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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Notas da India # 1

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Tuk-Tuk & Rickshaw:

Arvind é o dono da guest house em Jaipur, onde ficamos alojados, homem simpático e afável, ex-militar aposentado. Contou-nos numa das nossas conversas de final de dia, que um indiano precisa e 500INR (cerca de 7€) para poder sobreviver nesta cidade de Jaipur.

No caso dos condutores de tuk-tuk (auto rickshaws), têm que pagar o aluguer diário ou mensal do veículo, gasolina, comer e ainda pagar um tecto para viver.

Discutimos sempre os preços das viagens nestes veículos pequenos de três rodas; a nós estrangeiros pedem, por norma, por vezes três vezes mais do que o preço “justo” por uma viagem; é uma constante negociação, por vezes cansativa e só passado uma semana percebemos que a relação é de 10INR por quilómetro.

Os rickshaws tornam-se mais baratos, são veículos também de três rodas, uma espécie de bicicletas enormes com um banco para duas pessoas, bem apertadas e sem espaço para bagagem de grande volume. Puxados por indianos geralmente magros e subnutridos, circulam pelas ruas de Jaipur em busca mais um cliente, abordando-nos constantemente quando andamos a pé.

Andámos poucas vezes neste veiculo mas custa-nos sermos espectadores do esforço associado a esta locomoção sob forte calor, onde para vencer os mínimos declives das ruas o condutor tem que se colocar de pé, não sendo raro ter que sair para o puxar à mão. Parece-nos injusto… mas neste país  justiça é algo que não existe.

Abordagens:

“Excuse me… can I ask you something?”

Assim começa a conversa da maior parte dos indianos que nos abordam em Jaipur. Normalmente são novos, falam um inglês acima da média e por vezes espanhol, francês ou mesmo italiano. Somos levados a parar, devido à delicadeza da pergunta e aí começa toda a história…

Perguntam o porquê da maior parte dos estrangeiros ignorarem os indianos quando são abordados na rua, dizem que não respeitamos a cultura e que fazemos mal… que não é assim que vamos conhecer o país e os modos de vida, que devíamos parar um pouco e conversar com eles, não ser arrogantes, sentarmo-nos e bebermos o que nos oferecem…

Em poucos minutos, as perguntas desencadeiam-se em cascata, de onde somos, o nosso nome, há quanto tempo estamos na Índia, o que estamos a fazer na cidade e se for preciso caminham connosco ao mesmo tempo que falam, paramos numa sombra, o calor é infernal e tudo é intenso, a conversa é amigável e aparentemente genuína. Enganamo-nos!

Percebemos mais tarde que todos eles são angariadores privados ou de lojas de roupa, jóias, música, bares, etc…..

Com esta conversa fazem-nos sentir mal por não aceitar um convite aparentemente genuíno e passados dez minutos de conversa sobre a Índia e o estrangeiro, sugerem beber um chá, um sumo, mesmo ali ao lado, num beco ou viela qualquer igual a tantos outros, são afáveis e simpáticos até termos discernimento no meio de tanta confusão de perceber o esquema e dizer que não.

Durante o dia somos abordados por mais de vinte pessoas a tentar a mesma conversa, não temos outra alternativa a não ser ignorar ou ter uma atitude mais rude. Faz-me pensar que por vezes podemos estar a ser injustos com alguém, que poderá ter genuínas intenções em conversar e conhecer, mas neste caso e como em muitos outros… por uns pagam todos. Welcome to india!

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Can I take a picture:

Definitivamente os indianos gostam de aparecer em fotografias, quase diariamente temos tido sessões fotográficas. Começa de forma discreta com alguns rapazes mais destemidos que pedem para tirar uma fotografia connosco, em geral com o Bruno, pois a tattoo e as dreadlocks são o centro das atenções.

Quase toda a gente tem telemóvel com câmara fotográfica ou pequenas maquinas o que facilita. Perguntam sempre “can i take a picture with you?” e ao nosso consentimento começa a aventura.

Assim que as outras pessoas vêm isto, aproximam-se e fazem o mesmo; seguem-se outros e outros. Se é um grupo de amigos, cada um individualmente ou em pares querem ter direito a sua fotografia connosco com o seu próprio telemóvel, o que causa grande confusão entre eles. Todo este ajuntamento atrai ainda mais gente.

As mulheres são mais discretas e dirigem-se especialmente a mim.

A situação mais intensa foi no Albert Hall Museum em Jaipur, onde fomos cercados por uma turma de finalistas do secundário. Eram cerca de uma centena e à medida que iam acabando a visita de estudo queriam pousar numa fotografia connosco. Para piorar as coisas tínhamos escolhido um sitio para descansar e relaxar mesmo junto a saída do edifício. O Bruno ainda tirou o caderno para continuar um desenho que tinha iniciado, mas com isto ainda chamamos mais a atenção, o que fez com que o caderno voltasse rapidamente para a mochila.

No Taj Mahal a cena repetiu-se, mas desta vez numa versão mais familiar, com muitas crianças e mulheres. Temos que encarar isto com alguma descontração e um sorriso na cara, mas facilmente se pode tornar massacrante e cansativo.

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Jaipur: Explore’s Nest guesthouse

Na confusão citadina de Jaipur encontramos o refugio perfeito na gesthouse do senhor Arvind e da esposa Shoma, onde fomos muito bem recebidos. Situada perto da Pink City e da MI Road, que é a avenida principal do centro da cidade onde se encontram os principais serviços e comércio mais sofisticado, mas numa pequena rua que nos resguarda da confusão de trânsito e ruído da cidade.

http://www.jaipurbedbreakfast.com/

Vinha-mos por uns três dias mas acabamos por ficar seis. junto do senhor Arvind obtivemos muita preciosas informações sobre o que visitar na cidade e nos resto no estado do Rajastão, e sobre a melhor formas de nos deslocar-mos. Graças ao seu razoável inglês percebemos um pouco melhor a forma como funciona a aquisição de bilhetes de comboio, quais as melhores classes para viajar de comboio, como negociar o preço de um rickshaw ou de um tuk-tuk (também chamados de auto rickshaw), o preço da fruta, etc…

Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse
Explorers Nest guesthouse

Tem-se uma ideia de que na India falam inglês com facilidade, mas na realidade, tirando as pessoas das classes mais altas ou as que estão ligadas ao turismo, é difícil trocar algumas palavras para além dos habituais “hello”, “where are you from” e o preço dos produtos. Mesmo para pedir algum informação ou a indicação de algum caminho é preciso escolher bem a “vítima”, de preferência entre pessoas novas, rapazes, pois as raparigas são mais envergonhadas, e de preferência vestidos com roupas mais limpa.

Curiosamente, pelas ruas da Pink City fomos abordados por alguns rapazes que para além do inglês sabiam falar espanhol.

As nossas deambulações pela Pink City, a parte histórica de Jaipur, chegamos à parte mais a Este do centro da cidade, onde deparamos com uma mudança significativa nas pessoas que enchiam as ruas: muitas mulheres de véu, muito homens com homens de túnicas brancas e o característico taqiyah, com que os islâmicos cobrem a cabeça. Estávamos claramente na área muçulmana da Pink City, com mesquitas e madrassas em cada quarteirão. Um ambiente contrastante om a parte mais hindu da cidade antiga.

Templo Hindu. Pink City
Templo Hindu. Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City
Pink City. Vendedores de paan
Pink City. Vendedores de paan. O paan consiste numa pasta preparada com noz de areca (o fruto de uma palmeira) que é espalhada sobre uma folha de bétula, enrolada e colocada na boca para ir sendo lentamente mastigada e cuspida, deixando os dentes avermelhados e as caracteriticas cuspidelas vermelhas que se vêm pelas ruas…..monumentos, templos, autocarros, Rickshaws, Tuc-tuc. Todo o lado.
Pink City. Vendedores de paan
Pink City. Vendedores de paan
Pink City
Pink City
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Pink City
Templo Hindu. Pink City
Templo Hindu. Pink City

Jaipur: Amber Palace e Nahargarh Fort

Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace

O Amber Palace é um dos principais monumentos de Jaipur. Situa-se a cerca de 11 km para norte do centro da cidade, pelo que optámos por fazer a viagem de autocarro, o que ficou bem mais barato e confortável do que o tuk-tuk.

Quando chegamos ao local deparamos com um imponente e vasto edificio localizado no cimo de uma colina, que se desenvolve a partir de um rio, fazendo justiça ao facto de ser uma das principais atracções turísticas de Jaipur. Um pouco atrás localiza-se o forte, que completa o cenário que impressiona o visitante logo à chegada. O que também capta a atenção é a fila de elefantes, devidamente decorados que transportam os visitantes ao longo do caminho que leva ao cimo da colina. Segundo nos disseram são cerca de 120 animais, todos fêmeas (pois a mistura de machos chegou a causar problemas), que diariamente fazem este trajecto 3 a 4 vezes por dia durante o período da manhã, hora a que chega o maior numer0 de visitantes, não indianos.

Optámos por fazer o caminho a pé que demorou pouco mais do que 5 minutos; a meio do caminho ainda parámos um bom bocado para conversar com um rapaz, que andava a verder “souveniers” mas que somente queria conversar para praticar o inglês. Representa um pouco da nova geração de indianos, que têm algumas possibilidades financeiras, vai para a faculdade para o ano e que já viajou para a europa, concretamente Barcelona. Nota-se um grande fascínio pelos modos pela cultura ocidental. Os objectivos já são bem diferentes da geração anterior: já não quer casar cedo, pois com 22 anos acha-se muito novo para casar, só quer ter dois filhos, e não sete como os pais dele tiveram; são estes sentimentos que irão mudar a face da India nas próximas gerações.

Amber Palace
Amber Palace

O Amber Palace foi construído no século XVI por Man Singh e mais tarde ampliado pelo Jai Singh, responsável também pela construção da Pink city do observatório astronómico que visitamos no dia anterior.

O conjunto de edifícios, construidos em arenito vermelho e mármore com paredes pintadas com frescos de motivos florais, era a residência oficial da realeza da época dos Rajputs que dominaram o Rajastão até à chegada dos ingleses. O estilo decorativo e arquitectónico é uma mistura entre a arquitectura Hindu e a Árabe.

Não chegamos a visitar o Amber Fort pois o calor estava a tornar-se esmagador e o sol inclemente.

Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace

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Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace
Amber Palace

O Nahargarh Fort situa-se no cimo de um das colinas que semi-circunda a cidade de Jaipur, e daqui consegue-se ter uma moção da vasta área ocupada pela cidade. Da varanda da guesthouse onde estamos alojados, a Explorer’s Nest, consegue-se ver parte desta construção.

É uma construção datada de 1734, destinada a alojar as mulheres de Jah Singh, formada por vários pátios autónomos, um para cada mulher, e respectivas aias. Mais tarde sofreu a ampliação de mais um piso, por ordem do seu sucessor.

Deparamos com um em mau estado de conservação, completamente dominado pelos pombos, e em que as pinturas decorativas das paredes estão gradualmente a desaparecer devido à agressividade do clima e ao desgaste provocado pelos vistantes, que não mostram o mínimo de  respeito pela preservação do património.

Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
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Nahargarh
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Jaipur vista do forte de Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh
Nahargarh

Bem perto da nosso quarto, mesmo ao lado do cinema, fica o Annpurna, restaurante tipico de Jaipur……..

Restaurante AnnpurnaPure Veg

Restaurante Annpurna
Pure Veg

Como dá para ver as condições não pareciam as melhores, rua com esgotos abertos, sujidade e lixo por todo o lado, mas seguimos em frente! Quando chegamos por volta das 16h para almoçar, o restaurante estava cheio de Indianos a espera da sua refeição, mal entramos, a reacção foi a mesma……20 pessoas ou mais viraram a cabeça e ficaram a olhar para nos fixamente 🙂

O dono rapidamente veio ter conosco para nos sentar numa mesa e imediatamente nos trouxe uma garrafa de agua gelada….Aqui não se escolhe o prato, serve-se o que se preparou nesse dia e mais nada. Composto por chapatis feitos na hora, soupa de daal (lentilhas) bem picante, arroz, caril de batatas e couve flor, chutney picante de alho, malagueta e tomate que fariam um morto sair do túmulo, acompanhado de paparis. A experiencia foi tão boa que voltamos lá no outro dia a seguir 🙂 tudo isto por 80INR por pessoa (1.10€)

Restaurante AnnpurnaPure Veg
Restaurante Annpurna
Pure Veg
Restaurante AnnpurnaPure Veg
Restaurante Annpurna
Pure Veg
Restaurante AnnpurnaPure Veg
Restaurante Annpurna
Pure Veg

Jaipur… em busca do Lassi perfeito

Soubemos que a tradição desta bebida feita de iogurte, tem extrema importância para os habitantes desta cidade. O nosso guia, falava de um sitio histórico, chamado Lassiwalla, que por sorte ficava numa rua bem por trás onde estamos alojados. Era final de dia quando demos com o sito por mero acaso a caminho de casa, fica no meio da Rua MI Road (Mirza Ismail Road), de fronte a um restaurante chamado Niro’s; para nosso espanto não existia um, mas quatro estabelecimentos que vendiam Lassi, ao lado uns dos outros e todos eles diziam que eram a loja mais antiga de Jaipur e todos eles se chamavam Lassiwalla.

Lassiwalla
Lassiwalla
Lassiwalla
Lassiwalla

Ficamos confusos e analisámos os espaços que estavam a nossa frente, para podermos escolher o eleito desse dia. Mais tarde soubemos que existia uma Lassiwalla-war desde o sucesso do primeiro estabelecimento.

Apontamos para o primeiro do lado esquerdo, parecia-nos ser o mais original e dizia que os fabricava desde 1944, mas estava já em modo de limpeza criteriosa por quatro indianos, todos eles limpavam exaustivamente a bancada de mármore e todos os instrumentos associados a fabrico da famosa bebida.

Mesmo ao lado, outro balcão com indianos a preparar lassis e com alguns clientes a fazer os seus pedidos, o que me despertou logo atenção, foram os recipientes em terracota com forma de cone de gelado. Mais do lado direito estava uma loja, esta com uma sala interior, onde se fritavam chamussas e se vendiam lassis e a mais outra ao lado que era praticamente igual, mas sem sala interior.

Optamos pela mais óbvia, a que estava com clientes indianos a beber o seu lassi preferido… pedimos 2 e pela quantia de 34IRN cada, recebemos o nosso desejado cone. A preparação é bastante simples, uma taça de metal com 60cm cheia de curd de iogurte, aguardava a colherada do seu dono, um indiano robusto, em flor de lotus que recebia os pedidos e colocava uma porção de curd, numa batedeira gigante, manuseada por outro indiano, depois de batido o curd, o liquido espesso é colocado no cone de terracota e depois gentilmente da mesma taça onde se encontrava o curd original é tirada a “capa” mais espessa de curd, numa só colherada, que se coloca por cima do liquido do lassi. De sabor adocicado e fresco este lassi, foi uma experiencia incrível, já tinha experimentado alguns lassis na minha vida, mas não como este… .todos os outros me sabiam a simples iogurte batido, misturado com leite. Este por ser naturalmente espesso e fresco, de sabor adocicado e com a sua curd por cima, colocaram a fasquia bem mais acima 😉

Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos.....desde 1944 ;)
Sem duvida o melhor Lassiwalla de todos…..desde 1944 😉

Jaipur: Pink City

A viagem para Jaipur iniciou-se de manhã bem cedo, com o comboio a partir pelas 6h. Foi uma viagem calma que demorou mais meia hora dos que as 4.5 horas previstas, e que nos levou à maior cidade do estado do Rajastão, mas que está longe de ser uma das maiores da Índia, contando com menos de 4 milhões de habitantes.

Pelo caminho fomos passando por paisagens dominadas por planícies, onde a cultura de cereal compete com zonas de vegetação rasteiras e árvores quase despidas, e que gradualmente se foram tornado mais áridas, à medida que íamos aproximando de Jaipur. O estado do Rajastão, é famoso pelos inúmeros palácios e monumentos, mas também pelo seu clima extremamente quente, que chega a atingir os 38 graus. Nesta altura do ano, não está assim tão quente mas o ar é seco, muito semelhante ao clima do verão em Portugal.

Uma das coisas que mais contrasta com os nosso hábitos é o uso do espaço publico para urinar e defecar, mesmo em meios urbanos e durante o dia; este hábito restringe-se às classes mais pobres e às pessoas que vivem nas ruas, que são em elevado numero, em especial em Delhi. Muitas campanhas têm sido levadas a cabo pelo governo para contrariar este hábito mas com pouco sucesso. Segundo elementos que recolhi, 55% da população indiana defeca ao ar livre, o que representa uns 638 milhões de pessoas. Somente 30% da população tem saneamento básico, ao passo que o uso de telemóvel abrange mais de 60%. Este é um indicador dos contrastes que existem neste país.

Na parte antiga de Jaipur situa-se a chamada Pink City, que foi mandada construir no reinado de Jai Singh, por volta de 1700, que se encontra circundada por muralhas, e onde e domina o traçado ortogonal das ruas, e onde cada bairro está destinado a um determinado tipo de comércio ou de pequena industria, destacando-se os têxteis. O nome de Pink City, não corresponde em nada ao que a cidade é hoje; nem tão pouco corresponde à cor original com que foi construída que era o amarelo. O nome resultou da visita do príncipe Alberto em 1856, em que se decidiu pintar os edifícios e cor de rosa, que é a cor de boas vindas no Rajastão.

Este prato é tipico de Jaipur, Chola Bathaura, composto por um caril de grão e um pão frito em oleo bem quente. Tivemos um bonús de mais um pão, devido a conversa que tive com o cozinheiro sobre a minha tatuagem ;) Restaurante LMB
Este prato é tipico de Jaipur, Chola Bathaura, composto por um caril de grão e um pão frito em oleo bem quente. Tivemos um bonús de mais um pão, devido a conversa que tive com o cozinheiro sobre a minha tatuagem 😉 Restaurante LMB

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Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
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Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
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Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
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Pink City
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Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Hawa Mahal, Palacio dos Ventos
Pink City
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Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
Jantar Mantar, observatório astronómico
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Pink City
Pink City
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Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur
Comboio entre Delhi e Jaipur

Delhi e a chegada à India

Puris em DelhiEste foi o nosso primeiro pequeno almoço indiano, tomado na rua a caminho da estação de comboios. Estes puris são feitos na hora e servidos com um caril picante de legumes. Feitos de farinha de trigo, são formados em bolas pequenas e espalmados antes de serem fritos em oleo bem quente. O efeito é este tipo bola insuflada, com uma textura estaladiça.
Puris em Delhi
Este foi o nosso primeiro pequeno almoço indiano, tomado na rua a caminho da estação de comboios. Estes puris são feitos na hora e servidos com um caril picante de legumes. Feitos de farinha de trigo, são formados em bolas pequenas e espalmados antes de serem fritos em oleo bem quente. O efeito é este tipo bola insuflada, com uma textura estaladiça.
Puri em Delhi
Puri em Delhi

No segundo dia em Delhi, decidimos, logo pela manhã fazer um pouco de turismo pela cidade. Começamos pela Old Delhi, que apesar do nome não é a parte mais antiga da cidade mas é onde se situa o monumento mais importante, o Lal Qila (Red Fort) cujo nome advém da cor da pedra com que foi construído: arenito vermelho.

O monumento data da época mongol e foi construído no século XVII. Apesar do rico conjunto de edifícios, a visita não foi propriamente satisfatória, pois muitos deles estão encerrados para obras e os restantes não se encontram no melhor estado.

Na Índia, como em muitos outros países, existem tarifas diferentes para nacionais e para estrangeiros nas entradas de museus e monumentos, com diferenças significativas nos preços; por exemplo, no Lal Qila, o bilhete normal é de 25 rupias, mas nós pagamos 250 rupias, cada um.

Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila

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Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila
Lal Qila

Com a desilusão ainda presente, após a visita ao Lal Qila, dirigimo-nos para o centro de Old Delhi, que é uma zona dominada por muçulmanos, que facilmente se identificam pela roupas e onde se nota uma maior concentração de mulheres de véu.

É nesta zona que se encontra a maior mesquita de Delhi, a Jami Masjid. À entrada tivemos que passar pelos zelosos guardas da mesquita, que controlam a vestimenta dos turistas: o calçado tem que ficar na entrada, nada de calções, saias curtas ou ombros descobertos. Para resolver isto são “alugados” panos com que os turistas se cobrem. Mas valeu realmente a pena. O edifício é magnífico, construído de forma quadrangular (com quatro entradas, orientadas pelos pontos cardeais)  de forma a criar uma gigantesco pátio interior. Esta disposição e as maciças paredes permitem criar um ambiente recatado, longe do frenesim do exterior, propicio à oração e à reflexão.

Mas a surpresa surgiu quando, ao tentarmos fugir da confusão das ruas e do calor que têm um crescendo com a aproximação da hora do almoço, encontramos um templo, desta Jainista.

O Jainismo trata-se de uma religião muito semelhante ao Hinduismo, que nasceu na Índia à mais de 2500 anos, mas que tem pouca expressão em termos de população. Defendem a prática da não-violência, e o respeito por todos os seres vivos.

Esta é uma das características da Índia, a diversidade de religiões e a aparente tolerância entre elas. Mais de oitocentos milhões de indianos (80,5 % da população) são hindus; outros grupos religiosos com presença no país são muçulmanos (13,4%), cristãos (2,3%), siks (1,9%), budistas (0,8%), jainistas (0,4%), judeus, zoroatristas. Não sei até que ponto estes dados são corretos, mas aqui tenho notado, relativamente aos estados que visitei no sul, uma forte presença de Siks, que se distinguem pelo seu porte distinto, barbas e turbante.

Tipico restaurante popular de Delhi, na zona de Paran Gath. Numa cave meio obscura, bom e barato 130INR, cerca de 1.80€ para duas pessoas. Desta vez foram chapatis, acompanhados de Caril de batata e couve flor.
Tipico restaurante popular de Delhi, na zona de Paran Gath. Numa cave meio obscura, bom e barato 130INR, cerca de 1.80€ para duas pessoas. Desta vez foram chapatis, acompanhados de Caril de batata e couve flor.
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi
Fim de tarde em Delhi, com chegada de trovoada. Percebemos mais tarde que este acontecimento foi de tal maneira invulgar que foi noticia de jornal na primeira pagina.
Fim de tarde em Delhi, com chegada de trovoada. Percebemos mais tarde que este acontecimento foi de tal maneira invulgar que foi noticia de jornal na primeira pagina.

Lisboa, Milão, Abu Dhabi… até Delhi

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Esta é toda a nossa bagagem para o proximo ano… daqui resultaram duas mochilas: uma com 15 kg e outra com 19 kg.

Este foi o primeiro desafio: o que é necessário para dois anos de viagem, por diferentes países, climas, culturas, em cidades, em trekking e ainda com a possibilidade de acampar.

Esta foi a nossa primeira escolha e objectos e roupa. Quando começamos a colocar as coisas nas mochilas, identificamos logo algumas peças como dispensáveis, mas mesmo assim não nos conseguimos sair de Lisboa com um total de 34 kg (incluindo o peso das mochilas). Apesar do esforço estamos longe do minimalismo.

Viajar por um longo periodo de tempo coloca novos desafios e escolhas com as quasi nunca me tinha confrontado: os livros que levo, e os que irei comprar, terão que ficar pelo caminho; os produtos de higiene que habitualmente uso, acabarão e terão que ser substituidos por produtos locais; a mesma peça de roupa tem que ser usada vários dias, mesmo que não esteja nas melhores condições de limpeza; não poderei adquirir mais roupa, pois não disponho de mais espaço na mochila, e isso iria agravar o peso; não irei comprar “lembranças” nem para mim nem para familiares ou amigos, pois torna-se inviável transporta-los comigo durante todo o resto da viagem. Como será que vou lidar com isto?

Abu Dabhi
Abu Dabhi… uma longa espera no aeroporto.

Viajar de avião coloca-nos de forma abrupta em contacto com outras culturas, linguas, clima e costumes.

Os aeroportos são feitos de forma a que ninguem se sinta deslocado do seu habitat ao mesmo tempo que não permite que ninguém se sinta identificado com o local. Lisboa, Milão, Abu Dhabi…. compras, luzes, fast-food. A decoração é impessoal.  A luz é sempre a mesma. A temperatura é constante, independentemente de estarmos junto a uma das maiores cadeias montanhosas da europa, ou numa cidade em pleno deserto do médio-oriente. A comida é semelhante. Cultiva-se a perde de identidade; a excepção são as pessoas, que com a sua lingua e roupas transmitem alguma identidade a estes locais.

Pahar Ganj, Main Bazar... ao amanhecer, antes da habitual confusão das cidades indianas
Pahar Ganj, Main Bazar… ao amanhecer, antes da habitual confusão das cidades indianas


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Hare Rama Guest House "Homely Conforts Traditional Hospitality"; isto tudo por cerca de 7€
Hare Rama Guest House “Homely Conforts Traditional Hospitality”; isto tudo por cerca de 7€

Na chegada a Delhi, optámos por ficar alojados numa zona da cidade frequentada por backpackers. o Paharganj. Não só o alojamento é mais barato como a toda a volta existem agências de viagens, lojas de câmbios, restaurantes com muita variedade de comida, em especial, comida ocidental. Estes bairros, apesar de muito descaracterizados pelo turismo (por exemplo, pode-se comer um pequeno-almoço polaco, seja lá isso o que for) são sempre uma “zona-de conforto” para quem chega a um país com uma cultura diferente, ainda para mais numa cidade de milhões de pessoas.

Para além disto o Paharganj não tem mais nenhum atractivo. Muito barulho. Muito lixo. Muita gente. Mas fica perto da principal estação de caminhos de ferro de Delhi, e é servido por metropolitano.

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A nossa primeira refeição indiana.

Apesar de todas as ofertas de comida ocidental, a nossa primeira refeição foi um tipico prato indiano, “pure veg”, comido sem talheres nem guardanapos…. well come to India.

Vietnam: Itinerário e Dicas

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Itinerário
#1     Lisboa – Paris – Ho Chi Minh
#2     Ho Chi Min
#3     Sá Dec – Vinh Long
#4     Vinh Long (Mekong) – Ho Chi Minh
#5     Ho Chi Minh – Da Nang (Nuo Nuoc Beach)
#6     Nuo Nuoc Beach (Marbel Montains)
#7     Nuo Nuoc Beach (Hoi An)
#8     Nuo Nuoc Beach (My Son)
#9     Da Nang – Hué (comboio)
#10   Hué
#11   Hué – Ninh Binh
#12   Ninh Binh (Tam Coc)
#13   Ninh Binh (Cuc Phuong e Hoa Lu)
#14   Ninh Binh – Haiphong – Cat Bá
#15   Cat Bá
#16   Halong Bay
#17   Cat Bá – Haiphong – Hà Nôi
#18   Hà Nôi
#19   Sapa (Trekking #1)
#20   Sapa (Trekking #2)
#21   Sapa (Bac Há)
#22   Hà Nôi
#23   Hà Nôi
#24   Hà Nôi – Ho Chi Minh – Paris – Lisboa
visto:

Como em Portugal não existe embaixada ou consulado do Viet Nam é necessário recorrer à net http://www.visa-vietnam.org/ (ou a uma agência de viagens) para se obter o visto.
Através da net, obtém-se uma carta de aprovação de entrada no país, que nos é enviada por mail, após o preenchimento de um formulário com os dados do passaporte e do pagamento de 20$ por pessoa (quantas mais pessoas mais barato se torna); isto para um visto de 30 dias, de uma só entrada.
Quando se chega no país é necessário entregar este documento, juntamente com o passaporte, nos serviços de alfândega e pagar mais 25$ (tem mesmo que ser em dólares; não aceitam outra moeda, nem têm ATM).

medicina do viajante:
A melhor solução é recorrer às consultas do Hospital Curry Cabral. A consulta custa 4.5€, correspondente à taxa moderadora, tendo ainda a vantagem de algumas das vacinas serem administradas no local, após a consulta.
Para quem tem as vacinas previstas no plano nacional de vacinação, incluído o tétano, somente sõa necessárias a da hepatite, A e B, e a da febre tifóide.
Convem marcar com alguma antecedência.

seguros de viagem:
Convém fazer. Optámos pela Império Bonança. O custo foi de 41.10€ para duas pessoas durante 24 dias.
Como mediador recorremos à Atributo Seguros (21 891 94 85), tendo tudo sido tratado rápida e eficazmente por mail e telefone.

meteorologia:
http://weather.msn.com/region.aspx?&wealocations=Vietnam&setunit=C#current

Meios de transporte:

bicicleta:
Agradável, sobretudo em cidades com pouco trânsito ou em passeios por zonas rurais. Experimentámos em Hué; o preço negociável. Optámos por alugar no hostel em Hué e pagámos, por cada uma, 30.000 VND (1.2€) por um dia, de manhã à noite.

rickshaw:
É o meio de transporte mais charmoso do Viet Nam, mas pouco competitivo em termos de rapidez; encontram-se frequentemente no centro das cidades, sendo geralmente utilizado em percursos turísticos; o preço é negociável.

mota:Para alugar mota a melhor opção é junto dos hotéis ou das guesthouses. Não é preciso apresentar carta de condução ou qualquer outro documento. O capacete é obrigatório. O preço variou entre 80.000 VND, sendo negociável. Quando se aluga a mota por um dia, é frequente ter que se entregá-la ao fim do dia.
Convém testar a mota antes de fechar o negócio, para avaliar o estado do veículo, em especial dos travões, o que é particularmente importante quanto se pretende fazer viagens mais longas.
Nas grande cidades é desaconselhável conduzir mota devido à grande intensidade do tráfego e à ausência de regras de trânsito (não existe o conceito de passadeiras, prioridades em cruzamentos e rotundas).

honda-om:
Um serviço semelhante ao táxi mas numa mota. Ideal para deslocações em zonas urbanas onde os táxis demoram mais tempo; o preço é negociável; caso se pretenda levar bagagens estas podem ir à costas do passageiro ou entre as pernas do condutor. Não experimentámos.

táxi:
O melhor é ligar o táximetro em especial quando se tem confiança quanto ao trajecto que se pretende fazer. Por os motoristas preferem negociar o preço em vez de usar o taxímetro, o que não parece que traga vantagens para o passageiro.

autocarro publico:
É o meio de transporte mais barato; recomendado para meio urbano e para curtas distância, pois não dispõem de muitas comodidades. Caso se transportem bagagens pode ser necessário pagar um extra.

autocarro de turismo:
Pertencem a empresas privadas. Recomendado para viagens mais longas pois apresentam lugares mais confortáveis e ar-condicionado. Existem também a opção de autocarros-cama, que fazem ligações nocturnas entre as grande cidades (290.000 VND entre Hué e Ninh Binh). Os bilhetes podem ser comprados nas estações de camionagem, que se encontram facilmente em quase todas as cidades, onde se encontram representadas várias empresas.

mini-bus:
Pertencem a empresas privadas; levam cerca de 15 pessoas, mas têm pouco espaço para bagagens volumosas; ligam as principais cidades, diariamente e várias vezes ao dia; os bilhetes podem ser comprados nas estações de camionagem, onde se encontram escritórios de várias empresas, o que permite comparar preços e horários; é aconselhável reservar bilhete em especial nos trajectos mais concorridos e nos fins de semana. Uma empresa que encontrámos em todo o país foi a Mai Linh. http://www.mailinh.vn/

comboios:
A rede ferroviária no Vietnam somente cobre a zona litoral, sendo o principal eixo a North-South Reunification Line, que liga Há Nôi a Ho Chi Minh; existem também duas ligações à fronteira chinesa – Lao Cai e Dong Dang. Até à data, não vale a pena tentar o site da Vietnam Railways porque a página em inglês não está a funcionar.
Os comboios dividem-se em várias categorias de acordo com o conforto que apresentam:

  • SE1 a SE6 – “soft sleep” (4 camas) com ar-condicionado; “hard sleep” (6 camas) com ar-condicionado; carruagem restaurante. São os veículos mais confortáveis e com carruagens em melhor condições, mas são os bilhetes mais caros.SE7 a SE8 – “hard sleep” (6 camas) com ar-condicionado; “soft seat” (banco almofadado) com ar-condicionado; carruagem restaurante. Não têm carruagens “soft sleep”.
  • TN1 a TN2 – “hard sleep” (6 camas) com e sem ar-condicionado; “hard seat” (banco de madeira). São os veículos mais desconfortáveis.

Os lugares “soft sleep” têm lençóis, almofada e uma manta… nem sempre nas melhores condições de higiene, mas razoável. Nas carrugens com lugares sentados é frequente os passageiros transportarem grandes volumes que ficam junto passageiros sendo por vezes complicado circular no comboio.
Para obter informações sobre comboios o melhor site que encontrámos foi o http://www.seat61.com/Vietnam.htm. Para além de venda de bilhetes (que não experimenta-mos pois fomos comprando nas estações ou através dos hotéis ou de agências de viagens), ajuda a perceber o funcionamento deste sistema ferroviários, um pouco diferente do que estamos habituados. Para além de informações sobre horários, preços de bilhetes, informação sobre os diferentes tipos de comboios, fornece ainda muitas dicas, sobre quais os percursos mais bonitos que merecem ser feitos de dia.

Recomenda-se a reserva antecipada em especial quando se pretende bilhetes para carruagem com cama e nos fins de semana e dias festivos. Caso se tenha comprado o bilhete e não se queira realizar a viagem é possível trocá-lo nas bilhteiras das estações, com uma franquia de 10%.

avião:
A maneira mais rápida de viajar. As viagens não duram mais de 1.5h, mas tem a desvantagem de se perder muito tempo no aeroporto, espera entre o chek-in e o voo. As principais companhias a realizar voos internos são a Vietnam Airlines e a Jet Star, esta ultima uma low-cost, com fama de pouco fiável pois os voos sofrem atrasos significativos, o que éde salvaguardar no caso de ser um voo de ligação. Quanto maior for a antecedência com que se compras os bilhetes mais barato se conseguem (uma ligação entre Há Nôi e Ho Chi Minh ficou em menos de 75$).
http://www.vietnamairlines.com.vn/
http://www.jetstar.com/

alojamento:

O melhor site para escolher um hotel é o Trip Advisor: http://www.tripadvisor.com/Hotels-g293921-Vietnam-Hotels.html. não é confiar cegamente no ranking dos melhores hotéis, mas convêm ler os relatos lá publicado e as fotografias, em especial os mais recentes, tendo em conta o país de origem do viajante.

Não é muito conveniente fazer reservas que impliquem qualquer tipo de pagamento, pois por vezes as imagens que aparecem nos sites não correspondem ao estado actual dos quartos.
Antes de iniciarmos a viagem somente tínhamos reservado hotel para a primeira noite, em Ho Chi Minh; quem não quiser arriscar é só dirigir-se ao Old Quarter e percorrer umas poucas ruas, em especial a rua Bui Vien onde existe a maior concentração de hotéis, e claro de turistas!!
Ao longo da viagem fomos trocando experiências com outros viajantes que nos foram recomendando hotéis e guesthouses onde ficar; a partir daí foi só fazer a reserva por mail ou por telefone.

guias:

Optámos pelo da Rough Guides, exclusivamente dedicado ao Vietname; em comparação com o da Lonely Planet, este é mais desenvolvido e aprofundado, pois dedica-se exclusivamente a um país, ao contrários da maiores dos guias deste género que abrangem também o Lao e o Cambodja. Também se pode consultar on line, apesar de ter informação menos detalhada: http://www.roughguides.com/website/travel/destination/content/?titleid=103&xid=idh119763192_0005

Um site dedicado à promoção de circuitos organizados, mas de onde se pode retirar muita informação sobre a zona envolvente a Sapa e sobre a minorias étnicas da região: http://www.sapalaocai.com/

Outro site que pode dar boas dicas, mesmo em termos de alojamento: http://www.travelfish.org/country/vietnam

língua:

A língua oficial é vietnamita, que deriva da língua chinesa, mantendo a fonética mas usando o alfabeto latino. O inglês é a língua estrangeira mais comum, em especial no norte e centro do país, apesar de a maioria das pessoas não falar outra língua para além do vietnamita; fora dos grandes meios urbanos é difícil encontrar alguém que domine o inglês ao nível da conversação. No sul esta situação é mais notória; na zona do Mekong foi difícil encontrar alguém que fale inglês, nem para fornecer as indicações mais básicas. Quanto ao francês, das poucas pessoas que sabiam alguma coisa não passava do “madame” e “bonjour”. Algumas pessoas falam Chinês.
Existem outras línguas faladas pelas diversas minorias étnicas.

compras:

No Viet Nam praticamente tudo é negociável, com excepção da comida em restaurantes e dos transportes (ficam de fora desta categoria os taxis e os rickshow e os onda-om).
Quanto aos táxis, apesar de terem taxímetros, por vezes os motoristas preferem negociar o preço da viagem (o que nunca deve ser favorável ao turista), em especial quando não se avista outra opção. O preço da viagem depende do percurso, da hora do dia, e da capacidade de negociação de cada um.
Os hotéis e aluguer das motas também podem ser negociados.
Os preços muitas das vezes são ditos em dólares. Mas fizemos questão de pagar sempre em dongs, com excepção de coisas mais caras como bilhetes de avião, alguns hotéis e alguns tours. Atenção que o pagamento em dólares muitas vezes implica que o troco seja em dongs; o câmbio varia de sítio para sítio e raramente está afixado.comida de rua:
É a melhor forma, e a mais barata, de comer verdadeira comida vietnamita. Para se evitarem complicações gástricas recomenda-se optar pelos locais mais concorridos, e se possível escolher comida que esteja a ser confeccionada na altura (grelhados, salteados no wok, etc.), e evitar comer fora da hora das refeições, pois a comida fica exposta ao ar, sem refrigeração.atravessar a rua:
Pode parecer muito difícil, à primeira vista, atravessar uma rua numa cidade vietnamita, em especial nas grandes cidades em que o tráfego é muito intenso, mas seguindo algumas regras básicas está-se preparado para enfrentar qualquer rua: desde que se sai do passeio nunca se deve hesitar, caminhado com calma e determinação até ao outro lado da rua, enquanto as motas habilmente se desviam; isto não funciona muito bem quando vêm carros, autocarros e camiões (o que não é frequente numa cidade), pois estes têm pouca capacidade de manobra, pelo que se deve esperar por uma altura em que só passem motas e bicicletas.
Só nas maiores cidades existem semáforos nos principais cruzamentos, mas não é raro que passem veículos quando o está verde para os peões…. é preciso estar atento.estradas:
O conceito de auto-estrada reveste-se de características bem distintas do que estamos habituados. Nota-se claramente que a rede de transportes, em especial as estradas não acompanhou o desenvolvimento do país. Contudo, o transporte de passageiros por estrada constitui uma boa opção para deslocações no país, existindo uma extensa e eficaz rede de ligações, sendo um meio de transporte muito procurado pelos vietnamitas, constituindo uma boa alternativa ao transporte aéreo.A designada auto-estrada 1A , construída pelos franceses nos anos 20, começa a norte, na província de Lang Son, junto à fronteira coma China e termina na província mais a sul do pais, Cà Mau por mais de 2300 km. O troço que percorremos, entre Hué e Ninh Binh, praticamente todo com duas faixas de rodagem em cada sentido, atravessa as inúmeras povoações por onde passa com cruzamentos de nível, sendo a berma muitas da vezes ocupada por vendedores ambulantes e pelos veículos que aí param para fazer compras, ao longo de praticamente todo o percurso não faltam oficinas de reparação de motas de automóveis e inúmeros restaurantes a servir a sopa Phó.
As estradas são massivamente ocupadas por camiões e por autocarros, sendo o transporte individual reservado a motas que com habilidade circulam no meio do denso tráfego. Tudo isto funciona sem conflitos de maior, para o que contribui a baixa velocidade com que se circula nas estradas vietnamitas.
De uma forma geral, as estradas por onde andámos, essencialmente na zona litoral nas montanhas perto de Sapa, encontravam-se em bom estado de conservação; frequentemente deparámo-nos com obras de melhoramentos. Em termos de informação de orientação, nem sempre é fácil encontrar placas de informação sendo a melhor opção perguntar ao locais, que mesmo não sabendo inglês percebem o que se encontra escritos nos guias quando apontamos para os locais que queremos ir.

insectos:
Na época do ano em que viajamos pelo Viet Nam, em Abril e Maio, não nos sentimos particularmente incomodados pelos mosquitos, mas convém usar repelente em especial ao nascer e ao fim do dia. Durante a noite, como ficámos em quartos com ar-condicionado não tivemos problemas de maior. As redes mosquiteiras são pouco frequentes.
Para além dos mosquitos é frequente ver osgas (infelizmente não em quantidade suficiente para dar cabo das melgas) e baratas, que se encontram frequentemente em restaurantes, em hotéis (nos mais baratos) e nas ruas.

diversos:
Levar sempre tampões para os ouvidos; fazem milagres em viagens de comboio e autocarro, e são boa companhia em hotéis.

Evitar ficar em cidades das quais não se tem mapa, nem que seja o que vem no guia; é muito complicado encontrar alguem que consiga dar indicações, em inglês, para encontrar um hotel ou uma guesthouse.
É preferível escolher as excursões no local, mesmo que mais tarde se opte por uma agência de turismo. No local é mais fácil comparar preços e ainda se tem algum poder negocial.
É conveniente levar uma lanterna, não que seja frequente as falhas de electricidade, mas é útil na visita a grutas, e em alguns templos.

dias festivos:
– Tet, ano novo vietnamita, que dura quatro dias; varia entre o fim de Janeiro e o início de Fevereiro.
– 1 de Maio
– 30 de Abril (de 1975, dia da Reunificação)
– 2 de Setembro

câmbio (em Abril/Maio 2010):
1€ = 25.000 VND
1 USD = 19.000 VND

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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