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Stepping Out Of Babylon

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Sudoeste Asiático

Welcome to the Republic of Union of Myanmar

Welcome to the Republic of Union of Myanmar (República da União de Myanmar): é o que se pode ler à entrada do país que já se chamou Burma, ou Birmânia em português, e que desde 1989 se passou a chamar  oficialmente Myanmar, nome adoptado pelo regime militar que governa o país à 52 anos.

Um rio. Uma ponte. De um lado a próspera e desenvolvida Tailândia, do outro a pobre e desorganizada Burma. De uma lado Mae Sot, do outro Myawaddy. Pouco mais de quinhentos metros separam estes dois países, mas basta cruzar a fronteira para nos deparar-mos com uma realidade bem diferente: recebemos o carimbo de saída com eficiência e prontidão; esperamos pelo carimbo de entrada com desorganização, cartão de entrada impresso nas costa de papel já utilizado para outras cópias, uma sala de espera onde os canos que cruzam o chão empecilham com as cadeiras dispostas desorganizadamente pelo exíguo espaço, e onde o ar quente é afugentado com ventoinhas que aos pouco fazem voar os papéis, mas onde os funcionários da imigração nos recebem com um franco e caloroso sorriso… o primeiro de muitos sorrisos de sincera alegria que caracterizam a população Birmanesa.

A espera junto à fronteira deu para apreciar as diferenças… os novos sabores, os sarongs usados por homens e mulheres, as pilhas de lixo que se acumulam naquilo a que se pode chamar de passeio, os cães doentes aninhados no chão indiferentes a quem passa, o barulho das buzinas a comandar o trânsito caótico, o chão cuspido de paan que sai do bocas tingidas de vermelho, o calor a colar o pó ao corpo constantemente coberto de suor… e os sorriso curiosos da população que não esconde a curiosidade de olhar para os estrangeiros que aqui esperam antes de segui para o próximo destino, e os risos quase infantis de alegria que respondem às tentativas de dizer “olá” em birmanês.

Mae Sot (Tailândia)
Mae Sot (Tailândia)
"Friendship Bridge", nome adoptado frequentemente nas ligaçãoes rodoviárias entre paises quando a fronteira é definida por rios
“Friendship Bridge”, nome adoptado frequentemente nas ligaçãoes rodoviárias entre paises quando a fronteira é definida por rios
"Friendship Bridge"
“Friendship Bridge”
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar

Camboja: epílogo

De um mês passado no Reino do Camboja, ficou uma Phnom Penh vibrante e perigosa, sedutoramente e decadente, moderna e cosmopolita, de trânsito intenso e desregrado; a maravilhosa sensação de percorrer as movimentadas ruas da cidade em motos que agilmente se esgueira pelo trânsito, oferecendo um delicioso alívio ao calor que antecede a época das chuvas.

Ficou Angkor e a luz mágica do amanhecer a iluminar gradualmente as pedras calcárias cobertas de líquenes e fungos das ruínas dos templos que restam da poderosa presença do império Khmer cuja arquitectura e arte influenciaram os países vizinhos. A mesma magia oferecida por um entardecer na praia, onde de um lado o sol se esconde na linha do horizonte e do outro a lua vai subindo no céu, arrastando o manto da noite decorado de estrelas.

Ficam mercados vibrantes, abundantes de peixe e marisco, em volta dos quais proliferam bancas de comida de rua, intensa e saborosa, marcada pelas influências dos países vizinhos. Fica o suave chá de jasmim a acompanhar as refeições ou servido simplesmente quando se pede um café, espesso e aromático.

Fica um confuso sistema financeiro onde funcionam duas moedas, com a população ávida das verdes notas de dólar, mas que não evita a evidente pobreza, que transparece pelo numero de crianças e adolescentes a trabalhar, e pelos muitos mendigos que insistentemente pedem dinheiro pelas ruas e mercados, enquanto ao lado crianças vasculham o lixo em busca de garrafas de plástico e latas vazias para vender.

Fica a memória da presença francesa, nas muitas casas de arquitectura colonial em cidades desenhadas sob o saudosismo colonial da metrópole, capazes de atrair muitos estrangeiros que aqui decidem viver.

Ficou a memória de uma ilha paradísica de praias desertas a proporcionar a magia de apreciar a lua cheia com o corpo mergulhado no mar, embalado pelas águas quentes e pela ondulação suave.

Fica um país pobre mas de gente orgulhosa, capaz de genocidios inenarráveis e de acolhedores sorrisos… onde o calor da tarde a adormecer os corpos.

Mapa do itinerário percorrido: https://goo.gl/maps/C1YjJ

* em trinta dias, foram percorridos cerca de 1160 quilómetros de autocarro, e umas poucas horas passadas em viagens de barco pelo mar do Golfo da Tailândia, onde ficou por conhecer toda a região nordeste do país.

Strung Treng
Strung Treng
Siem Reap
Siem Reap
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Siem Reap
Siem Reap
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Otres Beach
Otres Beach
Otres Beach
Otres Beach
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Sihanouk Ville
Sihanouk Ville

Koh Ta Kiev… welcome to the wrong Island!

“Welcome to the wrong island” é o que ironicamente se pode ler à chegada à Ten 103 Bay, um conjunto de bungalows situados ao longo da costa ocidental da ilha de Koh Ta Kiev. E a ironia advém do facto deste local reunir as condições para ser considerada uma ilha paradísica: águas de um azul claro tornado transparente pela pouca profundidade, quentes e calmas, um areal extenso de areia branca tudo coroado pelo verde da selva tropical que cobre toda a ilha.

Localizada no Sul do Camboja, a meio caminho entre as fronteiras do Vietnam e da Tailândia, Koh Ta Kiev (pronuncia-se kó tá kiew), é acessível a partir de Sihanouk Ville ou de Otres Beach, através de uma viagem de barco que não demora mais do que uma hora, através das águas do Golfo da Tailândia.

Muito menos popular do que as vizinhas ilhas de Koh Rong e Koh Rong Samloem, com desenvolvidas infraestruturas turísticas com capacidade para o elevado número de visitantes, muitos em busca de festas, álcool e demais entretenimento, Koh Ta Kiev apresenta-se como o oposto, onde dispersos pelos seus 20 quilómetros quadrados, não existem mais do que quatro conjuntos de bungalow, que ao todo não reúnem mais do que uma centena de visitantes e um pequeno aglomerados de casas que constitui a vila de pescadores que aqui habita permanentemente, e que constitui a única actividade na ilha para além do turismo.

Os dias foram passando calma e rotineiramente até se perder a noção das horas, dos dias… enfim do que nos liga ao “mundo real”, passados entre banhos nas mornas águas do mar, as deliciosas refeições nos vários restaurantes associados aos bungalow, a ler ou a dormitar num dos hammocks, a relaxar à sombra das árvores que se inclinam sobre o areal, ou observando os mágicos pores-do-sol que captam sempre atenção de quem aqui se encontra.

Os passeios pelos vários trilhos que atravessam a ilha, onde não circula qualquer veiculo, permitem percorrer a selva, sombria e densa, e chegar a outras praias ainda mais desertas ou simplesmente visitar a vila de pescadores, onde somos recebidos com sinceros sorrisos e acompanhados por grupos de crianças que não resistem à curiosidade de observar os estrangeiros.

Aproveitando a lua-cheia que ilumina o areal, foi possível mergulhar nas calmas águas do mar, que a noite torna quase paradas águas, saboreando o calor acumulado durante o tórrido dia e a calma que invade a ilha, onde a ausência de energia eléctrica contribui para o magnifico cenário.

Mas todo este ambiente idílico está fortemente ameaçado com a construção de uma grande empreendimento turístico, que ocupará os dois terços do sul da ilha, recentemente adquirida por uma companhia chinesa, e que mudará o cenário nos próximos dois anos, tendo já começado a transformação com a construção de uma estrada que atravessa a ilha, através da densa floresta expondo o solo arenoso.

Ten 103 Treehouse Bay

Hammocks – $7

Dorm Beds – $8

Treehouses – $20 to $25

Executive Suite – $35

Pick up from your hotel in Sihanoukville to Koh Ta Kiev is $13 round-trip.

 

http://www.ten103cambodia.com/

Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Bay vista ao amanhecer do abrigo que constitui o dormitório onde fiquei alojada, Ten 103 Treehouse Bay, nos seis dias aqui passados
Ten 103 Bay vista ao amanhecer do abrigo que constitui o dormitório onde fiquei alojada, Ten 103 Treehouse Bay, nos seis dias aqui passados
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Dormitório da Ten 103 Treehouse Bay, situado junto à praia, e que pela ausência de janelas ou portas permite adormecer ao som da rebentação das suaves ondas que embatem nas rochas de pedra calcária, escuras e desgastadas pelo mar, despontam no branco areal
Dormitório da Ten 103 Treehouse Bay, situado junto à praia, e que pela ausência de janelas ou portas permite adormecer ao som da rebentação das suaves ondas que embatem nas rochas de pedra calcária, escuras e desgastadas pelo mar, despontam no branco areal
Cozinha da Ten 103 Treehouse Bay, onde se preparam deliciosos pratos da culinária khmer mas também algumas alternativas ocidentais
Cozinha da Ten 103 Treehouse Bay, onde se preparam deliciosos pratos da culinária khmer mas também algumas alternativas ocidentais
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Coral Beach, uma das outras baias existentes na costa ocidental da ilha
Coral Beach, uma das outras baias existentes na costa ocidental da ilha
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
Ten 103 Bay
Ten 103 Bay
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Coral Beach
Coral Beach
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
estrada em construção que dará acesso ao novo empreendimento turístico que nos próximos dois anos mudará inremediávelmente este cenário paradisiaco em nome do progresso e do desenvolvimento económino!!
estrada em construção que dará acesso ao novo empreendimento turístico que nos próximos dois anos mudará inremediávelmente este cenário paradisiaco em nome do progresso e do desenvolvimento económino!!

Sihanouk Ville

A cidade de Sihanouk Ville, somente consta do mapa turístico pela proximidade às praias da costa do Camboja, nomeadamente Serendipity Beach, Ochheuteal Beach e Otres Beach, esta ultima onde fiquei.

Não existe aparentemente nenhum motivo para uma deslocação à cidade, para além de tratar de alguma burocracia, como foi o caso em que foi necessária uma deslocação a um AMT.

Contudo, um pequeno percurso pela cidade, onde o sol escaldante e arquitectura dos edifícios desencoraja os passeios, foi suficiente para perceber que toda a vida de Sihanouk Ville gira em torno do Psar Leu, o mercado da cidade: grande, confuso, escuro e por vezes insuportavelmente quente, sob o baixo telhado de chapa metálica, mas com uma grande oferta de produtos, em especial a área dedicada ao peixe e marisco que são um dos atractivos da costa cambojana.

Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville. molhos de lemon-grass (erva principe) que dá o caracteristico sabor  acitronado e fresco aos caris
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville. molhos de lemon-grass (erva principe) que dá o caracteristico sabor acitronado e fresco aos caris
camarão seco
camarão seco
Dada a proximidade do mar o mercado de Sihanouk Ville apresenta uma grande variedade e quantidade de peixe e marisco
Dada a proximidade do mar o mercado de Sihanouk Ville apresenta uma grande variedade e quantidade de peixe e marisco
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Banca de câmbios onde se pode trocar o dólares por riel
Banca de câmbios onde se pode trocar o dólares por riel
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville… mais uma grande oferta dos tipicos pijamas que decoram a vida doméstica do Camboja, à semelhança do que também se vê no Vietnam
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville. Venda de doces
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville. Venda de doces
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville, onde são confeccionados bolos, tipo queques, num rudimentar mas eficaz fogareiro a carvão
cafeteiras onde é feito de forma tradicional o suave e aromático café consumido no Camboja
cafeteiras onde é feito de forma tradicional o suave e aromático café consumido no Camboja
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville
Psar Leu: mercado central de Sihanouk Ville

Otres Beach (Sihanouk Ville)

Depois da desilusão que foi a ilha de Koh Tonsay, uma viagem de pouco mais do que 100 quilómetros rumo a poente, deixou-me na feia e moderna cidade de Sihanouk Ville, de onde, numa moto-táxi segui até a Otres Beach, que se revelou uma boa paragem com um areal estreito mas extenso, onde o azul intenso da água do mar realça a brancura da areia.

Ao longo deste areal encontram-se muitas construções, essencialmente de madeira e bambu, que funcionam como alojamento, restaurante e bar, estendendo-se com as suas cadeiras e chapéus de sol, pelo areal até quase chegar ao mar. Contudo estes negócios estão aglomerados em dois grupos, afastados entre si uns dois quilómetros, o que permite encontrar muitas zonas de praia praticamente deserta, cujo isolamento é somente interrompido por algum estrangeiro a fazer uma caminhada ou por uma família cambojana reunida para degustar o pic-nic, à sombra de uma das árvores que orla praticamente todo o areal, constituído uma barreira natural entre a praia e a estrada de terra que se desenvolve paralelemente ao mar.

Contudo todas as infraestruturas existentes estão claramente direcionadas para o turismo, com os restaurantes, maioritariamente a serem explorados por ocidentais que se revela claramente no menu dos restaurantes, dominado pela culinária, e exportação, italiana e francesa, e com muitos barbecues com as britânicas “ribs”. Mas sempre se encontra um ou outro restaurante explorado por locais que oferecem simples pratos de noodles, caris e sopas, cobrando o dobro do preço de outros locais do país, mas muito mais em conta do que os restaurantes dos empreendimentos turísticos.

Mas sem duvida que a praia de Otres constituiu uma agradável surpresa, com as suas águas quentes e calmas, proporcionando o sempre mágico espetáculo de, dentro de água, poder assistir ao pôr-do-sol, enquanto do outro lado, a lua vai subindo no seu, trazendo o manto da noite.

Otres
Otres Beach… poder estar na praia à sobra de uma árvore… uma sensação estranha….
Otres
Otres
Otres
Otres
Otres
Otres
Otres
acesso à Otres Beach, uma zona com muito pouco movimento, comparada com as outras praias junto a Sihanouk Ville
Otres
Otres 1, estrada paralela à costa por onde de alinham numa extenção inferior a um quilómetro vários alojamentos, bares e restaurantes, tudo claramente destinado ao turismo ocidental
Otres
Otres
Otres
Otres Beach, uma praia praticamente deserta com excepção dos dois nucleos de alojamentos, mas que deixam muito espaço livre ao longo deste extenso areal
Otres
Otres 1
Otres
Otres
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Hacienda Lodge
Otres
Hacienda Lodge, situada um pouco afastada da costa, entre as praisd e Otres 1 e Otres 2
Dormitório do "Wish you were here" em Otres 1
Dormitório do “Wish you were here” em Otres 1
"Wish you were here" em Otres 1
“Wish you were here” em Otres 1

Pela estrada fora… viajar no Cambodia

Autocarros e mais autocarros. A principal forma de viajar no Camboja, um pais onde a linha de caminho de ferro existente, construído essencialmente durante a presença francesa no território então chamado de Indochina, está praticamente descativada devido ao degradado estado de conservação, encontrando-se somente a funcionar alguns serviço de transporte de mercadorias.

Contudo, não existe uma companhia estatal de transporte de passageiros, sendo a ligação entre as várias cidade assegurada por muitas pequenas e grandes companhias privadas, que oferecem diferentes ligações, diferentes horários e diferentes preços, sendo o conforto da viagem directamente proporcional ao que se pretende gastar.

Tenho escolhido a sempre estrategicamente bem posicionada no centro das várias cidades, a Capitol Tours, cujos autocarros não são nem bons nem demasiado maus, são velhos mas não decrépitos, sempre com um discreto ar-condicionado, estofos em napa de textura pegajosa, cortinas florida, com rendas e drapeados, sem casa-de-banho mas com muitas paragens para descanso e refeições, às vezes paragens a mais… mas infelizmente todas as viagens são acompanhadas por música ou filmes.

De Battambang até Phom Pehn. Trezentos quilómetros. Uma verdadeira viagem vinda dos infernos, agravada pelas poucas horas de sono que um inesperado convívio com outros viajantes, obrigou. Apesar do razoável conforto do autocarro e da não menos razoável condição da estrada, a viagem que aparentava poder proporcionar algumas horas de sono, foi violentamente corrompida pela exibição continua de filmes de artes marciais, aparentemente de origem em Hong-Kong, que o motorista fez questão de exibir em volume muito elevado, intensificando os efeitos sonoros das lutas marciais e os gritos emitidos pelas estridentes vozes dos actores.

A paisagem, foi-se desenrolando monotonamente, entre arrozais de perder de vista, maioritariamente ainda secos à espera da monção e pequenos aglomerados de casas que se vão dispondo em fila, à beira da estrada, semicobertas do pó que  a passagem dos veículos liberta das bermas não pavimentadas que ladeia o estreito betuminoso que constitui as duas faixas de rodagem.

Em trinta dias foram somente 1560 quilómetros de percurso rodoviário, feito sempre de autocarro, com excepção dos 500 quilómetros feitos em mini-van entre Stung Treng e Siem Reap, numa visita que excluiu toda a zona Este do Camboja.

Mas muitos foram os quilómetros feitos de bicicleta, que se revelou ser a melhor maneira para visitar os templos de Angkor, assim como para percorrer as cidades de Siem Reap e Battambang, revelando-se tarefa demasiado arriscada para ser tentada em Phom Penh, onde as ruas da cidade foram quase sempre vencida a pé, ou quando o calor pesava demasiado, em moto-táxi.

Autocarro com a habitual fotografia da família real
Autocarro com a habitual fotografia da família real

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Capitol Tour... uma companhia quase sempre presente em todas as viagens de autocarro
Capitol Tour… uma companhia quase sempre presente em todas as viagens de autocarro
Autocarros em cujo interior se podem encontrar posters de flores, bébés e cachorros, onde domina o kitsch e o côr-de-rosa, aos quais se junta a habitual parafrenália religiosa
Autocarros em cujo interior se podem encontrar posters de flores, bébés e cachorros, onde domina o kitsch e o côr-de-rosa, aos quais se junta a habitual parafrenália religiosa
... pela estrada fora.... num tuk-tuk
… pela estrada fora…. num tuk-tuk
travessia de ferry junto a Strung Treng. apesar dos muitos rios que atravessam o pais, não se proporcionaram as viagens de barco, pois com a construção de novas pontes e estradas têm sido encerradas diversas ligações fluviais
travessia de ferry junto a Strung Treng. apesar dos muitos rios que atravessam o pais, não se proporcionaram as viagens de barco, pois com a construção de novas pontes e estradas têm sido encerradas diversas ligações fluviais
refeição tipica para longas viagens: ovos cozidos, bananas e arroz
refeição tipica para longas viagens: ovos cozidos, bananas e arroz
Bicicleta alugada em Siem Reap, que permitiu visitar os templos de Angkor sem recorrer a tuk-tuk, caros e sempre com pressa, e ainda deambular pela cidade aproveitando o fresco da noite
Bicicleta alugada em Siem Reap, que permitiu visitar os templos de Angkor sem recorrer a tuk-tuk, caros e sempre com pressa, e ainda deambular pela cidade aproveitando o fresco da noite
... pela estrada fora
… pela estrada fora

Sobre a comida no Camboja

Em resumo, pode-se dizer que o Camboja não é um país fácil para vegetarianos, pois este é um conceito estranho neste país onde domina o consumo de carne. Mas há sempre opções como as sopas de noodles, os caris e alguns snacks que ajudam a contornar a situação!

Mantendo o hábito adquirido do Laos, aqui continuaram as sopas de noodles, mas a qualidade diminuiu: não só os caldos são menos aromáticos, como por vezes os noodles são de massa seca ou mesmo instantâneos. O habitual prato de ervas aromáticas e de legumes que acompanhava estas sopas no país vizinho, encontra-se aqui frequentemente ausente.

Na comida do Camboja nota-se uma forte influência da gastronomia chinesa e vietnamita, que é visível pelos muitos restaurantes servindo “phò”, a tradicional sopa de noodles, em tudo semelhante à que se pode encontrar no Vietname.

Estas sopas de noodles (noodle soup), confeccionadas no momento, podem ser feitas na versão vegetariana, contudo apesar de não ser adicionada carne não se nota um acréscimo da quantidade de vegetais que geralmente se resumem a um punhado de rebentos de soja e a umas folhas de couve. Quanto ao caldo que serve de base a estas sopas, quase transparente e de sabor ligeiro, é provável que contenha produtos de origem animal na sua preparação.

As chamadas rice soups, populares como refeição matinal, apesar de um pouco aborrecidas são também uma opção para vegetarianos, pois pode-se sempre pedir sem carne, sendo em alternativa adicionados uns rebentos de soja.

Mais aconselhável em termos de dieta vegetariana são os fry-noodles, onde a massa de arroz é salteada com alguns vegetais e ovo e condimentada com misteriosos molhos.

Outra influência da China são os hot pot, muito populares entre o cambojanos (assim como em muitos outros países do sudoeste asiático), em especial nas cidades e particularmente aos fim de semana, onde estes restaurantes se enchem de famílias e grupos de amigos que partilham esta refeição, constituída por uma panela com um caldo fervente, onde pedaços de carne se encontra a boiar que se mantêm quente na mesa com recuso a um mini-fogão a gás, e onde são mergulhadas os vários acompanhamentos, como couve, ervas frescas, massas, pedaços de carne e também visceras…

O café é geralmente servido com gelo, sendo quase sempre adoçado com leite-condensado. A preparação é em tudo semelhante ao que se encontra pelo Vietnam, com a água a ferver a ser despejada sobre o café que se encontra numa espécie de filtro metálico, colocado sob um copo. É frequente o café estar já feito, numa dose muito concentrada, que depois é diluída em água quente quando o café é servido. O sabor é suave mas com um travo particular, mas é necessário usar de uma certa habilidade de comunicação para evitar o popular leite-condensado, que esmaga totalmente o sabor original do café.

Continuam a marcar forte presença os caris, muito menos picantes do que na vizinha Tailândia, servidos com a habitual dose de arroz. O mais popular destes caris é o amok, que pode ser de marisco, peixe, carne ou somente de vegetais, destacando-se o suave aroma das especiarias de onde sobressaem o lemongrass, a curcuma e o gengibre. Tradicionalmente este prato é confeccionado muito lentamente, ao vapor, em folha de bananeira. Não sendo tão fácil de encontrar como uma sopa de noodles, o amok servido com arroz é uma deliciosa opção para vegetarianos sendo mais provável de se encontrar em restaurantes do que em mercados.

No Camboja as opções vegetarianas são mais escassas do que nos restantes países so sudoeste asiático, dominando a carne, quer seja fresca ou processada em forma de pequenas almôndegas cujo aspecto está longe de ser atractivo mas que é extremamente popular no Camboja. No Sul do país, dada a proximidade do mar, o peixe e o marisco marcam forte presença, com os mercados a oferecer grande variedade de produtos, o que se refecte nos pratos e mesmo nos snacks de rua.

E como em qualquer país asiático a comida de rua marca forte presença, pela sua variedade, tanto em doces como em salgados, surgindo a horas especificas do dia, muitas vezes junto aos mercados, às escolas, ou nas ruas mais movimentadas das cidades. Podem ser pequenas bancas transportadas em bicicletas ou compactas cozinhas acopladas a motorizadas.

Como em muitos países do sudoeste asiático não é difícil encontrar comidas exóticas para os standards europeus, e o Camboja parece oferecer ainda mais oportunidades de encontrar sapos à venda nos mercados ou gafanhotos fritos numa banca de rua.

Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito
Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito
stree food em Siem Reap
stree food em Siem Reap
pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes
pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes
banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam
banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam
muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.
muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.
fritos de banana e massa
fritos de banana e massa
phô
phô
bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros... depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.
bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros… depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.
nooodlles
noodles
chá que está semptre disponivel nas mesas
chá que está semptre disponivel nas mesas
sops de noodles com legumes
sopa de noodles com legumes
molhos e mais molhos... mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos
molhos e mais molhos… mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos
café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam
café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam
street-food em Phnom Penh
street-food em Phnom Penh
fruta de uma especie de palmeira, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar
fruta de uma especie de palmeira, translucida e gelatinosa, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar
fruta de uma especie de palmeira
fruta de uma especie de palmeira
mercado de Phnom Penh
mercado de Phnom Penh
bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira
bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira
noodles fritos com legumes e ovo estrelado... sempre frito dos dois lados!
noodles fritos com legumes e ovo estrelado… sempre frito dos dois lados!
banca de rua
banca de rua
street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh: panqueca , servida quente, recheada com sticky-rice, e doçada com uma mistura de côco e açucar
street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh
um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo
um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo
restaurante de phô em Phnom Penh
restaurante de phô em Phnom Penh

DSC_3399 Amok de peixe

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado
banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado

Apontamentos do Camboja

Família Real

Não tendo a presença esmagadora como na Tailândia, a imagem da família real Cambojana, é presença habitual em alguns restaurantes, lojas e em algumas casas, onde surgem geralmente três fotografias: de Norodom Sihamoni, o actual rei, e Norodom Sihanouk o anterior rei e da mulher Monineath, pais do presente monarca.

Norodom Sihamoni, encontra-se no trono desde 2004,altura em que Norodom Sihanouk, abdicou do trono em favor do seu único filho, sobrevivente dos quatro que foram mortos durante e época em que o Khmer Rouge governou o país.

Apesar do seu low-profile, o actual rei aparenta ser uma figura consensual no país, tendo sido embaixador da UNESCO, com formação artística em música e dança clássica, vivendo a maior parte da sua vida em Praga e em França, somente tendo regressado ao Camboja para ocupar o cargo deixado pelo pai.

Família Real
Família Real

Época dos casamentos

É após a época das chuvas, durante a estação seca que se realizam a maior parte dos casamentos no Camboja, à semelhança do que observei no Laos.

As ruas, que tanto podem ser secundarias como uma avenida principal de uma pequena cidade, são ocupadas quase totalmente com estruturas que formam tendas rectangulares, que são ricamente decoradas com tecidos de aspecto sedoso, que combinam com a decoração das mesas e cadeiras, onde se abrigam as mesas onde os convidados se reúnem para a refeição e para a festa, sempre anunciada com antecedência pelo elevado som que sai dos altifalantes.

Cerveja e Tabaco

Reforçando a ideia de uma população orgulhosa da sua história e do seu passado, as duas principais marcas de cerveja, Ankor e Cambodia, têm slogans como “my country, my beer” e “national beer, national pride”, salpicando de vermelho, pois esta é a cor dominante de ambas as marcas a paisagem, seja em publicidade, identificando restaurantes e mercearias, estampada em copos e espalhada em autocolantes um pouco por todo o lado.

Marcas de cigarros como Cambo (derivado da palavra Camboja), National (com a imagem do Angkor Wat) e Liberation, com o Monumento da Independência existe em Phnom Penh, que marca o fim da presença francesa no território, em 1953, são também representativas deste orgulho nacional. Para contrariar esta teoria existe a pouco difundida marca de cigarros Alain Delon, num misto de saudosismo e ironia.

Cigarros
Cigarros
Café-restaurante em Battambang
Café-restaurante em Battambang
Phnom Penh
Phnom Penh, onde o vermelho dos anuncíos das cervejas Angkor e Cambodia pintam de vermelho a cinzenta paisagem urbana das zonas mais pobres da cidade

Moeda

Sistema invulgar onde o dólar funciona como moeda corrente paralelamente ao riel cambojano, sendo a equivalência de 1 dólar para 4000 riels. As notas de baixo valor, 2000, 1000, 500 e 100 riels servem para valores inferiores a um dólar, pois aqui somente circula dinheiro em papel.

Frequentemente um pagamento em dólares receber o troco em riel ou mesmo um misto de riels e dólares, e mesmo um pagamento de uma nota de elevado valor em riel ter o troco em dólares… um sistema que a obriga a atenção redobrada nos trocos e a um constante exercício mental a que os cambojanos estão habituados e executam com  perícia e rapidez.

Contudo não encontro motivo para este sistema, pois existem notas de elevado valor em riel, não se encontrando sequer a moeda muito desvalorizada em relação às dos aos países vizinhos, nem em relação ao custo de vida, com uma refeição a rondar os 4000 riels.

O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels
O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels
por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras
por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras

 

Pijamas

Os pijamas são sem dúvida uma das imagens presentes no quotidiano do Camboja, onde à semelhança do que se vê no Vietnam e um pouco no Laos, fazem parte da indumentária feminina. Podem ser com ursos, flores ou padrões geométricos, sempre em algodão e em cores suaves e claras; sempre de duas peças: calças curtas e camisola a cobrir os ombros.

Os pijamas adquirem uma função mais alargada do que roupa usada durante o sono, servindo também para andar pela casa, em especial durante as manhãs, mas num país onde os limites da casa se estendem para a rua, mas também usados numa deslocação ao mercado ou numa ida à mercearia mais próxima; surgem na paisagem urbana e rural,  em particular ao fim do dia, depois do habitual banho, que aqui frequente encerrar o dia de trabalho. São sem duvída uma imagem que fica retida e para sempre associada ao Camboja.

Central Market em Phnom Penh
Central Market em Phnom Penh
pijamas
pijamas no mercado de Sihanouk Ville

 

Cremes branqueadores

Foi deambulando pelos mercados, e mais tarde confirmado em lojas e supermercados que constatei a quase obsessão dos Cambojanos em relação à brancura da pele, em especial do rosto, ao constatar que praticamente todos os cremes à venda, mesmo os pertencentes a empresas multinacionais e a marcas internacionais, têm propriedades branqueadoras, inclusive os protectores solares.

Este género de produtos encontra-se espalhados um pouco por toda a Ásia, refletindo o sentido estético que atribui mais beleza a peles claras, sendo o tom escuro reflexo de origens humildes ou trabalhos nos campos, sendo frequente encontrar na Índia, Nepal, Tailândia e no Laos, mas foi no Camboja que este fenómeno se tornou mais evidente.

Comprovando a eficácia destes produtos, encontram-se algumas raparigas, em especial nas grandes cidades, cujo rosto apresenta uma tonalidade esbranquiçada, mais perto do fantasmagórico do que do que do tom natural, contrastando com a cor da pele do corpo.

Lojas de telemóveis

Estão por todo o lado enchendo a paisagem urbana de palavras como: smart-phone, smart shop, Samsung, Nokia, LG… em anúncios, neons, em pequenas bancas que nas ruas e mercados que vendem centenas de acessórios para telemóveis (capas, cabos, bolsas, adaptadores, carregadores, etc…) nas mãos das pessoas, em especial a camada mais jovem da população que não dispensa o smart-phone.

A isto juntam-se os cada vez mais populares tablets e demais dispositivos electrónicos que mais parecem destinados ao entretenimento do que à comunicação, absorvendo cada vez mais a energia e a atenção das pessoas, tanto entre os locais como entre os estrangeiros, não sendo raro encontrar mesas de restaurante onde cada um dos presentes se foca no seu dispositivo electrónico inibindo o tradicional convívio e conversa à volta da mesa.

Este fenómeno não é exclusivo do Camboja, estendendo-se à maioria dos países asiáticos que visitei, mas é mais evidente aqui e na Tailândia, e um pouco no Laos, onde por todo o lado se encontra wi-fi, seja em restaurantes, cafés, agência de viagens, hotéis e guest-houses, cabeleireiros e locais de massagem… tudo sem custos.

Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

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