ser servido quente ou com gelo (Teh Ais). É consumido pela manhã, geralmente quente, acompanhando as refeições, roti canai por exemplo, ou durante o dia, numa pausa no dia de trabalho.

O café é também fácil de encontrar, sendo na Malásia usual o café de “filtro” mas servido numa versão bastante forte em termos de cafeína e de aspecto denso e escuro, mas de sabor suave.

Teh Ais (Ice tea with condensed meilk). Malaysia
Teh Ais (Ice tea with condensed meilk). Malaysia

 

Coffee. Malaysia
Coffee. Malaysia

Para comida vegetariana a melhor opção são os restaurantes indianos, pela influência da religião Hindu e alguns restaurantes chineses que pela ligação à religião Budista podem por vezes excluir produtos animais. Nos restaurantes mais direcionados para a gastronomia Malaia é notória a forte presença de pratos de carne, sendo contudo respeitadas as regras halal, que excluem a carne de porco. Contudo a carne de porco é bastante popular na comida chinesa.

De uma forma geral poucos são os pratos exclusivamente vegetarianos na gastronomia da Malásia, e mesmo os que aparentam não ter produtos animais, podem muitas vezes ser servidos com um condimento chamado “sambal” inclui anchovas ou outro qualquer pequeno peixe.

Para quem está habituado a comer de faca e garfo, tem aqui que se adaptar ao uso da colher e do garfo, pois a faca é instrumento que não chega à mesa, sendo desnecessário visto que a comida vem cortada em pedaços sendo levada à boca com a colher, servindo o garfo para empurrar os alimentos para a colher. Na Malásia usa-se a mão direita para levar comia à boca. Nos restaurantes indianos é frequente usarem-se os dedos para levar a comida à boca, mas está sempre disponíveis colheres. Colher e chopsticks são usados nos restaurantes chineses. De uma forma geral, os restaurantes não têm guardanapos.

E como em outros países asiáticos o primeira refeição do dia é feita à base de arroz e noodles, com sopas ou caris. Os rotis são também populares ao pequeno-almoço. Muitos dos restaurantes que servem pequenos-almoços abrem pelas 6 horas da manhã, mas nem sempre estão abertos até à hora de jantar, fechando pelas 3 ou 4 horas da tarde. Mas outros há que não abrindo tão cedo, servem refeições até à hora de jantar.

Rice and curry for for take away. Malaysia
Rice and curry for for take away. Malaysia

De uma forma geral, mesmo resumindo as escolhas a pratos vegetarianos a Malásia oferece uma grande diversidade gastronómica, variando bastante em termos de sabores, caracterizando-se por pratos simples, rápidos de confecionar e bastante saborosos…. com o laksa, lontong e nasi lemak a deixarem saudades.

Custos

Nos food courts uma refeição custa entre 3.5 e 5 RM, ou seja consegue-se facilmente fazer uma refeição por 1€.

O mesmo se aplica ao chamado rice plat, que com duas ou três variedades vegetarianos fica por cerca de 4 RM. Os custos de comida em Kuala Lumpur são um pouco mais elevados, mas um rice plate consumido num restaurante a custar cerca de 5 RM, se bem que num banca de rua pode ficar mais barato

Pratos com carne, peixe ou marisco têm sempre preço mais elevado.

Street food. prices. Malaysia
Street food. prices. Malaysia

Caminhando pelo Taman Negara National Park

O parque natural Taman Negara conserva uma das mais antigas florestas húmida do mundo, e um dos mais importantes existentes na Malásia Peninsular atraindo bastantes visitantes, tanto nacionais como estrangeiros. Por isso encontra-se bem organizado, de fácil orientação e acesso… também por isso, as hipóteses de observação de vida selvagem resumem-se à densa e húmida floresta a não se que se opte pelos trilhos mais longos que podem demorar mais do que um dia.

A melhor altura para visitar o parque é fora da época das chuvas que começa em Outubro e dura até Fevereiro. O pico de turismo é entre Abril e Agosto. Em Dezembro a chuva não é garantida, mas pode surgir de forma repentina, em geral durante a tarde, sendo quase garantida chuva nos dias em que o céu amanhece sem nuvens, o que faz com o ar aqueça bastante formando nuvens que inevitavelmente trazem chuva.

O parque é de muito fácil orientação, pelo menos nos trilhos mais próximos dos head quarters, com setas e indicação das distâncias, pelo que não é necessário recorrer a guias. O recurso a um guia é de cerca de 30 RM para o percurso até Bukit Teresek, que é o mais curto. Grande parte do percurso até Bukit Teresek é feito por um estrado planos e algumas escadas, somente com umas poucas zonas em terreno natural. O acesso ao Canopy Walkway é igualmente feito por estrados.

Nesta altura do ano, com a chuvas a serem frequentes, a opção foi pelos percurso mais próximos do parque, com a caminhada até Bukit Teresek começando pelas 8 da manhã chegando ao viewpoint na altura em que nuvens de humidade se desprendem lentamente das copas das árvores, formando um fino manto branco que esconde o azul do céu. Este espetáculo dura pouco tempo com este vapor de água a esfumar-se à medida que o sol aquece o ar.

No regresso, chega-se ao Canopy Walkway, um conjunto de pontes suspensas entre as copas das árvores que formam um percurso e cerca de 500 metros. Para além de desafiarem o equilíbrio de cada um, permitem ter um diferente ponto de observação das árvores e restante vegetação que constitui esta rica e diversificada floresta. Partes deste percurso situam-se a cerca de 30 metros do solo, e suportam-se em árvores com mais de 250 anos… obrigada árvores!

O percurso até Bukit Teresek e o Canopy Walkway demoram pouco mais do que três horas deixando tempo para um banho nas água transparentes do rio Sungei Tahan

Como em termos de vida animais pouco há a ver neste percurso, mas em compensação a floresta apresenta-se rica e diversificada, e uma caminhada lenta permite apreciar os pequenos detalhes e a forma como a luz que a custo atravessa as altas copas das árvores incide sobre os diferentes tipos de verde.

Mas é injusto dizer que não nos deparamos com vida animal, pois a sanguessugas é uma constante nas zonas mais húmidas dos trilhos, com estes persistentes animais a aninharem-se entre do dedos dos pés… desagradável experiência!

Kuala Tembeling
Kuala Tembeling

 

Kuala Tembeling
Kuala Tembeling

 

Tembeling River. Taman Negara
Tembeling River. Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara, during the storm
Taman Negara, during the storm

 

Taman Negara, after the storm
Taman Negara, after the storm

 

Kuala Tahan

A pequena povoação de Kuala Tahan, situada na confluência de dois rios, donde o nome “Kuala” significa “junção de dois rios”: o Sungei Tahan de águas límpidas e o Sungei Tembeling que arrasta uma côr barrenta e que continua até Kuala Tembeling.

Kuala Tahan vive basicamente do turismo associado ao Taman Negara, sendo pouco mais do que uma rua, onde se encontram alguns restaurantes, cafés, posto de Internet, agências de viagens e algumas lojas (que só abrem na época alta). Daqui acede-se à zona onde atracam os long-boats, e onde se encontram os “floating restaurants”, que são restaurantes construídos em jangadas e que servem ao mesmo tempo de habitação.

Pelas ruas de Kuala Tahan, sucedem-se falsos postos de informação turística, que são basicamente agências de viagem que vendem bilhetes de barco e de mini-van de regresso a Kuala Tembeling ou a Kuala Lumpur. E também não faltam quartos, bungalow e guest houses que disponibilizam quartos ou camas em dormitórios.

Em Dezembro, tendo oficialmente começado a época das chuvas a presença de visitantes era discreta, mantendo as ruas da povoação desertas durante quase todo o dia, com excepção da hora de jantar, onde o único restaurante aberto serve refeições (Que Restaurant) e funciona também como ponto de encontro para os habitantes locais se reunirem bebendo chá ou cerveja, enquanto assistem a um jogo de futebol num ecrã de grandes dimensões.

Contudo a altura de maior movimento em Kuala Tahan é de manhã, com a actividade a começar bem cedo pelas 7.00h da manhã, com a população local a concentrar-se junto ao mesmo restaurante, que nesta altura se encontra fechado. Junto à rua principal alinham-se vendedores de comida, que pode ser servida no local ou embrulhada em folha de bananeira para take-away. Deliciosa comida e ambiente agradável que aliviaram as 3 horas de espera pelo autocarro de regresso a Kuala Tembeling.

 

Kuala Tahan pier.
Kuala Tahan pier.

 

Kuala Tahan main street with bus stop at the end
Kuala Tahan main street with bus stop at the end

Custos:

Entrada no Parque: 1 RM

Uso de câmera fotográfica ou iphone: 5 RM

Canopy Walkway: 5 RM, pagos no inicio do troço ou no fim, conforme o sentido em que se faz o percurso.

Barco para atravessar o rio entre Kuala Tahan a entrada do Taman Negara: 1 RM (a viagem demora cerca de 2 minutos)

Taman Negara fees
Taman Negara fees

 

Canopy Walkway ticket. Taman Negara
Canopy Walkway ticket. Taman Negara

Alojamento em Kuala Tahan

Nos arredores de Kuala Tahan encontram-se algum resorts.

Dentro do parque, junto aos head-quarters encontra-se também um sofisticado resort, o Mutiara Taman Negara, que tem várias opções de alojamento para vários preços, e também com o sistema de dormitórios em que uma cama em quarto partilhado, com ar-condicionado fica em cerca de 28 RM. A desvantagem é que fora as caminhadas pelo parque pouco há a fazer neste lado do rio, enquanto em Kuala Tahan, sempre se pode observar o pacato quotidiano da população e encontrar opções mais baratas para refeições.

Pela rua principal de Kuala Tahan encontram-se pequenas placas indicando o nome de hotéis e guest houses, a maioria somente com quarto duplos (com preços a rondar os 60 RM) mas onde existem algumas guest-houses com dormitórios (preços ente os 20 e os 25RM).

A escolha foi para a Rayyan Hostel, situada mesmo à saída do cais, subindo a rampa do lado esquerdo que dá acesso à povoação de Kuala Tahan. Aqui somente existem dormitórios, com casa de banho partilhada, com a opção de ventoinha (20 RM) ou ar-condiconado (25 RM). O local, simples e modesto, a proprietária simpática e prestável, com razoáveis casas-de-banho e chuveiros (com água quente) tornaram agradáveis as duas noites aqui passadas.

 

Rayyan Hostel. Kuala Tahan
Rayyan Hostel. Kuala Tahan

 

Rayyan Hostel. Kuala Tahan
Rayyan Hostel. Kuala Tahan

Onde comer em Kuala Tahan

Para além dos “floating restaurants” que têm mais ambiente mas são um pouco mais caros, o Que Restaurant, situado na esquina entre a rua principal e a rua que dá acesso ao cais, em frente à escola, é uma boa opção, com comida feita na hora, e com pratos vegetarianos.

Como este restaurante se encontra fechado de manhã, a opção para o pequeno almoço são as bancas de venda de comida que se instalam no mesmo local a partir das 7.00h da manhã, servindo caris e nasi lemak que fazem parte dos hábitos alimentares dos Malaios onde o arroz é presença indispensável às refeições; por sinal o mais delicioso nasi lemak saboreado na Malásia, e sem dúvida o mais barato, por 3 RM.

Mesmo ao lado outro restaurante serve rotis desde as 8.00h.

E na mesma área, outro pequeno espaço serve chá e café, quente ou com gelo.

 

Que Restaurant. Kuala Tahan
Que Restaurant. Kuala Tahan

 

Kuala Tahan. Local food stall in mais street during mornings
Kuala Tahan. Local food stall in mais street during mornings

Como ir de Kuala Lumpur para Taman Negara

A opção mais fácil é usar os serviço de uma agência, que garante as ligações entre autocarros e o barco. A opção foi para a Han Travels que tem um balcão em Chinatown, no Complex Selancor na Jalang Sultan, em frente ao hotel Swiss Inn.

O autocarro parte às 8.30 am. Convém comprar o bilhete de véspera, em especial se for época-alta, mas também se pode comprar no próprio dia devendo-se chegar um pouco mais cedo pelas 8.00h.

A viagem em mini-van até Kuala Tembeling (demora 3 horas) mais o percurso de barco até Kuala Tahan (3 horas) custa 95 RM. A viagem em mini-van é feita em grande velocidade e com o motorista a fazer arriscadas ultrapassagens, fazendo com que a chegada a Kuala Tembeling por volta das 11.30h, sendo depois necessário esperar até às 13.00h para o barco iniciar o percurso.

Han Travel office @ Kuala Lumpur
Han Travel office @ Kuala Lumpur

Alternativa sem agências de viagens:

  • A alternativa é ir até do Perkeliling Bus Terminal em Kuala Lumpur, e apanhar um bus para Jerantut: 30 am 10.45 am 12.00 pm 3.30pm 05.30 pm; Ticket 19 RM.
  • De Jerantut não existem buses até Kuala Tembeling pelo que é necessário recorrer a um táxi (16 quilómetros de distância).
  • O barco de Kuala Tembeling para Kuala Tahan custa 45 RM.

Boat schedules. Kuala Tembeling
Boat schedules. Kuala Tembeling

 

Como ir de Taman Negara para Kuala Lumpur

O regresso pode ser feito da mesma forma, com o sem o percurso de barco a ser substituído por mini-van. A Han Travels tem um serviço que parte pelas 10.00 am; o bus deve ser reservado de véspera num dos restaurantes flutuantes que serve de escritórios a esta travel agency.

  • Alternativa sem agências de viagens:

Autocarro local de Kuala Tahan para Jerantut.

O autocarro parte da rua principal de Kuala Tahan, onde se situam os restaurante e lojas, mesmo em frente ao posto de internet.

O horário dos autocarros varia em função dos fins-de-semana e durante a época baixa, pelo que convém verificar os horários com a população local. Garantido todos os dias está o bus das 10.00h e o das 15.00h. Em época alta existem também autocarros às 7.30h, 12.00h e mesmo durante a tarde.

A viagem é agradável e demora 1.5 horas, pelo meio da floresta.

Ticket: 7 RM

Bus from Kuala Tahan to Jerantut
Bus from Kuala Tahan to Jerantut

 

Do terminal em Jerantut partem diariamente autocarros para Kual Lumpur (Pekelinling Bus Station): 8.45h, 10.00h, 13.30h, 14.45h, 16.00h e 19.30h (este ultimo somente aos Domingos).

A viagem demora 3.5 horas, dependendo do trânsito à chegada a Kuala Lumpur

Ticket: 19 RM.

Caso o autocarros estejam esgotados existe um serviço de mini-van que parte às 12.00h, que custa 40 RM, também com destino ao Pekelinling Bus Station. A viagem demora 2 horas.

 

Pekelinling Bus Station situa-se no Norte da cidade de Kuala Lumpur, e mesmo junto ao terminal situa-se a linha de Monorail. Para chegar a Chinatown, a estação de Monorail mais próxima é de Maharajalela Station. Ticket 3.3 RM.

 

Kuala Lumpur… a grande cidade

Uma cidade que muda bruscamente e que nos surpreende e desafia: de uma compacta e uniforme malha urbana, deparamo-nos com gigantescas torres de escritórios; de uma caminhada por ruas secundárias esbarramos longas avenidas onde o trânsito é intenso e frequentemente congestionado; de uma arquitectura colonial chocamos com modernos e arrojados edifícios; de ruas fervilhantes de comércio desembocamos em vias-rápidas que criam barreiras quase intransponíveis; zonas ajardinadas cercadas e isoladas por massivos viadutos de betão.

Da habitual agitação do quotidiano asiático chocamos com o agressivo trânsito urbano… uma acumulação de contrastes que deixou um memória de uma cidade pouco atractiva, onde as principais actividades são as compras em centros comerciais e a visita aos arranha-céus e torres que são a imagem de marca da cidade de Kuala Lumpur.

Apesar do grande impulso que a economia da Malásia teve nos últimos tempos, e do qual as Petrona Towers e a torre Menara KL são orgulhosos símbolos, a cidade de Kuala Lumpur evidencia os contrastes sociais e económicos, com a cidade a atrair não só a população rural como também um grande numero de imigrantes, muitos vindos da Indonésia que nem sempre aqui encontram o esperado sucesso.

A zona de Chinatown é um exemplo destas assimetrias, reunindo muitos sem-abrigo, mendigos e toxicodependentes, sem contudo se notar perigo em termos de segurança nas ruas, mesmo durante a noite, sendo contudo pouco agradável as caminhadas nocturnas.

Perto fica o chamando Colonial District… onde se encontram exemplos de arquitectura colonial britânica, tanto igrejas, estações de comboios (como Kuala Lumpur Station), como edifícios públicos e administrativos, hoje transformados em museus.

Ficou a faltar uma visita às Batu Caves… um oásis de verde no meio desta gigante capital.

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Chinatown. Kuala Lumpur
Chinatown. Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Colonial District. Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur Train Station. Kuala Lumpur
Kuala Lumpur Train Station. Kuala Lumpur

Alojamento:

Kuala Lumpur oferece muitas opções em termos de alojamento, para vários orçamentos. Chinatown tem a fama de concentrar o maior numero de budget hostel e guest houses, atraindo assim a maioria dos backpacker que de uma forma geral não se demoram mais do que um ou dois dias, sendo KL muitas das vezes a ultima “escala” de quem viaja pelo Sudoeste Asiático.

Boa localização, fácil acesso por transportes públicos, grande oferta em termos de comida não fazem contudo de Chinatown um local atractivo. A zona atrai muitos sem-abrigo, mendigos e toxicodependentes, sem contudo se notar perigo em termos de segurança nas ruas, mesmo durante a noite, sendo contudo pouco agradável caminhadas nocturnas.

Em termos de preços, um quarto duplo na zona de Chinatown, com casa-de-banho partilhada, free wi-fi e pequeno-almoço (pão, doce, margarina, chá e café) não fica em menos de 60 RM. E para estes valores existem muitas opções, valendo a pena um passeio em especial pela Jalan Tun H S Lee e pela Jalan Sultan.

A escolha foi para a Submarine Guest House, moderna, não muito grande e sossegada, com uma agradável zona comum. Não tem pequeno-almoço mas pode-se usar os utensílios, micro-ondas, chaleira e frigorífico existentes.

Submarine Guest House

Address: 206, Jalan Tun H S Lee, 56100 Kuala Lumpur, Wilayah Persekutuan, Kuala Lumpur. (Existe um outro junto ao Central Market)

Quarto duplo: oficialmente é 70 RM, mas negociado pode ficar por 50 RM (quarto sem janela, com ar-condiconado).

Bed Dorm: 30 RM

Shared-toilet, free wi-fi, disponível water-refill.

Chinatown é facilmente acessível pela Pasar Seni (LRT) e pela Maharajalela Station (monorail), ou Plaza Rakyat, perto da Puduraya Bus Station (LRT). Contudo KL Sentral é longe e difícil de alcançar a pé.

Submarine Guest House. Chinatown. Kuala Lumpur
Submarine Guest House. Chinatown. Kuala Lumpur

Onde comer:

Existem muitas opções na zona de Chinatown, mas os preços são um pouco mais elevados em KL do que noutras cidades da Malásia, em especial ao longo da Jalang Petaling, onde a grande presença de turistas inflaciona os preços e faz decrescer a qualidade.

O local de eleição, pela boa qualidade da comida, pela higiene e pelo cuidado atendimento (com algumas flutuações dependendo do staff) foi para o Al Ariffin Restaurante, que serve comida Malaia mas pertencente à comunidade Tamil, com muitas opções vegetarianas, uma grande variedade de pratos de arroz (nasi) deliciosos rottis e com forno tandori onde se confeccionam naan, tradicional pão indiano. Também com sistema de self-service cuja parto tem por base arroz e que custa (dependendo do numero de acompanhamentos) cerca de 4 RM. Delicioso ice-tea… mas com leite-condensado!!!

Al Ariffin Restaurante

Address: Jalan Sultan Mohammed, mesmo em frente do terminal de autocarros e da estação de MRT de Pasar Seni.

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

Mas vale a pena um incursão na Jalang Petaling, apesar da confusão, barulho e de permanentemente atafulhada de bancas de venda de roupa, artigos electrónicos, souvenires, etc… para provar o delicioso Bean Curd (uma espécie de pudim feito de soja que é regado com calda de açúcar de palma), que é diariamente vendido numa pequena banca de alumínio… caso não seja fácil de encontrar, apesar de muitas vezes os clientes fazerem fila, basta perguntar a algum dos vendedores no local.

Bean Curd @ Jalang Petaling, Chinatown, Kuala Lumpur
Bean Curd @ Jalang Petaling, Chinatown, Kuala Lumpur

 

Na esquina entre a Jalan Tun H.S Lee e a Jalan Tun tan Cheng Lock, fica uma minúscula loja que pode facilmente passar despercebida, S’ Ban Siew Pow, e cujo horário é difícil de compreender. Mas vale a pena fazer algumas tentativas para poder saborear os deliciosos pastéis de massa folhada recheados com doce de côco. Também estão disponíveis outras variedades salgadas recheadas com carne de porco.

Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur
Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur

 

Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur
Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur

 

Como ir do TBS (Terminal Bersepadu Selatan) para Chinatown (Kuala Lumpur)

Chegando ao terminal TBS somos deixados junto a um conjunto de escadas rolantes que levam ao átrio principal do terminal.; aqui caminhando um pouco encontra-se uma saída do lado direito, com indicações de KLIA, que dá acesso ao uma ponte pedonal; do outro lado encontram-se escadas e elevador até chegar ao piso térreo. Na rua, caminhando para o lado direito (para quem este de frente para o edifício gigantesco do terminal); passando o terminal de táxis está uma paragem de autocarros.

O Bus 690, Rapid KL demora 20 minutos (fora das horas de ponta) e termina em Pudu Sentral (Puduraya), perto do edifício Plaza Raykat, daqui são 5 minutos a andar até à Jalang Petaling, o coração da China Town em Kuala Lumpur.

Para efectuar o percurso inverso, o Bus 690, inicia o serviço em direção ao TBS no mesmo local onde termina: na Jalang Pudu, perto do Pudu Sentral (Puduraya). Atenção, o Bus 690 não pára dentro do terminal, mas sim na rua, num estacionamento junto à Jalang Pudu.

Bus ticket (TBS to Pudu Sentral-Puduraya): 2 RM.

Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur
Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur

Alternativa:

Cruzando a ponte pedonal à saída do TBS, seguir as indicações até à estação de comboios KTM-Komuter. Seguir a Seremban Line até KL Sentral. (2.4 RM). Em KL Sentral apanhar o LRT para Pasar Seni (1.4 RM). Esta alternativa é mais dispendiosa mas tem a vantagem de nas horas de ponta ser mais fiável, dado que o trânsito em Kuala Lumpur pode fazer com que a viagem de bus entre a cidade e TBS demore mais de uma hora.

Tickets, Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur
Tickets, Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur

Malacca ou Melaka?!?

Os dias amanhecem quentes com a luz intensa do sol mostrando-se implacável, ferindo a vista e obrigando a procurar refúgio nas sombras dos baixos edifícios da parte antiga da cidade. Mas chegando ao meio do dia, o azul do céu rapidamente desaparece com a chegada silenciosa de pesadas nuvens cinzentas, que arrastam consigo um ar húmido e espesso. O vento que traz algum alívio à pesada atmosfera anuncia tempestade e em gesto rotineiros comerciantes retiram os produtos expostos para dentro das lojas. Repentinamente, pesadas gotas de chuva enchem as ruas de água, obrigando toda as pessoas a procurar abrigo em passo acelerado pelo ritmo dos trovões. Um espetáculo que magnetiza deixando muita gente como que hipnotizada olhando a água que jorra dos beirais dos telhados, ou perscrutando o céus na esperança de ver o rasto luminoso dos relâmpagos.

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Chinatown. Melaka

 

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Chinatown. Melaka

Melaka, ou também chamada de Malacca, cujo nome vem de uma árvore, com uma longa história e significativa impotência na cultura e na economia do povo Malaio, esteve desde o inicio do século XV sucessivamente sob o domínio Português, Holandês e mais tarde Britânico, devido à sua posição privilegiada junto à vizinha Indonésia e localização estratégica na rota comercial entre a Ásia e a Europa.

Desta presença europeia que durou até ao 1957 ficou um arquitectura tanto militar, civil e religiosa, que constitui hoje o centro histórico, eleito como Património Mundial pela Unesco. Nesta compacta zona formada pela praça principal – Jalan Gereja – e por uma suave colina adjacente, concentram-se igrejas e diversos edifícios coloniais, deixados pelos Holandeses e pelos Ingleses, com muitos destes edifícios convertidos em museus.

Aqui concentra-se grande parte das atrações que dão fama a Melaka, atraindo a habitual quinquilharia de souvenires, cafés e restaurantes. E é também aqui que se concentram dezenas de cycle-rickshaws que deixaram para trás a simples função de meio de transporte local e se também converteram em atracção turística, passeando-se pela cidade ao som de música de batida acelerada e som estridente que ecoa nas pacatas ruas da cidade. Cada um destes cycle-rickshaws é uma verdadeira instalação artística e um elogio ao kitsch, com decorações relacionadas com cartoons e outros temas populares, cujos passageiros se mostram mais interessados em tirar selfies do que em admirar o percurso pela cidade.

Dutch Square. Melaka
Dutch Square. Melaka

 

Melaka
Melaka

Mas basta atravessar uma das pequenas pontes sobre o rio e chegamos à Chinatown, que apesar do nome é um misto de etnias e culturas, mas onde as shop-houses nos remetem para a presença de comerciantes chineses que aqui se estabeleceram à várias gerações. É por aqui, nas ruas calmas e tranquilas que melhor se pode apreciar o ritmo descontraído da cidade e dos seus habitantes, assim como a comida tradicional Malaia, o nasi lemak, o laksa e o lontong, saborear os picantes caris indianos e provar o doce e refrescante cendol que apesar de se encontrar por vários países asiáticos, tem aqui lugar de destaque.

Revelando a diversidade étnica e religiosa que caracteriza a Malásia de hoje, encontram-se na mesma rua, ao longo da Jalan Tokong, a mesquita Majid Kampung Klig, o templo hindu, Sri Poyyatha Vinayagar Moorthi Temple que em cartas horas do dia parecem competir entre si, com o mullah a fazer o chamamento para uma das cinco orações do dia e os sinos do templo a tocarem freneticamente durante o puja da comunidade hindu.

Majid Kampung Klig. Chinatown. Melaka
Majid Kampung Klig. Chinatown. Melaka

 

Melaka
Melaka

 

Chinatown. Melaka
Chinatown. Melaka

 

Melaka
Melaka

Alojamento:

Um boa atmosfera numa guest house pode fazer toda a diferença no tempo que se fica numa cidade, e pela a estadia em Malacca ficou marcada pela atmosfera tranquila e acolhedora da Jalan Jalan Guest House. Situada na zona histórica da cidade mas longe do ambiente confuso da chamada Dutch Square (Jalan Gereja), totalmente devotada ao turismo, a Jalan Jalan Guest House situa-se num edifício de construção tradicional em madeira, simples e despretensioso, na denominada Chinatown.

O staff é da máxima amabilidade e simpatia. São locais como estes, que pelo ambiente e atmosfera nos fazem ficar mais tempo do que o previsto….

Jalan Jalan Guest House

Address: Jalan Tokong, 75200 Melaka, Malaysia

Phone: +60 19-655 1131

Quanto duplo: 40 RM

Dorm: 16 RM

Free wi-fi. Free coffe and tea.

Casa-de-banho partilhada.

Laundry.

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka

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Jalan Jalan Guest house. Melaka

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka

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Jalan Jalan Guest house. Melaka

 

Onde comer:

Cendol:

O tradicional doce-gelado muito popular na Malásia, à base de leite de côco, e gelo, regado com uma calda de açúcar de palma, e servido com uns noodles verdes (cuja côr vende vem de uma planta usada frequentemente em doces, o pandan) e feijão adocicado. Encontra-se um pouco por todo o lado, mas a escolha foi para um servido num restaurante chinês que tem este doce como especialidade (20, Jalan Tukang Besi).

Cendol @ 20, Jalan Tukang Besi), Chinatown. Melaka
Cendol @ 20, Jalan Tukang Besi), Chinatown. Melaka

Comida Malaia:

Sayyid Antique (na Lorang Hang Jebat, em frente à Jalang Kampung Kuli) uma loja de antiguidades onde os artigos para venda servem de decoração ao espaço, onde um casal muito simpático serve refeições simples e muito saborosas de comida típica Malaia, como Nasi Lemak, Longtong, Laksa… e como a comida é preparada a hora pode-se pedir versão vegetariana com tofu. O ambiente é calmo e acolhedor.

O preço destes pratos varia entre 3.5 e 4 RM.

Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Lontong @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Lontong @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Laksa @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Laksa @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Comida Indiana:

Sri Kaveri Catering, (115, Lorang Hang Jebat) com tahli servido em folha de bananeira, com direito a refill por 8 RM

Sri Kaveri Catering. Chinatown. Melaka
Sri Kaveri Catering. Chinatown. Melaka

Como ir de Melaka Sentral para o centro da cidade:

Chegando ao terminal de autocarros Melaka Sentral é necessário entrar no edifício, um misto de terminal de autocarros, sala de espera e centro comercial, e procurar as setas “Domestic Bus”, de onde partem os autocarros urbanos.

Bus para o centro de Melaka: numero 17.

Ticket: 1.5 RM

_Melaka_Bus from Sentral to City_DSC_6102 _Melaka_Bus from Sentral to City_DSC_6104

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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