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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Sapa, primeiro dia

Sapa é o ponto de partida mais conhecido para se vesitar algumas das minorias étnicas das 52 que cosntituem a população do Vietnam. É também local eleito para passeios de trekking; aqui perto situa-se o ponto mais alto da região: Fan Si Pan.
Nesta zona dominam as etnias, Black Hmong, Red Zao, Flower Hmong e Thai.
Chegamos a Lào Cai ao amanhecer, envoltos numa neblina matinal, que prometia chuva, apesar da temperatura ser elevada.
À nossa espera, à saída da estação, estava um rapaz com o nome do Bruno escrito num papel, que nos iria levar, juntamente com outros turistas, num mini-bus até Sapa. Depois de alguma confusão, com mudança de veículo e de passageiros lá seguimos viagem.
A bilhete até Sapa custa 300.000 VND, mas nós já tinhamos o transporte incluído no preço do quarto, onde iria-mos ficar os proximos dias: Luong Thuy Family Guest House.
A viagem, de cerca de 40 minutos foi feita por numa estrada que serpenteava pelas montanhas, ao longo de uma magnífica paisagem dominada por campos de arroz, que alastram pelas encostas acima, sempre acompanhados por um mistico nevoeiro.
Aspecto da povoação de Sapa (vista do hotel)
Chegados a Sapa, encontra-mos uma vila parecida com muita outras por onde temos passado, talvez um pouco melhor pelo enquadramento dado pelas montanhas. Muito virada para o turismo, em particular oocidental, com muito restaurantes, lojas de artesanato local, lojas de artigos para caminhada, cafés e bares.
O hotel que tinhamos reservado pela net, o Luong Thuy Family Guesthouse, por indicação de uns americanos que conhecemos no Hoa’s Place, em China Beach, era muito bem localizado; fica numa das saídas da povoação com uma vista espetacular para as montanhas. No quarto dominava o duvidoso gosto vietnamita, com colchas de setim e flores de plástico, mas compensava com a agradável varanda.
o nosso quarto no Luong Thuy Family Guesthouse 
Vista do quarto

 Durante a manhã, depois de um reconhecimento à cidade, fomos visitar a aldeia mais próxima: Cat Cat. Fica a cerca de 4 km da vila, pelo que fizemos o percuso a pé. Como é a aldeia mais próxima de Sapa, é a que tem mais turismo, e ao longo do caminho não faltam baraquinhas de venda de artesanato.Infelizmente, devido à ameaça da chuva, pois antes tinha estado a trovejar, optamos por deixar a máquina no hotel.

Este foi o nosso aquecimento para o trekking dos próximos dias. Foi um passeio agradável e pouco exigente, se bem que parte do caminho foi a subir. Cada umas das aldeias que circundam Sapa cobram uma especie de portagem à entrada. Em Cat Cat cobraram 20.000 VND.
O almoço foi num dos restaurante de rua, durante o qual caiu a maior chuvada que vimos nestas semanas. Em pouco mais de 20 minutos as ruas ficaram cheias de águas.
O almoço, muito bom, consistiu numas espetadas de carne, rolinhos de carne recheados com legumes e cogumelos com vegetais. Uma delícia.
 
Mercado de Sapa
Enquanto esperava-mos que a chuva abandonasse Sapa, a tarde deste primeiro dia foi aproveitada para pôr o nosso caderno de viagem em dia, numa pasteleria onde esperimenta-mos uns bolos acompanahdos de café. Apesar da colonização, não ficou muito da arte da pastelaria francesa; tinham um optimo aspecto mas dominava o sabor a leite condensado. Não repetimos a experiência.
Curiosamente o leite condensado é uma presença constante no quotidiano dos vietnamitas: é facil de encontrar em qualquer mercearia e é frequentemente usado para adoçar o café.
Dada a variedade de restaurante em Sapa, onde não faltavam pizzarias, optamos por um localizado na rua principal, onde pratos ocidentais conviviam com comida vietnamita: Viêt Emôtions. Foi das refeições mais caras, cerca de 18$. Sem duvida que os preços em Sapa estão muito inflacionados….mas também quem é que decide comer uma pizza no meio das montanhas no Vietnam profundo?!?!?!?
A acompanhar o meu prato de frango e legumes, na chapa quente, vinha arroz assado em bamboo, que é tradicional nestas regiões.

Viagem de comboio para Lào Cai

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Estação de comboio de Hà Nôi
Aqui iniciamos a nosso viagem para as montanhas. O nosso destino é Sapa, mas para isso temos que ir em direcção a Lào Cai, junto à fronteira com a China, onde termina a linha férrea.
Pela quantidade de ocidentais nesta estação deu para perceber que continuávamos na rota turística.
A estação de Tran Quy Cap, também desiganda por Station B, ficava a pouca distância do nosso hostel, pelo que decidi-mos ir a pé, o que muito contribuio o facto de já ser noite.
Aqui chegados, sabia-mos que tinha-mos que trocar as reservas pelo bilhetes de comboio; depois de alguns momentos de inuteis perguntas nos vários bacões da estação e a alguns funcionários, sem conseguir qualquer tipo de informação, fui abordada por alguém que me indicou um indivíduo junto a uma mota, onde eu podia conseguir os nossos bilhetes.
Comboio SP1 da Fanxipan Express
O comboio para Lào Cai funciona de uma forma particular. Trata-se de um comboio cujas várias carruagens, mais de 15, pertencentes a várias empresas, apresentando diversas categorias, com mais ou menos qualidade e mais ou menos pessoas por compartimento, a diferentes preços.
Compramos os bilhetes através do Backpackers Hostel, onde estava-mos alojados. Arranjaram-nos bilhetes para uma das melhores carruagens, na categoria soft sleeper. Cada bilhete custou 560.000 VND, cerca de 29$; penso que estes valores incluem algum tipo de taxa de reserva. Um luxo que nos permitiu ter uma boa noite de sono, pois tivemos a sorte de partilhar o compartimento com um calmo casal de vietnamitas. Noutros compartimentos o convivio prolongou-se pela noite dentro!
Partida de Hà Nôi às 21.10h, numa estação com muitos turistas, não só ocidentais, mas também vietnamitas.
Aproximava-se um fim de semana cheio de dias festivos: o dia 30 de Abril em que se celebra a vitória contra os Estados Unidos e o dia do trabalhador, o internacional 1º de Maio. Tudo isto contribui para uma movimentação generalizada da população pelo país, o que torna difícil arranjar bilhetes para os vários transportes.

Hà Nôi

O centro da cidade de Hà Nôi é dominado pelo lago Hoan Kliem que para além de servir de ponto de referência a quem vagueia pela cidade, é local de passeio para os habitantes, sendo frequente encontrar pessoas a fazer ginástica, thai chi ou a correr nas imediações. Apesar do intenso tráfego das avenidas que o circundam é um agradável local para ver o pôs do sol, enquanto se observa o quotidiano da cidade.
Mas sem duvida que o local onde nos demorámos mais foi o Old Quarter situado a norte do lago, com um ambiente menos cosmopolita mas mais genuíno.
Almoço no restaurante little Hanoi (the original)
Um pouco ao acaso, enquanto vagueava-mos pelo Old Quarter encontramos um simpático restaurante de comida tradicinal vietnamita: little Hanoi (the original)… sim, porque existe outro com o mesmo nome mas muito mais caro. A comida é excelente, o ambiente é calmo e tem uma boa decoração. Gostamos tanto que fomos lá várias vezes. Esperimentámos várias coisas, spring rolls, porco frito com sésamo, tofu com molho de peixe e beringela salteada com alho. Este último prato é uma verdaderia delícia, tendo-se tornado uma escolha obrigatória em cada visita que fizemos. Cada refeição fica em cerca de 140.000 VND (cerca de 7€), constituida por três pratos e cerveja; nunca comemos sobremesa no vietnam, assim como entradas.
Restaurante little Hanoi (the originl): 9, Ta Hien st.
Lady Bird: 57, Hang Buom st.
the Real Kangoroo Café: 18, Bao Khanh st.
Mercado Dong Xuan
Cartazes politicos
É facil encontrar lojas que vendam réplicas de cartazes politicos do tempo do Ho Chi Minh, mostrando que a iconografia comunistas está a ser fortemente aproveitada na economia capitalista que caracteriza home o Viet Nam.
Em Há Nôi podem-se encontrar muitas livrarias, algumas até especializadas em arte e arquitectura, em especial ao longo da Rua Trang Tién, no lado sul do Lago Hoan Kiem.
Mas que nos cativou foi uma pequena loja, que descobrimos a caminho do Tempo da Literatura. Bookworm. É especializada em livros em inglês, tanto novos como em segunda mão, tendo uma muito boa secção de livros sobre viagens. Os preços não são acessiveis considerando o nivel de vida no vietnam, mas para ocidentais vale bem a pena.
Bookworm: 4b, Phô Yên Thê
Não foi nada facil encontrar esta livraria, pois situa-se num beco, que não vem identificado na maior parte dos mapas, perpendicular à Rua Nguyen Khuyên.
 Restaurante de rua, na Thuât Hàng, Old Quarter
Este foi mais um jantar tipicamente vietnamita, em cadeiras minusculas e com a mesa mais baixa que os joelhos. Escolhemos este restaurante, entre muitos outros que se podem encontrar no Old Quarter, porque estava cheio de gente e a comida era feita na rua, mesmo ao pé de nós, por robustos cozinheiros que manobravam agilmente pesadas frigideiras e woks.
Tentámos lá voltar, desta vez para almoçar, mas depararámo-nos com uma loja que nada tinha a ver com comida. Aqui no vietnam é frequente o mesmo mesmo espaço ter várias utilizações: de manhã pode ser uma pequena cozinha, improvisada para servir o phó do pequeno almoço, mais tarde transformar-se numa loja de artigos tradicionais para turistas, e à noite surgirem no mesmo local mesas onde se pode jantar.
Também encontramos um bar de Reggae, o Roots Bar, situado na zona do Old Quarter. Chegámos ainda muito cedo, para beber uma cerveja, e estava ainda vazio, mas deu para matar saudades do reggae.
Roots Bar
2, Luong Ngoc
Hoan Kiem.
No cruzamento da Luong Ngoc com a Ta Hiên, podem-se beber cervejas muito mais baratas (a 4.000 DNV, o que é cerca de 0.16€) de que em qualquer outra zona da cidade, pelo menos é a fama que têm estas pequenas lojas, onde pouco mais cabe um barril metálico, de onde é retirada a cerveja, particamente sem pressão, que é consumida essencialmente por ocidentais, que se sentam em pequenas cadeiras que aos poucos vão ocupando a rua, em especial à noite.
Constantemente passam vendedores ambulantes de fruta e de todo o tipo de artigos, geralmente em bicicletas ou trasnportando a mercadoria ao ombro, em cestos pendurados nos extremos de uma vara de bambú. Vende-se de tudo, sendo cada um dos vendedores especializados num tipo de artigos: cestas e chapéu de bambo, pásticos e alguidares, roupa para crinaça, chinelos, luvas e mascaras que as mulheres vietnamitas usam para se proteger do sol….
Uma das coisas curiosas no Old Quarter é a forma como o comercio está organizado, desde à longa data encontrando-se um determinado tipo de comercio praticamente todo concentrado na mesma rua. Assim na rua Heng Gai encontram-se essencialmente lojas de sedas e muito alfaiates: na Hang Dão dominam as sapatarias; na Hanhg Duong encontram-se lojas de roupa…
Numa dessas ruas encontramos diversas lojas de carimbos de madeira feitos à mão, com os mais diversos motivos, desde os temas tradicionais chinesas com dragões e motivos vegetais, até aos signos do horóscopo chinês e a desenho da Kitty… há de tudo um pouco. Pode-se mandar gravar o texto o encomendar um desenho, que o carimbo encontra-se pronto passados poucas horas. Nós escolhemos um leão com as letras “master connection”!!
Stamp Shop
5E Dinh Liet Strs
Para além do Little Hanoi, fomos a mais dois outros restaurante (isto antes de termos percebido que este era o melhor….).
No restaurante Ladybird, referenciado no guia e servindo prato tradicionais da cozinha vietnamita, encontra-mos um espaço agradável, com varanda, onde o melhor foram os spring rollls e onde também provamos um prato de pato. Enquanto comíamos a dona do restaurante ia observando a clientela, enquanto descalça, bebericava um cocktail. Não sendo mau, também não recomendamos.
Restaurante Ladybird
57,Hang Buom Street
Há Nôi
(84-4) 382 84 619
ladybirdrestaurant@gmail.com
www.handintravel.com/Ladybirdrestaurant.htm
No ultimo jantar que fizemos em Hà Nôi, escolhemos o Kangaroo Café, o Real Kangaroo Café, propriedade de australianos, que constatámos encontrar-se também em diversos guias que foi comprovado pela maciça presença de ocidentais. Anuncia-se como restaurante de cozinha tradicional vietnamita, mas também se pode encontrar hambúrgueres com batatas fritas. O que é garantido é a cerveja, que aqui é realmente fresca o que não é fácil de encontrar na maior parte dos sítios.
Para além de comida também é possível organizar excursões e passeios para todos os locais turísticos do Viet Nam. Pelo que percebemos existem muito outros locais que usam este conhecido nome para promoverem circuitos de fraca qualidade o que deixou uma marca profunda no espírito dos proprietários deste espaço, que se assemelha muito a uma mania da perseguição…. daí o nome “real” aparecer sublinhado nos cartões de visita e por todas as paredes se verem avisos para não nos deixarmos enganar por excursões baratas e sem qualidade…uma seca!
A comida estava boa, que é o que interessa.
Restaurante Real Kangaroo Café
18, Bao Khanh Street
Há Nôi
(84-4) 3828 9931
http://www.kangaroocafe.com/
kangaroo@kangaroocafé.com

Museu de Etnologia de Hà Nôi

Visitámos o Museu de Etnologia para descobrir um pouco mais sobre a cultura das várias etnias que constituem a população do Viet Nâm, em especial as das regiões a Norte, para onde iríamos no dia seguinte.

Ao todo são 52 grupos étnicos, para além do dominante que são os Viets, constituíndo cerca de onze milhões de pessoas, numa população total que ronda os 83 milhões.
A maior parte destes grupos étnicos vive nas regiões montanhosas do norte e centro do país.
Devido ao facto de se encontrarem em regiões pouco acessíveis, muitos destes grupos conseguiram conservar a sua identidade mantendo as tradições, a forma de vestir, os dialectos e a arquitectura.
O museu, para além do edificio principal onde se podem encontrar instrumentos musicais, roupas, ornamentos, tapeçarias e demais objectos do quotidiano das várias minorias étnicas, apresenta também uma zona exterior onde se encontram réplicas de várias habitações e templos, construídos com os materiais locais e pelo próprios habitantes das diversas minorias.

 

O museu fica bastante afastado do centro da cidade, na Nguyen Van Huyen, por isso optámos por apanhar um autocarro junto ao topo norte do lago Hoan Kiem. Não foi fácil perceber exactamente onde era a paragem, pois os vários autocarros que iam chegando nem sempre paravam no mesmo sitio. Depois de umas pequenas corridas e hesitações lá conseguimos e valeu bem a pena o esforço, tendo os dois bilhetes custado 6000 VND (pouco mais de 0.20€). O vendedor de bilhetes do autocarro (existe sempre mais uma pessoa para além do motorista, que circula pelo autocarros cobrando os bilhetes), apesar da pouca simpatia que demonstrou. lá nos indicou a paragem onde devíamos sair.

Hài Phong…de Càt Bá a Há Nôi

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Foi uma viagem feita relaxadamente, isto se nos limitarmos ao percurso entre Hài Phòng e Há Nôi, que foi feito num confortável autocarro de turismo.

O mesmo não se pode dizer da viagem desde o porto, onde atracou o barco que nos trouxe de Cát Bá, e a estação de autocarros de Hài Phòng, onde percorremos uma zona industrial, por uma estrada sem asfalto e que devido à chuva que tinha caído nos últimos dias se encontrava em péssimo estado, com buracos que nos faziam saltar das cadeiras; para agravar a situação o motorista conduzia a velocidade excessiva para as condições, só se desviado dos camiões que vinham em sentido contrário no ultimo instante.

Halong Bay

O nosso passeio começou após o almoço, tendo-nos reunido com a nossa companheira de viagem e o Slo, junto à Noble House. Daí fomos em honda-om, que é o mesmo que dizer “à pendura” numa mota conduzida por um vietnamita, até ao porto, um pouco mais afastado de Càt Bà Town, onde nos esperava o barco com a respectiva tripulação.
O barco, comercialmente designado por Vietnamise Cruise boat, tinha dois quartos cada um com casa de banho, um espaço coberto onde tomámos as refeições e no piso de cima um deck com espreguiçadeiras. A viagem terminaria no dia seguinte pela hora do almoço e incluía o jantar e o pequeno almoço (70$ por pessoa, sem duvida a nossa maior extravagância desta viagem!). As bebidas são pagas à parte, sendo a cerveja a 100.000 VND.
O barco era bastante silencioso e a tripulação discreta e simpática, particularmente depois de perceberem que a nossa companheira de viagem era de origem vietnamita e que falava um pouco da língua.
O tempo não estava muito bom, com o céu fechado por grossas nuvens cinzentas, tendo mesmo caído uma ligeira chuva durante a manhã. Apesar dos receios, o resto do dia, e a noite passou-se sem chuva, somente tendo chovido no dia seguinte.
Após abastecermos o barco de combustível, numa bomba de gasolina flutuante, afastámo-nos do porto para iniciámos a nossa viagem navegando silenciosamente pelos labirínticos percursos entre as centenas de formações rochosas calcárias, que emergem a pique de dentro de água, cobertas de vegetação. Esporadicamente vislumbram-se pequenas extensões de areia formando paradisíacas praias completamente desertas, e só acessíveis por barco.
A nossa primeira paragem foi numa ilha, onde a backpahers hostel tem montado um acampamento onde se podem passar uns dia; chamam-lhe a monkey island, devendo o nome aos macacos que lá foram recentemente introduzidos e que se mostram pouco amigáveis para com os visitantes. Aí deixamos o Slo entregue às suas actividades de escalada.
De seguida, dirigimo-nos para num dos muitos viveiros de peixe que se encontram em grande numero ao longo desta parte da baía.
Quando nos dirigimos para zonas mais selvagens, pouco antes do fim do dia, o barco parou para mergulharmos nas quase paradas e profundas águas desta baía, que de tão calmas permitem espelhar na perfeição a paisagem que nos envolve. A água não estava muito quente mas soube bem mergulhar neste mar escuro e misterioso e apreciar o silêncio que reinava no local, acentuado pela atmosfera densa provocada pelo céu cinzento-chumbo.
Com o cair da noite dirigimo-nos para uma zona mais ampla, abandonando um pouco os labirínticos canais; encontrávamo-nos numa zona completamente rodeado de montanhas, dispostas como que em camadas, dando a sensação de não haver saída, como se estivéssemos num lago. Após os motores se terem desligado reinava um silêncio total, quebrada ocasionalmente pelos saltos dos peixes e o som abafado que vinha da cozinha enquanto a tripulação preparava o jantar. É estranho sabermos que estamos no mar mas não se sentirem nem ondas nem se ouvir o vento ou o marulhar das águas.
O jantar, servido no exterior do barco, foi composto por amêijoas, lulas com cebola, os habituais spring rolls de camarão, vários tipos de legumes cozidos e arroz. No final havia peras.
O resto do serão foi passado em animada conversa com a nossa companheira de viagem e a actualizar as notas de viagem. Reinava o silêncio. Quando as pálpebras começaram a pesar foi altura para recolher ao quarto; o sono não foi muito pacifico pois o colchão, envolvido em plástico, fazia um barulho bastante desagradável., capaz de despertar o sono mais pesado.
Acordámos bem cedo e podemos ver o nascer do dia, com a luz gradualmente a dar volume às montanhas que nos rodeavam. O dia amanheceu como tinha terminado o anterior: nublado.
Começa a actividade; ouvem-se ao longe motores de barcos, vozes, latidos o cantar de um galo…..
Enquanto aguardávamos pelo pequeno almoço, presenciámos momentos de uma beleza de cortar a respiração. Duas espécies de animais rasam as águas desta baía: por cima, rasando as águas voam bandos de pássaros de dorso escuros e asas brancas; debaixo de água deslizam suavemente mantas com as suas grandes “asas” abertas, cuja cor branca contrasta com o azul escuro do mar.
Depois de termos tomado o pequeno almoço, mais uma vez pão com ovos mexidos e bananas, acompanhado pelo café vietnamita, começo a chover. Inicialmente uns pingos, depois de forma intensa. Era suposto irmos visitar umas grutas de kayak mas com a chuva não nos sentimos com coragem.
Apesar do sol não se ter mostrado, a paisagem não deixou de impressionar, tendo as nuvens
acentuado o tom de mistério que envolve estar calmas e silenciosas águas
Quando voltamos a Cát Bà, depois da noite passada em Ha Long Bay, no porto não havia ninguém para nos ir buscar de mota, talvez por temos chegado mais cedo, talvez por estar a chover…… talvez por se terem esquecido de nós.
Esperámos que a chuva abrandasse e fizemo-nos ao caminho na companhia da Julia, e em pouco mais de meia hora estávamos de novo junto ao nosso hotel, onde nos despedimos.
Como não havia muito mais para ver e o tempo estava chuvoso decidimos sair da ilha em direcção a Hà Nôi. Comprámos os bilhetes numa das muitas agências de viagens, que por 180.000VND, incluía o transporte do cidade até ao barco, o barco, um bus do porto até à estação de camionagem de Hài Phòng e outro bus até Hà Nôi…. Bastante mais barato do que a viagem de Hài Phòng para a ilha, onde fomos fortemente enganados!!!
O horário do autocarro permitiu-nos ter tempo para relaxar um bocado num café junto ao porto, para ir a um posto de internet (que existem por todo o lado, mesmo nas pequenas povoações) e para um rápido almoço num sofisticado e ocidentalizado restaurante: Green Mango, que por 135.000 VND.
Green Mango
Group 19, Block 4, 1-4 Street
Cat Ba Town
Cat Ba Island
Phone: +84 (031) 88 7151
greenmangocatba@yahoo.com

Escalada em Cát Bà

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Por sugestão do Onslo fomos convidados a juntarmo-nos a num almoço que seria o culminar de um manhã de escalada organizado pela Slopony Adventures. Perto da hora ao almoço, seguindo as indicações fomos de mota ter ao designado butterfly valley: um local de cortar a respiração. Um vale dominado pelo verde da vegetação e rodeado por montanhas, envolvido numa bruma impedia qualquer vislumbre de sol, o que conferia ao local uma atmosfera mágica que combinava com o irrequieto esvoaçar das borboletas, grande e de cores intensas.

Enquanto esperávamos pelo almoço fomos observando os esforços do pessoal que se encontrava no local a escalar paredes graníticas enquanto desafiavam a lei da gravidade. Apesar se não nos sentirmos tentados a experimentar, foi uma boa oportunidade para ficar com uma ideia de como a coisa funciona.

Esperava-nos um almoço dominado por cabra assada na brasa, acompanhada por uma diversidade de legumes cozidos e salteados, pão, arroz, spring rolls, amendoins salteados e muitas outras iguarias. Mais uma vez sentimos um choque entre culturas gastronómicas, pois o bicho, foi cozinhado praticamente sem sal, o que para nos deixou um pouco desconsolados.

O petisco, comido à volta do churrasco, na companhia do pessoal da escalada ficou em 100.000 VND por pessoa. Depois deste repasto esperava-nos o barco para a volta pela baía de Halong.

Cát Bà

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O nosso segundo dia na ilha, amanheceu húmido e cinzento, fazendo temer o pior para o nosso passeio de barco pela baía que estava previsto para a o inicio da tarde, alugámos uma mota junto da recepcionista do hotel, e fomos dar uma volta pela ilha.
A paisagem é de cortar a respiração, em especial junto à costa onde ao longe, as montanhas aparecem como que sobrepostas em várias camadas, envolvidas pela neblina que lhe confere uma ilusão de ser um cenário desenhado numa tela.
Praticamente só existem duas estradas na ilha, uma junto ao litoral, e outra que atravessa a ilha a meio. À medida que nos afastamos da cidade de Càt Bá vão escasseando as casas e as pessoas, sendo aos pouco substituídos por densa vegetação e pelo som dos animais da selva.
Grande parte da ilha de Càt Bá é considerada pela UNESCO como a Biosphere Reserve, onde foi criado um parque nacional, com o fim de proteger a diversidade de ecossistemas da ilha; aqui podem-se ainda encontrar espécies de macacos únicas no Viet Nam, mas que correm o risco de extinção. Devido à persistência da chuva ficou a faltar-nos visitar o parque onde se podem fazer caminhadas.
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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