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Stepping Out Of Babylon

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Resultados de pesquisa para: Laos

Sobre mim

Olá! Sou a Catarina: viajante e aspirante a fotógrafa.

Sou de Lisboa, onde passei a maior parte da minha vida, mas tenho passado os últimos anos a viajar!

A minha primeira longa viagem começou em 2013 e durante 15 meses levou-me até ao Sudeste Asiático e ao Subcontinente Indiano: Índia, Nepal, Laos, Camboja, China, Myanmar (Burma), Vietname e Tailândia. Mais tarde o percurso estendeu-se pela Malásia, Singapura, Sri Lanka e Indonésia… e também pelo Norte de Africa e Médio Oriente como o Irão, Marrocos e Turquia 

O distante Japão e Taiwan são os meus mais recentes destinos, como Myanmar que eu tenho visitado repetidas vezes nos últimos anos.

Com este blog, partilho as minhas viagens e experiências, fornecendo informações e dicas sobre como viajar com um pequeno orçamento e em segurança, esperando assim ajudar outros viajantes e inspirar aqueles que ainda não começaram a viajar.

Não sei ao certo o que me faz continuar, mas a fotografia é com certeza uma das razões para continuar, tentando capturar o espírito e a atmosfera dos lugares, o estilo de vida local e retratar as pessoas.

E comida… a comida é com certeza uma das coisas que mais me entusiasma quando viajo. Mas ser vegetariana traz novos desafios e dificuldades, e espero que a minha experiência(s) possam ajudar a tornar as viagens mais fáceis e deliciosas!

Amor e respeito

“Sê dono apenas do que podes transportar contigo. Conhece línguas, conhece países, conhece pessoas. Deixa que a tua memória seja o teu saco de viagem.”Alexander Solzhenitsyn

Um chamamento para o que é novo, um frémito pelo desconhecido, um impulso que me leva ao movimento e uma vontade de conhecer outras culturas, arrastou-me para viagens de termo incerto, onde cada momento é um desafio à imaginação e um romance com a vida.

Como obter visto Indiano em Kathmandu

Recentemente a Índia introduziu o sistema de ‘visa on arrival’ para os seguintes países:

  • Alemanha, Austrália, Brasil, Camboja, Ilhas Cook, Djibouti, Fiji, Finlândia, Indonésia, Israel, Japão, Jordânia, Quénia, Kiribati, Laos, Luxemburgo, Ilhas Marshall, Maurícias, México, Micronésia, Myanmar, Nauru, Nova Zelândia, Ilhas Niue, Noruega, Omã, Palau, Palestina, Papua Nova Guiné, Filipinas, República da Coreia, Rússia, Samoa, Singapura, Ilhas Solomon, Tailândia, Tonga, Tuvalu, UAE, Ucrânia, USA, Vanuatu e Vietnam;
  • válido somente por for 30 dias; com uma única entrada;
  • ‘visa on arrival’ somente está disponível nos seguinte aeroportos: Bangalore, Chennai, Cochin, Delhi, Goa, Hyderabad, Kolkata, Mumbai e Trivendrum;
  • nas fronteiras terrestres é necessário requerer visa antes de entrar no país;
  • este visto não pode ser prolongado.

Como Portugal é um dois países excluídos desta lista é necessário recorrer aos serviços de emigração em Portugal ou em muitos dos países onde a Índia dispõem de serviços diplomáticos, para requerer o visto de turismo.

Pela proximidade e posição geográfica que permite o acesso por terra ou numa curta viagem de uma hora de avião, o Nepal é um dos países frequentemente escolhido quem se encontra na Índia e pretende prolongar a estadia, necessitando de novo, o que vulgarmente se chama de “prolongar o visto”

Para isso é necessário recorrer aos serviços da Embaixada da Índia existentes em Kathmandu; o processo não é difícil mas requer algumas diligências, documentação e cerca de cinco dias úteis.

Documentos necessários:

  • Formulário (extenso e minucioso), disponibilizado no site dos serviços de emigração, que deve ser preenchido on-line (https://indianvisaonline.gov.in/visa/index.html), submetido aos serviços de imigração e depois impresso;
  • Fotografia tipo passaporte com a dimensão de 2 x 2 cm, a cores com fundo branco; outros formatos não serão aceites;
  • Cópia do passaporte (da página de identificação);
  • Cópia do visto nepalês;
  • Cópia do ultimo visto indiano (se aplicável) incluindo as páginas com o carimbos de entrada e de saída.

No formulário on-line o campo ‘current address’ deve ser preenchido com a morada do hotel ou guest house em Kathamndu

O pedido de visto processa-se em 3 passos:

  1. Entregar os documentos na embaixada no horário previsto para o efeito (9 am – 12 pm), assim como proceder ao pagamento da franquia; com a entrega do recibo de pagamento é também definida a data e hora da próxima visita;
  2. Na segunda visita (geralmente 5 dias úteis depois da entrega dos documentos), o passaporte deve ser entregue no serviços, acompanhado do recibo do pagamento;
  3. Na terceira visita (geralmente 1 dia útil depois) o passaporte é devolvido no horário da tarde (5 pm – 5.30 pm)

Duração:

  • a duração do visto depende do número de visitas anteriores;
  • caso se trate do primeiro pedido de visto (ou pelo menos o primeiro no presente passaporte) o visto é de 6 meses, com múltiplas entradas
  • caso se trate de uma renovação, o período concedido no novo visto é geralmente de três meses, válido para uma única entrada.

Custos:

  • Qualquer que seja o visto concedido, três ou seis meses, a franquia é sempre a mesma: 4990 NPR (rupias nepalesas);
  • Caso seja o primeiro pedido geralmente é concedido um visto de 6 meses, com dupla entrada;
  • Caso haja anteriores visto no passaporte o período concedido é geralmente de 3 meses; contudo existem situações em que, sem razão aparente, somente é atribuído um ou dois meses de visto.

Convém chegar à embaixada de manhã bem cedo, mesmo antes da abertura das portas, pois pelas nove da manhã já existe uma fila considerável de pessoas. Depois da abertura das portas, é necessário retirar uma senha numerada de uma máquina automática; dependendo do numero de pessoas a espera pode demorar umas 2 horas.

Depois da entrega dos documentos no primeiro balcão é necessário proceder ao pagamento no balção situado imediatamente ao lado direito, onde nos é entregue um recibo do pagamento e o talão onde é carimbada a data em que se deve proceder à segunda visita para entrega do passaporte.

Caso por algum motivo o visto não seja concedido, o valor pago não será devolvido.

Na falta de algum dos documentos necessário o pedido de visto não será aceite. Caso seja mais alguma cópia existe uma loja de fotografias e de fotocópias mesmo ao lado da embaixada que pratica preços razoáveis.

É aconselhável não comprar bilhetes de bus ou de avião antes de ter o visto pois o processo burocrático é imprevisível e pode demorar mais do que o esperado.

Anteriormente existiu uma regra em que era necessário esperar dois meses para pedir novo visto indiano, mas actualmente esta questão foi ultrapassada sendo possível pedir novo visto logo à chegada ao Nepal.

Address: P.O. Box. 292
336, Kapurdhara Marg, Lainchaur
Kathmandu, Nepal
(near British Embassy – British Council)

Telephone: 977-1-4410900 / 4414990 / 4411699

(24×7, Emergency Contact Number) – 977-1-4423702

Mob. no. 9851107021 (24×7)

Fax No: 977-1-4428279

Site: www.indianembassy.org.np

email: visa.india@nsbi.com.np

 

Working hours (for visa):

Monday – Friday – 9.30 – 12.00

Close on Saturday, Sunday and Public Holidays

Working hours (for info):

Monday – Friday – 9.00 – 17.30

On-line visa application form:

https://indianvisaonline.gov.in/visa/index.html

Horário da Embaixada da Índia em Kathmandu
Horário afixado à entrada da embaixada Indiana em Kathmandu

Lista dos feriados em que a Embaixada da Índia em Kathamandu se encontra encerrada
lista de feriados em 2015 em que a Embaixada Indiana em Kathmandu se encontra encerrada

A comida na China… para vegetarianos!

Este é um tema difícil de abordar dada a diversidade gastronómica que a China apresenta, e que a curta visita às províncias de Sishuan e Yunnam oferecem bons exemplos, sendo assim difícil eleger um prato tradicional ou uma refeição típica que homogeneamente se encontre em todos os locais.

Contudo, nas zonas visitadas encontra-se com facilidade restaurantes cujo denominador comum é a existência de uma arca frigorifica onde os alimentos disponíveis estão expostos, desde legumes, carne, cogulemos, tofu, ovos… e de onde se escolhe as combinações desejadas, para um ou mais pratos, que são confeccionadas em poucos minutos. Os pratos são sempre partilhados entre o grupo de amigos ou familiares reunidos em volta da mesa, sendo de boa educação retirar um pedaço de comida de cada vez e coloca-la na tigela, de onde, depois de misturado com um pedaço de arroz é ingerido. No final das refeições é de “bom tom” deixar sempre alguma comida nos pratos, sinal de abundância de comida.

Ao contrário do que é comum nos países asiáticos, na China é raro encontrar a chamada “street-food”, sendo a opção mais popular e económica o recursos a pequenos restaurantes familiares, todos eles abertos para a rua, onde a cozinha fica quase fora do restaurante, e onde se servem geralmente sopa de noodles com as suas diferentes variações de carne de porco, vaca, galinha, vísceras…

Em Sishuan, famosa pela sua aromática pimenta, a gastronomia destaca-se pelo picante presente em quase todos os pratos, desde sopas, salteados e grelhados, com os ingredientes, geralmente legumes e carne, a serem muitas vezes cozinhados numa mistura espessa de especiarias picantes envoltas em óleo.

Nas áreas mais perto da Região Autónoma do Tibete é possível encontrar alguns dos pratos típicos tibetanos, apesar do números de restaurantes que os servem ser mínimo em comparação com a esmagadora presença de restaurantes de comida chinesa. Sobressai a tradicional tupka, uma sopa de legumes ou de carne, de caldo espesso e com massa cortada toscamente em grande pedaços. Tradicionais são também os dumplings que na versão Tibetana se chamam de momos.

Tradicional do Tibete é chá de manteiga (butter tea) que acompanha refeições e onde sobressai o paladar salgado da manteiga que à medida que vai arrefecendo cria uma camada de fina gordura à superfície que deve ser soprada antes do chá ser bebido.

Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente
Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente

Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa
Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa

Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali

Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa
Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa

ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares
ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares

Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali

sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado
sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado

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Jantar preparado por duas das minhas companheiras de viagem para quem a comida é levada muito a sério, sendo cada refeição previamente pensada antes da diária ida ao mercado para comprar legumes, peixe ou carne.

dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal
dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal

outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado
outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado

panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã
panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã

Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China

Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China

Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China

noodles frescos à venda no mercado de Chengdu
noodles frescos à venda no mercado de Chengdu

dumplings de vegetais acompanhando um "sumo" feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja
dumplings de vegetais acompanhando um “sumo” feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja

cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições
cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições

Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz
Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz

O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades
O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades

restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu
restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu

pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce
pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce

queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar
queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar

Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo.
Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo

Tupka tibetana
Tupka tibetana

uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete... deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano
uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete… deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano

Kunming… e a vida em torno do Green Lake

Kunming, capital da província de Yunnan, respira uma atmosfera moderna e cosmopolita, de amplas avenidas, organizado tráfego, alguns espaços verdes, e que apesar dos seus pouco mais de 1 milhão de habitantes oferece-se calma e descontraída.

O chamando Green Lake domina o centro de Kunming, se é que se pode chamar centro a esta zona, pois nas modernas cidades chinesas praticamente nada resta de verdadeiramente antigo, tendo as tradicionais construções já sido substituídas por edifícios de betão que aparentam não terem mais de trinta anos, alguns já a serem demolidos para darem lugar a modernos edifícios, e com ruas de malha ortogonal, largas, de amplos passeios onde o trânsito circula ordeiramente ao ritmos de sinais luminosos.

O estado de Yunnan, que faz fronteira com o Tibete, Birmânia, Laos e Vietname e a sua população espelha bem estas influências, com a maior concentração de grupos étnicos e onde com praticamente metade da população é não-Han, sendo a etnia Han a dominante no território chinês.

Um pouco desta diversidade transparece na actividade que se observa em redor do parque formado pelo Green Lake, onde à sombra de inúmeras árvores diversos grupos se reúnem para executarem danças, formando rodas em volta de modestas colunas de som, enchendo o espaço com a côr e diversidade dos trajes tradicionais que muitos teimam em usar.

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Green Park, onde pela manhã muitos dos habitantes de Kunming praticam tai-chi
Green Park, onde pela manhã muitos dos habitantes de Kunming praticam tai-chi

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Kunming
Kunming

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Green Lake, Kunming
Green Lake, Kunming

Kunming
Kunming

Kunming
Kunming

Kunming
Guang Hua, a chamada “old street” onde os edifícios que ainda restam, com a tradicional construção em madeira, estão a ser recuperados, mas onde outros estão a ser construídos

Kunming
uma das avenidas do centro da cidade onde se concentra grande parte da actividade comercial e onde se podem encontrar as grandes marcas internacionais, em especial as que se dedicam à comercialização de vestuário

Kunming
Kunming

Kunming
Kunming

Kunming
alunos junto a uma escola no centro de Kunming

Kunming
Kunming

Kunming
mesquita construída no estilo de arquitectura que também é comum aos templos budistas chineses, e onde os símbolos do islão se limitam ao crescente que enfeita o cimo dos telhados e a inscrições em árabe à entrada, numa cidade onde é bem visível o significativo numero de muçulmanos

Kunming
Kunming

Kunming
Os jogos de cartas são muito populares entre a população, sendo frequente encontrar grupos de jogadores nos mercados e ao longo das ruas mais pacatas da cidade

 

 

População: 1.044.000 habitantes

Altitude: 1890 m

Fronteira Lao/China… de Vientiane até Kunming

…“keep on moving” acabei de ler esta mensagem inscrita a negro sobre o fundo branco de uma t-shirt: é este o espírito dos últimos meses de viagem. Longos percursos de autocarro, comboio e barcos, muitas horas de espera em terminais de bus e estações de comboios… muitas noites passadas em autocarros. Laos, Camboja, Myanmar… e agora China. Um mês em cada país. Duas estadias em Bangkok para preparação do próximo passo: menos de uma semana em Vientiane para tratar do visto para a China… “keep on moving”!

 

Mais uma vez sou a única não-asiática; a única que fala inglês; a única tem a mochila numa bagageira cheia de sacas, pacotes, caixas e embalagens; a única incapaz de falar a língua dos restantes passageiros limitando a comunicação aos gestos e à boa vontade de quem está por perto.

Desta vez o percurso é entre Vientiane e Menglá, a primeira cidade chinesa que surge no mapa após a passagem da fronteira com o Laos.

 

O inicio da viagem não se revelou auspicioso, com o céu coberto de nuvens cinzentas que têm oferecido episódios de chuva diários que antecedem o inicio da monção, e com um mal-entendido junto do antipático funcionário da bilheteira do terminal de autocarros de Vientiane, relativamente ao preço do bilhete, superior ao que está afixado e que me obrigou a gastar os últimos kips e alguns dos yuan que já tinha adquirido para a China.

Este imprevisto fez com que ficasse sem dinheiro para as refeições durante o resto do dia, limitando-me a uma ração composta de bananas, amendoins, uns pães de massa frita que sobraram do dia anterior e umas bolachas de arroz tufado; os trocos que sobraram nem para a água chegaram, tendo recorrido à desagradável água da torneira devidamente desinfetada com pastilhas purificadoras.

 

As pesadas nuvens cinzentas e o ar quente e húmido de Vientiane deram gradualmente lugar a um céu cada vez mais luminoso, decorado com espessas nuvens de uma brancura imaculada que lhe confere um ar de irrealidade, e com as montanhas que a pouco e pouco se foram erguendo à frente da estrada, tornando-se íngreme e sinuosa, mas cada vez mais verde, de densa floresta de onde sobressaem os tufos dos bambus, com o ar cada vez mais fresco e leve.

 

A viagem em autocarro-cama, cujo facto de ter feito a viagem quase vazio, com pouco mais do que oito passageiros, ofereceu a possibilidade de ter ocupar o compartimento que é destinado a duas pessoas, proporcionado uma viagem confortável e uma agradável noite de sono que terminou com uma espera de uma hora junto ao posto fronteiriço do Laos.

Seguisse a já habitual sequência de entrada de funcionários alfandegários no autocarro, de revista de bagagens pelo exército, verificação de passaportes, carimbos e o preenchimento de documentos, que do lado chinês foi facilitado com a informatização dos serviços que permitem a leitura digital da informação constante do passaporte e a emissão electrónica do cartão de embarque. Tudo simples, rápido e eficiente.

 

À chegada a Menglá, cidade ampla e moderna mas pouco atraente, a ideia inicial de permanecer por uma noite foi substituída pela possibilidade de seguir viagem directamente para Kunming, capital da província de Yunnan.

Esta mudança de planos obrigou a uma espera de seis horas no moderno e luminoso terminal de autocarros de Menglá, onde o odor a urina vido da casa-de-banho se mistura com o cheiro dos cigarros fumados sem restrições na sala de espera, enquanto que nos ecrãs de televisão passam, em modo repetitivo, informação governamental sobre os malefícios do consumo de drogas.

 

Da paisagem do norte do Laos, dominada por montanhas de vegetação selvagem, onde nas regiões mais brandas surgem pequenas aldeias junto a tímidos compôs de arroz, passa-se para a China, onde o cenário igualmente montanhoso está coberto de árvores de borracha, geometricamente disposta ao longo das encostas, formado um monótono padrão e onde a estrada, em vez da habitual sinuosidade, desliza suavemente com viadutos a cruzar vales e túneis a trespassar montanhas.

Olá China!

 

a paisagem do norte do Laos, com um céu de azul intenso raro de encontrar por estas paragens asiáticas, que não encontrei na primeira estadia no norte do Laos, ainda sob o efeito do invernos mês de Fevereiro
a paisagem do norte do Laos, com um céu de azul intenso raro de encontrar por estas paragens asiáticas, que não encontrei na primeira estadia no norte do Laos, ainda sob o efeito do invernos mês de Fevereiro

norte do Laos, região de Oudomxay
norte do Laos, região de Oudomxay

bus ente Vientiane e Menglá... "refeição a bordo"
bus ente Vientiane e Menglá… “refeição a bordo”

a viagem entre Vientiane e a China foi já feita num veículo de uma companhia chinesa; dado os poucos passageiros assim como o motorista serem chineses, as paragens para descanso e para comida foram sempre feitas em restaurantes de proprietários chineses que discretamente se encontram nas estradas secundarias do norte do Laos
a viagem entre Vientiane e a China foi já feita num veículo de uma companhia chinesa; dado os poucos passageiros assim como o motorista serem chineses, as paragens para descanso e para comida foram sempre feitas em restaurantes de proprietários chineses que discretamente se encontram nas estradas secundarias do norte do Laos

Bus entre Vientiane e Menglá
Bus entre Vientiane e Menglá

um dos vários restaurantes que serviu de paragem no percurso no norte do Laos
um dos vários restaurantes que serviu de paragem no percurso no norte do Laos

norte do Laos, região de Oudomxay
norte do Laos, região de Oudomxay

norte do Laos, região de Oudomxay
norte do Laos, região de Oudomxay

norte do Laos, região de Oudomxay
norte do Laos, região de Oudomxay

norte do Laos, região de Oudomxay
norte do Laos, região de Oudomxay

posto fronteiriço do Laos
posto fronteiriço do Laos

posto fronteiriço da China; mais um país comunista a adicionar ao meu curriculum; depois do Vietname e do Laos, só falta visitar Cuba e a Coreia do Norte para completar o naipe dos cinco países que ainda se apelidam de comunistas
posto fronteiriço da China; mais um país comunista a adicionar ao meu curriculum; depois do Vietname e do Laos, só falta visitar Cuba e a Coreia do Norte para completar o naipe dos cinco países que ainda se apelidam de comunistas

primeira refeição chinesa que compensou a fraca ração de bananas, amendoins, pães e arroz tufado, que serviu de alimento durante as 24 horas de viagem entre Vientiane e Menglá
primeira refeição chinesa que compensou a fraca ração de bananas, amendoins, pães e arroz tufado, que serviu de alimento durante as 24 horas de viagem entre Vientiane e Menglá

Viagem em autocarro-cama entre Menglá e Kunming
Viagem em autocarro-cama entre Menglá e Kunming

 

Info (PT) Vientiane até Kunming via Meng La

O autocarro parte do Terminal Norte, localizado na Sithong Road, cerca de7 km do centro da cidade de Vientiane. No terminal situado junto ao mercado central é possível apanhar um autocarro directo, de meia em meia hora, que custa 5000 kip.

 

Kunming: 784.000 kip (aproximadamente)

Partida de Vientiane: 11.00; 14:30
(terças e sextas é autocarro-cama; nos restantes dias são lugares sentados)

Duração da viagem: 30-31 horas

 

Meng La: 351.000 kip

Partida de Vientiane: 11h (terças e sextas é autocarro-cama; nos restantes dias são lugares sentados)

Duração da viagem: 23-24 horas

 

Atenção: os preços afixados no placar do terminal de autocarros estão desactualizados; os preços actuais estão afixados junto à bilheteira numa discreta folha A4 escrita em chinês.

 

Info (EN): Vientiane to Kunming via Meng La

The bus departs from North Terminal, located in Sithong Road, about de7 km from the city center of Vientiane. In terminal located next to the Central Market you can take a direct bus every half hour, which costs 5000 kip.

 

Kunming: 784,000 kip

Vientiane Departure: 11:00; 14:30 (Tuesdays and Fridays is bus-bed and in the remaining days are seats)

Travel time: 30-31 hours

 

Meng La: 351,000 kip

Departure from Vientiane: 11pm (Tuesdays and Fridays is sleeping bus and in the remaining days are normal seats)

Travel time: 23-24 hours

 

Note: the prices displayed on the scoreboard from the bus terminal are outdated; current prices are displayed next to the box office in a discrete A4 written in Chinese

Sobre a comida no Camboja

Em resumo, pode-se dizer que o Camboja não é um país fácil para vegetarianos, pois este é um conceito estranho neste país onde domina o consumo de carne. Mas há sempre opções como as sopas de noodles, os caris e alguns snacks que ajudam a contornar a situação!

Mantendo o hábito adquirido do Laos, aqui continuaram as sopas de noodles, mas a qualidade diminuiu: não só os caldos são menos aromáticos, como por vezes os noodles são de massa seca ou mesmo instantâneos. O habitual prato de ervas aromáticas e de legumes que acompanhava estas sopas no país vizinho, encontra-se aqui frequentemente ausente.

Na comida do Camboja nota-se uma forte influência da gastronomia chinesa e vietnamita, que é visível pelos muitos restaurantes servindo “phò”, a tradicional sopa de noodles, em tudo semelhante à que se pode encontrar no Vietname.

Estas sopas de noodles (noodle soup), confeccionadas no momento, podem ser feitas na versão vegetariana, contudo apesar de não ser adicionada carne não se nota um acréscimo da quantidade de vegetais que geralmente se resumem a um punhado de rebentos de soja e a umas folhas de couve. Quanto ao caldo que serve de base a estas sopas, quase transparente e de sabor ligeiro, é provável que contenha produtos de origem animal na sua preparação.

As chamadas rice soups, populares como refeição matinal, apesar de um pouco aborrecidas são também uma opção para vegetarianos, pois pode-se sempre pedir sem carne, sendo em alternativa adicionados uns rebentos de soja.

Mais aconselhável em termos de dieta vegetariana são os fry-noodles, onde a massa de arroz é salteada com alguns vegetais e ovo e condimentada com misteriosos molhos.

Outra influência da China são os hot pot, muito populares entre o cambojanos (assim como em muitos outros países do sudoeste asiático), em especial nas cidades e particularmente aos fim de semana, onde estes restaurantes se enchem de famílias e grupos de amigos que partilham esta refeição, constituída por uma panela com um caldo fervente, onde pedaços de carne se encontra a boiar que se mantêm quente na mesa com recuso a um mini-fogão a gás, e onde são mergulhadas os vários acompanhamentos, como couve, ervas frescas, massas, pedaços de carne e também visceras…

O café é geralmente servido com gelo, sendo quase sempre adoçado com leite-condensado. A preparação é em tudo semelhante ao que se encontra pelo Vietnam, com a água a ferver a ser despejada sobre o café que se encontra numa espécie de filtro metálico, colocado sob um copo. É frequente o café estar já feito, numa dose muito concentrada, que depois é diluída em água quente quando o café é servido. O sabor é suave mas com um travo particular, mas é necessário usar de uma certa habilidade de comunicação para evitar o popular leite-condensado, que esmaga totalmente o sabor original do café.

Continuam a marcar forte presença os caris, muito menos picantes do que na vizinha Tailândia, servidos com a habitual dose de arroz. O mais popular destes caris é o amok, que pode ser de marisco, peixe, carne ou somente de vegetais, destacando-se o suave aroma das especiarias de onde sobressaem o lemongrass, a curcuma e o gengibre. Tradicionalmente este prato é confeccionado muito lentamente, ao vapor, em folha de bananeira. Não sendo tão fácil de encontrar como uma sopa de noodles, o amok servido com arroz é uma deliciosa opção para vegetarianos sendo mais provável de se encontrar em restaurantes do que em mercados.

No Camboja as opções vegetarianas são mais escassas do que nos restantes países so sudoeste asiático, dominando a carne, quer seja fresca ou processada em forma de pequenas almôndegas cujo aspecto está longe de ser atractivo mas que é extremamente popular no Camboja. No Sul do país, dada a proximidade do mar, o peixe e o marisco marcam forte presença, com os mercados a oferecer grande variedade de produtos, o que se refecte nos pratos e mesmo nos snacks de rua.

E como em qualquer país asiático a comida de rua marca forte presença, pela sua variedade, tanto em doces como em salgados, surgindo a horas especificas do dia, muitas vezes junto aos mercados, às escolas, ou nas ruas mais movimentadas das cidades. Podem ser pequenas bancas transportadas em bicicletas ou compactas cozinhas acopladas a motorizadas.

Como em muitos países do sudoeste asiático não é difícil encontrar comidas exóticas para os standards europeus, e o Camboja parece oferecer ainda mais oportunidades de encontrar sapos à venda nos mercados ou gafanhotos fritos numa banca de rua.

Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito
Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito

stree food em Siem Reap
stree food em Siem Reap

pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes
pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes

banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam
banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam

muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.
muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.

fritos de banana e massa
fritos de banana e massa

phô
phô

bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros... depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.
bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros… depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.

nooodlles
noodles

chá que está semptre disponivel nas mesas
chá que está semptre disponivel nas mesas

sops de noodles com legumes
sopa de noodles com legumes

molhos e mais molhos... mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos
molhos e mais molhos… mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos

café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam
café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam

street-food em Phnom Penh
street-food em Phnom Penh

fruta de uma especie de palmeira, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar
fruta de uma especie de palmeira, translucida e gelatinosa, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar

fruta de uma especie de palmeira
fruta de uma especie de palmeira

mercado de Phnom Penh
mercado de Phnom Penh

bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira
bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira

noodles fritos com legumes e ovo estrelado... sempre frito dos dois lados!
noodles fritos com legumes e ovo estrelado… sempre frito dos dois lados!

banca de rua
banca de rua

street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh: panqueca , servida quente, recheada com sticky-rice, e doçada com uma mistura de côco e açucar

street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh

um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo
um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo

restaurante de phô em Phnom Penh
restaurante de phô em Phnom Penh

DSC_3399 Amok de peixe

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado
banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado

Apontamentos do Camboja

Família Real

Não tendo a presença esmagadora como na Tailândia, a imagem da família real Cambojana, é presença habitual em alguns restaurantes, lojas e em algumas casas, onde surgem geralmente três fotografias: de Norodom Sihamoni, o actual rei, e Norodom Sihanouk o anterior rei e da mulher Monineath, pais do presente monarca.

Norodom Sihamoni, encontra-se no trono desde 2004,altura em que Norodom Sihanouk, abdicou do trono em favor do seu único filho, sobrevivente dos quatro que foram mortos durante e época em que o Khmer Rouge governou o país.

Apesar do seu low-profile, o actual rei aparenta ser uma figura consensual no país, tendo sido embaixador da UNESCO, com formação artística em música e dança clássica, vivendo a maior parte da sua vida em Praga e em França, somente tendo regressado ao Camboja para ocupar o cargo deixado pelo pai.

Família Real
Família Real

Época dos casamentos

É após a época das chuvas, durante a estação seca que se realizam a maior parte dos casamentos no Camboja, à semelhança do que observei no Laos.

As ruas, que tanto podem ser secundarias como uma avenida principal de uma pequena cidade, são ocupadas quase totalmente com estruturas que formam tendas rectangulares, que são ricamente decoradas com tecidos de aspecto sedoso, que combinam com a decoração das mesas e cadeiras, onde se abrigam as mesas onde os convidados se reúnem para a refeição e para a festa, sempre anunciada com antecedência pelo elevado som que sai dos altifalantes.

Cerveja e Tabaco

Reforçando a ideia de uma população orgulhosa da sua história e do seu passado, as duas principais marcas de cerveja, Ankor e Cambodia, têm slogans como “my country, my beer” e “national beer, national pride”, salpicando de vermelho, pois esta é a cor dominante de ambas as marcas a paisagem, seja em publicidade, identificando restaurantes e mercearias, estampada em copos e espalhada em autocolantes um pouco por todo o lado.

Marcas de cigarros como Cambo (derivado da palavra Camboja), National (com a imagem do Angkor Wat) e Liberation, com o Monumento da Independência existe em Phnom Penh, que marca o fim da presença francesa no território, em 1953, são também representativas deste orgulho nacional. Para contrariar esta teoria existe a pouco difundida marca de cigarros Alain Delon, num misto de saudosismo e ironia.

Cigarros
Cigarros

Café-restaurante em Battambang
Café-restaurante em Battambang

Phnom Penh
Phnom Penh, onde o vermelho dos anuncíos das cervejas Angkor e Cambodia pintam de vermelho a cinzenta paisagem urbana das zonas mais pobres da cidade

Moeda

Sistema invulgar onde o dólar funciona como moeda corrente paralelamente ao riel cambojano, sendo a equivalência de 1 dólar para 4000 riels. As notas de baixo valor, 2000, 1000, 500 e 100 riels servem para valores inferiores a um dólar, pois aqui somente circula dinheiro em papel.

Frequentemente um pagamento em dólares receber o troco em riel ou mesmo um misto de riels e dólares, e mesmo um pagamento de uma nota de elevado valor em riel ter o troco em dólares… um sistema que a obriga a atenção redobrada nos trocos e a um constante exercício mental a que os cambojanos estão habituados e executam com  perícia e rapidez.

Contudo não encontro motivo para este sistema, pois existem notas de elevado valor em riel, não se encontrando sequer a moeda muito desvalorizada em relação às dos aos países vizinhos, nem em relação ao custo de vida, com uma refeição a rondar os 4000 riels.

O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels
O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels

por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras
por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras

 

Pijamas

Os pijamas são sem dúvida uma das imagens presentes no quotidiano do Camboja, onde à semelhança do que se vê no Vietnam e um pouco no Laos, fazem parte da indumentária feminina. Podem ser com ursos, flores ou padrões geométricos, sempre em algodão e em cores suaves e claras; sempre de duas peças: calças curtas e camisola a cobrir os ombros.

Os pijamas adquirem uma função mais alargada do que roupa usada durante o sono, servindo também para andar pela casa, em especial durante as manhãs, mas num país onde os limites da casa se estendem para a rua, mas também usados numa deslocação ao mercado ou numa ida à mercearia mais próxima; surgem na paisagem urbana e rural,  em particular ao fim do dia, depois do habitual banho, que aqui frequente encerrar o dia de trabalho. São sem duvída uma imagem que fica retida e para sempre associada ao Camboja.

Central Market em Phnom Penh
Central Market em Phnom Penh

pijamas
pijamas no mercado de Sihanouk Ville

 

Cremes branqueadores

Foi deambulando pelos mercados, e mais tarde confirmado em lojas e supermercados que constatei a quase obsessão dos Cambojanos em relação à brancura da pele, em especial do rosto, ao constatar que praticamente todos os cremes à venda, mesmo os pertencentes a empresas multinacionais e a marcas internacionais, têm propriedades branqueadoras, inclusive os protectores solares.

Este género de produtos encontra-se espalhados um pouco por toda a Ásia, refletindo o sentido estético que atribui mais beleza a peles claras, sendo o tom escuro reflexo de origens humildes ou trabalhos nos campos, sendo frequente encontrar na Índia, Nepal, Tailândia e no Laos, mas foi no Camboja que este fenómeno se tornou mais evidente.

Comprovando a eficácia destes produtos, encontram-se algumas raparigas, em especial nas grandes cidades, cujo rosto apresenta uma tonalidade esbranquiçada, mais perto do fantasmagórico do que do que do tom natural, contrastando com a cor da pele do corpo.

Lojas de telemóveis

Estão por todo o lado enchendo a paisagem urbana de palavras como: smart-phone, smart shop, Samsung, Nokia, LG… em anúncios, neons, em pequenas bancas que nas ruas e mercados que vendem centenas de acessórios para telemóveis (capas, cabos, bolsas, adaptadores, carregadores, etc…) nas mãos das pessoas, em especial a camada mais jovem da população que não dispensa o smart-phone.

A isto juntam-se os cada vez mais populares tablets e demais dispositivos electrónicos que mais parecem destinados ao entretenimento do que à comunicação, absorvendo cada vez mais a energia e a atenção das pessoas, tanto entre os locais como entre os estrangeiros, não sendo raro encontrar mesas de restaurante onde cada um dos presentes se foca no seu dispositivo electrónico inibindo o tradicional convívio e conversa à volta da mesa.

Este fenómeno não é exclusivo do Camboja, estendendo-se à maioria dos países asiáticos que visitei, mas é mais evidente aqui e na Tailândia, e um pouco no Laos, onde por todo o lado se encontra wi-fi, seja em restaurantes, cafés, agência de viagens, hotéis e guest-houses, cabeleireiros e locais de massagem… tudo sem custos.

Phnom Penh
Phnom Penh

Phnom Penh
Phnom Penh

Phnom Penh
Phnom Penh

Kampot

Os dias correm velozmente nesta curta estadia no Camboja, imposta pelo visto de trinta dias, que faz com que pouco depois da chegada já se sinta a contagem decrescente para o fim, obrigando a algum planeamento na viagem e nem sempre possibilitando o prolongamento da estadia em alguns locais como seria desejável, fazendo-me sentir mais turista do que viajante, colecionando pontos num itinerário, sem tempo para absorver e apreender os ambiente que lá se vive.

Esta urgência, fez com que a visita a Kampot não se tivesse prolongado mais do que uma tarde e uma manhã, fazendo desta cidade uma paragem para descanso na rota entre Phnom Penh e as praia situadas no sul do país.

A cidade, que se desenvolve junto ao rio, apesar reunir um conjunto de atributos capazes de atraírem um visitante por alguns dias, não se mostrou tão cativante pois é muito semelhante às visitadas anteriormente no Laos e no Camboja, como Savannakhet, Paksé e Battambang, onde se destaca a presença da colonização francesa visível pelas ruas largas de traçado ortogonal, generosos passeios e uma praça central.

Sobrevivem muitos edifícios de estilo colonial no seu tom amarelo pálido e a sua característica arquitectura de dois pisos, decorados com frisos que contornam fachadas e pilares, oferecendo varandas viradas para a rua que permitem criar uma sucessão de arcadas que oferecem algum abrigo e proteção ao calor e ao sol que dominam o clima por estas paragens.

Kampot oferece este cenário, num ambiente calmo e tranquilo, onde nem a presença de muitos expats* que promovem muito do comércio ao nível de restaurantes, lojas, cafés e esplanadas e mesmo alguma actividade cultural, conseguem afastar o clima sonolento que envolve a cidade. É esta presença de ocidentais que faz de Kampot o melhor exemplo de arquitectura colonial, contribuído com os seus negócios para a preservação de edifícios e villas, ornamentadas de buganvílias.

expats*: termo em inglês, referente a indivíduos residentes por largo tempo num país estrangeiro, sem necessariamente ser por motivos de trabalho, mas que mantêm a sua nacionalidade.

Kampot
Kampot

Kampot
Kampot

Rio Teuk Chhou, junto ao qual se desenvolve a cidade de Kampot
Rio Teuk Chhou, junto ao qual se desenvolve a cidade de Kampot

Kampot
Kampot

Dia de festa popular em Kampot, onde a avenida em frente ao recinto da festa se foi transformando ao longo do dia num extenso bazar de vendedores ambulantes e de bancas para venda de comida
Dia de festa popular em Kampot, onde a avenida em frente ao recinto da festa se foi transformando ao longo do dia num extenso bazar de vendedores ambulantes e de bancas para venda de comida

Antiga ponte metálica sobre o Rio Teuk Chhou, que devido ao seu estado de degradação somente é utilizada por peões e veículos ligeiros, existindo a montante um ponte nova
Antiga ponte metálica sobre o Rio Teuk Chhou, que devido ao seu estado de degradação somente é utilizada por peões e veículos ligeiros, existindo a montante um ponte nova

Kampot
Kampot

Kampot
Kampot

Kampot
Kampot

Kampot, com as suas ruas largas e quase desertas
Kampot, com as suas ruas largas e quase desertas

Kampot
Kampot

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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