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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Larung Gar… como um sonho

Em Larung Gar, situada no distrito de Sertar, na região Oeste da província de Sichuan, encontra-se a maior escola de budismo tibetano, albergando cerca de 40 mil monges, formando praticamente uma cidade no vale de Larung.

Pelas colinas que circundam o principal edifício estendem-se milhares de pequenas casas, que cobrem uniformemente as encostas formando um padrão semelhante a pequenos quadrados pintados de grená, a mesma cor adoptados pelos monges que seguem a corrente Mahayana do budismo.

O cinzento do céu com as suas pesadas nuvens, contribui para a atmosfera mística que envolve o local, intensificada pela bruma matinal que se desprende das encostas cobertas de um manto de fina erva verde e pelo fumo das lareiras que aquecem as casas, situadas muito próximos umas das outras e por entre as quais serpenteiam labirinticamente estreitas ruas, que se percorrem contornando obstáculos, passando cima de poças de lama e subindo e descendo degraus.

O dia era especial, com a celebração de uma cerimónia que contava com a presença do fundador do instituto, o lama Jigme Phuntsok, cuja imagem se pode ver em casas, carros, restaurantes e lojas, um pouco por todas as povoações vizinhas como Sertar e Lughuo, assim como pendurada ao pescoço de muitos dos tibetanos.

A visão e a atmosfera de Larung Gar, que até à pouco tempo estava interdita a visitantes, é demasiado impressionante para ser registada em imagens e ainda menos em palavras, tendo sido um dos locais mais marcantes da visita à China.

Larung Gar
Larung Gar
Boleia para ir de Sertar a Larung Gar, num mini-tractor
Boleia para ir de Sertar a Larung Gar, num mini-tractor
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Estrada de acesso a Larung Gar
Estrada de acesso a Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar
Larung Gar

… à boleia por Kangding, Tagong e Sertar

E por um mal entendido entre mim e os taxistas de Litang, em resultado da minha fraca pronúncia chinesa e do reduzido conhecimento demonstrado pelos tibetanos em relação ao mandarim, acabei ir parar a Kanding, próximo de Garzé, em vez de Ganzi… em vez de rumar a Norte vi-me a caminho de Chengdu, na direcção Este, obrigando-me a passar uma noite na desinteressante cidade de Kanding.

Mas como sempre, mesmo as contrariedades e os desapontamentos trazem acontecimentos que se estivermos receptivos a aceitar, se tornam positivos: e assim, no hostel onde me refugiei encontrei dois chineses que em férias escolares andavam à boleia pela região Oeste de Sichuan.

E assim começou uma agradável aventura de três dias pela região de Kangding, que nos levou, em função das boleias que apanhávamos, até às colinas verdejantes de Tagong, ao sky burial perto de Luhuó e à incrível cidade-mosteiro de Sertar.

A generosidade chinesa foi bem evidente nestes dias, com inúmeros veículos a parar para nos oferecer boleia, com excepção dos camiões aos quais está interdito transportar estrangeiros, disponibilizando-se para nos arranjar espaço mesmo quando o carro aparentemente ia quase cheio, oferecendo-nos água e comida e parando junto a templos, mosteiros ou locais que proporcionam boas vistas sobre as paisagens desta região, onde a presença tibetana é evidente e a religião budista está bem presente pelas inúmeras stupas e bandeiras de orações que se evidenciam no topo das colinas.

Fácil, fácil andar à boleia pela China, mas é praticamente indispensável falar a língua ou viajar na companhia de chineses!

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Distrito de Kangding

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Mosteiro no Distrito de Kangding

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Cidade de Luhuó

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Luhuó
Tagong

Luhuó
Tagong

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Luhuó
Sertar

Tibetan High-way: Estrada G318 que liga Chengdu a Lhasa e que é a rota mais popular para quem visita o Tibete, em especial entre os muitos chineses que efectuam este percurso mais de 2000 quilómetros, de carro, de bicicleta e por vezes a pé.
Tibetan High-way: Estrada G318 que liga Chengdu a Lhasa e que é a rota mais popular para quem visita o Tibete, em especial entre os muitos chineses que efectuam este percurso mais de 2000 quilómetros, de carro, de bicicleta e por vezes a pé.

Kangding
Kangding

Xinduqiao
Xinduqiao

Xinduqiao
Xinduqiao

Paragem na estrada perto de Xinduqiao, enquanto se espera por nova boleia...
Paragem na estrada perto de Xinduqiao, enquanto se espera por nova boleia…

Tagong Grasslands
Sertar

Itinerário dos possíveis percurso para chegar a Lhasa; este género de autocolantes que decoram muitos dos veículos da região fazem com que a viagem pelo Tibete se pareça com um rali, sobressaindo o espírito de aventura com que os Chineses encaram esta viagem... um pouco como a descoberta da "ultima fronteira"!
Itinerário dos possíveis percurso para chegar a Lhasa; este género de autocolantes que decoram muitos dos veículos da região fazem com que a viagem pelo Tibete se pareça com um rali, sobressaindo o espírito de aventura com que os Chineses encaram esta viagem… um pouco como a descoberta da “ultima fronteira”!

Tagong Grasslands
Tagong Grasslands

Muito mais que uma boleia, este ex-monge tibetano durante 17 anos, levou-nos a conhecer a região, mostrando paisagens, mosteiros, levando-nos a assistir a um sky burial, pagando refeições e alojando-nos no seu hotel... uma incrível generosidade!!
Muito mais que uma boleia, este ex-monge tibetano durante 17 anos, levou-nos a conhecer a região, mostrando paisagens, mosteiros, levando-nos a assistir a um sky burial, pagando refeições e alojando-nos no seu hotel… uma incrível generosidade!!

Youth Hostel (YHA)… alojamento bom e barato

Definitivamente a melhor solução em termos de alojamento na China são os designados Youth Hostels que apesar do nome não se limitam a acolher jovens.

Estão geralmente bem localizados, nos centros das cidades, junto a estações de autocarros ou de comboios, ou perto de atrações turísticas; encontram-se espalhados um pouco por todo o país, existindo pelo menos dois ou três por cada província do vasto território chinês.

Oferecem boas condições, com quartos duplos, ou individuais, com casa de banho privativa ou partilhada; contudo a opção mais popular são os dormitórios ou quartos partilhados, de quatro, seis ou oito camas, sempre na sistema de beliche, e que podem ter ou não casa de banho no interior do quarto.

Apresentam-se com boa decoração, limpos e arejados. Têm sempre disponível gratuitamente água filtrada, quente ou natural. Dispõem de cacifos para guarda de valores, geralmente junto à cama ou por vezes na recepção. O chuveiro e por vezes o lavatório dispõem de água quente. Secador de cabelo é disponibilizado geralmente na recepção sob pagamento de uma franquia que é reembolsada aquando da sua devolução.

Dependendo do clima da região, os quarto estão por vezes estão equipados com aquecimento central, ventoinhas e mesmo alguns com ar-condicionado. Nas regiões onde os Invernos são mais rigorosos é frequente encontrar cobertores elétricos para aquecimento das camas. Só nas grandes cidades é possível encontrar o serviço de lavandaria, contudo são fornecidas condições para lavar e secar a roupa; existe também a opção de usar a máquina de lavar roupa cujo custo ronda os 10 yuan por carga.

Dependendo do local e da dimensão do hostel, podem ter ainda restaurante, zona de estar com televisão, snooker, jogos, uma pequena biblioteca mas cujos livros são maioritariamente em chinês… os melhores têm ainda pequenos espaços verdes como é o caso do Hello Chengdu, que fazem esquecer que se está no centro de uma cidade de mais de quatro milhões de habitantes.

Na recepção destes Youth Hostel encontra-se sempre alguém que fala inglês, e que está apto a fornecer informações sobre transportes e locais a visitar nas redondezas. Nos hostels situados nas grandes cidades é possível reservar bilhetes de autocarro e de comboio mediante o pagamento de uma comissão, assim como tours e visitas organizadas aos vários locais de interesse turístico.

Wi-fi gratuito.

Os preços para os dormitórios variam entre os 30 e os 40 yuan, mas podem ser superiores dependendo das condições oferecidas e da localização, sendo geralmente mais caros nas grandes cidades em comparação com as povoações mais pequenas.

Dispondo de Cartão de Membro, com o custo anual de 50 yuan, é possível ter descontos nos vários hostels podendo o valor de uma noite num dormitório ter um desconto de 5 a 10 yuans.

http://www.yhachina.com/index.php?hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=288&hostID=2

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Kunming: Upland Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=347&hostID=2

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dali: Spoor Youth Hostel

Dao Cheng: MaMa Hotel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=217&hostID=2

Dao Cheng: MaMa Hotel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=2&id=208

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Dao Cheng: Yading Backpacker International Youth Hostel

Foto: Litang: Summer International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?id=367&hostID=2

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Litang: Summer International Youth Hostel

Kanding:

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Konka Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

http://www.yhachina.com/ls.php?hostID=1&id=251&hostID=2

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

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Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Chengdu: Hello Chengdu International Youth Hostel

Tiãnzàng… funeral Tibetano

O chamado “sky burial” (tiānzàng, em tibetano) que se pode traduzir por funeral-aéreo, é uma antiga tradição do budismo tibetano que considera o corpo apenas como um veículo para percorrer esta vida; uma vez que um corpo morre, o espírito abandona o corpo deixando-o sem utilidade.

Dar o corpo como alimento para os abutres é um acto final de generosidade para com o mundo dos vivos e faz parte do ciclo de vida; os próprios abutres são reverenciados e acredita-se ser uma manifestação do deus Dakinis.

Para além do significado espiritual o Sky Burial é também uma forma prática das populações do planalto tibetano se livrarem dos corpos, num zona onde as temperaturas mantêm o solo gelado grande parte do ano e onde escasseia a madeira que poderia servir de combustível para queimar os corpos.

A cerimónia, mais prática do que ritualista, realiza-se geralmente pela manhã num encosta mais afastada das povoações. De um lado pequenos grupos de pessoas, quase exclusivamente homens, muitos envergando os tradicionais casacos tibetanos que com a ajuda das excessivas longas mangas mantêm atados à cintura; do outro grupos de abutres formando manchas castanhas no verde do terreno, esperam calmamente. Não muito longe, um outro grupo distingue-se pelas coloridas roupas e equipamento de trekking: são sobretudo chineses que visitam estas paragens do oeste de Sichuan no percurso entre Chengdu e Lhasa, uma das mais populares rotas turísticas de aventura entre a população chinesa, que vê o Tibete com uma região selvagem e primitiva… uma espécie de descoberta da “ultima fronteira”.

Dos corpos que aguardam no chão liberta-se um cheiro de sete dias de decomposição que a suave brisa faz subir ao longo da colina; à medida que os homens encarregues de preparar os corpos executam o seu trabalho, os vários grupos de abutres vão-se reunindo, voando baixo sobre o local e descendo a colina num caminhar lento mas determinado, formando um grupo cada vez maior.

Ao discreto sinal de um monge que assiste à cerimónia, os grupos de abutres iniciam, de asas semi-abertas a descida da colina em direção aos corpos, que em segundos desaparecem sob o ondulante manto castanho formado pelas aves, que avidamente despedaçam e arrancam vísceras, pele e carne, de onde abruptamente se liberta um cheiro nauseabundo que afasta todos os espectadores, provocando esgares de agonia e vómitos, apesar dos lenços que cobrem a cara.

Após menos de meia hora, pouco resta dos cadáveres para além dos ossos, que após enxotadas as aves são metodicamente partidos contra a pedra com auxilio de martelos até se tornar em pequenos pedaços que misturados com farinha de cevada servem de alimento aos abutres, que como animais amestrados, aguardam pacientemente, a curta distância, pela segunda parte do festim.

Apesar da aparente naturalidade com que os tibetanos assistem a esta cerimónia, sem lamentos ou exuberantes manifestações emocionais, os sky burials, apresentam-se intensos e perturbadores, onde para sempre fica a memória do cheiro da morte que se cola à pele dos vivos e o pesado bater das asas dos abutres, voando cada vez mais baixo à medida que se inicia a preparação dos cadáveres; tudo envolvido sob a majestosa calma da verde paisagem e do intenso céu azul.

Sky Burial em Litang
Sky Burial em Litang
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo
Sky Burial perto de Luhuo

Litang… o “wild, wild West” Chinês

Wild, Wild West… são as palavras que melhor se adaptam à imagem que se tem à chegada a Litang: ruas poeirentas, de pavimento degradado, porcos comendo restos de comida no meio da estrada principal obrigando camiões velhos e ruidosos a desviarem-se, libertando nuvens de negro escape e levantando a poeira da estrada que parece cobrir toda a cidade, roubando-lhe as cores e deixando-a com um uniforme tom cinzento. Grupos de homens reúnem-se ao longo dos passeios, encostados às paredes, aos postes e às árvores, vestindo pesados e grossos casacos, conversando e olhando quem passa, com o rosto, de traços forte e de pele escura, semi-coberto pelas abas dos chapéus de feltro, fazendo rolar nos dedos as contas dos rosários que sempre trazem consigo.

A cidade é famosa na região pelas anuais corridas de cavalos que em Agosto reúnem diversos grupos étnicos desta região, alguns ainda nómadas vivendo da criação de gado, para exibirem as sua perícia e habilidades equestres. Contudo, estas corridas foram proibidas no ultimo ano pelo governo devido a protestos contra a presença chinesa na região.

Á volta de Litang, pequena e concentrada, de uniforme volumetria, encontra-se uma vasta planície de campos agrícolas onde pasta gado, e que se estende até às montanhas de cumes arredondados, desertas de vegetação que dominam a paisagem e que produzem um interessante contraste com o azul intenso do céu, que caracteriza estas regiões de ar seco e de elevada altitude do planalto tibetano.

Apesar da evidente presença chinesa, que sobressai nas dezenas de restaurantes que se alinham ao longo da rua principal, aqui domina claramente a cultura tibetana, com grande parte da população resistindo à adopção do mandarim, com excepção das crianças que o aprendem na escola.

À noite a população reúne-se diariamente na praça central, construída ao estilo chinês, moderna e organizada, para executar danças tradicionais, com as mulheres parecendo competir na exibição dos tradicionais longos vestidos enfeitados com coloridos aventais, característicos do Tibete. À volta da praça vários grupos e polícias vigiam os participantes, pois estes ajuntamentos proporcionaram anteriormente pretexto para manifestações contra a presença chinesa.

Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Viagem de autocarro entre Dao Cheng e Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Pequeno e discreto tempo que exibe orgulhosamente um retrato do Dalai Lama, imagem proibida na China
Pequeno e discreto tempo que exibe orgulhosamente um retrato do Dalai Lama, imagem proibida na China
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang
Mosteiro de Litang

 

População: 51.300

Altitude: 4014 m

Parque Natural de Yading

Dao Cheng é também ponto de partida para quem pretende visitar o Parque Natural de Yading, popular pelas suas paisagens montanhosas cujos cumes cobertos de neve emolduram vales de primaveril vegetação, por onde serpenteia suavemente o Gongga Silver River.

Ao longo do parque encontram-se diversos trilhos, todos devidamente identificados e onde grande parte do percurso que se inicia junto ao Chonggu Temple, é feito em estrados de madeira ou metal que acompanham o terreno, facilitando subidas e descidas com degraus e suaves rampas. Por estas estruturas é possível chegar à Luorong Pasture e dai empreender uma caminhada até ao Milk Lake situado a 4600 metros de altitude e que constitui um dos principais atractivos do parque.

Toda a zona visitável do parque está devidamente organizada com informação, mapas, zonas de descanso, casas de banho…. praticamente todos os trilhos podem ser visitados sem grande esforço mas sem grande espaço para aventura, mas onde a constante presença humana não tira beleza à deslumbrante paisagem.

Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading, numa zona onde a grande altitude fazem gelar as noites e inibem a vegetação de crescer mais do que uns poucos centímetros acima do solo
Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading, numa zona onde a grande altitude fazem gelar as noites e inibem a vegetação de crescer mais do que uns poucos centímetros acima do solo
Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading
Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading
Povoação de Allan, a ultima antes de chegar à entrada do Parque Natural
Povoação de Allan, a ultima antes de chegar à entrada do Parque Natural
Percurso entre a bilheteira e a entrada no parque natural que é obrigatoriamente efectuado em autocarros disponibilizados pela organização
Percurso entre a bilheteira e a entrada no parque natural que é obrigatoriamente efectuado em autocarros disponibilizados pela organização
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading
Percurso de bus entre Doa Cheng e Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading
Parque Natural de Yading

Como chegar ao Parque Natural de Yanding

  1. Bus de Dao Cheng para Yading (os autocarros partem do terminal de bus de Dao Chen, situado no centro da cidade): 7 AM; 10 AM; 14 PM; 17 PM

Custo: 50 yuan.

Pelo mesmo preço é possível recorrer ao serviço das mini-vans e táxis partilhados, cujos motoristas se reúnem à entrada do terminal de autocarros, cobram o mesmo valor mas não têm horário certo, partindo geralmente quando estão cheias; contudo de manhã é sempre a altura mais favorável para tentar encontrar transporte; caso se opte por fazer a viagem ao fim do dia talvez se perca um pouco a paisagem durante o percurso.

  1. Bilhete de entrada: 150 yuan + 120 yuan para o autocarro que transportam os visitante desde a bilheteira (Visitor Center) até à entrada do Parque, Chonggu Temple, cerca de 37 km; não é possível comprar estes bilhetes em separado; bilhete válido por um dia;
  2. Transporte no interior do parque: 50 yuan, ou 80 yuan caso seja bilhete de ida a volta, para efectuar os cerca de 6.5 km em carro-elétrico que deixa os visitantes em Luorong Pasture; em alternativa é possível percorrer os cerca de 6.5 km usando as estruturas construídos em metal e em madeira que percorrem o fundo do vale junto ao rio; este percurso mais agradável do que usando a estrada, faz-se facilmente em menos de 2 horas;
  3. Transporte de burro desde a Luorong Pasture até ao Milk Lake: 300 yuan; em alternativa este percurso pode ser feito a pé demorando, ida e volta, cerca de 4 horas.
  4. O ultimo autocarro que sai do parque em direção ao Visitor Centeré às 17 PM.
  5. Bus desde o Visitor Center até Dao Cheng: 10 AM; 17 PM; alternativa são as mini-vans e os shared-taxis; Custo 50 a 100 yuan, dependendo do numeor de passageiros.
  6. Alojamento: é possível ficar a alojado em Yading, perto Visitor Center, ou em alternativa na aldeia de Aden no meio da montanha, entre o Parque e Yading.
Mapa do Parque Natural de Yading
Mapa do Parque Natural de Yading

 

Xiannairi Snow Peak: 6032 m de altitude

Dao Cheng… parece o Tibet?!

De acordo com os guias turísticos, Dao Cheng não é mais do que uma paragem na rota Tibetian Highway que liga a província de Sichuan a Lhasa, mas a sua localização próximo do planalto Tibetano oferece a quem por aqui se demora paisagens deslumbrantes, de uma aridez selvagem, onde a escassa vegetação se aninha nos vales que são também abrigo para as pequenas povoações.

Apesar da localização e da esmagadora maioria dos habitantes serem de etnia Tibetana, na cidade pouco se encontra desta cultura, tendo quase toda a antiga malha urbana da cidade sido substituída por novas avenidas, largas e de amplos passeios, ladeadas de modernos edifícios imitando o estilo da arquitectura local. Grande cruzamentos ortogonais dominam Dao Cheng, cujo quase inexistente trânsito circula ao ritmo de semáforos e onde os sobrevivente edificios tradicionais resistem nas ruas secundarias muitas ainda por pavimentar.

Ao longos das ruas de acastanhada monotonia, sobressai a presença de grupos de homens e de mulheres, cujas características físicas de corpos altos e robustos, pele escura e rostos de traços fortes. As mulheres usando coloridos aventais de finas riscas que sobressaem dos tons escuros dos longos vestidos e com os homens de pesados casacos sobre os ombros, ou enrolados com as longas mangas em volta da cintura, e chapéus de abas largas sombreando o rosto, destacam da discreta presença chinesa, que apesar de tudo domina o comércio da cidade, onde é tarefa árdua encontrar um local que sirva os tradicionais pratos da gastronomia tibetana.

Observado a calma atmosfera da cidade, com os seus semáforos mudam de verde a vermelho sem que passe um veículo, onde os cães dormem pachorrentamente ao longo dos passeios envoltos na poeira que uniformemente cobre a cidade, onde paira uma atmosfera de estagnação só quebrada pelo anoitecer que trás consigo a música emitidas pelos altifalantes colocados na praça central da cidade onde diariamente e os habitantes locais se reúnem, dispostos em círculos concêntricos, para executar as tradicionais danças tibetanas.

… e o céu, com o seu intenso tom azul e dispersas nuvens brancas, onde luz fere a vista e convida à proteção das sombras, onde o ar é quente e seco e onde, ao mais pequeno esforço físico, a altitude deixa o coração a bater forte no peito.

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

Dao Cheng
Dao Cheng

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Dao Cheng
Dao Cheng

Info

Bus from Zhongdian (Shangri-lá) to Dao Cheng:

Departure: 7.30 AM, every day (only one bus a day, so it’s better to buy the ticket one day in advance)

Cost: 109 yuan

Duration: around 11 hours (including stop for lunch).

From Shangri-lá Old Town to Zhongdian Bus Terminal you just need to take the bus number 1 to the bus terminal, for 2 yuan. Note that the buses start around 6.30 in the morning, so if you need to stay in the Bus Terminal early you may need to catch a taxi, which is around 10 yuan.

População: 30.000 habitantes

Altitude: 3753 m

…de Shangri-lá a Dao Cheng

(English version from the text posted in Jun/2014)

308 quilómetros e 11 horas de viagem separaram estas duas povoações situadas perto da fronteira com a denominada Região Autónoma do Tibete: Shangri-lá na província de Yunnan e Dao Cheng na província de Sichuan.

Apesar de desde meados do século XVIII o Tibete se encontrar sob administração do Imperador da China, somente em 1950, com a ocupação por parte do Exército Popular de Libertação, passou a fazer parte da China, passando a maioria do seu território a ser denominado de Região Autónoma do Tibete, sendo a restante área dividida palas províncias de Qinghai, Gansu, Sichuan e Yunnan.

Dada a dificuldade de viajar na Região Autónoma do Tibete, que requer autorização específica e obriga a viajar em grupo recorrendo inevitavelmente aos serviços de agências turísticas que encarecem significativamente o custo da viagem, a melhor opção para quem quer conhecer o que ainda resta da cultura tibetana e apreciar as fenomenais paisagens do planalto tibetano é percorrer as povoações junto à fronteira com a Região Autónoma do Tibete, e onde o acesso mais fácil é feito pelas províncias de Sichuan e Yunnan.

Em alternativa a região de Ladakh no extremo Norte da Índia é outra forma de chegar perto do Tibete. Em Kathmandu, no Nepal, e no estado de Himachal Pradesh, no Norte da Índia é possível ter contacto com esta cultura junto das grandes comunidades de tibetanos que se aqui se refugiaram, incluindo o Dalai Lama que se encontra em Dharamsala, mais concretamente na cidade de McLeod Ganj.

A viagem de autocarro, apesar das más condições da estrada, em que parte do percurso em terra-batida, atravessando a cadeia montanhosa de Meili Xue Shan, também denominada de Mainri Snow Mountains, subindo às altas passagens e descendo aos vales para atravessar rios, com a estrada serpenteando as abruptas encostas, oferece paisagens de cortar a respiração.

À saída de Shangri-lá a paisagem é dominada pelo verde dos pinheiros que cobre praticamente todas as encostas das montanhas, com excepção dos cumes mais elevados onde o rigor do Inverno deixa ainda vestígios da neve que cobre estas paisagens. Nos vales correm ribeiras e rios cujo nível baixo das águas deixa a descoberto um tapete formado por pedras arredondadas pela passagens das geladas águas.

Deixando para trás pequenas povoações rodeadas de modestos campos agrícolas que se dispõem ao longo das férteis das margens de linhas de água, por onde pastam yaks e cavalos selvagens, que à medida que se vai subindo as íngremes encostas se vão tornado cada vez mais modestas até desaparecer quase por completo a presença humana, surgem no horizonte abruptos penhascos cinzentos que parecem tocar no branco das nuvens que decoram o azul do céu.

As povoações que se encontram ao longo do caminho, que não são mais do que algumas casas dispersas ao longo da estrada, apresentam uma arquitectura característica do Tibete, com edifícios constituídos por três grossas paredes de pedra formando um retângulo, no interior das quais se constrói com auxílios de robustos troncos de madeira a habitação, quase sempre de dois pisos; cuja fachada principal é totalmente em madeira; as portas e janelas são emolduradas por elaborados e coloridos desenhos pintados na madeira entalhada em intrincadas formas geométricas, que sobressai no branco das paredes.

À medida que se entra na província de Sichuan, as casas adquirem outras características, sendo as paredes exteriores totalmente construídas em pedra, com as decorações de portas e janelas a darem lugar a uma moldura preta em forma de trapézio, tornando estas habitações mais sólidas e sombrios, sentimento realçado pelas paredes de pedra em tom cinzento que a custo sobressaem da paisagem seca e poeirenta.

Cruzando os pontos mais altos, e progredindo para Norte a paisagem vai ficando cada vez mais árida, com a floresta a dar lugar a encostas arenosas e rochosas de tons cinzentos e acastanhados, dando à paisagem um tom selvagem e inóspito.

...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
paragem para almoço... de Shangri-lá a Dao Cheng
paragem para almoço… de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
…de Shangri-lá a Dao Cheng
bus ... de Shangri-lá a Dao Cheng
bus … de Shangri-lá a Dao Cheng
...de Shangri-lá a Dao Cheng
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Nota: a maioria das fotografias foram tiradas dentro do autocarro o que justifica a má qualidade

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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