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Stepping Out Of Babylon

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Resultados de pesquisa para: China

Youth Hostel (YHA)… alojamento bom e barato

Definitivamente a melhor solução em termos de alojamento na China são os designados Youth Hostels que apesar do nome não se limitam a acolher jovens.

Estão geralmente bem localizados, nos centros das cidades, junto a estações de autocarros ou de comboios, ou perto de atrações turísticas; encontram-se espalhados um pouco por todo o país, existindo pelo menos dois ou três por cada província do vasto território chinês.

Oferecem boas condições, com quartos duplos, ou individuais, com casa de banho privativa ou partilhada; contudo a opção mais popular são os dormitórios ou quartos partilhados, de quatro, seis ou oito camas, sempre na sistema de beliche, e que podem ter ou não casa de banho no interior do quarto.

Apresentam-se com boa decoração, limpos e arejados. Têm sempre disponível gratuitamente água filtrada, quente ou natural. Dispõem de cacifos para guarda de valores, geralmente junto à cama ou por vezes na recepção. O chuveiro e por vezes o lavatório dispõem de água quente. Secador de cabelo é disponibilizado geralmente na recepção sob pagamento de uma franquia que é reembolsada aquando da sua devolução.

Dependendo do clima da região, os quarto estão por vezes estão equipados com aquecimento central, ventoinhas e mesmo alguns com ar-condicionado. Nas regiões onde os Invernos são mais rigorosos é frequente encontrar cobertores elétricos para aquecimento das camas. Só nas grandes cidades é possível encontrar o serviço de lavandaria, contudo são fornecidas condições para lavar e secar a roupa; existe também a opção de usar a máquina de lavar roupa cujo custo ronda os 10 yuan por carga.

Dependendo do local e da dimensão do hostel, podem ter ainda restaurante, zona de estar com televisão, snooker, jogos, uma pequena biblioteca mas cujos livros são maioritariamente em chinês… os melhores têm ainda pequenos espaços verdes como é o caso do Hello Chengdu, que fazem esquecer que se está no centro de uma cidade de mais de quatro milhões de habitantes.

Na recepção destes Youth Hostel encontra-se sempre alguém que fala inglês, e que está apto a fornecer informações sobre transportes e locais a visitar nas redondezas. Nos hostels situados nas grandes cidades é possível reservar bilhetes de autocarro e de comboio mediante o pagamento de uma comissão, assim como tours e visitas organizadas aos vários locais de interesse turístico.

Wi-fi gratuito.

Os preços para os dormitórios variam entre os 30 e os 40 yuan, mas podem ser superiores dependendo das condições oferecidas e da localização, sendo geralmente mais caros nas grandes cidades em comparação com as povoações mais pequenas.

Dispondo de Cartão de Membro, com o custo anual de 50 yuan, é possível ter descontos nos vários hostels podendo o valor de uma noite num dormitório ter um desconto de 5 a 10 yuans.

http://www.yhachina.com/index.php?hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=288&hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=347&hostID=2

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dao Cheng: MaMa Hotel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=217&hostID=2

Dao Cheng: MaMa Hotel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=2&id=208

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Foto: Litang: Summer International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=367&hostID=2

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Kanding:

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=1&id=251&hostID=2

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

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Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Litang… o “wild, wild West” Chinês

Wild, Wild West… são as palavras que melhor se adaptam à imagem que se tem à chegada a Litang: ruas poeirentas, de pavimento degradado, porcos comendo restos de comida no meio da estrada principal obrigando camiões velhos e ruidosos a desviarem-se, libertando nuvens de negro escape e levantando a poeira da estrada que parece cobrir toda a cidade, roubando-lhe as cores e deixando-a com um uniforme tom cinzento. Grupos de homens reúnem-se ao longo dos passeios, encostados às paredes, aos postes e às árvores, vestindo pesados e grossos casacos, conversando e olhando quem passa, com o rosto, de traços forte e de pele escura, semi-coberto pelas abas dos chapéus de feltro, fazendo rolar nos dedos as contas dos rosários que sempre trazem consigo.

A cidade é famosa na região pelas anuais corridas de cavalos que em Agosto reúnem diversos grupos étnicos desta região, alguns ainda nómadas vivendo da criação de gado, para exibirem as sua perícia e habilidades equestres. Contudo, estas corridas foram proibidas no ultimo ano pelo governo devido a protestos contra a presença chinesa na região.

Á volta de Litang, pequena e concentrada, de uniforme volumetria, encontra-se uma vasta planície de campos agrícolas onde pasta gado, e que se estende até às montanhas de cumes arredondados, desertas de vegetação que dominam a paisagem e que produzem um interessante contraste com o azul intenso do céu, que caracteriza estas regiões de ar seco e de elevada altitude do planalto tibetano.

Apesar da evidente presença chinesa, que sobressai nas dezenas de restaurantes que se alinham ao longo da rua principal, aqui domina claramente a cultura tibetana, com grande parte da população resistindo à adopção do mandarim, com excepção das crianças que o aprendem na escola.

À noite a população reúne-se diariamente na praça central, construída ao estilo chinês, moderna e organizada, para executar danças tradicionais, com as mulheres parecendo competir na exibição dos tradicionais longos vestidos enfeitados com coloridos aventais, característicos do Tibete. À volta da praça vários grupos e polícias vigiam os participantes, pois estes ajuntamentos proporcionaram anteriormente pretexto para manifestações contra a presença chinesa.

Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
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Pequeno e discreto tempo que exibe orgulhosamente um retrato do Dalai Lama, imagem proibida na China
Pequeno e discreto tempo que exibe orgulhosamente um retrato do Dalai Lama, imagem proibida na China
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang

 

População: 51.300

Altitude: 4014 m

…de Shangri-lá a Dao Cheng

(English version from the text posted in Jun/2014)

308 quilómetros e 11 horas de viagem separaram estas duas povoações situadas perto da fronteira com a denominada Região Autónoma do Tibete: Shangri-lá na província de Yunnan e Dao Cheng na província de Sichuan.

Apesar de desde meados do século XVIII o Tibete se encontrar sob administração do Imperador da China, somente em 1950, com a ocupação por parte do Exército Popular de Libertação, passou a fazer parte da China, passando a maioria do seu território a ser denominado de Região Autónoma do Tibete, sendo a restante área dividida palas províncias de Qinghai, Gansu, Sichuan e Yunnan.

Dada a dificuldade de viajar na Região Autónoma do Tibete, que requer autorização específica e obriga a viajar em grupo recorrendo inevitavelmente aos serviços de agências turísticas que encarecem significativamente o custo da viagem, a melhor opção para quem quer conhecer o que ainda resta da cultura tibetana e apreciar as fenomenais paisagens do planalto tibetano é percorrer as povoações junto à fronteira com a Região Autónoma do Tibete, e onde o acesso mais fácil é feito pelas províncias de Sichuan e Yunnan.

Em alternativa a região de Ladakh no extremo Norte da Índia é outra forma de chegar perto do Tibete. Em Kathmandu, no Nepal, e no estado de Himachal Pradesh, no Norte da Índia é possível ter contacto com esta cultura junto das grandes comunidades de tibetanos que se aqui se refugiaram, incluindo o Dalai Lama que se encontra em Dharamsala, mais concretamente na cidade de McLeod Ganj.

A viagem de autocarro, apesar das más condições da estrada, em que parte do percurso em terra-batida, atravessando a cadeia montanhosa de Meili Xue Shan, também denominada de Mainri Snow Mountains, subindo às altas passagens e descendo aos vales para atravessar rios, com a estrada serpenteando as abruptas encostas, oferece paisagens de cortar a respiração.

À saída de Shangri-lá a paisagem é dominada pelo verde dos pinheiros que cobre praticamente todas as encostas das montanhas, com excepção dos cumes mais elevados onde o rigor do Inverno deixa ainda vestígios da neve que cobre estas paisagens. Nos vales correm ribeiras e rios cujo nível baixo das águas deixa a descoberto um tapete formado por pedras arredondadas pela passagens das geladas águas.

Deixando para trás pequenas povoações rodeadas de modestos campos agrícolas que se dispõem ao longo das férteis das margens de linhas de água, por onde pastam yaks e cavalos selvagens, que à medida que se vai subindo as íngremes encostas se vão tornado cada vez mais modestas até desaparecer quase por completo a presença humana, surgem no horizonte abruptos penhascos cinzentos que parecem tocar no branco das nuvens que decoram o azul do céu.

As povoações que se encontram ao longo do caminho, que não são mais do que algumas casas dispersas ao longo da estrada, apresentam uma arquitectura característica do Tibete, com edifícios constituídos por três grossas paredes de pedra formando um retângulo, no interior das quais se constrói com auxílios de robustos troncos de madeira a habitação, quase sempre de dois pisos; cuja fachada principal é totalmente em madeira; as portas e janelas são emolduradas por elaborados e coloridos desenhos pintados na madeira entalhada em intrincadas formas geométricas, que sobressai no branco das paredes.

À medida que se entra na província de Sichuan, as casas adquirem outras características, sendo as paredes exteriores totalmente construídas em pedra, com as decorações de portas e janelas a darem lugar a uma moldura preta em forma de trapézio, tornando estas habitações mais sólidas e sombrios, sentimento realçado pelas paredes de pedra em tom cinzento que a custo sobressaem da paisagem seca e poeirenta.

Cruzando os pontos mais altos, e progredindo para Norte a paisagem vai ficando cada vez mais árida, com a floresta a dar lugar a encostas arenosas e rochosas de tons cinzentos e acastanhados, dando à paisagem um tom selvagem e inóspito.

...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
paragem para almoço... de Shangri-lá a Dao Cheng
paragem para almoço… de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
bus ... de Shangri-lá a Dao Cheng
bus … de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng

Nota: a maioria das fotografias foram tiradas dentro do autocarro o que justifica a má qualidade

Mosteiro de Sumtseling

A poucos quilómetros a Norte de Zhondgian, encontra-se o famoso Mosteiro de Sumtseling (Sumtseling Gompa), que com mais de 300 anos é considerado o mais importante do Sudoeste da China, contando com cerca de seiscentos monges.

O mosteiro, dominando um das encostas das montanhas que rodeiam a cidade de Zhondgian é formado por múltiplos edifícios, maioritariamente destinados ao alojamento dos monges, destacando-se no topo da elevação os principais templos coroados pelo brilho dourado dos telhados.

Apesar da presença de grandes grupos de visitantes encaminhados por guias que à custa de pequenos altifalantes conduzem os visitantes pelos vários templos, é possível encontrar neste mosteiro recantos solitários que convidam à introspecção, enquanto se observam estátuas de Buda cobertas de antiguidade e apreciar o vento que arrasta o ar seco e frio do cume das montanhas e que agita ferozmente os corpos expostos ao sol implacavelmente intenso que as poucas nuvens que se espalham pelo céu não são capazes de amortecer.

 

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Mosteiro de Sumtseling

Como visitar o Mosteiro de Sumtseling

  • Bilhete: 140 yuan (inclui transporte desde a bilheteira ao Mosteiro)
  • Para quem quiser evitar este custo tem como alternativa apanhar o Bus 3 (2 yuan), que passa perto da Old Town, em direcção a Norte; o motorista obriga todos os turistas a sair para se deslocarem às gigantescas instalações de venda de bilhetes.

Nas traseiras deste edifício encontram-se os autocarros que transportam os visitantes directamente ao mosteiro.

Contornando o edifício pela esquerda (do lado direito está um guarda) apanha-se a estrada que segue em direcção ao mosteiro.

O caminho é sempre a subir mas não demora mais do que 15 minutos, e permite fazer um desvio para a esquerda em direção a uma colina onde são executados os “sky burial” e de onde se tem um vista fenomenal, tanto em termos de paisagem como do mosteiro.

Continuando a subida, chega-se a um ponto alto de onde é possível seguir directamente pela estrada em direcção à entrada principal do mosteiro ou em alternativa descer em direção a um lago, contornando-o por um passadiço de madeira; este ultimo percurso é mais longo mas mais bonito.

Chegando junto ao mosteiro, é necessário caminhar para o lado esquerdo (a entrada principal fica do lado direito) até encontrar uma entrada secundária que não é vigiada.

A partir daqui é subir até aos templos situados no topo da colina.

Para sair, pode-se usar a porta principal pois não existe qualquer controlo.

O regresso pode ser feito pelo Bus 3, que parte do recinto em frente à entrada principal do Mosteiro; preço do bilhete de bus: 2 yuan.

How to visit the Sumtseling Monastery

  • Tickets: 140 yuan (ticket includes transportation from the Monastery )
  • For those who want to avoid this cost has alternatively take the Bus 3 (2 yuan), which passes close to the Old Town, towards North; the driver requires all tourists to leave to move to gigantic installations ticketing.

To the rear of this building are the buses that transport visitors directly to the monastery.

Skirting the building on the left (the right side is a guard) picks up the road that goes towards the monastery.

The path is always going up but doesn’t take more than 15 minutes, and allows you to make a detour to the left toward a hill where they run the “sky burial” and where it has a phenomenal view, both in terms of landscape as the Monastery.

Continuing the ascent, you reach a high point where you can go straight down the road towards the main entrance of the monastery or alternatively down toward a lake, bypassing it with a wooden walkway; the latter route is longer but more beautiful.

Arriving at the monastery, you must walk to the left side (the main entrance is on you right) to find a secondary entrance that is not guarded.

From here you climb up to the temples.

To exit, one can use the main door because there is no control.

The return can be done by Bus 3 that part of the enclosure opposite the main entrance of the Monastery; ticket price of bus: 2 yuan.

Dalí… a cidade bilhete-postal

Dalí é uma pequena cidade da região de Yunnan, que se destacou por estar localizada na rota comercial entre a China e a Birmânia e que apesar de ter perdido importância com o encerramento deste acesso soube tirar partido das suas características arquitectónicas para se tornar num local turístico, atraindo milhares de visitantes, maioritariamente chineses, que aqui vêm em excursão de um dia ou optam por ficar mais tempo atraídos pela pitoresca calma da vila.

A parte antiga de Dali concentra-se no interior de grossas mas baixas muralhas, formando um quadrado, com uma porta em cada uma das faces, orientadas segundo os pontos cardinais. Destas portas ornamentadas com elaboradas construções em madeira pintada de corres garridas e que contrasta fortemente com o cinzento das pedras que forma as muralhas, fica-se com uma ideia clara da localização privilegiada da cidade, que de um lado tem a presença maciça de uma aparentemente intransponível cadeia montanhosa, de onde escorrem pequenos riachos que atravessam a cidade, desaguando no Lago Dian (Diãn Chí) que se encontra do lado oposto.

O cinzento da pedra que serve de base à maioria das construções e a argila usada no fabrico das características telhas que uniformemente cobrem as casas de Dalí, fazem da cidade uma mancha cinzenta e baça que destoa no azul do céu que pontuado de espessas nuvens brancas emoldura quase sempre a paisagem.

As ruas principais são exclusivamente dedicadas à venda de artigos tradicionais da região, entre tecelagem e ourivesaria, produtos alimentares onde domina a carne seca e os doces à base de flores, amuletos e roupas inspirados nos trajes tradicionais dos diversos grupos étnicos e muitas lojas de chá, pelo qual a região de Yunnan é famosa.

À noite os inúmeros restaurantes enchem-se, animando as ruas com música ao vivo, ao longo das quais artesãos expõem os seus trabalhos, numa abordagem mais criativa e alternativa do artesanato da região.

Em Dalí predomina a etnia Bai, cujos trajes tradicionais são somente envergados pelas guias que conduzem grandes grupos de turistas chineses pelas ruas da cidade, em silenciosos veículos elétricos, visitando museus e templos e passeando pelas muralhas que rodeiam a parte antiga da cidade.

De Dalí fica uma turística e pitoresca cidade, calma e organizada, mas onde falta uma certa espontaneidade, respirando-se uma atmosfera de “bilhete-postal”. O pequeno mercado situado num dos cantos da muralha destoa deste ambiente oferecendo um pouco de colorido e de exotismo pela diversidade dos produtos expostos, alguns difíceis de identificar aos olhos de um ocidental pouco habituado à gastronomia chinesa.

Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Ao fim do dia, numa das maiores praças da cidade reúnem-se mulheres que ao som de musica chinesa praticam exercício que mais se assemelha a uma dança
Ao fim do dia, numa das maiores praças da cidade reúnem-se mulheres que ao som de musica chinesa praticam exercício que mais se assemelha a uma dança
ao longo de algumas das ruas, correm pequenos riachos
ao longo de algumas das ruas, correm pequenos riachos
Dalí
Dalí
Um das portas de acesso à cidade antiga de Dalí que se encontra cercada por espessas muralhas
Um das portas de acesso à cidade antiga de Dalí que se encontra cercada por espessas muralhas
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Uma das ruas principais de Dalí, totalmente dedicadas ao comércio de produtos locais pelos quais esta região da província de Yunnan é famosa, como doces feitos à base de flores, carne seca, e especialmente o chá
Uma das ruas principais de Dalí, totalmente dedicadas ao comércio de produtos locais pelos quais esta região da província de Yunnan é famosa, como doces feitos à base de flores, carne seca, e especialmente o chá
Dalí
Dalí
Dalí
Dalí
Mercado de Dalí
Mercado de Dalí
Mercado de Dalí
Mercado de Dalí
Mercado de Dalí
Mercado de Dalí
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Vendedor de doces numa das ruas principais de Dalí
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Muralha que circunda a cidade e de onde é possível ver o lago

População: 110.000 habitantes

Altitude: 1900 m

Como obter visto Chinês no Laos

Definitivamente, obter o visto para entrar na China, mesmo para turismo, não é tarefa simples, exigindo mais documentos do que é normal para a maioria dos países do sudoeste asiático e não existe a possibilidade de solicitar visto à chegada.

O visto turístico, tipo “L”, é de 30 dias; é valido por três meses a contar da data de emissão. Ficar mais do que os trinta dias dá direito a pesada multa e a um pedido formal de desculpa baseado numa boa justificação (segundo informações recolhidas na net a multa, é de 500 yuan), correndo-se o risco de ver para sempre vedada a entrada na China.

A primeira tentativa de obter o visto foi na embaixada Chinesa em Bangkok, que é tarefa que demora e exige uma boa dose de paciência; convém chegar bem cedo, pois os serviços de visto só funcionam da parte da manhã, e mesmo assim não se poupa uma espera de mais de quatro horas, numa sala apinhada de gente, e que se pode prolongar pela tarde, pois mesmo quando os serviços encerram as pessoas que se encontram no seu interior são ainda atendidas.

Mesmo tendo chegado pouco mais de meia hora depois da abertura das portas, deparei-me com uma verdadeira multidão que enchia por completo a vasta sala, tendo pela frente mais de duzentas pessoas.

Segundo informações recolhidas junto de outros turistas mais habituados a este processo, é praticamente impossível solicitar o visto de entrada na China caso não se tenha cópia do bilhete de avião, coisa que não dispunha pois o meu objectivo era entrar na China pela fronteira com o Laos. É também necessário apresentar comprovativos das reservas do alojamento durante a estadia na China.

Desisti! Seguindo alguns conselhos optei por solicitar o visto noutro local, que na Tailândia pode ser em Chiang Mai, ou em Vientiane, capital do Laos, que no meu caso se apresentava mais favorável.

O processo em Vientiane revelou-se simples e fácil, não tendo demorado mais de 10 minutos, incluindo o tempo de preenchimento do impresso de pedido de visto, no total de quatro páginas.

 

Documentos necessários para pedido do visto para a China:

  1. Passaporte válido por 6 meses;
  2. Impresso de pedido do visto (application form): é disponibilizado nos serviços da embaixada, devidamente preenchido, que para além dos dados de identificação, nome da empresa e contactos da entidade empregadora (podem ser dados falsos pois esta informação não é verificada pelos serviços consulares), deve também constar o itinerário previsto e o numero de dias; pode ser um qualquer, e convém excluir alusões a uma visita ao Tibete;
  3. Uma fotografia com fundo claro;
  4. Cópia do passaporte;
  5. Cópia do extrato bancário provando meios financeiros para suportar as despesas da estadia;
  6. Cópia do bilhete de avião: é suficiente o bilhete de ida; caso se opte por entrar na China por meios terrestres o melhor é forjar um bilhete com base noutro qualquer, alterando datas e nomes com recurso ao Photoshop ou a outro software de edição de imagem;
  7. Comprovativo das reservas de alojamentos: basta enviar uns mails para vários hotéis ou hostels a reservar quarto para as datas descritas nos impresso de pedido de visto; depois é voltar a contactar estas entidades para cancelar a reserva; caso não aceitem fazer reservas sem pagamento de uma percentagem (caso dos muitos alojamentos associados à Hostelworld), basta aproveitar o mail de resposta e editar o texto confirmando a reserva;
  8. Custo

Single Entry                                           $30

Double Entry                                          $45

Multiple Entry valid for 6 months          $60

Multiple Entry valid for 12 months        $90

Multiple Entry validfor 24 months         $90

Este valor pode ser pago em dólares ou na moeda local. Em Bangkok o pagamento é feito nos serviços da embaixada, mas em Vientiane é necessário ir ao Banco da China para fazer o pagamento, ao qual acresce um pagamento de 1000 kip para despesas bancárias.

Para cidadãos com passaporte americano o custo do visto é de 130$…. vá-se lá saber porquê!!!

  1. O visto fica disponível ao fim de 4 dias úteis.

 

Embaixada Chinesa em Vientiane, Laos (Chinese embassy in Vientiane, Laos)

Website: http://la.china-embassy.org/eng/

Email: chinaemb_la@mfa.gov.com

Ambassador: Mr. Bu Jianguo

Address: Wat Nak Road, Sisattanak, Vientiane, Lao P.D.R (P.O.Box 898)

Office Hours: 8:00-11:30, 14:00-17:00 Monday-Friday

Tel: +856-21-315100

Fax: +856-21-315104

Email: chinaemb_la@mfa.gov.com

Consular Office

Office Hours: 9:00-11:30 Monday-Friday

Tel: +856-21-315105

 

Embaixada Chinesa em Bangkok, Tailândia (Chinese embassy in Bangkok Thailand)

Website: http://www.chinaembassy.or.th

Email: chinaemb_th@mfa.gov.cn

Ambassador: Mr. Guan Mu

Address: 57, Ratchadapisek Road, Bangkok, 10310, Thailand

Tel: +66-2-2450088, 2457043, 2457044 (direct)

Fax: +66-2-2468247

Consular Office

Office Hours: 09:00-11:30, Monday-Friday

Tel: +66-2-2457033, 2457036 (24 hour Auto Answer), 2478970 (14:00-17:00 Working Day)

Fax: +66-2-2472214

 

China Visa
China Visa

 

 

Documents required for visa application to China:

  1. Passport valid for 6 months;
  2. Visa application form: it’s available in the embassy, duly filled in, which in addition to identification data, company name and contact details of the employer (may be fake data because this information is not verified by consular services) , should also include the planned itinerary and the number of days and should be excluded allusions to a visit to Tibet ;
  3. Photograph with light background;
  4. Copy of passport
  5. Copy of flight ticket: it is enough to one-way ticket; if you choose to enter China by crossing land border, the best is to forge a ticket based on any another, changing dates and names using Photoshop or other image editing software;
  6. Copy of bank statement proving financial means to bear the expenses of the stay;
  7. Proof of booking of accommodation: just send a few emails to various hotels or hostels to book room for the dates outlined in the application form for a visa; is then re-contact these entities to cancel the reservation; if they not accept reservations without payment of a percentage (the case of many lodges associated with Hostelworld), just take the email reply and edit the text confirming the booking.
  8. Cost

Single Entry                                                  $ 30

Double Entry                                                $ 45

Multiple Entry valid for 6 months      $ 60

Multiple Entry valid for 12 months    $ 90

Multiple Entry valid for 24 months    $ 90

This amount can be paid in dollars or in local currency. In Bangkok payment is made in the embassy services, but in Vientiane is necessary to go to the Bank of China to make the payment, which adds a payment of 1,000 kip for bank charges.

For citizens with American passports the visa fee is $130.

  1. Visa becomes available after 4 days.

A comida na Birmânia

Refletindo a diversidade cultural e étnica deste país, situado entre o subcontinente indiano e o sudoeste asiático, a gastronomia birmanesa apresenta uma grande diversidade onde se nota uma forte influência indiana e chinesa.

Comparando com a vizinha Tailândia os pratos típicos birmaneses podem parecer pobres e demasiado simples, mas apresentam a vantagem de oferecem uma grande variedade de paladares na mesma refeição, indo do salgado ao amargo e do picante ou ácido, longe dos paladares refinados e adocicados que caracterizam os caris tailandeses, e com forte presença de óleo e de fritos.

Tanto a carne como o peixe, tanto de rio como de mar, estão presentes em muitos dos carris, de molhos espessos e gordurosos que em geral fazem parte da tradicional refeição birmaneses, onde em volta de uma grande tigela de arroz são dispostos pequenos pratos, contendo os referidos caris, lentilhas ou feijão estufado, legumes salteados, saladas de legumes crus, pickles de rebentos de bambu, um prato de legumes frescos, como quiabos, feijão verde, pequenas beringelas, couve… à qual se acrescenta um caldo de legumes, muito leve e claro. Esta refeição pode ser condimentada com alho cru, malaguetas, e uma mistura seca ou oleosa de camarões secos com chillis.

As refeições birmanesas são geralmente partilhadas entre a família e amigos, que reunidos em volta da mesa partilhas dos vários pratos servidos, misturando no prato com pequenos pedaços de arroz. As refeições são tomadas em ambiente calmo, pouco dado a conversa sendo a atenção direcionada para a comida.

Acompanhado sempre as refeições, e servido em praticamente todos os locais, desde casas de chá, restaurantes, cafés e mesmo em bancas de rua encontra-se o chá, que é disponibilizado gratuitamente, retirado de termos ou das tradicionais chaleiras, e bebido em pequenas taças que se encontram nas mesas, semi-mergulhadas numa tigela com água. Atenção, estas chávenas muitas vezes não são lavadas depois de utilizadas sendo novamente mergulhadas na mesma tigela.

Presença frequente para acompanhamento de refeições como para a preparação de saladas e na confecção de alguns pratos é o laphet, folhas de chá verde fermentadas que ganham um sabor ácido muito característico.

O laphet domina uma das mais populares saladas, ao qual se acrescenta tomate e couve finamente cortados, e estaladiços amendoins, grão ou favas, fritos previamente, e é temperada com sumo de lima. A esta mistura pode ser acrescentado arroz, passando a ter o nome de támin dhouq.

Outra salada muito popular é a let thoke, feita à base de massa de trigo, mistura com vegetais, e molhos e onde os ingredientes são envolvidos com farinha de grão, tornando-a numa refeição substancial para o começo do dia.

Mas o mais popular prato da cozinha Birmanesa é sem duvida o mohinga, uma sopa à base de noodles sobre os quais é deitado uma grande concha de um caldo espesso feito à base de legumes e de peixe, mas do qual não se encontram vestígios permanecendo contudo um ligeiro sabor, sobressaindo em contrapartida os aromas de pequenas cebolas e umas fatias do tronco de bananeira que surgem neste delicioso caldo. Por cima é colocada cebola frita, chilli seco, coentros frescos e mais uns quantos condimentos saídos de anónimos frascos, sendo a presença de ovo cozido opcional. Este prato é preparado no momento, com o caldo retirado de uma fumegante panela e despejado sobre os noodles, geralmente em pequenas bancas de rua, que surgem de manhã bem cedo e funcionam até perto das nove ou dez da manhã, surgindo novamente pela tarde, a partir da 4h, terminando pelo por do sol. Algumas tea-houses servem também mohinga, geralmente durante todo o dia… ou até acabar!!

Esta sopa pode ser enriquecida com chamuscas, tofu frito ou alguns legumes também fritos, que são cortados e colocados no topo, sendo mais frequente o uso de uma espécie de bolacha crocante feita à base de grão e lentilhas, frita em óleo.

Para vegetarianos existem várias opções, em especial nas grande cidades, nos bairros dominados por hindus e indo-burmeses, que trouxeram da vizinha Índia, em especial do sul, do estado de Tamil Nadu, a sua característica cozinha, à base de caris e dosas, e onde se podem encontrar as paratas, os naans, as chamuças… Nas zonas onde é mais dominante a presença muçulmana, é fácil de encontrar as pharatas, os birianis, que podem ser de carne ou de vegetais.

Em relação aos pratos mais tradicionais da Birmânia, não é tão fácil encontram caris de vegetais, em especial nas zonas rurais onde a variedade é mais limitada, mas é sempre possível fazer uma refeição à base de arroz de dos vários acompanhamentos servidos com a refeição. Em algumas cidades, em especial pelo fim do dia, surgem diversas bancas que confecionam arroz (fried rice) ou noodles salteados (fried noodles), que dado serem feitos no momento podem sempre dispensar a tradicional carne, quase sempre de galinha ou porco.

Tanto a carne como o peixe são cozinhados frescos, encontrando-se à venda em todos os mercados, tanto de manhã bem cedo como ao fim do dia, altura em que as condições de higiene se deterioram significativamente com o intenso calor e a presença de moscas. Muito popular é o peixe seco, que enche preenche grandes áreas nos mercados com o seu característico cheiro ao qual se junta o do marisco seco, frequentemente minúsculos camarões, muito usado na preparação de saladas. A carne seca faz também parte da culinária birmaneses, sendo fácil de identificar nos caris pela sua côr escura e textura compacta.

mohinga, pela facilidade em se encontrar nas ruas de qualquer cidade ou povoação, à beira da estrada, junto a mercados ou em ruas secundárias, pode ser considerada o prato mais popular entre os birmaneses, sendo muitas vezes consumido ao pequeno almoço.
mohinga, pela facilidade em se encontrar nas ruas de qualquer cidade ou povoação, à beira da estrada, junto a mercados ou em ruas secundárias, pode ser considerada o prato mais popular entre os birmaneses, sendo muitas vezes consumido ao pequeno almoço.
pão frito, uma espécie de farturas mas sem açúcar, que é popular ao pequeno-almoço como acompanhamento do café ou do chá
pão frito, uma espécie de farturas mas sem açúcar, que é popular ao pequeno-almoço como acompanhamento do café ou do chá
preparação da let thoke, uma salada à base de massa, legumes frescos como tomate e couve, com muitos anónimos e indecifráveis condimentos, tudo ligado com farinha de grão e misturado com as mãos
preparação da let thoke, uma salada à base de massa, legumes frescos como tomate e couve, com muitos anónimos e indecifráveis condimentos, tudo ligado com farinha de grão e misturado com as mãos
let thoke
let thoke à direita e mohinga à esquerda… ao fundo um caldo de arroz cozido que por vezes é servido como acompanhamentos das saladas
ingredientes para mohinga e let thoke
ingredientes para mohinga e let thoke
preparação de fritos à base de lentilhas, pequenos peixes ou de camarão seco, que depois de fritos forma uma espécie de bolacha que poder ser consumida como um snack ou como acompanhamento de sopas
preparação de fritos à base de lentilhas, pequenos peixes ou de camarão seco, que depois de fritos forma uma espécie de bolacha que poder ser consumida como um snack ou como acompanhamento de sopas

Quanto aos doces… parte importante de qualquer gastronomia a Birmânia oferece muita variedades: desde os tradicionais doces indianos, aos bolos recheados de pasta de grão tradicionais da China.

De uma forma geral os doces birmaneses são feitos à base de arroz, seja de arroz glutinoso cozido, seja de pastas feitas com farinha de arroz, formando pudins consistente e gelatinosos, surgindo a tapioca como alternativa ao arroz, sendo muito frequente o uso de leite condensado como adoçante.

Estes doces são quase sempre acompanhados de côco fresco ralado, ou no caso do arroz glutinoso, de uma mistura de sésamo torrado com sal, que faz um excelente constaste com o doce do leite condensado usado na confecção do arroz.

Outra especialidade são os pudins feitos à base de semolina, doces, pegajosos e deliciosos, podendo também serem feitos de arroz muito cozido ou noodles.

Somam-se muitas variedades de fritos, de massa doce, recheados ou não com pasta de feijão ou lentilha, os crepes de massa mole e oleosa, recheada com a mesma mistura, as bananas fritas, uma influência tailandesa mas aqui numa versão mais pesada e gordurosa.

Para além de lojas dedicadas só à venda de doces, e que geralmente só se encontram nas maiores cidades, o melhor local para experimentar estas tentadores delicias são os mercados, onde as vendedoras são as responsáveis pela sua confecção, conferindo um sabor caseiro e que difere de cidade para cidade e de banca para banca, numa viva demonstração de criatividade.

doces de massa de arroz recheados com uma pasta feita à base de côco fresco e açúcar
doces de massa de arroz recheados com uma pasta feita à base de côco fresco e açúcar

restaurante de rua em Yangon
restaurante de rua em Yangon
praticamente toda a comida é confeccionada em fogões a lenha, tanto em restaurantes como, nos mercados e em bancas de rua
praticamente toda a comida é confeccionada em fogões a lenha, tanto em restaurantes como, nos mercados e em bancas de rua
restaurante de rua em Yangon
restaurante de rua em Yangon
salada let thoke
salada let thoke
Venda de doces junto ao mercado no centro da cidade de Yangon
Venda de doces junto ao mercado no centro da cidade de Yangon
o famoso MSG, ou mais comumente designado de glutamato monossódico, um intensificador de sabor que está mais ou menos presente na confecção da comida que se encontra nos restaurantes e nos vendedores ambulantes, um pouco por todos os países do sudoeste asiático, mas que na Birmânia é mais evidente, chegando a ser usado em substituição do sal
o famoso MSG, ou mais comumente designado de glutamato monossódico, um intensificador de sabor que está mais ou menos presente na confecção da comida que se encontra nos restaurantes e nos vendedores ambulantes, um pouco por todos os países do sudoeste asiático, mas que na Birmânia é mais evidente, chegando a ser usado em substituição do sal
várias variações de arroz glutinoso, que pelo seu paladar naturalmente adocicado serve de snack ou complemento ao pequeno-almoço, dificilmente se encontrando à venda depois das dez da manhã
várias variações de arroz glutinoso, que pelo seu paladar naturalmente adocicado serve de snack ou complemento ao pequeno-almoço, dificilmente se encontrando à venda depois das dez da manhã
preparação de comida num dos muitos restaurante de rua em Yangon
preparação de comida num dos muitos restaurante de rua em Yangon
confecção de noodles numa das ruas de Yangon, onde a pasta feita à base de farinha de arroz e água é “espremida” através de um passador específico, para dentro de uma panela de água a ferver, ficando cozidos em pouco mais de um minuto
confecção de noodles numa das ruas de Yangon, onde a pasta feita à base de farinha de arroz e água é “espremida” através de um passador específico, para dentro de uma panela de água a ferver, ficando cozidos em pouco mais de um minuto
Restaurante de rua em Yangon servindo os tradicionais pequenos-almoços indianos de dosa e puri, acompanhado de sambar e chutney de côco.
Restaurante de rua em Yangon servindo os tradicionais pequenos-almoços indianos de dosa e puri, acompanhado de sambar e chutney de côco
laphet, folhas de chá verde fermentadas
laphet, folhas de chá verde fermentadas
açúcar de palma, também designado de jageri, que se encontra à venda nos mercados, apresentando-se quase em “bruto” de aspecto escuro ou mais “limpo” ganhando tons de amarelo-torrado, mas sempre de cheiro e sabor intensos, bem longe do excessivo e artificial sabor do açúcar refinado a que estamos habituados
açúcar de palma, também designado de jageri, que se encontra à venda nos mercados, apresentando-se quase em “bruto” de aspecto escuro ou mais “limpo” ganhando tons de amarelo-torrado, mas sempre de cheiro e sabor intensos, bem longe do excessivo e artificial sabor do açúcar refinado a que estamos habituados
refeição típica birmanesa, com sopa e vários acompanhamentos que se misturam com o arroz
refeição típica birmanesa, com sopa e vários acompanhamentos que se misturam com o arroz
pequeno restaurante em Nyaung-U, com a salada de laphet, foi acompanhada da cerveja Myanmar, a mais popular, num país onde o consumo do álcool não é muito evidente, com excepção dos Thingyan Festival e acontecimentos especiais, onde cafés e a maioria dos restaurantes não vende bebidas alcoólicas
pequeno restaurante em Nyaung-U, com a salada de laphet, foi acompanhada da cerveja Myanmar, a mais popular, num país onde o consumo do álcool não é muito evidente, com excepção dos Thingyan Festival e acontecimentos especiais, onde cafés e a maioria dos restaurantes não vende bebidas alcoólicas
sumo de cana de açúcar, feito na hora, e que é verdadeiramente irresistível nas horas de maior calor, juntado à frescura do gelo a aparente energia do açúcar, com o suave e fresco paladar da cana de açúcar... até parece uma coisa saudável!!!
sumo de cana de açúcar, feito na hora, e que é verdadeiramente irresistível nas horas de maior calor, juntado à frescura do gelo a aparente energia do açúcar, com o suave e fresco paladar da cana de açúcar… até parece uma coisa saudável!!!
preparação de pahratas num estabelecimentos em Mandalay
preparação de pahratas num estabelecimentos em Mandalay
espécie de puri de tamanho gigante, pão frito numa chapa sobre as brasas com um pouco de óleo e que companha geralmente com um caril de grão ou de lentilhas, refeição reservada para o pequeno-almoço, numa clara influencia indiana
espécie de puri de tamanho gigante, pão frito numa chapa sobre as brasas com um pouco de óleo e que companha geralmente com um caril de grão ou de lentilhas, refeição reservada para o pequeno-almoço, numa clara influencia indiana
Como acompanhamento do chá ou de um café tomado ao meio da manhã, os dumplings, recheados de carne ou de feijão, são herança das comunidades de origem chinesa que se encontram espalhadas por toda a Birmânia
Como acompanhamento do chá ou de um café tomado ao meio da manhã, os dumplings, recheados de carne ou de feijão, são herança das comunidades de origem chinesa que se encontram espalhadas por toda a Birmânia
Salada de pahrata, onde esta é cortada em tiras e servida com cebola, uma variante birmanesa à indo-muçulmana pahrata
Salada de pahrata, onde esta é cortada em tiras e servida com cebola, uma variante birmanesa à indo-muçulmana pahrata
Numa das ruas de Yangon, encontram-se pequenas bancas de venda de comida, em especial durante a manhã, altura em que os fritos são muito populares, seja bananas seja somente de massa simples, recheada de lentilhas ou grão
Numa das ruas de Yangon, encontram-se pequenas bancas de venda de comida, em especial durante a manhã, altura em que os fritos são muito populares, seja bananas seja somente de massa simples, recheada de lentilhas ou grão
Loja de venda de carne seca, muito consumida na Birmânia, assim como o peixe
Loja de venda de carne seca, muito consumida na Birmânia, assim como o peixe

À semelhança de outros países asiáticos, não há aqui o que chamamos o “culto da mesa”, sendo as refeições tomadas quando se tem fome, com os restaurantes, mercados e banca de rua a servirem comida todo o dia, não existindo propriamente a noção de sobremesa ou de entradas. Facas estão ausentes sendo quase toda a comida consumida com colher, e por vezes garfo.

Contudo a comida vendida em lojas ou nas ruas está sujeita horários muito específicos, que requer algum esforço para apreender e incorporar, por exemplo não se encontra uma mohinga à hora do almoço, como ao meio da manhã já não se encontram pahratas à venda, como quem quer comer chamuças terá que esperar pelo fim do dia, e quem opta uma salada de laphet a acompanhar uma cerveja terá que esperar pelo pôr do sol. Contudo, as grandes cidades como Yangon e Mandalay são mais flexíveis pois apresentam muitos restaurantes, ao passo que pequenas povoações a comida é maioritariamente consumida em mercados e nas ruas, sendo muito frequente o sistema de take-away, aqui designado por pásê.

Acima de tudo, o que sobressai mais na gastronomia birmanesa é a sua diversidade, variando significativamente de região para região, e até de cidade para cidade, e onde os mercados espelham os produtos locais, sujeitos à sazonalidade e onde os deficientes meios de transporte se opõem ao transporte de produtos frescos pelo país.

mohinga numa das ruas de Sittwe, que foi quase sempre a minha opção nesta estadia na Birmânia, seja como pequeno-almoço ou como um vespertino jantar pelas quatro e meia da tarde, pois às cinco horas já esgotou!!!
mohinga numa das ruas de Sittwe, que foi quase sempre a minha opção nesta estadia na Birmânia, seja como pequeno-almoço ou como um vespertino jantar pelas quatro e meia da tarde, pois às cinco horas já esgotou!!!
A mohinga da despedida da Birmânia, servida à beira da estrada de acesso ao posto fronteiriço de Myawady minutos antes de cruzar a fronteira com a Tailândia
A mohinga da despedida da Birmânia, servida à beira da estrada de acesso ao posto fronteiriço de Myawady minutos antes de cruzar a fronteira com a Tailândia

Mawlamyine

Após o processo burocrático nos serviços fronteiriços de Myawaddy, seguisse uma espera de mais de uma hora por um dos muitos veículos particulares, que dada a ausência de transportes públicos nesta povoação funcionam como táxis, e são a única forma de se conseguir alcançar os destinos mais próximos, mas que só iniciam o percurso quando estão cheios.

Após várias tentativas de negociação com diversos motoristas, que com o avançar do dia iam tornando o ar mais quente e a espera mais penosa, agravada pelo pó, barulho e confusão que envolvem o local, conseguisse o razoável valor de 8000 kyats (cerca de 6€) por pessoa; valor um pouco superior aos 5000 kyats pagos pelos birmaneses para  efectuar o trajecto de 175 quilómetros que separam Myawaddy de Mawlamyine.

A viagem até Mawlamyine que demorou seis horas foi desgastante e cansativa, onde a somar ao cansaço de uma noite passada no autocarro entre Bangkok e Mae Sot, onde o sono foi diversas vezes interrompido por check-points da policia tailandesa para verificação dos passaportes, houve o intenso calor, o caótico trânsito, a condução agressiva e o mau estado da estrada, cuja faixa de rodagem não tem largura suficiente para o cruzamento de dois veículos, o que obriga muitas vezes a circular a recorrer às bermas pedregosas e poeirentas para efectuar ultrapassagens.

A parte inicial do trajecto atravessa uma cadeia montanhosa, de encostas cobertas de densa floresta tropical, em algumas zonas fortemente delapidada pela acção do homem, ao longo de uma estrada estreita e sinuoso, onde as fortes inclinações dificultavam a circulação dos veículos de mercadorias, cuja avançada idade, mau estado de conservação e excesso de cargo, obrigavam a frequentes paragens para arrefecimentos dos motores ou à saída de um dos ocupantes para colocar calços nas rodas, até o veículo recuperar força para seguir viagem.

Tudo isto fez crescer a fila de veículos que em fila serpenteava a estrada, fazendo com que os carros e carrinhas de transporte de passageiros, nervosamente tentassem todas as oportunidades para, um a um, irem ultrapassando estes obstáculos, com manobras arriscadas e perigosas, bruscas acelerações, abruptas travagens e constantes solavancos.

Deixando para trás a montanha, seguisse uma planície sem fim, onde os campos de arroz se estendem até ao limite do horizonte e onde, a espaços, a monotonia da paisagem é rasgada por formações rochosas, altas e escapadas, coroadas pelas torres douradas dos diversos mosteiros e pagodas.

Ao longo de todo o percurso, houve muitas paragens em check-points, uns com polícias ou exército, mas muitos aparentemente improvisados controlados por civis, que funcionavam como portagem e o que obrigava o motorista a alguma negociação, conseguindo muitas vezes poupar-se a pagar, e chegando a habilmente contornar as cancelas. Todo este ritual repetiu-se mais de uma dezena de vezes, obrigando a fechar as janelas do carro, que com os vidros fumados impediam de ver os passageiros do veículo, onde os três ocupantes ocidentais ocuparam a parte de trás da carrinha, semi-escondidos dos olhares vigilantes, tornando o interior já quente do veículo numa verdadeira fornalha.

A chegada a Mawlamyine, também chamada de Moulmein, que foi capital durante a colonização britânica, durante entre 1827 to 1852, pelo meio da tarde, permitiu ainda um passeio pela marginal que se desenvolve ao longo do Rio Thanlwin que de tão largo se parece com o mar que efectivamente não se encontra muito longe, e de onde sopra uma ligeira mas refrescante brisa.

A cidade apresenta à primeira vista poucos motivos de interesse para além de algumas pagodas resplandecentes de dourado, situadas nos pontos mais elevados, e que proporcionam uma vista geral da cidade que se aninha entre as colinas e o rio, e que ao fim da tarde atraem muita gente, que para além de executar os ritos religiosos, aproveita também para saborear a brisa que aos poucos se vai tornado menos escaldante, criando um ambiente familiar e descontraído onde o riso das crianças compete com o tilintar dos pequenos sinos que decoram o topo da pagoda.

Contudo a proximidade com o rio, a presença de edifícios a lembrarem a evocarem a época colonial, orgulhosos na sua decadência e aparente abandono, e acima de tudo o ambiente calmo e pachorrento proporcionado pela acolhedora população, fazem de Mawlamyine um local capaz de proporcionar uma estadia agradável por uns dias.

Durante a manhã, todo o movimento se concentra em volta dos fervilhantes mercados situados no centro da cidade,  muito próximos uns dos outros, onde as ruas circundantes são ocupadas com uma sucessão de lojas de venda de todo o tipo de mercadorias, onde dominam os produtos importados das vizinhas China e Tailândia, e onde surgem pequenas bancas de venda de paan, consumido abundantemente pelo homens e  mesmo por bastantes mulheres (uma clara influência indiana), e improvisados postos onde se pode tomar um café ou fazer uma refeição à base de arroz ou noodles, aromaticamente condimentados com caldos de peixe ou legumes.

Mawlamyine, calma e sonolenta, cativou e serviu de introdução a este país que mantem uma forte identidade cultural.

Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem a cidade de Mawlamyine, e que de noite sobressaem na paisagem como peças de um jogo gigantesco jogo de xadrez
Mercado central
Mercado central
Mawlamyine
Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Um dos muitos edificios que relembra a presença britânica neste território
Mawlamyine
Ao fim do dia vários restaurantes situados num dos extremos da marginal começam a sua actividade, oferecendo uma grande variedade de comida onde se notam influências da gastronomia indiana, tailandesa e chinesa
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal,  dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal, dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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