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Stepping Out Of Babylon

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Índia

Jaipur… em busca do Lassi perfeito

Soubemos que a tradição desta bebida feita de iogurte, tem extrema importância para os habitantes desta cidade. O nosso guia, falava de um sitio histórico, chamado Lassiwalla, que por sorte ficava numa rua bem por trás onde estamos alojados. Era final de dia quando demos com o sito por mero acaso a caminho de casa, fica no meio da Rua MI Road (Mirza Ismail Road), de fronte a um restaurante chamado Niro’s; para nosso espanto não existia um, mas quatro estabelecimentos que vendiam Lassi, ao lado uns dos outros e todos eles diziam que eram a loja mais antiga de Jaipur e todos eles se chamavam Lassiwalla.

Lassiwalla
Lassiwalla
Lassiwalla
Lassiwalla

Ficamos confusos e analisámos os espaços que estavam a nossa frente, para podermos escolher o eleito desse dia. Mais tarde soubemos que existia uma Lassiwalla-war desde o sucesso do primeiro estabelecimento.

Apontamos para o primeiro do lado esquerdo, parecia-nos ser o mais original e dizia que os fabricava desde 1944, mas estava já em modo de limpeza criteriosa por quatro indianos, todos eles limpavam exaustivamente a bancada de mármore e todos os instrumentos associados a fabrico da famosa bebida.

Mesmo ao lado, outro balcão com indianos a preparar lassis e com alguns clientes a fazer os seus pedidos, o que me despertou logo atenção, foram os recipientes em terracota com forma de cone de gelado. Mais do lado direito estava uma loja, esta com uma sala interior, onde se fritavam chamussas e se vendiam lassis e a mais outra ao lado que era praticamente igual, mas sem sala interior.

Optamos pela mais óbvia, a que estava com clientes indianos a beber o seu lassi preferido… pedimos 2 e pela quantia de 34IRN cada, recebemos o nosso desejado cone. A preparação é bastante simples, uma taça de metal com 60cm cheia de curd de iogurte, aguardava a colherada do seu dono, um indiano robusto, em flor de lotus que recebia os pedidos e colocava uma porção de curd, numa batedeira gigante, manuseada por outro indiano, depois de batido o curd, o liquido espesso é colocado no cone de terracota e depois gentilmente da mesma taça onde se encontrava o curd original é tirada a “capa” mais espessa de curd, numa só colherada, que se coloca por cima do liquido do lassi. De sabor adocicado e fresco este lassi, foi uma experiencia incrível, já tinha experimentado alguns lassis na minha vida, mas não como este… .todos os outros me sabiam a simples iogurte batido, misturado com leite. Este por ser naturalmente espesso e fresco, de sabor adocicado e com a sua curd por cima, colocaram a fasquia bem mais acima 😉

Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉

Jaipur: Pink City

A viagem para Jaipur iniciou-se de manhã bem cedo, com o comboio a partir pelas 6h. Foi uma viagem calma que demorou mais meia hora dos que as 4.5 horas previstas, e que nos levou à maior cidade do estado do Rajastão, mas que está longe de ser uma das maiores da Índia, contando com menos de 4 milhões de habitantes.

Pelo caminho fomos passando por paisagens dominadas por planícies, onde a cultura de cereal compete com zonas de vegetação rasteiras e árvores quase despidas, e que gradualmente se foram tornado mais áridas, à medida que íamos aproximando de Jaipur. O estado do Rajastão, é famoso pelos inúmeros palácios e monumentos, mas também pelo seu clima extremamente quente, que chega a atingir os 38 graus. Nesta altura do ano, não está assim tão quente mas o ar é seco, muito semelhante ao clima do verão em Portugal.

Uma das coisas que mais contrasta com os nosso hábitos é o uso do espaço publico para urinar e defecar, mesmo em meios urbanos e durante o dia; este hábito restringe-se às classes mais pobres e às pessoas que vivem nas ruas, que são em elevado numero, em especial em Delhi. Muitas campanhas têm sido levadas a cabo pelo governo para contrariar este hábito mas com pouco sucesso. Segundo elementos que recolhi, 55% da população indiana defeca ao ar livre, o que representa uns 638 milhões de pessoas. Somente 30% da população tem saneamento básico, ao passo que o uso de telemóvel abrange mais de 60%. Este é um indicador dos contrastes que existem neste país.

Na parte antiga de Jaipur situa-se a chamada Pink City, que foi mandada construir no reinado de Jai Singh, por volta de 1700, que se encontra circundada por muralhas, e onde e domina o traçado ortogonal das ruas, e onde cada bairro está destinado a um determinado tipo de comércio ou de pequena industria, destacando-se os têxteis. O nome de Pink City, não corresponde em nada ao que a cidade é hoje; nem tão pouco corresponde à cor original com que foi construída que era o amarelo. O nome resultou da visita do príncipe Alberto em 1856, em que se decidiu pintar os edifícios e cor de rosa, que é a cor de boas vindas no Rajastão.

Este prato é tipico de Jaipur, Chola Bathaura, composto por um caril de grão e um pão frito em oleo bem quente. Tivemos um bonús de mais um pão, devido a conversa que tive com o cozinheiro sobre a minha tatuagem ;) Restaurante LMB
Este prato é tipico de Jaipur, Chola Bathaura, composto por um caril de grão e um pão frito em oleo bem quente. Tivemos um bonús de mais um pão, devido a conversa que tive com o cozinheiro sobre a minha tatuagem 😉 Restaurante LMB

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Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Pink City
Pink City
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur

Delhi e a chegada à India

Puris em DelhiEste foi o nosso primeiro pequeno almoço indiano, tomado na rua a caminho da estação de comboios. Estes puris são feitos na hora e servidos com um caril picante de legumes. Feitos de farinha de trigo, são formados em bolas pequenas e espalmados antes de serem fritos em oleo bem quente. O efeito é este tipo bola insuflada, com uma textura estaladiça.
Puris em Delhi
Este foi o nosso primeiro pequeno almoço indiano, tomado na rua a caminho da estação de comboios. Estes puris são feitos na hora e servidos com um caril picante de legumes. Feitos de farinha de trigo, são formados em bolas pequenas e espalmados antes de serem fritos em oleo bem quente. O efeito é este tipo bola insuflada, com uma textura estaladiça.
Puri em Delhi
Puri em Delhi

No segundo dia em Delhi, decidimos, logo pela manhã fazer um pouco de turismo pela cidade. Começamos pela Old Delhi, que apesar do nome não é a parte mais antiga da cidade mas é onde se situa o monumento mais importante, o Lal Qila (Red Fort) cujo nome advém da cor da pedra com que foi construído: arenito vermelho.

O monumento data da época mongol e foi construído no século XVII. Apesar do rico conjunto de edifícios, a visita não foi propriamente satisfatória, pois muitos deles estão encerrados para obras e os restantes não se encontram no melhor estado.

Na Índia, como em muitos outros países, existem tarifas diferentes para nacionais e para estrangeiros nas entradas de museus e monumentos, com diferenças significativas nos preços; por exemplo, no Lal Qila, o bilhete normal é de 25 rupias, mas nós pagamos 250 rupias, cada um.

Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila

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Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila

Com a desilusão ainda presente, após a visita ao Lal Qila, dirigimo-nos para o centro de Old Delhi, que é uma zona dominada por muçulmanos, que facilmente se identificam pela roupas e onde se nota uma maior concentração de mulheres de véu.

É nesta zona que se encontra a maior mesquita de Delhi, a Jami Masjid. À entrada tivemos que passar pelos zelosos guardas da mesquita, que controlam a vestimenta dos turistas: o calçado tem que ficar na entrada, nada de calções, saias curtas ou ombros descobertos. Para resolver isto são “alugados” panos com que os turistas se cobrem. Mas valeu realmente a pena. O edifício é magnífico, construído de forma quadrangular (com quatro entradas, orientadas pelos pontos cardeais)  de forma a criar uma gigantesco pátio interior. Esta disposição e as maciças paredes permitem criar um ambiente recatado, longe do frenesim do exterior, propicio à oração e à reflexão.

Mas a surpresa surgiu quando, ao tentarmos fugir da confusão das ruas e do calor que têm um crescendo com a aproximação da hora do almoço, encontramos um templo, desta Jainista.

O Jainismo trata-se de uma religião muito semelhante ao Hinduismo, que nasceu na Índia à mais de 2500 anos, mas que tem pouca expressão em termos de população. Defendem a prática da não-violência, e o respeito por todos os seres vivos.

Esta é uma das características da Índia, a diversidade de religiões e a aparente tolerância entre elas. Mais de oitocentos milhões de indianos (80,5 % da população) são hindus; outros grupos religiosos com presença no país são muçulmanos (13,4%), cristãos (2,3%), siks (1,9%), budistas (0,8%), jainistas (0,4%), judeus, zoroatristas. Não sei até que ponto estes dados são corretos, mas aqui tenho notado, relativamente aos estados que visitei no sul, uma forte presença de Siks, que se distinguem pelo seu porte distinto, barbas e turbante.

Tipico restaurante popular de Delhi, na zona de Paran Gath. Numa cave meio obscura, bom e barato 130INR, cerca de 1.80€ para duas pessoas. Desta vez foram chapatis, acompanhados de Caril de batata e couve flor.
Tipico restaurante popular de Delhi, na zona de Paran Gath. Numa cave meio obscura, bom e barato 130INR, cerca de 1.80€ para duas pessoas. Desta vez foram chapatis, acompanhados de Caril de batata e couve flor.
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi, com chegada de trovoada. Percebemos mais tarde que este acontecimento foi de tal maneira invulgar que foi noticia de jornal na primeira pagina.
Fim de tarde em Delhi, com chegada de trovoada. Percebemos mais tarde que este acontecimento foi de tal maneira invulgar que foi noticia de jornal na primeira pagina.

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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