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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

On the road again… do Rajastão para Gujarat

On the road again… novamente em modo de viajante, de cidade em cidade, de bus para bus, passando por longas esperas em poeirentos terminais de autocarros, saboreando lentamente chai atrás de chai que adoçam a boca e reconfortam o estômago. Sem tempo para repousar numa cama, sem hipótese de tomar um duche… as noites são aproveitadas para viagens de autocarro onde há sempre tempo para ir saboreando a fruta e os snacks que servem de refeição durante as lonas horas passadas nos autocarros.

Depois de uma noite passada no deserto de Thar, com um pequeno-almoço à base de chá e pharatas de mel, mais um percurso de camelo de volta a Khuhri, uma hora de viagem, de pé na parte de trás de uma carrinha de caixa-aberta, de um delicioso thali em Jaisalmer é hora de seguir viagem em mais um autocarro-cama em direção ao estado vizinho situado a sul do Rajastão: Gujarat.

Após 17 horas de viagem acorda-se numa outra Índia. Ou melhor, outra face da mesma incrível Índia, rica em diversidade…. outros rostos, outra forma de vestir, outra comida, outra língua, outras cores outros cheiros… até num simples chai, que por definição é um chá com leite e açúcar, apresenta-se no Gujarat escuro, intenso de sabor, rico em especiarias deixando na boca o pungente do gengibre.

... rectas a
… rectas a “perder de vista”
on the bus....
on the bus….
autocarros cama, com compartimentos individuais e duplos, muito comuns em percursos longos, circulando geralmente durante a noite; os chamados night-buses
autocarros cama, com compartimentos individuais e duplos, muito comuns em percursos longos, circulando geralmente durante a noite; os chamados night-buses
Chai tomado no autocarro numa das muita paragens para descanso, refeições e tomada de passageiros
Chai tomado no autocarro numa das muita paragens para descanso, refeições e tomada de passageiros
fim do dia ainda na planicies do Rajastão
fim do dia ainda na planices do Rajastão; mais uma noite passada num autocarro, com o sono embalada pelo solavancos da estrada e pelo som do i-pod

Thar Desert

O sol já desapareceu por trás das pequenas e arredondadas colinas formadas pela fina areia que lentamente se vai deslocando pela planície quase desértica, engolindo com o seu avanço a escassa e ressequida vegetação.

Com o sol já oculto pelas distantes dunas que a toda a volta emolduram a paisagem, as cores vão-se desvanecendo e os contornos dos esqueléticos arbustos vão perdendo forma. A luz que ainda espreita por trás da linha do horizonte tinge o céu de tons quentes alaranjados, passando para os lilases e terminando num azul cada vez mais escuro à medida que os olhos sobem em direção ao céu.

O fogo aceso para cozinhar o jantar, sobressai cada vez mais no escuro da noite, lambendo os toscos recipientes, onde há muito deixou marca irreversível nos tachos metálicos. Num fervem as lentilhas no outro cozinha-se o arroz; ouve-se no silêncio da noite o ranger da faca a cortar os legumes que vão servir de base ao caril.

A oscilante viagem no dorso de um camelo pela paisagem árida pontuada pelo verde esbatido dos resistentes arbustos, de inicio ridícula, foi ficando mais atraente à medida que o sol foi descendo no horizonte, oferecendo à paisagem as cores magníficas que parecem irradiar uma energia florescente.

Aos poucos o céu vai-se decorando de estrelas, tímidas de inicio mas que aos poucos se vão tornando mais brilhantes, parecendo trazer consigo o manto frio da noite que nos faz aproximar mais da fogueira e procurar refúgio nas mantas que vão servir de cama durante a noite passada ao relento sob a fina areia do deserto.

Mas o que realmente marcou esta modesta aventura foi o silêncio. O verdadeiro silêncio ausente de presença humano ou de outro animal. Um silêncio sem vento, sem ondas, sem árvores. Um silêncio leve e transparente, mas dominante e envolvente.

Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Thar Desert
Praparação do jantar
Praparação do jantar
Thar Desert ao anoitecer
Thar Desert ao anoitecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Thar Desert ao amanhecer
Preparação do pequeno-almoço com deliciosas pharatas de mel
Preparação do pequeno-almoço com deliciosas pharatas de mel

Tour:

O percurso pelo deserto de Thar, denominado pomposamente de safari, foi organizado pela Arjun Family Guest House.

Existem duas opções: a mais curta, que começa pelas 4pm e termina do dia seguinte, pelas 9am, com uma noite no deserto e que inclui jantar e pequeno-almoço. Custo: 450 INR.

Em alternativa, o percurso pode estender-se por dois dias, com inicio pela manhã, o que permite afastar mais da povoação de Khuri entrando profundamente pelo deserto, incluindo visita a aldeias. Custo: 1200 INR.

Comer:

Uma básica e simples refeição mas de paladar delicioso acompanhada de

Transportes:

Infelizmente a única opção encontrada para o percurso pelo deserto foi o camelo, ou melhor, um dromedário, pois em Khuhri não existe outra alternativa, como os populares jeeps. Melhor em termos ambientais mas longe de respeitar os direitos dos animais que não devem ser usados para diversão.

Khuhri

A partir de Jaisalmer, a cidade mais o Oeste do Rajastão e a que se situa mais perto da delicada fronteira com o Paquistão, é possível visitar o deserto de Thar tendo como base uma das muitas pequenas aldeias espalhadas pela seca e árida paisagem.

A escolha recaiu em Khuhri, situada a meio caminho entre Jaisalmer e a fronteira.

Pelo meia da tarde a aldeia apresenta-se aparentemente deserta, com cães a dormir ao abrigo das poucas árvores que a espaços sobressaem dos tons castanhos e bejes, comuns à terra que cobre as ruas e às fachadas das casas.

Perante os poucos atractivos de Khuhri, estadia foi de curta duração tendo-se resumido a uma refeição servida no pátio da casa da família Arjun, proprietária de uma das guest houses e que organiza os populares “safaris” pelo deserto, motivo pelo qual estas pequenas aldeias atraem visitantes.

E aventura no deserto começa aqui….

Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri

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Khuhri
Khuhri
Khuhri
Khuhri

Alojamento:

Arjun Family Guest House

Quarto duplo, incluindo três refeições: 200 INR (wc partilhado)

Arjun Family Guest House. Os quartos são básicos mas oferecem um abrigo agradável ao calor seco do deserto, seguindo as técnicas de construção tradicionais com espessas paredes de terra e cobertura feita de troncos e vegetação seca
Arjun Family Guest House. Os quartos são básicos mas oferecem um abrigo agradável ao calor seco do deserto, seguindo as técnicas de construção tradicionais com espessas paredes de terra e cobertura feita de troncos e vegetação seca
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House
Arjun Family Guest House

Onde comer:

Em Khuhri, na ausência de restaurantes, somente as guest houses disponibilizam refeições.

Somente existem duas pequenas mercearias.

Transportes:

Khuhri situa-se a cerca de 42 km a sudoeste de Jaisalmer, o que significa aproximadamente uma hora de viagem de autocarro.

Custo: 30 INR

Autocarros partem do Hanuman Circle (cerca de 3 km do forte), com horário incerto, por isso o melhor é chegar de manhã cedo ao terminal de autocarros existente nessa zona e perguntar às pessoas que lá se encontram.

A partir da State Bus Stand, localizada no canto sudoeste do forte, existem também autocarros para Khuhri: 11am e 5pm, mas é melhor confirmar esta informação na guest house ou em alguma agência de viagens.

Um dos terminai de autocarros de Jaisalmer. Daqui é possível encontrar transporte para Khuhri
Um dos terminai de autocarros de Jaisalmer. Daqui é possível encontrar transporte para Khuhri

Udaipur

Udaipur
Udaipur

Em oposição à árida e seca Jaisalmer é árida, isolada numa planície quase inóspita, Udaipur apresenta-se fresca e amena, rodeada por lagos e suaves montanhas. A parte antiga da cidade coroada pelas torres dos templos Hindus e por palácios construídos ao estilo mourisco deixados pelo Império Mongo, parece escorregar pela encosta até chegar às águas calmas do lago.

As ruas íngremes da cidade desaguam em ghats cujos degraus plenos de vida, tanto servem para os banhos matinais, ganhando um colorido especial com a roupa a secar em improvisados estendais, como para adolescentes tentam a sua sorte na pesca; grupos de crianças entretém-se em animadas competições lançando barcos de papel às águas que se agitam com a passagem dos muitos barcos que transportam turistas em visita à chamada “Cidade dos Lagos”, muitas vezes comparada com Veneza.

Na parte antiga concentram-se a maioria dos alojamentos e restaurantes, lojas e agências de viagens, destinados aos muitos turistas, nacionais e estrangeiros que visitam a cidade, famosa também pelos artistas que executam elaboradas e intrincadas gravuras inspiradas nas antigas imagens de marajás, elefantes e camelos.

Modernos edifícios competem ferozmente pelo título “highest roof top” e pela melhor vista para o pôr-do-sol, oferecendo sessões de cinema com a exibição diária do filme Octopussy, onde as aventura de James Bond formam filmadas nesta cidade.

Mas é afastando-nos das bucólicas águas dos lagos, e caminhado ao longo do bazar que se volta a encontrar a habitual azáfama comercial, saborear os deliciosos kachori e samosas acabadas de fritar, ou um simples e açucarado chai; dóceis e pachorrentas vacas deambulam calmamente indiferentes às buzinas das motos e tuk-tuks, que com uma habilidade invejável circulam por entre transeuntes, vendedores ambulantes, veículos de mercadorias, cães e demais obstáculos.

Caminhando por estreitas e intrincadas ruas, onde fachadas rasgadas por janelas decoradas com arabescos e motivos geométrico, pintadas em tons suaves de rosa, azul ou verde que nos recebem com uma luminosidade acolhedora, passamos pelo verde islâmico das mesquitas e o laranja das mandirs decoradas com suásticas.

Sucedem-se lojas e mais lojas, abertas para a rua, cada uma destinada à venda de um único tipo de produto ou especializada numa gama muito particular, onde a nossa passagem desperta olhares curiosos que quase sempre acabam em sorrisos.

Ficou a faltar a visita aos palácios que dão fama à cidade assim como os tradicionais passeios de barco pelos lagos que rodeia Udaipur, mas ficou visível mais uma faceta da cultura e da diversidade do Rajastão, e inspiradores pôr-de-sol a coroar pacatos dias.

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Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur. Gaths
Udaipur. Gaths
Udaipur
Udaipur
Udaipur. Bara Bazar
Udaipur. Bara Bazar
Udaipur
Udaipur
Udaipur
Udaipur
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Udaipur
Udaipur
Udaipur

 

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Udaipur
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Udaipur

Alojamento:

    Hotal Lake View

   Quarto duplo com wc: 500 INR (o preço inicial é de 750 INR)

   Free wi-fi

A outra margem do Lago Pichola, à qual se acede por uma pequena ponte pedonal, oferece também uma grande variedade de alojamentos e restaurantes numa ambiente mais calmo.

Evitar a muito referenciada Lal Ghat Guest house, pelo elevados preços e espartanos e básicos quartos. Contudo com uma ótima localização junto ao lago e privilegiada localização para o pôr-do-sol.

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Lake View Guest House
Lake View Guest House
Lake View Guest House

Onde comer:

Fora do centro, junto à Delhi Gate é possível encontrar alguns dos melhores restaurantes da cidade com oferecendo uma ementa variada, e comida bem confecionada, servida em ambiente calmo e tranquilo, o que justifica os preços mais elevados em comparação com os típicos dhabas.

Caso se pretenda uma experiencia mais familiar nada como o Queens Café (do outro dado da ponte pedonal), à frente do qual a cativante energia de Meeru torna o caril de abóbora numa especialidade, e onde a mistura de especiarias “da casa” dá um toque único.

Para pequeno-almoço, serve-se aloo paratha (pão achatado, cozinhado com óleo e recheado de batata) acompanhada com iogurte e com um forte e aromático chai (chá preto fervido com leite e por vezes um pouco de gengibre).

Meera Restaurant em Delhi Gate, Udaipur
Meera Restaurant em Delhi Gate, Udaipur
Queen's Cafe. Meeru Restaurant... uma experiência muito familiar que nos transporta literalmente para uma casa indiana
Queen’s Cafe. Meeru Restaurant… uma experiência muito familiar que nos transporta literalmente para uma casa indiana

Transportes:

Da estação de comboio até à zona onde se situa a maioria do hotéis e guest-houses, junto ao lago – Lal Gath, Gangaur Gath e City Palace, é aconselhável fazer o percurso de tuk.tuk, pois a orografia da cidade é pouco convidativa a percursos pedestres com mochilas pesadas; custo mínimo 80 INR.

Jaisalmer

Abrupta mudança… depois de uma estadia de seis semanas na região de Dharamsala, com o cenário das montanhas de Dhauladhar a ficar cada vez mais branco de neve e com o frio cada vez mais presente, é tempo de rumar a sul, em busca de calor. Destino: Rajastão, mais precisamente a cidade de Jaisalmer às portas do deserto de Thar, com uma paragem de uma dúzia de horas na caótica e poluída cidade de Delhi.

Jaisalmer é castanha, seca e árida mas veste-se de dourado quando iluminada pela mágica luz do pôr-do-sol, que desaparece na aparente infinita planície que se estende daqui até ao Deserto de Thar para lá do qual fica o Paquistão.

Pelas estreitas e intrincadas ruas da parte antiga da cidade, protegidas pelas espessas muralhas do forte que circunda a única colina existente na árida e quase desértica paisagem, sente-se uma atmosfera calma e pacífica, onde a vida doméstica exposta pelas portas abertas das casas, se mistura com as muitas lojas e restaurantes destinados aos turistas.

A contrastar com a dominante presença dos tons castanhos da pedra calcária que serve de base à construção de praticamente todos os edifícios, surgem fachadas pintadas de cores suaves, desde os azuis, rosas e verdes que por momentos nos transportam para o norte de África, atestando a presença do império Mongol, que também deixou a sua marca nos arabescos e nas cúpulas que decoram edifícios e palácios.

Longe do ambiente calmo que se vive no forte, a cidade de Jaisalmer vibra de actividade em especial no percurso entre as portas do forte e Gandhi Chowk, onde ao longo do Bhatia Bazar se pode encontrar um pouco de tudo, desde pequenas lojas de snacks, onde dominam as samosas (chamuças) e os katchuri, fritos tradicionais do Rajastão, às tentadores lojas de doces, mas onde sobressaem as lojas de venda de tecidos e de saris que enchem as ruas de um colorido especial que caracteriza as roupas das mulheres desta região da Índia.

 

Jaisalmer
Jaisalmer vista das muralhas do forte
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Jaisalmer
Governamental Shop, onde se encontram à venda bens essenciais a preços inferiores aos dos restantes postos comerciais. Este tipo de lojas encontra-se um pouco por todo o lado mas são quase impossíveis de identificar pois tudo se encontra escrito em hindi
Jaisalmer
Jaisalmer,  Bhatia Bazar
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Jaisalmer, Gopa Chowk
Jaisalmer
Jaisalmer

Alojamento:

Hotal Royal Stay

Quarto duplo com wc: 300 INR

Free wi-fi

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Hotel Royal Stay, Jaisalmer
Hotel Royal Stay
Hotel Royal Stay, cujo terraço é um óptimo local para apreciar o pôr-do-sol
Hotel Royal Stay. Contactos
Hotel Royal Stay. Contactos

Onde comer:

Para evitar os restaurantes mais turísticos e mais caros o melhor é sair do forte, mesmo que à primeira vista o confuso ambiente e os insistentes condutores de tuk-tuk desencorajem grande passeios.

Neste pequeno restaurante de desconhecido nome, mas que se situa mesmo ao lado do Om Cafe, à saída do forte (Gopa Chowk), servem-se delicioso thali por 100 rupias com direito a “refill”.

Restaurante em Jaisalmer, fora das muralhas que serve um óptimo thali por 100 rupias, com direito a
Restaurante em Jaisalmer, fora das muralhas que serve um óptimo thali por 100 rupias, com direito a “refill”

Transportes:

Jaisalmer tem estação de comboios que fica a uns três quilómetros da parte antiga da cidade. A maioria das guest-houses providencia transporte desde a estação de comboios até ao forte.

A partir de Jaisalmer é fácil viajar para outras cidade do Rajastão e para o estado vizinho do Gujarat, sendo os autocarros privados a solução mais atractiva, muitos oferecendo viagens nocturnas em autocarros cama, designados por “sleeper bus”.

Horários dos autocarros com destino às principais cidades do Rajastão, assim como para Gujarat e Delhi
Horários dos autocarros com destino às principais cidades do Rajastão, assim como para Gujarat e Delhi

China: epílogo

O que ficou da China?… um país moderno e organizado, onde uma revolução apagou referências culturais e religiosas e onde um regime ditatorial continuam a dominar e a manipular a vida e a forma de pensar dos cidadãos, onde a liberdade e o acesso à informação é controlado mas onde o consumo é incentivado deixando para trás os ideias socialistas.

Um pais onde tudo é novo, quase novo ou pouco antigo; onde se constroem zonas “antigas” em cidades modernas de ortogonais e amplas avenidas. Um pais onde a gastronomia é levada muito a sério, e onde cada refeição é um desafio ao paladar.

Um país onde, comparando com os seus vizinhos asiáticos, salta à vista a população idosa e o número de filhos únicos, mas sobressai também o facto das mulheres estarem praticamente em pé de igualdade com os homens, em termos sociais e profissionais e onde a escolaridade abrange a vasta população.

Fica a memória da diversidade e da riqueza cultural dos diferentes grupos étnicos que orgulhosamente perpetuam costumes e tradições.

Fica também a coragem e o orgulhos dos tibetanos em manter a sua identidade cultural e religiosa, apesar da pesada presença chineses, mantendo viva a língua e as tradições, ostentando as tradicionais roupas, mostrando-se numa postura orgulhosa e destemida que assenta bem nos seus corpos robustos e rostos de traços duros, onde facilmente surge um amigável e curioso sorriso.

Fica a memória de um país onde a população, à primeira vista pouco afável, se mostra calorosa e acolhedora, generosa e hospitaleira, quando dificilmente é vencida a barreira linguística

Um país vasto e interessante mas onde a previsibilidade, as regras de boa conduta social e a forçada moderação não deixam surgir a paixão que outros locais despertam.

Adeus China
Adeus China

A comida na China… para vegetarianos!

Este é um tema difícil de abordar dada a diversidade gastronómica que a China apresenta, e que a curta visita às províncias de Sishuan e Yunnam oferecem bons exemplos, sendo assim difícil eleger um prato tradicional ou uma refeição típica que homogeneamente se encontre em todos os locais.

Contudo, nas zonas visitadas encontra-se com facilidade restaurantes cujo denominador comum é a existência de uma arca frigorifica onde os alimentos disponíveis estão expostos, desde legumes, carne, cogulemos, tofu, ovos… e de onde se escolhe as combinações desejadas, para um ou mais pratos, que são confeccionadas em poucos minutos. Os pratos são sempre partilhados entre o grupo de amigos ou familiares reunidos em volta da mesa, sendo de boa educação retirar um pedaço de comida de cada vez e coloca-la na tigela, de onde, depois de misturado com um pedaço de arroz é ingerido. No final das refeições é de “bom tom” deixar sempre alguma comida nos pratos, sinal de abundância de comida.

Ao contrário do que é comum nos países asiáticos, na China é raro encontrar a chamada “street-food”, sendo a opção mais popular e económica o recursos a pequenos restaurantes familiares, todos eles abertos para a rua, onde a cozinha fica quase fora do restaurante, e onde se servem geralmente sopa de noodles com as suas diferentes variações de carne de porco, vaca, galinha, vísceras…

Em Sishuan, famosa pela sua aromática pimenta, a gastronomia destaca-se pelo picante presente em quase todos os pratos, desde sopas, salteados e grelhados, com os ingredientes, geralmente legumes e carne, a serem muitas vezes cozinhados numa mistura espessa de especiarias picantes envoltas em óleo.

Nas áreas mais perto da Região Autónoma do Tibete é possível encontrar alguns dos pratos típicos tibetanos, apesar do números de restaurantes que os servem ser mínimo em comparação com a esmagadora presença de restaurantes de comida chinesa. Sobressai a tradicional tupka, uma sopa de legumes ou de carne, de caldo espesso e com massa cortada toscamente em grande pedaços. Tradicionais são também os dumplings que na versão Tibetana se chamam de momos.

Tradicional do Tibete é chá de manteiga (butter tea) que acompanha refeições e onde sobressai o paladar salgado da manteiga que à medida que vai arrefecendo cria uma camada de fina gordura à superfície que deve ser soprada antes do chá ser bebido.

Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente
Refeição típica chinesa, em que dois ou mais pratos acompanham uma tijela de arroz. Sempre presente está o chá que muitas vezes é disponibilizado gratuitamente
Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa
Sopa à base de noodles sobre os quais é despejado um caldo e são acrescentados legumes ou carne, assim como condimentos salgados ou picantes, de acordo com o gosto de cada pessoa
Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali
Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa
Raiz de lótus, à venda no mercado de Dalí, muito popular na gastronomia chinesa
ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares
ovos sujeitos a um prolongado processo de fermentação tornando a clara transparente e que lhes confere um gosto muito particular cuja intensidade os torna repulsivos para certos paladares
Legumes no mercado de Dali
Legumes no mercado de Dali
sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado
sopa fria de noodles: encontra-se por vezes ao fim da tarde nas ruas das cidades de Yunnam, onde pequenas banca oferecem um diversidade de noodles, tanto em forma, cor e sabor, que são condimentados com um molho picante, algumas ervas frescas, cebolinho e amendoim ralado
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Jantar preparado por duas das minhas companheiras de viagem para quem a comida é levada muito a sério, sendo cada refeição previamente pensada antes da diária ida ao mercado para comprar legumes, peixe ou carne.
dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal
dumplings feitos de massa de arroz, geralmente recheados de carne, e cozinhados ao vapor. São uma das mais populares opções par ao pequeno almoço, com os restaurantes fazendo-se anunciar pelas grandes panelas metálicas constituídas por diversos tabuleiros, de onde sai um intenso vapor que se espalha pelas ruas; são acompanhados por um molho picante e por vezes com um caldo feito à base de arroz cozido, simples e praticamente sem sal
outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado
outra opção de pequeno almoço, com uma sopa de noodles de sabor acre e ácido, acompanhada de ovo cozido e de pão frito, de massa semelhante às “farturas” mas de sabor salgado
panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã
panelas para cozinhas dumplings ao vapor e o pão frito em forma de longos palitos, que se pode também encontrar no Laos e na Tailândia como acompanhamento da primeira refeição da manhã
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
Cozinha de um restaurante na China
noodles frescos à venda no mercado de Chengdu
noodles frescos à venda no mercado de Chengdu
dumplings de vegetais acompanhando um "sumo" feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja
dumplings de vegetais acompanhando um “sumo” feito de arroz muito cozido ligeiramente adocicado e que constitui uma das populares opções para acompanhamento do pequeno-almoço a par com o leite de soja
cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições
cabeças de pato e pescoços de galinha, grelhados e condimentados: popular como snack entre refeições
Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz
Um dos pratos pelo qual a gastronomia de Sishuan é muito popular em que num caldo espesso e oleoso, condimentado com especiarias e pimenta, são cozinhados vegetais, cogumelos e algas, com ou sem carne, decorado com cebolinho e sementes de sésamo, e que é acompanhado de arroz
O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades
O tofu encontra-se presente em muitos restaurantes, sendo contudo mais fácil de encontrar nas grandes cidades
restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu
restaurante junto à estação de comboios de Chengdu que dispõem de tofu confecionado localmente e onde os dumplins são cozinhados nos tradicionais recipientes de bambu
pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce
pão feito de massa de arroz e cozido ao vapor, muito popular nas zonas regiões tibetanas, e que pode ser simples ou recheado de legumes, carne (quase sempre porco), cogumelos ou à base de feijão azuki que lhe confere um sabor ligeiramente doce
queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar
queijo à base de leite de yak, e que no caso de ser fumado adquire um tom acastanhado; apesar do aspecto tosco a este queijo tem uma forte consistência apresentando-se compacto e “borachoso” ao mastigar
Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo.
Hot-pot, muito popular em vários países asiáticos, mas com diferentes cambiantes em relação aos ingredientes, mas reservada para dias festivos ou jantares de fim de semana, em que um caldo é mantido quente com ajuda de carvão ou de um dispositivo elétrico ou a gás, colocado na mesa, e onde os comensais vão mergulhado os diverso ingredientes. Na região do Tibete, este prato é constituído por legumes, cogumelos, algas e algumas tiras de carne que vêm já misturadas com o caldo
Tupka tibetana
Tupka tibetana
uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete... deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano
uma sopa à base de dumplins recheados de legumes na região de Sertar, mais ligada à gastronomia do Tibete… deliciosa para aquecer o corpo e o espírito nos frias noites do planalto tibetano

Chengdu… sem ver os pandas

O dia amanheceu estranhamente silencioso como se um manto tivesse abafado os habituais sons da cidade; apesar do característico céu nublado que quase permanente cobre Chengdu, esta manhã apresenta-se muito pior com uma espécie de nevoeiro que apesar da atmosfera quente teima em permanecer sobre a cidade fazendo com que o topo dos edifícios mais altos percam nitidez.

A cidade, apesar dos seus mais de quatro milhões de habitantes não se mostra muito confuso ou barulhenta. Contudo a neblina que quase permanentemente cobre a cidade é em parte devido à poluição conjugada com o clima quente e húmido da cidade.

Chegada triunfal a Chengdu, depois de mais de 12 horas de viagem desde Sertar, com algumas paragens para trocar um pneus furado, remover pedras da estrada resultantes de uma derrocada e umas pausas para esperar que o deslizamento de terras resultante da intensa tempestade da noite anterior estabilizasse
Chegada triunfal a Chengdu, depois de mais de 12 horas de viagem desde Sertar, com algumas paragens para trocar um pneus furado, remover pedras da estrada resultantes de uma derrocada e umas pausas para esperar que o deslizamento de terras resultante da intensa tempestade da noite anterior estabilizasse

Chengdu
Chengdu

uma das zonas de maior concentração de centros comerciais, e onde um dos mais recentes edifícios tema decoração de um panda gigante, sendo os pandas o símbolo da cidade devido ao centro de recuperação existente nos arredores
uma das zonas de maior concentração de centros comerciais, e onde um dos mais recentes edifícios tema decoração de um panda gigante, sendo os pandas o símbolo da cidade devido ao centro de recuperação existente nos arredores

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Antiga zona industrial da cidade convertida em zona de lazer, com restaurantes, lojas e actividades culturais
Antiga zona industrial da cidade convertida em zona de lazer, com restaurantes, lojas e actividades culturais

Chengdu
Chengdu

Estátua de Mao localizada no cruzamento de duas das avenidas principais, e onde se localizam as lojas como Dior, Mc Donalds, Nike, Addidas, Starbucks...
Estátua de Mao localizada no cruzamento de duas das avenidas principais, e onde se localizam as lojas como Dior, Mc Donalds, Nike, Adidas, Starbucks…

Chengdu
Chengdu

Chengdu
Chengdu

Chá de jasmim tomado num dos jardim que se podem encontrar na cidade e que são local de eleição para os habitantes de Chengdu, em especial aos fins-de-semana, para passarem as horas de maior calor
Chá de jasmim tomado num dos jardim que se podem encontrar na cidade e que são local de eleição para os habitantes de Chengdu, em especial aos fins-de-semana, para passarem as horas de maior calor

Chengdu
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Chengdu
Chengdu

Jardim que envolve um doa muitos templos budista da cidade e onde diariamente pessoas se reúnem, trazendo consigo gaiolas, que à chegada são destapadas para os pássaros nem cativos poderem apreciar a natureza
Jardim que envolve um doa muitos templos budista da cidade e onde diariamente pessoas se reúnem, trazendo consigo gaiolas, que à chegada são destapadas para os pássaros nem cativos poderem apreciar a natureza

Templo budista em Chengdu
Templo budista em Chengdu

Templo budista em Chengdu
Templo budista em Chengdu

Chengdu
Chengdu

Uma das ruas denominadas de "antigas" onde se concentram lojas e restaurantes, atraindo visitantes e população local
Uma das ruas denominadas de “antigas” onde se concentram lojas e restaurantes, atraindo visitantes e população local

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

templo Taoista em Chengdu
templo Taoista em Chengdu

População: 4.100.000

Altitude: 500 m

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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