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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Ella

Ella é uma pequena povoação que surge quase no fim da linha férrea que atravessa o Hill Country, a zona montanhosa localizada no centro-sul da ilha do Sri Lanka. Ao longo do percurso, desde Kandy até Ella, o comboio serpenteia por entre montanhas onde dominam as plantações de chá, numa verde mas monótona paisagem, pontuada aqui e além por pequenos aglomerados de casas, quase sempre pertencentes a uma das dezenas de plantações de chá, os Tea Estate que mantêm a filosofia colonialista de alojarem trabalhadores e familiares.

Pelo caminho ficam estações mais populares entre os visitantes estrangeiros, como Nanu Oya para visitar Nuwara Eliya, uma relíquia do colonialismo britânico, Haputale próximo do Horton Plains National Park e do World’s End, dois parques naturais que proporcionam boas caminhadas pelas montanhas. Qualquer um destes destinos ficou fora da percurso desta visita o Sri Lanka: o primeiro por ter fama de ser difícil encontrar um alojamento barato, estando mais virado para as cottage e os heritage hotels; os passeios pelos parques naturais implicam de 15$ pela entrada, valor superior ao orçamento diário para um backpacker em viagem pelo Sri Lanka.

Assim a melhor sobrou deste itinerário altamente turístico o humilde mas pacato percurso de comboio, em especial o troço entre Haputale e Ella, que proporcionou magníficas paisagens iluminadas pela luz calma do fim do dia, que aqui chega mais cedo, com o sol a esconder-se por trás das montanhas deixando espaço para o ar fresco da montanha fazer arrepiar a pele a obrigar a mais uma camada de roupa.

between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
Strain station between Haputale e Ella
Strain station between Haputale e Ella

Ella à primeira vista pouco tem de atractivo, pois não é mais do que um conjunto de construções ao longo da estrada nacional, com uma ou duas ruas mais. Contudo o local oferece em Janeiro um clima ameno com dias de sol não muito quentes, com noites fresca mas não geladas.

O elevado numero de guest houses e homestays proporciona quartos para todos os orçamentos, o que a juntar à pequena dimensão da vila, o ambiente calmo e informal faz de Ella um destino apetecível para descansar depois da caminhada ao Adam’s Peak.

Sobressaindo na paisagem de Ella encontra-se o chamado Ella Gap, um vale que forma uma espécie de garganta que abruptamente desce em direção às planícies do sul do Sri Lanka, por uma estrada sinuosa encaixada entre íngremes encostas. Fazendo esta viagem em direção a sul, é notória a mudança de clima, mal se chega à próxima povoação Wellawaya, ficando para trás o ar fresco das montanhas para se mergulhar no quente e húmido clima tropical.

De Ella ficou a memória de uns dias relaxantes numa insípida povoação; mas acima de tudo a forte memória da deliciosa comida, com Ella a inesperadamente proporcionar o melhor rice and curry, saboreado nos 30 dias passados no Sri Lanka… onde não houve dia sem rice and curry!!!!

Ella Gap
Ella Gap
Ella Gap
Ella Gap

 

Onde dormir em Ella:

Ella tem muitas opções de alojamento, um ou outra junto à estação de comboios, algumas ao longo da estrada nacional (que por sinal não é muito barulhenta), mas a maioria encontra-se espalhada pelas encostas em redor da vila, a uma distância que pode ser feita a pé.

A varanda e uma atmosfera que nos leva para o passado, não só pela arquitectura da casa, uma antiga mansão, como pela decoração e mobília, num misto de antiguidade e kitsch, foram decisivos na escolha da Rock View Guest House. Fica localizada muito perto do centro de Ella a 10 minutos da estação de comboios, perto da estrada principal, mas dada a posição elevada torna o barulho dos automóveis pouco relevante. Existem vários quartos em diferentes edifícios, uns mais modernos e outros mantendo ainda uma atractiva e charmosa patina.

Rock View Guest House

Quarto duplo com casa de banho: 3000 LKR

Free Wi-fi

http://rockviewella.com/

 

Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella

Onde comer em Ella:

Por atrair bastante turismo que dado o ambiente calmo, opta por permanecer alguns dias em Ella, existem bastantes infraestruturas em termos de restauração, desde os tradicionais rotis e kotus, até aos restaurantes mais sofisticados com comida internacional, pizzarias, cafés…

Os preços são um pouco inflacionados mesmo em termos de comida local, com os pratos adaptados ao gosto ocidental longe dos excessos de picante pelo qual a comida do Sri Lanka é famosa. Não é fácil encontrar um restaurante que sirva um autêntico rice and curry, mas o acaso fez com que a atenção fosse para uma pequena mercearia com um placar à entrada anunciado buffet de rice and curry: Latha Rice Shop.

Servindo deliciosos caris (abóbora, jackfruit, feijão verde, banana, etc..) o habitual pol sambol (um tempero picante à base de côco) ou gotukola sambol (um mistura crua de um legume de folha verde com côco e chilli), o sempre presente dhal (lentilhas), duas variedades de arroz (branco e vermelho) e muita simpatia fazem deste escondido local uma escolha entre a população local. O melhor rice and curry experimentado durante um mês no Sri Lanka. Muito picante.

A refeição custa 200 LKR, com direito a refill.

Address: Passara Road, uma perpendicular do lado esquerdo da Main Road.

Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella

 

Aparentemente Ella é famosa pelo curd and honey, que não é mais do que iogurte regado com mel, que de facto não é mel mas sim melaço (treacle). Encontra-se em quase todos os restaurantes, sendo um antigo café, agora convertido em restaurante, Curd Shop, um dos locais onde se pode experimentar esta deliciosa combinação. Entre várias opções a escolha recaiu para curd and honey com arroz, o que torna uma boa opção para pequeno-almoço.

Apparently Ella is famous also for the curd with honey, that in fact is not honey but a sugar syrup. Here was served with rice that make a good option for breakfast
Apparently Ella is famous also for the curd with honey, that in fact is not honey but a sugar syrup. Here was served with rice that make a good option for breakfast

Comboio de Hatton para Ella:

A viagem de Hatton para Ella demora perto de 4 horas, e pode não ser fácil encontrar lugar sentado logo desde o inicio, caso se pretenda viajar no primeiro comboio do dia. Contudo depois de Nanu Oya, muitos passageiros saem e o comboio fica bastante mais sossegado.

A estação de Ella fica a menos de 10 minutos do centro da vila, numa distância facilmente percorrida a pé.

Train ticket: 160 LKR (2ª class)

 

Direct Bus de Ella to Kataragama:

Junto ao cruzamento entre a Main road e a Passara Road (as duas únicas estradas em Ella) encontra-se um posto de informação turística onde num fraco inglês podemos recolher informação sobre os horários de autocarros e comboios que passam em Ella. A Curd Shop mesmo em frente é também uma boa fonte de informações.

Assim para quem pretende ir para Kataragama (direct bus): 13.00h, 14.00h, 14.45h, 15.30h

A viagem demora 2.40h (com uma pausa de 15 minutos para almoço). Convém chegar mais cedo à paragem pois o autocarro nem sempre respeita a hora de partida, por exemplo o das 13h partiu às 12.55h.

Ticket: 166 LKR

Bus Kandy to Kataragama, that stops in Ella
Bus Kandy to Kataragama, that stops in Ella

Direct Bus de Ella para Tissamaharama (com destino a Matara):

8.40h, 9.20h, 11.00h, 12.00h, 14.45h, 15.30h, 16.40h

O autocarro numero 10, que faz a ligação Kandy-Kataragama passa por Tissamaharama (Tissa) antes de chegar a Kataragama, pelo que os horários acima indicados (13.00h, 14.00h, 14.45h, 15.30h) também são válidos para quem se encaminha para Yala National Park.

Para quem pretende fazer a viagem para Tissamaharama ou Kataragama de manhã fora destes horários, pode apanhar um dos vários autocarros que passa no centro de Ella, em direção a sul, até à povoação de Wellawaya. Em Wellawaya é necessário trocar de bus para o destino pretendido, que pode obrigar a um transbordo intermédio.

Ella. distances for nearby places
Ella. distances for nearby places

 

Não existe propriamente uma paragem de autocarros em Ella. os autocarros em direção a Norte param em frente à Curd Shop. Para quem segue para Sul a paragem é uns 10 metros depois do cruzamento com a Pasara Road, em frente a um hotel.

Ella Bus stop at Main Road
Ella Bus stop at Main Road

 

Ella população: 44.500

Ella altitude: 1041 m

Sri Pada… na peugada do Buddha

Com cerca de 2243 metros de altura Adam’s Peak não é o ponto mais alto da ilha que constitui o Sri Lanka, mas é de certo o mais sagrada, não só para a os budistas que aqui encontram a pegada de Buddha e lhe chamam Sri Pada, como para os Hindu é a pegada de Shiva e para muçulmanos e cristãos o rasto deixado por Adão.

Aparentemente no cimo da colina encontra-se uma depressão na rocha e que com alguma imaginação se pode considerar um pé gigante, o que misturado com algum devoção religiosa tornam esta montanha um dos principais locais de peregrinação no Sri Lanka.

A época favorável para a peregrinação é entre Dezembro (Unduwap poya*) e Maio (Wesak poya) com Janeiro e Fevereiro sendo os melhores meses, pois proporcionam melhor visibilidade e clima mais estável, sem risco de chuva. Contudo a esta altitude a temperatura desce bastante durante a noite, altura em que é mais comum os peregrinos efectuarem a subida dos 1400 metros que separam Dalhousie do cume. Os meses de Maio e Outubro não é recomendável a subida pois a montanha encontra-se envolta em nuvem a maior parte do tempo e o clima é mais instável.

Durante a época das peregrinações mais de 20.000 pessoas sobe o Adam’s Peak durante os fins-de-semana, o que faz destes dias pouco recomendáveis a quem aqui vem em turismo e não pretende passar horas para fazer a subida… mas por falta de informação o dia escolhido calhou num fim-de-semana, com a agravante de ser prolongado com mais um feriado religioso, desta vez o Thai Pongal Day comemorado pela comunidade Tamil, mas que é também feriado nacional. Assim o dia escolhido para efectuar a subida foi provavelmente o dia que atraiu mais gente a fazer a peregrinação da subida ao Adam’s Peak.

A caminhada começou pontualmente às duas da manhã, com 4 horas para fazer calmamente a subida que muitos dizem poder ser feita em 3 horas, com vista a se chegar ao cume ao nascer do sol e assim poder assistir ao espetáculo que tem um pouco de misticismo onde, por instantes, surge reflectida na encosta oposta uma sombra de perfeitas formas triangulares que nada têm a ver com o formato do pico, mas que provavelmente resultam de um efeito óptico causado pela dispersão da luz ao nascer do sol misturado com o efeito da altitude… mas que produz um fenómeno único.

beginnig of Sri Pada path
beginnig of Sri Pada path
just before dusk on the way to Sri Pada
just before dusk on the way to Sri Pada
last third of Sri Pada path
last third of Sri Pada path

O inicio do trilho é muito fácil com a subida a ser feita por rampas ou pequenos grupos de degraus, mas onde o frio e a escuridão da noite tornam o percurso monótono. Contudo o percurso e razoavelmente iluminado, por alguns candeeiros mas principalmente pelas lojas dispostas ao longo do percurso, vendendo artigos religiosos, agasalhos, doces e servindo comida, seja a que horas for do dia ou da noite. Os preços vão aumentando à medida que se sobe, o que é razoável pois tudo, desde arroz, lentilhas, garrafas de água, refrigerantes, legumes, botijas de gás, etc… tem que ser transportado por carregadores encosta acima, que no máximo recebem 1500 rupias caso entreguem mercadoria no ultimo restaurante do trilho, o que deve demorar, entre ida e volta todo o dia, no que resulta em menos de 10 euros por dia de trabalho árduo e sazonal.

Depois de percorrido o primeiro terço do percurso, o trilho até então bastante largo começa a estreitar e a ser totalmente dominado por escadas, muitas das vezes ocupadas por peregrinos que aproveitam para descansar do esforço, o que atrapalha um pouco a circulação dos restantes visitantes, obrigando a abrandar o ritmo.

E a um ritmo mais lento, quando o ego deixa de estar alimentado pela veloz ascensão, pelo orgulha na boa forma física e pela competição de chegar rapidamente ao topo, surge espaço para tomar-mos consciência do que nos rodeia. Tempo para observar a devoção que leva milhares de pessoas a fazer este percurso, que não sendo muito exigente não é fácil, em especial para quem o faz com crianças ao colo ou para as pessoas mais idosas, lentamente e com muitas paragens caminham com determinação. É comovente ver famílias de três gerações caminhando ao ritmo dos mais lentos, mães amamentando bebés durante uma pausa nos degraus, pais transportando crianças adormecidas ao colo e ver como adolescente amparam os passos cansados dos avós.

A caminhada estava a decorrer suavemente até que na aproximação ao ultimo terço do trilho, altura em que os degraus se tornam mais estreitos, o elevado numero de peregrino aos quais se juntavam alguns turistas, tornou a subida impossível, com o caminho totalmente bloqueado por pessoas que a custo deixavam passar quem fazia a descida. Tão perto do topo não era hora de desistir e como ainda faltam duas horas para o nascer do sol, por isso não restou alternativa do que juntar à multidão e ir caminhando a passo muito-muito lento. As horas foram passando lentamente com o frio a tornar penosa a espera e a falta de movimento a deixar o corpo enregelado com o ar gélido que sopra na encosta desprotegida da montanha.

O sol nasceu num magnifico espetáculo de diáfana luz, como se um manto de escuridão fosse sendo lentamente removido deixando ver as cores da paisagem que lentamente foram ganhando intensidade. Mas o topo ainda estava longe e mais de duas horas depois do dia despontar a fila para chegar ao cimo, local onde se encontra a pegada do Buddha ainda estava longe de ser alcançado, pelo que tendo-se perdido o espetáculo do efeito óptico da sombra que surge com o nascer do sol, e sem a motivação religiosa dos peregrinos a quem a espera não é demais para chegarem a tão sagrado local, o cansaço venceu e pela 8 horas foi tempo de iniciar a descida.

sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada

Apesar de um certo desencanto por não se ter chegado ao topo, a descida feita à luz suave da manhã revelou uma paisagem admirável de encostas de imaculada vegetação sem vestígios de presença humana, lagos ocupando o fundo dos vales, suaves encostas onde plantações de chá formam um tapete ondulado, e um mar de verde que enche os olhar, quebrado aqui e além pelo castanho-ferrugem das rochas graníticas que parecem irradiar brilho quando expostas aos primeiros raios de sol.

Sri Lanka_Sri Pada_Adam's Peak_DSC_7226
Descent after the sun rise. Tea plantation. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path

Dalhousie é a povoação que vive em função dos peregrinos e que não é mais do que uma rua ao longo da qual se alinham umas casa, algumas guest houses, restaurantes e muitas lojas de doces, todas vendendo praticamente os mesmos produtos. Pelo meio fica um terreno em terra batida, uma espécie de terminal de autocarros que fazem a ligação entre Dalhousie e Hatton, a estação de caminhos de ferro mais próxima. É em Dalhousie que começa o trilho que dá acesso ao cume da montanha, e onde a maioria das pessoas fica instalada, se bem que muita gente chega de autocarro e inicia de imediato a subida, deixando o local assim que chega novamente a Dalhousie.

Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Beginning of the trail. Dalhousie
Beginning of the trail. Dalhousie

*Poya: são dias sagrados segundo o calendário budista e coincidem com a lua cheia. Assim cada mês no Sri Lanka tem um dia feriado, com muitas lojas assim como organismo oficiais (correios, etc…) a fecharem neste dia.

Metereologia em Adam’s Peak:

http://www.mountain-forecast.com/peaks/Adams-Peak/forecasts/2243

 

O que é preciso para subir o Adam’s Peak:

Basicamente, não muito. Roupa confortável para suportar as baixas temperaturas durante a noite que parecem mais baixas devido ao vento que se vai fazendo sentir à medida que se aproxima do cume. Na descida parte desta roupa é excessiva e provavelmente chega-se a Dalhousie de t’shirt.

A maioria dos estrangeiros usar sapatos de caminhada, mas o percurso pode ser feito de sandálias, mas o frio da noite recomenda o uso de meias. A maioria dos peregrinos faz o percurso de sandálias, ou mesmo mais frequentemente de chinelos (os de borracha de enfias ente os dedos), não sendo raro ver pessoas descalços a fazerem esta caminhada, não por pobreza mas por devoção.

 

Atalho para Sri Pada (Adam’s Peak):

Nos dias de maior afluência compensa usar um caminho alternativo para chegar ao cimo do Adam’s Peak. Quem usou este “atalho” conseguiu chegar a tempo de ver o nascer do sol, tendo começado o percurso também às 2 horas da manhã.

Depois de se percorrer cerca de dois terços do trilho encontra-se uma bifurcação com uma estátua de Buddha. Do lado direito inicia-se um trilho em terra batida que de noite obriga ao uso de uma lanterna pois o piso é irregular com pedras e troncos. No fim deste trilho chega-se a um caminho cimentado que leva a uma outras escadas que também acedem ao topo do Adam’s Peak, mas como o acesso não é tão fácil de encontrar têm menos pessoas.

beginning of the "alternative" path to Sri Pada
beginning of the “alternative” path to Sri Pada
"alternative" path to Sri Pada
“alternative” path to Sri Pada

Onde dormir em Adam’s Peak (Dalhousie):

O autocarro termina num terreiro que constitui o terminal de bus de Dalhousie que é o cento da povoação. Caminhando um pouco para trás encontram-se a maioria das guest-houses. Avançando em direção ao inicio do trilho pode-se também encontrar mais duas guest houses e quem alugue quartos. Os preços são claramente inflacionados e um pequeno quarto somente com uma cama, com casa-de-banho partilhada, chega aos 2500 LKR por pessoa.

Caminhado mais um pouco, já depois de passar a indicação “Adam’s Peak” pintada a amarelo na rocha, por entre a fiada de lojas a vender doces, encontra-se do lado direito da Sri Pada Road, depois de descer uns degraus uma casa que aluga quartos: Dilani Ligh House.

Os quartos são ultra-básicos, somente com uma cama mas o preço pode ser negociado: 1000 LKR para um quarto para duas pessoas. A casa-de-banho é somente uma retrete, sendo o banho tomado ao ar-livre, com água fria. O suficiente para passar umas horas antes de iniciar o percurso, deixar a bagagem e descansar um pouco depois da caminhada.

Dilani Ligh House , Dalhousie
Dilani Ligh House. Dalhousie
room @ Dilani Ligh House . Dalhousie
room @ Dilani Ligh House. Dalhousie
Washing and shower zone @ Dilani Ligh House
Washing and shower zone @ Dilani Ligh House

Onde comer em Adam’s Peak (Dalhousie):

Mesmo ao lado da Dilani Ligh House guest house, na Sri Pada Road, um restaurante com o mesmo nome, que serve-se desde manhã até ao inicio da tarde, um rice and curry simples mas bastante bom, apesar de extremamente picante, por 100 LKR, que ajuda a recuperar a energia despendida.

Ao longo da caminhada, encontra-se sempre comida nos restaurantes que surgem ao longo do trilho, quase até chegar ao topo. Funcionam 24 horas e mesmo que não tenham rice and curry têm sempre prontas os deliciosos coconut rotis (uma espécie de panqueca salgada mas feita com côco ralado) e outros snacks tipicos do Sri Lanka.

vada and coconut roti at Sri Pada trail
vada and coconut roti along Sri Pada path

Como chegar ao Adam’s Peak:

Dalhousie é uma pequena povoação que quase não surge no mapa, sendo Hatton a cidade mais próxima com algumas infraestruturas. Sendo Hatton uma das mais importantes povoações na rota do chá no Sri Lanka, é servida por caminho-de-ferro pela linha que atravessa o “hill country”, que se inicia em Colombo, passa em Kandy e termina em Bandulla.

 

  1. De Kandy para Hatton de comboio

Os bilhetes de comboio para a 1º classe encontram-se esgotados com cerca de 45 dias de antecedência, podendo contudo ser encontrados nas agências de viagens, que os compram com antecedência e depois os vendem aos turistas com elevada comissão. Contudo, mesmo nas agência de viagem em Kandy não é fácil de encontrar pois geralmente estes lugares estão reservados para tours organizados.

Por isso a alternativa é viajar em 2ª ou 3ª classe onde não há lugares reservados.

Somente há um comboio por dia que inicia o percurso em Kandy e parte às 3.30 am, o que o torna pouco atractivo. Todos os restantes comboios partem de Colombo e chegam a Kandy cheios sendo mesmo difícil entrar para o comboio nos dias de maior afluência como fins-de-semana e feriados. O comboio chegou atrasado e partiu ainda com maior atraso devido à dificuldade de fazer entrar todos os passageiros, que são bastantes, a maioria estrangeiros com grande mochilas, num comboio que já vem cheio desde Colombo.

A viagem demorou 2.5 horas, e por certo atravessando uma paisagem interessante, mas como não havia hipótese de ter um lugar sentado o melhor que se consegui foi um espaço mínimo para sentar no chão.

Train Ticket: 110 LKR (2ª class)

 

Hatton train station
Hatton train station
  1. De Hatton para Dalhousie de bus

Mesmo à saída da estação de comboios de Hatton, estacionado do lado esquerdo encontra-se o autocarro (vermelho) com destino a Dalhousie, que aguarda a chegada dos passageiros do comboio, partindo assim que fica cheio… o que não demora muito durante a época alta, em especial ao fim-de-semana.

Bus Ticket: 70 LKR

Segue-se 1.50 horas para percorrer os 33 quilómetros que separaram Hatton de Dalhousie por uma estreita e muito sinuosa estrada entre plantações de chá entre as quais sobrevivem algumas árvores do que foi em tempos uma floresta.

A vista ao longo do percurso é deslumbrante mas a condução acelerada torna esta viagem cansativa e sujeita a enjoos.

O autocarro termina num terreiro que constitui o terminal de bus de Dalhousie que é o cento da povoação.

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bus from Hatton to Dalhousie
Hatton Train Station. Bus ticket to Dalhousie
Hatton Train Station. Bus ticket to Dalhousie
Dalhousie Bus stand
Dalhousie Bus stand

Mirissa e as baleias

Aproveitando a estadia em Narigama Beach e para quebrar dos mornos banhos de mar e dos passeios pela praia, surgiu a hipótese de um passeio de barco para observação de baleias, pois a costa sul do Sri Lanka é considerada um dos melhores locais para observação da Baleia Azul, o maior mamífero do planeta.

A melhor altura do anos para observação de cetáceos, não só da baleia azul mas também de outras espécies é entre Novembro e Abril e de Julho a Setembro, altura em que este gigantes permanecem nas mornas águas do Oceano Índico para se alimentarem. Mas os meses de Dezembro até Março são os que proporcionam um mar mais calmo, onde mesmo assim é fácil ficar enjoado com a ondulação que não é assim tão suave.

O percurso de barco até ao local propício para observação de cetáceo demora mais de uma hora a percorrer sem contudo se chegar a distância suficiente para se deixar de avistar a costa, e pelo caminho um grupo de golfinhos (spiner dophins) cruzou a trajetória do barco oferecendo sempre um animado espetáculo.

Quando o barco chegou ao local e colocou os motores em “ponto-morto” à espera que alguma baleia aparecesse por perto, já um terço dos passageiros estava enjoado não dando sequer hipótese para consumir o pequeno-almoço fornecido no inicio da viagem juntamente com um chá numa despropositada chávena de porcelana!

Assim que se avistou um dos guichos característico da respiração dos cetáceos, os vários barcos que aguardavam no local, mais de dez, aceleraram tentando obter o melhor posicionamento em relação à baleia, que mesmo considerando que estão a ser respeitadas as regras de segurança poderá causar algum stress ao animal.

Contudo o espécime avistado, um Baleia Azul, voltou mais duas vezes à superfície, entre longos intervalos para respirar, proporcionando sempre uma sensação estranha de fazer arrepiar, pelo espetáculo proporcionado e por se estar perante tão gigantesco animal que se mostra de uma irreal delicadeza, cada vez que o dorso ou a cauda emergem da água.

No regresso que sempre parece mais rápido do que a viagem de ida, houve tempo e “estômago” para o pequeno-almoço e para observar um tartaruga marinha que seguia na mesma direcção do barco e que por momentos permaneceu à superfície antes de mergulhar nas escuras águas da costa sul do Sri Lanka.

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Boat trip to reach observation area
Blue Whale (baleia azul). Mirissa
Blue Whale (baleia azul). Mirissa
Sea turtle (tartaruga marinha). Mirissa
Sea turtle (tartaruga marinha). Mirissa
Whales and dolphins species. Mirissa
Whales and dolphins species. Mirissa
Whale watching rules. Mirissa
Whale watching rules. Mirissa

 

O pouco tempo despendido em Mirissa que outrora foi vila de pescadores e que agora se foca mais turismo e onde a principal atração é a observação de animais marinhos, seja em passeios de barcos ou em mergulho, revelou um local pacato, onde se mantem o modo de vida local onde a população está sempre disposta a nos receber com um genuíno sorriso.

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Mirissa fish harbour
Mirissa Hourbour
Mirissa Fish Harbour
Mirissa
Mirissa

Onde dormir em Mirissa:

Existem dezenas de opções em termos de alojamento em Mirissa, entre elas muitas guest houses e homestays, que alugam quartos. Os preços são um pouco mais elevados do que em Narigama, mas também Mirissa atrai mais gente pois tem uma mais animada vida nocturna que se concentra na pequena mas simpática praia, onde o areal está um pouco mais abrigado da forte ondulação.

Moon Glow Guest é uma homestay, onde a simpática e bem disposta proprietária aluga quartos no piso térreo, enquanto o resto da família ocupa o piso superior. A casa é recente e está impecavelmente limpa, com o quarto com rede-mosquiteira (necessária nestes clima) e moderna casa-de-banho partilhada. Situa-se numa pequena travessa à rua principal que liga a praia de Mirissa ao porto; fica a cerca de 5 minutos a pé do porto de onde partem os barcos para a observação de baleias.

Address: Kapparamulla, Mirissa

Contact: 077 3955172, 041 2254901

Quarto duplo (com casa-de-banho partilhada): 2000 LKR

wi-fi

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Moon Glow Guest house. Mirissa
Moon Glow Guest house. Contacts. Mirissa
Moon Glow Guest house. Contacts. Mirissa

 

Onde comer em Mirissa:

Junto à praia alinham-se os restaurantes mais virados para os turistas servindo um misto de comida Cingalesa com comida internacional mas onde a aposta é no peixe grelhado e no marisco.

Mas junto à estrada nacional A2 encontram-se vários restaurantes de comida local, que geralmente não servem jantares, mas onde ao almoço se pode encontrar rice and curry. Para uma refeição mais tardia ou para um jantar a opção são os rotis e os kuttu.

 

Transportes:

A forma mais económica de chegar a Mirissa é o autocarro, contudo muita gente opta por fazer a viagem em tuk-tuk, o que é mais confortável para fazer os 35 quilómetros que separam os dois locais e demora 1 hora e deve custar mais de 1000 LKR, dependendo das habilidades de negociação de cada um.

A viagem de autocarro implica um transbordo em Galle, no Bus Terminal, mas o tempo de espera pelo autocarro seguinte não deve ser mais do que 5 minutos, pois a frequência é elevada.

Bus Narigama – Galle: 35 LKR; 30 minutes

Bus Galle – Mirissa: 50 LKR (ou 52 LKR); 1 hora

 

Whale watching tour:

Um pouco por todo o lado, mesmo em Hikkaduwa e Narigama existem anúncios para excursões para ver as baleias na costa sul do Sri Lanka.

De Hikkaduwa estas excursões custam 5000 LKR por pessoa, e incluem a deslocação em tuk-tuk até Mirissa e o barco. O passeio começa às 5 am e termina pelo meio da tarde.

Em Mirissa conseguem-se melhores preços, com o passeio de barco a custar 4000 LKR.

Contudo, indo directamente ao porto, onde atracam os barcos que fazem estes passeios de observação de baleias, facilmente identificáveis pelo double-deck preenchido por cadeiras e bancos corridos, e falando directamente com o pessoal dos barcos consegue-se melhores preços, pelo menos 2000 LKR por pessoa, com a viagem a incluir pequeno-almoço (uma pequena sandwich, ovo cozido, ananás e bananas) e água. A bordo são também disponibilizados comprimidos para o enjoo.

Contudo esta opção sendo de longe a mais barata implica passar uma noite em Mirissa, pois na manhã seguinte, os barcos partem às 7 a.m., mas é necessário chegar mais cedo pelas 6 a.m. Depois do passeio de barco que termina pelas 2 ou 3 p.m (mas que pode ser mais demorado, dependendo da distância a que se consegue avistar as baleias) e basta apanhar um qualquer autocarro que passe na estrada nacional em direção a Galle e aí mudar para outro autocarro em direcção a Hikkaduwa (150 LKR no total, nos dois sentidos).

O barco foi o Blue Ocean, e que limita o numero de passageiros a cerca de 10 ou 12, o que faz com que haja muito espaço a bordo, não pondo em causa a estabilidade da embarcação quando todos os passageiros se precipitam para um dos lados para ver e tirar fotos às baleias.

Whale watching tour: 2000 LKR… mais algumas rupias como gorjeta para a tripulação.

Whale watching. Mirissa
Whale watching. Mirissa
Mirissa Hourbour
Mirissa Hourbour
Mirissa_whale watching tour ticket_DSC_7058
Whale watching Tickets and Conditions. Mirissa

Galle e o forte

Galle é uma das cidades com maior património e história da costa sudoeste do Sri Lanka, com o seu forte construído inicialmente pelos Portugueses e mais tarde tomado e ampliado pelos Holandeses, conserva dentro das suas muralhas muitos exemplos de arquitectura colonial, seja em edifícios públicos, religiosos ou de habitação.

Com o crescimento do turismo transformou muito do património em sofisticados hotéis, boutique hotels, cafés e restaurantes que contribuem para manter a maioria dos edifícios em óptimo estado de conservação. Contudo nota-se uma certa falta de autenticidade, como se estivesse-mos perante um bilhete postal e não uma cidade com vida própria.

Pelas ruas passeiam-se grupos de turistas de câmera em punho com a tenção virada para sofisticadas lojas de souvenires e artesanato, visitantes cingaleses que aqui rumam em família apreciando as águas quase paradas da baía junto às muralhas e crianças vindas da escola nos com os seus uniformes impecavelmente brancos. Ouvem-se os sinos de uma igreja quando se passa perto de uma stupa budista, quebrando a quietude do local.

Rodeando a compacta fortaleza de pedra surge o mar de tons claros de um translúcido azul, que contrasta com o intenso verde da vegetação tropical e com o branco que cobre a maioria dos edifícios em Galle Fort. A brisa que sopra do mar tem um efeito refrescante mas a intensifica a humidade que se cola à pela.

Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Tenis scholl at Galle Fort
Tenis scholl at Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort
Galle Fort

 

Fora do forte encontra-mos uma cidade a viver a um ritmo completamente diferente, com a habitual desorganizada circulação automóvel o apitar das buzinas, o movimento acelerados das pessoas que sabem para onde vão. A uns pouco metros encontra-se o Dutch Market, num pitoresco edifício que reúne vendedores de fruta e legumes, mas onde os preços são claramente inflacionados para turistas.

Galle apesar de pitoresca e bem preservada não despertou grande entusiasmo mas proporcionou um agradável passeio pelas muralhas com vista para o mar.

Galle
Galle
bread stall
bread stall
Galle
Galle in front of the bus terminal

 

Onde dormir em Galle:

A maioria dos alojamentos estão situados no interior da muralha, mas com todos os locais focados na gama alta e média alta, e nos grupos que vêm em tours organizados o que não é nada convidativo para um orçamento “backpacker”.

Como a cidade de Galle, a chamada “new town” mostra pouco atractivos a opção foi para fazer esta visita a Galle Fort numa day-trip. Para quem está alojado nas praia da costa sudoeste, seja Bentota, Hikkaduwa, Narigama ou Mirrisa, Gale situa-se a uma distância razoável para ser feita de autocarro.

 

Onde comer em Galle:

Dentro do forte, a oferta aponta para restaurantes e cafés sofisticados, com preços muito superiores ao que se encontra do outro lado da muralha, mas claro que com outro conforto e requinte.

Assim a melhor alternativa é procurar um rice and curry num dos restaurantes da new-town, encontrando-se várias hipóteses mesmo junto ao terminal de autocarros ou nas ruas transversais, onde não é preciso caminhar mais de 500 metros para encontrar um bom rice and curry por 200 LKR.

Mesmo ao lado do terminal de autocarros encontram-se várias pequenas lojas e quiosques que vendem os habituais rotis e uma grande variedade de pastéis fritos, que servem sempre de refeição caso se chegue tarde e já tenha terminado o rice and curry.

Ir ao Durch Market em busca de fruta a preços locais não se revela viável, com os comerciantes habituados aos turistas e a cobrarem o dobro do preço. Também junto à estação se encontram vendedores de fruta onde os preços estão afixados… geralmente o preço não é por quilo, mas o que se encontra indicado é o numero de peças de fruta por 100 LKR, i.e. 5 maçãs por 100 rupias mas se forem maças grandes somente se conseguem 3 maças pelo menos preço… este é o sistema de venda de fruta no Sri Lanka!

Street near Galle Bus Terminal where you can find restaurants, snack stall and fruit vendors
Street near Galle Bus Terminal where you can find restaurants, snack stall and fruit vendors
rice and curry in Galle
rice and curry in Galle

Transportes em Galle:

Galle tem estação de comboios e é uma das mais importantes paragens na linha Colombo-fort para Matara. Contudo a frequência dos comboios e a dificuldade de garantir um lugar sentado, em especial aos fins-de-semana torna o comboio uma opção menos atractiva. Mas apesar destas desvantagens o comboio proporciona viagens mais calmas e relaxantes, longe da poluição, do trânsito e do constante barulho das buzinas, que todos os condutores utilizam intensivamente, incluindo os motoristas de autocarros. Muitas das vezes os comboios fazem percursos afastados dos meios urbanos e proporcionam as melhores vistas para a paisagem natural, contudo não cobrem a totalidade da ilha.

Mesmo em frente à estação de comboio encontra-se o Terminal de Bus, que tanto tem serviços de longo curso (para Colombo e outras cidades) como ligações às povoações vizinhas. O terminal à primeira vista confuso pela grande quantidade de gente está bastante bem organizado com placas indicando o destino de cada autocarro. Existe também um posto de informações no meio do terminal, no piso inferior, que fornece precisas informações sobre destinos, preços e horários.

Bus Galle – Mirrisa: 1 hora, 50 LKR

Bus Galle – (Narigama) Hikkaduwa: 30 minutos, 35 LRK

 

Como ir de Galle para Colombo:

Para quem está em Hikkaduwa, Narigama, Mirissa e outras praias espalhadas pela costa sudoeste e pretende ir para Colombo, tem várias alternativas:

  1. Apanhar um dos muitos autocarros que faz o percurso pela estrada nacional A2, Galle-Colombo, mas estes autocarros não são “expresso” ou seja fazem múltiplas paragens muitas das vezes recolhendo passageiros fora das paragens “oficiais”.

A viagem demora mais do que 4 horas, entre ultrapassagens perigosas e buzinadelas infernais. Não é garantido lugar sentado a não se que se comesse a viagem no inicio do percurso, por exemplo Matara ou Galle.

 

  1. Usar os autocarros a/c (pequenos veículos com ar-condicionado) que fazem também o percurso pela estrada nacional A2, como os autocarros “normais” mas não efectuam tantas paragens; o facto de as janelas irem fechadas sempre elimina a poluição e o barulho, tornando a viagem menos cansativa.

Oficialmente a viagem demora 3 horas, mas o mais provável é demorar perto de 4 horas, dependendo do trânsito na cidade de Colombo, uma vez que o autocarro tem que atravessar toda a cidade até chegar a Colombo-Fort onde é o terminal e que fica no extremo norte da cidade.

O autocarro inicia o percurso no Galle Bus Terminal, plataforma número 2.

Ticket Galle-Colombo-Fort: 275 LKR (3 horas)

 

  1. Existem um autocarro moderno e confortável com a/c, de Galle para Maharagama, e que faz o percurso pela expressway o que demora 1.45 horas e parte a cada 30 minutos do topo Este do Galle Bus Terminal.

Chegando a Maharagama, cidade situada a Sul de Colombo, é necessário mudar para um dos autocarros urbanos com destino a Colombo-Fort que tem que atravessar toda a cidade, pois o terminal bus fica no extremo norte da cidade, o que se revela uma longa viagem.

Ticket Galle to Maharagama: 375 LKR (1.45 hora)

Ticket Maharagama to Colombo Fort: 50 LKR (1 hora)

 

  1. Usar o comboio, mas com como nem todos os comboios param em todas as estações, o melhor é rumar a Galle e daí iniciar a viagem para Colombo. A questão dos comboio é sempre a mesma: conseguir um lugar sentado uma vez que os bilhetes para a 1ª classe (a única com lugares marcados) encontram-se geralmente esgotados com antecedência.

A viagem entre Galle e Colombo-Fort demora cerca de 3 horas.

Ticket Galle to Colombo-Fort: 180 LKR (em 2ª classe)

Gale Train Station
Gale Train Station
Train Schedule from Galle
Train Schedule from Galle
Train Schedule from Galle
Train Schedule from Galle
Gale Train Station
Gale Train Station
Train Schedule from Colombo
Train Schedule from Colombo
Train fares from Galle
Train fares from Galle

Galle population: 99.000

Galle elevation: 1 meter

Narigama Beach em Hikkaduwa

Hikkaduwa situada na costa sudoeste do Sri Lanka tornou-se popular pelas ondas que proporcionam condições para o surf, apresentando-se como uma alternativa mais económica e mais popular entre os backpackers do que outras praias como Bentota onde dominam os resorts e atraem muito mais gente… mas como tudo muda, Hikkaduwa também mudou e também se tornou popular passando a fazer parte do itinerários dos “pacotes” de férias, fazendo nascer hotéis e resorts, deixando se ser uma pacata vila de pescadores para passar a ser agitada e turística.

Como consequência as praias mais a sul, foram-se tornando mais populares, e também elas anteriormente vivendo da pesca passaram a conviver com o turismo.

Hikkaduwa beach
Hikkaduwa beach

Assim a paragem para experimentar as famosas praias do Sri Lanka foi em Narigama Beach, a uns escassos 5 quilómetros de Hikkaduwa, para quem segue em direção a sul pela infernal estrada nacional que liga Colombo a Galle (conhecida por Galle Road). De facto é difícil dizer quando acaba uma povoação e começa outra pois ao longo da estrada nacional, de intenso e veloz trânsito, alinham-se pela berma casas e mais casas, restaurantes, lojas, guest houses, hotéis, mercearias, agências de viagens, lojas de souvenires, etc… num sucessão interminável que pouco deixa ver da densa mancha verde de coqueiros que caracteriza a paisagem tropical desta zona do Sri Lanka.

Enquanto Hikkaduwa continua a atrair sufistas, que também entretanto foram descobrindo novos spots ainda mais a sul ao longo desta costa, Narigama Beach atrai mais casais e turistas mais velhos, dominado russos e alemães, que fugindo do reboliço de restaurantes e bares que animam a praia, procuram o sossego de uma praia quase vazia.

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Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
road Hikkaduwa-Galle
road Hikkaduwa-Galle
road Hikkaduwa-Galle
road Hikkaduwa-Galle, onde mesmo com a sinalização gráfica e com o texto em várias línguas, muita gente se passeia pela berma da estrada nacional em fato de banho, desrespeitando as tradições Cingalesas

O Sri Lanka anuncia-se como um dos destinos com praias paradisíacas mas a sua posição geográfica de ilha no Oceano Índico entre o Mar Arábico e o Golfo de Bengala origina correntes fortes e poderosas ondas. Aqui, o mar tem a fama de ser perigoso, e num curto mergulho verifica-se que de facto é pouco seguro, com correntes muitos fortes e ondas cruzadas o que torna os banhos animados mas ao mesmo tempo arriscados. Para compensar a temperatura do mar é perfeita: quente mas não morna.

A praia de Narigama estende-se numa extensão de 3 quilómetros em direção a sul, num largo e contínuo areal, que à medida que se caminha vai tendo menor ocupação humana, ou seja menos hotéis e menos casas, uma vez que em termos de turistas estas praias não se podem considerar cheias.

Este extenso areal proporciona agradáveis caminhadas ao fim do dia, altura em que o sol abranda de intensidade escondendo-se por trás de um manto de nuvens ainda antes de atingir a linha do horizonte. É nesta altura do dia que o céu ganha cores fantásticas, em contraponto com o amanhecer, brilhante e subtil, o pôr do sol deixa um rasto surreal em que a natureza adquire cores que lhe são estranhas, mas que cria instantes de estranha atmosfera.

Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach
Narigama Beach

Onde dormir em Narigama Beach:

Ao longo da estrada nacional, assim como mais junto ao areal e também um pouco para o interior (com o inconveniente de ter que se atravessar a estrada nacional para chegar à praia) encontram-se dezenas de alojamentos, desde resorts, hotéis, boutique hotels, guest houses e muitas casas que alugam quartos. Os preços variam muito, mas consegue-se um quarto por 1000 LKR, caso se opte por uma guest house (ou homestay) podendo os preços ser negociados em época baixa ou caso se pretenda ficar por longo períodos de tempo.

Junto à praia ficam os alojamentos mais caros, mas caminhando e perguntando aos habitantes locais acaba-se por encontrar locais mais modestos e discretos que proporcionam boas condições a preços razoáveis.

O Hector’s Place é um desses locais, que agrupa um conjunto de pequenos casas/quartos, de diversos tipos e dimensões.O local é sossegado, a distância suficiente da estrada para não se ouvir o barulho automóvel, e a menos de 100 metros do mar, o que proporciona um constante fundo sonora proporcionada pela forte rebentação das ondas.

Um quarto duplo, com sala, varanda e casa de banho ficou em 2000 LKR.

Para quem circula a estrada nacional a entrada para o Hector’s Place localiza-se logo a seguir ao Ranmal Beach Hotel, para quem caminha no sentido de Hikkaduwa para Galle.Para quem caminha pela estrada o local não é fácil de encontrar pois não está identificado, mas caminhado pela areia encontra-se uma discreta placa “rooms available” perto de um dos postos de observação tipo “nadador-salvador” que funcionam num misto de actividade comercial vendendo roupa e côco ao mesmo tempo que parecem vigiar quem se banha no mar.

Narigama Beach
Narigama Beach just in front Hector’s Place a few steps from the sea
Hector’s Place . Narigama Beach
Hector’s Place. Narigama Beach
Hector’s Place . Narigama Beach
Room at Hector’s Place. Narigama Beach

 

Onde comer em Narigama Beach:

Encontrar comida local a preços razoáveis não é tarefa fácil nestas paragens, com o preço da comida extremamente inflacionado, onde um por um rice and curry se chega a cobrar 500 LKR em vez do habituais 150 LKR.

A maioria dos restaurantes oferece um misto de comida local com comida internacional, onde sobressai o peixe e o marisco.

Ao longo da estrada que liga Hikkaduwa a Narigama encontram-se muitos restaurantes, mas só depois de uma busca exaustiva se conseguiu encontrar um local que servisse rice and curry por 200 LKR… mais barato só apanhando o autocarro e indo à povoação de HikKaduwa. O local é popular entre a população local que desde cedo começa a aqui afluir para levar uma refeição em sistema de take-away, o que faz com que por volta das duas da tarde já não haja mais comida. O arroz, em vez do habitual arroz-branco é o chamado red-rice, um pouco mais saboroso, mas o destaque vai para os caris, que variaram todos os dias, por vezes usando o jack-fruit e as suas sementes como ingrediente, outras abóbora mas sempre acompanhado pelo tradicional sambol, um condimento picante à base de côco fresco ralado. O local não tem nome nem nenhuma indicação em inglês e passa facilmente despercebido. A comida é deliciosa e picante, como manda a tradição Cingalesa.

Rice and curry restaurant
Rice and curry restaurant… onde nenhum sinal identifica que aqui se serve um dos melhores “rice and curry” da zona, com um preço aceitável e servido em ambiente familiar
Rice and curry
Rice and curry, servido num anónimo e discreto restaurante de “beira-de-estrada” mas que é popular entre a população local que rapidamente esgota a comida

 

O restaurante No Name, situado também à beira da estrada serve kotu em generosas e apetitosas doses, assim como rotis nas variantes vegetariana, com carne, peixe ou com banana e chocolate, uma variação ao gosto ocidental.

De facto a refeição mais fácil e mais barata é sem duvida os rotis e os kotus, que são mais populares como jantar, enchendo os vários restaurantes que se especializam neste tipo de comida; todos situados ao longo da estrada nacional e sofrendo do mesmo problema que é o desconforto causado pela constante passagem de camiões, autocarros, carros, motas e tuk-tuks quase sempre a excessiva velocidade, a somar aos desconforto causado pelo constante buzinar.

Mas a vila de Hikkaduwa continua a ser o “centro” da actividade com estação de comboios, terminal de autocarros, bancos e comércio local, sendo uma boa opção para encontrar refeições a preços razoáveis, assim como o mercado de fruta e legumes. E é sem dúvida o local certo para apreciadores dos tradicionais snacks Cingaleses, à base de fritos, recheados de deliciosos e extremamente picantes caris.

snack stall. Hikkaduwa
snack stall @ Hikkaduwa

Junto ao terminal de autocarros a milk bar vende o tradicional curd, um iogurte mais espesso e com mais gordura do que o que estamos habituados, e que vem em potes de barro. O preço está afixado para que não haja duvidas e o “pote” mais pequeno, de meio quilo custa 150 LKR.

Milk Bar. Hikkaduwa
Milk Bar. Hikkaduwa
Curd from buffalo milk. Hikkaduwa
Curd from buffalo milk. Hikkaduwa

Como chegar a Hikkaduwa:

Hikkaduwa pode ser alcançada tanto de comboio como de autocarro, havendo ligações directas com a cidade de Colombo. Vindo de sul, existem também autocarros e comboios desde Matara e Galle.

A viagem de comboio de Colombo-Fort até Hikkaduwa demora 3 horas e o percurso é feito sempre junto à costa pelo que é preferível escolher um lugar do lado direito da composição. Saindo da estação de comboios de Hikkaduwa encontra-se um pequeno terminal de autocarros com destino a Matara, Mirissa, Galle parando nas pequenas povoações intermédias.

Hikkaduwa Bus Terminal
Hikkaduwa Bus Terminal

Como ir de Narigama para Hikkaduwa:

A melhor opção é usar um dos muitos autocarros que constantemente passam na estrada nacional com destino a Hikkaduwa e a outras povoações mais a norte.

Existe também uma estação de comboios que fica mais perto da praia de Narigama: Thiranagama. Mas dada a pouca frequência dos comboios a melhor opção é usar o autocarro cuja elevada frequência num faz esperar os passageiros mais do que 5 minutos na paragem.

A viagem de Narigama para Hikkaduwa demora 10 minutos e custa 8 LKR.

 

Como ir de Narigama para Galle:

De Narigama para Galle como para Hikkaduwa a frequência dos autocarros é elevada, nunca se esperando mais do que 5 minutos.

Encontrar uma paragem pode ser uma tarefa um pouco mais difícil, pois nem sempre existe um abrigo ou placa que identifique o local onde os autocarros param, no entanto, basta seguir as marcações no chão a amarelo, em que o local de paragem está definido como um rectângulo.

A viagem de Narigama para Galle demora 30 minutos e custa 35 LKR.

Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama
Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama

Da montanha para a praia… de Kandy para Hikkaduwa de comboio

Ir de comboio de Kandy para as planícies junto à costa de Hikkaduwa revelou-se uma epopeia que durou mais de 9 horas para percorrer os 250 quilómetros que separam os dois locais e implicou apanhar três comboios e fazer dois curtos percursos de autocarro.

Kandy fica no chamado “Hill Country” região montanhosa, de florestas e plantações de chá que domina o centro-sul do país. À volta, seja em que direcção for, estendem-se as planícies de clima tropical que terminam no mar.

Mas dada a orografia do país, a pouco eficaz rede viária e a estrutura do sistema de exploração de transportes, para ir de Kandy para as praias situadas na costa sudoeste é inevitável ir a Colombo, seja para mudar de comboio ou para mudar de bus.

Apesar de parecer pouco organizado e de ser muito lento os autocarros são um bom meio de transporte no Sri Lanka, com serviços cobrindo todo o território com elevada frequência, não sendo necessário esperar mais do 15 minutos cada vez que se tem que mudar de autocarro num terminal de bus, que estão sempre localizados no centro das cidades. O inconveniente dos autocarros é que não existem serviços expresso, pelo que as viagens se tornam longas e cansativas com múltiplas paragens para recolher passageiros e que não se limitam somente aos locais de paragem “oficiais” mas que ocorrem em qualquer sitio onde esteja alguém à espera de autocarros. Os autocarros da companhia estatal (SLBT identificável pela côr vermelha dos autocarros) não têm este problema, mas também não oferecem ligações “expresso” entre as principais cidades.

As estradas que ligam as principais cidades encontram-se em bom estado, mas tendo somente duas faixas de rodagem mostram-se a maior parte das vezes insuficientes para o tráfego existente, dominado essencialmente por autocarros, camiões motas e tuk-tuks, que se ultrapassam em arriscadas manobras, com acelerações e travagens constantes que tornam qualquer viagem cansativa e desconfortável.

As estradas mais movimentadas, como por exemplo Colombo para Kandy encontram-se ladeadas de ambos os lados por habitações, edifícios e comércio o que faz com que ao longo da estrada haja um constante movimento de pessoas e veículos que amiúde ocupa a estrada, tornado ainda mais complicado o fluir do trânsito, e tornando as viagens mais longas.

O comboio é uma verdadeira relíquia deixada pelo colonialismo britânico e mantida quase intacta, com somente algumas carruagens mais recentes “made in china”. As estações, os painéis informativos, os bilhetes e acima de tudo o sistema de exploração totalmente arcaico onde todas as linhas irradiam de Colombo, com os comboios a iniciarem e terminarem o serviço na capital, sendo sempre necessário mudar para outro comboio caso se queira seguir noutra direção. Mantendo a mesma filosofia também não há desdobramentos de linhas ou seja, mesmo havendo um troço com muita procura não faz com que haja mais comboios a fazer esse serviço. O mesmo se aplica a fins-de-semana e feriados, em que o numero de passageiros aumenta com as deslocações para visitar familiares ou locais religiosos, sem que haja mais comboios, fazem com que os comboios andem quase sempre sobrelotados na 2ª e 3ª classe.

Comprar bilhetes para as carruagens de 1ª classe, as únicas com lugares reservados têm que ser feito com mais de um mês de antecedência o que empurra os turistas para as agências de viagens que os reservam com antecedência cobrando elevadas comissões. Ou seja para quem não vai num tour organizado não tem hipótese de ter um lugar reservado nos comboios do Sri Lanka, restando competir por um lugar ou muitas das vezes lutar para conseguir entrar no comboio.

Contudo o preço de um bilhete de comboio é extremamente barato, com uma viagem de 250 km fica em 600 LKR (aproximadamente 3.7€) e com o comboio a fazer percursos mais interessantes do que os autocarros, em especial nas zonas montanhosas.

 

3rd Class train. Sri Lanka
3rd Class train. Sri Lanka
Train departure time @ Galle Train Station
Train departure time @ Galle Train Station
Hatton Train Station
Hatton Train Station
Train Schedule @ Galle Train Station
Train Schedule @ Galle Train Station
Haputale Train Station Staff
Haputale Train Station Staff
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Sri Lanka Train ticket

Como ir de Kandy para Colombo de comboio:

A estação de comboios de Kandy está confortavelmente localizada no centro da cidade e pode ser alcançada a pé ou recorrendo aos autocarros locais que passam com grande frequência nas ruas principais da cidade. Não existem indicações ou abrigos que indiquem onde se localizam as paragens de autocarros, pelo que o melhor é perguntar à população local, ou simplesmente estender o braço quando se avista um autocarro e simplesmente perguntar “train station?”.

Para quem está alojado na encosta sul do lago ao longo da Saranankara Road, basta descer até à estrada principal junto ao lago e espera por um dos muitos autocarros que aí passam. O bilhete custa 8 LKR, e o autocarro pára a curta distância da estação de comboios. A alternativa são os tuk-tuk, mas que não cobram menos do que 100 LKR.

Os bilhetes para 2ª e 3ª classe começam a ser vendido uma hora antes do inicio da viagem. Os primeiros comboios da manhã têm sempre mais procura dos que iniciam o percurso mais tarde, pelo que é melhor estar preparado para enfrentar um grande fila na bilheteira.

Como não há lugares reservados é conveniente chegar cedo para arranjar lugar sentado, caso o comboio tenha inicio na estação de Kandy, caso contrário o mais provável é fazer parte da viagem de pé.

A viagem entre Kandy e Colombo é bastante agradável, com grande parte do percurso entre zonas montanhosas repletas de verde, com vistas soberbas sobre vales e os picos mais elevados, caso se consiga um lugar junto à janela, do lado esquerdo, que quem viaja no sentido de Colombo.

A estação de Kandy é pequena, de fácil orientação e sem movimento significativo.

De Kandy para Colombo o comboio demora perto de 4 horas, chegando um pouco depois da hora prevista.

Train ticket: 600 LKR (inclui a viagem de Kandy até Colombo Fort e de Colombo Fort to Hikkaduwa)

 

Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Kandy Train Station
Train trip from Kandy to Colombo
Train trip from Kandy to Colombo
Train trip from Kandy to Colombo
Train trip from Kandy to Colombo

Como ir de Colombo para Hikkaduwa de comboio:

Chegando a Colombo Fort, a principal estação de comboios da capital é necessário descobrir onde pára o comboio com destino a Matara, que passa em Hikkaduwa, e dado que não existe sinalização adequada e é difícil localizar funcionários, não resta outra hipótese do que perguntar aos outros passageiros, que tudo fazem para ajudar.

Como o primeiro comboio que chegou com destino a Matara estava completamente cheio, o que é frequente nos fins-de semana, a solução foi confiar na ajuda de um dos passageiros que tinha o mesmo destino: apanhar um comboio no sentido contrário até à estação de origem do comboio com destino a Matara, Maradana Station, situada a uns 10 minutos. Aí foi esperar pelo próximo comboio que passasse em Hikkaduwa.

A viagem é bastante agradável com a linha a fazer a maioria do percurso ao longo da costa com vista para o mar.

Chegando a Hikkaduwa, saindo da estação encontra-se do outo lado da rua um pequeno terminal de autocarros. Para ir para as praias de Narigama ou Trianagama, um pouco mais a sul da movimentada Hikkaduwa, basta apanhar um dos autocarros que passam na estrada principal junto ao terminal com destino a Galle.

Bus ticket Hikkaduwa-Narigama: 8 LKR

Colombo-fort Train Station. Sri Lanka
Colombo-fort Train Station. Sri Lanka
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Hikkaduwa bus terminal, on the road Colombo-Galle
Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama
Bus from Hikkaduwa to Galle that stops in Narigama

Kandy: o lago e o dente

Sem motivo aparente há locais que não cativam, que não estimulam, que nos tiram energia… apesar de racionalmente nada apresentarem de negativo. E Kandy é um desses locais, onde tem tudo para ser agradável: um lago central, encostas de densa vegetação, um centro animado em termos de comércio, autêntica vida local, diversos locais históricos, património… mas mesmo assim Kandy não deixou saudades, mas mais um conjunto de sensações negativas.

Desta imagem salvou-se o lago que proporciona passeios mais ou menos agradáveis, se se conseguir esquecer o  barulho de autocarros e buzinas que constantemente passam na estrada que circunda o lago, e as cores com que a paisagem se tinge depois do pôr do sol.

Kandy Lake
Kandy Lake

 

Kandy Lake
Kandy Lake

Kandy tem a fama de ser a capital cultural do Sri Lanka, mas uma visita de alguns dias não revelou manifestações culturais significativas apesar de ser evidente a presença do colonialismo britânico nos edifícios públicos e outros convertidos em hotéis e zonas comerciais. Contudo Kandy mantem a sua importância no panorama nacional por ter sido a capital de um dos maiores reinos que governou o Sri Lanka, tendo resistido durante bastante tempo aos ataques dos invasores: inicialmente os portugueses, seguidos dos holandeses e culminando com os britânicos que somente abandonaram o território em 1948.

Mas o que sobressai em Kandy é a religião, pois este é considerado um dos principais locais sagrados do Sri Lanka para a religião budista, pois é aqui que se encontra a famosa relíquia de Buddha, um dente salvo no processo de cremação, que no meio de muitas peripécias foi trazido para a ilha e encontrando-se guardado no chamado Buddha Tooth Relic Temple, mesmo no centro da cidade junto ao Kandy Lake.

Apesar da proximidade com a vizinha Índia, a religião dominante no Sri Lanka é o Budismo seguido por 70% da população; segue-se o hinduísmo com 8%, os muçulmanos com 7% e a restante população dividida pelas várias correntes do cristianismo deixado pela presença portuguesa, holandesa e britânica.

Buddha Tooth Relic Temple
Buddha Tooth Relic Temple
Buddha Tooth Relic Temple
Buddha Tooth Relic Temple

Kandy com a sua localização entre montanhas mas a baixa altitude proporciona um clima ameno que contrasta com as temperaturas sempre elevadas da capital, Colombo, situada somente a 115 quilómetros. Mesmo os Invernos não são demasiado frios como noutras partes do chamado “Hill Country”.

Dado que a principal atracção da cidade é o Buddha Tooth Relic Temple, cuja entrada para estrangeiros custa 1500 LKR (10$) o que a coloca fora do itinerário “backpacker”; acresce o fact de em Singapura existier um outro “dente” de Buda que pode ser visitado gratuitamente, independentemente da nacionalidade de cada um.

Sobraram assim os passeios pelas ruas da cidade, observando a azáfama das cargas e descargas, a visita ao mercado de frescos, a observação do modo de vida local e a degustação de apetitosos snacks (rotis, samossas, vadai, parippuvada, etc…) que aqui tanto servem como pequeno-almoço como podem ser consumidos no intervalo das refeições, encontrando-se à venda m pouco por todo o lado, tanto em vendedores ambulantes como e restaurantes e cafés… onde Kandy revelou ter a melhor qualidade e oferta.

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Kandy Lake
Kandy Lake
Kandy Lake
Kandy
Kandy City center
Kandy
Kandy
Kandy
Kandy
Kandy Market
Kandy Market
Market. Kandy
Peixe seco no Kandy Central Market. Kandy
Market. Kandy
Market. Kandy
Street Food. Kandy
Street Food. Kandy
South Kandy Lake Road
South Kandy Lake Road

Onde dormir em Kandy:

Kandy tem muitas opções em termos de alojamento. No centro da cidade num raio de 2 quilómetros do Clock Tower Bus Terminal existem alguns hostel com quartos partilhados (dorms), desde 900 LKR. De resto no centro da cidade os restantes alojamentos são de gama superior com excepção do Olde Empire, que cobra demasiado para as condições oferecidas.

A maioria das homestays situam-se na encosta sul do lago, ao longo da Saranankara Road, com os preços a variar bastante em função dos quartos e do facto de terem ou não vista sobre o lago. Têm o inconveniente de obrigarem a uma caminhada até ao centro de Kandy, de 10 minutos ou mais caso se situarem no topo da colina. Para ficar numa homestay é conveniente fazer uma reserva durante a época alta pois neste tipo de alojamento existem mais do que três ou quatro quartos.

 

Pink House (homestay)

Address: 15 Saranankara Road, South Kandy Lake, 20000 Kandy

Phone: +94 77 961 8552

Boa localização, no inicio da colina do lado sul do lago, não muito longe da estrada mas suficientemente afastada para não se ouvir o barulho das buzinas. Desde o Bus Terminal como da Train Station é uma distância possível de ser feita a pé, mas autocarros passam na estrada principal e o bilhete custa 8 LKR. Para se chegar ao centro da cidade, local mais próximo com restaurantes, ATMs e comércio não se demora mais do que 10 minutos a pé, num percurso feito ao longo do lago.

O ambiente é familiar, numa atmosfera descomprometida e simpática, ideal para quem gosta de participar no quotidiano familiar e conhecer melhor o modo de vida local.

Os quartos variam em tamanho e conforto, mas são todos com casa de banho partilhada. Os quartos junto à entrada da casa são os mais agradáveis ao passo que os que se situam na parte das traseiras, depois do pátio, são pequenos e desconfortáveis. Refeições podem ser encomendadas com antecedência à proprietária.

Quarto duplo: 1200 LKR

Casa-de-banho partilhada; chuveiro com água quente.

Wi-fi disponível mas extremamente lento.

Pink House homestay. Kandy
Pink House homestay. Kandy
Pink House room. Kandy
Pink House room. Kandy

 

Olde Empire Hotel

Address: 21 Temple St, 20000 Kandy

Phone: +94 77 632 1867

Óptima localização no centro da cidade mesmo em frente ao Buddha Tooth Relic Temple. Contudo bastante barulhento devido à proximidade com uma das avenidas principais da cidade. Os melhores quartos situam-se no piso superior, alguns com vista para a entrada do templo, mantendo o estilo antigo e colonial dado pela pesada mobília e pelo soalho de madeira de onde emana o cheiro da cera. Os quartos situados no piso inferior não têm janelas, somente uns respiradores na parede junto ao tecto, que eliminam qualquer hipótese de privacidade entre os quartos assim como permitem a entrada de mosquitos, do frio da noite (em Dezembro e Janeiro as noites são frias em Kandy) e do barulho da rua, de vozes, motores, buzinas…

O staff é pouco simpático e pouco útil em termos de informações.

Quarto duplo (piso superior): 3000 (com casa-de-banho)

Quarto duplo (piso superior): 1800 (com casa-de-banho partilhada)

Quarto duplo (piso inferior): 2000 (com casa-de-banho)

Não há água quente no duche, quer nos quartos quer na casa-de-banho partilhada.

No Wi-fi

Atenção: alguns quartos têm bed-bugs (percevejos), mas à data da estadia (Janeiro 2016) estavam a ser feitas grandes limpezas com substituição de colchões.

Olde Empire. Kandy
Olde Empire. Kandy
Olde Empire. Ground floor corridor. Kandy
Olde Empire. Ground floor corridor. Kandy

Onde comer em Kandy:

Também em termos de restaurantes Kandy oferece muitas opções, desde restaurantes sofisticados, cadeias internacionais de fast-food, comida indiana, a restaurantes locais com ementa para todos os orçamentos. Dada a influência da religião budista assim como do hinduísmo é muito fácil encontrar comida vegetariana.

Pela novidade e pela atmosfera sobressaiu o Kandy Muslim Hotel (no Sri Lanka assim como no Sul da Índia a palavra “hotel” refere-se a restaurantes simples, despretensiosos e baratos), onde se podem encontrar ao longo do dia os populares roti nas suas muitas variantes com diferentes formatos e recheios e os kottu, cuja preparação é sempre envolta em muito barulho com o cozinheiro oferecendo um pequeno show.

Como o nome indica o espaço é gerido por muçulmanos de longas barbas e muita simpatia, que juntamente com a patina e decoração do restaurante criam uma boa atmosfera, que acompanha os apetitosos pratos, que não são recomendáveis a que seja sensível ao picante ou a quem não goste de comida “gordurosa”!

 

Kandy Muslim Hotel

Address: Dalada Vidiya (no centro de Kandy a curta distância da Clock Tower)

Óptimo para rotis e kottus, mas onde também se podem encontrar outras refeições como fried rice, caris, lentilhas, legumes e carne ou não fosse este um restaurante muçulmano!

Ambiente local, informal, barato mas barulhento.

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Kotu and Roti at Kandy Muslim Hotel
Muslim Hotel. Kandy
Muslim Hotel. Kandy

 

Devon Restaurant & Bakery

Address: 11, Dalada Vidiya (no centro de Kandy a curta distância da Clock Tower e do lado oposto ao Muslim Hotel)

O restaurante fica no primeiro andar, mas o melhor situa-se ao nível da rua onde num ambiente de café se vendem deliciosos snacks (vegetarianos, com carne ou com peixe). De manhã as pessoas fazem fila para o take–away. Como abre às 6 a.m. é uma boa opção para abastecer de comida para as longas viagens de comboio ou de bus que são incontornáveis para quem viaja no Sri Lanka. Cada um destes snacks custa entre 30 a 40 LKR.

Devon Restaurant. Kandy
Devon Restaurant. Kandy

 

A estadia em Kandy proporcionou também tempo para saborear diversas variações do popular rice and curry, que se pode considerar o prato nacional do Sri Lanka, e que se encontra em todos os restaurantes, seja qual for a categoria.

Como o nome indica trata-se de arroz acompanhado de uma, duas ou mais variedades de caril, pol sambol (um tempero picante à base de côco) ou gotukola sambol (um mistura crua de um legume de folha verde com côco e chilli).

Servido desde a manhã o rice and curry é mais popular como almoço, mas raramente se encontra ao jantar nos restaurantes.

Rice and curry
Rice and curry

 

Transportes:

Kandy está servida por caminho de ferro, numa ligação directa com Colombo e a meio caminho do chamado Hill Country. Apesar da curta distância que separa Kandy da capital a viagem de comboio demora mais de 4 horas. A alternativa é são os autocarros que dependendo do trânsito podem demorar mais tempo. De Colombo-Fort partem autocarros com ar-condicionado que fazem menos paragens ao longo do percurso e que demoram entre 3.5 a 4 horas, 265 LKR .

Existem 3 terminais de autocarros em Kandy, todos localizados no centro da cidade, e perto da estação de comboios. O Goods Shed Bus Terminal e o terminal de autocarros privados (Private Bus Terminal) funcionam para serviços de longa distância. O terminal de autocarros 500 metros mais a norte, junto à Clock Tower – Clock Tower Bus Stop – é destinado ao serviço urbano e sub-urbano.

Tanto de qualquer dos terminais de autocarros como da estação de comboios é relativamente fácil chegar ao centro da cidade, ou seja ao lago, e daí optar pela zona urbana que fica do lado esquerdo, ou caminhar para o lado direito e aceder à colina onde se concentram a maioria das homestays e guest houses.

Kandy train Station
Kandy train Station
A/C bus Colombo-Kandy
A/C bus Colombo-Kandy

 

População: 112.000

Altitude: 500m

A comida na Malásia

Duas coisas sobressaem na gastronomia da Malásia…. a diversidade étnica, cultural e religiosa que nos remetem para a China, Índia, Tailândia… e o arroz, que é a base da alimentação e presença em quase todos os pratos.

Da passagem pelo Borneo Malaio e pela chamada Malásia Ocidental ficaram diversos pratos representativos da gastronomia malaia, como o lontong, laksa, nasi lemak, nasi goreng… “nasi” significa arroz e “goreng” refere-se a fritos, pelo que arroz frito, ou seja, salteado é um dos pratos mais fáceis de encontrar a qualquer hora do dia, sendo confecionado com frango, vaca ou marisco, ficando a carne de porco excluída da gastronomia de um país muçulmano.

Em termos de nasi goreng, surgem muitas variantes (kampung, pattaya, ayam…), diferindo os ingredientes, temperos e especiarias, sobressaindo o picante. O nasi goreng pattaya, é basicamente fried rice (arroz frito com carne, marisco ou vegetais), envolvido em ovo e regado com um condimento adocicado e picante. No Borneo este prato é muitas vezes é servido com uma taça de um caldo de carne que torna o arroz menos seco. Apesar de ser pouco popular e de não aparecer nos menus é também possível pedir nasi goreng vegetariano, mas que quase sempre é feito com ovo.

Nasi Goreng Pattaya. Malaysia
Nasi Goreng Pattaya. Malaysia

Mas é o nasi lemak que reina, podendo ser considerado o prato nacional da Malásia. Consumido geralmente ao pequeno-almoço, sendo básico e muito simples de preparar. É composto por arroz e pequenas porções de anchovas fritas e amendoins fritos, umas rodelas de pepino e ovo, que pode ser cozido ou frito. Esta refeição que pode ser servida no prato ou embrulhada em folha de bananeira para take–away. Mas o que torna este prato especial é o sambal, uma pasta avermelhada e espessa, feita à base de chilis, cebola, gengibre, alho, anchovas e mais uns quantos condimentos, resultando numa mistura picante, mas muito saborosa.

Nasi Lemak. Malaysia
Nasi Lemak. Malaysia

 

Nasi Lemak take away in banaan leaf. Malaysia
Nasi Lemak take away in banana leaf… a popular breakfast option. Malaysia

Laksa é outro dos populares pratos Malaios que se pode ser classificado entre uma sopa e um caril. Tem por base um caldo, doce e picante, onde se inclui o leite de côco, gengibre, folha de lima (kaffir) e lemongrass, que envolve finos noodles de arroz e rebentos de soja. A esta base geralmente adiciona-se carne, mas também é possível pedir com tofu. No Borneo, o laksa é mais cremoso, com mais leite de côco e geralmente servido com tofu e marisco, onde o marisco se resume a camarões ou lulas… mas seja onde for é sempre servido com lima que faz sobressair os restantes sabores.

Laksa. Melaka. Malaysia
Laksa. Melaka. Malaysia

 

Laksa. Kota Kinabalu. Malaysia
Laksa with heavy coconut gravy. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Lontong, um prato tradicional da Indonésia que foi incorporado na cozinha malaia, e que na sua origem é vegetariano. Feito com arroz prensado formando um rolo compacto que depois é cortado em pedaços. Na altura de servir, adiciona-se a estes “nacos” de arroz um suave caril de vegetais à base de leite de côco, ao qual se junta tofu, tempeh e ovo cozido (ou por vezes frito). À semelhança do nasi lemak, é servido com um colherada de sambal, fazendo também parte dos pratos mais populares consumidos ao pequeno-almoço.

Lontong. Malaysia
Lontong. Malaysia

 

Um snack bastante popular no Borneo, e que provavelmente também se pode encontrar na restante Malásia é o chamado fried carrot cake, que apesar do nome nada tem a ver com cenoura, sendo arroz cozido e prensado em forma de blocos, que é cortado em pedaços e frito com ovo e alguns condimentos de onde sobressai o molho de soja e a presença de picante. Pouco saudável pela quantidade de óleo mas muito apetitoso.

Nas cidades, especialmente nos bairros onde predomina a cultura indiana, muitas vezes chamados de Little India, é fácil encontrar a gastronomia tradicional do sul da Índia, em resultado da forte presença da comunidade Tamil, aqui residente à várias gerações. Para além dos deliciosos caris que dão vida a uma prato de arroz, muitas vezes servido em folha de bananeira, é possível também encontrar murtabak, dosas e outros snacks típicos indianos, servidos com chutney de côco e sambar.

Mas o que se destaca são os roti canai, também chamados roti prata ou paratta. Trata-se de um pão achatado, não levedado, mas cuja massa é estendida até ficar muito fina, sendo para isso atirada com gestos mecânicos e precisos de encontro à bancada, repetidas vezes até quase ficar rasgada, processo que requere muito óleo. Depois estendida é trabalhada de forma a criar camadas toscas, sendo depois frita sob uma chapa metálica até ficar tostada e ligeiramente estaladiça.

O roti é acompanhado de um pequeno prato de caril, onde é demolhado. Podem-se encontrar várias versões deste prato, tanto com recheio de ovo, como banana, leite condensado…

Roti canai. Malaysia
Roti canai. Malaysia

Da presença da comunidade chinesa, ficam muitos restaurantes e todas as variações em volta das noodles soup e fried noodles, sendo juntamente com o nasi goreng, uma opção popular e fácil de encontrar em qualquer altura do dia, e que como é preparada na altura pode ter a variante vegetariana, onde muitas vezes é adicionado tofu, uma notória influência da gastronomia chinesa. Os fried noodles na Malásia respondem pelo nome de Kueh Teow Goreng e são sempre feitos com ovo, uns rebentos de soja e rama de cebolinho. O sumo de lima dá uma frescura a este prato que devido à presença de óleo pode ser ter um paladar um pouco pesado.

Kueh Teow Goreng. street food. Kuching. Malaysia
Kueh Teow Goreng. street food. Kuching. Malaysia

Os dim sum, tradicional refeição cantonesa cozinhada ao vapor em cestas de bambu, é uma presença em alguns restaurantes chineses, alguns dos quais ainda mantêm o sistema tradicional em que a comida é feita circular em carrinhos por entre as mesas, com os clientes a escolherem a refeição de entre as dezenas de variedades… onde dificilmente se consegue encontrar comida vegetariana.

Muito popular nas zonas de maior concentração da comunidade chinesa, como são as chamadas Chinatown existentes em várias das cidades da Malásia, é a venda de carne seca, em placas ou tiras, que é preparada de diferentes formas, indo do doce ao picante.

Mas o que sobressai da comida chinesa, tanto pelo preço como pela variedade de opções são os chamados rice plate, ou pratos de arroz. São refeições que têm por base uma dose de arroz, e onde cada um pode compor o prato servindo-se dos vários acompanhamentos, que podem ser carne, peixe, ovos, muitos vegetais e o popular tofu que é confecionado de variadas formas. Este sistema é muito popular, não se limitando à gastronomia chinesa, estendendo-se os restaurantes de comida malaia que apesar de mais vocacionados para a carne é o que apresenta mais variedade em termos de comida vegetariana. Basta chegar e dizer “rice” e é-nos dado um prato com uma porção de arroz para cada um acrescentar os acompanhamentos.

Rice plate restaurant. George Town. Malaysia
Rice plate restaurant. George Town. Malaysia

 

Rice plate. George Town. Malaysia
Rice plate. George Town. Malaysia

 

Rice plate street food. George Town. Malaysia
Rice plate street food. George Town. Malaysia

E em termos de comida de rua, a Malásia vai buscar muita inspiração à vizinha Tailândia, sendo mais fácil de encontrar nas cidades do norte do país do que por exemplo no Borneo. Em pequenas bancas que surgem a diversas horas do dia em locais específicos da cidade pode-se encontrar apom, steam rice cake, fried banana, e as populares e deliciosas apam balik, pancakes recheadas de amendoim… e muitas mais deliciosas opções que também incluem os salgados, quase sempre fritos.

Apom. George Town. Malaysia
Apom. George Town. Malaysia

 

street stall of chendul (chendol). George Town. Malaysia
street stall of chendul (chendol). George Town. Malaysia

Os mercados são também óptimos locais para saborear e experimentar a grande variedade de comida, muita que é difícil de identificar, se é doce ou salgada, se é de carne ou vegetariana… mas que desperta sempre a curiosidade.

Street food. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Street food. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

Shellfish. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Shellfish. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

Como país de clima tropical abundam as bananas, mangas e papayas… mas nos mercados como também em vendedores de rua encontram-se também ananás, jackfruit, melancias e meloas… mas é o durian, o rei dos frutos, muito apreciado e ao mesmo tempo detestado, pelo cheiro intenso, que leva a que seja proibido transportar ou comer durian nos transportes públicos e outros locais.

Durian. Kota Kinabalu. Malaysia
Durian. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Fruits. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Fruits. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

Doces

O chendul (ou chendol) é um tradicional doce-gelado muito popular na Malásia, à base de leite de côco e gelo moído, regado com uma calda de açúcar de palma e servido com uns noodles verdes (cuja côr vem de uma planta usada frequentemente em doces, o pandan) e uns quantos feijões adocicados. Pode parecer estranho mas é delicioso e refrescante e em alguns locais, como George Town as pessoas fazem fila para comprar este doce que se vende em pequenas bancas de rua.

Chendul (chendol). Melaka. Malaysia
Chendul (chendol). Melaka. Malaysia

 

Fry Banana. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia
Fry Banana. Central Market. Kota kinabalu. Borneo. Malaysia

 

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Sweet and deep fry snacks at Central Market. Kota Kinabalu. Malaysia

 

Muito popular é kaya (kay ajam), um doce de côco, ovo e açúcar que por vezes pode ser ter a cor verde que vem da presença de pandan, um vegetal que também é usado na confecção de alguns pratos malaios. Kaya é usada para barrar tostas, que são também uma das alternativas em termos de pequeno-almoço na Malásia. O Kaya Jam é também usado como recheio de  bolos e pasteis geralmente de masa folhada.

Kaya Jam. Malaysia
Kaya Jam. Malaysia

 

Coconut puff tart. Chinatown. Kuala Lumpur. Malaysia
Coconut puff tart. Chinatown. Kuala Lumpur. Malaysia

A juntar aos doces não pode faltar o beancurd (também chamado soybean pudding) uma espécie de pudim feito de soja que é regado com calda de açúcar de palma, é também popular nas zonas de maior presença Chinesa.

Beancurd. Kuala Lumpur. Malaysia
Beancurd. Kuala Lumpur. Malaysia

Bebidas

Sendo um país maioritariamente muçulmano o álcool é pouco usual nos restaurantes locais, sendo fácil de encontrar em bares e locais mais turísticos, especialmente a cerveja.

Mas o mais popular em termos de bebidas é o Teh tarik, que é chá ao qual é adicionado leite-condensado e que pode ser servido quente ou com gelo (Teh Ais). É consumido pela manhã, geralmente quente, acompanhando as refeições, roti canai por exemplo, ou durante o dia, numa pausa no dia de trabalho.

O café é também fácil de encontrar, sendo na Malásia usual o café de “filtro” mas servido numa versão bastante forte em termos de cafeína e de aspecto denso e escuro, mas de sabor suave.

Teh Ais (Ice tea with condensed meilk). Malaysia
Teh Ais (Ice tea with condensed meilk). Malaysia

 

Coffee. Malaysia
Coffee. Malaysia

Para comida vegetariana a melhor opção são os restaurantes indianos, pela influência da religião Hindu e alguns restaurantes chineses que pela ligação à religião Budista podem por vezes excluir produtos animais. Nos restaurantes mais direcionados para a gastronomia Malaia é notória a forte presença de pratos de carne, sendo contudo respeitadas as regras halal, que excluem a carne de porco. Contudo a carne de porco é bastante popular na comida chinesa.

De uma forma geral poucos são os pratos exclusivamente vegetarianos na gastronomia da Malásia, e mesmo os que aparentam não ter produtos animais, podem muitas vezes ser servidos com um condimento chamado “sambal” inclui anchovas ou outro qualquer pequeno peixe.

Para quem está habituado a comer de faca e garfo, tem aqui que se adaptar ao uso da colher e do garfo, pois a faca é instrumento que não chega à mesa, sendo desnecessário visto que a comida vem cortada em pedaços sendo levada à boca com a colher, servindo o garfo para empurrar os alimentos para a colher. Na Malásia usa-se a mão direita para levar comia à boca. Nos restaurantes indianos é frequente usarem-se os dedos para levar a comida à boca, mas está sempre disponíveis colheres. Colher e chopsticks são usados nos restaurantes chineses. De uma forma geral, os restaurantes não têm guardanapos.

E como em outros países asiáticos o primeira refeição do dia é feita à base de arroz e noodles, com sopas ou caris. Os rotis são também populares ao pequeno-almoço. Muitos dos restaurantes que servem pequenos-almoços abrem pelas 6 horas da manhã, mas nem sempre estão abertos até à hora de jantar, fechando pelas 3 ou 4 horas da tarde. Mas outros há que não abrindo tão cedo, servem refeições até à hora de jantar.

Rice and curry for for take away. Malaysia
Rice and curry for for take away. Malaysia

De uma forma geral, mesmo resumindo as escolhas a pratos vegetarianos a Malásia oferece uma grande diversidade gastronómica, variando bastante em termos de sabores, caracterizando-se por pratos simples, rápidos de confecionar e bastante saborosos…. com o laksa, lontong e nasi lemak a deixarem saudades.

Custos

Nos food courts uma refeição custa entre 3.5 e 5 RM, ou seja consegue-se facilmente fazer uma refeição por 1€.

O mesmo se aplica ao chamado rice plat, que com duas ou três variedades vegetarianos fica por cerca de 4 RM. Os custos de comida em Kuala Lumpur são um pouco mais elevados, mas um rice plate consumido num restaurante a custar cerca de 5 RM, se bem que num banca de rua pode ficar mais barato

Pratos com carne, peixe ou marisco têm sempre preço mais elevado.

Street food. prices. Malaysia
Street food. prices. Malaysia
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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