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Stepping Out Of Babylon

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República Popular da China

28 dias na China: mapa e itinerário

Itinerário:

Kunming: 4 dias

Dali: 3 dias

Lijiang: 3 dias

Shangri-lá (Zhongdian): 3 dias

Daocheng e Parque Natural de Yading: 3 dias

Litang: 3 dias

Kanding: 1 dia

Sertar e Larung Gar: 4 dias

Chengdu: 4 dias

China: itenerário
China: itinerário

Custo:

18,5 €/dia

… valor por pessoa, considerando viajar sozinho, comendo apenas comida local (vegetariana) em restaurantes informais, mercados e street-food; dormir maioritariamente em hostels com dormitórios, viaja em transportes públicos sempre que possível; sem consumo de álcool, refrigerantes ou tabaco; comunicações (chamadas telefónicas e Internet) não está comtemplado neste valor; compras e lembranças também não estão incluídas.

Nota: esta viagem foi realizada em maio/junho de 2014.

Ver também:

Como obter o visto Chinês no Laos

A comida na China

China: epílogo

O que ficou da China?… um país moderno e organizado, onde uma revolução apagou referências culturais e religiosas e onde um regime ditatorial continuam a dominar e a manipular a vida e a forma de pensar dos cidadãos, onde a liberdade e o acesso à informação é controlado mas onde o consumo é incentivado deixando para trás os ideias socialistas.

Um pais onde tudo é novo, quase novo ou pouco antigo; onde se constroem zonas “antigas” em cidades modernas de ortogonais e amplas avenidas. Um pais onde a gastronomia é levada muito a sério, e onde cada refeição é um desafio ao paladar.

Um país onde, comparando com os seus vizinhos asiáticos, salta à vista a população idosa e o número de filhos únicos, mas sobressai também o facto das mulheres estarem praticamente em pé de igualdade com os homens, em termos sociais e profissionais e onde a escolaridade abrange a vasta população.

Fica a memória da diversidade e da riqueza cultural dos diferentes grupos étnicos que orgulhosamente perpetuam costumes e tradições.

Fica também a coragem e o orgulhos dos tibetanos em manter a sua identidade cultural e religiosa, apesar da pesada presença chineses, mantendo viva a língua e as tradições, ostentando as tradicionais roupas, mostrando-se numa postura orgulhosa e destemida que assenta bem nos seus corpos robustos e rostos de traços duros, onde facilmente surge um amigável e curioso sorriso.

Fica a memória de um país onde a população, à primeira vista pouco afável, se mostra calorosa e acolhedora, generosa e hospitaleira, quando dificilmente é vencida a barreira linguística

Um país vasto e interessante mas onde a previsibilidade, as regras de boa conduta social e a forçada moderação não deixam surgir a paixão que outros locais despertam.

Adeus China
Adeus China

A comida na China… para vegetarianos!

Este é um tema difícil de abordar dada a diversidade gastronómica que a China apresenta, e que a curta visita às províncias de Sishuan e Yunnam oferecem bons exemplos, sendo assim difícil eleger um prato tradicional ou uma refeição típica que homogeneamente se encontre em todos os locais.

Contudo, nas zonas visitadas encontra-se com facilidade restaurantes cujo denominador comum é a existência de uma arca frigorifica onde os alimentos disponíveis estão expostos, desde legumes, carne, cogulemos, tofu, ovos… e de onde se escolhe as combinações desejadas, para um ou mais pratos, que são confeccionadas em poucos minutos. Os pratos são sempre partilhados entre o grupo de amigos ou familiares reunidos em volta da mesa, sendo de boa educação retirar um pedaço de comida de cada vez e coloca-la na tigela, de onde, depois de misturado com um pedaço de arroz é ingerido. No final das refeições é de “bom tom” deixar sempre alguma comida nos pratos, sinal de abundância de comida.

Ao contrário do que é comum nos países asiáticos, na China é raro encontrar a chamada “street-food”, sendo a opção mais popular e económica o recursos a pequenos restaurantes familiares, todos eles abertos para a rua, onde a cozinha fica quase fora do restaurante, e onde se servem geralmente sopa de noodles com as suas diferentes variações de carne de porco, vaca, galinha, vísceras…

Em Sishuan, famosa pela sua aromática pimenta, a gastronomia destaca-se pelo picante presente em quase todos os pratos, desde sopas, salteados e grelhados, com os ingredientes, geralmente legumes e carne, a serem muitas vezes cozinhados numa mistura espessa de especiarias picantes envoltas em óleo.

Nas áreas mais perto da Região Autónoma do Tibete é possível encontrar alguns dos pratos típicos tibetanos, apesar do números de restaurantes que os servem ser mínimo em comparação com a esmagadora presença de restaurantes de comida chinesa. Sobressai a tradicional tupka, uma sopa de legumes ou de carne, de caldo espesso e com massa cortada toscamente em grande pedaços. Tradicionais são também os dumplings que na versão Tibetana se chamam de momos.

Tradicional do Tibete é chá de manteiga (butter tea) que acompanha refeições e onde sobressai o paladar salgado da manteiga que à medida que vai arrefecendo cria uma camada de fina gordura à superfície que deve ser soprada antes do chá ser bebido.

Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente
Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente
Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa
Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa
Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali
Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa
Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa
ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares
ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares
Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali
sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado
sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado
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Jantar preparado por duas das minhas companheiras de viagem para quem a comida é levada muito a sério, sendo cada refeição previamente pensada antes da diária ida ao mercado para comprar legumes, peixe ou carne.
dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal
dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal
outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado
outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado
panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã
panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
noodles frescos à venda no mercado de Chengdu
noodles frescos à venda no mercado de Chengdu
dumplings de vegetais acompanhando um "sumo" feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja
dumplings de vegetais acompanhando um “sumo” feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja
cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições
cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições
Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz
Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz
O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades
O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades
restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu
restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu
pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce
pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce
queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar
queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar
Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo.
Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo
Tupka tibetana
Tupka tibetana
uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete... deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano
uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete… deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano

Chengdu… sem ver os pandas

O dia amanheceu estranhamente silencioso como se um manto tivesse abafado os habituais sons da cidade; apesar do característico céu nublado que quase permanente cobre Chengdu, esta manhã apresenta-se muito pior com uma espécie de nevoeiro que apesar da atmosfera quente teima em permanecer sobre a cidade fazendo com que o topo dos edifícios mais altos percam nitidez.

A cidade, apesar dos seus mais de quatro milhões de habitantes não se mostra muito confuso ou barulhenta. Contudo a neblina que quase permanentemente cobre a cidade é em parte devido à poluição conjugada com o clima quente e húmido da cidade.

Chegada triunfal a Chengdu, depois de mais de 12 horas de viagem desde Sertar, com algumas paragens para trocar um pneus furado, remover pedras da estrada resultantes de uma derrocada e umas pausas para esperar que o deslizamento de terras resultante da intensa tempestade da noite anterior estabilizasse
Chegada triunfal a Chengdu, depois de mais de 12 horas de viagem desde Sertar, com algumas paragens para trocar um pneus furado, remover pedras da estrada resultantes de uma derrocada e umas pausas para esperar que o deslizamento de terras resultante da intensa tempestade da noite anterior estabilizasse

Chengdu
Chengdu

uma das zonas de maior concentração de centros comerciais, e onde um dos mais recentes edifícios tema decoração de um panda gigante, sendo os pandas o símbolo da cidade devido ao centro de recuperação existente nos arredores
uma das zonas de maior concentração de centros comerciais, e onde um dos mais recentes edifícios tema decoração de um panda gigante, sendo os pandas o símbolo da cidade devido ao centro de recuperação existente nos arredores

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Antiga zona industrial da cidade convertida em zona de lazer, com restaurantes, lojas e actividades culturais
Antiga zona industrial da cidade convertida em zona de lazer, com restaurantes, lojas e actividades culturais

Chengdu
Chengdu

Estátua de Mao localizada no cruzamento de duas das avenidas principais, e onde se localizam as lojas como Dior, Mc Donalds, Nike, Addidas, Starbucks...
Estátua de Mao localizada no cruzamento de duas das avenidas principais, e onde se localizam as lojas como Dior, Mc Donalds, Nike, Adidas, Starbucks…

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chá de jasmim tomado num dos jardim que se podem encontrar na cidade e que são local de eleição para os habitantes de Chengdu, em especial aos fins-de-semana, para passarem as horas de maior calor
Chá de jasmim tomado num dos jardim que se podem encontrar na cidade e que são local de eleição para os habitantes de Chengdu, em especial aos fins-de-semana, para passarem as horas de maior calor

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Jardim que envolve um doa muitos templos budista da cidade e onde diariamente pessoas se reúnem, trazendo consigo gaiolas, que à chegada são destapadas para os pássaros nem cativos poderem apreciar a natureza
Jardim que envolve um doa muitos templos budista da cidade e onde diariamente pessoas se reúnem, trazendo consigo gaiolas, que à chegada são destapadas para os pássaros nem cativos poderem apreciar a natureza

Templo budista em Chengdu
Templo budista em Chengdu

Templo budista em Chengdu
Templo budista em Chengdu

Chengdu
Chengdu

Uma das ruas denominadas de "antigas" onde se concentram lojas e restaurantes, atraindo visitantes e população local
Uma das ruas denominadas de “antigas” onde se concentram lojas e restaurantes, atraindo visitantes e população local

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

População: 4.100.000

Altitude: 500 m

Larung Gar… como um sonho

Em Larung Gar, situada no distrito de Sertar, na região Oeste da província de Sichuan, encontra-se a maior escola de budismo tibetano, albergando cerca de 40 mil monges, formando praticamente uma cidade no vale de Larung.

Pelas colinas que circundam o principal edifício estendem-se milhares de pequenas casas, que cobrem uniformemente as encostas formando um padrão semelhante a pequenos quadrados pintados de grená, a mesma cor adoptados pelos monges que seguem a corrente Mahayana do budismo.

O cinzento do céu com as suas pesadas nuvens, contribui para a atmosfera mística que envolve o local, intensificada pela bruma matinal que se desprende das encostas cobertas de um manto de fina erva verde e pelo fumo das lareiras que aquecem as casas, situadas muito próximos umas das outras e por entre as quais serpenteiam labirinticamente estreitas ruas, que se percorrem contornando obstáculos, passando cima de poças de lama e subindo e descendo degraus.

O dia era especial, com a celebração de uma cerimónia que contava com a presença do fundador do instituto, o lama Jigme Phuntsok, cuja imagem se pode ver em casas, carros, restaurantes e lojas, um pouco por todas as povoações vizinhas como Sertar e Lughuo, assim como pendurada ao pescoço de muitos dos tibetanos.

A visão e a atmosfera de Larung Gar, que até à pouco tempo estava interdita a visitantes, é demasiado impressionante para ser registada em imagens e ainda menos em palavras, tendo sido um dos locais mais marcantes da visita à China.

Larung Gar
Larung Gar
Boleia para ir de Sertar a Larung Gar, num mini-tractor
Boleia para ir de Sertar a Larung Gar, num mini-tractor
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Estrada de acesso a Larung Gar
Estrada de acesso a Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
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Larung Gar
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Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar

… à boleia por Kangding, Tagong e Sertar

E por um mal entendido entre mim e os taxistas de Litang, em resultado da minha fraca pronúncia chinesa e do reduzido conhecimento demonstrado pelos tibetanos em relação ao mandarim, acabei ir parar a Kanding, próximo de Garzé, em vez de Ganzi… em vez de rumar a Norte vi-me a caminho de Chengdu, na direcção Este, obrigando-me a passar uma noite na desinteressante cidade de Kanding.

Mas como sempre, mesmo as contrariedades e os desapontamentos trazem acontecimentos que se estivermos receptivos a aceitar, se tornam positivos: e assim, no hostel onde me refugiei encontrei dois chineses que em férias escolares andavam à boleia pela região Oeste de Sichuan.

E assim começou uma agradável aventura de três dias pela região de Kangding, que nos levou, em função das boleias que apanhávamos, até às colinas verdejantes de Tagong, ao sky burial perto de Luhuó e à incrível cidade-mosteiro de Sertar.

A generosidade chinesa foi bem evidente nestes dias, com inúmeros veículos a parar para nos oferecer boleia, com excepção dos camiões aos quais está interdito transportar estrangeiros, disponibilizando-se para nos arranjar espaço mesmo quando o carro aparentemente ia quase cheio, oferecendo-nos água e comida e parando junto a templos, mosteiros ou locais que proporcionam boas vistas sobre as paisagens desta região, onde a presença tibetana é evidente e a religião budista está bem presente pelas inúmeras stupas e bandeiras de orações que se evidenciam no topo das colinas.

Fácil, fácil andar à boleia pela China, mas é praticamente indispensável falar a língua ou viajar na companhia de chineses!

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Distrito de Kangding

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Mosteiro no Distrito de Kangding

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Cidade de Luhuó

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Luhuó
Tagong

Luhuó
Tagong

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Tibetan High-way: Estrada G318 que liga Chengdu a Lhasa e que é a rota mais popular para quem visita o Tibete, em especial entre os muitos chineses que efectuam este percurso mais de 2000 quilómetros, de carro, de bicicleta e por vezes a pé.
Tibetan High-way: Estrada G318 que liga Chengdu a Lhasa e que é a rota mais popular para quem visita o Tibete, em especial entre os muitos chineses que efectuam este percurso mais de 2000 quilómetros, de carro, de bicicleta e por vezes a pé.

Kangding
Kangding

Xinduqiao
Xinduqiao

Xinduqiao
Xinduqiao

Paragem na estrada perto de Xinduqiao, enquanto se espera por nova boleia...
Paragem na estrada perto de Xinduqiao, enquanto se espera por nova boleia…

Tagong Grasslands
Sertar

Itinerário dos possíveis percurso para chegar a Lhasa; este género de autocolantes que decoram muitos dos veículos da região fazem com que a viagem pelo Tibete se pareça com um rali, sobressaindo o espírito de aventura com que os Chineses encaram esta viagem... um pouco como a descoberta da "ultima fronteira"!
Itinerário dos possíveis percurso para chegar a Lhasa; este género de autocolantes que decoram muitos dos veículos da região fazem com que a viagem pelo Tibete se pareça com um rali, sobressaindo o espírito de aventura com que os Chineses encaram esta viagem… um pouco como a descoberta da “ultima fronteira”!

Tagong Grasslands
Tagong Grasslands

Muito mais que uma boleia, este ex-monge tibetano durante 17 anos, levou-nos a conhecer a região, mostrando paisagens, mosteiros, levando-nos a assistir a um sky burial, pagando refeições e alojando-nos no seu hotel... uma incrível generosidade!!
Muito mais que uma boleia, este ex-monge tibetano durante 17 anos, levou-nos a conhecer a região, mostrando paisagens, mosteiros, levando-nos a assistir a um sky burial, pagando refeições e alojando-nos no seu hotel… uma incrível generosidade!!

Youth Hostel (YHA)… alojamento bom e barato

Definitivamente a melhor solução em termos de alojamento na China são os designados Youth Hostels que apesar do nome não se limitam a acolher jovens.

Estão geralmente bem localizados, nos centros das cidades, junto a estações de autocarros ou de comboios, ou perto de atrações turísticas; encontram-se espalhados um pouco por todo o país, existindo pelo menos dois ou três por cada província do vasto território chinês.

Oferecem boas condições, com quartos duplos, ou individuais, com casa de banho privativa ou partilhada; contudo a opção mais popular são os dormitórios ou quartos partilhados, de quatro, seis ou oito camas, sempre na sistema de beliche, e que podem ter ou não casa de banho no interior do quarto.

Apresentam-se com boa decoração, limpos e arejados. Têm sempre disponível gratuitamente água filtrada, quente ou natural. Dispõem de cacifos para guarda de valores, geralmente junto à cama ou por vezes na recepção. O chuveiro e por vezes o lavatório dispõem de água quente. Secador de cabelo é disponibilizado geralmente na recepção sob pagamento de uma franquia que é reembolsada aquando da sua devolução.

Dependendo do clima da região, os quarto estão por vezes estão equipados com aquecimento central, ventoinhas e mesmo alguns com ar-condicionado. Nas regiões onde os Invernos são mais rigorosos é frequente encontrar cobertores elétricos para aquecimento das camas. Só nas grandes cidades é possível encontrar o serviço de lavandaria, contudo são fornecidas condições para lavar e secar a roupa; existe também a opção de usar a máquina de lavar roupa cujo custo ronda os 10 yuan por carga.

Dependendo do local e da dimensão do hostel, podem ter ainda restaurante, zona de estar com televisão, snooker, jogos, uma pequena biblioteca mas cujos livros são maioritariamente em chinês… os melhores têm ainda pequenos espaços verdes como é o caso do Hello Chengdu, que fazem esquecer que se está no centro de uma cidade de mais de quatro milhões de habitantes.

Na recepção destes Youth Hostel encontra-se sempre alguém que fala inglês, e que está apto a fornecer informações sobre transportes e locais a visitar nas redondezas. Nos hostels situados nas grandes cidades é possível reservar bilhetes de autocarro e de comboio mediante o pagamento de uma comissão, assim como tours e visitas organizadas aos vários locais de interesse turístico.

Wi-fi gratuito.

Os preços para os dormitórios variam entre os 30 e os 40 yuan, mas podem ser superiores dependendo das condições oferecidas e da localização, sendo geralmente mais caros nas grandes cidades em comparação com as povoações mais pequenas.

Dispondo de Cartão de Membro, com o custo anual de 50 yuan, é possível ter descontos nos vários hostels podendo o valor de uma noite num dormitório ter um desconto de 5 a 10 yuans.

http://www.yhachina.com/index.php?hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=288&hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=347&hostID=2

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dao Cheng: MaMa Hotel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=217&hostID=2

Dao Cheng: MaMa Hotel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=2&id=208

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Foto: Litang: Summer International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=367&hostID=2

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Kanding:

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=1&id=251&hostID=2

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

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Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Tiãnzàng… funeral Tibetano

O chamado “sky burial” (tiānzàng, em tibetano) que se pode traduzir por funeral-aéreo, é uma antiga tradição do budismo tibetano que considera o corpo apenas como um veículo para percorrer esta vida; uma vez que um corpo morre, o espírito abandona o corpo deixando-o sem utilidade.

Dar o corpo como alimento para os abutres é um acto final de generosidade para com o mundo dos vivos e faz parte do ciclo de vida; os próprios abutres são reverenciados e acredita-se ser uma manifestação do deus Dakinis.

Para além do significado espiritual o Sky Burial é também uma forma prática das populações do planalto tibetano se livrarem dos corpos, num zona onde as temperaturas mantêm o solo gelado grande parte do ano e onde escasseia a madeira que poderia servir de combustível para queimar os corpos.

A cerimónia, mais prática do que ritualista, realiza-se geralmente pela manhã num encosta mais afastada das povoações. De um lado pequenos grupos de pessoas, quase exclusivamente homens, muitos envergando os tradicionais casacos tibetanos que com a ajuda das excessivas longas mangas mantêm atados à cintura; do outro grupos de abutres formando manchas castanhas no verde do terreno, esperam calmamente. Não muito longe, um outro grupo distingue-se pelas coloridas roupas e equipamento de trekking: são sobretudo chineses que visitam estas paragens do oeste de Sichuan no percurso entre Chengdu e Lhasa, uma das mais populares rotas turísticas de aventura entre a população chinesa, que vê o Tibete com uma região selvagem e primitiva… uma espécie de descoberta da “ultima fronteira”.

Dos corpos que aguardam no chão liberta-se um cheiro de sete dias de decomposição que a suave brisa faz subir ao longo da colina; à medida que os homens encarregues de preparar os corpos executam o seu trabalho, os vários grupos de abutres vão-se reunindo, voando baixo sobre o local e descendo a colina num caminhar lento mas determinado, formando um grupo cada vez maior.

Ao discreto sinal de um monge que assiste à cerimónia, os grupos de abutres iniciam, de asas semi-abertas a descida da colina em direção aos corpos, que em segundos desaparecem sob o ondulante manto castanho formado pelas aves, que avidamente despedaçam e arrancam vísceras, pele e carne, de onde abruptamente se liberta um cheiro nauseabundo que afasta todos os espectadores, provocando esgares de agonia e vómitos, apesar dos lenços que cobrem a cara.

Após menos de meia hora, pouco resta dos cadáveres para além dos ossos, que após enxotadas as aves são metodicamente partidos contra a pedra com auxilio de martelos até se tornar em pequenos pedaços que misturados com farinha de cevada servem de alimento aos abutres, que como animais amestrados, aguardam pacientemente, a curta distância, pela segunda parte do festim.

Apesar da aparente naturalidade com que os tibetanos assistem a esta cerimónia, sem lamentos ou exuberantes manifestações emocionais, os sky burials, apresentam-se intensos e perturbadores, onde para sempre fica a memória do cheiro da morte que se cola à pele dos vivos e o pesado bater das asas dos abutres, voando cada vez mais baixo à medida que se inicia a preparação dos cadáveres; tudo envolvido sob a majestosa calma da verde paisagem e do intenso céu azul.

Sky Burial em Litang
Sky Burial em Litang
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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