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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Bako National Park

Bako é o Parque Nacional mais antigo da Malásia, criado em 1957 e deve o seu nome ao lamacento rio que desagua nas águas do Mar do Sul da China.

Mesmo antes de chegar ao parque, o percurso feito pelo rio proporciona uma paisagem memorável com a luz suave da manhã a incidir sobre as águas quase imóveis do rio, que forma um espelho que se funde com o céu e onde a linha do horizonte se esbate pela presença de uma fina camada de névoa que se desprende das águas quentes do rio.

Existem vários trilhos possíveis de serem percorridos num dia, e outros que exigem mais tempo a permanência de pelo menos uma noite no parque. Aquando desta visita a parte Oeste do parque estava interdita, mas o terço da área aberta a visitantes dispões de muitas opções, com 10 trilhos possíveis.

A opção foi para o Litang Trail com 5.8 quilómetros e que como foi feito em cerca de 3 horas ainda deu para fazer parte do percurso até Telok Paku, que apesar dos seus singelos 800 metros tem mais obstáculos e demora bastante tempo.

O Litang Trail é o que entra mais na floresta, apresentando diversas paisagens, desde densa e húmida selva, até planaltos rochosos quentes e secos. Como Novembro é já época das chuvas grande parte do trilho estava empapado em água, mas não lamacento pois o solo é predominantemente arenoso. Quase no fim do percurso, chega-se a um ponto alto de onde se avista o mar por entre os ramos das árvores; daqui é uma descida fácil até aos headquarters do parque.

O Telok Paku é o que oferece mais hipóteses de observar vida selvagem em especial o Proboscis monkey, mas dado o numero de visitantes, alguns bastante barulhentos as hipóteses de observação de animais é reduzida.

Bako National Park. Sarawak. Borneo
Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Bako National Park. Sarawak. Borneo
Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Bako National Park. Sarawak. Borneo
Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Bako National Park. Sarawak. Borneo
Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Bako National Park. Sarawak. Borneo
Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Mas o verdadeiramente marcou esta visita foi o percurso pelo Litang Trail, onde durante as cerca de três horas, pude caminhar pela selva, sem encontrar outros visitantes, podendo assim desfrutar de um contacto mais intenso com a natureza, em que a mente, focada na caminhada, nos movimento dos pés e no ritmo da respiração, se esvazia de pensamentos.

Caminhando em total isolamento, os barulhos da selva trazem os os nosso medos e fantasmas que tentamos esconder com o ritmo agitado de vida, fazendo com que a floresta nos mostre o seu lado ameaçador. Mas aceitando o poder da floresta somos conduzidos e acarinhados pela energia emanada destas árvores, fazendo-nos sentir parte desta magia a que chamamos Natureza.

Esta foi das mais interessantes e impressionantes experiências em parque naturais, deixando uma memória intensa destas horas passadas em contacto com a selva.

*Novembro de 2015

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Litang Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo
Telok Paku Trail. Bako National Park. Sarawak. Borneo

 

Alojamento:

O Baku National Park situa-se próximo de Kuching pelo que pode ser visitado numa day-trip. Contudo é possível fica nos alojamentos que se encontram junto aos Park headquarters. Convém reservar.

Onde comer:

Na entrada do parque junto ao headquarters encontra-se uma cafetaria. Contudo para uma day-trip basta levar alguma fruta e água. A água é fundamental e não é exagero 1.5 litros por pessoa.

Equipamento e orientação:

Os trilhos são bastantes fáceis e acessíveis, sendo a parte mais difícil os primeiros 500 metros que são comuns a todos os trilhos e que obrigam a subidas tanto por escadas como por trilhos entre as raízes das árvores e rochas.

Todos os trilhos estão muito bem sinalizados, com a respectiva cor, pintada em rochas e nos trocos de árvores, sendo quase impossível perder o trilho. O Litang Trail tem marcos de 100 em 100 metros com a distância percorrida o que não só facilita a orientação como o doseamento do esforço e do ritmo imposto à caminhada. A parte final do trilho, na chegada aos headquarters é feita em estrado de madeira.

O Telok Paku Trail não tem estes marcos, mas está muito bem definido, com partes do percurso em estrados de madeira e escadas que facilitam a passagem em zonas mais íngremes.

Em termos de equipamento não é necessário nada de especial, nem sequer botas de caminhada. Uns ténis ou umas sandálias servem perfeitamente. Há zonas do percurso em que o trilho tem alguma água e que não é possível evitar.

O calor e a humidade fazem suar copiosamente, pelo que toda a roupa fica ensopada em pouco tempo.

É necessário repelente de mosquitos, pois são uma presença feroz nas zonas mais húmidas do percurso.

Muita água para beber.

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Bako National Park. Map

Como ir de Kuching para o Bako National Park:

O autocarro para o Bako Park passa na Jalan Market junto ao Chinese History Museum, mas neste local não existe nenhuma indicação ou abriga que indique que aqui param autocarros; um pouco mais à frente, na Jalan Tunku Abdul Rahman, em frente ao edifício Riverside Shopping Center existe uma outra paragem.

O bus passa por volta das 7.00 am e a viagem demora cerca de uma hora.

Bus Ticket: 3.5 RM

O percurso do autocarro terminal em Bako Bazar, um pequeno aglomerado de casas onde se encontra a recepção do Bako Park: Bako Terminal; aqui compra-se o bilhete para o parque assim como o bilhete para o barco que transposta os visitantes até à entrada oficial do parque onde se situam os headquartes. O barco é a única forma de chegar ao parque e parte de um pequeno cais junto à recepção do parque.

Park fee: 20 RM

Boat: 20 RM (somente ida, o bilhete de regresso tem que ser adquirido nos headquartes do parque e convém ser adquirido com antecedência pois os barcos que partem durante a tarde ficam rapidamente cheios; o ultimo barco é às 16.00h.

A viagem de barco demora cerca de 10 minutos. Se a maré estiver baixa o barco não chega aos pequeno cais, tendo os passageiros que desembarcar na praia. O mesmo se passa no regresso.

Junto aos headquartes é fornecido mapa e todas as informações sobre os diversos trilhos, incluído grau de dificuldade, duração e extensão do percurso.

No fim é necessário reservar o barco para o regresso, e pagar o bilhete junto aos headquartes.

Os autocarros para Kuching partem do Bako Bazar a todas as horas, sendo o ultimo pelas 18.00 horas.

 

Bus Stop in Kuching to Bako National Park in front of Riverside Shopping Center
Bus Stop in Kuching to Bako National Park in front of Riverside Shopping Center

 

Bako Terminal
Bako Terminal

 

Bako National Park. Boat Ticket
Bako National Park. Boat Ticket

Atenção: o clima é quente e extremamente húmido e nem sempre os trilhos têm sobra em toda a extensão do percurso, o que provoca suor abundante e perda de líquidos, pelo que beber água é extremamente importante.

Os homens da selva

Na língua local “orang-utan” significa os homens da selva e são estes que sobressaem na densa selva do Bornéu, considerada a mais antiga floresta húmida do mundo, com a sua plumagem alaranjada, os seus movimentos lentos e presença descontraída e confiante.

Encontram-se espalhados um pouco por toda a ilha do Bornéu, tanto do lado da Malásia com do lado da Indonésia, onde o seu habitat não foi ainda destruído pela acção do homem, tanto pelo abate de árvores para o comércio de madeiras exóticas como para a plantação massiva de palmeiras para produção de óleo de palma. Mas como são criaturas não são fáceis de encontrar a floresta não se deixa facilmente invadir uma das opções é visitar o Semenggoh Wildlife Rehabilitation Centre, situada a poucos quilómetros de Kuching.

Este centro que está inserido numa reserva natural recolhe orang-utans vítimas ou deixados órfãos pela acção do homem, mantendo os animais em liberdade, somente disponibilizando alimento em dois locais específicos, aos quais os animais rumam em busca de comida fácil em especial na época em que há menos fruta nas árvores espalhadas pelo parque.

A presença destes mamíferos, totalmente descontraídos e habituados à presença humana atrai todas as atenções das poucas dezenas de pessoas reunidas no ponto de observação, ouvindo-se o clicar das muitas máquinas fotográficas e i-phones, tentando captar os movimentos desajeitados do animal mais novo. A presença destes “homens da selva” não é garantida, tão pouco o numero que em cada dia surge junto das zonas onde é disponibilizada comida, visto que se encontram em total liberdade. Neste dia, no meio de Dezembro, surgiram duas destas encantadoras criaturas, uma fêmea e um juvenil, em que este ultimo fez questão de mostrar um pouco das suas habilidades pendurando-se em cordas e comendo bananas de cabeça para baixo.

Orang-utans. Semenggoh Park. Kuching
Orang-utans. Semenggoh Park. Sarawak

 

Orang-utans. Semenggoh Park. Kuching
Orang-utans. Semenggoh Park. Sarawak

 

Orang-utans. Semenggoh Park. Kuching
Orang-utans. Semenggoh Park. Sarawak

 

Orang-utans. Semenggoh Park. Kuching
Orang-utans. Semenggoh Park. Sarawak

Mas a visita não se resume somente aos “homens da selva” podendo-se deambular pelos vários trilhos do parque, não sendo necessário percorrer grandes distâncias para se sentir o contacto com a natureza e o poder da selva. A humidade constante que sente, torna os passos lentos e o corpo pesado, mas proporciona tempo para se poder apreciar os pequenos detalhes do mundo vegetal que adquire um brilho especial e tons mágicos sob a luz filtrada pela copa das altas árvores que escondem o azul do céu.

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

 

Semenggoh Park. Kuching
Semenggoh Park. Sarawak

Como chegar ao Semenggoh Park

O Semenggoh Wildlife Rehabilitation Centre, situa-se a 32 km de Kuching, sendo bastante fácil lá chegar por transportes públicos. Os autocarros partem do pequeno terminal no centro de Koching (Jalan Masjid ou Jalang Mosque) e termina mesmo em frente à entrada do Semenggoh Park. Daqui é necessário percorrer uma estrada pavimentada até à zona onde os orangotangos são alimentados, o que demora uns 15 minutos.

  • O autocarro parte de Kuching às: 07.20h, 09.50h, 13.00h e 15.00h
  • No regresso a Kuching o bus parte de Semenggoh às: 08.20h, 11.05h, 14.05h e 16.05h

A viagem demora cerca de 1 hora.

O bilhete de bus custa 4 RM.

Bus to Semenggoh Park. schedule. Kuching
Bus to Semenggoh Park. schedule. Kuching

 

Para se ter oportunidade de ver os orang-utans convém ir nas horas em que é distribuída comida:

  • Manhã: 9.00 h
  • Tarde: 15.00 h

Contudo o parque está aberto mais tempo e merece uma visita:

  • Manhã: 8.00 até 11.00 h
  • Tarde: 14.00 até 16.00 h

Ticket: 10 RM.

 

Semenggoh Park. schedule. Kuching
Semenggoh Park. schedule. Sarawak

 

Semenggoh Park. Tickets. Kuching
Semenggoh Park. Tickets. Sarawak

Kuching, a capital de Sarawak

O estado sul do Borneu Malaio é Sarawak, sendo conhecido pela presença cultural do maior grupo étnico de Sarawak, os Iban, famosos pelas suas longhouses, uma espécie de casa comum a várias famílias e centro de toda a actividade de uma comunidade, mas que actualmente servem quase exclusivamente para fins turísticos.

Mas a cidade de Kuching agradavelmente situada junto ao rio, é um ponto de confluência de várias culturas, encontrando-se uma forte presença colonial britânica visível em alguns edifícios que são marcos na cidade pela sua brancura e arquitectura imponente, e pela religião onde o cristianismo tem forte presença contrastando com o resto do país de forte influência muçulmana. Ao longo do Main Bazar alinham-se as shophouses, edifícios destinados ao comércio, com o primeiro piso reservado para habitação, típicas da comunidade chinesa que aqui reside à muitas gerações mantendo contudo a sua cultura muito presente. Não muito longe encontra-se a Little India (Jalang India), onde ao longo de uma rua se concentram várias lojas, muitas com produtos indianos, tanto de mercearia como de roupas e tecidos. Pelo meio algumas lojas vendendo camisas e tecidos com os padrões tradicionais da Indonésia.

Mas ao longo do Main Bazaar é possível encontrar à venda muitos dos artigos tradicionais da cultura Iban, em particular trabalhos em madeira, cestos e tecelagem com os padrões geométricos típicos deste grupo étnico, cuja cultura está a ser rapidamente substituída pela cultura malaia.

Kuching significa “gato” e por todo o lado existem referencias a estes animais, seja em esculturas ou street-art… mas não se encontram muitos felinos pelas redondezas…

Kuching
Kuching

 

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Governors House. Kuching

 

Kuching
National Museum. Kuching
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Kuching
Kuching
Kuching

 

Kuching
Kuching
Kuching
Kuching

 

Kuching
Kuching

 

Kuching
Chinatown (Carpenter Street). Kuching

 

Chinese Temple. Kuching
Chinese Temple. Kuching
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Iban Indigenous art. Kuching

Sarawak to sarawakians

A terceira maior ilha do mundo, e está dividida por três países: Malásia, Indonésia (que detém 73% do território) e Brunei (com 1% do território).

Pela longa história deste território que é hoje a Malásia, passaram Portugueses, Holandeses, e Ingleses; com a segunda guerra mundial vieram as tropas Japonesas e somente em 1963 a Malásia se tornou independente, agrupando os Malásia, Sarawak e Sabah, incluindo também Singapura, que dois anos mais tarde foi excluída deste território tornando-se autónoma.

Durante a presença Britânica, em particular na primeira metade do século XX foi fortemente incentivada a vinda de imigrantes da China e da Índia, o que em pouco tempo duplicou a população no território.

Actualmente dos 30 milhões de habitantes da Malásia, 50% são Malaios, 23% são Chineses, 12% indígenas, 7% Indianos e os restantes 8% são residentes mas não detêm cidadania, sendo comum a presença de imigrantes Indonésios.

Apesar da aparente harmonia e tolerância que se vive entre os diferentes grupos étnicos, onde apesar do país considerar como religião oficial o Islão aceita a prática de outras cultos, na realidade existe uma descriminação entre os Malaios que detêm o poder e os cargos mais importantes na administração do país, e os restantes grupos étnicos.

No Bornéu, particularmente em Sarawak, onde dominam é evidente um desejo de autonomia ou de independência em relação à Malásia, pois os diferentes grupos étnicos todos agrupados sob a designação de Dayaks não se consideram reconhecidos como cidadão de pleno direito em relação ao maior grupo étnico, os malaios.

Os Iban são o maior grupo indígena na região de Sarawak e luta por manter a sua cultura, mas actualmente já poucos falam a língua nativa que não é ensinada nas escolas, ficando a cultura indígena praticamente reservada a festivais. Com a presença inglesa também as práticas animistas que dominavam a espiritualidade destes povos foi substituída pelo cristianismo.

Malaysia flag on the left and Sarawak flag on the right
Malaysia flag on the left and Sarawak flag on the right

 

Chinatown. Kuching
Kuching

Alojamento:

Kuching oferece muitas opções em termos de alojamento e com boas opções para backpackers, onde não é difícil encontrar hostel com dormitórios.

A escolha foi para Nomad Backpackers:

First floor, 3 Jalan Green Hill T082/237062

www.borneobnb.com

Quatro duplo com casa-de-banho: 65 RM (pequeno-almoço incluído, free wi-fi)

 

Nomad Backpackers. Kuching
Nomad Backpackers. Kuching

 

Nomad Backpackers. Contacts. Kuching
Nomad Backpackers. Contacts. Kuching

 

Nomad Backpackers. Breakfast. Kuching
Nomad Backpackers. Breakfast. Kuching

Onde comer:

O centro da actividade em termos de restaurantes é a Chinatown que se situa ao longo da Jalang Carpenter e a Jalang Padungan, situada mais a Este.

Mas para opções mais económicas o restaurante situada ao longo do passeio pedonal que se estende em frente ao rio denominado de Waterfront, no centro histórico de Kuching. Aqui no meio de alguns quiosques destaca-se um que serve comida local, confecionada por duas simpáticas raparigas muçulmanas: o Meeting Point. Em frente encontram-se umas mesas onde se pode desfrutar da simples refeição e mesmo ao lado outro quiosque vende bebidas… ice-tea, ice-cofee, etc… A comida é simples e boa, à base de arroz ou noodles, mas com opção de ser vegetariana e com os preços a rondar os 5 RM.

Meeting Point Restaurant. Waterfronty Kuching
Meeting Point Restaurant. Waterfronty Kuching

Transportes:

A cidade pode ser percorrida a pé, com o centro histórico bastante compacto desenvolvendo-se em volta do Edifício Courthouse e da Waterfront. Daqui chega-se facilmente a Chinatown e a Little India, ao Sarawak Museum e às principais mesquitas.

Para visitar o Baku National Park ou o Semmenggoh Nature Reserve é necessário recorre a transportes públicos. (ver próximos posts)

Kota Kinabalu… capital of Sabah

Malaysia is divided into two regions: the so-called Peninsular Malaysia or West Malaysia and Malaysian Borneo, standing in the western area of ​​the island of Borneo, with the east part belonging to neighboring Indonesia.

The Malaysian Borneo, is divided into two states, Sabah at the north and Sarawak in the south, and remained independent and ruled by tribes until 1963, when it was incorporated into the Federation of Malaya, and the tribal culture, as well as different languages ​​and customs been rapidly eroded by the introduction of the Malay culture.

Situated by the sea, the region of Sabah was commerce site since 700 AD with the Chinese to exchange raw materials with local tribes. In the fourteenth century this region has been dominated by the Sultan of Brunei later ceded parts of the territory to the British that used it for tobacco trade, rubber and wood, after the passage in 1521 of the Portuguese navigator Ferdinand Magellan.

Kota Kinabalu is the state capital of Sabah, and from all this past little remains after the bombings during II World War. What we found now is a modern and organized city dominated by concrete, where is visible the taste for shopping centers and height buildings that creates a barrier between the sea and the dense forest that still dominates the Borneo, despite being strongly threatened by the monoculture plantation of palm trees for palm oil extraction, one of the largest exports of Malaysia.

From the culture of local tribes not much is noticeable nowadays, beyond some local handicraft shops. Kota Kinabalu is a concrete city without much to offer besides the wide gastronomic variety resulting of the presence of a large Chinese community, that settle down here for many generations and also the Malaysian food, that by itself gatherer Indian, Thai and Indonesian influences.

The fish and seafood have a special importance here, with the market located next to the small harbor showing bustling activity especially early in the morning and in the beginning of the evening, with a wide variety of fish and shellfish. Nearby the Central Market buzzes of excitement with hundreds of stalls selling and cooking, being the ideal place for meals, offering greater variety of food with good prices.

Central Market. Kkota Kinabalu
Central Market. Kkota Kinabalu

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

Near the area known as “Australia Place” there is a pedestrian access by stairs with about 250 steps, that reaches the Signal Hill Observatory one viewpoint overlooking the China Sea and the islands of the Tunku Abdul Rahman Park, but whose view is strongly compromised by the construction of massive buildings that leave little space to see the sea.

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

 

Kota Kinabalu. Fish Market
Kota Kinabalu. Fish Market

 

Kota Kinabalu. Fish Market
Kota Kinabalu. Fish Market

 

Kota Kinabalu. Fish Market
Kota Kinabalu. Fish Market

 

The city of Kota Kinabalu is small and can be done on foot, however the main points of interest are located away, such as natural parks. The most attractive around Kota Kinabalu is undoubtedly the nature, with Mount Kinabalu (Gunung Kinabalu) the highest point in Borneo with about 4000m; yet the choice was for the islands that form the Tunku Abdul Rahman Park, located about 3 km from Kota Kinabalu. The choice was for one of the smaller islands, Pulau Mamutik for offering one of the best places snorkeling, with plenty of corals and marine life. It isn’t required great effort or equipment for a closer look to the fantastic colored fish, moving through the colorful corals and rock covered by anemones dancing to the rhythm of ocean currents.

Pulau Mamutik. Tunku Abdul Rahman Park
Pulau Mamutik. Tunku Abdul Rahman Park

 

Pulau Mamutik. Tunku Abdul Rahman Park
Pulau Mamutik. Tunku Abdul Rahman Park

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

The stay in Kota Kinabalu is marked by the arrival of the monsoon in the days dawning hot and shine, become cloudy with the sky covered with heavy and dense gray clouds that bring light and thunders, pouring heavy rain over the city. After the storm the air is cooler but soaked with humidity, leaving a trail of cloud in the sky, that illuminated by last sun rays, fill the sky of fantastic colors.

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

 

Kota Kinabalu
Kota Kinabalu

Accommodation:

The zone called city of “Australia Place”, located in the east of the city, near the Atkinson Clock Tower and Lorong Dewan is where concentrates most lodging for backpackers budgets, with dorms and with double rooms around 60-70 RM.

Also in this area are cafes and western-style restaurants that offer a pleasant and peaceful place to spend a few hours enjoying a good coffee, sophisticated pastries, air-conditioning and free wi-fi… although a coffee in one of these sites costs around 10 RM (ringits)

 

Where to eat:

Being a city on the coast, fish and seafood occupies a prominent place in the local dishes, with are several restaurants at waterfront serving grilled and steamed fresh fish and seafood, but where a meal can cost more than 80 RM for two.

However the Central Market, a open-air market, with dozens of the stalls are the most economical option offering wide variety of local food, including fruit, sweets and desserts. A fried-rice costs less than 4 RM.

In the city there are many options in terms of restaurants. The local favorites were the Fong Ip Café (corner between Jalang Pantai and Jalang Gaya) with Chinese food and Malaysian options, and which highlights the laksa, a kind of curry with coconut milk, with noodles, tofu and ginger and here it is served with shrimp. In the opposite corner, in Azlina Sulawesi with Muslim influence, serves typical Malay food, some Thai curries and is a good place to find rotis, a clear influence of South Indian food.

Note that mealtime is limited: while you can have a meal all day, with restaurants open by 7 am they usually close around 21.30h.

Fong Ip Café
Fong Ip Café

 

Azlina Sulawesi
Azlina Sulawesi

 

coffee shop near "Australia Palace"
coffee shop near “Australia Palace”

 

Laksa
Laksa

To go from Kota Kinabalu to Tunku Abdul Rahman Park

From the various islands of the Tunku Abdul Rahman Park was the choice to Pulau Mamutik for offering one of the best local for snorkeling, watching corals and marine life just with a light gear that can be rented on site.

The boat to the islands start from a small pier near Central Market; the price has to be negotiated with the various touts who are in the area looking for tourist… the price was RM 40 (round trip). The time to come back is agreed with the owner of the boat.

It better take some food, because thre aren’t many options in the island.

 

How to go from Kota Kinabalu to the airport:

Taxi costs 25 RM.

There are buses that make the connection between Kota Kinabalu and Terminal 1 and Terminal 2 of the airport located on the outskirts of Kota Kinabalu.

The Airport Bus service is located at Jalan Padang, near the Merdeka Field. For those coming from Australia Place, walk five minutes, and you’ll find these buses just after Atkinson Clock Tower.

The first is at 7.30am; between 9.00 am and 19.00 out of every hour, with the last at 19.00

Ticket: 5 RM

Airport Bus
Airport Bus

 

Airpot Bus. tickets
Airpot Bus. tickets

Como atravessar o Golfo Pérsico de ferry boat (de Bandar Abbas para o Dubai)

Depois de uma viagem pelo Irão de quase um mês pôs-se a questão: por onde sair? Entrei pelo norte do país na fronteira com a Turquia, fui descendo em direção ao sul, e a saída pelo Golfo Pérsico em direção aos Emirados Árabes fez todo o sentido, a juntar à vantagem destes locais oferecerem voos a preços atractivos para o Sudoeste-asiático, o meu próximo destino.

Mas as informações sobre como cruzar o Golfo Pérsico de ferryboat não são muitas, nem em relação a porto de embarque, destino, horários ou preços.

Um pouco por todos os locais por onde passeio fui inquirindo sobre ferryboats, mas as informações forma muitas vezes imprecisas, confusas ou mesmo contraditórias.

Contudo informação detalhada encontra-se neste site:

http://caravanistan.com/transport/persian-gulf-ferry/bandar-abbas-sharjah/

Apesar de estar mais focado no transporte de pessoas com veículos tem fidedigna e detalhada informação.

A companhia de ferries é a Valfarj Shipping Co. http://www.valfajr.ir/52/Home.aspx

Horários:

  • Bandar Abbas – Sharjah

Segunda e quarta-feira: 9.00 pm (passageiros + mercadoria: 12 horas)

  • Bandar Lengeh – Dubai

Domingo e Terça-feiras: 10.00 pm (passageiros + mercadoria: 5 a 6 horas)

Sábado, Segunda e quarta: 11.00 am (só passageiros: 4.5 horas)

A opção foi pelo trajecto Bandar Abbas (para poupar em mais uma viagem até Bandar Lengeh) e para aproveitar a noite para fazer a viagem chegando aos Emirados de manhã.

Preços:

  • Bandar Abbas – Sharjah: 2.700.000 rials
  • Bandar Lengeh – Dubai: 2.700.000 rials

http://www.valfajr.ir/156/index.aspx

Ferry boat Ticket: Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Ticket: Bandar Abbas-Sharjah

Onde comprar o bilhete:

Bala Parvaz Travel Agency, na Imam Khomeini Street, Bandar Abbas

O valor tem que ser pago em rials e é necessário apresentar o passaporte.

Não é cobrada comissão.

Não é necessário comprar o bilhete com antecedência nem tão pouco tentar reservar, pois o ferry pouco mais tinha do 20% de ocupação.

Bala Parvaz Travel Agency.
Bala Parvaz Travel Agency. Bandar Abbas
Bala Parvaz Travel Agency. Contacts
Bala Parvaz Travel Agency. Bandar Abbas. Contacts

Cambiar dinheiro:

É indispensável trocar os rials antes de sair do Irão, pois fora do país não é possível…

A opção foi para a Morvarin Exhange, situada numa zona comercial, na Imam Khomeini Street, junto à Velayat Square; mesmo em frente, na mesma zona comercial existe uma outra loja de câmbios.

Aqui pode-se trocar os rials por dirham ou outra moeda, como dólares ou euros.

De Bandar Abbas para o Bahonar Port:

Taxi: 70.000 rials (30.000 rials se for shared-táxi)

Demora 30 minutes, do centro da cidade até ao porto, dependendo do trânsito. O táxi pode entrar no porto e deixar os passageiros em frente à sala de embarque.

Não vale a pena chegar mais cedo. Apesar do barco partir às 9.00 pm, é necessário estar no porto pelas 5.00 pm… são horas de formalidades, carimbos, alfândega mais o tempo necessário para acomodar carga e veículos no porão. Somente há um quiosque que vende refrigerantes e snacks embalados, bolachas e pouco mais.

No Bahonar Port:

No porto espera-se mais de uma hora para começar o embarque, com os passageiros e mercadoria (que é muita) a passar da sala de embarque pelos dispositivos de segurança (rx, detector de metais, etc..).

Na segunda sala, para quem não tem mercadoria (a mochila não conta) pode dirigir-se a um balcão e pedir o cartão de embarque mostrando o bilhete.

Segue-se uma espera de mais de uma hora nesta sala, enquanto todas as mercadorias são expedidas para o porão. As mochilas e malas de viagem ficam com os passageiros.

Desta sala, situam-se os serviços de imigração, onde se procedem às formalidades de carimbar o passaporte. Pode demorar umas horas. Por coincidência ou não os passaportes de maioria dos ocidentais que faziam a viagem no mesmo dia que eu ficou retido nos serviços sendo devolvidos mais de uma hora depois, sem justificação.

Apesar da partida estar prevista para a 9 da noite o barco só iniciou a viagem depois da meia noite devido ao tempo necessário para embarcar viaturas e carga.

Bahonar Port. Bandar Abbas
Bahonar Port. Bandar Abbas

Viagem de ferryboat:

Apesar de haver lugares marcados, estes não são respeitados pois como há poucos passageiros, a tripulação encaminha as pessoas de forma a que toda a gente possa ficar com mais do três lugares para se poder deitar durante a noite.

No barco é servido jantar: carne com lentilhas e arroz, pão, água, iogurte e doogh, bebida à base de iogurte mas ligeiramente salgada.

De manhã, pelas 7h é servido o pequeno-almoço: pão, doce, queijo processado e chá.

Como o barco é iraniano mantem-se a segregação, com a sala da frente destinada a famílias e mulheres, e o compartimento de trás reservado para os homens.

O ambiente e barulhento e confuso, em especial na parte das famílias. É possível o acesso ao exterior do navio.

Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat. breakfast
Ferry boat. breakfast
Ferry Boat. Dinner
Ferry Boat. Dinner
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah
Ferry boat Bandar Abbas-Sharjah

Sharjah até ao Dubai:

Apesar do atraso na partida o ferry boat chegou às 10.30h ao Khalid Port, em Sharjah.

Saindo do barco somos encaminhados para um autocarro que nos deixa em frente aos serviços de imigração. Aí o processo é demorado mas foi dada prioridade aos estrangeiros ocidentais; contudo desde o desembarque até termos o passaporte carimbado é mais de uma hora.

Saindo do portão do Kahlid Port estamos nos Emirados. Para chegar ao Dubai:

  1. Saindo do Khalid Port (Sharjah) caminhar a pé até encontrar um pequeno barco que cruza um canal, estacionado entre barcos de pesca. Ticket: 1 dirham; demora 5 minutos.
  2. Do outro lado caminhar para a direita, atravessando um viaduto onde do lado esquerdo se alinham vendedores de plantas, até encontrar o Terminal de autocarros: Jubail Bus Station. Pode-se perguntar o caminho às pessoas com quem nos vamos cruzando, pois toda a gente sabe onde fica. São menos de 2 km, memorou uns 15 minutos devido ao clima quente e húmido.

Do Khalid Port até Jubail Bus Station são cerca de 5 km se o percurso for feito de carro, pelo que o táxi é também uma alternativa. Contudo o valor proposto pelo taxista foi demasiado elevado pelo que a opção foi ir a pé.

  1. Em Jubail Bus Terminal, apanhar o Inter-Emirates bus para Bur Dubai (Al Gubaiba bus Terminal). A paragem assim como o quiosque de vende de bilhetes é o ultimo do terminal.

Atenção: É necessário comprar um cartão para usar o Inter-Emirates bus, que é válido também para o metro e autocarros no Dubai. Não existe a possibilidade de comprar um bilhete isolado. Assim a opção mais barata para quem pretende permanecer por pouco tempo nos Emirados é comprar o Silver Card da RTA. Vende-se e carrega-se nos terminal de bus e estações de Metro. Custa 25 Dirham com um crédito de 19 dirham de viagens.

  1. A viagem demora mais de 40 minutos, fora das horas de ponta, podendo demorar horas.
  2. Em Al Gubaiba bus Terminal, atravessando um cruzamento encontra-se a entrada para o Metro. Para chegar ao Dubai International Airport apanha-se a Green Line até “Burjuman” e depois muda-se para a Red Line que passa pelos Vários Terminais do Aeroporto Internacional do Dubai. O Silver Card da RTA é válido no metro e pode ser carregado com viagens.
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Khalid Port. Sharjah
Boat the ross the canal between Khalid Port and Sharjah
Boat the ross the canal between Khalid Port and Sharjah
Al Gubaiba Bus terminal. Bur Dubai
Al Gubaiba Bus terminal. Bur Dubai
Al Gubaiba Metro entrance. Bur Dubai
Al Gubaiba Metro entrance. Bur Dubai
Dubai. RTA Silver Card
Dubai. RTA Silver Card

Coisas a não perder no Irão

Tehran

… pelas festas secretas que ocorrem em apartamentos pela cidade de Tehran, num país em que quase tudo o que é sinónimo de festa é proibido.

 

Kashan

… pela pequena cidade de sorridente e tranquila população, que para além de palácios, jardins e casas históricas, oferece um bazaar de lindíssima arquitectura.

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Kashan Bazaar
Kashan Bazaar

 

Esfahan

… pelas pontes sobre o Rio Zayandeh, que mesmo sem água não deixa de proporcionando uma atmosfera mágica com a aproximação do pôr-do-sol.

 

Esfahan
Esfahan

 

Esfahan. Bridges over Zayandeh river
Esfahan. Bridges over Zayandeh river

Persepolis

… pelas ruinas de uma civilização extinta, que apesar dos muitos visitantes consegue ainda transmitir a grandeza de um Império que é o coração da Pérsia.

 

Persepolis
Persepolis

 

Persepolis
Persepolis

Shiraz

… pela atmosfera do Masoleum of Hafez (Aramgah-e Hafez) num misto de devoção religiosa, respeito intelectual e mística artística que ainda hoje é prestada a este poeta.

 

Yazd. Mausoleum of Hafez (Hafez Tomb)
Yazd. Mausoleum of Hafez (Hafez Tomb)

Yazd

… pelas colinas Dakhme (Towers of Silence), onde os corpos dos seguidores do Zoroastrismo, religião com origem na Pérsia, eram deixados entregues aos abutres para assim não profanarem os elementos sagrados como: fogo, a água, a terra e o ar.

 

Yazd. Dakhme
Yazd. sunset at Dakhme

 

Yazd. Dakhme
Yazd. Dakhme

Bazares

… os melhores foram o de Tabriz pela atmosfera e o de Kashan pela arquitectura do edifício e pelo passeio no terraço.

Tabriz Bazaar
Tabriz Bazaar

 

Kashan_DSC_2137
Tabriz. Bazaar rooftop

 

… E as pessoas! Pela generosidade e simpatia.

 

 

… para uma próxima viagem:

  • Viagem de comboio Tehran para Ahvaz atravessando as Zharkouh Mountains
  • Visitar as aldeias na região de Kaluts onde os Balochi mantêm viva a sua cultura e identidade étnica
  • Explorar o Golfo Pérsico, em especial a Qeshm Island
  • A cidade de Mashhad
  • Atravessar o Dasht-e Lut (Lut Desert)

Sobre o Irão…

Sim, o Irão é diferente…. não propriamente exótico tendo como referência a cultura dita “ocidental” mas apresenta características muito próprias. Pouco tem a ver com os vizinhos árabes, com que muitas vezes são confundidos, para além da religião muçulmana que partilham, sendo contudo da facção Xiita predominante no Irão. Mas nada tem a ver com a imagem que durante muitos anos foi passada para o ocidente, de fanáticos radicais religiosos. Sim, o peso da religião muçulmana é significativo, mas o valor de 99% apresentados nas estatísticas não é real, pelo menos a nível da população urbana; mas num país que vive sob uma ditadura religiosa há mais de 30 anos não há “espaço” para os não-muçulmanos se afirmarem. Por uma sondagem informal, talvez mais de vinte porcento da população não segue a religião muçulmana, sentindo-se um apego à história da Pérsia, aos símbolos Zoroastristas e às suas tradições anteriores ao domínio árabe que trouxe a religião muçulmana a este território.

Todo o ódio ao ocidente e em especial aos Estados Unidos, está longe de ser real, não indo para além dos extremistas e alguns religiosos radicais, com muita gente a tentar obter visto para imigrar para o estrangeiro, com a América como destino favorito. E este desejo de imigração, mais por questões de liberdade do que por motivos económicos, leva muita da juventude Iraniana, com melhor poder económico, e com mais elevado nível de educação a querer sair do país, situação que a longo prazo empobrece uma nação.

Nunca ninguém manifestou ódio à América ou ao Ocidente, mas muitas vezes as pessoas me mostraram o seu descontentamento e repulsa para com os ayatollahs, com a imposição do uso do véu, com a falta de liberdade, com o fanatismo de alguns mullahs, com a má governação política e com a desastrosa gestão económica, que faz de um país detentor de uma das maiores reservas de petróleo seja menos próspero que os seus vizinhos árabes.

Num país que vive sob uma teocracia, em que religiosos comandam a sociedade e a política, em que quase tudo é proibido, festas, discotecas, álcool, sexo antes do casamento, televisão por satélite, certos livros, facebook, youtube, blogs… e mais uma lista de coisas que nem parecem reais… muita da população quebra todas estas regras… bebe-se álcool, ouve-se U2, namora-se às escondidas, fazem-se festas privadas onde apartamentos se transforma em discotecas, vendem-se cópias piratas de discos e filmes proibidos, onde é corrente ouso de smart-phones, redes sociais, roupa moderna, onde as mulheres conduzem, são advogadas e taxistas… há lojas da Bershka, da Diesel, da Mango e a Coca-cola está por todo o lado.

Um país muito ocidentalizado e culto resultado do tempo em que o Shah Reza Pahlavi governou (mal ou bem) o país, e que a revolução islâmica não consegui apagar, revelando-se por exemplo no elevado número de pessoas que fala inglês mesmo entre a população mais velha, língua que é popular entre os mais jovens; o conhecimento que mostram em relação a Portugal, muito para além do futebol, é outro exemplo.

Um dos países mais seguros, não só pelas pesadas penas, onde a pena de morte e os castigos corporais são frequentes, mas também pela formação das pessoas, onde a hospitalidade e a generosidade são genuínas como nunca vi em nenhum outro país.

O Irão, um país demasiado vasto para se dar a conhecer numa viagem de um mês; vasto em termos de história, culturas e de etnias. Um pais onde muita gente mostra revolta pela repressiva teocracia que domina a vida política e social. Um país onde muita coisa é proibida mas onde constantemente se quebram as regras, onde a maioria dos alunos nas universidades são mulheres, onde as redes sociais e a internet chegam a todo o lado, onde se nota um claro crescimento económico. Um país que para além da lei islâmica pesam também as tradições, mas onde se nota uma vontade de renovação, um desejo de liberdade, mas onde domina uma surda revolta.

Um país onde a vida é complicada e onde muita gente espera mudanças!

Um país que deixa saudades.

 

Farsi:

No Irão fala-se farsi, língua distinta do árabe com que muitas vezes é confundido, mas que são bem diferente, com escrita própria se bem que os caracteres usados assemelham-se à escrita arábica, com a escrita da direita para a esquerda.

De uma forma geral pouco se encontra escrito em caracteres latinos com excepção das placas de orientação rodoviária, as placas com o nome das povoações, o nome das ruas, das estações de metropolitano e comércio em geral situado nas zonas com mais turismo.

Contudo, existem mais línguas faladas no Irão, correspondentes aos diferentes grupos étnicos como o Azerbaijani, Kurdish, Luri, Arabic e Balochi.

 

Numeração:

No Irão o sistema de numeração é em caracteres arábicos, que à primeira vista nada têm a ver com os números que aprendemos a chamar de “árabes” e mas ao que parece tiveram origem na Índia.

De inicio parece confuso e impenetrável mas ao fim de alguns dias, depois de encontrar a lógica, e com algumas mnemónicas habituamo-nos a este novo sistema, que à semelhança do sistema ocidental, se escreve da esquerda para a direita, ao contrário do texto.

Eis uma tabela que ajuda a memorizar a numeração árabe usada no Irão.

Arab numbers vs Iranian Numbers
Arab numbers vs Iranian Numbers

Horários e fim-de-semana:

Seguindo a tradição muçulmana, o dia de descanso no Irão é à sexta-feira, com o Sábado e o Domingo a funcionarem normalmente. Contudo muitos mercados e bazares, assim como as padarias encontram-se a funcionar também à sexta-feira, onde a excepção foi o bazar de Shiraz.

Pequenas lojas estilo mercearias também estão abertas todos os dias vendendo produtos básicos de alimentação, refrigerantes, tabaco, carregamento de telemóveis… e de tudo um pouco.

Quanto aos horários, as lojas e os bazares não começam muito cedo, com a grande maioria a abrir pela 10.00 AM, mas prolongam-se até às 9.00 ou 10.00 PM.

Dinheiro, ATMs e cartões:

A moeda iraniana chama-se rials… e são aos milhares

Pois existem ATMs por todo o lado mas não estão ligados às redes bancarias internacionais, pelo somente os cartões iranianos funcionam para levantar dinheiro.

Pela mesma razão os cartões de crédito também não têm qualquer tipo de utilidade no Irão.

Em alternativa é já possível enviar dinheiro para o Irão pela Western Union, que tem balções e agentes em algumas cidades. Pode ser uma boa opção em caso de emergência por falta de fundos.

Mas sem duvida que a melhor opção é levar dinheiro em “papel” à boa moda antiga, de preferência dólares ou euros, mas tb servem libras britânicas… sim, sim, apesar da “guerra” à América, as notas de dólar são muito bem vindas.

Como o Irão é seguro em termos de criminalidade, não se corre grande risco em transportar dinheiro, sendo necessário os habituais cuidados para quem viaja.

Segundo informações recolhidas deve-se trocar o dinheiro aos poucos por causa da inflação e das mudanças da taxa de câmbio de rials para moeda estrangeiras. Existe inflação sim mas afecta quem aqui vive, não sendo visível para quem por aqui se demora um mês. Quanto à variações da taxa de câmbio à grandes diferenças de cidade para cidade (conforme a concorrência entre cambistas) e em especial de loja para lojas. Da minha experiência, nas grandes cidades conseguem-se os melhores negócios, muitas vezes sem comissão ou com valores pequenos (30.000 rials); em Teerão e Esfahan consegui 1€ = 39.600 rials*, nas pequenas cidades como Bam ou zonas com pouco ou nenhum turismo como Bandar Abbas 1€ = 37.000 rials*. Assim o melhor é trocar uma quantidade significativa de dinheiro (tipo 100€) quando se encontra um “bom negócio”.

Mas trocar dinheiro nos bancos é em geral uma má escolha: os euros valem menos e são cobradas taxas ou comissões bancárias (1€ = 35.000 rials)*.

Uma outra opção de recurso são alguns hotéis ou guesthouses que a nível “particular” também trocam dinheiro, sem comissão mas com uma taxa não muito superior aos bancos.

O único inconveniente de trocar uma grande quantia de dinheiro de uma só vez é que se fica com a carteira cheia de notas… com cem euros a “renderam” quase 4 milhões de rials… mas existem “Bank Cheques” que em tudo se parecem com notas, com valores de um milhão e de meio milhão o que facilita as coisas mas que nem sempre se conseguem nas lojas de câmbios.

Para além da dificuldade em lidar com os muitos “zeros” presentes no valor das notas de rials, acresce outra adversidade a quem chega ao Irão: o toman, em que 1 toman são 10 rials, com os preços afixados por vezes em tomam outras em rials… confuso.

Mas de uma forma geral, os produtos em mercados estão afixados em tomans, mas alojamento e transportes estão em rials, quando os valores são expresso verbalmente tanto pode ser em tomam com em rials… muito confuso.

* valores de Outubro de 2015.

Rials. Bank Cheque
Rials. Bank Cheque

Custos:

O custo de vida para que viaja no Irão não é caro comparado com os padrões europeus.

Exemplos:

  • bilhete de bus entre as principais cidades: de 100.000 a 300.000 rials (2.6 a 5.3€)
  • falafel: mínimo 30.000 rials (0.8€)
  • ash-e reshteh ou halim: entre 30.000 rials (0.8€) e 50.000 rials (1.3€)
  • pizza: 150.000 rials (4€)

A maior fatia do “orçamento” vai para o alojamento; alguns exemplos, com os valores a variarem bastante de cidade para cidade, com uma quarto em Tabriz a custar metade que uma cama num dormitório em Kashan. Quase todos os alojamentos têm pequeno-almoço incluído, e quase todo com casa-de-banho partilhada:

  • quarto individual em mosaferkhaneh: cerca de 250.000 rials (6.6€)
  • cama em dormitório, num hotel: 300.000 a 500.000 rials (8 a 13€)
  • quarto individual em hotel: 500.000 rials (13€)
  • quarto duplo em hotel: 600.000 rials (16€)

De uma estadia de 1 mês o custo médio foram 15€/dia, com:

46% alojamento

23% alimentação**

20% transportes

6% entradas em locais turísticos

5% vários (telefone, lavandaria, etc)

** comida vegetariana, à base de ash soup, falafel, pizza, snacks, fruta, frutos secos…

O preço dos quartos pode ser negociado, conseguindo-se melhores negócios quando se viaja em época baixa.

O preço das coisas nos mercados, mesmo estando quando afixado é passível de ser negociado, excepção são os produtos alimentares e os restaurantes.

Se houvesse um ranking em termos de honestidade em relação ao dinheiro, o Irão estaria nos primeiros lugares dos países que visitei. Mesmo no inicio, quando ainda não nos habituamos ao dinheiro onde proliferam os zeros, e quando ainda desconhecemos o preço das coisas, não me apercebi que ter sido enganada nos preços; mesmo não conseguindo comunicar com pessoas que não falavam inglês, onde tive que mostrar um molho de notas e esperar que tirassem o valor necessário, não me apercebi que estivessem os comerciantes se estivessem a aproveitar da situação. Excepção são os taxistas. Nas palavras de uma amiga “como são muçulmanos e temem Alá, mesmo que enganem é só um bocadinho”!

 

Quando visitar o Irão:

O clima do Irão caracteriza-se pelas quatro estações, sendo o verão a altura de temperaturas muito elevadas e o Inverno frio, com neve em alguns locais. A zona junto ao mar Cáspio apresenta-se menos seca e com Invernos frios e chuvosos, e com neve em alguns locais.

As melhores altura para visitar são o Outono (Outubro, Novembro) e a Primavera (Março, Abril e Maio).

O Muharram, onde se celebra o Ashura, varia de acordo com o calendário islâmico que como é lunar não tem data fixa de no calendário Gregoriano, mas que em 2015 começou a 13 Outubro. O Nowruz, o ano novo persa, é no dia 21 de Março que marca o inicio da Primavera.

 

Segregação de género:

Um pouco à semelhança da Turquia, mas numa versão mais rigorosa, no Irão existe segregação entre os sexos em transportes públicos, mas não só em comboios e autocarros de longa distância, onde homens e mulheres não podem estar sentados lado a lado caso não sejam casados ou família, mas também em autocarros urbanos, metro e táxis.

Nos autocarros as mulheres viajam na parte de trás, usando a última porta para entrar. Caso seja necessário comprar bilhete ao motorista deve-se primeiro entrar pela porta da frente, e voltar a sair para ocupar os lugares da parte de trás do veículo, pois existe uma barra que impede a circulação. Casais devem viajar separados. Em algumas cidades este sistema é mais flexível, não existindo uma barreira física e com as pessoas a desrespeitarem esta regra.

Quase naturalmente as pessoas quando fazem fila na paragem obedecem ao mesmo critério de segregação, com homens e mulheres a fazer fila em direções opostas.

No metro em Teerão a primeira e a ultima carruagem da composição é reservada exclusivamente a mulheres, separadas por uma porta fechada com correntes e cadeado, com as restantes carruagens acessíveis a ambos os sexos, contudo com quase nula presença feminina com excepção de um ou outro casal.

Em shavaris (táxis partilhados) que são um meio de transporte muito utilizado em todo o país tanto em meios urbanos como em viagens entre cidades, aplica-se também esta regra, não sendo raro quando um táxi pára para recolher mais passageiros, as pessoas terem que sair e voltar a entrar de forma a que no banco de trás somente se sentem pessoas do mesmo sexo.

 

Dress code:

Para os homens o dress code é pouco bastante flexível sendo aparentemente proibido o uso de calções na rua. Contudo camisolas e camisas de manga curta são aceites sem problemas.

As mulheres têm mais restrições. O cabelo tem que ser obrigatoriamente coberto, mas somente as muçulmanas usam o hijab justo ao rosto cobrindo totalmente o cabelo. O mais frequente é um lenço sobe a cabeça, com as pontas atiradas para trás sobre os ombros, deixando ver um bocado do cabelo sobre a testa. É normal as mulheres usarem o cabelo apanhado, o que ajuda a segurar o lenço sobre a cabeça.

Mangas compridas e pernas cobertas até ao tornozelo. Raramente se vê alguma mulher de saias, mas calças justas são muito populares entre os mais jovens. Os tops devem ser longos de forma a cobrir as ancas e largos, sendo muito frequente o uso do manteau, que se assemelha a uma gabardine, que poder ser usado justo e totalmente abotoado ou ter uma forma mais folgada aberta à frente.

Quanto às cores não há nenhuma obrigação de vestir roupa escura e as cores claras são as mais indicadas nas zonas mais secas e desérticas.

Pode-se andar de sandálias mas raramente se vê alguém com elas.

Nas raparigas o uso de véu é obrigatório a partir dos 9 anos, mas muitos uniformes de escolas incluem-nos desde o inicio da escolaridade.

Chador, um manto que cobre da cabeça aos pés que é aberto à frente só é obrigatório em alguns locais religiosos, sendo fornecidos à entrada.

Dress code
Dress code

Cirurgias plásticas ao nariz:

Quase se pode dizer que são uma obsessão nacional, sendo frequente ver pessoas nas ruas com pequenos adesivos no nariz, sinónimo de recente cirurgia para alteração do formato do nariz, tanto em homens como em mulheres. Assim se perde um pouco da identidade étnica de um país onde domina o nariz aquilino.

Mas o facto de a população feminina ser obrigada ao uso do hijab que cobre o cabelo e ao limitativo dress code, que impede mostrar pernas e braços, decotes, etc… leva a que o rosto seja o centro de toda a atenção, com quase todas as mulheres a usarem maquilhagem, resultando da importância exagerada dada ao formato do nariz.

Diz-se que quem quer mostrar que tem quer parecer “in” mas não tem capacidade financeira para uma cirurgia estética, limita-se a colocar o adesivo no nariz.

 

Água:

A água da torneira é potável e apesar de nem sempre o sabor ser dos melhores nunca me causou problemas.

Existem bebedouros um pouco por todo o lado, nas ruas, parques, zonas históricas, muitas vezes com água refrigerada.

 

Telemóveis:

As redes de telemóvel internacionais não funcionam no Irão.

Por isso a melhor opção é comprar um SIM card nacional, pois é útil para reservar hotéis (os emails nem sempre têm respostas rápida). O cartão com algum crédito em chamadas custa 200.000 rials. Para isso é preenchido um formulário totalmente em farsi, pelo funcionário, e é necessário para além de três assinaturas e do nome do pai, a impressão digital do indicador direito… vá-se lá perceber para quê!!!!

As chamadas assim como as mensagens são muito baratas. Os carregamento são feitos com base num código que se pode comprar nas lojas da Irancell (que não são fáceis de encontrar) mas também estão disponíveis em mercearias, é são vendidas nos valores de 20.000 rials.

 

Internet e wi-fi:

Wi-fi está disponível gratuitamente um pouco por todos os alojamentos. Até alguns hostel e mosaferkhaneh têm wi-fi free.

Contudo devido aos muito filtros impostos pelo governo no acesso à informação a internet é lenta e os download quase impossíveis. Facebook, youtube, blogs e algumas aparentemente inocentes páginas estão bloqueadas… contudo é possível contornar esta situação pagando a alguém para alterar umas configurações nos smart-phones, tabletes e lap-top

Atenção que no Irão não há https, pelo que o movimentos bancárias e o uso de cartão de crédito para efectuar compras tem alguns riscos.

Internet blocked sites
Internet blocked sites. Esta é a imagem que surge quando se quer aceder a alguns sites que estão bloqueados no Irão

Imigrantes:

O Irão atrai imigrantes afegãos, resultantes da prolongada guerra, que se identificam pela tradicional forma de vestir, e que muitas vezes executando trabalhos de carga nos bazares. É também nos bazares e nos trabalhos menos qualificados que se encontram muitos Curdos, facilmente identificados pelas calças de balão, justas no tornozelo.

A guerra no Iraque trouxe também trouxe muitos imigrantes que se concentram mais no sul do Irão, mas que se encontram um pouco por todo o país, sendo facilmente identificáveis pelas longas túnicas, e mais frequentemente pelo lenço, shemagh, com típico padrão preto e branco.

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Porter at Tehran Bazar

Ta’arof:

Uma tradição muito presente no Irão que revela um requintado código de cortesia. Quando alguém nos oferece algo, por exemplo um chá, uma refeição, uma viagem grátis de bus, um doce, etc… devemos sempre recusar, mesmo que a vontade vá em sentido contrário. Da parte de quem oferece compete-lhe o papel de insistir uma ou outra vez, e da nossa parte é-nos pedido que avaliemos até que ponto esta oferta pode ser ou não aceite, de forma a não deixar com fome quem tem pouco para comer, não prejudicar um negócio ou quem não tem boa situação financeira.

Uma prática complexa, que não é fácil de incorporar para quem não foi habituado a este sistema, e que como estrangeiro está muitas vezes sujeito a ofertas, seja de comida, de bilhetes de autocarros, de boleias, de chá…

 

Chá… chai!

O chá, no Irão chamado de “chai” é definitivamente a bebida nacional, sendo consumida logo pela manhã ao pequeno-almoço e depois, durante todo o dia, como motivo para uma pausa, para uma conversa… Aqui à semelhança de outros países também é comum o samovar, grande recipiente metálico onde a água é mantida quente, que se adiciona ao chá preparado num pequeno bule, assente no topo do samovar, mantendo o chá quente.

Existem a chamada tea-shops, onde se bebe chá, se conversa e se fuma qalyān, um cachimbo de água, mas onde as mulheres não podem entrar, ou pelo menos não é suposto entrarem.

 

Old Paykard a Iranian car brand still popular nowadays when many european and asian brands as conquering the market
Old Paykan a Iranian car brand still popular nowadays when many european and asian brands as conquering the market

Bandar Abbas… o porto para o Golfo Pérsico

De acordo com o famoso guia turístico que toda a gente que viaja pelo Irão segue, pois não há muitas mais alternativas que satisfação quem viaja por conta própria, a cidade de Bandar Abbas, nem sequer vinha mencionada numa versão antiga deste livro para além de um ponto no mapa, mas na mais recente versão é-lhe dedicado um tópico onde se menciona que nada tem atraia um visitante estrangeiro para além de este ser o porto onde se apanha o barco para as ilhas de Qeshem e Hormoz, situadas no Golfo Pérsico.

Contudo, o que me trouxe aqui não nenhuma destas opções, foi por Bandar Abbas ser o porto de onde partem os ferry boat em direção aos Emirados Árabes, uma saída do Irão, em alternativa ao popular rota que obriga a voltar a Tehran para seguir de avião.

Mas Bandar Abbas, apesar de não dispor das famosas atrações turísticas como mesquitas, palácios e jardins, não é de toda desprovida de interesse, com um animado e diversificado bazar e o mercado de peixe.

Em termo históricos este porto foi ponto de paragem do portugueses no século XVI quando Portugal dominava o Estreito de Hormuz. Em 1622, Shah Abbas conquistou este porto, então chamado de Cambarão, tendo o nome mudado para o nome do conquistador iraniano, onde “bandar” significa porto.

A cidade em si, constituída por rectas avenidas e edifícios modernos, mostra-se pouco atraente, mas como um dos principais portos iranianos no Golfo Pérsico atrai muitos negociantes, em actividades mais ou menos legais, pois este porto é famoso pelo contrabando.

A cidade dominada pelo clima quente e húmido, que contrasta com o ar seco da maior parte do território iraniano, apresenta-se mais descontraída, com as floridas roupas das mulheres balochi, grupo étnico disperso pela região Sudeste do Irão, nomeadamente no deserto de Kaluts.

O bazaar, meio adormecido pelo calor do dia que juntamente com a humidade convidam à inércia, fervilha de intensidade depois do pôr-do-sol, tanto nas ruas estreitas onde se vende um pouco de tudo, onde o tabaco vendido em folhas enche os corredores de um cheiro seco, marisco seco deixa o característico cheiro enjoativo, e onde as tâmaras doces, macias e de sabor intenso, brilham sob a luzes eléctricas. Nas ruas em redor, espalham-se vendedores ambulantes de frutas e legumes, expõem a mercadoria pelo chão ou em banca improvisadas. Um pequeno mercado de venda de peixe e marisco surge inesperadamente no fim de uma destas rua, fracamente iluminado por lâmpadas penduradas num emaranhado de fios elétricos a pouca distância das nossa cabeças.

Se a noite é altura para deambular pelo bazaar, a manhã é tempo para visitar o Mercado do Peixe, onde tanto no interior como no exterior a agitação é grande, com muitos compradores, os pregões dos vendedores, a pressa dos carregadores… e onde o cheiro a peixe cresce de intensidade à medida que a temperatura do ar aquece. Mulheres de cócoras junto ao passeio, descascam em gesto automáticos pequenos camarões, enquanto por perto sob água corrente o peixe é escamado e liberto de vísceras, o que deixa um rasto de água ensanguentada pela rua.

Mas os vendedores de peixe mais do que qualquer outra profissão são joviais e sociáveis, com a minha presença no mercado uma verdadeira festa, com vários candidatos a querer posar para um foto expondo enormes e frescos peixes e fazendo com que me demorasse por aqui quase uma hora sem me aperceber do tempo a escoar-se.

Bandar Abbas, com o seu clima tropical, a descontração e simpatia dos habitantes, o colorido das roupas femininas, o cheiro do mercado de peixe, a animação do bazar, e as deliciosas tâmaras foi uma surpresa agradável para a despedida do Irão!

Bandar Abbas
Bandar Abbas

 

Bandar Abbas
Bandar Abbas

 

Bandar Abbas
Bandar Abbas

 

Bazaar. Bandar Abbas
Bazaar. Bandar Abbas

 

Bazaar. Bandar Abbas
Bazaar. Bandar Abbas

 

Bazaar. Bandar Abbas
Bazaar. Bandar Abbas

 

Fish Market. Bandar Abbas
Fish Market. Bandar Abbas

 

Fish Market. Bandar Abbas
Fish Market. Bandar Abbas

 

Fish Market. Bandar Abbas
Fish Market. Bandar Abbas

 

Fish Market. Bandar Abbas
Fish Market. Bandar Abbas

 

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Fish Market. Bandar Abbas

 

Alojamento:

Bandar Abbas não dispõem de alojamento adaptado aos backpackers proliferando contudo pela cidade dezenas de hotéis, mais virados para os homens de negócios, com uma vasta gama de preços mas mais elevados do que os valores que se encontram noutras cidades.

Como o Hotel Darya, estava cheio fui encaminhada para outro, a menos de 2 minutos, no fim da mesma rua, Kowsar Hotel. Depois de alguma negociação um quarto duplo (mas só para uma pessoa) com casa-de-banho partilhada, wi-fi, frigorífico e ar-condicionado (que aqui faz mesmo falta) ficou em 500.000 rials… uma estravagância para a despedida do Irão!

O staff fala inglês e é extremamente prestável em fornecer informações.

A demonstrar como Bandar Abbas fica fora do circuito turístico, o cartão de visita do Kowsar Hotel está escrito somente em farsi, assim como os números de telefone.

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Kowsar Hotel

 

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Kowsar Hotel
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Kowsar Hotel

 

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Kowsar Hotel. Contacts

 

Onde comer:

Perguntando aqui e ali por um falafel foi vivamente aconselhada a procurar uma pequena banca que ao fim do dia, pelas 5 horas da tarde inicia a venda deste snack, que a avaliar pelo numero de pessoas à espera despertou a curiosidade. Fica num rua estreita perpendicular à Imam Khomeini Street, junto à Velayat Square, com esta estreita rua a surgir entre uma sequência de ourivesarias e um maciço edifício pertencente a um banco.

Uma boa surpresa foi o halim, algo entre sopa e uma papa, que me foi indicado por um grupos de homens que sentados na rua partilhavam uma destas refeições. Assim encontrei o restaurantes que serviu um dos melhores halim e que se recusou a receber o pagamento, por muito que eu tenha insistido… com aconteceu muitas vezes ao longo desta viagem pelo Irão. A loja fica num perpendicular à Imam Khomeini Street, mas na direção oposta ao mar, provavelmente na Shahid Beheshti Boulevard, mas o melhor é mostrar o logótipo da loja, impresso no saco que transporta a comida para algum indicar o local, pois é bastante popular no centro da cidade.

 

falafel, junto à Imam Khomeini Street. Bandar Abbas
falafel, junto à Imam Khomeini Street. Bandar Abbas

 

Halim. Bandar Abbas
Halim. Bandar Abbas

 

Halim. Bandar Abbas
Halim. Bandar Abbas

 

Cambiar dinheiro:

Sendo o ultimo ponto na rota iraniana, foi tempo de trocar os últimos rials por dinares e dólares. É indispensável trocar os rials antes de sair do Irão, pois fora do país não é possível… e quem guardar as notas para uma próxima visita, arrisca-se a que pela inflação a que a economia está sujeita a que as notas percam o valor ou mesmo saiam de circulação.

A opção foi para a, situada numa zona comercial, na Imam Khomeini Street, junto à Velayat Square. Como o atendimento foi simpático e a quantia era pequena, não procurei pelas melhores taxas, contudo mesmo em frente, na mesma zona comercial existe uma outra loja.

 

Morvarin Exhange. Imam Khomeini Street. Bandar Abbas
Morvarin Exhange. Imam Khomeini Street. Bandar Abbas

Transportes:

A viagem entre Bam e Bandar Abbas, mais de 400 quilómetros pode ser feita em autocarro nocturno, que sai de Bam ao fim do dia e chega na manhã seguinte a Bandar Abbas. Mas por conselho do Akbar, dono da guest house em Bam a viagem foi feita durante o dia para se poder apreciar a paisagem, o que de facto valeu a pena pois o percurso atravessas as montanhas, a sul de Bam foi uma das paisagem mais interessante feitas no Irão.

Mas esta viagem diurna tem o inconveniente de ter que ser feita de savari (shared-taxis), e como estes somente fazem percurso entre cidade, há que apanhar 3 savaris para chegar a Bandar Abbas, parando em Jirot e Kahnooj. O sistema parece complexo mas é uma prática usual entre a população local que usa este sistema para viajar em zonas onde os autocarros são escassos, pelo que os savaris, terminam o serviço numa espécie de terminal, mais ou menos improvisado, onde outros taxistas esperam até o veículo ficar cheio.

A viagem ficou mais cara do que o bus, no total de 450.000 rials, mas compensou pela paisagem e para evitar o incómodo de uma noite mal dormida num autocarro.

Bam – Jirot: 140.000

Jirot – Kahnooj: 110.000

Kahnooj – Bandar Abbas: 200.000

"savari" stop at Kahnooj
“savari” stop at Kahnooj

Ferry Boat para os Emirados

Comprar o bilhete de ferry boat com antecedência para os EAU, seja para Sharaj ou para o Dubai é difícil se não mesmo impossível. Tentei em várias cidades, Esfahan, Yazd, Shiraz, Bam… mas é quase impossível recolher informações raz, Bam… mas rto) Abbas.ra evitar o inc(shared-taxis) concretas e fidedignas.

Contudo a melhor informação sobre como atravessar o Estreito de Hormuz encontra-se neste site, com o máximo detalhe e com informação actualizada, se bem que mais focada para quem faz a viagem com carro ou mota e precisa de mais complexos procedimentos legais.

http://caravanistan.com/transport/persian-gulf-ferry/bandar-abbas-sharjah/

Em resumo:

  • Para comprar o bilhete do ferry boat em Bandar Abbas, basta ir à Bala Parvaz Travel Agency, na Imam Khomeini Street.
  • Ticket: 270.000 rials (não sendo cobrada comissão). O valor tem que ser pago em rials e é necessário apresentar o passaporte.
  • O ferry parte do Bahonar Port.
  • Taxi do centro de Bandar Abbas até Bahonar Port: 70.000 rials; aproximadamente 20 minutos, dependendo do trânsito.
  • O barco parte às segundas e quartas-feiras, às 9.00 pm, mas é necessário estar na sala de embarque pelas 5.00 pm, não vale a pena chegar antes… são horas e horas de formalidades, carimbos, alfândega mais o tempo necessário para acomodar carga e veículos no porão. Neste dia o barco partiu pela meia-noite.
  • Não é necessário comprar o bilhete com antecedência nem tão pouco tentar reservar, pois o ferry pouco mais tinha do 20% de ocupação.
Bala Parvaz Travel Agency. Bandar Abbas
Bala Parvaz Travel Agency. Bandar Abbas

 

Bala Parvaz Travel Agency. Contacts
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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