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Sudoeste Asiático

Kep

A paragem em Kep, uma das estâncias balneares mais famosas do sul do Camboja, não se prolongou por mais de umas duas horas, tempo entre a chegada do barco que me trouxe de regresso de Koh Tonsay e o autocarro que me levaria para outra zona de praias, perto de Sihanoukville.

Kep é famosa não só entre os turistas como entre a população local que aqui se desloca, geralmente em grandes grupos que reúnem a família, ou mais discretamente em casais, para apreciarem o ar fresco proporcionado pela brisa que vem do mar, instalando-se ao longo da marginal para fazerem o pic-nic, utilizando os tapetes e as cadeiras que aí se encontram e cujo aluguer constitui um negocio paralelo ao qual se juntam vários vendedores de doces, fruta, sumos, peixe e demais produtos do mar em especial os caranguejos, pelos quais Kep é famosa.

Kep
Kep
Kep
Kep
Kep
Kep
Pic-nic junto à praia de Kep, local de eleição para reunir a família e apreciar os caranguejos e outros mariscos que tornam a costa Sul do Camboja famosa
Pic-nic junto à praia de Kep, local de eleição para reunir a família e apreciar os caranguejos e outros mariscos que tornam a costa Sul do Camboja famosa

Koh Tonsay

Após muitos dias passados em cidades é chegada a altura de rumar às praias do Sul do país para procurar algum alívio ao ar quente e seco que caracteriza o clima nesta altura do ano. O primeiro destino foi a ilha de Koh Tonsay.

Depois de muitas tentativas de obter informações sobre a forma de chegar por meios próprios ao destino pretendido, que implicava uma curta viagem de autocarro de Kampot até Kep, e daí um percurso de pouco mais do que três quilómetros até ao cais onde atracam os barcos para Koh Tonsay, vi-me obrigada a recorrer a uma agência de viagens, das muitas existentes em Kampot, e comprar aí o “pacote” completo: mais caro e sujeito aos horários e à vontade dos motoristas de tuk-tuks.

Depois de umas três horas passadas no percurso que inclui uma curta viagem de 20 minutos de barco, a chegada à ilha de Koh Tonsay revelou-se uma desilusão. Em vez das calmas e paradisíacas praias de areia branca, relatadas por outros viajantes, mencionada nos guias turísticos e divulgada pela net, o que se deparou foi uma praia de estreito areal, onde os vários bungalow e restaurantes disputam avidamente o espaço entre si, repleta de gente, ruidosa e de areia suja.

O facto de ser Domingo e de na véspera se ter comemorado o Dia Internacional da Mulher, que aqui no Camboja dá direito a feriado nacional, permitiu a muitos cambojanos visitar estas paragens, tanto em família como em grupos de amigos e colegas de trabalho.

Mas nem tudo se revelou negativo: a desilusão com a praia levou a que decidisse procurar um local mais tranquilo para experimentar mergulhar nas águas quentes, quase tão quentes como a temperatura que se sente no ar (que não deve ser menos do que 30º) levando-me a percorrer um trilho que circunda a ilha e que dá acesso a outras praias, formadas por baías onde o mar quase não apresenta agitação. Apesar destas praias estarem ainda mais sujas, bordejadas por uma faixa de lixo onde dominam os plásticos, sejam os sacos, embalagens, garrafas, sandálias e muitos mais objectos que de certa forma são o espelho dos hábitos de consumo de um país.

À noite, o ambiente era de festa, intensificou-se com os preparativos para o jantar que envolvem churrascos, música e muita animação, mas sempre de forma respeitosa apesar da quantidade de cerveja consumida. No meio da festa, foi inevitável juntar-me, mais uns italianos que estavam por perto a um dos grupos, que nos foi oferecendo comida e bebida, de forma insistente mas amigável, tendo-nos acabado por juntar à festa, dançando ao som de melodias românticas cantadas em khmer, tentando desajeitadamente acompanhar a forma de dançar dos nosso anfitriões, que há semelhança da Tailândia, caracterizada por pouco movimento do corpo, para além de alguns pequenos passos que nos mantêm no mesmo sítio e delicados movimentos de mãos, ao estilo da dança “apsara” tradicional da cultura khmer.

Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Praia deserta de Koh Tonsay mas onde a acumulação de lixo, essencialemnte plásticos, embalagens e sandálias desmoraliza qualquer tentativa de um mergulho no mar
Praia deserta de Koh Tonsay mas onde a acumulação de lixo, essencialemnte plásticos, embalagens e sandálias desmoraliza qualquer tentativa de um mergulho no mar

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trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay ao pôr-do-sol, com muita gente a tentar captar o momento
Koh Tonsay ao pôr-do-sol, com muita gente a tentar captar o momento

Kampot

Os dias correm velozmente nesta curta estadia no Camboja, imposta pelo visto de trinta dias, que faz com que pouco depois da chegada já se sinta a contagem decrescente para o fim, obrigando a algum planeamento na viagem e nem sempre possibilitando o prolongamento da estadia em alguns locais como seria desejável, fazendo-me sentir mais turista do que viajante, colecionando pontos num itinerário, sem tempo para absorver e apreender os ambiente que lá se vive.

Esta urgência, fez com que a visita a Kampot não se tivesse prolongado mais do que uma tarde e uma manhã, fazendo desta cidade uma paragem para descanso na rota entre Phnom Penh e as praia situadas no sul do país.

A cidade, que se desenvolve junto ao rio, apesar reunir um conjunto de atributos capazes de atraírem um visitante por alguns dias, não se mostrou tão cativante pois é muito semelhante às visitadas anteriormente no Laos e no Camboja, como Savannakhet, Paksé e Battambang, onde se destaca a presença da colonização francesa visível pelas ruas largas de traçado ortogonal, generosos passeios e uma praça central.

Sobrevivem muitos edifícios de estilo colonial no seu tom amarelo pálido e a sua característica arquitectura de dois pisos, decorados com frisos que contornam fachadas e pilares, oferecendo varandas viradas para a rua que permitem criar uma sucessão de arcadas que oferecem algum abrigo e proteção ao calor e ao sol que dominam o clima por estas paragens.

Kampot oferece este cenário, num ambiente calmo e tranquilo, onde nem a presença de muitos expats* que promovem muito do comércio ao nível de restaurantes, lojas, cafés e esplanadas e mesmo alguma actividade cultural, conseguem afastar o clima sonolento que envolve a cidade. É esta presença de ocidentais que faz de Kampot o melhor exemplo de arquitectura colonial, contribuído com os seus negócios para a preservação de edifícios e villas, ornamentadas de buganvílias.

expats*: termo em inglês, referente a indivíduos residentes por largo tempo num país estrangeiro, sem necessariamente ser por motivos de trabalho, mas que mantêm a sua nacionalidade.

Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Rio Teuk Chhou, junto ao qual se desenvolve a cidade de Kampot
Rio Teuk Chhou, junto ao qual se desenvolve a cidade de Kampot
Kampot
Kampot
Dia de festa popular em Kampot, onde a avenida em frente ao recinto da festa se foi transformando ao longo do dia num extenso bazar de vendedores ambulantes e de bancas para venda de comida
Dia de festa popular em Kampot, onde a avenida em frente ao recinto da festa se foi transformando ao longo do dia num extenso bazar de vendedores ambulantes e de bancas para venda de comida
Antiga ponte metálica sobre o Rio Teuk Chhou, que devido ao seu estado de degradação somente é utilizada por peões e veículos ligeiros, existindo a montante um ponte nova
Antiga ponte metálica sobre o Rio Teuk Chhou, que devido ao seu estado de degradação somente é utilizada por peões e veículos ligeiros, existindo a montante um ponte nova
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot, com as suas ruas largas e quase desertas
Kampot, com as suas ruas largas e quase desertas
Kampot
Kampot

Deambulando pelos mercados de Phnom Penh

Enquanto se deambula pela cidade de Phom Penh é fácil deparar com um dos muitos mercados que se encontram espalhados um pouco por toda a cidade, tanto ocupando uma única rua, como formando um intrincado labirinto de bancas que se espelham por várias artérias da cidade, ou mais frequentemente abrigados em construções que se podem assemelhar a um simples armazém ou ocupando edifícios mais elaborados e sofisticados.

Para além de todo o movimento, sons, cores e cheiros que constantemente estimulam os sentidos, os mercados são também uma forma de conhecer melhor o modo de vida da população, em relação ao que comem, ao que vestem, ao que usam de utensílios de cozinha, aos produtos de higiene mais populares, aos detergentes… dando uma boa imagem do país, refletindo ao mesmo tempo as diferenças entre as grandes cidades e as pequenas povoações, assim como entre o interior e o litoral.

Apesar dos vários supermercados, que raramente vendem produtos frescos, que se encontram espalhados pela cidade os mercados continuam a ser o locais de eleição dos cambojanos se abastecem de víveres e não só, ficando os supermercados reservados a produtos mais sofisticados, geralmente de importação, claramente mais direcionados para a elite enriquecida da população e para os estrangeiros que aqui buscam produtos europeus, como bebidas alcoólicas, queijos, produtos de higiene… que de sertã forma ajudam a matar-saudades de “casa”.

De uma forma geral existem dois tipos de mercados: uns dedicados somente à venda produtos frescos, frutas, legumes, carne, peixe… e outros mais, completos com zonas, mais ou menos organizadas dedicadas à vende de roupa, calçado, malas, joalharia, electrónica, telemóveis e mais telemóveis, utensílios domésticos de plástico ou metal, peças para motos, produtos de mercearia, brinquedos, artigos de higiene e de limpeza, etc…

Em ambos existe sempre uma zona dedicada à comida, mais ou menos imiscuída nos outros espaços do mercado, onde se pode fazer uma refeição, geralmente à base de sopas, grelhados ou pratos à base de massa ou arroz frito, ou comprar comida já confecionada para consumir em casa, escola ou no trabalho.

Em muitos destes mercados, junto à zona onde se concentram os vendedores de roupa, que muitas vezes têm também costureiros que fazem roupa por medida, geralmente destinada a casamentos e outras ocasiões especiais, encontra-se também alguns cabeleireiros onde para além das habitais lavagens e cortes de cabelo, oferecem também serviços de manicure e pedicure e mesmo de maquilhagem e depilação, tudo isto realizado à vista de quem passa, pois estes locais o espaço é exíguo estendendo-se muitas vezes a actividade aos estreitos corredores, o que torna a visita aos mercados numa tarefa que exige atenção constante.

Sentada numa cadeira de plástico num anónimo café de uma das ruas secundários da cidade, em frente a uma mesa cujo labor do tempo se encarregou de eliminar pedaços de tinta expondo a superfície rugosa e oxidada do metal, observo o passar do tempo e o ritmo da cidade, que junto aos mercados ganha um maior ritmo e cor, enquanto bebo o meu café com gelo. À minha volta as mesas cheias maioritariamente de homens, que comem a primeira refeição da manhã, vão-se esvaziando à medida que aos poucos vão abandonando as poses descontraídas com que bebem o café e folheiam o jornal, e aos pouco iniciam a sua actividade profissional, numa altura do dia em que o ar já começa a ser desconfortavelmente quente.

vendedor ambulante de artigos de plástico que circula pelas ruas da capital, em particular junto aos mercados
vendedor ambulante de artigos de plástico que circula pelas ruas da capital, em particular junto aos mercados
Phsar Thmey também identificado como Central Market, situa-se na parte norte da cidade e é sem duvida o maior e mais bem organizado mercado da cidade
Phsar Thmey também identificado como Central Market, situa-se na parte norte da cidade e é sem duvida o maior e mais bem organizado mercado da cidade
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Orussey Market
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Orussey Market
Phsar Thmey, Central Market
Phsar Thmey, Central Market
Phsar Thmey, Central Market
Phsar Thmey, Central Market
Mercado de rua em Phnom Penh, junto ao Orussey Market
Mercado de rua em Phnom Penh, junto ao Orussey Market
Venda de frutos de uma espécie de palmeira junto ao Orussey Market
Venda de frutos de uma espécie de palmeira junto ao Orussey Market
Mercado de rua em Phnom Penh
Mercado de rua em Phnom Penh
Orussey Market
Orussey Market
Phsar Thmey, Central Market
Phsar Thmey, Central Market
Réplicas de antigos cachimbos de ópio no Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Réplicas de antigos cachimbos de ópio no Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Orussey Market
Orussey Market
Orussey Market
Orussey Market
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (Russian Market)
Phsar Toul Tom Poung (também conhecido por Russian Market); apesar de actualmente ser quase totalmente dedicado à venda de artesanato e artigos tradicionais do Camboja, vocacionado mais para os visitantes, pode-se aqui também encontrar algumas banca de venda de alimentos assim como outras que servem refeições
Phsar Toul Tom Poung (também conhecido por Russian Market); apesar de actualmente ser quase totalmente dedicado à venda de artesanato e artigos tradicionais do Camboja, vocacionado mais para os visitantes, pode-se aqui também encontrar algumas banca de venda de alimentos assim como outras que servem refeições
Phsar Thmey, Central Market, onde a área dedicada à venda de ouro e jóias apresenta uma área considerável
Phsar Thmey, Central Market, onde a área dedicada à venda de ouro e jóias apresenta uma área considerável
Sorya Mall, no topo de um dos mais altos edifícios da cidade, que funciona como um centro comercial, e pelo qual é possível aceder ao ultimo andar, o oitavo, de onde se situa um dos muitos restaurantes e daí ter uma vista panorâmica da cidade
Sorya Mall, no topo de um dos mais altos edifícios da cidade, que funciona como um centro comercial, e pelo qual é possível aceder ao ultimo andar, o oitavo, de onde se situa um dos muitos restaurantes e daí ter uma vista panorâmica da cidade

Phnom Penh… uma cidade cheia de actividades culturais!

Há medida que os dias vão passando nesta grande e agitada Phnom Penh, onde aos pouco me vou identificando com os locais, com as ruas, com os restaurantes, cafés e mercados, vou também tendo contacto com outro tipo de espaços e com a diversificada oferta cultural que a cidade oferece, maioritariamente fomentada e direcionada pelos expats mas que proporciona também locais de convívio com os visitantes.

Diversos cafés que funcionam muitas vezes como bares e restaurantes, promovem secções de vídeo com a apresentação de documentários e de filmes, muitas das vezes sobre temas relacionados com o Camboja, exposições, concertos, debates, existindo mesmo pequenas salas de cinema onde é possível acompanhar o que vai sendo exibido em festivais e mostras de cinema mais independente, pelo resto do mundo.

A par disto existem também livrarias com uma vasta oferta de títulos em inglês e em francês, e sempre com várias secções vocacionadas para temos nacionais e sobre a Ásia em geral.

Muita desta actividade cultual está direcionada para ocidentais, sendo fomentada pela elevada presença de expats que aqui vivem, muitos ligados às dezenas de ONG que proliferam no Camboja e que aqui têm sede.

Ao fim de onze meses de viagem, o que senti falta e que nunca antes tinha encontrado foi esta oferta cultural, longe dos templos, palácios, monumentos, museus, artesanato ou folclore, que sendo interessante e reveladora da cultura e da história de um país não são suficientemente estimulantes e que se podem tornar monótonas e pouco estimulantes ao fim de um longo período de tempo.

Show Box, que organiza concertos e outros eventos, para além de funcionar como café, bar e restaurante
Show Box, que organiza concertos e outros eventos, para além de funcionar como café, bar e restaurante
Meta House, ligado ao Instituto Alemão, oferece diáriamente secções de cinema, exposições e debates, com o espaço a funcionar também como bar e restaurante, num moderno e sofisticado edifício
Meta House, ligado ao Instituto Alemão, oferece diáriamente secções de cinema, exposições e debates, com o espaço a funcionar também como bar e restaurante, num moderno e sofisticado edifício
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel
Exposição de pintura no Hotel Sofitel

 

http://www.meta-house.com/

 

https://www.facebook.com/showboxPP

 

http://www.theflicks-cambodia.com/welcome/

 

 

 

Phnom Penh: Palácio Real e Silver Pagoda

Após a opulência o brilho e o luxo do Palácio Real de Bangkok, o seu homólogo Cambojano ficou um pouco aquém das espectativas, tendo os actuais edifícios pouco mais do que cem anos, substituindo o palácio anteriormente existente.

Ao lado situa-se a chamada Silver Pagoda, um templo datado de 1962, cujo nome advém do facto do seu pavimento ser coberto por placas de prata, delicadamente trabalhadas e que se encontra quase totalmente coberto por grossas carpetes, protegendo-o assim do desgaste provocado pelo pés dos visitantes mas que esconde muito do seu potencial esplendor.

O Palácio Real situa-se em frente ao rio, rodeado de jardins geometricamente desenhados e impecavelmente cuidados
O Palácio Real situa-se em frente ao rio, rodeado de jardins geometricamente desenhados e impecavelmente cuidados
Palácio Real
Palácio Real
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Palácio Real
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Palácio Real

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Palácio Real
Palácio Real
Palácio Real
Palácio Real
Silver Pagoda
Silver Pagoda

Phnom Penh

A cidade de Phnom Pen, densa e de movimento constante e intenso espelha bem a concentração de 2 milhões de pessoas que aqui habitam. Contudo apesar de não se poder identificar um local a que se possa chamar centro nem tão pouco um centro histórico, a zona principal da cidade encontra-se bastante bem definida, limitada por grandes avenidas. Este núcleo, que se estende aproximadamente por seis por cinco quilómetros, é interceptado por outras avenidas, formando núcleo habitacionais de ruas de traçado rectílineo, dispostas ortogonalmente formando uma malha densa mas organizada, onde as ruas são numeradas sequencialmente, com os números ímpares a definirem as que se desenvolvem verticalmente e as com números pares dispostas horizontalmente. Todo este sistema é bastante eficaz e funciona na perfeição sendo contudo necessário o uso de um mapa, ferramenta indispensável aos muitos condutores de tuk-tuk e de moto-taxís que se concentram nos cruzamentos das principais ruas e avenidas, em busca de clientes, entoando sempre o mesmo slogan “tuk-tuk?” “motobike?”…

A cidade fervilha de vida, desde o amanhecer até muito depois do por do sol, ao ritmo do intenso e desordenado trânsito, dominado por motas que somente obedece à regra de nunca parar, onde os peões se tornam aparentemente invisíveis sendo contudo habilmente evitados por motos que circulam por vezes em sentido contrário, evitando cruzamentos desnecessários que são, à hora de ponta, um nó difícil de desatar.

Circular pela cidade, à hora de ponta da tarde, numa das moto-táxis, saboreando a sensação de ar fresco provocado pela deslocação do veículo, que potenciada por não se ter que usar capacete, apreciando a destreza com que o condutor ultrapassa outros veículos, contorna uma rotunda ou atravessa um cruzamento na diagonal, fazem desta experiência, uma das melhores recordações da cidade, que geralmente não custa mais do que 1$.

Aparentemente Phom Penh não faz parte do circuito turístico habitual, não tendo muito mais para oferecer do que o Palácio Real e alguns templos e pagodas. Contudo tem algo que cativa, a mim e a muitos de estrangeiros que aqui decidem residir ou permanecer por largos períodos de tempo.

A cidade mostra uma arquitectura decadente, dominada pelo betão armado, coberta de fungos, cortada por molhos de cabos elétricos que se formam verdadeiros ninhos assim que encontram um poste, forrada de grades que cobrem entradas de edifícios e janelas, onde a arquitectura dos anos 50 convive com edifícios modernos espelhando progresso e sucesso económico, onde velhos toyotas camry com pára-choques presos por arames se cruzam com reluzentes SUVs, que quando param têm por perto algum guarda para os vigiar, ao mesmo tempo que nas ruas o lixo se acumula ao longo do dia e onde grupos de crianças passa os dias recolhendo garrafas de plástico e latas vazias, arrastando sacos maiores que elas, mulheres fazem compras em lojas com ar-condicionado e porteiro, enquanto cá fora as espera idosas que de sarong imundo pedem algo para comer. Uma cidade de contrastes.

Vibrante. Perigosa. Sedutora. Orgulhosa. Assim encontrei a capital do Reino do Camboja.

Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh. Sistema de numeração de rua que é uma ajuda preciosa a quem por aqui deambula e facilita a vida de quem aqui vive
Phnom Penh. Sistema de numeração de rua que é uma ajuda preciosa a quem por aqui deambula e facilita a vida de quem aqui vive
Restam alguns edificios da presença francesa durante a colonização: escolas e outros edificios publicos
Restam alguns edificios da presença francesa durante a colonização: escolas e outros edificios publicos
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
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Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Escola em Phnom Penh
Escola em Phnom Penh
Phnom Penh situa-se a confluência dos rios Mekong, Sap e Bassac
Phnom Penh situa-se a confluência dos rios Mekong, Sap e Bassac
Parque que rodeia o templo Wat Phnom, que dá o nome à cidade, e em volta do qual se reunem, aos fins de semanas, muitos locais e expats para jogar o "Jiànzi" que consiste um atirar, com os pés uma espécie de "pena" similar à que se usa no badminton... um dos mais populares jogos de rua, tanto no Camboja como no Vietnam
Parque que rodeia o templo Wat Phnom, que dá o nome à cidade, e em volta do qual se reunem, aos fins de semanas, muitos locais e expats para jogar o “Jiànzi” que consiste um atirar, com os pés uma espécie de “pena” similar à que se usa no badminton… um dos mais populares jogos de rua, tanto no Camboja como no Vietnam
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh, junto ao Museu do Genocídio, que foi construido e funcionou como escola secundária antes de ser transformada em prisão pelos Khmeres Rouge
Phnom Penh, junto ao Museu do Genocídio, que foi construido e funcionou como escola secundária antes de ser transformada em prisão pelos Khmeres Rouge
Museu do Genocídio Toul Sleng
Museu do Genocídio Toul Sleng
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Alguns canais atravessam a cidade, desenvolvendo-se o longo de ruas secundários, que são invadidas pelo cheiro libertados pelas águas negras, espessas e viscosas onde flutuam "ilhas" de lixo
Alguns canais atravessam a cidade, desenvolvendo-se o longo de ruas secundários, que são invadidas pelo cheiro libertados pelas águas negras, espessas e viscosas onde flutuam “ilhas” de lixo
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
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Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
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Phnom Penh
Phnom Penh
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Phnom Penh
Phnom Penh

… saudosismo ferroviário

Da presença francesa na região ficou uma rede não muito extensa de caminhos de ferro: cerca de 612 quilómetros no Camboja e uns simbólicos 3.5 quilómetros no Laos, mais concretamente entre as ilhas de Don Det e Don Kon; as sucessivas guerras e a falta de manutenção fizeram com que o serviço ferroviário tenha sido suspenso, onde a única linha a funcionar comercialmente no Camboja, ligando Battambang à capital, Phnom Penh, tenda sido encerrada em 2009.

A visita a Battambang, que ainda subsistia uma réstia de esperança de encontrar em funcionamento esta linha, ou pelo menos parte do percurso até Phnom Penh, revelou-se infrutífera, tendo contudo servido de oportunidade para visitar a estação, situada não muito longe do centro da cidade, e onde o relógio marca permanentemente as 8.02 horas, contribuindo juntamente com o vazio do espaço envolvente, para criar uma sensação de abandono e desolação.

Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang

 

Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang

Estação ferroviária de BattambangEstação ferroviária de Battambang

Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang
Estação ferroviária de Battambang

Mas apesar de encerrado o serviço de passageiros, alguns troços da linha são utilizados pela população local para transporte de mercadorias, em plataformas de bambu que colocadas sobre rodados se deslocam sobre os carris com recurso a um motos de um motociclo, mantendo assim a funcionalidade das instalações ferroviárias, que apesar de degradadas constituem ainda um recurso como meio de transporte, num país onde a rede de estradas não é muito extensa.

Contudo, ao chegar ao local contatei que pouco resta do propósito de transportar mercadorias e população, sendo actualmente utilizado como percurso turístico, entre as estações de O Dambong e de O Sra Lav, que demora cerca de vinte minutos a meia hora, custando 5$ por pessoa. Todo este cenário demoveu-se de participar nesta Aventura, limitando-me a registar o cenário que envolve a pequena estação, onde os edifícios e outras instalações ferroviárias estão votadas ao abandono.

ponte metálica nos arredores de Battambang
ponte metálica nos arredores de Battambang
Antiga estação ferroviária de O Dambong, de onde parte actualmente o serviço turístico d Bambu Train
Antiga estação ferroviária de O Dambong, de onde parte actualmente o serviço turístico d Bambu Train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
Bambu train
ponte metálica nos arredores de Battambang, usada somente por pessoas e motos
ponte metálica nos arredores de Battambang, usada somente por pessoas e motos
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

Se achou o meu blogue útil ou inspirador, considere apoiá-lo com uma pequena contribuição. Cada donativo ajuda-me a manter este projeto vivo e gratuito para todos os que adoram explorar o mundo.

Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

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