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Sri Lanka

Uppuveli Beach, Trincomalee e a chuva

O primeiro som que nos chega de manhã das adormecidas ruas de Uppuveli é o “Für Elise”, uma popular composição de Beethoven, que tocado numa versão simplificada anuncia a passagem do vendedor de pão e bolos, que conduz lentamente o seu triciclo motorizado que funciona ao mesmo tempo de loja. Um contraste entre a sofisticada melodia e a simplicidade do local… uma praia na costa Este do Sri Lanka, orlada pelo verde dos coqueiros e vegetação tropical.

Uppuveli é somente uma pequena povoação, disposta num reticulado de ruas entre a estrada nacional e a praia, situada a 4 quilómetros a Norte da cidade de Trincomalee, o maior aglomerado populacional da costa Este da ilha. Dada a configuração da costa que forma uma baía, protegida da fortes correntes do Oceano Indico, por um pequeno cabo, a ondulação não é tão forte, o que permite uns banhos de mar descontraídos, com a memorável temperatura da água, que se mantem morna apesar do invernoso céu cinzento.

Uppuveli Beach. Trincomalee

O cantar dos galos, as vacas a pastar pela berma da estrada, a quietude do lugar fazem-nos esquecer que Uppuveli é uma das mais populares praias da costa Este, mas que em Janeiro, época das chuvas, se encontra praticamente deserta com excepção actividade dos pescadores, que continuam rotineiramente a reparar as redes enquanto gralhas enchem o ar com o característico grasnar rouco e persistente.

Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee, where the currents bring a significant amount of garbage that spread along the sea line
Uppuveli Beach. Trincomalee, where the currents bring a significant amount of garbage that spread along the sea line
Uppaveli_DSC_7847
Uppuveli village with signs of the Tsunami 2004
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee
Uppuveli Beach. Trincomalee

Durante a época das chuvas o céu enche-se facilmente de nuvens, que nem sempre trazem chuva, com o azul do mar a ganhar tons escuros, e a rebentação das ondas a espalhar uma espuma branca pela areia que sem sol, se mostra escura. Uma caminhada junto ao mar, remete-nos para os passeios pela praia durante o Inverno no litoral Português, mas aqui a brisa morna que vem do mar e a água tépida que nos molha os pés, contrastam e criam um choque com essa memória fria.

Com o fim do dia, o sol esconde-se por trás da floresta tropical, fazendo crescer as sombras dos coqueiros que aos poucos conquistam o areal, deixando-nos na sombra enquanto o mar ainda reflecte os últimos raios de sol

Uppuveli
Uppuveli

Trincomalle, à semelhança de Batticaloa, localiza-se numa península, o que anunciava a possibilidade de agradáveis passeios pela cidade, mas a chuva persistente que durou mais do que um dia puseram de parte este plano, antecipando a partida de Trincomalee, que ficou para trás envolta num manto cinzento.

... leaving Trincomalee
… leaving Trincomalee

Onde dormir em Uppaveli:

Sendo uma das mais populares praias da costa Este, juntamente com Arugam Bay, existe uma grande oferta em termos de alojamentos, mas que nesta altura do ano, Janeiro, época das chuvas, se encontram maioritariamente fechados. Sobram os resorts mais sofisticados, alguns hotéis, as guest houses e muitas casas que alugam quartos (homestays). Nesta altura do ano (Janeiro) os preços mais baratos rondavam os 1000 LKR para um quarto.

Como o autocarro deixa os passageiros junto à entrada principal de Uppaveli, o mais natural é ir caminhado pelas ruas da povoação até chegar à praia. Entrando pela Beach Road, que apesar de ser o principal acesso à praia, tornou-se num zig-zagerar por entre casas e onde a construção de resorts bloqueou o acesso directo.

Chegando à praia, pode-se caminhar para o lado esquerdo, e encontrar uma sequência de alojamentos, mais sofisticados e mais ao estilo de resorts. Por trás encontram-se, as casas da população local onde muitas alugam quartos e pelo meio alojamentos que por estarem longe da praia têm preços mais atractivos.

Foi o caso do Sunrise Hotel, com excelentes quartos, numa zona sossegada a uns 5 minutos do areal, e que por estar vazio foi possível negociar o preço para 1000 LKR por noite. O staff é pouco simpático e o local não tem “atmosfera” mas os quartos são muito bons comparados com muitos outros visitados, que pelo mesmo preço oferecem locais sem condições.

 

Sunrise Hotel

Address: No. 49, Alles Garden, Trincomalee, Sri Lanka

Free wi-fi, mas não em todos os quartos, sendo necessário ir por vezes para o restaurante.

Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee
Sunrise Hotel. Uppuveli. Trincomalee

Mas chegando à praia, e caminhando para o lado direito, na direção dos barcos de pesca encontram-se outro tipo de alojamentos, mas modestos mas com mais ambiente. Para quem sai do autocarro na estrada nacional, é necessário caminhar um pouco para trás em direção a Trincomalee, até chegar a uma gigantesca igreja cristã (Holy Cross Convent), de arquitectura moderna, que fica do lado direito. Do lado esquerdo, mesmo em frente fica outro acesso à praia de Uppaveli, que é o mais fácil para chegar ao “French Garden”, “Regist Guest House” e “Anton Guest House”, entre outras existentes na mesma zona.

accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee
accommodation at Uppuveli. Trincomalee

Onde comer em Uppuveli:

Alguns hotéis têm restaurante e pelas pequenas ruas de Uppuveli encontra-se um ou outro restaurante de comida local, que contudo têm preços demasiado inflacionados.

A solução mais económico é ir até à estrada nacional, e caminhar um pouco para norte, não mais do 200 metros, até chegar a um entroncamento, em redor do qual se reúne algum comercia, como uma frutaria, algumas lojas e um restaurante que serve roti e kotu. Caso se encomende serve também rice and curry, mas numa versão modesta e pálida, por 150 LKR.

Contudo o kotu é bastante bom assim como os rotis, tendo-se contudo destacado os coconut hoopers que feitos pela manhã desaparecem rapidamente. O local não tem nome, mas é o único sítio que serve comida nesta zona da estrada que liga Trincomalee a Nilaveli.

Roti and Kotu restaurant at Neraveli Road
Roti and Kotu restaurant at Nilaveli Road
Coconut Hoppers. rstaurant at Neraveli Road
Coconut Hoppers. rstaurant at Neraveli Road

Transportes de Trincomalee para Uppuveli:

Os autocarros para Uppuveli partem do lado esquerdo do terminal. Contudo algum dos autocarros com direção a Nilaveli nem sempre param em Uppuveli. Não há indicações pelo que é necessário perguntar aos motoristas ou a algum funcionário que se encontre no local.

Bus Ticket: 20 LKR.

A viagem não demora mais do que 15 minutos

Às 13.30h parte do lado direito do terminal, na mesma zona onde estão os autocarros privados para Colombo e Kandy um autocarro que passa em Uppuveli.

 

Para quem está em Uppuveli, em frente ao entroncamento onde se situa o pouco comércio encontra-se um paragem de bus, onde passa de hora a hora, às horas certas, um autocarro para Trincomalee. Atenção que nem todos os autocarros param nesta paragem.

Trincomalee, in front of the bus Terminal... some restaurants and roti shops
Trincomalee, in front of the bus Terminal… some restaurants and roti shops

Como ir de Trincomalle para Colombo ou Dambulla de bus:

Do terminal de autocarros de Trincomalle, cómodamente situada junto ao centro da cidade, partem regularmente autocarros com destino a Colombo que param em Dambulla.

Existem também autocarros da companhia estatal SLTB, de cor vermelha, com destino a Colombo e que demoram quase 3 horas a chegar a Dambulla.

Bus Ticket Trincomalle-Bandulla: 132 LKR (3 horas)

Trincomalee_Bus Terminal_DSC_7884
Bus from Trincomalee to Colombo, that stops at Dambulla (SLBT, the red governmental buses)
Bus Trincomalee to Colombo_Schedule_DSC_7808
Schedule. Bus from Trincomalee to Colombo, that stops at Dambulla

Batticaloa e os Burghers

Sobre Batticaloa, pode-se afirmar que se encontra fora do itinerário turístico, em parte por ter sido bastante fustigada pela guerra civil que durou 25 anos e somente terminou em 2009, pelos poucos atractivos em termos de património histórico e religioso e acima de tudo pela remota localização a meio da costa Este do Sri Lanka, totalmente afastada fora do chamado “triângulo cultural” que inclui Kandy, Polonnaruwa e Anuradhapura.

E de facto à chegada constata-se que assim é, pois não se encontra durante um dia inteiro mais nenhum estrangeiro, pelo reduzido numero de alojamentos no centro da cidade e acima de tudo pelos olhares ávidos da maioria da população, que se mostra muito curiosa e ao mesmo tempo muito tímida.

Mas mostrou-se bastante atractiva, com uma privilegiada localização no extremo de uma península com o mar de um lado e a ria do outro, fazendo parecer quase uma ilha, pois quando se caminha pela cidade rapidamente nos deparamos com água, que cria um agradável obstáculo.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Bridge that link Puliyanthivu to the modern town. Batticaloa
Bridge that link Puliyanthivu to the modern town. Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa

 

E a parte antiga de Batticaloa, Puliyanthivu, é de facto uma ilha, onde se situa o antigo forte solidamente construído pelos Holandeses, assim como muitos edifícios destinados a habitação, colégio, escolas, hospitais e igrejas cristãs, onde domina a arquitectura colonial ao estilo europeu, quase sempre rodeados de altos muros de pedra, cujos portões metálicos deixam vislumbrar.

Pelas ruas tranquilas desta parte da cidade, que se alcança facilmente por uma das pequenas pontes que liga a ilha à parte moderna da Batticaloa, mulheres caminham lentamente absorvidas na sua conversa, homens deslizam suavemente de bicicleta, caminham crianças saindo da escola, cujo imaculado uniforme branco parece que nos leva de volta para os tempos da presença britânica.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Fish market on the side of the road. Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
Clock tower. Batticaloa
Clock tower. Batticaloa
Comercial area of Puliyanthivu. Batticaloa
Comercial area of Puliyanthivu. Batticaloa

Do outro lado, na parte “nova” da cidade pouco à de interessante com excepção da vista para vários pontos da laguna e pelo mercado local, simplesmente designado Batticaloa Market, onde no interior se vendem produtos alimentares e à volta se alinham lojas de variado tipo de comércio.

Batticaloa
Batticaloa
Batticaloa
near the market. Batticaloa

Mas Batticaloa juntamente com a cidade de Trincomalee são zonas onde se concentra o maior numero de burgers, nome que identifica os descendentes de portugueses e de holandeses que por laços familiares se foram ligando à população cingalesa, desde o século XVI, criando um grupo étnico com língua própria, o crioulo, e professando a religião cristã, que ainda hoje se mantêm apesar da passagem dos ingleses que aqui deixaram a religião protestante.

Da presença portuguesa ficaram nomes, os Silva, os Pereira ou Perera, os Fonseca… em nomes de actividades comerciais, em nomes de ruas, inscritos em placas que identificam consultórios médicos ou gabinetes de advogados… mostrando que esta pequena população de burgher detém um estatuto elevado na sociedade Cingalesa.

Em Batticaloa encontra-se a “Lourenço de Almeida Social & Cultural Centre”, uma associação cultural pertencente à “Sri Lankan Portuguese Burgher Foundation”, que desenvolve diversas actividades sociais na região Este do Sri Lanka. Da curta estadia em Batticaloa, que foi mais uma paragem para descanso no itinerário entre Arugam Bay e Trincomalee, não houve oportunidade para descobrir a cultura Burgher, mas num passeio pelas ruas surgiu um encontro com duas raparigas, uma delas de olhos verdes e pele clara, que depois de elogiada pelos bonitos olhos, respondeu orgulhosamente “I am a burgher”.

A presença dos burghers, que representam cerca de 0.3% da população do Sri Lanka, é discreta para quem circula na cidade, mas aqui nota-se claramente a influência da cultura Tamil, dominante no Norte da ilha, e que aqui já se faz notar pelos numero de templos hindus, pelos traços fisionómicos e pela pele escura de muitos dos habitantes… e até no rice and curry que aqui adquire outro sabor, que nos transporta para a Índia.

 

De Pottuvil para Batticaloa:

A estrada que liga Pontuvil até Batticaloa, desenvolve-se sempre ao longo da costa. Contudo desta proximidade pouco se avista do mar, mas como compensação a paisagem que se avista da estrada é dominada pela água… seja em lagoas, pântanos e lagunas cobertas de nenúfares e salpicadas pela brancura das garças, seja pelos extensos campos de arroz que em algumas zonas mostram o verde claro dos jovens rebentos mas que noutros locais se tingem de tons dourados das espigas maduras.

É um percurso verdadeiramente bonito, e onde a escassa presença de povoações torna a viagem fluída e agradável, com o mês de Janeiro a marcar a época das chuvas e a deixar um rasto verde na memória.

 

Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa
Bus trip from Pottuvil to Batticaloa

Onde dormir em Batticaloa:

Poucos atractivas opções no centro da cidade, visto que os hotéis e resorts ficam perto da praia, na zona de Kallady uma outra parte da cidade do outro lado da peninsula o que obriga a apanhar um tuk-tuk.

Mas como Batticaloa foi somente uma paragem no meio do percurso para Trincomalee, donde resultou somente numa noite aqui passada, a busca por um quarto não foi muito exigente. Assim surgiu o Hotel Sun Rice (sim… rice! não Sun Rise, como seria previsível). Modesto edifício de piso térreo com vários quartos, situado na parte de trás do restaurante com o mesmo nome. Perto da estação de comboio e a uma distância de cerca de 800 metros do terminal de autocarros. Limpo e bem conservado, mas pintado de cores que podem influência o humor do espírito mias resistente!!!

Hotel Sun Rice

Addresss: Bar Street, Batticaloa

Quarto com casa-de-banho: 1000 LKR

Mas depois de alguns passeios pela cidade surgiram outras opções:

  • LMD Guest House. Address: 15, Lady Manning Drive
  • The Moon Hotels, guest house convenientemente localizada junto ao edifício do terminal de autocarros (CTB Bus Station). Address: 3rd Covington’s Road, Puliyanthivu West

Subaraj Inn, anunciado em vários guias turísticos, está fechado e definitivamente fechado.

 

Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa
Hotel Sun Rice. Batticaloa

Para quem prefere ficar mais afastado dos meios urbanos, Kalkudah Bay, 30 quilómetros a norte de Batticalola, é um destino apetecível para quem procura praia e que foge aos “guias turísticos”. Para dormir a Moni Guest House foi uma fidedigna sugestão, que infelizmente não houve oportunidade de experimentar.

 

Onde comer em Batticaloa:

Batiicaloa não sobressaiu em termos de comida, encontrando-se à hora de almoço o habitual rice and curry, os rotis e kutus ao jantar.

Em frente ao terminal de autocarros (Private bus terminal) encontram-se alguns restaurantes servindo rice and curry mas sem brilho.

Em frente à CTB Bus Station, ao lado do Cargills, encontra-se um café/restaurante com bons snacks.

 

Como ir de Batticaloa para Trincomalee de bus:

Para complicar Batticaloa tem 3 terminais de bus. Para facilitar os três terminais situam-se lado a lado na zona de Este de Puliyanthivu, numa distância de cerca de 300 metros.

Para quem caminha desde a “clocktower” (um clichê em qualquer cidade Cingalesa), encontra primeiro a Minibus Stand, que não é mais do que um terreno à beira da estrada onde os autocarros estacionam. Mais à frente situa-se o gigantesco edifício da CTB Bus Station, de onde partem os autocarros da companhia estatal identificáveis pela côr vermelha. Pelo meio fica o Private Bus Terminal, também num terreno à beira da estrada mas com um pequeno edifício de apoio, que consiste num posto de informações (pouco útil) e sala de espera.

Não há informação sobre horários e destinos, sendo a melhor opção perguntar aos motoristas que deambulam pelo terminal… são sempre a melhor fonte de informações assim como os restaurantes ou quiosques situados na zona.

Para quem segue para Norte, em direção a Trincomalee, tem um autocarro que passa pelo Private Bus Terminal pelas 8.45 a.m., e que é directo para Trincomalee, não sendo necessário trasnbordos.

Bus Batticaloa to Trincomalee: 180 LKR (8.45 horas)

CTB Bus Station. Batticaloa
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee
Bus trip from Batticaloa to Trincomalee

População: 90.000

Altitude: 17 metros

Arugam Bay… na praia em low season

Arugam bay sendo um dos melhores locais para o surf no Sri Lanka tem duas faces: a época alta, Maio a Agosto… e o resto do ano, onde Arugam Bay volta a ser uma vila de pescadores!

Entre Novembro e Abril pode-se considerar a melhor época para visitar o Sri Lanka, com os meses de Dezembro e Janeiro a atingirem o pico de turismo. Mas a costa Este e a zona Norte da ilha que são as zonas menos visitadas, difíceis de alcançar e que durante muitos anos forma placo de guerra, apresentam um clima diferente, com chuvas durante este período. Os meses de Maio a Outubro são os que apresentam um clima mais favorável no Norte e na costa Este, onde se situa a praia de Arugam Bay.

Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach

Mas para quem não persegue as “ondas” visitar Arugam Bay, ou outro qualquer local, em época baixa proporciona algumas vantagens: mais sossego, mais espaço, quartos mais baratos, transportes menos cheios… por ouro lado, muitos restaurantes e alojamentos fechados, menos vida social e por vezes alguma chuva que se pode mostrar persistente. Contudo o clima nunca é frio e a temperatura do mar nunca é baixa.

Sendo a costa sudoeste bastante seca e árida, a visita durante a época das chuvas, que mesmo assim não traz chuva todos os dias, proporciona paisagem cheias de verde e bastante água para tornar a Arugam Laguna atractiva para muitas aves que por aqui se alimentam.

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Arugam Laguna
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Arugam Laguna

E assim a estadia em Arugam Bay proporcionou calmos e longos passeios pela quase deserta praia, acompanhados pelo ritmo pesado da rebentação, sentindo o ar húmido vindo do mar e a temperatura tépida da água. Passeios que se podem estender até à laguna, situada a parte Norte da baía e que separa esta zona da povoação de Pottuvil.

Com a luz filtrada pela suave camada de nuvens, o mar mostra-se pesado de cores escuras, assim como o areal cujo tons juntamente com o abundante lixo trazido pelas marés está longe de formar uma imagem paradísica deste local, que contudo se transforma nos meses em que dezenas de surfistas disputam as ondas que se forma à entrada da baía.

Arugam Bay Beach
Arugam Bay Beach

Arugam Bay vive do surf e dos negócios relacionados como escolas, aluguer de material, quartos, etc… Não havendo nenhuma actividade em termos de surf, com o mar revolto e desorganizado, a uma cota superior ao habitual tornando o areal mais estreito, toda a população local se encontra direcionada para a pesca, que continua a ser a principal ocupação e fonte de rendimento desta pequena povoação que foi seriamente afectada com o Tsunami de 2004, que atingiu seriamente a costa Este e Sul do Sri Lanka.

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Arugam Bay
Fisherman at Arugam Ba
Arugam Bay Beach
Fisherman at Arugam Bay
Fisherman at Arugam Bay

Arugam bay não é um local para onde se vai… é um local onde se tem que chegar… fica na costa oposta de Colombo e do único aeroporto internacional, pelo meio ficam as montanhas, para fugir às montanhas há que contornar pelo sul ou pelo norte, por extensas planícies de clima tropical… seja qual for a opção são viagens que não se não se fazem num dia, obrigando sempre a uma ou numa perspectiva mais sensata a duas paragens pelo caminho.

 

Arugam Bay. Road Pottuvil-Panama
Arugam Bay. Road Pottuvil-Panama

Onde dormir em Arugam Bay:

Em época baixa a maioria dos locais encontram-se encerrados, ou se estiveram aberto provavelmente estão sinistramente desertos. Ao longo da estrada principal, dos dois lados alinham-se sucessivos alojamentos de diferentes estilos e para diferentes orçamentos.

A Beach Hut é um dos locais mais antigos e por isso mais populares e mesmo em low season atrai bastantes turistas, alguns de passagem outros que aqui permanecem por longos períodos, saboreando a tranquilidade do lugar e a proximidade do mar, que não fica a mais do que vinte metros.

Existem vários tipos de acomodações, desde quartos a cabanas, com diversos níveis de comodidades e de conforto. A Beach Hut dispões de restaurante que proporciona um espaço agradável rodeado de floresta.

Quarto duplo com casa-de-banho: 1000 LKR (low-season)

Free wi-fi

Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut Room @ Arugam Bay
Beach Hut Room @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay
Beach Hut @ Arugam Bay

 

Onde comer em Arugam Bay:

Muitas das guest houses têm restaurante, mas em época baixa estes e muitos outros estão fechados. Os que estão abertos, como a Beach Hut, oferecem o habitual menu com muitas opções de internacional.

Na estrada principal que passa em Arugam Bay (estrada Pottuvil-Panama) existem alguns restaurantes de comida local, a maioria servindo somente rotis e fried-rice, e que também nesta altura do ano estão quase todos fechados.

Mas mostrando-se indiferentes às variações entre época alta e época baixo, pois vive essencialmente da população local, encontra-se um restaurante na zona sul de Arugam Bay, junto à estrada nacional, muito perto da curva que de certa maneira marca o limite da povoação, com a indicação de Roti Shop. Para além de funcionar com uma pequena mercearia, vende côcos, serve rotis, kotus e uma grande variedade de snacks, incluindo alguns doces típicos do Sri Lanka, que servem de pequeno-almoço, como coconut rotis e coconut hoopers, que esgotam logo pela manhã. Ao almoço o habitual rice and curry, pelo qual é cobrado um preço exagerado aos estrangeiros, 250 LKR; contudo delicioso, rico e com direito a refill.

rice and curry @ Arugam Bay
rice and curry @ Arugam Bay
restaurante @ Arugam Bay
restaurante @ Arugam Bay

 

Bus de Arugam Bay para Batticaloa:

De manhã somente existe um autocarro directo de Arugam Bay para Batticaloa, que passa na estrada principal pelas 5h ou 5.30h, e chega a Batticaloa por volta das 10.30h.

Alternativa é um tuk-tuk até Pottuvil (100 LKR) e no terminal de bus apanhar um dos muitos autocarro com destino a Batticaloa. Mas nem todos são directos, apesar de às 10 horas existir um que evita transbordos.

Do Bus Terminal de Pottuvil, que não é mais do que um conjunto de autocarros estacionados perpendicularmente à estrada, com tuk-tuks esperando do lado oposto, partem autocarros com elevada frequência para Kalmunai, e daí apanha-se outro para Batticaloa.

Bus Pottuvil – Kalmunai: 93 LKR (2.15h)

Bus Kalmunai – Batticaloa: 59 LKR (1.5h)

Pottuvil Bus Terminal
Pottuvil Bus Terminal
Bus Pottuvil to Kalmunai, on the way to Batticaloa @ Pottuvil Bus Terminal
Bus Pottuvil to Kalmunai, on the way to Batticaloa @ Pottuvil Bus Terminal

A viagem entre Pottuvil e Kalmunai é particularmente bonita com a estrada a atravessar extensas planícies de campos de arroz e com muitas zonas de vegetação natural e fraca presença humana que fazem parte do Lahugala National Park.

 

Dos elefantes e dos autocarros… de Kataragama para Arugam Bay

Tendo já visitado a costa sul, é altura de procurar outras paragens, mas a orografia da ilha, com uma cadeia montanhosa a ocupar quase todo o centro da parte sul do território, é pouco atractiva para ser atravessada implicando lentas viagens o que obriga a procurar itinerários mais longos mas acessíveis.

Outros dos obstáculos são os parques naturais, que obrigam as estradas a contornar vastas zonas, com o Sri Lanka a destacar-se pelo total de 26 reservas de vida selvagem num território 1.4 vezes maior que Portugal.

E uma imagem que fica das viagens pelas várias regiões do Sri Lanka é o verde. O verde dos coqueiros e da floresta tropical. O verde das planícies de campos de arroz. O verde de florestas nas montanhas. O verde dos nenúfares e flores de lótus que cobrem lagos e zonas pantanosas.

E fora dos zonas mais densamente povoadas, como a costa sudoeste, a Sul de Colombo e o triângulo que abrange Colombo-Kandy-Galle, escasseiam povoações e pode-se percorrer dezenas de quilómetros onde a paisagem ainda mantem natural.

A viagem de Kataragama em direção à costa Este, é longe de ser linear obrigando a um extenso percurso de forma a evitar o Yala National Park. Primeiro para norte em direção à anónima Buttala, depois para nordeste até à desconhecida Monaragala, e daí rumo a Este até Pottuvil. Mas o destino final deste longo itinerário é a praia de Arugam Bay, inicialmente 4 km a sul de Pottuvil.

Enquanto das paragens em Buttala e Monoragala para mudança de autocarros não ficou memória, assim como o percurso de autocarros pela estrada nacional onde amiúde se alinham ao longo da estrada casa, lojas, restaurantes, oficinas e demais construções, o mesmo não se aplica ao resto do percurso.

Entre Kataragama e Buttala encontra-se uma das mais agradáveis viagens de autocarro feita no Sri Lanka, que num mês contou com mais de 20 viagens de autocarros… não contando com os vários transbordos geralmente necessários em cada viagem. Este percurso passa junto ao Yala National Park, uma extensa área que se classifica como o segundo maior parque natural do país, cuja significativa população de elefantes e leopardos atrai muitos visitantes.

Mas deixando os animais viverem a sua vida tranquilamente longe de humanos empoleirados em jeeps que se passeiam pelas estradas do parque, as visitas a parques naturais ficaram fora do itinerário.

Mas para compensar a viagem de autocarro entre Kataragama e Buttala ofereceu um espetáculo de todo inesperado, com a passagem por um elefante que circulava à beira da estrada, e que sem mostrar qualquer tipo de sobressalto, parou como que a observar o gigantesco veiculo que se cruzou no seu caminho. Mas avistar animais selvagens ao longo desta estrada não é invulgar, o que obriga os veículos a circular a velocidade reduzida evitando buzinadelas, o que torna a viagem verdadeiramente relaxante, oferecendo a possibilidade de disfrutar calmamente a natureza que enche toda a paisagem de verde. De zonas pantanosas passa-se gradualmente, à medida que se caminha para Norte, para terrenos mais secos, de solo avermelhado onde a vegetação se resume a árvores e arbustos de folha miúda, por entre os quais foi possível avistar mais um outro exemplar do elefante do Sri Lanka, uma subespécie do elefante Asiático.

Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay

Deixando para trás Monaragala e à medida que se avança para Este em direção a Pottuvil a estrada estende-se quase em linha recta ao longo de planícies arborizadas que oferecem um pouco de frescura às temperaturas tropicais da região, refrescado o corpo e suavizando a intensa luz do sol. Os últimos quilómetros antes de Pottuvil a paisagem vai-se despedindo do arvoredo para se estender em infinitas planícies de campos de arroz. Estamos de novo perto de outro parque nacional, não tão popular como o de Yala, mas cujas características de laguna atraem muitas espécies de aves: o Lahugala National Park.

A brisa morna a entrar pelas janelas, enquanto o autocarro desliza suavemente pelas intermináveis rectas e o equilíbrio sereno da paisagem, proporcionam uma profunda sensação de calma e tranquilidade que juntamente com o inesperado “encontro” com um elefante, fez com que esta viagem ficasse marcada por intensas e positivas sensações.

 

Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama to Pontuvil. bus trip Katamarama-Arugam Bay

 

Como ir de Kataragama para Arugam Bay de bus:

O percurso tem o total de 137 quilómetros mas demorou 6 horas a fazer.

Como o único autocarro directo parte de Kataragama para Pottuvil pelas 6 horas da manhã, pelo que a alternativa foi ir primeiro to Buttala. Em Buttala basta perguntar por um autocarro na direcção de Pottuvil, e como não há ligação directa é necessário parar em Monaragala e mudar para outro autocarro até ao destino final, Pottuvil.

Alguns autocarros terminam em Pottuvil, a maior povoação na zona, mas alguns seguem até Panama, e passam em Arugam Bay. Caso o autocarro termine em Pottuvil a única opção é apanhar um tuk-tuk para fazer os 4 quilómetros que separam o terminal de bus das primeiras guest houses de Arugam Bay. Caso se pretenda ir para o “centro” da povoação é preciso caminhar mais um quilómetro, mas em qualquer dos caso o tuk-tuk não deve custar mais do que 100 LKR.

 

Bus Kataragama to Buttala: 46 km (9.35h – 11h)

Ticket: 85 LKR

 

Bus Buttala to Monaragala: 20 km (11.05h – 11.55h)

Ticket: 40 LKR

 

Bus Monaragala to Arugam Bay: 71 km (12.30h – 15.30)

Ticket: 120 LKR

 

Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Bus Kataragama to Buttala. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Monaragama Bus terminal. bus trip Katamarama-Arugam Bay

 

Mas todos os transbordos necessários ao longo de uma viagem não são tão incómodos como parecem à primeira vista, pois todos os autocarros param nos terminais, onde não é difícil encontrar o autocarro seguinte, sendo contudo necessário recorrer à ajuda da população local ou perguntar aos motoristas que esperam no terminal, pois a maior parte das vezes não há existe sinalização.

Estas pausas nos terminais, dada a elevada frequência dos autocarros, nunca demoram mais do que 30 minutos, sendo o mais frequente encontrar um autocarro que está prestes a partir, sendo necessário somente “saltar” lá para dentro.

A mochila pode ser transportada dentro do autocarro, mas por vezes o ajudante de motorista (que faz a cobrança dos bilhetes) insiste para colocar a mochila na bagageira, opção que nunca deve ser aceite pois a bagageira está suja, cheia de poeira ou de lama caso chova!

Os bilhetes são sempre vendido no interior do veículo, seja qual for o percurso ou a empresa transportadora.

Os terminais de autocarros são longe se der uma zona atractiva, mas caso se tenha alguns minutos de espera proporcionam sempre possibilidade de encontrar uma refeição, fruta, um roti ou outro snack para comer durante a viagem… vendendo-se também rice and curry devidamente embrulhado para take-away, que somente tem o inconveniente de não serem fornecidos talheres, pois no Sri Lanka come-se com a mão, e somente os restaurantes disponibilizam colheres.

Quanto aos autocarros não são nem bons nem maus… são basicamente todos iguais, feitos todos na mesma fábrica Lanka Ashok Leyland, seguindo todos o mesmo modelo… a única diferença é que há uns mais antigos e outros mais modernos, ou seja em melhor condições, mas mesmo os mais antigos nunca se encontram propriamente degradados, e somente são usado sem zonas urbanas e para curtas distâncias.

Os autocarros vermelhos pertencem à companhia estatal (SLTB); os autocarros azuis e brancos são de empresas privadas, mais focados no lucro, o que leva a que o autocarro pare cada vez que alguém na beira da estrada ou em qualquer ponto da cidade faz sinal para parar ou quando quer descer num determinado sítio. Já os autocarros da SLTB são mais respeitadores dos locais oficiais de paragem, mas tem menos frequência.

Apesar do desconforto provocado por autocarros demasiado cheios, pelas inúmeras paragens, pelo constante buzinar, pelas perigosas ultrapassagens e pela condução desenfreada de alguns motoristas, o autocarro é sem duvida e melhor forma de viajar pelo Sri Lanka, que para além de cobrirem todo o território, proporcionam um estimulante contacto com a população e múltiplos sorrisos…. e muita musica cingalesa!!!!!

 

Tickets. bus trip Katamarama-Arugam Bay
Tickets. bus trip Katamarama-Arugam Bay

Como sair de Arugam Bay:

De manhã, somente um autocarro passa em Arugam Bay com destino a Norte, em direcção a Batticaloa, com o inconveniente horário das 5 ou 5.30h da manhã, sendo difícil obter informações precisas.

A paragem de autocarro de Arugam Bay é em frente à escola, na parte Norte da praia, não muito longe da ponte que cruza a lagoa que separa Arugam Bay de Potuvil.

A alternativa é um tuk-tuk até Pottuvil (100 LKR) e no terminal de bus apanhar um dos vários buses que ai se encontram estacionados.

Pottuvil Bus Terminal
Pottuvil Bus Terminal

Kataragama e os “puja”

Kataragama juntamente com Sri Pada são importantes locais de peregrinação para Budistas, Hindus e Muçulmanos. Contudo Kataragama mostra-se mais popular entre a população Hindu, grande parte constituída por indivíduos de etnia Tamil.

A viagem de Ella para Kataragama demorou quase 3 horas, com a estrada a serpentear junto ao vale, sempre em descidas perigosas, tornando-se mais plana à medida que caminha para sul, em direção a Tissamaharama. Em pouco tempo a paisagem passou de floresta para extensos campos de arroz que nesta altura do ano (Janeiro) se encontram de um verde intenso, onde o calor do meio da tarde fez a curta viagem de autocarro parecer mais longa, com a humidade e misturar-se com o suor e a deixar a roupa colada à pela.

Bus Ella to Kataragama
Bus Ella to Kataragama

Mas por volta das cinco da tarde, depois de descansar de mais uma viagem de autocarro, é altura ideal para uma caminhada tranquila pelas ruas da cidade em direção ao Temple Park, uma extensa área arborizada onde se concentram os templos: um hindu, uma stupa budista e uma mesquita muçulmana. Pelo caminho o aumento do numero de lojas de venda de artigos religiosas e de oferendas para o puja serve de indicação que estamos perto da entrada.

Depois de passar um pequeno rio, onde alguns peregrinos se banham seguindo ritos religiosos, vamos caminhado por uma alameda por onde se passeiam vagarosamente vacas, e peregrinos se encaminham transportando bandejas de frutas decoradas com enfeites de plástico, criando um conjunto colorido que desfila em direção ao templo. Para trás ficou a mesquita quase deserta no meio de uma população maioritariamente hindu.

Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama
Hindu Puja offerings. Kataragama.
Hindu Puja offerings. Kataragama.
Kataragama_DSC_7474
Temple Park. Kataragama
Maha Devale. Kataragama
Maha Devale. Kataragama

Passando o portão de entrada, onde os sapatos ficam de fora à guarda de um zeloso funcionário, encontra-se um recinto murado que reúne alguns templos e outros edifícios e no centro do qual está o Maha Devale, um pequeno templo hindu incapaz de albergar as centenas de pessoas que aqui ruma pelas 6 horas, altura em que se inicia o puja.

Em volta outros templos atraem devotos que realizam também oferendas e orações, mas é em redor da bodhi tree, da mesma espécie da árvore onde Buddha atingiu a iluminação, e considerada sagrada tanto para hindus como budistas, que famílias se reúnem orando, meditando ou lendo textos sagrados enquanto as crianças correm e brincam soltando gargalhadas e gritos que quebram a atmosfera solene do espaço.

Bodia Tree. Temple Park. Kataragama.
Bodia Tree. Temple Park. Kataragama.
Maha Devale. Kataragama
Maha Devale. Kataragama

Mas enquanto não se inicia o puja, à tempo para caminhar por uma longa alameda até ao fim do parque em direção à Kirivehra, templo budista em forma de stupa, pintada de imaculado branco. Pelo caminho pequenos quiosques vendem flores de lótus, ghee (manteiga clarificada, ou seja limpa de vestígios de água ou de impurezas) e incensos que os peregrinos usam como oferendas, com o ghee a servir para manter acesas lamparinas que à medida que o sol desce no horizonte oferecem maior brilho em contraste com o céu que se vai tornando escuro.

Kirivehara Stupa. Temple Park. Kataragama
Kirivehara Stupa. Temple Park. Kataragama
Kirivehara Stupa. Temple Park. Kataragama
Kirivehara Stupa. Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama

Mas voltando Maha Devale onde já se iniciou o puja, uma pequena multidão, entre peregrinos, visitantes e turistas, apinha-se junto às três entradas do templo para tentar observar o ritual do puja que se realiza no interior, onde somente uma dezenas de pessoas tem espaço para poder assistir. De repente, depois de um silêncio prolongado que permite apreciar a calma e serenidade do espaço, já envolto em escuridão, começam a tocar os sinos dentro do templo, a qual se junto um pesado sino que se encontra no exterior formando uma massa compacta de som, histérico e agressivo que quebram a quietude do espaço, mas cujos devotos parecem ficar indiferentes.

Temple Park. Kataragama
Temple Park. Kataragama
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Maha Devale. Kataragama

A estadia em Kataragama ofereceu uma visão diferente do Sri Lanka, longe dos grupos de turismo organizado, dos boutique hotels, do world heritage, dos preços inflacionados, da comida internacional… aqui para além da habitual simpatia e dos sorridentes rostos, somos recebidos com amigáveis e sinceros sorrisos que se misturam alguma curiosidade, num ambiente humilde e descontraído que nos faz sentir genuinamente bem-vindos.

Segundo os guias de viagem é preferível ficar em Tissamaharama e visitar Kataragama numa day-trip, e esta é a opção seguida por praticamente toda a gente. Mas vale a pena ficar pelo menos uma noite em Kataragama, apreciando a calma das ruas ao amanhecer, onde a pouca população se desloca sem pressa e com tempo e disponibilidade para uma curta conversa e um simpático sorriso. As ruas são calmas longe da habitual confusão de transito ou das buzinadelas, e mesmo a estrada nacional que atravessa a povoação, Tissa Road, está longe do movimento e da agitação de outras estradas do mesmo género.

A noite passada em Kataragama, proporcionou um passeio pelas ruas da cidade e pelo espaço junto aos templos, com a luz suave do nascer do dia, quando o ar ainda é fresco e se pode observar o acordar da cidade… uma cidade qua parece adormecida até à hora do puja da tarde, em que se enche de actividade.

 

Kataragama
Kataragama
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Kataragama
Kataragama
Kataragama
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Kataragama
Kataragama
Kataragama
Kataragama
Kataragama
Kataragama
Kataragama

Onde dormir em Kataragama:

Mesmo junto ao terminal de autocarros de Kataragama, não sendo sequer necessário atravessar a Tissa Road, encontra-se a Lake House Pilgrim Rest. Apesar da tabuleta ter a indicação de Lake House Resort, o espaço nada tem de sofisticado oferecendo preços razoáveis e mais baratos do que outros locais assinalados nos guias turísticos como budget. De acordo com o recibo este alojamento pertence à “The Associated Newspapers of Ceylan, Ltd.”, destinando-se a peregrinos mas está aberto a todos os visitantes.

Quarto duplo com casa de banho: 900 LKR (sem água quente, mas as temperaturas nesta região, mesmo em Janeiro são elevadas).

No wi-fi

Num edifício anexo, mais moderno, existem quartos mais sofisticados, com ar-condicionado, wi-fi e outras comodidades.

A localização é óptima e o local sossegado, com alguns dos quartos com varanda e vista para um mar de verde formado pelos campos de arroz.

O staff pouco fala inglês.

Address: Pussadewa Mawatha (mesmo junto ao terminal de bus de Kataragama)

 

Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Room view from Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Room view from Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama
Lake House Pilgrim Rest (Lake House Resort). Kataragama

Onde comer em Kataragama:

Não é difícil encontrar restaurantes de comida local, mas quem procura comida internacional não tem muitas hipóteses em Kataragama, com excepção de alguns hotéis mais sofisticados.

Por sugestão da população local o almoço foi no Ruhunu Bakery and Hotel que apesar do nome de hotel somente serve comida. Serve um competente rice and curry, cuja opção vegetariana custa 80 LKR, e que está disponível desde o inicio do dia. Para além de alguma pastelaria encontram-se muitos snacks. Não é fácil comunicar em inglês e não existe propriamente um menu, com a ementa e os preços afixados nas paredes em Cingalês.

Address: Abhaya Mawatha, Kataragama, Hatton, Kandy

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Ruhunu hotel and Bakery. Kataragama

Pelas ruas da pequena e concentrada Kataragama, encontram-se mais restaurantes servindo também rice and curry, rotis, kotus, hoppers, etc… variando a oferta em função da hora do dia. Também se encontram frutarias com os deliciosas côcos, cuja variedade existente no Sri Lanka chama-se King Coconut, e são de casca amarela, muito sumarentos e mais doces e saborosos dos que os habituais côco de casca verde.

 

Como ao jantar dificilmente se encontra um rice and curry, Kataragama ofereceu a possibilidade de experimentar os hoppers… também conhecidos noutros países por apam, são uma espécie de panquecas feitas de farinha de arroz e leite de côco que no Sri Lanka podem servir de pequeno-almoço ou ao fim do dia como refeição, com ou sem ovo, sendo demolhados e pequenas taças de picantes caris.

Hoppers. Kataragama
Hoppers. Kataragama

 

Transportes em Kataragama:

A cidade é pequena e pode ser percorrida a pé, e deste o terminal de autocarros até à entrada principal do complexo formado pelos vários templos, são 5 a 10 minutos a pé.

Do pacato terminal de autocarros de Kataragama partem com frequência autocarros para Tissamaharama, Buttala, Wellawaya, Matara, etc…

Kataragama bus terminal
Kataragama bus terminal

População: 21.000

Altitude: 48 metros

Ella

Ella é uma pequena povoação que surge quase no fim da linha férrea que atravessa o Hill Country, a zona montanhosa localizada no centro-sul da ilha do Sri Lanka. Ao longo do percurso, desde Kandy até Ella, o comboio serpenteia por entre montanhas onde dominam as plantações de chá, numa verde mas monótona paisagem, pontuada aqui e além por pequenos aglomerados de casas, quase sempre pertencentes a uma das dezenas de plantações de chá, os Tea Estate que mantêm a filosofia colonialista de alojarem trabalhadores e familiares.

Pelo caminho ficam estações mais populares entre os visitantes estrangeiros, como Nanu Oya para visitar Nuwara Eliya, uma relíquia do colonialismo britânico, Haputale próximo do Horton Plains National Park e do World’s End, dois parques naturais que proporcionam boas caminhadas pelas montanhas. Qualquer um destes destinos ficou fora da percurso desta visita o Sri Lanka: o primeiro por ter fama de ser difícil encontrar um alojamento barato, estando mais virado para as cottage e os heritage hotels; os passeios pelos parques naturais implicam de 15$ pela entrada, valor superior ao orçamento diário para um backpacker em viagem pelo Sri Lanka.

Assim a melhor sobrou deste itinerário altamente turístico o humilde mas pacato percurso de comboio, em especial o troço entre Haputale e Ella, que proporcionou magníficas paisagens iluminadas pela luz calma do fim do dia, que aqui chega mais cedo, com o sol a esconder-se por trás das montanhas deixando espaço para o ar fresco da montanha fazer arrepiar a pele a obrigar a mais uma camada de roupa.

between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
between Haputale e Ella
Strain station between Haputale e Ella
Strain station between Haputale e Ella

Ella à primeira vista pouco tem de atractivo, pois não é mais do que um conjunto de construções ao longo da estrada nacional, com uma ou duas ruas mais. Contudo o local oferece em Janeiro um clima ameno com dias de sol não muito quentes, com noites fresca mas não geladas.

O elevado numero de guest houses e homestays proporciona quartos para todos os orçamentos, o que a juntar à pequena dimensão da vila, o ambiente calmo e informal faz de Ella um destino apetecível para descansar depois da caminhada ao Adam’s Peak.

Sobressaindo na paisagem de Ella encontra-se o chamado Ella Gap, um vale que forma uma espécie de garganta que abruptamente desce em direção às planícies do sul do Sri Lanka, por uma estrada sinuosa encaixada entre íngremes encostas. Fazendo esta viagem em direção a sul, é notória a mudança de clima, mal se chega à próxima povoação Wellawaya, ficando para trás o ar fresco das montanhas para se mergulhar no quente e húmido clima tropical.

De Ella ficou a memória de uns dias relaxantes numa insípida povoação; mas acima de tudo a forte memória da deliciosa comida, com Ella a inesperadamente proporcionar o melhor rice and curry, saboreado nos 30 dias passados no Sri Lanka… onde não houve dia sem rice and curry!!!!

Ella Gap
Ella Gap
Ella Gap
Ella Gap

 

Onde dormir em Ella:

Ella tem muitas opções de alojamento, um ou outra junto à estação de comboios, algumas ao longo da estrada nacional (que por sinal não é muito barulhenta), mas a maioria encontra-se espalhada pelas encostas em redor da vila, a uma distância que pode ser feita a pé.

A varanda e uma atmosfera que nos leva para o passado, não só pela arquitectura da casa, uma antiga mansão, como pela decoração e mobília, num misto de antiguidade e kitsch, foram decisivos na escolha da Rock View Guest House. Fica localizada muito perto do centro de Ella a 10 minutos da estação de comboios, perto da estrada principal, mas dada a posição elevada torna o barulho dos automóveis pouco relevante. Existem vários quartos em diferentes edifícios, uns mais modernos e outros mantendo ainda uma atractiva e charmosa patina.

Rock View Guest House

Quarto duplo com casa de banho: 3000 LKR

Free Wi-fi

http://rockviewella.com/

 

Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella
Rock View Guest House. Ella

Onde comer em Ella:

Por atrair bastante turismo que dado o ambiente calmo, opta por permanecer alguns dias em Ella, existem bastantes infraestruturas em termos de restauração, desde os tradicionais rotis e kotus, até aos restaurantes mais sofisticados com comida internacional, pizzarias, cafés…

Os preços são um pouco inflacionados mesmo em termos de comida local, com os pratos adaptados ao gosto ocidental longe dos excessos de picante pelo qual a comida do Sri Lanka é famosa. Não é fácil encontrar um restaurante que sirva um autêntico rice and curry, mas o acaso fez com que a atenção fosse para uma pequena mercearia com um placar à entrada anunciado buffet de rice and curry: Latha Rice Shop.

Servindo deliciosos caris (abóbora, jackfruit, feijão verde, banana, etc..) o habitual pol sambol (um tempero picante à base de côco) ou gotukola sambol (um mistura crua de um legume de folha verde com côco e chilli), o sempre presente dhal (lentilhas), duas variedades de arroz (branco e vermelho) e muita simpatia fazem deste escondido local uma escolha entre a população local. O melhor rice and curry experimentado durante um mês no Sri Lanka. Muito picante.

A refeição custa 200 LKR, com direito a refill.

Address: Passara Road, uma perpendicular do lado esquerdo da Main Road.

Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella
Rice and curry. Latha Rice Shop. Ella

 

Aparentemente Ella é famosa pelo curd and honey, que não é mais do que iogurte regado com mel, que de facto não é mel mas sim melaço (treacle). Encontra-se em quase todos os restaurantes, sendo um antigo café, agora convertido em restaurante, Curd Shop, um dos locais onde se pode experimentar esta deliciosa combinação. Entre várias opções a escolha recaiu para curd and honey com arroz, o que torna uma boa opção para pequeno-almoço.

Apparently Ella is famous also for the curd with honey, that in fact is not honey but a sugar syrup. Here was served with rice that make a good option for breakfast
Apparently Ella is famous also for the curd with honey, that in fact is not honey but a sugar syrup. Here was served with rice that make a good option for breakfast

Comboio de Hatton para Ella:

A viagem de Hatton para Ella demora perto de 4 horas, e pode não ser fácil encontrar lugar sentado logo desde o inicio, caso se pretenda viajar no primeiro comboio do dia. Contudo depois de Nanu Oya, muitos passageiros saem e o comboio fica bastante mais sossegado.

A estação de Ella fica a menos de 10 minutos do centro da vila, numa distância facilmente percorrida a pé.

Train ticket: 160 LKR (2ª class)

 

Direct Bus de Ella to Kataragama:

Junto ao cruzamento entre a Main road e a Passara Road (as duas únicas estradas em Ella) encontra-se um posto de informação turística onde num fraco inglês podemos recolher informação sobre os horários de autocarros e comboios que passam em Ella. A Curd Shop mesmo em frente é também uma boa fonte de informações.

Assim para quem pretende ir para Kataragama (direct bus): 13.00h, 14.00h, 14.45h, 15.30h

A viagem demora 2.40h (com uma pausa de 15 minutos para almoço). Convém chegar mais cedo à paragem pois o autocarro nem sempre respeita a hora de partida, por exemplo o das 13h partiu às 12.55h.

Ticket: 166 LKR

Bus Kandy to Kataragama, that stops in Ella
Bus Kandy to Kataragama, that stops in Ella

Direct Bus de Ella para Tissamaharama (com destino a Matara):

8.40h, 9.20h, 11.00h, 12.00h, 14.45h, 15.30h, 16.40h

O autocarro numero 10, que faz a ligação Kandy-Kataragama passa por Tissamaharama (Tissa) antes de chegar a Kataragama, pelo que os horários acima indicados (13.00h, 14.00h, 14.45h, 15.30h) também são válidos para quem se encaminha para Yala National Park.

Para quem pretende fazer a viagem para Tissamaharama ou Kataragama de manhã fora destes horários, pode apanhar um dos vários autocarros que passa no centro de Ella, em direção a sul, até à povoação de Wellawaya. Em Wellawaya é necessário trocar de bus para o destino pretendido, que pode obrigar a um transbordo intermédio.

Ella. distances for nearby places
Ella. distances for nearby places

 

Não existe propriamente uma paragem de autocarros em Ella. os autocarros em direção a Norte param em frente à Curd Shop. Para quem segue para Sul a paragem é uns 10 metros depois do cruzamento com a Pasara Road, em frente a um hotel.

Ella Bus stop at Main Road
Ella Bus stop at Main Road

 

Ella população: 44.500

Ella altitude: 1041 m

Sri Pada… na peugada do Buddha

Com cerca de 2243 metros de altura Adam’s Peak não é o ponto mais alto da ilha que constitui o Sri Lanka, mas é de certo o mais sagrada, não só para a os budistas que aqui encontram a pegada de Buddha e lhe chamam Sri Pada, como para os Hindu é a pegada de Shiva e para muçulmanos e cristãos o rasto deixado por Adão.

Aparentemente no cimo da colina encontra-se uma depressão na rocha e que com alguma imaginação se pode considerar um pé gigante, o que misturado com algum devoção religiosa tornam esta montanha um dos principais locais de peregrinação no Sri Lanka.

A época favorável para a peregrinação é entre Dezembro (Unduwap poya*) e Maio (Wesak poya) com Janeiro e Fevereiro sendo os melhores meses, pois proporcionam melhor visibilidade e clima mais estável, sem risco de chuva. Contudo a esta altitude a temperatura desce bastante durante a noite, altura em que é mais comum os peregrinos efectuarem a subida dos 1400 metros que separam Dalhousie do cume. Os meses de Maio e Outubro não é recomendável a subida pois a montanha encontra-se envolta em nuvem a maior parte do tempo e o clima é mais instável.

Durante a época das peregrinações mais de 20.000 pessoas sobe o Adam’s Peak durante os fins-de-semana, o que faz destes dias pouco recomendáveis a quem aqui vem em turismo e não pretende passar horas para fazer a subida… mas por falta de informação o dia escolhido calhou num fim-de-semana, com a agravante de ser prolongado com mais um feriado religioso, desta vez o Thai Pongal Day comemorado pela comunidade Tamil, mas que é também feriado nacional. Assim o dia escolhido para efectuar a subida foi provavelmente o dia que atraiu mais gente a fazer a peregrinação da subida ao Adam’s Peak.

A caminhada começou pontualmente às duas da manhã, com 4 horas para fazer calmamente a subida que muitos dizem poder ser feita em 3 horas, com vista a se chegar ao cume ao nascer do sol e assim poder assistir ao espetáculo que tem um pouco de misticismo onde, por instantes, surge reflectida na encosta oposta uma sombra de perfeitas formas triangulares que nada têm a ver com o formato do pico, mas que provavelmente resultam de um efeito óptico causado pela dispersão da luz ao nascer do sol misturado com o efeito da altitude… mas que produz um fenómeno único.

beginnig of Sri Pada path
beginnig of Sri Pada path
just before dusk on the way to Sri Pada
just before dusk on the way to Sri Pada
last third of Sri Pada path
last third of Sri Pada path

O inicio do trilho é muito fácil com a subida a ser feita por rampas ou pequenos grupos de degraus, mas onde o frio e a escuridão da noite tornam o percurso monótono. Contudo o percurso e razoavelmente iluminado, por alguns candeeiros mas principalmente pelas lojas dispostas ao longo do percurso, vendendo artigos religiosos, agasalhos, doces e servindo comida, seja a que horas for do dia ou da noite. Os preços vão aumentando à medida que se sobe, o que é razoável pois tudo, desde arroz, lentilhas, garrafas de água, refrigerantes, legumes, botijas de gás, etc… tem que ser transportado por carregadores encosta acima, que no máximo recebem 1500 rupias caso entreguem mercadoria no ultimo restaurante do trilho, o que deve demorar, entre ida e volta todo o dia, no que resulta em menos de 10 euros por dia de trabalho árduo e sazonal.

Depois de percorrido o primeiro terço do percurso, o trilho até então bastante largo começa a estreitar e a ser totalmente dominado por escadas, muitas das vezes ocupadas por peregrinos que aproveitam para descansar do esforço, o que atrapalha um pouco a circulação dos restantes visitantes, obrigando a abrandar o ritmo.

E a um ritmo mais lento, quando o ego deixa de estar alimentado pela veloz ascensão, pelo orgulha na boa forma física e pela competição de chegar rapidamente ao topo, surge espaço para tomar-mos consciência do que nos rodeia. Tempo para observar a devoção que leva milhares de pessoas a fazer este percurso, que não sendo muito exigente não é fácil, em especial para quem o faz com crianças ao colo ou para as pessoas mais idosas, lentamente e com muitas paragens caminham com determinação. É comovente ver famílias de três gerações caminhando ao ritmo dos mais lentos, mães amamentando bebés durante uma pausa nos degraus, pais transportando crianças adormecidas ao colo e ver como adolescente amparam os passos cansados dos avós.

A caminhada estava a decorrer suavemente até que na aproximação ao ultimo terço do trilho, altura em que os degraus se tornam mais estreitos, o elevado numero de peregrino aos quais se juntavam alguns turistas, tornou a subida impossível, com o caminho totalmente bloqueado por pessoas que a custo deixavam passar quem fazia a descida. Tão perto do topo não era hora de desistir e como ainda faltam duas horas para o nascer do sol, por isso não restou alternativa do que juntar à multidão e ir caminhando a passo muito-muito lento. As horas foram passando lentamente com o frio a tornar penosa a espera e a falta de movimento a deixar o corpo enregelado com o ar gélido que sopra na encosta desprotegida da montanha.

O sol nasceu num magnifico espetáculo de diáfana luz, como se um manto de escuridão fosse sendo lentamente removido deixando ver as cores da paisagem que lentamente foram ganhando intensidade. Mas o topo ainda estava longe e mais de duas horas depois do dia despontar a fila para chegar ao cimo, local onde se encontra a pegada do Buddha ainda estava longe de ser alcançado, pelo que tendo-se perdido o espetáculo do efeito óptico da sombra que surge com o nascer do sol, e sem a motivação religiosa dos peregrinos a quem a espera não é demais para chegarem a tão sagrado local, o cansaço venceu e pela 8 horas foi tempo de iniciar a descida.

sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada
sunrise on the way to Sri Pada

Apesar de um certo desencanto por não se ter chegado ao topo, a descida feita à luz suave da manhã revelou uma paisagem admirável de encostas de imaculada vegetação sem vestígios de presença humana, lagos ocupando o fundo dos vales, suaves encostas onde plantações de chá formam um tapete ondulado, e um mar de verde que enche os olhar, quebrado aqui e além pelo castanho-ferrugem das rochas graníticas que parecem irradiar brilho quando expostas aos primeiros raios de sol.

Sri Lanka_Sri Pada_Adam's Peak_DSC_7226
Descent after the sun rise. Tea plantation. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path
Descent after the sun rise. Sri Pada path

Dalhousie é a povoação que vive em função dos peregrinos e que não é mais do que uma rua ao longo da qual se alinham umas casa, algumas guest houses, restaurantes e muitas lojas de doces, todas vendendo praticamente os mesmos produtos. Pelo meio fica um terreno em terra batida, uma espécie de terminal de autocarros que fazem a ligação entre Dalhousie e Hatton, a estação de caminhos de ferro mais próxima. É em Dalhousie que começa o trilho que dá acesso ao cume da montanha, e onde a maioria das pessoas fica instalada, se bem que muita gente chega de autocarro e inicia de imediato a subida, deixando o local assim que chega novamente a Dalhousie.

Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Dalhousie
Beginning of the trail. Dalhousie
Beginning of the trail. Dalhousie

*Poya: são dias sagrados segundo o calendário budista e coincidem com a lua cheia. Assim cada mês no Sri Lanka tem um dia feriado, com muitas lojas assim como organismo oficiais (correios, etc…) a fecharem neste dia.

Metereologia em Adam’s Peak:

http://www.mountain-forecast.com/peaks/Adams-Peak/forecasts/2243

 

O que é preciso para subir o Adam’s Peak:

Basicamente, não muito. Roupa confortável para suportar as baixas temperaturas durante a noite que parecem mais baixas devido ao vento que se vai fazendo sentir à medida que se aproxima do cume. Na descida parte desta roupa é excessiva e provavelmente chega-se a Dalhousie de t’shirt.

A maioria dos estrangeiros usar sapatos de caminhada, mas o percurso pode ser feito de sandálias, mas o frio da noite recomenda o uso de meias. A maioria dos peregrinos faz o percurso de sandálias, ou mesmo mais frequentemente de chinelos (os de borracha de enfias ente os dedos), não sendo raro ver pessoas descalços a fazerem esta caminhada, não por pobreza mas por devoção.

 

Atalho para Sri Pada (Adam’s Peak):

Nos dias de maior afluência compensa usar um caminho alternativo para chegar ao cimo do Adam’s Peak. Quem usou este “atalho” conseguiu chegar a tempo de ver o nascer do sol, tendo começado o percurso também às 2 horas da manhã.

Depois de se percorrer cerca de dois terços do trilho encontra-se uma bifurcação com uma estátua de Buddha. Do lado direito inicia-se um trilho em terra batida que de noite obriga ao uso de uma lanterna pois o piso é irregular com pedras e troncos. No fim deste trilho chega-se a um caminho cimentado que leva a uma outras escadas que também acedem ao topo do Adam’s Peak, mas como o acesso não é tão fácil de encontrar têm menos pessoas.

beginning of the "alternative" path to Sri Pada
beginning of the “alternative” path to Sri Pada
"alternative" path to Sri Pada
“alternative” path to Sri Pada

Onde dormir em Adam’s Peak (Dalhousie):

O autocarro termina num terreiro que constitui o terminal de bus de Dalhousie que é o cento da povoação. Caminhando um pouco para trás encontram-se a maioria das guest-houses. Avançando em direção ao inicio do trilho pode-se também encontrar mais duas guest houses e quem alugue quartos. Os preços são claramente inflacionados e um pequeno quarto somente com uma cama, com casa-de-banho partilhada, chega aos 2500 LKR por pessoa.

Caminhado mais um pouco, já depois de passar a indicação “Adam’s Peak” pintada a amarelo na rocha, por entre a fiada de lojas a vender doces, encontra-se do lado direito da Sri Pada Road, depois de descer uns degraus uma casa que aluga quartos: Dilani Ligh House.

Os quartos são ultra-básicos, somente com uma cama mas o preço pode ser negociado: 1000 LKR para um quarto para duas pessoas. A casa-de-banho é somente uma retrete, sendo o banho tomado ao ar-livre, com água fria. O suficiente para passar umas horas antes de iniciar o percurso, deixar a bagagem e descansar um pouco depois da caminhada.

Dilani Ligh House , Dalhousie
Dilani Ligh House. Dalhousie
room @ Dilani Ligh House . Dalhousie
room @ Dilani Ligh House. Dalhousie
Washing and shower zone @ Dilani Ligh House
Washing and shower zone @ Dilani Ligh House

Onde comer em Adam’s Peak (Dalhousie):

Mesmo ao lado da Dilani Ligh House guest house, na Sri Pada Road, um restaurante com o mesmo nome, que serve-se desde manhã até ao inicio da tarde, um rice and curry simples mas bastante bom, apesar de extremamente picante, por 100 LKR, que ajuda a recuperar a energia despendida.

Ao longo da caminhada, encontra-se sempre comida nos restaurantes que surgem ao longo do trilho, quase até chegar ao topo. Funcionam 24 horas e mesmo que não tenham rice and curry têm sempre prontas os deliciosos coconut rotis (uma espécie de panqueca salgada mas feita com côco ralado) e outros snacks tipicos do Sri Lanka.

vada and coconut roti at Sri Pada trail
vada and coconut roti along Sri Pada path

Como chegar ao Adam’s Peak:

Dalhousie é uma pequena povoação que quase não surge no mapa, sendo Hatton a cidade mais próxima com algumas infraestruturas. Sendo Hatton uma das mais importantes povoações na rota do chá no Sri Lanka, é servida por caminho-de-ferro pela linha que atravessa o “hill country”, que se inicia em Colombo, passa em Kandy e termina em Bandulla.

 

  1. De Kandy para Hatton de comboio

Os bilhetes de comboio para a 1º classe encontram-se esgotados com cerca de 45 dias de antecedência, podendo contudo ser encontrados nas agências de viagens, que os compram com antecedência e depois os vendem aos turistas com elevada comissão. Contudo, mesmo nas agência de viagem em Kandy não é fácil de encontrar pois geralmente estes lugares estão reservados para tours organizados.

Por isso a alternativa é viajar em 2ª ou 3ª classe onde não há lugares reservados.

Somente há um comboio por dia que inicia o percurso em Kandy e parte às 3.30 am, o que o torna pouco atractivo. Todos os restantes comboios partem de Colombo e chegam a Kandy cheios sendo mesmo difícil entrar para o comboio nos dias de maior afluência como fins-de-semana e feriados. O comboio chegou atrasado e partiu ainda com maior atraso devido à dificuldade de fazer entrar todos os passageiros, que são bastantes, a maioria estrangeiros com grande mochilas, num comboio que já vem cheio desde Colombo.

A viagem demorou 2.5 horas, e por certo atravessando uma paisagem interessante, mas como não havia hipótese de ter um lugar sentado o melhor que se consegui foi um espaço mínimo para sentar no chão.

Train Ticket: 110 LKR (2ª class)

 

Hatton train station
Hatton train station
  1. De Hatton para Dalhousie de bus

Mesmo à saída da estação de comboios de Hatton, estacionado do lado esquerdo encontra-se o autocarro (vermelho) com destino a Dalhousie, que aguarda a chegada dos passageiros do comboio, partindo assim que fica cheio… o que não demora muito durante a época alta, em especial ao fim-de-semana.

Bus Ticket: 70 LKR

Segue-se 1.50 horas para percorrer os 33 quilómetros que separaram Hatton de Dalhousie por uma estreita e muito sinuosa estrada entre plantações de chá entre as quais sobrevivem algumas árvores do que foi em tempos uma floresta.

A vista ao longo do percurso é deslumbrante mas a condução acelerada torna esta viagem cansativa e sujeita a enjoos.

O autocarro termina num terreiro que constitui o terminal de bus de Dalhousie que é o cento da povoação.

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bus from Hatton to Dalhousie
Hatton Train Station. Bus ticket to Dalhousie
Hatton Train Station. Bus ticket to Dalhousie
Dalhousie Bus stand
Dalhousie Bus stand

Mirissa e as baleias

Aproveitando a estadia em Narigama Beach e para quebrar dos mornos banhos de mar e dos passeios pela praia, surgiu a hipótese de um passeio de barco para observação de baleias, pois a costa sul do Sri Lanka é considerada um dos melhores locais para observação da Baleia Azul, o maior mamífero do planeta.

A melhor altura do anos para observação de cetáceos, não só da baleia azul mas também de outras espécies é entre Novembro e Abril e de Julho a Setembro, altura em que este gigantes permanecem nas mornas águas do Oceano Índico para se alimentarem. Mas os meses de Dezembro até Março são os que proporcionam um mar mais calmo, onde mesmo assim é fácil ficar enjoado com a ondulação que não é assim tão suave.

O percurso de barco até ao local propício para observação de cetáceo demora mais de uma hora a percorrer sem contudo se chegar a distância suficiente para se deixar de avistar a costa, e pelo caminho um grupo de golfinhos (spiner dophins) cruzou a trajetória do barco oferecendo sempre um animado espetáculo.

Quando o barco chegou ao local e colocou os motores em “ponto-morto” à espera que alguma baleia aparecesse por perto, já um terço dos passageiros estava enjoado não dando sequer hipótese para consumir o pequeno-almoço fornecido no inicio da viagem juntamente com um chá numa despropositada chávena de porcelana!

Assim que se avistou um dos guichos característico da respiração dos cetáceos, os vários barcos que aguardavam no local, mais de dez, aceleraram tentando obter o melhor posicionamento em relação à baleia, que mesmo considerando que estão a ser respeitadas as regras de segurança poderá causar algum stress ao animal.

Contudo o espécime avistado, um Baleia Azul, voltou mais duas vezes à superfície, entre longos intervalos para respirar, proporcionando sempre uma sensação estranha de fazer arrepiar, pelo espetáculo proporcionado e por se estar perante tão gigantesco animal que se mostra de uma irreal delicadeza, cada vez que o dorso ou a cauda emergem da água.

No regresso que sempre parece mais rápido do que a viagem de ida, houve tempo e “estômago” para o pequeno-almoço e para observar um tartaruga marinha que seguia na mesma direcção do barco e que por momentos permaneceu à superfície antes de mergulhar nas escuras águas da costa sul do Sri Lanka.

Mirissa_whale watching boat_DSC_6921
Boat trip to reach observation area
Blue Whale (baleia azul). Mirissa
Blue Whale (baleia azul). Mirissa
Sea turtle (tartaruga marinha). Mirissa
Sea turtle (tartaruga marinha). Mirissa
Whales and dolphins species. Mirissa
Whales and dolphins species. Mirissa
Whale watching rules. Mirissa
Whale watching rules. Mirissa

 

O pouco tempo despendido em Mirissa que outrora foi vila de pescadores e que agora se foca mais turismo e onde a principal atração é a observação de animais marinhos, seja em passeios de barcos ou em mergulho, revelou um local pacato, onde se mantem o modo de vida local onde a população está sempre disposta a nos receber com um genuíno sorriso.

Mirissa_DSC_6915
Mirissa fish harbour
Mirissa Hourbour
Mirissa Fish Harbour
Mirissa
Mirissa

Onde dormir em Mirissa:

Existem dezenas de opções em termos de alojamento em Mirissa, entre elas muitas guest houses e homestays, que alugam quartos. Os preços são um pouco mais elevados do que em Narigama, mas também Mirissa atrai mais gente pois tem uma mais animada vida nocturna que se concentra na pequena mas simpática praia, onde o areal está um pouco mais abrigado da forte ondulação.

Moon Glow Guest é uma homestay, onde a simpática e bem disposta proprietária aluga quartos no piso térreo, enquanto o resto da família ocupa o piso superior. A casa é recente e está impecavelmente limpa, com o quarto com rede-mosquiteira (necessária nestes clima) e moderna casa-de-banho partilhada. Situa-se numa pequena travessa à rua principal que liga a praia de Mirissa ao porto; fica a cerca de 5 minutos a pé do porto de onde partem os barcos para a observação de baleias.

Address: Kapparamulla, Mirissa

Contact: 077 3955172, 041 2254901

Quarto duplo (com casa-de-banho partilhada): 2000 LKR

wi-fi

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Moon Glow Guest house. Mirissa
Moon Glow Guest house. Contacts. Mirissa
Moon Glow Guest house. Contacts. Mirissa

 

Onde comer em Mirissa:

Junto à praia alinham-se os restaurantes mais virados para os turistas servindo um misto de comida Cingalesa com comida internacional mas onde a aposta é no peixe grelhado e no marisco.

Mas junto à estrada nacional A2 encontram-se vários restaurantes de comida local, que geralmente não servem jantares, mas onde ao almoço se pode encontrar rice and curry. Para uma refeição mais tardia ou para um jantar a opção são os rotis e os kuttu.

 

Transportes:

A forma mais económica de chegar a Mirissa é o autocarro, contudo muita gente opta por fazer a viagem em tuk-tuk, o que é mais confortável para fazer os 35 quilómetros que separam os dois locais e demora 1 hora e deve custar mais de 1000 LKR, dependendo das habilidades de negociação de cada um.

A viagem de autocarro implica um transbordo em Galle, no Bus Terminal, mas o tempo de espera pelo autocarro seguinte não deve ser mais do que 5 minutos, pois a frequência é elevada.

Bus Narigama – Galle: 35 LKR; 30 minutes

Bus Galle – Mirissa: 50 LKR (ou 52 LKR); 1 hora

 

Whale watching tour:

Um pouco por todo o lado, mesmo em Hikkaduwa e Narigama existem anúncios para excursões para ver as baleias na costa sul do Sri Lanka.

De Hikkaduwa estas excursões custam 5000 LKR por pessoa, e incluem a deslocação em tuk-tuk até Mirissa e o barco. O passeio começa às 5 am e termina pelo meio da tarde.

Em Mirissa conseguem-se melhores preços, com o passeio de barco a custar 4000 LKR.

Contudo, indo directamente ao porto, onde atracam os barcos que fazem estes passeios de observação de baleias, facilmente identificáveis pelo double-deck preenchido por cadeiras e bancos corridos, e falando directamente com o pessoal dos barcos consegue-se melhores preços, pelo menos 2000 LKR por pessoa, com a viagem a incluir pequeno-almoço (uma pequena sandwich, ovo cozido, ananás e bananas) e água. A bordo são também disponibilizados comprimidos para o enjoo.

Contudo esta opção sendo de longe a mais barata implica passar uma noite em Mirissa, pois na manhã seguinte, os barcos partem às 7 a.m., mas é necessário chegar mais cedo pelas 6 a.m. Depois do passeio de barco que termina pelas 2 ou 3 p.m (mas que pode ser mais demorado, dependendo da distância a que se consegue avistar as baleias) e basta apanhar um qualquer autocarro que passe na estrada nacional em direção a Galle e aí mudar para outro autocarro em direcção a Hikkaduwa (150 LKR no total, nos dois sentidos).

O barco foi o Blue Ocean, e que limita o numero de passageiros a cerca de 10 ou 12, o que faz com que haja muito espaço a bordo, não pondo em causa a estabilidade da embarcação quando todos os passageiros se precipitam para um dos lados para ver e tirar fotos às baleias.

Whale watching tour: 2000 LKR… mais algumas rupias como gorjeta para a tripulação.

Whale watching. Mirissa
Whale watching. Mirissa
Mirissa Hourbour
Mirissa Hourbour
Mirissa_whale watching tour ticket_DSC_7058
Whale watching Tickets and Conditions. Mirissa
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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