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Sudoeste Asiático

A comida no Laos

Com muitas semelhanças com a gastronomia da Tailândia e com algumas influências do Vietnam e da China, a comida tradicional do Laos é uma amostra mais modesta da dos países vizinhos, sobressaindo as sopas e os grelhados, onde domina a carne mas onde o peixe é uma presença constante, dada a proximidade com o Mekong e os outros rios que atravessam o país.

Para vegetarianos as opções são muito escassas: tirando a sopa de noodles que apesar de ser muitas vezes confecionada com caldos de carne, pode sempre ser pedida sem carne. Este foi o prato mais consumido durante a minha estadia no Laos, onde comi sopa de noodles todos os dias, pelo menos a uma das refeições, muitas das vezes como pequeno-almoço.

Existem espalhados por todas as cidades e mesmo nas pequenas povoações restaurantes que somente servem este prato, variando a qualidade do caldo, a carne que é colocada como complemento e sobretudo no tipo de noodles que é usado: podendo variar desde massa muito fina e quase transparente a tiras mais espessas e consistentes, mas sempre à base de farinha de arroz.

É acompanhada de um prato repleto de verduras cruas, como couve, alface, feijão-verde, hortelã, menta, espinafres e outros vegetais que se encontram à venda nos muitos mercados. Acrescentam-se molhos (peixe, soja, etc…) e picante que pode ser apresentado numa pasta, em pó ou usando as malaguetas, assim como pedaços de lima, postas sempre à disposição nas mesas dos restaurantes.

De uma forma geral a comida não é picante, mas nas mesas encontra-se sempre chilli, em pó ou apresentado numa pasta oleosa, que é generosamente deitado sobre a comida, podendo tornar um transparente caldo de carne numa sopa vermelha.

Para comer esta sopa à maneira do Laos, deve-se usar os paus de bambu para comer a massa e os outros ingredientes sólidos, servindo a colher que se usa na outra mão para ajudar a empurrar a comida para a oca e para consumir o caldo.

Muito popular é o lap, um prato que pode ser de carne ou de peixe, confecionado com especiarias, geralmente muito picante, servido com grande quantidade de folhas de hortelã e de menta, e que é acompanhado por arroz glutinoso (sticky-rice) e que geralmente é comido com as mãos, ao contrário das maioria dos pratos em que se usam paus de bambu.

Para além distes pratos é possível encontrar arroz salteado (fried rice), massa salteadas (fried noddles) e alguns caris, mas raramente igualando a qualidade e a sofisticação das versões destes pratos servidos na Tailândia.

Nota-se uma maior diversidade na comida servida no Norte do país em comparação com as cidades e povoações do sul, onde a oferta é mais limitada.

Quanto a doces, pouco há a dizer pois as sobremesas não fazem parte da ementa dos restaurantes tradicionais do Laos, sendo muito raro encontrar alguma pastelaria fora das zonas turísticas. Contudo, uma das “importações” da Tailândia são os vendedores de rottis que surgem com pequenas bancas e ocupam os passeios das ruas principais, oferecendo rottis recheados com banana, chocolate ou ovo, e regados com leite condensado. Curiosamente, este negócio que é bastante concorrido é dominado quase exclusivamente por indianos, muitos provenientes de Chennai, e que são também proprietários de restaurantes que um pouco por todas as cidades oferendem os típicos pratos indianos a quem já se encontra cansado de alguma monotonia que a cozinha do Laos oferece.

A melhor sopa de noodles do Laos, experimentada logo no segundo dia de estadia, na povoação fronteiriça de Huay Xai, com o requinte de servir um pequeno prato de pasta de amendoim onde tradicionalmente são mergulhadas as malaguetas ants e serem comidas
A melhor sopa de noodles do Laos, experimentada logo no segundo dia de estadia, na povoação fronteiriça de Huay Xai, com o requinte de servir um pequeno prato de pasta de amendoim onde tradicionalmente são mergulhadas as malaguetas antes e serem comidas

Stiky-rice, servido como é tradicional em potes de bambo
Stiky-rice, servido como é tradicional em potes de bambo

Sticky-rice a acompanhar um prato de vegetais salteados... uma alternativa vegetariana à tradicinal carne grelhada que acompanha este tipo de arroz
Sticky-rice a acompanhar um prato de vegetais salteados… uma alternativa vegetariana à tradicinal carne grelhada que acompanha este tipo de arroz

restaurante em Luang Prabang que somente serve sopa de noodles, aberto desde manhã bem cedo mas que encerra pouco depois da 1 hora da tarde
restaurante em Luang Prabang que somente serve sopa de noodles, aberto desde manhã bem cedo mas que encerra pouco depois da 1 hora da tarde

ingredientes para a preparação da sopa de noodles, que para além dos vegetais custuma ter pedaços de carne, por vezes sangue cozido ou visceras, que são também usadas na confecção do caldo
ingredientes para a preparação da sopa de noodles, que para além dos vegetais custuma ter pedaços de carne, por vezes sangue cozido ou visceras, que são também usadas na confecção do caldo

ingredientes para a preparação da sopa de noodles
ingredientes para a preparação da sopa de noodles

banca de rua em Vientianne que serve dsde manhã bem cedo sopa de arroz e sopa de noodles, assim como o tradicional café
banca de rua em Vientianne que serve desde manhã bem cedo sopa de arroz e sopa de noodles, assim como o tradicional café

molhos e picantes que são adicionados à comida, juntamente com sal, e açucar: uma presença constante em todas as mesas dos restaurantes tradicionais do Laos
molhos e picantes que são adicionados à comida, juntamente com sal, e açúcar: uma presença constante em todas as mesas dos restaurantes tradicionais do Laos

Muitos do condimentos usados na cozinha do Laos são de origem Tailandesa ou, como é o caso, Chineza
Muitos do condimentos usados na cozinha do Laos são de origem Tailandesa ou, como é o caso, Chinesa

O chamado Lao Coffee é uma presença constante em todo o país, encontrando-se geralmente pela manhã em banca de rua, sendo também servido em alguns cafés mais sofisticados que se podem encontrar em zonas mais turísticas e cosmopolitas, como é o caso de Luang Prabang e Vientiane. É confecionado de uma forma muito característica, numa panela metálica, que se mantém sempre ao lume com água ferver, sendo coberta por uma tampa metálica na qual se encontra um orifício, através do qual retirada água com uma concha que é vertida para um filtro de pano, de forma cónica, contendo o café em pó. Quando se ontem a quantidade suficiente de café, este é vertido para um copo, ao qual é adicionado leite condensado, açúcar e leite em pó. O café que fica no filtro é usado mais vezes, servindo para preparar vários cafés. Pode se também bebido simples, sem leite ou adoçantes, sendo a sua textura bastante densa e espessa, mas de sabor suave e pouco amargo.

O preço é de 4.000 a 5.000 kips, e pode muitas vezes ser servido acompanhado de uma espécie de pão, feito com massa frita ou até de um chá, oferecido gratuitamente.

Da presença francesa ficou o pão, em especial as baguettes, que são vendidas nas ruas e terminais de autocarros, sendo muito solicitadas pelos estrangeiros que as consomem ao pequeno-almoço ou como refeição nas longas e intermináveis viagens de autocarro, cujo custo ronda os 7.000 a 10.000 kips, menos de um euro.

Quanto ao conteúdo, nota-se claramente os ingredientes presentes na gastronomia do país, como salchichas, pedaços de carne, geralmente de porco, fígado, carne processada, pastas à base de carne de porco e alguns molhos difíceis de identificar mas que muitas vezes são picantes.

Nas zonas turísticas é possível de encontrar restaurantes com uma grande oferta de comida ocidental, sendo os preços muito mais elevados do que a comida tradicional que se encontra nos restaurante frequentados pelos habitantes locais, onde é possível fazer uma refeição por 10.000 kip, cerca de 1€.

Lao-coffee
Lao-coffee

noodles frescos vendidos nos mercados espalhados por todo o Laos, e que marcam a diferença entre as várias sopas vendidas em restaurnates, muitas das vezes contiguos uns aos outros
noodles frescos vendidos nos mercados espalhados por todo o Laos, e que marcam a diferença entre as várias sopas vendidas em restaurnates, muitas das vezes contiguos uns aos outros

snack muito popular no norte do país, feito á base de arroz cozido que depois de espalmado é mergulhando em ovo batido e grelhado no carvão
snack muito popular no norte do país, feito á base de arroz cozido que depois de espalmado é mergulhando em ovo batido e grelhado no carvão

pela estrada fora… das montanhas para a cidade

Após o circuito pelas montanhas do norte do Laos, num misto de viagens de autocarro e de barco, pelas povoações de Nong Khiaw, e Muang Khua, é chegada a hora de regressar ao ponto de partida: Luang Prabang.

O dia começou cedo com a habitual espera pelo autocarro com destino a Oudomxai, principal cidade das províncias a norte de Luang Prabang, que funciona como ponto de paragem obrigatório da maioria dos itinerários dos transportes púbicos rodoviários da região.

A viagem até Oudomxai, feita num pequeno autocarro, de origem chinesa, mas que há muito deve ter terminado o seu período de vida útil no país vizinho, tem aqui no Laos uma segunda oportunidade de vida, transportando mercadoria, tanto no topo como no interior, e praticamente o dobro dos passageiros para que foi dimensionado, tendo estes que se aninhar ao longo do corredor e nos exíguos espaços vazios, sentados em sacas de arroz e restante carga.

Apesar de tudo, os cerca de 130 quilómetros percorridos ao longo de uma sinuosa estrada que corta a montanha, foram razoavelmente agradáveis de fazer, apesar das mais três horas que demorou a viagem, resultado das constantes paragens para entrada e saída de passageiros e respectiva mercadoria, pois aqui no Laos quase tudo é transportado em autocarros públicos de passageiros, ficando os poucos camiões que se vêm nas estradas, reservados para mercadoria de grandes dimensões.

A espera no terminal de autocarros de Oudomxai, pelo próximo autocarro com destino a Luang Prabang, prolongou-se por mais de três, que se tornaram penosas com o calor que se foi intensificando ao longo da tarde. A ansiada chegada do autocarro seguinte não foi muito animadora, pois o veículo de pequenas dimensões era claramente insuficiente para o número de pessoas que se foi acumulando no terminal, fazendo prever uma viagem penosa e cansativa.

Mas antes de se instalar o desânimo, chega a solução: um autocarro VIP, com destino a Vientiane, cujo percurso feito maioritariamente de noite, poderia evitar a paragem por um dia em Luang Prabang, cidade que não tinha muito mais para oferecer do que o que tinha visto nos quatro dias que lá passei.

A designação de VIP, é aqui no Laos dada aos autocarros, geralmente de dois pisos, oferecendo lugares sentados ou por vezes disponibilizando camas, usados geralmente em viagens de longo curso. O conforto e a qualidade é melhor, mas as várias camadas de tinta não escondem completamente a avançada idade dos veículos, que se deixa denunciar claramente pelo estado da suspensão e da parte mecânica, que por vezes obriga a alguma assistência durante as várias paragens efectuadas, para colocar água e arrefecer o motor.

Foram mais de 18 horas para chegar de manhã cedo a Vientiane, capital do Laos, após um percurso de aproximadamente 550 quilómetros, feitos maioritariamente de noite, o que tornou a viagem um pouco cansativa e monótona, pois as possibilidades de ter uma boa noite de sono não são muitas, tendo em conta o exígua espaço para dormir, tanto em comprimento como em largura, que é partilhado com outra pessoa, e os constantes solavancos e saltos provocados pelo degradado estado das estradas.

Painel de informações do terminal de autocarros de Muang Khuao
Painel de informações do terminal de autocarros de Muang Khuao
Terminal de autocarros de Muang Khuao
Terminal de autocarros de Muang Khuao
terminal de autocarros de Oudomxai
terminal de autocarros de Oudomxai
Praticamente tudo é transportado nos autocarros publicos, provocando quase sempre atrasos em relação ao horário previsto para a partida e muitas paragens ao longo da viagem
Praticamente tudo é transportado nos autocarros publicos, provocando quase sempre atrasos em relação ao horário previsto para a partida e muitas paragens ao longo da viagem
Autocarro VIP de ligação entre Oudomxai e Vientiane
Autocarro VIP de ligação entre Oudomxai e Vientiane
Interior do autocarro VIP, bastante melhor do que os que estão reservados para itenerários mais curtos, oferecendo ar-condiconado e por vezes casa-de-banho
Interior do autocarro VIP, bastante melhor do que os que estão reservados para itenerários mais curtos, oferecendo ar-condiconado e por vezes casa-de-banho
Uma das muita paragens do percurso. Para tras ficaram as montanhas do norte do país... daqui para a frente a paisagem vais-se tornando cada vez mais plana
Uma das muita paragens do percurso. Para tras ficaram as montanhas do norte do país… daqui para a frente a paisagem vais-se tornando cada vez mais plana
Um dos restaurantes de estrada, onde o autocarro parou com tempo suficiente para uma reconfortante refeição de sopa de noodles
Um dos restaurantes de estrada, onde o autocarro parou com tempo suficiente para uma reconfortante refeição de sopa de noodles

Custo da viagem: 145.000 kip

Duração prevista: 15 horas

Extensão do percurso: 550 km

Nam Oú river. Muang Khoua

Pouca coisa fica desta povoação situada na confluência entre os rios Nam Oú e Phak se juntam, cada vez mais perto da fronteira com o Vietnam e com a China, cuja proximidade está bem presente na grafia adoptada nos letreiros dos vários restaurantes e lojas, que usam os caracteres chineses e a escrita vietnamita para além do Lao, assim como no tom de pele e nas feições de alguns dos habitantes.

Muang Khoua torna-se escala obrigatória para que faz o percurso pelo rio, opôs as quase seis horas de viagem; daqui pode-se continuar para norte até Hat Sa e Pongsali, ou em alternativa empreender a viagem em direcção a sul, de volta a Luang Prabang.

As manhãs são cinzentas, frias e húmidas, e só por volta das onze horas o sol aparece aquecendo as desoladas ruas da povoação, enchendo-a de vida e de uma agradável atmosfera de verão com crianças a brincar na rua, enquanto os restantes habitantes se dedicam às suas tarefas diárias, em ritmo calmo, entre actividades comerciais e a agricultura nos pequenos campos que envolvem Muang Khuoa.

Das fogueiras usadas para cozinhar e para aquecer as frias manhãs, acendidas na maioria das vezes em frente às casas, sai o fumo que se mistura com a neblina e o cheiro da madeira queimada que, juntamente com os galinhas que se passeiam pelas ruas, dão forma ao ambiente rural que aqui se vive.

Ao fim da tarde, pelas cinco horas, altura em que o sol se começa a esconder por trás das montanhas, os monges reúnem-se no único templo da povoação para a segunda oração do dia, espalhando em vozes juvenis orações budistas. Os mesmos que de manhã percorrem as ruas de Muang Khuoa, de cabelo rapado, descalços, vestidos com os seus robes laranja, recolhendo as oferendas das pessoas, na maioria mulheres, que os esperam com cestas de arroz cozido, incensos e flores.

Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua
Muang Khoua

Nam Oú River. Nong Khiaw

Após três horas de autocarro, por uma estrada poeirenta, que apesar de pavimentada se encontra em mau estado, obrigando a constantes abrandamentos dos veículos, mas que mesmo assim não são suficiente para evitar os saltos a que os ocupantes são sujeitos. O mini-autocarro preparado para nove passageiros transportou catorze, que se foram acomodando em cadeiras acrescentadas que pertenceram a um outro qualquer veículo, ou em sacos de arroz, bidões, bilhas de gás e demais mercadoria transportada tanto no interior como no topo, onde também se acomodam as mochilas dos poucos turistas que ousam efectuar viagens nos transportes públicos do Laos.

Para trás fica a bonita cidade de Luang Prabang, com o seu estilo colonial, ocidentalizada e sofisticada; pela frente encontra-se o norte do Laos, rural, pobre e pouco desenvolvido, dominado por montanhas de encostas arborizadas, que se estendem até às fronteiras com a China, Vietnam e Tailândia.

O destino é a povoação Nong Khiaw, situada na encosta do rio Nam Oú, um dos muitos afluente do Mekong. Até há poucos meses atrás era possível viajar de barco, rio acima, desde Luang Prabang, mas as obras de construção de uma barragem inviabilizam esta possibilidade, obrigando a percorrer o trajecto até Nong Khiaw por estrada, sendo possível a partir daí navegar livremente no rio, até quase ao extremo norte do país.

Ao ritmo monótono e barulhento do motor, a embarcação que nos transporta rio acima, deslizando suavemente pelas águas turvas e acastanhadas. Antes foi a habitual azáfama em Nong Kiaw, que antecede o início da viagem para acomodar carga e passageiros nos pequenos barcos que ainda utilizam este rio como principal meio de transporte, ligando povoações que se encontram dispersas pelas suas margens, algumas das quais sem acesso por estrada.

Os barcos, pequenos e de casco pouco profundo são ideias para percursos neste rios, cujas águas durante a estação seca estão de tal forma baixas que expõem os fundos rochosos, deixando a descoberto bancos de areia, que são evitados pelo olhar atento do condutor do barco que se mantem vigilante, lendo na superfície das águas, o percurso a seguir.

As encostas do vale onde se encaixa o rio são cobertas de vegetação tropical, de onde sobressaem os bambus e uma grande diversidade de árvores, cujos variados tons de verde e os diversos brilhos, formam um padrão que se mantem constante ao longo de praticamente todo o percurso, sendo interrompido nas zonas junto às povoações, onde esta floresta se encontra seriamente devastada pela presença humana, tanto em busca de espaço para a agricultura como em busca de madeira, usada como combustível, mas também vendida para a industria.

É uma vida simples e rural que se observa nas margens do rio, onde as crianças que não se encontram ocupadas com os trabalhos agrícolas ou com os búfalos, se entregam a brincadeiras junto à água, mergulhando de improvisadas jangadas, enchendo o ar de gargalhadas e transmitindo uma alegria capaz de provocar sorrisos a quem as observa.

Penhascos de pedra calcária, quase totalmente cobertos de vegetação, surgem abruptamente nas encostas do rio, criando zonas de sombra, tornando a suave brisa provocada pela deslocação do barco, numa aragem desconfortavelmente fresca, antecedendo as baixas temperaturas que se sentem no norte do país, depois do pôr do sol.

É durante estes percursos dominados pelo aparente silêncio da natureza emanado das encostas, e pelo murmúrio constante das águas, que se cria espaço para observar os nosso pensamentos, escutar as nossas emoções, refletir sobre o caminho percorrido e deixar fluir os sentimentos que nos indicam a direcção a seguir.

Nong Khiaw
Nong Khiaw: a povoação em si nada tem para oferecer do que um conjunto de alojamentos e de restaurantes que servem de apoio a quem aqui passa a noite antes de iniciar a viagem em direção a montante do Nam Oú
Nong Khiaw
Nong Khiaw
Nong Khiaw
Nong Khiaw
Alga recolhida no leito do rio, que depois de seca é usada para fazer vassouras
Alga recolhida no leito do rio, que depois de seca é usada para fazer vassouras
Nong Khiaw dominada pela bruma matinal, presença constante das manhãs no norte do Laos, nesta altura do ano
Nong Khiaw dominada pela bruma matinal, presença constante das manhãs no norte do Laos, nesta altura do ano
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Nam Oú
Chegada a Muang Khua, depois de mais de cinco horas de viagem pelo Nam Oú, desde Nong Khiaw
Chegada a Muang Khua, depois de mais de cinco horas de viagem pelo Nam Oú, desde Nong Khiaw

Sunrise Bungalow (Nong Khiaw)

Quarto duplo: 80.000 KIP

com WC

vista para o rio

free wi-fi

Sunrise Bungalow
Sunrise Bungalow
Sunrise Bungalow
Sunrise Bungalow
Sunrise Bungalow
Sunrise Bungalow

Luang Prabang

Mais uma cidade bilhete postal deixada pela colonização francesa, com as suas ruas dispostas ortogonalmente, os seus edifícios de arquitectura europeia rodeados de vegetação tropical, os seus cafés e esplanadas…

A parte antiga da cidade desenvolve-se entre o Rio Mekong, e o Rio Nam Kon, onde ambos se juntam com as suas águas turvas e castanhas, que deslizam velozes mas silenciosamente, muito abaixo no nível a que as águas atingem durante e época das chuvas.

Luang Prabang
Luang Prabang
uma das muitas banca de rua, que todas as manhã inicia a sua actividade bem cedo, oferecendo a primeira refeição do dia, frequentemente sopa de noodles, café ou algum outra refeição mais substância à base de peixe ou carne grelhados.
uma das muitas banca de rua, que todas as manhã inicia a sua actividade bem cedo, oferecendo a primeira refeição do dia, frequentemente sopa de noodles, café ou algum outra refeição mais substância à base de peixe ou carne grelhados.
Luang Prabang, recriando o glamour da colonização francesa com carros antigos, brilhando em frente aos mais luxuosos hoteis da cidade
Luang Prabang, recriando o glamour da colonização francesa com carros antigos, brilhando em frente aos mais luxuosos hoteis da cidade
Luang Prabang
Luang Prabang
Luang Prabang
Luang Prabang
night-market, que diariamente ocupa a rua principal da parte antiga de Luang Prabang, destinado essencialmente aos turistas com a vende de artigos inspirados no artesanato local
night-market, que diariamente ocupa a rua principal da parte antiga de Luang Prabang, destinado essencialmente aos turistas com a vende de artigos inspirados no artesanato local
Luang Prabang
Luang Prabang
Luang Prabang: Nam Kon
Luang Prabang: Nam Kon
Luang Prabang: Mekong River
Luang Prabang: Mekong River
o chamado morning-market, destinado à vende de produtos alimentares, estende-se ao longo de uma das ruas secundarias da parte antiga da cidade
o chamado morning-market, destinado à vende de produtos alimentares, estende-se ao longo de uma das ruas secundarias da parte antiga da cidade
mercado Phusy, um pouco afastado centro da cidade mas vibrante de vida onde se vende um pouco de tudo, desde comida a roupa, passando por todo o género de artigos necessários ao quotidiano da população locai, ainda muito ligada ao meio rural e à pesca do rio, e onde sobressai a grande quantidade de produtos oriundos da China.
mercado Phusy, um pouco afastado centro da cidade mas vibrante de vida onde se vende um pouco de tudo, desde comida a roupa, passando por todo o género de artigos necessários ao quotidiano da população locai, ainda muito ligada ao meio rural e à pesca do rio, e onde sobressai a grande quantidade de produtos oriundos da China.
Luang Prabang
Luang Prabang: marginal junto ao Rio Mekong
Wat Xieng Thong: um dos mais importante templos budistas do Laos construido no século XVI
Wat Xieng Thong: um dos mais importante templos budistas do Laos construido no século XVI
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong:
Wat Xieng Thong

Sokdee Guest House

Quarto duplo com WC: 80.000 kip

Sokdee Guest House
Sokdee Guest House
Sokdee Guest House
Sokdee Guest House

Mekong. Pakben

Já passa das dez horas da manhã e a neblina ainda cobre persistentemente o cimo das colinas que envolvem a povoação de Pakben, que não é mais do que uma rua que se desenvolve desde o cais de embarque, encosta acima, repleta de restaurantes, cafés e alojamento, e cuja actividade depende quase exclusivamente dos passageiros dos barcos que percorrem este troço do Mekong e que aqui fazem paragem obrigatória nos dois dias que dura a viagem, para quem opta pelo barco mais lento. A alternativa é o chamado speed-boat, que efectua o mesmo percurso em cerca de seis horas, mas cuja velocidade praticada pela pequena embarcação obriga ao uso de capacete e colete salva-vidas.

Das panelas saem vapores dos caldos cozinhados sobre o carvão que se juntam ao cheiro das fogueiras usadas para afugentar ar o frio e húmido da manhã, enchem a rua da povoação de Pakben de uma atmosfera rural e acolhedora, onde os sorrisos dos habitantes tornam o clima

Inicio do dia em Pakben, com a bruma ainda a cobrir as encostas que formam o vale por onde desce o Mekong
Inicio do dia em Pakben, com a bruma ainda a cobrir as encostas que formam o vale por onde desce o Mekong
Pakben
Pakben
Pakben
O Rio Mekong, assim como outros rios, continuam a ser um importante meio de comunicação no Laos, tanto para o transporte de passageiros como de mercadoria, num país onde o transporte individual é escasso
Pakben
Pakben. Barco de mercadorias
Barcos agurdando a chegada dos turistas para iniciarem a segunda etapae da descida do MEkong
Barcos aguardando a chegada dos turistas para iniciarem a segunda etapa da descida do Mekong
Dokkham Guest House, onde os quarto se situam numa antiga construção de madeira, que se tornou bastante arejada com o cair da noite mas onde os espessos e pesados cobertores ajudaram a resistir ao frio
Dokkham Guest House, onde os quarto se situam numa antiga construção de madeira, que se tornou bastante arejada com o cair da noite mas onde os espessos e pesados cobertores ajudaram a resistir ao frio
Pakben
Pakben
Dokkham Guest House, uma das muitas que se pode encontrar nesta povoação, com uma noite, num quarto duplo, a custar 50.000 kips, cerca de 4.6€
Dokkham Guest House, uma das muitas que se pode encontrar nesta povoação, com uma noite, num quarto duplo, a custar 50.000 kips, cerca de 4.6€
mais um pequeno almoço constituído por sopa de noodles, desta vez com caldo de carne, pois nem sempre é possível encontrar estas sopas feitas com vegetais num país onde o consumo de carne é uma constante a todas as refeições, se bem que sempre em pequenas quantidades.
mais um pequeno almoço constituído por sopa de noodles, desta vez com caldo de carne, pois nem sempre é possível encontrar estas sopas feitas com vegetais num país onde o consumo de carne é uma constante a todas as refeições, muitas vezes incluíndo as vísceras, se bem que sempre em pequenas quantidades
paraparação do caldo para as sopas de noodles consumidas geralemtne pela manhã
preparação do caldo para as sopas de noodles consumidas geralmente pela manhã

mais quente.

Pelo Mekong até Luang Prabang

A viagem entre Houay Xai e Luang Prabang, pode ser feita de autocarro, mas o mau estado das estradas torna muito mais atractivo o percurso de barco, apesar da viagem demorar dois dias.

Inicialmente feita em barco de mercadorias, este percurso passou a ser feito em embarcações destinadas ao transporte de passageiros, devido à popularidade e ao aumento da procura por parte dos turistas, que ocupam a totalidade dos lugares sentados, ficando aos habitantes locais reservado o espaço próximo do motor, sentados em cadeiras de plástico ou muitas vezes sobre as bagagens e as sacas de mercadorias que transportam.

As tradicionais embarcações fluviais foram adaptadas à procura e às necessidades do turismo, sendo actualmente dotadas de assentos razoavelmente confortáveis, claramente aproveitados de autocarros e de outros veículos que são dispostos muito próximos uns dos outros, sem espaço suficiente para fazer o longo trajecto que começa no primeiro dia pelas 11 horas da manhã e termina pelas 5 horas da tarde altura em que as sombras começas a ocupar o vale por onde desliza o rio. O segundo dia é mais longo, iniciando-se pelas 9 horas da manhã e terminado pelas 4 horas da tarde.

Contudo o barco é dotado de algumas comodidades, tais como casa de banho e um pequeno bar que vende cerveja, café e sopa de noodles instantânea, pelo que é recomendável levar comida suficiente para o dia.

A parte de trás do navio, onde são empilhadas as bagagens dos passageiros, constitui sem duvida a habitação da família a quem pertence a tripulação, sendo possível encontrar os utensílios de cozinha, alimentos, roupas e demais objectos pessoais.

A viagem é calma, com o entusiasmo inicial mostrado pelos passageiros a tirar fotografias e a entabular conversação com os vizinhos a ser gradualmente esmorece sendo substituído por um ambiente sonolento criado pelo trabalhar monótono do motor do barco e pelo deslizar pachorrento pelas águas do Mekong, que apesar de aparentarem ser de fácil navegação, mostram por vezes a sua forte corrente, nas zonas em que as rochas submersas forma uma barreira, criando remoinhos e zonas mais agitadas, qua agilmente são evitadas pelo condutor, sempre atento ao percurso do rio.

Observando as margens do rio percebe-se nitidamente quão baixo se encontra o nível das águas durante a época seca, deixando a descoberto encostas sem vegetação que contrastam com a floresta que cobre as montanhas que envolvem o percurso do Mekong nesta região do norte do Laos, bem longe das extensas planícies que conheci aquando da visita ao Vietnam.

Ao longo do percurso o barco efectua algumas paragens junto a pequenas povoações cujas casas feitas de bambu dificilmente se descortinam no meio do arvoredo, para deixar alguns passageiros e a respectiva mercadoria, pois o rio constitui ainda o principal meio de transporte desta região, onde as estradas são insuficiente e se encontram em mau estado, tornado as viagens mais desconfortáveis.

Cada uma desta paragens é motivo para atrair as crianças que descem velozmente as margens arenosas em direção ao barco, olhando curiosamente os turistas e tornando-se rapidamente cobiçadas pelas objectivas dos turistas que na procura de um melhor ângulo fazem desequilibrar o barco.

 

Nas encostas postas a descoberto pela descida das águas do Mekong são criados pequenos campos, onde durante a estação seca se plantam vegetais no arenoso e inclinado terreno, que servem de sustento às populações que à medida que se vais descendo o rio se tornam mais frequentes.

Na hora mais quente do dia, pequenas manadas de búfalos que habitualmente pastam nas margens do rio, refrescam-se nas esverdeadas e opacas águas, nas pequenas baías formadas pelas rochas, protegendo-se da corrente.

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barcos de mercadorias fazem também a descida do Mekong, mas a um ritmo mais lento, transportando consigo construções que constituem verdadeiras casas, algumas com dois pisos que servem de habitação às famílias da tripulação.
barcos de mercadorias fazem também a descida do Mekong, mas a um ritmo mais lento, transportando consigo construções que constituem verdadeiras casas, algumas com dois pisos que servem de habitação às famílias da tripulação.
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
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Mekong
Mekong
Mekong
No segundo dia do percurso, o atraso com que cheguei ao barco fez com que todos os lugares estivessem já ocupados, obrigando-me a instalar-me na parte de traz da embarcação, destinada à cozinha, juntamente com mais oito outros passageiros que dado o exíguo espaço pouca liberdade tínhamos para esticar as pernas ou para mudar de posição sem interferir com os outros; acabou por se revelar a melhor opção, longe do bulício do resto dos passageiros e protegidos do vento que se faz sentir com a deslocação do barco.
No segundo dia do percurso, o atraso com que cheguei ao barco fez com que todos os lugares estivessem já ocupados, obrigando-me a instalar-me na parte de traz da embarcação, destinada à cozinha, juntamente com mais oito outros passageiros que dado o exíguo espaço pouca liberdade tínhamos para esticar as pernas ou para mudar de posição sem interferir com os outros; acabou por se revelar a melhor opção, longe do bulício do resto dos passageiros e protegidos do vento que se faz sentir com a deslocação do barco.
no interior do barco
no interior do barco
local na parte de tras do barco onde são empilhadas as mochilas dos passageiros
local na parte de tras do barco onde são empilhadas as mochilas dos passageiros
no primeiro dia, entre os passageiros encontravam-se alguns monges
no primeiro dia, entre os passageiros encontravam-se alguns monges
Mekong
Mekong
Mekong
Mekong
habitantes locais que fazem este percurso na parte de tras do baco, demasiado proximo do motor
habitantes locais que fazem este percurso na parte de tras do baco, demasiado proximo do motor

Houay Xai… chegada ao Laos

Para trás fica Chiang Khong a cidade fronteiriça do norte da Tailândia; cruzando o Mekong chega-se ao Laos, mais concretamente à república Popular do Laos, país ainda sob o domínio comunista e um dos mais pobres do Sudoeste asiático.

Mais uma fronteira cruzada por meios terrestres, mas desta vez longe da penosa travessia que constituiu a passagem da Índia para o Nepal; aqui existe o que se pode verdadeiramente chamar de posto fronteiriço, moderno, imponente e eficiente.

De um lado os serviços de imigração da Tailândia, que de ar austero e olhar severo se recusaram de inicio a carimbar o meu passaporte, alegando que o visto já estava caducado, o implicaria o pagamento de uma multa, encaminhando-me para outro departamento, e fazendo demorar o processo. Esclarecido o mal entendido, e passando para os serviços de imigração do Laos, encontrei funcionários solícitos que após poucos minutos de espera me entregaram o passaporte, com o visto de trinta dias em troca dos meus 35 dólares, desejando-me entre simpáticos sorrisos uma boa estadia no Laos.

Foi um bom começo para esta estadia no Laos.

Houay Xai, não é mais do que uma pequena povoação que se estende ao longo do rio Mekong, e de onde se avista a Tailândia; sendo escassa de atractivos, Houay Xai oferece alojamento, alguns restaurantes e alguma comodidades aos turistas que aqui ficam antes de iniciarem o percursos pelo Laos, geralmente com destino à cidade de Luang Prabang.

Os dias aqui passados serviram para recuperar da viagem desde Chiang Mai e do processo de imigração, sendo passados calmamente em adaptação à nova moeda, à nova língua assim como em preparativos para a descida pelo Rio Mekong até Luang Prabang que demora dois dias num barco com condições básicas.

Mekong
Mekong. Embarcações mais pequenas que fazem a ligação entre as duas margens do rio, ligando Chiang Khong na Tailândia a Houay Xai, no Laos
Inicio do dia junto ao cais de embarque do barcos que efectuam a descida do rio rumo a Luang Prabang
Inicio do dia junto ao cais de embarque do barcos que efectuam a descida do rio rumo a Luang Prabang
arroz cozido (stick-rice) a secar ao sol que depois é frito em óleo e que constituindo um snack leve e fácil de transportar, sendo uma boa opção para as viagens longas, mas que entre os locais é consumido também às refeições.
arroz cozido (stick-rice) a secar ao sol que depois é frito em óleo e que constituindo um snack leve e fácil de transportar, sendo uma boa opção para as viagens longas, mas que entre os locais é consumido também às refeições.
parte do complexo formado pelo templo e pelo mosteiro existente no cimo da colina que domina a povoação de Houay Xai
parte do complexo formado pelo templo e pelo mosteiro existente no cimo da colina que domina a povoação de Houay Xai
Rio Mekong junto a Houay Xai, no cais destinado às pequenas embarcações que realizam a travessia do Mekong e somente pode ser utilizado para quem cruza a fronteira sem necessitar de visto, pois não dispoem de serviços de imigração
Rio Mekong junto a Houay Xai, no cais destinado às pequenas embarcações que realizam a travessia do Mekong e somente pode ser utilizado para quem cruza a fronteira sem necessitar de visto, pois não dispoem de serviços de imigração
Cais de embarque no Rio Mekong em Houay Xai
Cais de embarque no Rio Mekong em Houay Xai
pequeno almoço em Houay Xai, antes do inicio da descida do Mekong, constituído pela tradicional sopa de noodles, mas que neste restaurante local ficou marcada pela diferença, oferecendo um caldo muito mais saboroso do que o habitual (por vezes instantâneo), uma grande diversidade de vegetais que é adicionada a gosto por cada pessoa, menta, hortelã, rebentos de soja, pasta de amendoim , chilli e lima; a acompanhar um chá, tudo pela módica quantia de 15.000 kips, cerca de 1.5€.
pequeno almoço em Houay Xai, antes do inicio da descida do Mekong, constituído pela tradicional sopa de noodles, mas que neste restaurante local ficou marcada pela diferença, oferecendo um caldo muito mais saboroso do que o habitual (por vezes instantâneo), uma grande diversidade de vegetais que é adicionada a gosto por cada pessoa, menta, hortelã, rebentos de soja, pasta de amendoim , chilli e lima; a acompanhar um chá, tudo pela módica quantia de 15.000 kips, cerca de 1.5€.
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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