• Skip to main content
  • Saltar para o rodapé

Stepping Out Of Babylon

Travel & Photography

  • Sobre mim
    • Contacto
  • Destinos
    • África e Médio Oriente
      • Irão
      • Líbano
      • Marrocos
      • Turquia
    • Extremo Oriente
      • Japão
      • República Popular da China
      • Taiwan (Formosa)
    • Subcontinente Indiano
      • Bangladesh
      • India
      • Nepal
      • Sri Lanka
    • Sudoeste Asiático
      • Camboja
      • Indónesia
      • Malásia
      • Myanmar
      • República Popular do Laos
      • República Socialista do Vietname
      • Singapura
      • Tailândia
  • Itinerários
  • Dicas de viagem
    • Caminhadas & Parques Naturais
    • Comida em Viagem
    • Travessia de Fronteira
    • Vistos
  • Fotografia

Mawlamyine

Rio acima até Hpa-An

A bruma da manhã espalha-se pela paisagem plana e ampla do delta do Rio Thanlwin, quase que fazendo desaparecer a linha do horizonte que separa o rio do céu. Para trás fica a ainda sonolenta cidade de Mawlamyine.

Há medida que o barco avança rio acima em direção a Hpa-An, ao ritmo lento e monótono do trepidante motor, vão surgindo na paisagem pequenas elevações cobertas de vegetação tropical, onde no meio das várias tonalidades de verde, surgem orgulhosas pagodas cobertas de ouro.

Ao longo do rio, junto a pequenas povoações, mulheres tomam banho e lavam roupa nas águas turvas e castanhas; no meio de eufóricas gargalhadas, crianças brincam nas margens e nas águas pouco profundas lamacentas do rio, interrompendo a brincadeira para acenarem um enérgico adeus à passagem o barco, despertando um irresistível sorriso como resposta.

Foi um percurso fluvial em embarcação reservada ao turismo, onde as novas pontes e estradas decretaram o fim do serviço feito por ferry, que ligava Mawlamyine a Hpa-An.

Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine - Hpa-An
Rio Thanlwin: Mawlamyine – Hpa-An

Mawlamyine e a Breese Guest House

O local escolhido para a estadia em Mawlamyine, que de início se previa curta e que por questões de saúde se prolongou por quatro noites, foi a Breese Guest House; uma das opções mais económicas existentes na cidade e que está autorizada a receber estrangeiros, pois muitos dos alojamentos existentes aqui, assim como no resto do país, somente tem autorização alojar birmaneses.

Os quartos, uns individuais outros de cama dupla, ocupam o piso térreo do edifício, que foi habilmente dividido em dois andares resultando em quartos de tectos baixos, pequenos e não recomendáveis a claustrofóbicos, que se dispõem al longo de escuros e estreitos corredores.

O piso superior, amplo e arejado, onde reside a família proprietária da guest house, dispõem de uma varanda virada para o rio onde é servido, aos hóspedes, o pequeno-almoço ao estilo continental: tostas, manteiga, doce, banana, ovo cozido e café. Uma regalia, incluída no preço do quarto, que não tinha experimentado nesta viagem pela Ásia.

Apesar de inicialmente o quarto parecer pouco atractivo ou acolhedor, os dias aqui passados não se revelaram nada desagradáveis, pois a dedicação dos funcionários tanto na partilha de informações como na ajuda na necessária visita ao médico, a simpatia da família, os serões passados no alpendre da entrada ou na varanda do piso superior, que ao fim do dia proporcionam um fresco serão enquanto se trocam conversas ou se lê um livro, saboreando a brisa fresca que arrasta consigo o cheiro do mar, tornaram esta estadia numa doce recordação.

*****

Deitada no fino e compacto colchão feito de fibras vegetais, que suaviza a dureza do estrado de madeira que constitui a cama, rodeada por frágeis paredes de madeira rasgadas por uma pequena janela virada para o corredor, chegam-me vozes que em alegre a entusiástica cacofonia, colorida por diversas línguas, trocam impressões e experiência de viagem, e que se misturam com o tom dramático da novela indiana transmitida em alto volume pelo televisor, permanentemente ligado, que domina o espaço da recepção da Breeze Guest House.

Embalada pelo oscilar trémulo da ventoinha, assente sobre uma pequena mesa que juntamente com um banco constituem a mobília do quarto, deixo o tempo passar resguardando-me da intensa luz e do calor que durante a tarde se abate sobre a cidade de Mawlamyine deixando as ruas praticamente desertas.

Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House
Breeze Guest House

Mawlamyine

Após o processo burocrático nos serviços fronteiriços de Myawaddy, seguisse uma espera de mais de uma hora por um dos muitos veículos particulares, que dada a ausência de transportes públicos nesta povoação funcionam como táxis, e são a única forma de se conseguir alcançar os destinos mais próximos, mas que só iniciam o percurso quando estão cheios.

Após várias tentativas de negociação com diversos motoristas, que com o avançar do dia iam tornando o ar mais quente e a espera mais penosa, agravada pelo pó, barulho e confusão que envolvem o local, conseguisse o razoável valor de 8000 kyats (cerca de 6€) por pessoa; valor um pouco superior aos 5000 kyats pagos pelos birmaneses para  efectuar o trajecto de 175 quilómetros que separam Myawaddy de Mawlamyine.

A viagem até Mawlamyine que demorou seis horas foi desgastante e cansativa, onde a somar ao cansaço de uma noite passada no autocarro entre Bangkok e Mae Sot, onde o sono foi diversas vezes interrompido por check-points da policia tailandesa para verificação dos passaportes, houve o intenso calor, o caótico trânsito, a condução agressiva e o mau estado da estrada, cuja faixa de rodagem não tem largura suficiente para o cruzamento de dois veículos, o que obriga muitas vezes a circular a recorrer às bermas pedregosas e poeirentas para efectuar ultrapassagens.

A parte inicial do trajecto atravessa uma cadeia montanhosa, de encostas cobertas de densa floresta tropical, em algumas zonas fortemente delapidada pela acção do homem, ao longo de uma estrada estreita e sinuoso, onde as fortes inclinações dificultavam a circulação dos veículos de mercadorias, cuja avançada idade, mau estado de conservação e excesso de cargo, obrigavam a frequentes paragens para arrefecimentos dos motores ou à saída de um dos ocupantes para colocar calços nas rodas, até o veículo recuperar força para seguir viagem.

Tudo isto fez crescer a fila de veículos que em fila serpenteava a estrada, fazendo com que os carros e carrinhas de transporte de passageiros, nervosamente tentassem todas as oportunidades para, um a um, irem ultrapassando estes obstáculos, com manobras arriscadas e perigosas, bruscas acelerações, abruptas travagens e constantes solavancos.

Deixando para trás a montanha, seguisse uma planície sem fim, onde os campos de arroz se estendem até ao limite do horizonte e onde, a espaços, a monotonia da paisagem é rasgada por formações rochosas, altas e escapadas, coroadas pelas torres douradas dos diversos mosteiros e pagodas.

Ao longo de todo o percurso, houve muitas paragens em check-points, uns com polícias ou exército, mas muitos aparentemente improvisados controlados por civis, que funcionavam como portagem e o que obrigava o motorista a alguma negociação, conseguindo muitas vezes poupar-se a pagar, e chegando a habilmente contornar as cancelas. Todo este ritual repetiu-se mais de uma dezena de vezes, obrigando a fechar as janelas do carro, que com os vidros fumados impediam de ver os passageiros do veículo, onde os três ocupantes ocidentais ocuparam a parte de trás da carrinha, semi-escondidos dos olhares vigilantes, tornando o interior já quente do veículo numa verdadeira fornalha.

A chegada a Mawlamyine, também chamada de Moulmein, que foi capital durante a colonização britânica, durante entre 1827 to 1852, pelo meio da tarde, permitiu ainda um passeio pela marginal que se desenvolve ao longo do Rio Thanlwin que de tão largo se parece com o mar que efectivamente não se encontra muito longe, e de onde sopra uma ligeira mas refrescante brisa.

A cidade apresenta à primeira vista poucos motivos de interesse para além de algumas pagodas resplandecentes de dourado, situadas nos pontos mais elevados, e que proporcionam uma vista geral da cidade que se aninha entre as colinas e o rio, e que ao fim da tarde atraem muita gente, que para além de executar os ritos religiosos, aproveita também para saborear a brisa que aos poucos se vai tornado menos escaldante, criando um ambiente familiar e descontraído onde o riso das crianças compete com o tilintar dos pequenos sinos que decoram o topo da pagoda.

Contudo a proximidade com o rio, a presença de edifícios a lembrarem a evocarem a época colonial, orgulhosos na sua decadência e aparente abandono, e acima de tudo o ambiente calmo e pachorrento proporcionado pela acolhedora população, fazem de Mawlamyine um local capaz de proporcionar uma estadia agradável por uns dias.

Durante a manhã, todo o movimento se concentra em volta dos fervilhantes mercados situados no centro da cidade,  muito próximos uns dos outros, onde as ruas circundantes são ocupadas com uma sucessão de lojas de venda de todo o tipo de mercadorias, onde dominam os produtos importados das vizinhas China e Tailândia, e onde surgem pequenas bancas de venda de paan, consumido abundantemente pelo homens e  mesmo por bastantes mulheres (uma clara influência indiana), e improvisados postos onde se pode tomar um café ou fazer uma refeição à base de arroz ou noodles, aromaticamente condimentados com caldos de peixe ou legumes.

Mawlamyine, calma e sonolenta, cativou e serviu de introdução a este país que mantem uma forte identidade cultural.

Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem a cidade de Mawlamyine, e que de noite sobressaem na paisagem como peças de um jogo gigantesco jogo de xadrez
Mercado central
Mercado central
Mawlamyine
Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Um dos muitos edificios que relembra a presença britânica neste território
Mawlamyine
Ao fim do dia vários restaurantes situados num dos extremos da marginal começam a sua actividade, oferecendo uma grande variedade de comida onde se notam influências da gastronomia indiana, tailandesa e chinesa
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal,  dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal, dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine

Footer

search

Tags

alojamento Angkor Assam Bago Borneo Caminhadas Champasak China Beach Comida Gujarat Himachal Pradesh Hué Hà Nôi Hôi An Ilhas Istanbul itinerário Jaipur Kashan Kashmir Kathmandu Kutch Ladakh Leh Mcleod ganj Meghalaya Nagaland Ninh Binh Nordeste da Índia Parques Naturais Parvati Valley Phnom Penh Pondicherry Punjab Rajastão Sapa Srinagar Tabriz Tamil Nadu Transportes Travessia de Fronteira Vientiane Vinh Long Yangon Yazd

Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

Se achou o meu blogue útil ou inspirador, considere apoiá-lo com uma pequena contribuição. Cada donativo ajuda-me a manter este projeto vivo e gratuito para todos os que adoram explorar o mundo.

Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

BUY ME A COFFEE

Categories

Recent Posts:

  • Líbano: itinerário para 15 dias de viagem
  • 25 dias de viagem pelo Bangladesh: itinerário
  • Japão em 6 semanas: itinerário & custos
  • Taiwan: itinerário para 16 dia viagem
  • 20 dias in Morocco: itinerário & custos
  • Kuta Lombok… o paraíso quase secreto
  • Leh & Kashmir: mapa e itinerário
  • English
  • Português

© Copyright 2026 Stepping out of Babylon · All Rights Reserved · Designed by OnVa Online · Login