• Skip to main content
  • Saltar para o rodapé

Stepping Out Of Babylon

Travel & Photography

  • Sobre mim
    • Contacto
  • Destinos
    • África e Médio Oriente
      • Irão
      • Líbano
      • Marrocos
      • Turquia
    • Extremo Oriente
      • Japão
      • República Popular da China
      • Taiwan (Formosa)
    • Subcontinente Indiano
      • Bangladesh
      • India
      • Nepal
      • Sri Lanka
    • Sudoeste Asiático
      • Camboja
      • Indónesia
      • Malásia
      • Myanmar
      • República Popular do Laos
      • República Socialista do Vietname
      • Singapura
      • Tailândia
  • Itinerários
  • Dicas de viagem
    • Caminhadas & Parques Naturais
    • Comida em Viagem
    • Travessia de Fronteira
    • Vistos
  • Fotografia

Stepping out of Babylon

100 Cintra @ Georgetown

O edifício cheio de personalidade e estilo, staff simpático e prestável fazem da 100 Cintra um local especial com uma atmosfera que convida a permanecer por longos períodos.

O edifício data de 1897 foi em tempos servido de habitação a famílias abastadas de Penang. Após ter sofrido um incêndio foi recuperado para fins comerciais mantendo o estilo e os materiais da arquitectura tradicional. Recentemente foi transformado em hostel, onde no primeiro andar se localizam os quartos, e onde o ultimo piso está ocupado com uma coleção de mobília e artigos de decoração que constituem praticamente um museu, que apesar de não estar acessível ao publico pode ser apreciado por entre o gradeamento que limita o espaço.

Boa localização, no centro histórico de George Town, mas afastada das ruas mais populares e agitadas, numa zona onde domina o comércio local e onde é fácil encontrar comida, tanto em restaurantes de comida Malaya e chinesa como bancas de street food.

100 Cintra tem várias áreas comuns, tanto interiores com decoração com mobiliário e objectos antigos, como espaços exteriores, terraço e alpendre, o que compensa o pouco espaço dos quartos e promove o convívio entre hóspedes.

Um espaço que apesar de estar a precisar de alguns cuidados oferece uma estadia memorável e que deixa saudades.

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

* Em Malaio “cintra” significa “japão” pois ao longo desta rua ficaram alojados muitos japoneses durante a invasão que durou até ao fim da segunda guerra mundial.

Onde dormir em Georgetown

100 Cintra

Address: 100, Lebuh Cintra, George Town, 10200 Pulau Pinang, Malaysia http://www.100cintrapenang.com/

Quarto duplo: 60 RM (negociável em época baixa ou para estadias prolongadas)

Dorm: 20 RM

Todos os quartos têm casa de banho partilhada e variam em tamanho.

Pequeno-almoço incluído (muito básico com pão, doce, chá e café)

Possibilidade de usar cozinha.

Free Laundry.

Free wi-fi

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

 

100 Cintra Guest House @  George Town. Penang
100 Cintra Guest House @ George Town. Penang

George Town… street art e street food

Penang muitas vezes confundida com George Town. Penang é um estado na costa Ocidental da Malásia, do qual faz parte a ilha de Pulau Pinang. Mas o que atrai a maioria dos visitantes a este local é a cidade de George Town (ou Georgetown) a capital e maior cidade deste estado, cujo nome é resultado da presença Britânica que aqui se instalou no século XVIII, fazendo deste local um dos importantes postos no comércio da região, é a calma o ambiente tranquilo e o bem preservado património colonial.

Desta presença resultou num vasto património arquitectónico que vai desde edifícios oficiais, igrejas, e as chamadas shophouses, que são edifícios de dois ou três andares em que o piso térreo é destinado ao comércio e os restante a habitação, continuando ainda hoje a ter essas funções.

Como importante entreposto comercial, George Town atraiu muitos comerciantes de diversos países vizinhos, como tailandeses, birmaneses, tamils do sul da Índia e essencialmente chineses, donde resultou uma grande diversidade cultural e religiosa que se revela nos muitos templos budistas, templos hindus e mesquitas, aos quais se juntam as igrejas cristãs, católicas e anglicanas.

Desta mistura, que soube conviver e tirar partido das suas diferenças, nasceu uma identidade muito própria à qual se juntou a cultura Malaia, resultando num país, que hoje em dia é um exemplo de tolerância religiosa, étnica e cultural. E resultou também numa grande diversidade gastronómica pela qual Penang é famosa, encontrando-se restaurantes e quiosque de comida de rua, um pouco por toda a parte antiga da cidade, com cada zona focada num determinado tipo de comida, obedecendo a horários específicos… sendo impossível encontrar Chendul à noite ou Steam Rice Cake durante o dia.

George Town
George Town

 

George Town
George Town

 

George Town
George Town

 

George Town
George Town

 

Food Market. George Town
Food Market. George Town

 

George Town
George Town

 

George Town
George Town

 

George Town
George Town

 

George Town
George Town

A parte antiga da cidade, é considerada Património da Humanidade pela Unesco, onde grande parte dos edifícios são antigos, com muitas das shophouses a manterem a arquitectura tradicional, algumas convertidas em modernos cafés, restaurantes e alojamentos em resultado do grande numero de visitantes. Outras das características arquitectónicas da cidade, são os chamados five foot ways, que são uma espécie de passeios formados pelos edifícios, onde o piso térreo é recuado em relação à fachada, criando uma passagem em forma de arcadas, que protege os habitantes do sole da chuva. O nome vem da largura com que eram construídos com que originalmente eram construídos (5 foot são equivalentes a 1.5 metros), existindo contudo five foot ways de várias dimensões ajustando-se à largura das ruas.

Georgetown é famosa pela street art, que de certa forma se tornou institucional, com muitas intervenções artísticas feitas de forma planeada e organizada, o que retira o carácter subversivo e de intervenção que é uma das facetas da street art. E os vários murais que se encontram pela parte antiga da cidade, somente alguns trabalhos sobressaem do homogéneo, simples e inocente conjunto de pinturas murais.

Street art. George Town
Street art. George Town
Georgetown_street art_DSC_6430
George Town

Apesar da arte exposta nas paredes vale a pena um olhar mais atento ao que se passa debaixo dos nosso pés, onde os pavimentos de muitos five foot ways são revestidos a mosaicos, de elaborados padrões geométricos e de atractivas cores.

5 foot way. George Town
5 foot way. George Town

 

5 foot way. George Town
5 foot way. George Town

Georgetown cheira a antigo e ao mesmo tempo tem um carácter moderno num ambiente pacato, somente interrompido pela agitação dos bares que aos fins-de-semana tornam parte da Lebuh Chulia e da Love Lane confusas e barulhentas, destoando do resto da cidade.

George Town
George Town

 

Onde dormir em George Town:

O edifício cheio de personalidade e estilo, staff simpático e prestável fazem da 100 Cintra um local especial com uma atmosfera que convida a permanecer por longos períodos.

100 Cintra

Address: 100, Lebuh Cintra, George Town, 10200 Pulau Pinang, Malaysia

http://www.100cintrapenang.com/

 

Georgetown_100 Cintra guest house_DSC_6370

Onde comer em Georgetown:

Penang é a capital da comida da Malásia, resultante da grande variedade fruto da diversidade étnica e religiosa aqui presente, e famosa também pela comida de rua que aqui se encontra mais facilmente do que noutras cidades da Malásia; por isso o melhor é deambular pelas ruas e seguir a intuição.

Zonas populares para street-food:

  • Lebuh Kimberley, junto ao cruzamento com a Lebuh Cintra (predominantemente durante a manhã, mas com alguns vendedores a ficar até à noite);
  • Jalang Penang, entre a Jalang Campbell e a Jalan Dr Lim Chewee Leong, onde ao longo das pequenas ruas transversais várias bancas de rua preparam e vendem os seus produtos: refeições, snacks, doces, gelados, bebidas, etc…
  • Lebuh Chulia, entre o cruzamento com a Love Lane e a Jalan Masijd Kapitan Keiling (depois do anoitecer)
Apom, traditional asian sweet like a cookie. Street food. George Town.
Apom, traditional asian sweet like a cookie. Street food. George Town.

 

chendul @ Lebuh Keng Kwee. George Town
chendul @ Lebuh Keng Kwee. George Town

Comida a não perder em George Town:

  • NG Kee Cake Shop, Fábrica e loja de bolos, na Lebuh Cintra.
  • Veg thali servido em folha de bananeira, nos muitos restaurantes em Little India, em especial ao longo da Lebuh Penang
  • Steam Rice Cake na Lebuh Cintra em frente a um restaurante chinês de Dim Sum, mas que somente surge depois do anoitecer.
  • Chendul na Lebuh Keng Kwee
Coconut tarts and traditional Chinese Cookies Shop and Bakery @ Lebuh Cintra. George Town
Coconut tarts and traditional Chinese Cookies Shop and Bakery @ Lebuh Cintra. George Town
Delicious traditional malay and chineses fast-food Restaurant @ Lebuh Cintra. George Town
Delicious traditional malay and chineses fast-food Restaurant @ Lebuh Cintra. George Town
Delicious traditional malay and chineses fast-food Restaurant @ Lebuh Cintra. George Town
Delicious traditional malay and chineses fast-food Restaurant @ Lebuh Cintra. George Town

 

Little India... always noisy, colourful in any country. George Town
Little India… always noisy, colourful in any country. George Town
Chinese Restaurant at Lebuh Cintra with traditional Dim Sum. George Town
Chinese Restaurant at Lebuh Cintra with traditional Dim Sum. George Town

Como ir de Kuala Lumpur para George Town:

De Kuala Lumpur do Terminal TBS (Terminal Bersepadu Selatan) há autocarros durante todo o dia desde as 6.00 am até 12.00 am.

A viagem até Penang dura cerca de 5 horas, mas podem ser 6 horas ou mais dependendo do trânsito à saída de Kuala Lumpur.

Existem duas opções para chegar a George Town:

  1. Bus de Kuala Lumpur (TBS) até Butterworth, e ferry até George Town. O ferry demora 10 a 15 minutos e custa 2 RM. A distância ente o Butterwoth Bus Terminal e o ferry, é curta e de fácil orientação, demorando cerca de 10 minutos a fazer a pé. Esta opção de bus até Butterworth pode ter o inconveniente de fazer paragem no Sungai Nibong Express Bus Terminal em Penang, o que implica cruzar a ponte para a ilha e depois voltar para trás, para terminal o serviço em Butterworth Bus Terminal.
  1. Bus de Kuala Lumpur para Sungai Nibong Express Bus Terminal em Penang. Daqui é necessário apanhar um autocarro local, até George Town (12 km).

Tickets KL – Butterworth: 35 RM

O ferry é a opção mais agradável, em especial se a viagem coincidir com o fim do dia.

http://www.penangport.com.my/Services/Ferry-Services

way from Butterworth Bus Terminal to the ferry to Georgetown. Penang
way from Butterworth Bus Terminal to the ferry to Georgetown. Penang
Ferry Butterworth-Georgetown. ferry fees
Ferry Butterworth-Georgetown. ferry fees
on the ferryboat Butterworth-George Town
on the ferryboat Butterworth-George Town

 

Como ir de George Town para Kuala Lumpur:

Uma das opções é ir até ao cais (a pé ou em bus local) e apanhar o ferry para Butterworth e daqui um autocarro para Kuala Lumpur. Não é necessário reservar pois várias empresas fazem este serviço havendo uma grande oferta em termos de horários.

Em alternativa pode-se apanhar um autocarro directamente de George Town para Kuala Lumpur.

  1. Os autocarros partem do Sungai Nibong Express Bus Terminal, situado a 12 km de George Town.
  2. Os bilhetes podem ser compradas no próprio dia, e mesmo na hora, numa das muitas agências situada na Jalan Ria perto do KOMTAR. Esta agências têm um serviço shuttle, desde a até ao terminal (3 RM)

Bus Tickets George Town (Penang) – KL: 38 RM + 3 RM (shuttle até ao terminal de Sungai Nibong Express)

Location of travel agencies that sale bus tickets to Kuala Lumpur @ Georgetown
Location of travel agencies near KOMTAR that sale bus tickets to Kuala Lumpur @ Georgetown
Travel agencies that sale bus tickets to Kuala Lumpur @ George Town
Travel agencies that sale bus tickets to Kuala Lumpur @ George Town
Schedule of buses from Georgetown to Kuala Lumpur
Schedule of buses from Georgetown to Kuala Lumpur

Caminhando pelo Taman Negara National Park

O parque natural Taman Negara conserva uma das mais antigas florestas húmida do mundo, e um dos mais importantes existentes na Malásia Peninsular atraindo bastantes visitantes, tanto nacionais como estrangeiros. Por isso encontra-se bem organizado, de fácil orientação e acesso… também por isso, as hipóteses de observação de vida selvagem resumem-se à densa e húmida floresta a não se que se opte pelos trilhos mais longos que podem demorar mais do que um dia.

A melhor altura para visitar o parque é fora da época das chuvas que começa em Outubro e dura até Fevereiro. O pico de turismo é entre Abril e Agosto. Em Dezembro a chuva não é garantida, mas pode surgir de forma repentina, em geral durante a tarde, sendo quase garantida chuva nos dias em que o céu amanhece sem nuvens, o que faz com o ar aqueça bastante formando nuvens que inevitavelmente trazem chuva.

O parque é de muito fácil orientação, pelo menos nos trilhos mais próximos dos head quarters, com setas e indicação das distâncias, pelo que não é necessário recorrer a guias. O recurso a um guia é de cerca de 30 RM para o percurso até Bukit Teresek, que é o mais curto. Grande parte do percurso até Bukit Teresek é feito por um estrado planos e algumas escadas, somente com umas poucas zonas em terreno natural. O acesso ao Canopy Walkway é igualmente feito por estrados.

Nesta altura do ano, com a chuvas a serem frequentes, a opção foi pelos percurso mais próximos do parque, com a caminhada até Bukit Teresek começando pelas 8 da manhã chegando ao viewpoint na altura em que nuvens de humidade se desprendem lentamente das copas das árvores, formando um fino manto branco que esconde o azul do céu. Este espetáculo dura pouco tempo com este vapor de água a esfumar-se à medida que o sol aquece o ar.

No regresso, chega-se ao Canopy Walkway, um conjunto de pontes suspensas entre as copas das árvores que formam um percurso e cerca de 500 metros. Para além de desafiarem o equilíbrio de cada um, permitem ter um diferente ponto de observação das árvores e restante vegetação que constitui esta rica e diversificada floresta. Partes deste percurso situam-se a cerca de 30 metros do solo, e suportam-se em árvores com mais de 250 anos… obrigada árvores!

O percurso até Bukit Teresek e o Canopy Walkway demoram pouco mais do que três horas deixando tempo para um banho nas água transparentes do rio Sungei Tahan

Como em termos de vida animais pouco há a ver neste percurso, mas em compensação a floresta apresenta-se rica e diversificada, e uma caminhada lenta permite apreciar os pequenos detalhes e a forma como a luz que a custo atravessa as altas copas das árvores incide sobre os diferentes tipos de verde.

Mas é injusto dizer que não nos deparamos com vida animal, pois a sanguessugas é uma constante nas zonas mais húmidas dos trilhos, com estes persistentes animais a aninharem-se entre do dedos dos pés… desagradável experiência!

Kuala Tembeling
Kuala Tembeling

 

Kuala Tembeling
Kuala Tembeling

 

Tembeling River. Taman Negara
Tembeling River. Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Canopy Walkway .Taman Negara
Canopy Walkway .Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara
Taman Negara

 

Taman Negara, during the storm
Taman Negara, during the storm

 

Taman Negara, after the storm
Taman Negara, after the storm

 

Kuala Tahan

A pequena povoação de Kuala Tahan, situada na confluência de dois rios, donde o nome “Kuala” significa “junção de dois rios”: o Sungei Tahan de águas límpidas e o Sungei Tembeling que arrasta uma côr barrenta e que continua até Kuala Tembeling.

Kuala Tahan vive basicamente do turismo associado ao Taman Negara, sendo pouco mais do que uma rua, onde se encontram alguns restaurantes, cafés, posto de Internet, agências de viagens e algumas lojas (que só abrem na época alta). Daqui acede-se à zona onde atracam os long-boats, e onde se encontram os “floating restaurants”, que são restaurantes construídos em jangadas e que servem ao mesmo tempo de habitação.

Pelas ruas de Kuala Tahan, sucedem-se falsos postos de informação turística, que são basicamente agências de viagem que vendem bilhetes de barco e de mini-van de regresso a Kuala Tembeling ou a Kuala Lumpur. E também não faltam quartos, bungalow e guest houses que disponibilizam quartos ou camas em dormitórios.

Em Dezembro, tendo oficialmente começado a época das chuvas a presença de visitantes era discreta, mantendo as ruas da povoação desertas durante quase todo o dia, com excepção da hora de jantar, onde o único restaurante aberto serve refeições (Que Restaurant) e funciona também como ponto de encontro para os habitantes locais se reunirem bebendo chá ou cerveja, enquanto assistem a um jogo de futebol num ecrã de grandes dimensões.

Contudo a altura de maior movimento em Kuala Tahan é de manhã, com a actividade a começar bem cedo pelas 7.00h da manhã, com a população local a concentrar-se junto ao mesmo restaurante, que nesta altura se encontra fechado. Junto à rua principal alinham-se vendedores de comida, que pode ser servida no local ou embrulhada em folha de bananeira para take-away. Deliciosa comida e ambiente agradável que aliviaram as 3 horas de espera pelo autocarro de regresso a Kuala Tembeling.

 

Kuala Tahan pier.
Kuala Tahan pier.

 

Kuala Tahan main street with bus stop at the end
Kuala Tahan main street with bus stop at the end

Custos:

Entrada no Parque: 1 RM

Uso de câmera fotográfica ou iphone: 5 RM

Canopy Walkway: 5 RM, pagos no inicio do troço ou no fim, conforme o sentido em que se faz o percurso.

Barco para atravessar o rio entre Kuala Tahan a entrada do Taman Negara: 1 RM (a viagem demora cerca de 2 minutos)

Taman Negara fees
Taman Negara fees

 

Canopy Walkway ticket. Taman Negara
Canopy Walkway ticket. Taman Negara

Alojamento em Kuala Tahan

Nos arredores de Kuala Tahan encontram-se algum resorts.

Dentro do parque, junto aos head-quarters encontra-se também um sofisticado resort, o Mutiara Taman Negara, que tem várias opções de alojamento para vários preços, e também com o sistema de dormitórios em que uma cama em quarto partilhado, com ar-condicionado fica em cerca de 28 RM. A desvantagem é que fora as caminhadas pelo parque pouco há a fazer neste lado do rio, enquanto em Kuala Tahan, sempre se pode observar o pacato quotidiano da população e encontrar opções mais baratas para refeições.

Pela rua principal de Kuala Tahan encontram-se pequenas placas indicando o nome de hotéis e guest houses, a maioria somente com quarto duplos (com preços a rondar os 60 RM) mas onde existem algumas guest-houses com dormitórios (preços ente os 20 e os 25RM).

A escolha foi para a Rayyan Hostel, situada mesmo à saída do cais, subindo a rampa do lado esquerdo que dá acesso à povoação de Kuala Tahan. Aqui somente existem dormitórios, com casa de banho partilhada, com a opção de ventoinha (20 RM) ou ar-condiconado (25 RM). O local, simples e modesto, a proprietária simpática e prestável, com razoáveis casas-de-banho e chuveiros (com água quente) tornaram agradáveis as duas noites aqui passadas.

 

Rayyan Hostel. Kuala Tahan
Rayyan Hostel. Kuala Tahan

 

Rayyan Hostel. Kuala Tahan
Rayyan Hostel. Kuala Tahan

Onde comer em Kuala Tahan

Para além dos “floating restaurants” que têm mais ambiente mas são um pouco mais caros, o Que Restaurant, situado na esquina entre a rua principal e a rua que dá acesso ao cais, em frente à escola, é uma boa opção, com comida feita na hora, e com pratos vegetarianos.

Como este restaurante se encontra fechado de manhã, a opção para o pequeno almoço são as bancas de venda de comida que se instalam no mesmo local a partir das 7.00h da manhã, servindo caris e nasi lemak que fazem parte dos hábitos alimentares dos Malaios onde o arroz é presença indispensável às refeições; por sinal o mais delicioso nasi lemak saboreado na Malásia, e sem dúvida o mais barato, por 3 RM.

Mesmo ao lado outro restaurante serve rotis desde as 8.00h.

E na mesma área, outro pequeno espaço serve chá e café, quente ou com gelo.

 

Que Restaurant. Kuala Tahan
Que Restaurant. Kuala Tahan

 

Kuala Tahan. Local food stall in mais street during mornings
Kuala Tahan. Local food stall in mais street during mornings

Como ir de Kuala Lumpur para Taman Negara

A opção mais fácil é usar os serviço de uma agência, que garante as ligações entre autocarros e o barco. A opção foi para a Han Travels que tem um balcão em Chinatown, no Complex Selancor na Jalang Sultan, em frente ao hotel Swiss Inn.

O autocarro parte às 8.30 am. Convém comprar o bilhete de véspera, em especial se for época-alta, mas também se pode comprar no próprio dia devendo-se chegar um pouco mais cedo pelas 8.00h.

A viagem em mini-van até Kuala Tembeling (demora 3 horas) mais o percurso de barco até Kuala Tahan (3 horas) custa 95 RM. A viagem em mini-van é feita em grande velocidade e com o motorista a fazer arriscadas ultrapassagens, fazendo com que a chegada a Kuala Tembeling por volta das 11.30h, sendo depois necessário esperar até às 13.00h para o barco iniciar o percurso.

Han Travel office @ Kuala Lumpur
Han Travel office @ Kuala Lumpur

Alternativa sem agências de viagens:

  • A alternativa é ir até do Perkeliling Bus Terminal em Kuala Lumpur, e apanhar um bus para Jerantut: 30 am 10.45 am 12.00 pm 3.30pm 05.30 pm; Ticket 19 RM.
  • De Jerantut não existem buses até Kuala Tembeling pelo que é necessário recorrer a um táxi (16 quilómetros de distância).
  • O barco de Kuala Tembeling para Kuala Tahan custa 45 RM.
Boat schedules. Kuala Tembeling
Boat schedules. Kuala Tembeling

 

Como ir de Taman Negara para Kuala Lumpur

O regresso pode ser feito da mesma forma, com o sem o percurso de barco a ser substituído por mini-van. A Han Travels tem um serviço que parte pelas 10.00 am; o bus deve ser reservado de véspera num dos restaurantes flutuantes que serve de escritórios a esta travel agency.

  • Alternativa sem agências de viagens:

Autocarro local de Kuala Tahan para Jerantut.

O autocarro parte da rua principal de Kuala Tahan, onde se situam os restaurante e lojas, mesmo em frente ao posto de internet.

O horário dos autocarros varia em função dos fins-de-semana e durante a época baixa, pelo que convém verificar os horários com a população local. Garantido todos os dias está o bus das 10.00h e o das 15.00h. Em época alta existem também autocarros às 7.30h, 12.00h e mesmo durante a tarde.

A viagem é agradável e demora 1.5 horas, pelo meio da floresta.

Ticket: 7 RM

Bus from Kuala Tahan to Jerantut
Bus from Kuala Tahan to Jerantut

 

Do terminal em Jerantut partem diariamente autocarros para Kual Lumpur (Pekelinling Bus Station): 8.45h, 10.00h, 13.30h, 14.45h, 16.00h e 19.30h (este ultimo somente aos Domingos).

A viagem demora 3.5 horas, dependendo do trânsito à chegada a Kuala Lumpur

Ticket: 19 RM.

Caso o autocarros estejam esgotados existe um serviço de mini-van que parte às 12.00h, que custa 40 RM, também com destino ao Pekelinling Bus Station. A viagem demora 2 horas.

 

Pekelinling Bus Station situa-se no Norte da cidade de Kuala Lumpur, e mesmo junto ao terminal situa-se a linha de Monorail. Para chegar a Chinatown, a estação de Monorail mais próxima é de Maharajalela Station. Ticket 3.3 RM.

 

Kuala Lumpur… a grande cidade

Uma cidade que muda bruscamente e que nos surpreende e desafia: de uma compacta e uniforme malha urbana, deparamo-nos com gigantescas torres de escritórios; de uma caminhada por ruas secundárias esbarramos longas avenidas onde o trânsito é intenso e frequentemente congestionado; de uma arquitectura colonial chocamos com modernos e arrojados edifícios; de ruas fervilhantes de comércio desembocamos em vias-rápidas que criam barreiras quase intransponíveis; zonas ajardinadas cercadas e isoladas por massivos viadutos de betão.

Da habitual agitação do quotidiano asiático chocamos com o agressivo trânsito urbano… uma acumulação de contrastes que deixou um memória de uma cidade pouco atractiva, onde as principais actividades são as compras em centros comerciais e a visita aos arranha-céus e torres que são a imagem de marca da cidade de Kuala Lumpur.

Apesar do grande impulso que a economia da Malásia teve nos últimos tempos, e do qual as Petrona Towers e a torre Menara KL são orgulhosos símbolos, a cidade de Kuala Lumpur evidencia os contrastes sociais e económicos, com a cidade a atrair não só a população rural como também um grande numero de imigrantes, muitos vindos da Indonésia que nem sempre aqui encontram o esperado sucesso.

A zona de Chinatown é um exemplo destas assimetrias, reunindo muitos sem-abrigo, mendigos e toxicodependentes, sem contudo se notar perigo em termos de segurança nas ruas, mesmo durante a noite, sendo contudo pouco agradável as caminhadas nocturnas.

Perto fica o chamando Colonial District… onde se encontram exemplos de arquitectura colonial britânica, tanto igrejas, estações de comboios (como Kuala Lumpur Station), como edifícios públicos e administrativos, hoje transformados em museus.

Ficou a faltar uma visita às Batu Caves… um oásis de verde no meio desta gigante capital.

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Chinatown. Kuala Lumpur
Chinatown. Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Colonial District. Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

 

Kuala Lumpur Train Station. Kuala Lumpur
Kuala Lumpur Train Station. Kuala Lumpur

Alojamento:

Kuala Lumpur oferece muitas opções em termos de alojamento, para vários orçamentos. Chinatown tem a fama de concentrar o maior numero de budget hostel e guest houses, atraindo assim a maioria dos backpacker que de uma forma geral não se demoram mais do que um ou dois dias, sendo KL muitas das vezes a ultima “escala” de quem viaja pelo Sudoeste Asiático.

Boa localização, fácil acesso por transportes públicos, grande oferta em termos de comida não fazem contudo de Chinatown um local atractivo. A zona atrai muitos sem-abrigo, mendigos e toxicodependentes, sem contudo se notar perigo em termos de segurança nas ruas, mesmo durante a noite, sendo contudo pouco agradável caminhadas nocturnas.

Em termos de preços, um quarto duplo na zona de Chinatown, com casa-de-banho partilhada, free wi-fi e pequeno-almoço (pão, doce, margarina, chá e café) não fica em menos de 60 RM. E para estes valores existem muitas opções, valendo a pena um passeio em especial pela Jalan Tun H S Lee e pela Jalan Sultan.

A escolha foi para a Submarine Guest House, moderna, não muito grande e sossegada, com uma agradável zona comum. Não tem pequeno-almoço mas pode-se usar os utensílios, micro-ondas, chaleira e frigorífico existentes.

Submarine Guest House

Address: 206, Jalan Tun H S Lee, 56100 Kuala Lumpur, Wilayah Persekutuan, Kuala Lumpur. (Existe um outro junto ao Central Market)

Quarto duplo: oficialmente é 70 RM, mas negociado pode ficar por 50 RM (quarto sem janela, com ar-condiconado).

Bed Dorm: 30 RM

Shared-toilet, free wi-fi, disponível water-refill.

Chinatown é facilmente acessível pela Pasar Seni (LRT) e pela Maharajalela Station (monorail), ou Plaza Rakyat, perto da Puduraya Bus Station (LRT). Contudo KL Sentral é longe e difícil de alcançar a pé.

Submarine Guest House. Chinatown. Kuala Lumpur
Submarine Guest House. Chinatown. Kuala Lumpur

Onde comer:

Existem muitas opções na zona de Chinatown, mas os preços são um pouco mais elevados em KL do que noutras cidades da Malásia, em especial ao longo da Jalang Petaling, onde a grande presença de turistas inflaciona os preços e faz decrescer a qualidade.

O local de eleição, pela boa qualidade da comida, pela higiene e pelo cuidado atendimento (com algumas flutuações dependendo do staff) foi para o Al Ariffin Restaurante, que serve comida Malaia mas pertencente à comunidade Tamil, com muitas opções vegetarianas, uma grande variedade de pratos de arroz (nasi) deliciosos rottis e com forno tandori onde se confeccionam naan, tradicional pão indiano. Também com sistema de self-service cuja parto tem por base arroz e que custa (dependendo do numero de acompanhamentos) cerca de 4 RM. Delicioso ice-tea… mas com leite-condensado!!!

Al Ariffin Restaurante

Address: Jalan Sultan Mohammed, mesmo em frente do terminal de autocarros e da estação de MRT de Pasar Seni.

Kuala Lumpur
Kuala Lumpur

Mas vale a pena um incursão na Jalang Petaling, apesar da confusão, barulho e de permanentemente atafulhada de bancas de venda de roupa, artigos electrónicos, souvenires, etc… para provar o delicioso Bean Curd (uma espécie de pudim feito de soja que é regado com calda de açúcar de palma), que é diariamente vendido numa pequena banca de alumínio… caso não seja fácil de encontrar, apesar de muitas vezes os clientes fazerem fila, basta perguntar a algum dos vendedores no local.

Bean Curd @ Jalang Petaling, Chinatown, Kuala Lumpur
Bean Curd @ Jalang Petaling, Chinatown, Kuala Lumpur

 

Na esquina entre a Jalan Tun H.S Lee e a Jalan Tun tan Cheng Lock, fica uma minúscula loja que pode facilmente passar despercebida, S’ Ban Siew Pow, e cujo horário é difícil de compreender. Mas vale a pena fazer algumas tentativas para poder saborear os deliciosos pastéis de massa folhada recheados com doce de côco. Também estão disponíveis outras variedades salgadas recheadas com carne de porco.

Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur
Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur

 

Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur
Sweets from S’ Ban Siew Pow @ Chinatown, Kuala Lumpur

 

Como ir do TBS (Terminal Bersepadu Selatan) para Chinatown (Kuala Lumpur)

Chegando ao terminal TBS somos deixados junto a um conjunto de escadas rolantes que levam ao átrio principal do terminal.; aqui caminhando um pouco encontra-se uma saída do lado direito, com indicações de KLIA, que dá acesso ao uma ponte pedonal; do outro lado encontram-se escadas e elevador até chegar ao piso térreo. Na rua, caminhando para o lado direito (para quem este de frente para o edifício gigantesco do terminal); passando o terminal de táxis está uma paragem de autocarros.

O Bus 690, Rapid KL demora 20 minutos (fora das horas de ponta) e termina em Pudu Sentral (Puduraya), perto do edifício Plaza Raykat, daqui são 5 minutos a andar até à Jalang Petaling, o coração da China Town em Kuala Lumpur.

Para efectuar o percurso inverso, o Bus 690, inicia o serviço em direção ao TBS no mesmo local onde termina: na Jalang Pudu, perto do Pudu Sentral (Puduraya). Atenção, o Bus 690 não pára dentro do terminal, mas sim na rua, num estacionamento junto à Jalang Pudu.

Bus ticket (TBS to Pudu Sentral-Puduraya): 2 RM.

Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur
Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur

Alternativa:

Cruzando a ponte pedonal à saída do TBS, seguir as indicações até à estação de comboios KTM-Komuter. Seguir a Seremban Line até KL Sentral. (2.4 RM). Em KL Sentral apanhar o LRT para Pasar Seni (1.4 RM). Esta alternativa é mais dispendiosa mas tem a vantagem de nas horas de ponta ser mais fiável, dado que o trânsito em Kuala Lumpur pode fazer com que a viagem de bus entre a cidade e TBS demore mais de uma hora.

Tickets, Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur
Tickets, Bus 690, from TBS to Pudu Sentral (Puduraya). Kuala Lumpur

Malacca ou Melaka?!?

Os dias amanhecem quentes com a luz intensa do sol mostrando-se implacável, ferindo a vista e obrigando a procurar refúgio nas sombras dos baixos edifícios da parte antiga da cidade. Mas chegando ao meio do dia, o azul do céu rapidamente desaparece com a chegada silenciosa de pesadas nuvens cinzentas, que arrastam consigo um ar húmido e espesso. O vento que traz algum alívio à pesada atmosfera anuncia tempestade e em gesto rotineiros comerciantes retiram os produtos expostos para dentro das lojas. Repentinamente, pesadas gotas de chuva enchem as ruas de água, obrigando toda as pessoas a procurar abrigo em passo acelerado pelo ritmo dos trovões. Um espetáculo que magnetiza deixando muita gente como que hipnotizada olhando a água que jorra dos beirais dos telhados, ou perscrutando o céus na esperança de ver o rasto luminoso dos relâmpagos.

Melaka_DSC_6224
Chinatown. Melaka

 

Melaka_DSC_6234
Chinatown. Melaka

Melaka, ou também chamada de Malacca, cujo nome vem de uma árvore, com uma longa história e significativa impotência na cultura e na economia do povo Malaio, esteve desde o inicio do século XV sucessivamente sob o domínio Português, Holandês e mais tarde Britânico, devido à sua posição privilegiada junto à vizinha Indonésia e localização estratégica na rota comercial entre a Ásia e a Europa.

Desta presença europeia que durou até ao 1957 ficou um arquitectura tanto militar, civil e religiosa, que constitui hoje o centro histórico, eleito como Património Mundial pela Unesco. Nesta compacta zona formada pela praça principal – Jalan Gereja – e por uma suave colina adjacente, concentram-se igrejas e diversos edifícios coloniais, deixados pelos Holandeses e pelos Ingleses, com muitos destes edifícios convertidos em museus.

Aqui concentra-se grande parte das atrações que dão fama a Melaka, atraindo a habitual quinquilharia de souvenires, cafés e restaurantes. E é também aqui que se concentram dezenas de cycle-rickshaws que deixaram para trás a simples função de meio de transporte local e se também converteram em atracção turística, passeando-se pela cidade ao som de música de batida acelerada e som estridente que ecoa nas pacatas ruas da cidade. Cada um destes cycle-rickshaws é uma verdadeira instalação artística e um elogio ao kitsch, com decorações relacionadas com cartoons e outros temas populares, cujos passageiros se mostram mais interessados em tirar selfies do que em admirar o percurso pela cidade.

Dutch Square. Melaka
Dutch Square. Melaka

 

Melaka
Melaka

Mas basta atravessar uma das pequenas pontes sobre o rio e chegamos à Chinatown, que apesar do nome é um misto de etnias e culturas, mas onde as shop-houses nos remetem para a presença de comerciantes chineses que aqui se estabeleceram à várias gerações. É por aqui, nas ruas calmas e tranquilas que melhor se pode apreciar o ritmo descontraído da cidade e dos seus habitantes, assim como a comida tradicional Malaia, o nasi lemak, o laksa e o lontong, saborear os picantes caris indianos e provar o doce e refrescante cendol que apesar de se encontrar por vários países asiáticos, tem aqui lugar de destaque.

Revelando a diversidade étnica e religiosa que caracteriza a Malásia de hoje, encontram-se na mesma rua, ao longo da Jalan Tokong, a mesquita Majid Kampung Klig, o templo hindu, Sri Poyyatha Vinayagar Moorthi Temple que em cartas horas do dia parecem competir entre si, com o mullah a fazer o chamamento para uma das cinco orações do dia e os sinos do templo a tocarem freneticamente durante o puja da comunidade hindu.

Majid Kampung Klig. Chinatown. Melaka
Majid Kampung Klig. Chinatown. Melaka

 

Melaka
Melaka

 

Chinatown. Melaka
Chinatown. Melaka

 

Melaka
Melaka

Alojamento:

Um boa atmosfera numa guest house pode fazer toda a diferença no tempo que se fica numa cidade, e pela a estadia em Malacca ficou marcada pela atmosfera tranquila e acolhedora da Jalan Jalan Guest House. Situada na zona histórica da cidade mas longe do ambiente confuso da chamada Dutch Square (Jalan Gereja), totalmente devotada ao turismo, a Jalan Jalan Guest House situa-se num edifício de construção tradicional em madeira, simples e despretensioso, na denominada Chinatown.

O staff é da máxima amabilidade e simpatia. São locais como estes, que pelo ambiente e atmosfera nos fazem ficar mais tempo do que o previsto….

Jalan Jalan Guest House

Address: Jalan Tokong, 75200 Melaka, Malaysia

Phone: +60 19-655 1131

Quanto duplo: 40 RM

Dorm: 16 RM

Free wi-fi. Free coffe and tea.

Casa-de-banho partilhada.

Laundry.

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka
_Melaka_Jalan Jalan Guest house_DSC_6227
Jalan Jalan Guest house. Melaka

 

Jalan Jalan Guest House. Melaka
Jalan Jalan Guest House. Melaka
_Melaka_Jalan Jalan Guest house_DSC_6194
Jalan Jalan Guest house. Melaka

 

Onde comer:

Cendol:

O tradicional doce-gelado muito popular na Malásia, à base de leite de côco, e gelo, regado com uma calda de açúcar de palma, e servido com uns noodles verdes (cuja côr vende vem de uma planta usada frequentemente em doces, o pandan) e feijão adocicado. Encontra-se um pouco por todo o lado, mas a escolha foi para um servido num restaurante chinês que tem este doce como especialidade (20, Jalan Tukang Besi).

Cendol @ 20, Jalan Tukang Besi), Chinatown. Melaka
Cendol @ 20, Jalan Tukang Besi), Chinatown. Melaka

Comida Malaia:

Sayyid Antique (na Lorang Hang Jebat, em frente à Jalang Kampung Kuli) uma loja de antiguidades onde os artigos para venda servem de decoração ao espaço, onde um casal muito simpático serve refeições simples e muito saborosas de comida típica Malaia, como Nasi Lemak, Longtong, Laksa… e como a comida é preparada a hora pode-se pedir versão vegetariana com tofu. O ambiente é calmo e acolhedor.

O preço destes pratos varia entre 3.5 e 4 RM.

Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Lontong @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Lontong @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Laksa @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka
Laksa @ Sayyid Antique. Antique shop and restaurant. home-made Malay. food. Melaka

 

Comida Indiana:

Sri Kaveri Catering, (115, Lorang Hang Jebat) com tahli servido em folha de bananeira, com direito a refill por 8 RM

Sri Kaveri Catering. Chinatown. Melaka
Sri Kaveri Catering. Chinatown. Melaka

Como ir de Melaka Sentral para o centro da cidade:

Chegando ao terminal de autocarros Melaka Sentral é necessário entrar no edifício, um misto de terminal de autocarros, sala de espera e centro comercial, e procurar as setas “Domestic Bus”, de onde partem os autocarros urbanos.

Bus para o centro de Melaka: numero 17.

Ticket: 1.5 RM

_Melaka_Bus from Sentral to City_DSC_6102 _Melaka_Bus from Sentral to City_DSC_6104

Como ir de Singapura para a Malásia de bus

Entre Kampong Glam e Little India, no fim da Arab Street, cruzamento com a Queen Street, antes do Rochor Canal, encontra-se um pequeno terminal de autocarros Queen Street Bus Terminal (or Ban San Bus Terminal).

Daqui partem diariamente autocarros com destino a Johor Bahru (cidade mais a sul da Malásia) de onde também partem autocarros com destino a Kuala Lumpur e a Melaka.

A viagem de bus até Melaka (Malacca) demora 3.30h contudo a viagem pode demorar mais pois depende do tempo que se demora a passar nos serviços de imigração. Do lado da Malásia o processo não demora mais de 1 minuto, para se obter o carimbo de 30 ou 90 dias, sem custos. Do lado de Singapura o processo demorou perto de 1 hora com extensas e longas filas, provavelmente por se tratar de um Domingo.

Do terminal situado em Queen Street Bus Terminal (or Ban San Bus Terminal) a companhia “707-inc” tem autocarros com destino a Melaka Sentral (Melaka Bus terminal) nos seguintes horários: 08.30, 09.00, 11.00, 13.30, 15.30 e 19.00h.

Ticket: 23 S$

http://www.707-inc.com/

Woodlands Crossing
Woodlands Crossing

A comida em Singapura

Singapura orgulha-se de ser a capital gastronómica da Ásia, recebendo influência da culinária Chinesa, Malaia, Indiana e Indonésia, estendendo-se ao Sri Lanka e à Tailândia. Surgem ainda vestígios da presença Portuguesa e Inglesa na região, encontrando-se à venda a “portuguese egg tart” que não é mais do que o famoso pastel de nata.

Singapura como qualquer grande cidade apresenta uma grande variedade de escolha em termos de restaurantes, não só em termos de cozinha, onde domina a comida asiática, mas onde são muitas as opções de comida ocidental, como também em termos de custo de uma refeição.

E percorrendo a cidade, encontramos os restaurantes mais simples e modestos, cujo espaço é aberto para a rua, até aos restaurantes mais modernos e sofisticados, passando pelos muitos restaurantes “à la carte” que apresentam uma grande gama de preços. Pelo meio fica uma infinidade de escolhas, mostrando que a comida tem um papel importante na vida social dos Singapurenses, que dado o elevado poder de compra enchem restaurantes, especialmente às sextas-feiras e sábados

E aqui deparamo-nos com a questão qual é verdadeiramente a comida típica de Singapura… pois a resposta é que é um pouco de tudo, não uma mistura de influências de onde tenha resultado uma gastronomia própria que seja o reflexo da posição geográfica, do clima, da fauna e da flora da região, mas sim uma diversidade de oferta em termos gastronómicos que reflecte a diversidade étnica e religiosa que é o que melhor define este país-estado-cidade.

10 local dishes to try in Singapore
10 local dishes to try in Singapore

 

Rochor Beancurd House: soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!
Rochor Beancurd House: soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!

 

As zonas de Little India, Kampong Glam e Chinatown são as mais atractivas em termos de comida, com qualquer uma delas com opções para todas as “bolsas”. Os centros comerciais também têm muitas opções em termos de restaurantes, para além do fast-food e das grande cadeias internacionais.

Em Singapura a comida apesar de mais cara do que nos países vizinhos é acessível, desde que se opte pelos food-courts e mercados, não existindo em Singapura “comida de rua”. Estes locais fornecem refeições a partir de 4 S$, o que corresponde a 2.5€.

Nos mercados, nas zonas comerciais e um pouco por toda a cidade, com excepção das zonas mais sofisticadas e ricas (Wafles Place, Marina Bay, etc…) existem os chamados food-courts que são áreas compostas de vários quiosques ou pequenos restaurantes agrupados no mesmo espaço, cada um servindo diferentes tipo de comida ou bebidas, geralmente em sistema de take-away, e com uma zona comum composta de mesas e cadeiras. Estes food-courts podem gigantescos ao ponto de uma pessoa quase se perder lá dentro ou de dimensões mais modestas, mas são sempre a opção mais rápida e económica e a que atrai a maioria da população local.

Geralmente apresentam diversas opções em termos de comida, comida chinesa, malaia, indiana… mas alguns são mais direcionados para comida chinesa, onde por vezes não é fácil encontrar comida vegetariana. Os fried-rice e fried-noodles são fáceis de encontrar um pouco por todo o lado e também muito popular é o sistema a que aqui se chama de fast-food, onde a comida está exposta em tabuleiros, e cada pessoa prepara os eu prato, tendo por base o arroz, pagando pelo numero de variedades de que se serviu.

Chinatown Complex
Chinatown Complex

 

Chinatown Peoples Park Complex.
Chinatown Peoples Park Complex.

 

Chinatown. food court
Chinatown. food court com pouco mais de cinco restaurantes

Com tanta diversidade não faltam restaurantes vegetarianos ou mesmo vegan, mas estes geralmente em zonas mais sofisticadas da cidade. Mas Singapura reúne diversos tipos de gastronomias e quase todos os locais apresentam pelo menos uma opção vegetariana, sendo a comida Chinesa a mais difícil neste campo, e a Indiana a mais fácil, pois em Singapura existe uma grande comunidade hindu. A comida malaia também tem alguns pratos tradicionais, que dependendo do restaurante podem ter ou não produtos de origem animal, contudo é geralmente possível pedir para confecionar determinado prato substituído carne, peixe ou marisco por tofu, que devido à influência chinesa é bastante popular.

Mas atenção pois os molhos que acompanham a comida, são muitas das vezes feitos com fish-souce ou outros condimentos de origem animal. Para vegans é mais difícil, pois os ovos são uma presença constante em muitos dos pratos, sejam ou não vegetarianos.

Tooth Relic Temple
Vegetarian Pork Ribs @ Tooth Relic Temple Canteen

Em Kampong Glam, o chamado Arab Quarter dispondo-se em volta da mesquita Masjid Sultan, podem-se encontrar restaurantes de comida Marroquina, Tunisina, Turca e Iraniana, mas pelo meio existem muitas mais opções sendo um local ideal para saborear os tradicionais pratos Malaios: laksa, lontong, nasi lemak, nasi goreng… em que “nasi” significa arroz, sendo apresentado salteado (ou frito) nas mais diversas formas, e sabores, com vegetais, frango, vaca ou marisco… ficando a carne de porco excluída da gastronomia de um país muçulmano.

O nasi lemak pode ser considerado um dos pratos mais populares da Malásia e é consumido geralmente ao pequeno almoço, sendo básico e muito simples de preparar, constituído à base de arroz, anchovas fritas, amendoins fritos, umas rodelas de pepino e ovo, que pode ser cozido ou frito, e que pode ser servido no prato ou embrulhado em folha de bananeira. Mas o que torna este prato especial é o sambal, uma pasta avermelhada feita à base de chilis, cebola, gengibre alho e mais uns quantos condimentos, resultando numa mistura picante, mas muito saborosa.

Laksa é outro dos populares pratos Malaios que se encontra facilmente em Singapura, constituído por um caril à base de leite de côco, doce e picante, com gengibre e lemongrass, que envolve noodles de arroz e alguns vegetais. Pode ser também de marisco.

Lontong, um prato tradicional da Indonésia que foi incorporado na cozinha malaia encontrando-se também em Singapura. Feito com arroz prensado, formando um rolo que depois é cortado em pedaço e regado com um caril de vegetais à base de leite de côco, ao qual se junta tofu, tempeh e ovo cozido. À semelhança do nasi lemak, é adicionado um sambal à base de peixe.

Laksa
Laksa

 

Nasi Lemak
Nasi Lemak

 

lontong
Lontong

Kampong Glam é um dos locais indicados para experimentar os biryani, um prato indiano à base de arroz, tradicional das zonas muçulmanas, mas com um “twist” malaio onde predomina a carne. Mas também aqui se podem saborear os roti prata, ou simplesmente roti, ou paratta, que é tradicional do Sul da Índia mas que foi incorporado na gastronomia da Malásia, sendo popular também em Singapura. Trata-se de um pão achatado, não levedado, mas cuja massa é estendida até ficar muito fina, com a ajuda de muito óleo, e depois trabalhada e espalmada, de forma a criar camadas de forma tosca, que depois de frita sob chama metálica fica ligeiramente estaladiça. É servida com um pequeno prato de caril, onde o roti é demolhado, podendo-se encontrar várias versões deste prato, com o roti recheado de ovo.

roti @ Singapore Zam Zam Restaurant
roti @ Singapore Zam Zam Restaurant

 

Para quem aprecia comida indiana, Little India é o local que oferece melhor variedade, em especial comida tradicional do sul da Índia, pois a maior parte da comunidade indiana aqui residente é do estado de Tamil Nadu. Para além de todo o tipo de snacks o mais popular são os thalis que em muitos restaurantes são servido em folha de bananeira, podendo ser vegetarianos ou não-vegetarianos. Aqui também são populares os rotis, as dosa, uttapam, vada, puri, etc… Little India é também o local de eleiçãoo para adquirir produtos de origem indiana, como especiarias e condimentos, encontrando-se nas mercearias uma grande variedade de vegetais.

 

veg thali @ Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India
veg thali @ Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India

Em Chinatown, ainda mais do que noutras zonas da cidade, fervilha a actividade em volta da comida, dominando os food-courts, onde se podem reunir centenas de bancas de comida, onde se pode encontrar um pouco de tudo em termos de culinária asiática, atraindo milhares de pessoas que aqui fazem refeições desde a manhã até ao fim do dia, com comida a ser servida durante todo o dia. Um dos mais populares é o Chinatown Complex, onde o ambiente é barulhento e agitado mas que proporciona um visão interessante sobre o modo de vida, a cultura e a forma de estar da população. Um refeição nestes food-courts pode custar entre 4 e 5 S$, com os pratos de carne e marisco de preço mais elevado.

Uma das especialidades chinesas é o popiah, um rolo de massa muito fina que envolve uma mistura de alface, rebentos de soja, amendoim, cenoura cozinhada e um molho picante. São deliciosas e um óptima opção vegetariana para um snack.

Chinatown Complex. Popiah
Chinatown Complex. Popiah

 

Chinatown Complex. Popiah
Chinatown Complex. Popiah

Também em Chinatown, no Buddha Tooth Relic Temple, existe na cave uma cantina onde somente é servida comida vegetariana, mas seguindo a gastronomia chinesa, onde a carne é substituída por derivados de origem vegetal que em aspecto e consistência se assemelham a carne. Uma optimo forma de explorar a rica gastronomia chinesa para vegetarianos. Cada refeição, que é constituída por um prato de arroz com dois acompanhamentos custa 3 S$. Somente está aberto até às 3 pm. A comida é boa, o ambiente é calmo e o lucro tem fins de caridade.

Tooth Relic Temple
Tooth Relic Temple

Em termos de bebidas o chá é muito popular entre a comunidade chinesa, sendo visto com fins medicinais; mas é o ice-tea, que é chá ao qual é adicionado leite-condensado e que pode ser servido quente ou com gelo que ganha em termos de popularidade. Uma bebida doce e fresca que sabe bem com o clima quente e húmido de Singapura.

O café é também muito popular e pode ser encontrado nas sofisticadas coffee-shops, nas vertentes de expresso, cappuccino, latte, etc… ou em alternativa pode-se saborear o singaporean coffee, kopi, um café de “filtro” mas extremamente denso e bastante forte em termos de cafeína, e que é servido de diversas formas:

  • kopi entende-se café com leite condensado, servido quente
  • Kopi C: café quente servido com leite e açucar
  • Kopi O:com açucar
  • Kopi O Kosong:sem açucar e sem leite
Kopi, Singaporean coffee
Kopi, Singaporean coffee

Onde comer em China Town:

  • Tooth Relic Temple: cantina com comida vegetariana chinesa: 3 S$

Address: 288 S Bridge Rd, Singapore 058840

Tooth Relic Temple. Schedule
Tooth Relic Temple. Schedule
  • Chinatown Complex: o mercado de frescos na cave, roupa no piso térreo e comida no primeiro andar onde as opções são tantas que é difícil a escolha com diversos tipos de gastronomias e bancas especializadas em pratos específicos; refeições a partir de 3 S$
Chinatown Complex
Chinatown Complex

Onde comer em Little India:

  • Komala Villas: comida típica do sul da Índia a preços acessíveis; thali servido em folha de bananeira.

Address: 76 Serangoon Rd, Singapore 217981

Komala Vila Restaurante. Little India
Komala Vila Restaurante. Little India

 

  • Famous Indian Curry Food Restaurant: serve em ambiente informal deliciosos thali em folha de bananeira, com opção vegetariana. 6 S$

Address: 30/32 Upper Dickson Road, Singapore 207489

Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India
Famous Indian Curry Food Restaurant. Little India

 

Onde comer em Kampong Glam (Arab Quarter):

  • Kampong Glam Cafe: boa comida com uma grande variedade de pratos malaios (lontong, laksa, nasi lemak, nasi goreng e muitos mais), rotis e também com a opção de self-service onde tendo por base arroz se pode compor o prato com vários acompanhamentos à escolha que variam diariamente, e onde também é possível encontrar opções vegetarianas. Optimo local para tomar uma bebida (sem álcool) e observar o modo de vida local. Refeições a partir de 3.5 S$

Address: 17 Bussorah St, Singapore 199438

 

Kampong Glam Café
Kampong Glam Café

 

  • Singapore Zam Zam Restaurant: muito popular pelos byriani (só de carne) e pelos rotis

Address: 697-699 N Bridge Rd, Singapore 198675

Singapore Zam Zam Restaurant
Singapore Zam Zam Restaurant

Onde comer em Geyland:

  • Rice House  (Zhou Da Wang): este informal restaurante confeciona as receitas típicas da gastronomia chinesa mas usando derivados de produtos vegetais, essencialmente soja, que se assemelham em textura à carne, podendo-se assim saborear “hainanese chicken rice” sem sacrificar animais J

Address: Blk 129 #01-102 Geylang East Avenue 2, Singapore380129, Singapore

 

  • Rochor Beancurd House: aqui produzem-se e servem-se produtos à base de soja, por exemplo soy-milk e o beancurd (também chamado soybean pudding) um pudim feito de tofu muito macio e suave que é servido como sobremesa ou snack, regado com xarope de cana-de-açúcar, um produto típico da culinária chinesa. Aqui também se encontra a “portuguese egg tart”!

Address: 745 Geyland Road (Lor 39), Singapore 389653

Rochor Beancurd House:soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!
Rochor Beancurd House:soy-milk, beancurd e “portuguese egg tart”!

Singapura, is not just about shopping!

O que sobressai numa primeira caminhada pelas largas e amplas avenidas de Singapora é a sucessão de lojas e centros comercias, situadas em edifícios de moderna e arrojada arquitectura que em comum têm a gigantesca altura, e que são a imagem de marca desta uma ilha-país-cidade, cuja dimensão é aproximadamente a da ilha da Madeira.

Mas um percurso mais alargado mostra-mos o lado mais atractivo deste local: a diversidade étnica e cultural, que reúne em harmoniosa convivência chineses, malaios e indianos aos quais se juntam muitos imigrantes dos países asiáticos vizinhos, e que representam quase 20% dos 5.4 milhões de habitantes. Singapura atrai também muito ocidentais que trabalham nas companhias multinacionais que aqui têm sede ou delegações, pois a “Lion City” (singa significa leão em Sânscrito) é reconhecida com um dos locais que oferece melhores condições para implantação, crescimento e sucesso de uma empresa.

A história de sucesso deste território começou com a presença Britânica que viu aqui, pelo século XVIII um local estratégico na rota comercial entre o oriente e o ocidente, oferecendo condições naturais para a localização de um porto, fazendo com que esta ilha passasse de um povoado dedicado à pesca para um importante entreposto comercial. Depois da Invasão Japonesa que terminou com o fim da II Guerra Mundial, Singapura tornou-se independente depois de uma curta “passagem” sob o nome de “Federação da Malásia” que incluía a Malásia Peninsular, Sarawak e Sabah, no Borneo. A independência de Singapura, que em 2015 comemora os 50 anos, não foi por iniciativa própria, mas resultou dos intensos conflictos étnicos, que levaram a Federação a decidir a saída de Singapura, evitando o alastramento destes conflictos ao restante território. Num território escasso em recursos naturais, onde até a água é fornecida pela Malásia, a opção do governo foi para criar políticas económicas capazes de captar o investimento estrangeiro.

Num país tão recente e multicultural, onde 74% da população é de étnica Chinesa, 13% Malaios e 9% de origem Indiana, será que existe uma identidade em Singapurense?! Sim, existe, resulta precisamente desta diversidade étnica e religiosa, onde a tolerância assenta num acelerado crescimento económico, onde as muitas superfícies comerciais sempre fervilhantes de consumidores espelham a aposta deste sistema político que governa Singapura, onde o sucesso económico esconde a restrição de algumas liberdades, num país onde existe pena de morte e castigos corporais. Contudo esta política repressiva resulta numa baixa criminalidade e elevada segurança, com os cidadãos a abdicar um pouco da sua privacidade e aceitando a permanente vigilância das câmeras de CCTV que são uma constante na cidade, seja em lojas, centros comerciais, hotéis, metro, hostels, na entrada de edifícios, nas ruas, etc…

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Chinatown. Singapore
Chinatown. Singapore

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore. Nicolle Street

 

Singapore
Singapore

 

Singapore
Singapore

Apesar de muito moderno, de acordo com os padrões ocidentais, onde tudo está planeado e pensado formando uma sociedade “perfeita” e previsível, é impossível esconder que estamos na Ásia… pelos mercados, pela comida, pelos cheiros, pelo fervilhar da vida urbana.

Mas o mais atraente nesta cidade-estado, é a diversidade cultural, que é visível por toda o lado, mas que ganha relevo em certos zonas onde se encontra maior concentração de um determinado grupo étnico; é o caso da Chinatown, da Little India, do Arab Quarter, onde se sente de imediato as diferenças, como se três ou mais gerações não tenham sido suficientes para apagar as tradições e religiões, os usos e os costumes, mantendo-se cada grupo senhor de uma identidade muito forte, onde a língua é o melhor exemplo. O inglês é língua-franca, mas o mandarim, o malaio e o tamil são também línguas oficiais, sendo comum cada individuo falar duas línguas: o inglês e a correspondente ao seu grupo étnico.

Obviamente que estes bairros atraem a população destas etnias, tanto os singapurenses como os imigrantes, que aqui encontram a sua cultura, templos, língua, comida, vestuário, etc… E curiosamente, chega-se a Little India, depois de uma rápida viagem de metro, onde os veículos que circulam sem condutor, e encontra-se aqui o mesmo ritmo, os mesmo cheiros, os mesmos sabores, os mesmos produtos em mercados em mercearias, a comida servida nos mesmos pratos metálicos, os mesmo sharees, os mesmos lungis, o mesmo toque dos sinos nos templos… onde tudo nos transporta de imediato para a Índia.

Little India
Little India

 

Little India
Little India

 

Little India
Little India

O chamado Arab Quarter (Kampong Glam), que de árabe tem essencialmente os comerciantes de carpetes e onde se encontram também alguns restaurantes de comida Turca e Iraniana, é local ideal para saborear os tradicionais pratos Malaios, onde domina a carne, mas onde não é servido porco, de acordo com as tradições muçulmanas, numa zona onde brilha o dourado da mesquita Majid Sultan. Curiosamente é próximo desta zona, na sofisticada e hipster Bugis que se concentram muitos bares ao longa da Haji Lane, sendo local de animada vida nocturna.

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

 

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

 

Kampong Glam. Singapore
Kampong Glam. Singapore

 

Kampong Glam. Singapore.
Kampong Glam. Singapore.

Em Chinatown, fervilha a actividade em volta da comida, seja em restaurantes ou nos denominados food-courts, que são a opção mais económica e a que atrai a maioria da população local, criando um burburinho que não se limita somente às chamadas horas de refeições, conceito que na Ásia é bastante extenso. Pelas ruas de Chinatown surgem as organizadas e irrepreensivelmente limpas lojas de chá, as farmácias de produtos de Medicina Tradicional Chinesa e as lojas de venda de bird-nest (ninhos construídos com saliva por andorinhas ou de outra ave) e que são uma das especialidades da culinária chinesa, que também tem funções medicinais, constituindo um das comidas mais caras do mundo.

Em Chinatown, ao longo da South Bridge Road, em pouco mais de 500 metros encontra-se a mesquita Majid Jamae, o templo hindu Sri Mariamman e o templo budista Buddha Tooth Relic Temple. Este ultimo apresenta-se mais grandioso que os restantes, com um faustoso templo com centenas de imagens de Buddha, que domina o piso térreo do edifício, e que também alberga um museu, uma cantina, a sala onde se encontra a relíquia e um jardim situado no terraço, que é um pequeno paraíso. Diariamente a diferentes horas do dia, no Buddha Tooth Relic Temple, monges entoam hipnóticos cânticos que enchem o espaço de uma atmosfera mística que dá um brilho ainda mais intenso à rica decoração do templo.

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple
Singapore. Chinatown. Buddha Tooth Relic Temple

 

Buddha Tooth Relic Temple. Chinatown. Sin gapore
Buddha Tooth Relic Temple. Chinatown. Singapore

Mas o local que nos faz esquecer por momentos que estamos em Singapura, situa-se junto ao Chinatown Visitor Center, nas traseiras do Buddha Tooth Relic Temple, onde diariamente se reúnem homens que aqui passam a maior parte do dia, jogando cartas e xadrez, conversando, lendo o jornal ou simplesmente dormindo. Aos Domingos a praça existente mesmo ao lado transforma-se em pista de dança, com música debitada por altifalantes que atrai várias gerações de homens e mulheres, que aqui se reúnem dançado as elaboradas coreografias.

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

 

Chinatown
Chinatown

Wafles Place, é o centro financeiro de Singapura e onde se concentram os maiores edifícios da cidade, criando a famosa sky-line de arranha-céus que é a imagem de Singapura e da bem sucedida política económica, num país que o Banco Mundial considera o “Easiest place to do business”. Pelas ruas sombrias de Wafles Place, cujos edifícios escondem os raios de sol, circulam homens de negócios de camisa branca e fatos cinzentos, numa sóbria azáfama.

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

 

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

 

Wrafles Place. Singapore
Wrafles Place. Singapore

Apesar de dominarem edifícios, avenidas e vias-rápidas a cidade tem bastantes zonas verdes, onde as árvores são bastante frequentes ao longo das ruas, acrescendo algumas zonas reservadas a parques naturais, mais afastados do centro, que conservam alguma vida selvagem. Os Botanic Gardens, um jardim botânico milimetricamente organizado com os espécimes vegetais minuciosamente identificados merecem uma visita e servem como agradável passeio. O clima tropical de Singapura cria condições óptimas para a vegetação com temperaturas próximo dos 30ºC e humidade de 80%, com o clima constante ao longo do ano, e trovoadas frequentes que trazem chuva e aumentam ainda mais a humidade do ar.

Botanical Gardens
Botanical Gardens

Junto à Marina Bay, por trás do icónico conjunto de edifícios Marina Bay Hotel, fica outra grande mancha verde mas numa vertente mais artificial e de entretenimento, com as Supertree Grove, um conjunto estruturas metálicas em forma de árvores que ficam iluminadas ao fim do dia, ganhando cores fantásticas.

Gardens by the Bay. Supertree Grove
Gardens by the Bay. Supertree Grove

 

Gardens by the Bay. Supertree Grove
Gardens by the Bay. Supertree Grove

 

Bayfront. Singapore
Bayfront. Singapore

 

Esplanade Theatres. Singapore
Esplanade Theatres. Singapore

 

Bayfront. Singapore
Bayfront. Singapore

Para além dos arranha-céus, surgem muitos nichos onde a parte antiga da cidade, dominada pelas shophouses (edifícios com o piso térreo destinado a comércio e habitação por cima) de típica influência chinesa, se mantêm impecavelmente conservadas, alojando diversas actividades comerciais, destacando-se lojas e restaurantes, que com os seus 5 foot inn (passeios sob as arcadas formadas pelo primeiro andar das shophouses) são as zonas mais atractivas para caminhar pela cidade, mas que invariavelmente desembocam em amplas e retilíneas avenidas onde o organizado trânsito flui calmamente.

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

 

Shophouses. Singapore
Shophouses. Singapore

Singapura uma cidade-estado, tecnologicamente moderna, planeada e organizada, onde convivem harmoniosamente diferentes culturas, etnias e religiões, onde tudo é controlado por CCTV, onde o wi-fi está disponível gratuitamente  em quase todos os locais, onde comer no metropolitano dá direito a multa, onde o sempre presente ar-condicionado quase faz esquecer clima tropical, onde esta florescente economia se apoia na mão-de-obra emigrante e onde a população com elevado poder de compra se mantem entretida em lojas e centros comerciais.

 

Actividades gratuitas em Singapura:

Numa cidade cara,  onde em quase todos os entretenimentos e locais turísticos é cobrada entrada, é possível encontrar em Singapura actividades gratuitas:

  • Supertree Grove, e parte dos Garden By the Bay
  • Botanical Gardens
  • Concertos no Esplanade Theaters
  • Lion Dance Performace (Pagoda St)
  • Buddha Tooth Relic Temple

 

Alojamento:

O alojamento em Singapura, numa cidade que luta pela falta de espaço, representa a maior fatia do orçamento de quem aqui vem em visita, pelo que os hotels, com o sistema de quartos partilhados com 4 ou mais camas é a opção mais popular e económica. E não é difícil encontrar hostels, em Kampong Glam, Little India ou Chinatown, mas onde o preço por noite é superior a 20 S$.

5 foot way inn… um conceito feito de pequenos quartos, quase todos com bunk beds, ar-condicionado, casa-de-banho partilhada, pequeno-almoço incluído (pão, cereais, leite, margarina, doce e fruta); uma máquina servindo café, chá, cappuccino, leite com chocolate, etc… está disponível gratuitamente todo o dia.

Estes hostels partilham o mesmo conceito, quartos de dimensões mínimas quase todos sem janelas, alinhados em estreitos corredores que formam um labirinto ocupando antigas shophouses; destinam-se basicamente a estadias de curta duração e a quem passa a maior parte do tempo passeando pela cidade, sendo também usados para quem vem aqui em trabalho.

5 foot way inn está localizado em vários pontos da cidade com diferentes standards em termos de qualidade e conforto, e com diferentes preços. Os preços variam de dia para dia, com valores mais elevados ao fim de semana, ou quando ocupação é maior. As reservas não podem ser feitas na recepção sendo necessário usar o web-site ou enviar um mail para o centro de reservas.

A escolha foi para o Chinatown 2 e para o Bugis situado junto a Kampong Glam. Os preços por noite variam entre os 20 S$ e os 30 S$ para quarto partilhado por 4 pessoas.

 

5footway.inn Project Bugis

Address: 10 Aliwal Street, Bugis, Singapore 199903

5footway.inn Project Chinatown 2

Address: 227 South Bridge Rd, Singapore 058776

http://www.5footwayinn.com/

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Chinatown 2
4 dorm beds at 5footway.inn Project Chinatown 2

 

5footway.inn Project Chinatown 2
5footway.inn Project Chinatown 2

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Bugis
5footway.inn Project Bugis

 

5footway.inn Project Bugis. Contacts
5footway.inn Project Bugis. Contacts

 

5footway.inn Project Chinatown 2. Contacts
5footway.inn Project Chinatown 2. Contacts

Transportes:

A melhor forma de se movimentar em Singapura é o MRT, o metropolitano, que cobre de uma forma eficiente a cidade, com serviços regulares. Confortável, rápido e de fácil orientação.

Nas máquinas automáticas de venda de bilhetes existentes nas estações compra-se na primeira viagem um cartão com o custo adicional de 0.10 S$, e que pode ser reutilizado, no máximo de 6 viagens sendo o valor do cartão reembolsado ao fim do terceiro carregamento. É possível comprar bilhete de ida-e-volta, e caso não se utilizem as duas viagens é possível pedir o reembolso junto da bilheteira.

O custo da viagem é proporcional à distância com o mínimo de 1.4 S$ (Singaporean Dolar).

Os autocarros também são modernos e confortáveis, e permitem ver a cidade enquanto se fazem as deslocações.

 

Singapore_MRT_DSC_5868
Mrt. singapore
Singapore. MRT.
Singapore. MRT.

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 6
  • Página 7
  • Página 8
  • Página 9
  • Página 10
  • Interim pages omitted …
  • Página 47
  • Go to Next Page »

Footer

search

Tags

alojamento Amritsar Angkor Assam Bago Borneo Caminhadas Champasak China Beach Comida Esfahan Gujarat Himachal Pradesh Hpa-An Hué Hà Nôi Ilhas Istanbul itinerário Kashan Kashmir Kathmandu Kutch Ladakh Leh Mcleod ganj Meghalaya Nagaland Ninh Binh Nordeste da Índia Parques Naturais Parvati Valley Phnom Penh Pondicherry Punjab Rajastão Sapa Srinagar Tabriz Tamil Nadu Transportes Travessia de Fronteira Vinh Long Yangon Yazd

Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

Se achou o meu blogue útil ou inspirador, considere apoiá-lo com uma pequena contribuição. Cada donativo ajuda-me a manter este projeto vivo e gratuito para todos os que adoram explorar o mundo.

Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

BUY ME A COFFEE

Categories

Recent Posts:

  • Líbano: itinerário para 15 dias de viagem
  • 25 dias de viagem pelo Bangladesh: itinerário
  • Japão em 6 semanas: itinerário & custos
  • Taiwan: itinerário para 16 dia viagem
  • 20 dias in Morocco: itinerário & custos
  • Kuta Lombok… o paraíso quase secreto
  • Leh & Kashmir: mapa e itinerário
  • English
  • Português

© Copyright 2026 Stepping out of Babylon · All Rights Reserved · Designed by OnVa Online · Login