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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Hué Backpackers Hostel

Depois de uma viagem de três horas de comboios, vindos de Dà Nang, chegámos a Hué, onde contavamos passar somente o resto da tarde e partir no dia seguinte.
Já tinhamos reservado o alojamento através da net, e poucos minutos depois de termos entrado no taxi junto à estação, chega-mos ao Backpackers Hostel.
Ficamos agradávalmente surpreendidos com a cidade que encontrámos: avenidas largas ladeadas por árvores, um ritmo mais calmo, uma arquitectura mais cuidada…. enfim uma cidade das mais agradáveis que encontrámos.
Decidimos ficar mais um dia do que o previsto….
O quarto apesar de pequeno estava impecável, com ventoinha, ar condiconado e água quente; com o cansaço com que estávamos pareceu-nos um luxo. O preço do quarto foi de 290.000 VND (cerca de 12€), incluíndo o pequeno almoço, à base de pão, fruta, café e noodles.
No piso de baixo funciona um restaurante, que para além do pequeno almoço servem refeições ocidentais durante todo o dia, onde não falta o hamburger e a batata frita, para consolar o viajante já farto de comida saudável vietnamita. Á noite este espaço converte-se num bar, dominado por turistas ingleses, que acompanham cervejas e margueritas com musica bem alta.
Quem quer dormir cedo tem que recorrer aos tampões para os ouvidos!!! Indespensáveis numa viagem deste género.

Hué… a Cidade Imperial

No segundo dia, esperava-nos um amanhecer extremamente quente e húmido, que foi piorando ao longo do dia, tendo tornado a visita à cidadela Imperial numa tarefa extenuante.
Esta antiga capital imperial na foi construída à semelhança da Cidade Proibida de Pequim,
É constituída por inúmeros pavilhões dos quais somente restam vinte dos 148 edifícios originais, tendo sido destruídos em consequência combates e guerras ocorridos no ultimo século. Mesmo assim vale a pena uma atenta visita.
Organizando-se no interior de grossas muralhas, a cidade imperial dispõem de quatro portas, sendo a mais espectacular a Ngo Mon, por onde iniciamos a nossa visita. O bilhete de acesso é de 55.000 VND por pessoa.
No principal edifício é o Palácio Thai Hoa (Palácio da Paz Suprema) encontra-se o que foi a sala do trono, numa sala dominada por colunas, ricamente trabalhada dominado o vermelho e o dourado.
Num pavilhão próximo, os visitantes podiam experimentar as tradicionais vestes imperiais, e pousar para a fotografia sentados num outro trono, menos rico, mas que não desanimava os vietnamitas que se acotovelavam para o ocupar por breves instantes.
Com a manhã a avançar, o calor tornou-se extremamente intenso, pelo que a sombra e o ar fresco proporcionado nestes pavilhões foi bem recebido.
No fim, para evitar o calor escolhemos o rickshaw para voltar-mos ao hostel. O condutor que nos calhou, Após termos negociado o preço com um outro intermediário que falava algumas palavras de inglês, foi um senhor de muita idade que Experimentámos em Hué e custou cerca de 50.000 VND (2€).
A cidade é também conhecida pela sua gastronomia, mas a experiencia que tivemos deixou um pouco a desejar. Decidimos almoçar num restaurante vegetariano numa das avenidas principais que dispunha de uma esplanada bastante agradável. Para ficarmos a conhecer melhor a gastronomia local decidimo-nos por um menu de degustação, composto por sopas, legumes salteados, massas…. tudo bastante diferente do que temos comido, mas sem nos ter conseguido cativar. À saída, a passagem junto da cozinha deixou-nos uma sensação muito desagradável, tanto pelo mau aspecto das instalações, pela quantidade de moscas em cima da comida, como pela falta de higiene. Cenários destes não foram raros ao longo da viagem.

Hué… de bicicleta pela cidadela

No nosso primeiro dia em Hué, depois de nos instalarmos e almoçar-mos no Backpackers Hostel, fomos dar uma volta pela cidade imperial, que é o principal ponto de interesse. Como a distância era pequena e a cidade plana, optámos por alugar uma bicicleta, no hostel por 30.000 VND (1.2€).
A cidade imperial, considerada património da Humanidade data do século XIX, tendo-se tornado residência imperial e sede da corte, até 1945, ano em que deixou de ser a capital do Viet Nâm.
Começamos por nos dirigirmos à cidadela, depois de cruzarmos o Rio Perfume, que atravessa a cidade de Hué, por uma ponte repleta de motas, bicicletas e rickshaws. Por trás dos muros da cidadela, rodeados por um fosso com água, interrompidos por diversas portas magnificamente decoradas, encontra-se uma calma e agradável zona urbana, com ruas ladeadas por árvores, onde se respira uma certa atmosfera europeia, de certo devido à presença francesa.
Dentro das muralhas não à muito mais para ver, para além da cidade imperial, que optámos por visitar mais calmamente no dia seguinte. Aproveitámos o fresco do fim de tarde para percorremos as pacatas ruas da cidadela e o calmo e descontraído modo de vida desta cidade.

My Son

No nosso segundo dia em Non Nuoc Beach, ainda em recuperação após a ruinosa refeição do dia anterior no mercado de Hoi An, fomos visitar My Son, onde se encontram vestígios do que foi uma forte presença indiana na região, referente ao reinado Champa, entre os séculos VII e XIII.
O dia estava particularmente quente, e aceitando novamente as sugestões e os serviços do senhor Hoa, fomos num carro alugado com motorista, por 500.000 VND, pois a distância de cerca de 50 km, era demasiada para se fazer de mota. Foi uma dura viagem de uma hora, num carro muito velho e em mau estado, sem ar condicionado, conduzido zelosamente por um motorista, que não falava inglês e que não andou a mais do que 50 km/h, tudo isto num dia particularmente quente, em que nem o ar que entrava pelas janelas permitia refrescar.
Após a compra do bilhete de ingresso (60.000 VND, por pessoa) dirigimo-nos a pé até ao local onde se encontram as ruínas de templos pertencentes ao império Cham, que se desenvolvem numa zona de selva tropical, onde o som ensurdecedor os insectos intensifica a sensação de calor que se fazia sentir com o aproximar do meio do dia.

O local encontrava-se praticamente deserto. Apesar de interessante, tanto o local como os diversos edifícios carecem de identificação e de informação que permita compreender melhor as suas funções.

Não é necessário muito tempo para visitar o complexo de ruínas; mesmos com frequentes paragens para descansar e nos abrigarmos do calor, em menos de duas horas visitámos os principais locais, ficando de fora as ruínas que se encontravam em pior estado de conservação. Não é necessário guia; no posto de informações vendem-se mapas do local que são suficientes para orientação.

Durante todo o tempo, grandes borboletas de vivas cores, foram a nossa companhia.

Hoi An

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Casa Diep Dong Nguyen
Durante a tarde, escolhemos o Café Mango Mango (também é hotel), junto ao rio, para nos abrigar-mos do calor que se sentia, ainda para mais o dia estava sem nuvens o que tornava o sol abrasador. O tempo foi passado a compor os nossos cadernos de viagem, ao som de musica ambiente, sobre o fresco de uma ventoinha, saboreado pela primeira vez um café feito da forma tradicional vietnamita.
Café Mango Mango
111 Nguyen Thai Hoc
http://www.mangorooms.com/
510 3910 839
Aqui também se podem tomar refeições se bem que os preços sejam um pouco mais elevados do que o normal, o que também se pode aplicar a todo o comercio e restauração do centro da cidade.
Café vietnamita
Cua Dai Beach
Por sugestão do nosso anfitrião, o senhor Hoa, alugámos uma mota por 60.000VND (2.40€), e dirigimo-nos para Sul. O capacete, apesar de pouco limpo é obrigatório no Viet Nam, não se vendo ninguém sem ele, nem que seja um capacete das obras.No fim do dia, fizemos uma visita à praia local, onde encontrámos um local cheio de turistas, com restaurantes e bares ao pé da praia, em pleno contraste com a calma da praia de Non Nuoc, onde aproveitámos para dar mais um mergulho nas águas do mar da China, pouco antes do pôr do sol.
 
A viagem demorou pouco mais de meia hora, para percorrer 20 km, tendo decorrido sem sobressaltos, sempre por estrada larga, em boas condições e com razoável sinalização. Ao longo de grande parte do percursos fomos vendo os vários empreendimentos em construção…. hotéis, spa, campos de ténis, apartamentos….

Hôi An… o mercado

Perto da hora do almoço, fazendo um intervalo no passeio turístico, rumámos em direcção ao mercado local, onde nos sentimos novamente o tradicional fervilhar da vida Viet Nam. Dada a proximidade do rio, domina o peixe fresco, das mais variadas espécies, desconhecidas para nós. Aproveitámos para provar o ananás, bem mais pequeno do que os que estamos habituados, vendido descascado de forma elaborada, quase artística, criando um efeito tipo espiral.
 Tofu
 Noodles
 Rio Thu Bon
 
Aproveitámos para almoçar no mercado numa banca de street food por 60.000VND (isto depois de negociado, porque o preço inicial foi de 1000.000VND; mesmo assim pagámos mais do que o normal). Após escolhermos o que iria se o nosso almoço, entre uma grande variedade de noddles, tofu recheada, vegetais cozidos ao vapor, spring rolls (vegetais ou camarão enrolados em folha de papel de arroz)… mais o clássico arroz cozido, sentámo-nos por perto para desfrutar a refeição.
Enquanto comíamos fomo-nos parecendo das condições de higiene do local: o chão estava imundo, encontrando-se baratas e outras insectos mortos, a água que se encontrava num garrafão era bebida em canecas que depois era mergulhadas numa bacia de água, sem lavagem, até próxima utilização, os talheres que nos deram (apesar de termos optado pelos pauzinhos) encontravam-se com restos de comida agarrada…. apesar de tudo a comida estava boa e não desanimamos.
O pior foi no dia seguinte, quando começaram as cólicas e a diarreia…. felizmente, sem consequências de maior para além de um jejum de um dia.

Hoi An

Para primeira incursão nos arredores de Non Nuoc, optámos por ir visitar a cidade de Hoi An, considerada património da Humanidade pela UNESCO.

Chegados ao centro de Hoi An, fomos agradavelmente surpreendidos ao encontrar-mos uma atípica cidade vietnamita: casas baixas, mantendo o traçado tradicional, ruas calmas e sem trânsito…. contudo toda a cidade está direccionada para o turismo, em especial o que dispõe de mais dinheiro, dominando os hotéis, restaurantes, galerias de arte, sapatarias, lojas de roupa e de produtos tradicionais vietnamitas, tudo com bastante bom gosto e qualidade … considerando o “gosto” ocidental. Apesar de ter perdido muito do que caracteriza o Viet Nam, tornando-se mais uma cidade de bilhete postal, vale bem uma visita.

Desenvolvendo-se junto das margens do rio Thu Bon, a cidade soube preservar o seu núcleo antigo, onde se podem encontras inúmeros, templos, palácios e casas de habitações de pertencentes a mercadores, reflectindo a presença ao longo dos séculos de comunidades chinesas, japonesas que adoptaram esta cidade como local estratégico na rota comercial, desde o século XVI.

Uma das principais atractivos da cidade é a fama dos seu costureiros, sendo frequente os turistas que visitam a cidade encomendarem roupa e sapatos, que são feitos à medida do cliente, tanto no tamanho como na escolha de materiais e cores. Encontram-se roupa de todos os géneros, desde casacos de fazenda, a fatos de homem, vestidos de noite…. dominando contudo a roupa feita em seda, que apesar de ser frequente no Viet Nam, aqui encontra-se por todo o lado.


À chegada, comprámos os bilhete num posto de turismo, por 90.000 VND, por pessoa que permite o acesso, ao longo de um dia inteiro, a seis das várias casa de mercadores, palácios e templos, à nossa escolha. Praticamente todos os motivos de interesse se encontram concentrados em duas ruas, que se desenvolvem em paralelo com o rio. Destacam-se a Chinese Assembly Hall, a casa Diep Dong Nguyen, a casa Tan Ky e ponte Japonesa.

 
 
Ponte Japonesa
 
 
 

 

 
Junto ao mercado, vale a pena um passeio pelos ruas que ainda preservam traços da arquitectura francesa, ladeadas de árvores, e atravessar a ponte Can Nam, sobre o rio Thu Bon, de onde se tem uma boa perspectiva da cidade.

 

Ponte Can Nam

Rio Thu Bon

Marble Moutains (Ngu Hanh Son)

Entre o areal da praia e os campos de arroz que caracterizam esta zona, emerge abruptamente um grupo de formações rochosas, as Ngu Hanh Son, mas vulgarmente designados por Marble Mountains, que consiste num conjunto de cinco montanhas de mármore, onde foram erguidos vários templos budistas. É considerado um local sagrado,  representando cada montanha os cinco elementos: água, madeira, terra, metal e fogo, de acordo com a mitologia local .
Pelo meio fica a pequena e incaracterística povoação de Non Nuoc, que vive da extracção de mármore e do trabalho de inúmeros artesãos que executam esculturas na pedra, muitas de carácter religioso.
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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