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Stepping Out Of Babylon

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Tailândia

Tailândia: epílogo

O que fica de três meses passados na Tailândia… ficam sem duvida o colorido das vestes dos monges que marcam de açafrão a memória visual da paisagem urbana, ficam os templos ricamente decorados e impecavelmente limpos, onde a imagem de Buda é respeitosamente venerada.

Sempre presente é também o Rei Bhumibol, cuja figura, muitas vezes acompanhado da rainha se encontra em todos os edifícios oficiais, habitações, lojas, assim como pelas ruas das cidades e estradas do país, com o seu retrato em várias fases da sua vida, emoldurado por dourados e rodeados de flores e bandeiras amarelas.

O respeito é algo que marca a sociedade e a cultura tailandesas, e que é evidente na forma como os habitantes e comportam e se relacionam entre si, sem discussões ou tons de voz elevados, sem encontrões, não deitando lixo para o chão, mesmo escasseando o número de caixotes de lixo nas cidades, não enganando com os trocos, respeitando filas e a ordem nas entradas e saídas dos transportes públicos. De todo o grupo há que excluir obviamente os taxistas que aqui, como em todo o lado, tentam sempre aproveitar-se dos estrangeiros.

Outra ideia que ficou foi a de um país rico e de abundância, que apesar de ter pobreza, mais evidente nos meios rurais, se encontra bastante desenvolvido, bem organizado, limpo, um elevado nível de educação, capaz de produzir comida em quantidade suficiente para alimentar a sua população de 64 milhões e habitantes e de ser o maior exportador de arroz do mundo, proeza possível com o favorável clima e pela abundância de água que permite obter várias colheitas por ano e onde fruta como a banana, papaia e manga cresce um pouco por todo o lado.

Fica a memória de um país verde, onde a selva ainda resiste à pressão demográfica humana em busca de espaço para viver e de terreno para cultivar; ficam as praias de calmas e tépidas águas que proporcionam claros tons de azul que contrastam com o verdes das palmeiras.

Ficam também os mercados com o seu vibrante movimento e os seus exóticos produtos de utilização indecifrável, e a grande variedade oferecida, onde domina a carne, mas onde se pode encontrar uma grande variedade de legumes, e onde a colorida e exótica fruta se torna uma tentação.

E de facto, o mais saudades deixa é a deliciosa comida tailandesa, com os seus aromáticos caris à base de leite de côco, as fumegantes sopas de noodles, as picantes saladas de papaia-verde, as massas e vegetais salteados, os rottes de banana, o sticky-rice… tudo preparado no local em pouco mais do que um minuto, e que pode sempre ser embalado para ser consumido enquanto se percorrem as ruas e se assiste ao desenrolar do movimentado quotidiano tailandês.

Norte da Tailândia, na ultima viagem de comboio entre Bangkok e Chiang Mai, antes de rumar definitivamente em direcção à fronteira com o Laos
Norte da Tailândia, na ultima viagem de comboio entre Bangkok e Chiang Mai, antes de rumar definitivamente em direcção à fronteira com o Laos
Goodbye Thailand.... "kóbum káa"
Goodbye Thailand…. “kóbum káa”

Itenerário

Koh Jum (Koh Pú)

Véspera de lua cheia. De dia para dia o efeito produzido pela proximidade da lua é visível no mar, que todos os fins de tarde recua rumo a poente, alargando o areal e destapando as rochas que torna algumas das zonas da praia de Koh Jum pouco convidativas a mergulhos.

Por mais vezes que se veja o por do sol, parece que cada um é diferente trazendo consigo qualquer coisa de único e irrepetível: pela paisagem envolvente, pelas cores do céu, pelos reflexos no mar que aos poucos lhe vão mudando a cor, pelas nuvens que dão textura ao céu, pelos sons que vão mudando à medida que o céu escurece com o canto das aves a ser substituído pelo zumbido dos insectos, pelo ar que arrefece, pela companhia…. e acima de tudo por nós próprios, pelos sentimentos e emoções que trazemos connosco e que neste momento mágica do dia se mostram mais intensos.

Koh Jum, assim como as outras ilhas que visitei, tanto no Golfo da Tailândia como no Mar da Adamão, proporcionaram muitos momentos inesquecíveis, envoltos num manto onírico proporcionado por toda a envolvente e pela quietude dos locais… mas nem tudo é perfeito neste idílico quadro, podendo surgir inesperadamente, do meio do arvoredo que ladeia a praia, uma melodia tailandesa entoada em vozes agudas que espalhada por altifalantes nos trazem de volta à realidade e nos relembram que não estamos no paraíso mas sim numa das praias que fazem da Tailândia um destino apetecível em especial para quem quer fugir aos rigores do inverno dos países do norte.

 

Todos os dias a suave brisa que constantemente se sente traz esporadicamente consigo nuvens que deslizam calmamente no céu azul cobrindo temporariamente o sol e deixando cair grossas pingas de chuva que formam pequenas covinhas na areia, mas que são insuficientes para apagar o rasto deixado pelas pegadas dos que diariamente efectuam caminhadas ao longo do vasto areal recolhendo conchas, búzios e pedaços de coral, expostas pela descida da maré.

Os dias deslizam também suavemente, como que arrastados pela suave brisa que torna o calor intenso do sol numa amena temperatura, com a preguiça a invadir os corpos que se estendem languidamente num hammock protegidos pela sombra do arvoredo denso formado pelos coqueiros, palmeiras e demais vegetação tropical que estendem pelo areal até quase tocarem a linha de água, formando uma barreira compacta que se distingue pelos diferentes tons de verde que a cada fim de tarde vibram de intensidade com os últimos raios de sol.

A presença humana que ocupa os vários bungalow e cabanas dispostas ao longo da maior praia da ilha, apelidada entre os turistas de “Long Beach” ou de “South Beach” é escassa sendo constituída de forma heterogénea por casais, viajantes solitários e expats que aqui passam longas temporadas apreciando o ritmo calmo da natureza longe do ambiente de festas e de excessos e longe também dos sofisticados resorts que dominam muitas das ilhas do sul da Tailândia.

O local eleito para os oito dias passados em Koh Jum foi o Bo Daeng Bungalows, geridos alma e pachorrentamente pela pequena e rechonchuda Dila, que juntamente com a cozinheira fazem deste local um dos mais populares na ilha. O ambiente que aqui se vive é quase como uma família, com os hóspedes a partilharem a mesma mesa durante as refeições e a invadir a cozinha convivendo com os empregados, ajudando a levar os pratos e a limpar as mesas, podendo cada um servir-se de bebidas e fazer pedidos de comida diretamente à cozinheira, responsabilizando-se por assentar as despesas em pequenos cadernos, sendo o pagamento feito no fim da estadia.

As noites são passadas junto à fogueira acesa no estreito areal que sobra da maré-alta, olhando a magia do fogo enquanto alguém se entretém a dedilhar uma guitarra, e onde os mais pacientes se dedicam à tarefa de assar batatas nas brasas.

O mar de tão calmo torna-se de um azul leve e transparente onde se podem ver cardumes de pequenos peixes. E calma é a palavra que melhor descreve o ambiente que se vivem em Koh Jum. Durante o dia, surgem momentos em que o mundo parece parar, como se a natureza sustivesse a respiração, com o mar silencioso sem ondulação, com a ausência do vento que imobiliza os ramos das árvores, as aves calando as suas melodias e as cigarras a fazerem uma pausa no seu habitual zumbido.

Koh Jum
Koh Jum
Ilha de Koh Jum
Ilha de Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum. Bungalow da Bo Daeng, mesmo junto à praia, com as condições básicas: colchão, rede mosquiteira e hammock… nem fechadura nem cadeado!
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum
Koh Jum

Existem duas formas de acesso à Ilha de Koh Jum:

  • Apanhando o barco no cais da cidade de Krabi com destino a Koh Lanta e que deixa os passageiros perto da praia, sendo depois necessário fazer o transbordo para pequenos barcos a motor que deixam os passageiros no areal (400 baht)
  • Apanhando o barco em Laem Kruat, povoação a cerca de 30 minutos a Sul de Krabi, que deixa os passageiros no cais situado no lado poente de Koh Jum; depois é necessário apanhar um moto-taxi até ao alojamento pretendido (bus 50 bahts, barco 70 bahts, moto-táxi 50 bahts)

Bo Daeng Bungalows

Long beach, Ko Jum

Telef: 66814948760

Bungalow: o mais básico 150 baht (casa de banho partilhada)

Café, chá e leite à descrição

Não tem wi-fi

A eletricidade é somente com recurso a um gerador que funciona entre as 19h e as 23h.

Tailândia e os mercados

Os mercados são sem duvida um dos pontos altos da visita a uma cidade, onde a diversidade de produtos e o seu exotismo prendem a atenção e despertam a imaginação numa tentativa por vezes frustrante de decifrar a utilidade de algum ingrediente, distinguir entre um fruto e um legume ou simplesmente perceber espécie de animal se encontra exposto para venda.

Todas as cidades e pequenas povoações têm um ou mais mercados, alguns iniciando-se mesmo antes do nascer do sol e terminando perto da hora do almoço, outros começando pelas cinco da tarde e prolongando-se pela noite. Podem ser em espaços criados para o efeito, com bancas devidamente organizadas ou simplesmente surgindo de forma aparentemente espontânea a longo das ruas.

Existem os mercados dedicados à venda de produtos alimentares, tanto frescos como embalados, mas onde sempre se encontra uma zona destinada a servir refeições simples, como sopas de arroz e de noodles, peixe ou carne grelhados no carvão, ou salteados no wok juntamente com alguns vegetais; tudo preparado no momento e em poucos minutos.

Muita desta comida pode ser também embalada em pequenos sacos de plástico para ser transportada para casa ou para o local de trabalho, não sendo raro ver pessoas a debicarem comida à medida que vão caminhado pelas ruas da cidade.

O mesmo se aplica à furta, que é descascada e cortada em pedaços para poder ser consumida pela rua com a ajuda de um pequeno pauzinho de bambu que funciona como garfo.

As bananas são uma presença constante nos mercados, podendo-se também encontrar à venda em pequenas bancas improvisadas nas ruas das cidades, junto a um terminal de autocarros ou simplesmente frente ao portão de uma das casas que se alinham ao longo das pequenas ruas secundárias das cidades.

Para além das bananas vendidas frescas, em grupos de dez ou doze, os tailandeses desenvolveram criativamente muitas formas de as confecionarem: cortadas em pequenas lâminas e fritas em óleo, ou em grossas fatias envolvidas numa mistura de farinha de arroz, água e sésamo que são também fritas e comidas ainda quentes, podem ser grelhadas no carvão, inteiras e com casca, descascadas, cortadas em rodelas, intactas ou esmagadas, dispostas ao longo de um fino pau de bambu, servindo de recheio a rottes, em sumos e batidos…

Todos os passeios pelos mercados despertam muitas e intensas sensações, não só pelo visual como também pelos cheiros que se libertam das panelas fumegantes, dos grelhados, do peixe e do marisco vendidos secos que enchem sacas, dando vontade de experimentar muita desta vasta oferta, em especial a fruta, onde descobri uma enorme variedade de sabores, cheiros e texturas, nem sempre tão interessantes como poderiam à partida parecer.

Mas sem dúvida que a pior experiência alimentar que vivi na Tailândia, e quiçá a pior da minha vida prende-se com este fruto chamado durian, de cheiro intenso e pouco atractivo, bastante popular entre os tailandeses, mas capaz de provocar as melhores e as piores reações, havendo mesmo pessoas com repulsa pelo cheiro, ao ponto de ser proibido transportar durian em transportes públicos e consumidos junto a templos e monumentos.

Os doces são também uma presença constante nos mercadas da Tailândia, vendendo-se também pelas ruas da cidade, embalados e apresentados de forma colorida e cativantes, mas extremamente doces, como quase toda a comida na Tailândia, mesmo os pratos de massas e sopas de noodles.

É frequente as cidades terem mais do que um mercado, mesmo as de dimensão mais modesta, muitos dedicados à venda de alimentos mas outros mais focados em artigos de utilidade e de roupa. Nas cidades com mais turismo, como Chiang Mai, muitos destes mercados são vocacionados para a venda de artesanato tradicional da Tailândia, como as roupas características das povoações das montanhas, que se destina não só aos visitantes ocidentais como também aos muitos turistas nacional, que aqui encontram muitos “souvenires”.

Grande panelas onde fervem diversos caldos, quase sempre de carne, que servem para preparar as populares sopas de noodles, refeição consumida em diferentes alturas do dia, inclusive ao pequeno almoço
Grande panelas onde fervem diversos caldos, quase sempre de carne, que servem para preparar as populares sopas de noodles, refeição consumida em diferentes alturas do dia, inclusive ao pequeno almoço
Arroz... uma pãlida amostra das muitas variedades de arroz disponiveis na Tailândia
Arroz… uma pálida amostra das muitas variedades de arroz disponiveis na Tailândia
Legumes
Legumes
Tofu fresco, vendido diáriamente
Tofu fresco, vendido diáriamente
Paste de carril que serve de base a muitos caris
Paste de carril que serve de base a muitos caris
Cogumelos secos e demais molhos utilizados abundamentemnte nos pratos tailandeses
Cogumelos secos e demais molhos utilizados abundamentemnte nos pratos tailandeses
peixe seco
peixe seco
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Apesar de não ser dos países onde se podem encontrar alimentos “estranhos” à gastronomia europeia, nos mercados espalhados pela Tailândia, em especial os situados nas cidades mais pequenas, é possível encontrar algum alimentos exóticos como sapos, insectos, larvas, cobras…
Noodles, massa de arroz, que é vendida fresca, em vários formatos
Noodles, massa de arroz, que é vendida fresca, em vários formatos
peixe seco, que asim como o marismo é muito popular nos mercados tailandeses
peixe seco, que asim como o marismo é muito popular nos mercados tailandeses
Algo não identificado...
Algo não identificado…
Peixe frito, percado no Rio Ping, de Chiang Mai
Peixe frito, percado no Rio Ping, de Chiang Mai
Mecado nocturno de Ayuttahya
Mercado nocturno de Ayuttahya
Sompet Market: grande variedade de legumes, nem todos tradicionais da cozinha tailândesa, mas que se vendem nos mercados mais proximos dos bairros onde se alojam os farang
Sompet Market: grande variedade de legumes, nem todos tradicionais da cozinha tailândesa, mas que se vendem nos mercados mais proximos dos bairros onde se alojam os farang
refeições prontas vendidas para serem consumidas em casa, escola ou local de trabalho.
refeições prontas vendidas para serem consumidas em casa, escola ou local de trabalho.
Peixe seco, já cozinhado
Peixe seco, já cozinhado
uma das pequenas mercearias existentes no Sompet Market de Chiang Mai
uma das pequenas mercearias existentes no Sompet Market de Chiang Mai
Dragon Fruit: muito apelativos pelo exótico formato e pelas cores, este fruto que nasce duma planta semelhante a um cacto é pouco saboroso e pouco doce
Dragon Fruit: muito apelativos pelo exótico formato e pelas cores, este fruto que nasce duma planta semelhante a um cacto é pouco saboroso e pouco doce
Durian, o fruto que mais reações provoca pelo seu cheiro e gosto intenso e único
Durian, o fruto que mais reações provoca pelo seu cheiro e gosto intenso e único
Doces... coloridos e exóticos onde domina o leite condensado como adoçante, complementando o habitual açucar
Doces… coloridos e exóticos onde domina o leite condensado como adoçante, complementando o habitual açucar
Espetadas de carne, que se vendem juntamente com caldos e arroz que são vendidos como acompanhamento, e consumidos logo pela manhã
Espetadas de carne, que se vendem juntamente com caldos e arroz que são vendidos como acompanhamento, e consumidos logo pela manhã
Apesar de o inverno não ser a melhor época para comer mangas, estas são abundam nos mercados e são suficientemente doces para serem um dos frutos mais populares
Apesar de o inverno não ser a melhor época para comer mangas, estas são abundam nos mercados e são suficientemente doces para serem um dos frutos mais populares
Banca de vegetais no Sompet Market de Chinag Mai
Banca de vegetais no Sompet Market de Chinag Mai

Pela estrada fora… viajar na Tailândia

Três meses na Tailândia… muitas viagens, muitos quilómetros percorridos num país que pela sua geografia é pouca convidativo a viagens “circulares”, com perto de 5000 quilómetros percorridos em autocarro e pouco mais do que 2000 quilómetros percorridos de comboio, o que dá uma ideia bem precisa da bem mais estruturada e abundante oferta proporcionada pelo transporte rodoviário. A todos estes quilómetros acresce as horas passadas em barcos nas viagens para as ilhas e mais um inúmero conjunto de pequenos percursos efectuados em táxis-colectivos e mini-vans que permitem fazer ligações entre terminais de autocarros, cais, estações de comboios e as principais cidades.

Pode-se dizer que viajar pela Tailândia é bastante fácil, mesmo para quem não queira optar pelos autocarros turísticos, pois todas as principais povoações dispõem de um terminal de autocarros onde facilmente se consegue fazer a ligação para outros destinos.

Todos as viagens feitas neste país, foram efectuadas maioritariamente em transportes públicos, preferencialmente de comboio, mas nem sempre possível devidos à pouca oferta e aos rígidos horários que não são compatíveis com os vários transbordos necessários; como foi por exemplo, para percorrer os mais de 1400 quilómetros que me propus fazer quando saí de Chiang Mai, principal cidade do norte do país e que foi o meu poiso quase permanente durante esta estadia na Tailândia, com destino às praias das ilhas do Mar de Adamão e do Golfo da Tailândia.

As viagens de barco foram também uma boa dose de aventura nas deslocações que fiz às ilhas, obrigando a pelo menos um percurso marítimo, que pode ser de ferry, no caso de ilhas mais turísticas e com maior população; nas ilhas mais isoladas o meio de transporte é geralmente numa embarcação mais modesta, em barcos de madeira, mas que nem sempre podem chegar a terra, pois nem sempre existe um cais de embarque, obrigando a um transbordo para um simples barco de pesca movido a motor que permite transportar os passageiros até ao areal.

De inicio as minhas viagens de comboio começaram por ser em carruagem cama, primeiro em segunda-classe com ar-condicionado, o que se mostrou muito agressivo devido à baixas temperaturas, mais tarde em carruagens somente equipadas com ventoinhas que da mesma forma proporcionam um sono confortável; mas a opção que dominou foi a viagem em terceira classe, atrativa pelo seu baixo custo, sem camas, lençóis ou cortinas, mas onde os desconfortáveis bancos corridos de três lugares, proporcionam razoáveis noites e onde durante o dia se pode apreciar a paisagem pelas janelas abertas que vai arrefecendo o ambiente durante a tarde, quando as ventoinhas se mostram insuficientes.

Percorrendo as diversas carruagens, e atravessando a antiquada carruagem restaurante, é possível chegar ao fim do comboio e pela porta, que tal como as outras, se encontra quase sempre aberta, apreciar o desfilar da paisagem e o ritmo hipnótico das travessas de betão e o aparente ondular dos carris ao ritmo do balanço constante do comboio.

Estas viagens de comboio e autocarro proporcionam um maior contacto com a população tailandesa, que não sendo muito comunicativa, aparentemente pela barreira linguística, sempre dá a conhecer um pouco da sua forma de estar, mostrando respeito pelos outros, não provocando grande agitação à chegada, mantendo-se calma e ordeiramente no seu lugar e que ao abandonar o comboio ou um autocarros ao fim de umas quinze horas de viagem, recolhe quase sempre o lixo que produziu, o que para mim foi um grande contraste com as viagens que fiz pela Índia.

Os autocarros, tanto os da empresa pública como os das companhias privadas, oferecem nas viagens de longo curso um serviço semelhante ao de um avião, tanto para as classes mais baixas como para os lugares VIP: todos equipados com casa de banho, televisão, e respectiva hospedeira, que de inicio distribui garrafas de água e algum snack, como bolachas ou batatas-fritas, e pela manhã um café, uma em embalagem de sumo ou de leite de soja, e antes da chegada um toalhete para higienizar as mãos… um luxo!

As viagens de longo curso, quase sempre feitas durante a noite, com chegada ao destino pela manhã, implicam a paragem em algum terminal de autocarros, que está preparado para receber as centenas de passageiros, com casas-de-banho, mini-mercados e restaurantes, alguns dos quais servem a refeição que se encontra incluída no preço do bilhete, sendo disponibilizada em alguns locais, para além de pratos vegetarianos, refeições halal, destinadas à população muçulmana que é bastante notória no sul do país.

Estes locais surgem no meio da noite, isolados de povoações, longe de qualquer ponto de referencia, iluminados fortemente pelas frias luzes eléctricas que conferem a estes espaços um ambiente artificial parecendo transportar-nos para uma outra realidade.

Tanto nos comboios como no metropolitano em Bangkok, existem lugares reservados para monges
Tanto nos comboios como no metropolitano em Bangkok, existem lugares reservados para monges
ultima carruagem dos comboios tailandeses com vista previligiada para a linha férrea
ultima carruagem dos comboios tailandeses com vista previligiada para a linha férrea
barcos de ligação entre Krabi e a ilha de Koh Jum
barcos de ligação entre Krabi e a ilha de Koh Jum
Um dos muitos transbordos necessários para quem viaja em transportes públicos, com estes pequenos veículos a fazerem a ligação entre cais de embarque e terminais de autocarro ou estações de comboio
Um dos muitos transbordos necessários para quem viaja em transportes públicos, com estes pequenos veículos a fazerem a ligação entre cais de embarque e terminais de autocarro ou estações de comboio
interior de um autocarro tahilandês onde nos ecrãs passam filmes ou programas musicais
interior de um autocarro tailandês onde nos ecrãs passam filmes ou programas musicais que se fazem ouvir por todo o veículo
um dos muitos restaurantes que surgem nas estações de serviço junto às principais estradas e que a meio da noite servem refeições simples, muitas vezes já pre-confecionadas
um dos muitos restaurantes que surgem nas estações de serviço junto às principais estradas e que a meio da noite servem refeições simples, muitas vezes já pre-confecionadas
restaurante de uma estação de serviço  de apoio aos autocarros que efectuam ligações nocturnas entre as principais cidades
restaurante de uma estação de serviço de apoio aos autocarros que efectuam ligações nocturnas entre as principais cidades
talvez a pior refeição consumida durante os três meses de viagem pela tailândia, num das estações de serviço
talvez a pior refeição consumida durante os três meses de viagem pela tailândia, num das estações de serviço

Apontamentos da Tailândia

Calendário

O calendário tailandês inicia-se 543 anos antes do inicio do calendário ocidental e a passagem de ano comemora-se a 15 de Abril, com as celebrações a começarem dia 12 com a limpeza das casas e a desenrolarem-se com idas aos templos e convívio com amigos e familiares.

Contudo o dia a dia é seguido pelo calendário internacional, com a passagem do ano a ser também comemorada pelo tailandeses, que de forma discreta se reúnem nos alpendres das casas em volta da mesa ou vêm para as ruas, que se transforma em mercados, lançar foguetes e fogo de artifício juntamente com lanternas de papel que vão enchendo o céu numa pálida imitação da comemoração do Loi Krathong e do Yi Peng, com a festa a terminar cedo, longe dos excessos que caracterizam as comemorações nos países ocidentais.

Este foi o cenário que presenciei em Chiang Mai, onde passei também o Natal, que na Tailândia não tem qualquer expressão fora do circuito farang, onde os estrangeiros se reúnem para um jantar entre amigos, mas longe das decorações e do simbolismo do natal a que estamos habituados.

Jantar de Natal que reuniu os residentes da Giant Guest House
Jantar de Natal que reuniu os residentes da Giant Guest House
Loja situada proximo do mercado de Sompet, em Chiang Mai, que nos dias anteriores ao Natal expôs decorações natalícias, constituindo uma excepção à tradição tailandesa que ignora o Natal
Loja situada proximo do mercado de Sompet, em Chiang Mai, que nos dias anteriores ao Natal expôs decorações natalícias, constituindo uma excepção à tradição tailandesa que ignora o Natal

 

Espiritualidade

A Índia é conhecida pela sua espiritualidade, mas do que vi, a maioria dos indianos vive intensamente a religiosidade, repetindo convictamente os ritos iniciados à gerações, mas cada vez mais desligados da sua verdadeira essência, e não transportando para o quotidiano os valores espirituais do hinduísmo que tanto atraem os ocidentais. Na Tailândia, onde todas as manifestações sejam de fé, de desagrado ou de afecto, são mais comedidas e discretas, encontrei nas poucas pessoas com quem consegui falar, uma enraizada espiritualidade, e que é perceptível nos vários momentos da vida quotidiana.

É essa espiritualidade que está por trás do respeito mostrado perante os usos e costumes dos ocidentais que visitam a Tailândia e muitos que aqui fazem vida, que apesar de contrastarem fortemente com a cultura local, são educadamente tolerados, sem contudo serem aceites.

Respeito é a palavra que fica da Tailândia. Do budismo vem um sentimento de evitar os julgamentos, e de fazer o bem, e que se transparece pelos “actos bondade” como alimentar os cães e gatos que habitam nas ruas, fazer trabalho voluntário, como as pessoas que fazem massagens junto aos templos, sendo as receitas entregues aos monges, ou mesmo em pequenos gestos como as bananas oferecidas pelo pessoal da Giant House, em Chiang Mai, no primeiro dia do ano.

Nos mercados nocturnos é possível encontrar grupos de pessoas, muitas das vezes adolescentes, que empunhando uma caixa para donativos, cantam num misto de entusiasmo e timidez com vista a recolherem dinheiro para ajuda das vítimas de alguma catástrofe natural ou simplesmente para alimentar animais abandonados. A estes grupos juntam-se por vezes polícias e bombeiros, que nos mercados nocturnos de Chiang Mai, tocam e cantam com fins caritativos, envergando os seu uniformes impecavelmente engomados, muito justos ao corpo, onde brilham distintivos e medalhas.

 

Monges

Como na maioria dos países asiáticos, o dia na Tailândia começa cedo, pouco depois do nascer do sol, com os monges de cabelo rapado circulando descalços seja qual for a temperatura, pelas ruas recolhendo as dádivas e oferecendo orações, colorindo as ruas com os seus robes de açafrão.

Esta é uma das imagens mais marcantes deste país, encontrando-se por todo o lado, junto aos templos, percorrendo a cidade, em autocarros, barcos e comboios… os mais velhos com ar grave e austero, mas por vezes não dispensando um cigarro fumado discretamente junto à porta do comboios; os mais novos passando o tempo entre brincadeira infantis e jogos de computador ou perdidos algures num ecrã de um smart-phone, mas mantendo atenta disciplina durante as orações pronunciadas nos templos logo pela manhã ou pelas cinco da tarde.

monge percorrendo as de Ayutthaya de manhã bem cedo
monge percorrendo as de Ayutthaya de manhã bem cedo

Relações entre thais e franangs

Apesar do aparente distanciamento e desinteresse mostrado de uma forma geral pela população tailandesa em relação aos estrangeiros, tanto turistas como residentes, e que é mais evidente nas grandes cidades, os relacionamentos entre homens ocidentais e mulheres tailandesas são muito frequentes e aparentemente aceites.

Aparentemente este tipo de relações é aceite pela sociedade e pelas famílias, havendo contudo uma expectativa de algum retorno material, que se estende também à família da mulher tailandesa.

É relativamente fácil para um homem ocidental conviver com uma mulher tailandesa, independentemente da diferença de idades, sem que tal seja considerado ofensivo, muitos constituindo família e vivendo permanentemente no país.

 

Massagens

As massagens estão por todo o lado, fazendo parte da cultura e dos hábitos tradicionais da população tailandesa, sendo consideradas necessárias ao saudável bem-estar, mas constituindo também um negócio florescente entre os turistas, tanto pelo número de espaços dedicados às massagens como pelas escolas existentes, sendo particularmente notório na cidade de Chiang Mai, onde muita gente permanece semanas ou meses recebendo formação nas diversas vertentes que a massagens tailandês pode oferecer: a tradicional, baseada em pressões e alongamentos, muito próxima da medicina tradicional chinesa, a massagem com óleo, aos pés e a massagem abdominal.

Não sendo fã deste tipo de massagem, não deixei de aproveitar a oportunidade de receber os benefícios desta terapia, tendo usufruído da grande oferta disponibilizada em Chiang Mai e os simbólicos preços, com uma massagem de uma hora a custar entre 120 e 200 bahts.

Depois da primeira experiência num dos locais existentes junto aos templos budistas, demasiada agressiva para os meus fracos músculos, decidi experimentar uma instituição destinada a integrar profissionalmente deficiente visuais, que por 150 bahts, menos do que 4€, efectuam uma hora de massagem seguindo os métodos tradicionais da escola de massagem tailandesa.

Escola de cegos em Chiang Mai onde os alunos aprendem e praticam massagem tailandesa
Escola de cegos em Chiang Mai onde os alunos aprendem e praticam massagem tailandesa

Hino nacional

Diáriamente, duas vezes ao dia, de manhã às 8h e à tarde às 6h, o hino nacional tailandês é entoado, tanto na televisão como em diversos locais públicos, fazendo parar todos os cidadãos que respeitosamente se colocam de pé enquanto é emitida a música, por meio de altifalantes que se encontram um pouco por todo o lado: nas diversas instituições publicas, escolas, estações de comboios, terminais de autocarros, mercados e em algumas ruas das cidades.

É curioso observar este ritual, que é repetido

Uma das muitas fotografias do Rei e da Rainha que se encontram um pouco por todo o país
Uma das muitas fotografias do Rei e da Rainha que se encontram um pouco por todo o país
"Pelo país, pelas religiões, pela monarquia, pelo povo" é o lema do exército tailândes
“Pelo país, pelas religiões, pela monarquia, pelo povo” é o lema do exército tailândes

pelos tailandeses, quase que parando o país por cerca de um minuto, correspondente à duração abreviada da música nacional, e onde mesmo locais fervilhantes de agitação, como um terminal de autocarro ou um mercado, observam um minuto de contida e quase imóvel postura, interrompendo uma corrida para apanhar um autocarro prestes a partir ou a escolha de algum legume para o jantar!

Este costume é de forma geral segundo pelos estrangeiros, que mesmo não se pondo de pé, mostram respeito mantendo o silêncio.

 

A comida na Tailândia

A fama da gastronomia tailandesa é inteiramente merecida, apresentado grande diversidade de pratos onde predominam os caris, aromáticos e suavemente picantes, e os noodles, suave e macia massa feita à base de farinha de arroz, que dá corpo a muitos dos pratos, podendo ser servida em sopas, ou salteada.

De uma forma geral o arroz encontra-se sempre presente em qualquer casa, sendo frequente ao percorrer as ruas dos bairros sentir em qualquer altura do dia o cheiro quente do arroz cozido, que é quase sempre confecionado em panelas elétricas, tanto ao nível doméstico como nos restaurantes.

Perto dos mercados, ou mesmo nas ruas da cidade encontram-se pequenas bancas que vendem arroz cozido, tanto glutinoso como o normal, em pequenos sacos de plástico, servindo de acompanhamentos a caris, estufados ou a peixe ou carne fritos, e vendidos em forma de pequenas espetadas.

O sticky rice, ou arroz glutinoso, serve de acompanhamento a muitos dos pratos tailandesas, servindo também de sobremesa, onde é comido juntamente com pedaços de manga, e muitas vezes regado com leite de coco adocicado, constituindo uma boa combinação. Em alguns mercados é ainda possível encontrar este tipo de arroz, que depois de cozido é introduzido no interior de um tronco de bamboo que depois é levado a grelhar em carvão; pode ser somente de arroz simples ou ser misturado com feijão, sementes de alfafa, banana, carne…. a escolha é sempre arriscada pois a maioria dos vendedores não fala inglês e mesmo os sons que tento pronunciar de forma a expressar a minha opção por comida vegetariana não são compreendidos, na maioria das vezes.

Este tipo de arroz de grão longo de sabor adocicado, proveniente originalmente da região de Issan (nordeste da Tailândia), onde se adapta bem a terrenos pouco férteis, depois de cozido mantem a consistência firme mas que se agrega com grande facilidade o que permite ser mergulhado em molhos, é deixado de molho em água durante a noite, para de manhã estar pronto para ser cozinhado.

Muito popular, em especial entre os estrangeiros é o chamado “fried rice” que não é mais do que arroz previamente cozido que é salteado no wok, com alguns pedaços de vegetais e aromatizado com molho de soja e molho de peixe. Pode-se consideram uma opção de recurso, em especial quando se chega fora de horas a um restaurante que já está prestes a fechar!!

Pode-se considerar que a pasta de carril é a base de quase todos os pratos tradicionais da gastronomia tailandesa, e pode ser confecionada com diferente ingredientes, mas tem geralmente presente o gengibre, o alho, sal, malagueta, folha de caril, lemon-grass… finamente triturados e esmagados formando uma pasta à qual se acrescenta sal e especiarias que se pode conservar por várias semanas. De acordo com o prato a confecionar existem diversos tipos de pastas de caril: verde, vermelha, massaman, panang…. que se vendem em todos os mercados.

Outra constante são as sopas de noodles, preparadas em menos de um minuto e muito populares como comida de rua, onde pequenas bancas, somente precisam de uma grande panela com um caldo fumegante, que ao ser destapado enche o ar de suaves aromas, ao qual se juntam, já no prato pedaços de legumes de folha verde, carne, ou tofu, sendo acrescentado no final os noodles de arroz, fresco, que instantaneamente ficam prontos a comer.

MSG, glutamato de sódio. Esta é a verdadeira praga da comida tailandesa que compete fortemente com o açúcar, e se encontra presente em quase todos os pratos, tanto nos restaurantes como na comida de rua, que consiste num produto químico usado para realçar o sabor dos alimentos, mas de polémica utilização pois não é bem tolerado por toda a gente, podendo provocar problemas gástricos.

O “pad thai”, é sem duvida o mais popular, talvez por se ter tornado popular entre os turistas e por ser barato e fácil de confecionar, o que o torna presente em todos os restaurantes, mercados ou banca de rua, sendo feito à base de noodles salteados com rebentos de soja e uns escassos vegetais, e salpicada com amendoim triturado. Apesar de ter ovo, é uma boa opção para vegetarianos, mas muitas vezes aparecem são adicionados pequenos camarões secos que arruínam esta opção.

De uma forma geral a gastronomia tailandesa não é muito “amigável” para vegetarianos, pois é frequente muitos dos pratos terem porco, galinha ou camarão, inclusive as sopas de noodles que são muitas vezes confecionadas com caldos de carne; mais difícil ainda é para os vegan, onde a presença de ovo é quase obrigatória quando se pede algo vegetariano, onde facilmente se pode encontrar tofu.

Não existe propriamente um horário rígido para as refeições, nem tão pouco um tipo de comida específico para cada refeição, podendo uma sopa de noodles ou um pedaço de frango frito acompanhado de arroz servir de pequeno almoço, de almoço ou de jantar.

restaurante de rua em Bangkok que surge diáriamente ao fim do dia dedicada exclusivamente à preparação de um prato feito à base de legumes e de carne ou marisco, que são cozinhados numa chapa aquecida sobre lume forte, enquanto são vigorosamente mexidos e regados com caldos e molhos
restaurante de rua em Bangkok que surge diáriamente ao fim do dia dedicada exclusivamente à preparação de um prato feito à base de legumes e de carne ou marisco, que são cozinhados numa chapa aquecida sobre lume forte, enquanto são vigorosamente mexidos e regados com caldos e molhos
restaurante junto à estação de comboios de Ayutaya, que logo pela manhã, ainda antes do nascer do dia já serve refeições simples, como sopa e noddles e pad thai
restaurante junto à estação de comboios de Ayutaya, que logo pela manhã, ainda antes do nascer do dia já serve refeições simples, como sopa e noddles e pad thai
uma das muitas sopas de noodles que podem ser encontradas pelos restaurantes tailandeses; esta é uma variante vegetariana com tofu, mas a base é a mesma das tradicionais sopas à base de carne: caldo que está sempre fumegante numa panela ao lume, que é deitado sobre os legumes e onde são colocados os noodles (massa de arroz) que é cozinhada pouco mais de trinta segundos numa outra panela com água a ferver. Tudo isto é feito em menos de um minuto.
uma das muitas sopas de noodles que podem ser encontradas pelos restaurantes tailandeses; esta é uma variante vegetariana com tofu, mas a base é a mesma das tradicionais sopas à base de carne: caldo que está sempre fumegante numa panela ao lume, que é deitado sobre os legumes e onde são colocados os noodles (massa de arroz) que é cozinhada pouco mais de trinta segundos numa outra panela com água a ferver. Tudo isto é feito em menos de um minuto.
Uma das bancas de venda de salsichas, e outros derivados de carne ou de peixe, apresentado uma consistência estranha, de textura compacta e cor artificial, mas que, a avaliar pelo numero destas bancas, são bastante apreciadas pelos tailandeses, que as consomem enquanto andam pela rua ou levam para casa juntamente com sacos de arroz, já cozinhado
Uma das bancas de venda de salsichas, e outros derivados de carne ou de peixe, apresentado uma consistência estranha, de textura compacta e cor artificial, mas que, a avaliar pelo numero destas bancas, são bastante apreciadas pelos tailandeses, que as consomem enquanto andam pela rua ou levam para casa juntamente com sacos de arroz, já cozinhado
Em alguns mercados é ainda possivel encontrar leite de coco feito na hora, que é vendido juntamente com o coco ralado resultante do processo de obtebção do liquido
Em alguns mercados é ainda possivel encontrar leite de coco feito na hora, que é vendido juntamente com o coco ralado resultante do processo de obtebção do liquido
Sopa de arroz acompanhada de massa frita, que é um dos tradicionais pratos consumidos pela manhã, mas que tb se pode encontrar em algusn restaurantes ao longo do dia. A base é muito semelhante à sopa de noodles, sendo feita à base de um caldo de legumes, onde é colocado o arroz muito coziso e por vezes ligeiramente triturado, e que pode ser servido com ovo que lentamente cozinha no caldo que é serviso a escaldar
Sopa de arroz acompanhada de massa frita, que é um dos tradicionais pratos consumidos pela manhã, mas que tb se pode encontrar em algusn restaurantes ao longo do dia. A base é muito semelhante à sopa de noodles, sendo feita à base de um caldo de legumes, onde é colocado o arroz muito coziso e por vezes ligeiramente triturado, e que pode ser servido com ovo que lentamente cozinha no caldo que é serviso a escaldar
Sticky-rice em bambu; esta é a variante com alfafa
Sticky-rice em bambu; esta é a variante com alfafa

Apesar de não estar muito frio, esta época do ano é a correspondente ao Inverno, e as temperaturas baixam significativamente durante a noite; e como não podia deixar de ser surgem as castanhas a lembrar o Inverno em Portugal… mas estas são mais pequenas e cozinhadas ao vapor!

pad thai, numa variante feita por mim, nos dias que passei na Giant Gouse, em Chiang Mai; esta tem mais legumes para além dos habituais rebentos de soja, e não tem ovo
pad thai, numa variante feita por mim, nos dias que passei na Giant Gouse, em Chiang Mai; esta tem mais legumes para além dos habituais rebentos de soja, e não tem ovo
tiras de carne a secar ao sol
tiras de carne a secar ao sol
Bananas, bananas, bananas.... estão por todo o lado, de diversas variedades, e vendidas frescas, verdes, secas, fritas, assadas....
Bananas, bananas, bananas…. estão por todo o lado, de diversas variedades, e vendidas frescas, verdes, secas, fritas, assadas….
Uma das bancas de venda de "papaia salad" no mercado de Sompet, em Chiang Mai
Uma das bancas de venda de “papaia salad” no mercado de Sompet, em Chiang Mai
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cinco da tarde e com a proximação do fim do dia, começam a surgir pelas ruas a muitas bancas que preparam refeições ou simples snacks
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rotee… uma espécie de crepe, mas com uma massa à base de farinha de arroz, muito fina, que é recheada com banana e pode ser regada com chocolate ou leite condensado; tb se pode optar pela opção vegetariana. Apesar das semelhanças com o crepe francês, este snack é oriundo da malásia, sendo a maior parte dos vendedores que se encontram na tailandia, de origem muçulmana
Papaia Salad, feita com papaia verde, cortada em tiras finas, juntamente com cenoura e pepino, e que é envolvida num molho picante feito à base de chili, alho e algusn molhos
Papaia Salad, feita com papaia verde, cortada em tiras finas, juntamente com cenoura e pepino, e que é envolvida num molho picante feito à base de chili, alho e algusn molhos
Um dos muitos caris que a dá fama à gastronomia tailandesa, sempre acompanhados de arroz. Podem ser servidos numa espécia de sopa, em taças e que aos poucos se deita sobre o arroz ou nesta versão, menos liquida
Um dos muitos caris que a dá fama à gastronomia tailandesa, sempre acompanhados de arroz. Podem ser servidos numa espécia de sopa, em taças e que aos poucos se deita sobre o arroz ou nesta versão, menos liquida
Sopa de noodles vegetariana
Sopa de noodles vegetariana
Caril de marisco, vendido nos mercados para ser consumido em casa ou no trabalho, juntamente com o arroz vendido em doses individuais e embrulhado em sacos de plastico
Caril de marisco, vendido nos mercados para ser consumido em casa ou no trabalho, juntamente com o arroz vendido em doses individuais e embrulhado em sacos de plastico

Pai

Pai, pequena povoação situada a cerca de três horas de viagem de autocarro, a norte de Chiang Mai, poucos motivos tem de interesses que justifiquem a viagem, mas é bastante popular entre os turistas ocidentais, em especial os backpackers, e mesmo entre os tailandeses.

Os motivos de interesse turístico: um templo, nascentes de água quente e umas quantas cascatas, somente são acessíveis de mota ou de táxi, o que levou a afasta-los do meu itinerário, para além de ter a convicção de que não passam de pretextos para passear pelas montanhas que rodeiam a cidade de Pai e para quebrar a lassidão que se instala quando aqui se chega.

A chamada Walking Street, uma das ruas principais de Pai, ao longo da qual se situa a maioria das lojas, restaurantes, cafés e hoteis, transforma-se no fim do dia num mercado de rua, com a venda artigos decorativos e roupa, para além de ser sempre possível fazer uma refeição ligeira, numa das muitas bancas espalhadas ao longo da rua.

A cidade vive um ritmo calmo e pachorrento, que se estende e instala em quem aqui fica por algum tempo; acontecendo frequentemente visitantes com previsão de aqui ficarem uns dias acabarem por se deixar ficar por várias semanas, contagiados pelo ambiente de Pai… fiquei somente cinco dias, pois a chegada do Inverno torna as noites frias e pede para rumar ao calor das praias do sul.

O que sobressaiu da estadia em Pai foram as visitas ao mercado local, tanto o que se inicia logo pela manhã como o que começa ao fim da tarde, onde diariamente me abastecia de fruta que servia de primeira refeição do dia, preparada na cozinha disponibilizada pela Giant House onde fiquei alojada.

Giant House

email: giantguesthouse@gmail.com

tlm: 085 6812440

Pai
Pai
Rio na margem do qual se desenvolve a pequena povoação de Pai
Rio na margem do qual se desenvolve a pequena povoação de Pai
Giant House em Pai
Giant House em Pai
Giant House em Pai
Giant House em Pai
Interior de uma das cabanas da Giant House, com as condições básicas, que se limitam a um colchão e a uma rede mosquiteira... 200 bahts por noite
Interior de uma das cabanas da Giant House, com as condições básicas, que se limitam a um colchão e a uma rede mosquiteira… 200 bahts por noite

Koh Phayam

Se Koh Pha Nang parecia estar perto do paraíso, Koh Phayam está ainda mais perto.

A ilha de Koh Phayam, situa-se na costa Oeste do Sul da Tailândia, no arquipélago de Surin,  muito perto da fronteira com a Birmânia. Este pequeno pedaço de terra coberta de vegetação tropical, que não mede mais do que quatro por sete quilómetros situa-se no azul claro quer caracteriza o mar de Adamão, em tudo diferente de Koh Pha Nang, onde a areia é grosseira, as encostas abruptas e onde as pequenas praias se aninham entre os maciços graníticos.

Aow Yoi, uma das maiores praias também conhecida por Long Beach, estende-se por cerca de três quilómetros formando uma baía ladeada de arvoredo, de areia muito fina e clara, formando uma superfície quase plana, o que faz com que durante a maré-vazia seja necessário caminhar mais de cem metros para chegar à linha da água, e daí quase outro tanto para ter água com altura suficiente para mergulhar.

Longe do ambiente de festa, a ilha vive o calmo quotidiano, com os seus cerca de 500 habitantes ainda bastante ligados à pesca e às plantações de caju e seringueiras que ocupam as zonas mais planas de ilha, sendo a produção de borracha uma actividade bastante presente competindo com o turismo, que marca presença pelos diversos alojamentos situados ao longo das praias e de alguns restaurantes e mercearias que se dispersam ao longo das duas principais estradas que atravessam a ilha.

O alojamento foi numa das cabanas do Lazy Huts, situado quase no extremo sul da praia de Aow Yoi, no meio de coqueiros e palmeiras; mesmo ao lado fica o restaurante pertencente ao Long Beach Huts, onde fiz praticamente todas as refeições, pois sem mota é difícil chegar à pequena vila existente junto ao porto, ou aos diversos cafés e restaurantes existentes junto ao porto ou nas outras praias da ilha.

Apesar de ser época alta a Koh Phayam tem poucos visitantes, sendo a maior parte dos estrangeiros que aqui se encontra, residentes por períodos longos de tempo, o que faz com que a praia de Aow Yoi pareça quase sempre vazia. Mesmo o custo de vida aqui, apesar de mais caro do que na Tailândia continental, é mais acessível comparado com a ilha de Koh Pha Nang.

Inesquecível foi também a viagem de barco de ligação entre o porto de Ranong e Koh Phayam, que demora mais de duas horas, se a opção for pelo barco mais lento, e que permite apreciar os mangais que estoicamente parecem emergir das calmas águas, assim como as dezenas de pequenas ilhas, quase todas desabitadas, que se encontram ao longo do trajecto.

Esta ilha proporcionou momentos mágicos e boas recordações: poder estar a saborear a temperatura amena do mar enquanto no horizonte o sol em tons de laranja se vai afundando no oceano e do lado oposto a lua quase cheia se ergue por trás das árvores que rodeiam a praia. São sensações como esta, irrepetíveis, que se tornam em momentos memoráveis.

Viagem de barco entre Ranong e Koh Phayam
Viagem de barco entre Ranong e Koh Phayam
Koh Phayam
Koh Phayam
junto ao porto de Koh Phayam
junto ao porto de Koh Phayam

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Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi
Aow Yoi
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Cabana onde fiquei pertencente ao Lazy Huts
Cabana onde fiquei pertencente ao Lazy Huts
Interior do tecto da cabana onde fiquei os quatros dias passados em Koh Phayam, totalmente construida em bambu
Interior do tecto da cabana onde fiquei os quatros dias passados em Koh Phayam, totalmente construida em bambu
Lazy Huts onde a casa de banho era num pequeno patio anexo à cabana
Lazy Huts onde a casa de banho era num pequeno patio anexo à cabana
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi
Aow Yoi
uma das estradas existentes na ilha de Koh Phayam, que não têm mais largura do que a necessária para o cruzamento de duas motos, pois estes são os únicos veículos existentes na ilha...
uma das estradas existentes na ilha de Koh Phayam, que não têm mais largura do que a necessária para o cruzamento de duas motos, pois estes são os únicos veículos existentes na ilha…
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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