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Resultados de pesquisa para: Tailândia

Koh Phayam

Se Koh Pha Nang parecia estar perto do paraíso, Koh Phayam está ainda mais perto.

A ilha de Koh Phayam, situa-se na costa Oeste do Sul da Tailândia, no arquipélago de Surin,  muito perto da fronteira com a Birmânia. Este pequeno pedaço de terra coberta de vegetação tropical, que não mede mais do que quatro por sete quilómetros situa-se no azul claro quer caracteriza o mar de Adamão, em tudo diferente de Koh Pha Nang, onde a areia é grosseira, as encostas abruptas e onde as pequenas praias se aninham entre os maciços graníticos.

Aow Yoi, uma das maiores praias também conhecida por Long Beach, estende-se por cerca de três quilómetros formando uma baía ladeada de arvoredo, de areia muito fina e clara, formando uma superfície quase plana, o que faz com que durante a maré-vazia seja necessário caminhar mais de cem metros para chegar à linha da água, e daí quase outro tanto para ter água com altura suficiente para mergulhar.

Longe do ambiente de festa, a ilha vive o calmo quotidiano, com os seus cerca de 500 habitantes ainda bastante ligados à pesca e às plantações de caju e seringueiras que ocupam as zonas mais planas de ilha, sendo a produção de borracha uma actividade bastante presente competindo com o turismo, que marca presença pelos diversos alojamentos situados ao longo das praias e de alguns restaurantes e mercearias que se dispersam ao longo das duas principais estradas que atravessam a ilha.

O alojamento foi numa das cabanas do Lazy Huts, situado quase no extremo sul da praia de Aow Yoi, no meio de coqueiros e palmeiras; mesmo ao lado fica o restaurante pertencente ao Long Beach Huts, onde fiz praticamente todas as refeições, pois sem mota é difícil chegar à pequena vila existente junto ao porto, ou aos diversos cafés e restaurantes existentes junto ao porto ou nas outras praias da ilha.

Apesar de ser época alta a Koh Phayam tem poucos visitantes, sendo a maior parte dos estrangeiros que aqui se encontra, residentes por períodos longos de tempo, o que faz com que a praia de Aow Yoi pareça quase sempre vazia. Mesmo o custo de vida aqui, apesar de mais caro do que na Tailândia continental, é mais acessível comparado com a ilha de Koh Pha Nang.

Inesquecível foi também a viagem de barco de ligação entre o porto de Ranong e Koh Phayam, que demora mais de duas horas, se a opção for pelo barco mais lento, e que permite apreciar os mangais que estoicamente parecem emergir das calmas águas, assim como as dezenas de pequenas ilhas, quase todas desabitadas, que se encontram ao longo do trajecto.

Esta ilha proporcionou momentos mágicos e boas recordações: poder estar a saborear a temperatura amena do mar enquanto no horizonte o sol em tons de laranja se vai afundando no oceano e do lado oposto a lua quase cheia se ergue por trás das árvores que rodeiam a praia. São sensações como esta, irrepetíveis, que se tornam em momentos memoráveis.

Viagem de barco entre Ranong e Koh Phayam
Viagem de barco entre Ranong e Koh Phayam
Koh Phayam
Koh Phayam
junto ao porto de Koh Phayam
junto ao porto de Koh Phayam

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Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi
Aow Yoi
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Cabana onde fiquei pertencente ao Lazy Huts
Cabana onde fiquei pertencente ao Lazy Huts
Interior do tecto da cabana onde fiquei os quatros dias passados em Koh Phayam, totalmente construida em bambu
Interior do tecto da cabana onde fiquei os quatros dias passados em Koh Phayam, totalmente construida em bambu
Lazy Huts onde a casa de banho era num pequeno patio anexo à cabana
Lazy Huts onde a casa de banho era num pequeno patio anexo à cabana
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi em Koh Phayam
Aow Yoi
Aow Yoi
uma das estradas existentes na ilha de Koh Phayam, que não têm mais largura do que a necessária para o cruzamento de duas motos, pois estes são os únicos veículos existentes na ilha...
uma das estradas existentes na ilha de Koh Phayam, que não têm mais largura do que a necessária para o cruzamento de duas motos, pois estes são os únicos veículos existentes na ilha…

Ranong

As viagens são mesmo assim: imprevisíveis, revelando-nos onde menos esperamos locais interessantes, onde não esperávamos encontrar mais do que uma escala na viagem ou um local para pernoitar. Assim foi Ranong, cidade portuária situada na costa Oeste do Sul da Tailândia, ponto de ligação com a fronteira Birmanesa e com as ilhas de Koh Phayam e Koh Chang.

Tendo chegado já de noite a esta cidade, depois de dois percurso de autocarro que me trouxeram do Parque Nacional de Khao Sok, não me restava outra alternativa do que pernoitar em Ranong, para no dia seguinte apanhar o barco com destino a Koh Phayam.

A volta que dei pela cidade para pomar o pequeno almoço e para me abastecer de alguma comida, levaram-me ao mercado que de manhã bem cedo já fervilhava de actividade.

Ranong é dominada pela proximidade com o mar e pela actividade da pesca o que leh confere um cheiro particular de maresia misturado com o odor forte do peixe e do marisco a secar ao sol, nas várias ruas secundarias da cidade.

Depois de ambientes mais ocidentalizados e turísticos, como Koh Pha Nang e o Khao Sok, soube-me bem voltar ao contacto com o quotidiano tailandês, aqui bem distinto das cidades do Norte, com muitas mulheres e alguns homens e usarem o sarong*, onde é bem notória a presença muçulmana evidente pelos lenços negros que cobrem a cabeça, pescoço e ombros das mulheres, e acima de tudo pela simpatia demonstrada pelos habitantes, que desde a minha demanda na noite anterior em busca de um quarto para dormir até às informações fornecidas sobre a forma de chegar a Koh Phayam, tendo de uma forma geral sido recebida sempre com grandes sorrisos e disponibilidade para ajudar.

* sarong é uma peça de tecido de algodão que é enrolada à volta da cintura e se estende até aos pés, formando uma saia, sendo a roupa tradicional tailandesa.

pequeno almoço: panqueca de arroz e a acompanhar, ainda embrulhado em folha de bananeira o sticy-rice (arroz glutinoso)
pequeno almoço: panqueca de arroz e a acompanhar, ainda embrulhado em folha de bananeira o sticy-rice (arroz glutinoso)
Pastas para os diversos caris tailandeses
Pastas para os diversos caris tailandeses
tofu caseiro que se encontra à venda com bastante frequência nos mercados tailandeses
tofu caseiro que se encontra à venda com bastante frequência nos mercados tailandeses
Mercado de Ranong
Mercado de Ranong
Hotel Sin Tavee, na Ruangrat Road
Hotel Sin Tavee, num maciço edíficio de betão na Ruangrat Road, onde uma noite em quarto individual com casa de banho fica por 200 bahts; bom para passar uma noite mas sem qualque coisa de acolhedor
Hotel Sin Tavee, na Ruangrat Road: mais um quarto onde o tempo parece que parou, e onde tudo está coberto de uma pátine que atesta a passagem por aqui de muita gente
Hotel Sin Tavee, na Ruangrat Road: mais um quarto onde o tempo parece que parou, e onde tudo está coberto de uma pátine que atesta a passagem por aqui de muita gente
Hotel Sin Tavee, na Ruangrat Road: mais um quarto onde o tempo parece que parou, e onde tudo está coberto de uma pátine que atesta a passagem por aqui de muita gente
Hotel Sin Tavee, na Ruangrat Road: mais um quarto onde o tempo parece que parou, e onde tudo está coberto de uma pátine que atesta a passagem por aqui de muita gente

Khao Sok National Park

Praticamente a meio caminho entre as duas costas do Sul da Tailândia, o Parque Nacional de Khao Sok foi um ponto de paragem na rota entre a ilha de Koh Pha Nang no arquipélago de Samuri e o próximo destino: Koh Phayam, ilha situada no Mar de Adamão (Adaman Sea).

O parque desenvolve-se maioritariamente á volta de um lago Chew Lan com cerva de 165 quilómetros quadrados, formado artificialmente em 1982 aquando da construção de uma barragem, a Rat Cha Prapa Dam, alagando a zona envolvente, tornado muitas das montanhas em ilhas de encostas escarpadas, expondo a pedra calcária. O principal atractivo do parque são os passeios pelo lago, os percursos por trilhos que percorrem a selva, cascatas e grutas.

Dada não ter encontrado forma de explorar este parque por meios próprios restou-me a alternativa de me juntar a uma das visitas em grupo, escolhendo uma das excursões organizadas das dezenas de possibilidades oferecidas no cardápio apresentado aos visitantes, em tudo semelhante à ementa de um restaurantes que me foi disponibilizado no hotel onde fiquei na primeira noite: The Jungle Huts. A escolha recaiu num tour que permitia passar a noite numa das casas-jangada do lago, e que incluía passeios de barco, de dia e à noite, caminhadas pela selva e visita a uma das grutas.

O dia começou cedo com a recolha dos quinze elementos que compunham o grupo nos vários hotéis e resorts da pequena povoação de Khao Sok situada à entrada do parque, e que não é mais do que um conjunto de infra-estruturas dispostas ao longo de uma estrada, de apoio as visitantes com alojamentos, restaurantes, bancos, postos de inter-net e agências de viagem.

O percurso de barco iniciou-se junto à barragem, com destino ao local onde iriamos passar a noite, em cabanas de bambu situadas num das baías formadas pelo intrincado conjunto de canais que surgem entre as centenas de pequenas ilhas dispersas pelo lago, cobertas de vegetação tropical, que emergem da água, cuja cor azul escura atesta a profundidade do lago.

Depois de uns mergulhos no lago e do almoço no restaurante anexo à cabanas, o ponto alto do dia foi a visita à gruta Nam Talu que implicava atravessar troços inundados, coisa que optei por não fazer, pois esta dose de aventura pareceu-me desnecessária para o que eu queria absorver do parque.

Depois de cerca de meia hora de caminhada, pouco mais do que um quilómetro e meio através de floresta tropical, enquanto o grupo procedia à exploração da gruta, pude solitariamente apreciar a vibração dos sons da selva, a luz que timidamente atravessa a densa vegetação formado maioritariamente por bambus, sequoias e palmeiras, enquanto mergulhava nas refrescantes águas de um pequeno rio, sentindo nas pernas as pequenas dentadas dos peixes que investigavam este estranho ser desconhecidos nas suas águas.

Depois do jantar, seguisse o chamado “safari nocturno”, feito de barco com o intuito de percorrer algumas zonas do lago em busca de animais selvagens, que se mostrassem suficientemente audazes para não se intimidarem com o barulho do motor do barco nem com o intenso foco de luz que exaustivamente ia percorrendo as árvores e as margens das íngremes encostas.

Dada a ausência de animais a desilusão e a frustração apoderaram-se do grupo que optou por sociabilizar, reclamando o facto de não ter trazido uma cervejas para ajudar a passar a hora e meia que durou o passeio.

Contudo foi possível apreciar momentos de verdadeira calma, quando o motor do barco estava desligado, permitindo apreciar os sons da selva, onde a noite é preenchida pela sinfonia das cigarras, enquanto suavemente se ouve o marulhar das águas no casco do barco. O céu iluminado pela frágil lua em quarto crescente, contrastava com o denso negro da selva e das montanhas que encerram a paisagem.

A manhã trouxe consigo os melhores momentos da visita ao parque, com a neblina a elevar-se das escuras águas do lago, e a luz do sol debilmente a iluminar as montanhas, que pareciam estar dispostas em várias camadas recortadas no horizonte, onde a pouca luz lhes roubou a volumetria.

Depois do pequeno-almoço, e de mais uns mergulhos e passeios de caiaque no lago foi altura para abandonar as cabanas flutuantes onde a noite foi confortavelmente passada, apesar das condições básicas oferecidas, ao som do coaxar das rãs cujos saltos para a água se ouviam nitidamente atravessando as paredes de bambu.

Seguisse novo “safari” percorrendo as mesmas zonas da noite anterior, mas desta vez com a possibilidade de observar vários grupos de langúres que desciam da palmeira onde tinham passado a noite, assim como de algumas aves. Antes do almoço houve ainda tempo para hora e meia de caminhada pela selva até ao cimo da colina, crescendo entre o grupo a expectativa por encontrar tigres e elefantes, num trilho muito batido pelos visitantes e que não era suficientemente largo para passar sequer uma vaca; o calor e a humidade que se sente colar à pele, e onde a densa vegetação impede qualquer brisa, desmoralizou o grupo fazendo com se apressasse a descida onde nos esperava um almoço.

O guia, apesar da simpatia não foi propriamente um guia mas mais um entertainer, tentando a todo o momento manter o grupo animado, com piadas infantis: confundindo propositadamente com o nome dos animais, apontando para lagartos e chamando-lhes crocodilos, apontando para lianas a dizendo serem cobras, ou aviões sendo águias… o que provocava risadas entusiástica entre o grupo. Contudo pouco informação providenciou em relação à fauna ou à flora do parque, nem tão pouco referindo que não se estava perante uma paisagem verdadeiramente natural mas resultante da intervenção do homem. Uma forma de o homem proteger e preservar a natureza que constantemente ameaça.

Este tipo de excursões são sempre demasiado caras para o que oferecem, esta custou 2500 bahts, que é o meu orçamento para cinco dias, e que resultam muitas vezes em desilusões; por isso as tenho evitado.

Contudo valeu a pena visitar este cenário, que mostra outra vertente da Tailândia e apreciar a poderosa natureza que nos faz sentir pequenos e frágeis, proporcionando-nos ao mesmo tempo momentos mágicos… se estivermos verdadeiramente disponíveis para os vermos e sentirmos.

É uma daquelas experiência que se deve ter a intervalos espaçados no tempo, muito espaçados, para manter viva a recordação para não se voltar a repetir.

http://www.khaosok.com/

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Lago Chew Lan
Lago Chew Lan
Lago Chew Lan
Lago Chew Lan
Lago Chew Lan
Lago Chew Lan
Junto às cabanas-jangada onde foi passada a noite no lago Chew Lan
Junto às cabanas-jangada onde foi passada a noite no lago Chew Lan
cabana-flutuante (ou casa-jangada)
cabana-flutuante (ou casa-jangada)
bambus que dominam o percurso feito pela floresta tropical até à gruta Nam Talu
bambus que dominam o percurso feito pela floresta tropical até à gruta Nam Talu
trilho pela floresta tropical
trilho pela floresta tropical
Um dos pequenos rios atravessados a vau que cruzam o trilho feito pela floresta, e onde aguardei enquanto o resto do grupo visitava a gruta Nam Talu
Um dos pequenos rios atravessados a vau que cruzam o trilho feito pela floresta, e onde aguardei enquanto o resto do grupo visitava a gruta Nam Talu
perto da gruta Nam Talu
perto da gruta Nam Talu
lago Chew Lan ao fim de tarde visto da cabana onde passei depois a noite
lago Chew Lan ao fim de tarde visto da cabana onde passei depois a noite
Khao Sok
Khao Sok
Casas-jangada onde foi passada a noite no lago Chew Lan, assim como as refeições incluídas no tour: dois almoços, um jantar e um pequeno-almoço
Casas-jangada onde foi passada a noite no lago Chew Lan, assim como as refeições incluídas no tour: dois almoços, um jantar e um pequeno-almoço
Khao Sok
Khao Sok
Khao Sok
Khao Sok
Khao Sok
Khao Sok

Koh Pha Nang. Haad Tien Beach

Por instantes cessa o som vibrante das cigarras, conseguindo-se assim distinguir nitidamente o mar que constantemente as rochas graníticas transformando o azul claro em espuma branca; como por ordem de uma força invisível recomeça a sinfonia, enchendo o ar quente da tarde, convidando à preguiça, nalgum local abrigado do sol, que apesar da fina camada de nuvens que cobre o céu aquece o corpos que indolentemente se estendem na areia grossa da pequena praia de Haad Tien.

A toda a volta, emoldurando a praia estão as colinas cobertas de vegetação tropical que se encavalita nas rochas graníticas que dominam a ilha, estendendo-se até quase tocar o mar.

Koh Pha Nang (ou Koh Phanang) é popular pela sua vida nocturna em particular pelas  “full moon party” que entretanto já se banalizaram e ocorrem diversas vezes por semana, na praia de Haad Rid, no extremo Sul da ilha.

Para fugir a este ambiente, a escolha foi a praia de Haad Tien, situada na costa Este da ilha, somente acessível por barco e talvez por uma estrada que atravessa a ilha mas que poucos ousam percorrer.

Dos vários bungalows e cabanas, que pomposamente se denominam de resort, existentes em Haad Tien, a escolha foi para o Sanctuary, que para além de oferecer vários tipos de alojamento, aposta nas terapias alternativas, massagens, programas de detox que incluem dieta e actividade física, workshops, aulas e cursos de yoga, reiki e meditação.

Os dias foram passando até se transformarem numa semana, altura para rumar a outro destino, deixando para trás o suave passar dos dias, divididos entre mergulhos no cálido e tranquilo mar do Golfo da Tailândia, passeios pelas duas praias situadas perto, sestas passadas na cama de rede e deliciosas refeições de comida tailandesa saboreada no restaurante do Sanctuary e no vizinho Bamboo Resort, que oferece porções maiores a preços mais baixos, apesar de tudo nas ilhas ser significativamente mais caro do que na Tailândia continental.

praia de Haad Tien
praia de Haad Tien
um dos muitos bungalows existentes que se escondem na densa vegetação da encosta onde se situa o Sanctuary
um dos muitos bungalows existentes que se escondem na densa vegetação da encosta onde se situa o Sanctuary
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Praia de Haad Tien com um dos muitos barcos que faz a ligação entre praia em particular ao cais de Tong Sala
Sanctuary Resort
Sanctuary Resort
Praia de Haad Tien junto ao Sanctuary
Praia de Haad Tien junto ao Sanctuary
Sanctuary Resort
Sanctuary Resort
Dormitório do Sanctuary Resort, oferecendo excelentes condições, em que diariamente o quarto é limpo, as camas feitas e a toalha de banho é trocada. Por 220 bahts (5.5€) é um luxo com vista privilegiada para o mar, que não fica a mais do que dez metros
Dormitório do Sanctuary Resort, oferecendo excelentes condições, em que diariamente o quarto é limpo, as camas feitas e a toalha de banho é trocada. Por 220 bahts (5.5€) é um luxo com vista privilegiada para o mar, que não fica a mais do que dez metros
Sanctuary Resort
Sanctuary Resort
Dormitório do Sanctuary que conta quase diáramente com a visita de algum dos gatos que se abrigam neste espaço
Dormitório do Sanctuary que conta quase diáramente com a visita de algum dos gatos que se abrigam neste espaço
o Sanctuary Resortena praia de Haad Tien
o Sanctuary Resort na praia de Haad Tien
Tong Sala, a principal vila de Koh Pha Nang e onde atracam os ferry e os barcos de passageiros que ligam a ilha a Don Sak
Tong Sala, a principal vila de Koh Pha Nang e onde atracam os ferry e os barcos de passageiros que ligam a ilha a Don Sak
Espera pelo barco de regresso à Tailândia continental, no cais de Thong Sala, onde a maior parte dos passageiros regressa espapaçada de mais uma  “half-moon party” em Haad Rin
Espera pelo barco de regresso à Tailândia continental, no cais de Thong Sala, onde a maior parte dos passageiros regressa espapaçada de mais uma
“half-moon party” em Haad Rin
Na compra do bilhete de barco, que inclui as duas horas e meia de travessia marítima e mais hora e meia de autocarro, desde o cais em Don Sak até Sura Thani, os passageiros são “etiquetados” com um autocolante que de acordo com as cores os distingue em relação os destino seguinte que pode ficar por Sura Thani ou ter destino a Bangkok ou à costa oeste do país, podendo o bilhete incluir todo o trajecto
Na compra do bilhete de barco, que inclui as duas horas e meia de travessia marítima e mais hora e meia de autocarro, desde o cais em Don Sak até Sura Thani, os passageiros são “etiquetados” com um autocolante que de acordo com as cores os distingue em relação os destino seguinte que pode ficar por Sura Thani ou ter destino a Bangkok ou à costa oeste do país, podendo o bilhete incluir todo o trajecto

Viagem com destino ao sul…

Trinta horas de viagem; sete transbordos; quatro diferentes meios de transporte; uma noite dormida no comboio; duas refeições; 1377 bahts (cerca de 35€)… este é o balanço da viagem entre a cidade de Ayutthaya e a ilha de Koh Phangan, situada na costa Este da Tailândia.

Tudo começou calmamente com uma caminhada pela cidade de Ayutthaya, situada a cerca de 150 quilómetros a Norte de Bangkok, até à estação de comboios, depois de ter feito o check-out pelas 11 horas da manhã de mais um quarto despersonalizado e de uma estadia sem história dominada pela antipatia dos proprietários.

A travessia do pequeno rio Pa Sak, que separa a parte antiga da cidade da zona onde se situa a estação de caminhos de ferro, não demorou mais do que três minutos, num pequeno barco a motor que durante todo o dia liga pacientemente estas duas partes de Ayutthya.

Seguiu-se uma pequena espera pelo comboio que me levaria para Bangkok, o que permitiu apreciar a vida que se cria sempre em volta das estações, com os seus vendedores de frutas e legumes, os seus restaurantes improvisados, os taxistas que pacientemente esperam pela chegada de clientes, interceptando os estrangeiros com a habitual pergunta “para onde vão?”… os monges que se encontram um pouco por todo o lado, chamando a atenção pelas cores berrantes dos seus trajes que contrastam com a habitual calma e serenidade que demonstram.

A viagem, que demorou pouco mais de hora e meia, foi numa carruagem de segunda classe, longe das agruras do ar-condicionado e com mais possibilidades de contacto com a população tailandesa, sem contudo se proporcionar qualquer abertura para uma simples conversa, talvez em resultado da barreira linguística, mas que mesmo assim proporcionou abertos sorrisos que nem sempre são fáceis.

Em Bangkok, na estação de comboios de Hualamphong tinha pela frente uma espera de mais de quatro horas pelo comboio que pelas 6.30h da tarde partia com destino ao sul do país, à cidade de Surah Thani.

Dado ser o aniversário do Rei Bhumibol toda a estação estava decorada de amarelo, com grinaldas e flores, e nos ecrãs passavam imagens de sua majestade ao longo dos seus  86 anos de vida, tanto entre os monges como em visitas diplomáticas com outros chefes de estado e no meio da população, que a avaliar pelo numero de pessoas que neste dia vestiam roupa amarela, é figura muito querida dos tailandeses.

Masi uma vez, assisti ao toque do hino nacional, que soa diariamente pelas seis horas da tarde nas ruas e em outros locais públicos, durante o qual a população pára e se mantem de pé, imóvel e compenetrada, voltando tudo à normal actividade assim que deixa de soar a música.

Nesta segunda viagem de comboio pela Tailândia a opção foi novamente pela “sleeper class” devido às 12 horas de duração previstas, mas desta vez em segunda classe, de forma a fugir às agruras provocadas pelo ar-condicionado. Curiosamente as condições em termos de conforto são em tudo semelhantes, com lençóis, almofada, coberta e cortinados que promovem alguma privacidade e ajudam a proteger da agitação provocada pelas poderosas ventoinhas, que se tornam desnecessárias ao longo da noite, pois as temperaturas nesta altura do ano não são muito elevadas.

A chegada pelas sete da manhã a Sura Thani, apesar do atraso do comboio, permitiu-me chegar a tempo para comprar o bilhete com destino à ilha de Koh Phan Nang, que ainda implicava um percurso de autocarro de hora e meia, até ao cais de embarque de onde partem os barcos para as ilhas mais próximas, como Koh Samuri.

Claro que à chegada à estação tinha um conjunto de agentes das empresas transportadores que operam nas ligações a esta ilha e às outras que formam este pequeno arquipélago, oferecendo vários pacotes, com a opção em catamaram ou a mais económica, em ferry, com um preço mais acessível mas mais lenta.

Acabei por optar por comprar o bilhete conjunto bus+ferry a um destes operadores por ser a solução mais fácil e cómoda, aperar de ser certamente mais dispendiosa. Contudo viajar por meios próprios, como estava habituada no Índia e no Nepal, não se tem afigurado tarefa fácil: muitas vezes desconheço completamente os locais onde chego, não conseguindo assim avaliar o preço de um tuk-tuk ou de um táxi; obter informações junto da população é complexo e muitas vezes frustrante dada a dificuldade de comunicar em inglês e a minha inaptidão para o tailandês; é também difícil obter informações da parte do pessoal dos hotéis que encaminham sempre para os serviços turísticos que vendem; as estações de autocarros ficam muitas vezes longe do centro da cidade, o que implica apanhar um táxi-coletivo, que se não for partilhado com mais gente se pode tornar bastante caro… tudo isto mais a necessidade constante de negociar o preço e o facto de muitas vezes ser necessário efectuar vários transbordos numa só viagem faz com que muita gente opte pelos serviços turísticos. Por isso se ouve com frequência da parte dos estrangeiros que viajar pela Tailândia é fácil… “easy easy”!

A espera pelo autocarro demorou bem mais do que o previsto, prolongando-se por três horas enquanto se aguardava pela chegada de mais um comboio vindo de Bangkok, que traria o número suficiente de passageiros que justificasse fazer a viagem até ao cais de embarque do ferry, o que me impossibilitou de apanhar o primeiro ferry da manhã, tendo que esperar pelo das 13h…. mais três horas de espera.

Durante a manhã, o céu que era azul e o ar que era quente a abafado rapidamente se transformaram em cinzento com as nuvens que o intenso e fresco vento arrastavam, criando forte ondulação no mar e ameaçando tornar ainda mais longa a travessia, prevista inicialmente para duas horas e meia de viagem.

À chegada ao porto de Thong Sala, a principal cidade Koh Phan Nang, a chuva começou a cair, forte e fria, vinda das nuvens negras que cobriam o céu, dando à tarde uma tonalidade quase nocturna.

Tudo isto me fez parar e esperar que algo acontecesse, pois as informações que fui recolhendo eram de que seria impossível chegar à praia de Had Tien, destino final desta viagem, devido às condições do mar. Esperei e como sempre algo surgiu a solução: entre as poucas pessoas que ainda se encontravam abrigadas da chuva junto ao cais de embarque, duas tinham o mesmo destino que eu, com a vantagem de já conhecerem a zona.

Depois de muita negociação, o táxi lá seguiu atravessando a ilha por íngremes estradas emolduradas pelo verde dos coqueiros e das bananeiras, para Haad Rid, praia famosa pela “Full Moon Parties” e por muitas mais festas que aqui ocorrem quase diariamente. Aqui a estrada acaba, sendo praticamente intransitável até Haad Tien, o que obriga a seguir viagem nuns pequenos barcos de pesca que funcionam como táxi, ligando Had Rin às restantes praias da costa Este da ilha.

Foi aqui que olhando a rebentação das ondas questionei se seria boa ideia continuar nesse dia até Haad Tien, pois o barco que aguardava na areia oferecia pouca confiança perante a ondulação do mar. Todos ajudamos a empurrar o barco para o mar, e numa rápida e desajeitada corrida saltei lá para dentro, encorajada pela confiança dos restantes passageiros, tanto estrangeiros como tailandeses. De inicio a rebentação era forte e o som seco da madeira do casco do barco a bater contra o mar ao mesmo tempo que as ondas nos iam molhando a roupa, foi um pouco assustador mas a viagem decorreu sem incidentes.

Contudo dado o estado do mar o barco ficou numa praia próxima de Haad Tien, sendo o resto do percurso feito a pé por um trilho que iam serpenteando por vários bungalows construídos em madeira e folha de bananeira, através da densa vegetação que cobre toda a ilha de um verde compacto que contrasta com o tom quente alaranjado das rochas graníticas constantemente fustigadas pela ondulação de um mar azul claro.

Estação de comboios de Ayutthaya
Estação de comboios de Ayutthaya
Viagem de comboio entre Ayutthya e Bangkok
Viagem de comboio entre Ayutthya e Bangkok
Arredores de Bangkok
Arredores de Bangkok
Espera pelo ferry em Sura Thani
Espera pelo ferry em Sura Thani
Travessia em ferry entre Sura Thani e Koh Phan Nang
Travessia em ferry entre Sura Thani e Koh Phan Nang
Travessia em ferry entre Sura Thani e Koh Phan Nang
Travessia em ferry entre Sura Thani e Koh Phan Nang
Chegada a Koh Phan Nang
Chegada a Koh Phan Nang
Koh Phan Nang
Koh Phan Nang

O quotidiano em Chiang Mai

Pela sua posição geográfica, Chiang Mai transformou-se num local de paragem, quase obrigatório, entre as várias deslocações pelo norte da Tailândia. O facto de ter estado diversas vezes nesta cidade, permitiu-me conhecer várias zonas diferentes, com as suas rotinas e horários, as suas lojas e mercados e os seus restaurantes e comida de rua.

 A zona junto à Moon Muang Road é bastante popular entre os estrangeiros, em especial os que permanecem por longas temporadas; pode-se considerar uma típica rua “farang” mas com um ambiente mais alternativo fugindo um pouco à típica oferta turística e onde se pode ainda sentir o modo de vida mais tradicional; aqui pode-se encontrar uma grande oferta de actividades como yoga, thai chi e de  inúmeras terapias, podendo-se ainda assistir a concertos e outros eventos culturais na Tea Tree, espaço dedicado às artes.

 Os passeios de bicicleta são a melhor maneira de ir conhecendo a cidade, percorrendo as ruas secundárias, as “soi” que aos poucos vão perdendo a perpendicularidade das ruas principais que as rodeiam, tornando-se num emaranhado confuso, e onde se toma contacto com o modo de vida tailandês; onde um alpendre se uma casa se pode transformar durante o dia num restaurante, onde do nada surgem exíguos espaços que se transformam em lavandarias ou onde se aloja uma costureira debruçada sobre o matraquear de uma máquina da costura, por onde circulam vendedores de gelados caseiros, fazendo-se anunciar pelo toque ritmado da campainha metálica. Por aqui o ritmo é outro, com tempo para cuidar das plantas dos jardins que rodeiam muitas das casas, para conversar com os vizinhos, para escutar o chilrear das aves, para acariciar o sedoso pelo dos gatos que preguiçosamente descansam ao sol da tarde.

É nestas ruas que aguardam as bancas com toda a parafernália de tachos e panelas, fogões e bilhas de gás, que ao cair da noite de dirigem para as ruas principais, rebocadas por motorizadas, e que vendem desde refeições, doces e sobremesas, frutas e batidos, leite de soja caseiro, rotees de banana ou de chocolate cujo cheiro doce se faz anunciar a muitos metros de distância.

Os dias são passados calmamente com a rotina diária de preparação do pequeno almoço, dominado pela grande variedade de fruta, oferecida pelo mercado situado próximo, complementado por algo mais que se compra nos muitos pequenos supermercados que se encontram espalhados pela cidade; facilmente surge o convívio entre os restantes hóspedes, muitos deles residentes por largos períodos de tempo, onde espontaneamente surge alguém a tocar uma guitarra e que rapidamente atrai alguém que canta. As refeições preparam-se na cozinha ou servem de pretexto para dar uma volta pelos quarteirões próximos em busca de um restaurante.

Paragem obrigatória depois do jantar são os rotees, uma espécie de crepe de massa macia mas ligeiramente estaladiça, que podem ser recheados de banana ou ovo, aos quais se pode acrescentar um topping de leite condensado ou de chocolate. O que se instala diariamente pelo fim da tarde na Thapae Road, junto ao Wat Mahawa, é dos mais famosos da cidade, chegando a haver fila, e que por algum motivo que desconheço são habitualmente confecionados por mulheres muçulmanas, neste caso com origem paquistanesa.

Com um custo de vida mais elevado do que os países por onde passei anteriormente, na Tailândia optei pelo alojamento em hostels que são bastantes frequentes, o que me levou frequentemente a dormir em dormitórios: umas vezes completamente cheios outras com o quarto todo só para mim.

O The Living Place foi um destes locais, onde permaneci mais tempo cativando-me pelo acolhimento dos donos um casal de tailandeses, capazes de criar um ambiente acolhedor rodeado e convidativo ao convívio entre os vários hóspedes, com as paredes forradas de quadros pintados pelo dono, a quem para facilitar a pronúncia do nome, responde por Vii, e que muitas vezes trabalhava na sala de estar da casa.

Outro dos locais que se destaca pelo bom ambiente e pelos convidativos preços é a Giant House, situado dentro das muralhas da cidade, numa rua com pouco trânsito e estrategicamente situado perto de um pequeno mercado, o Sompet Market, onde se podem fazer económicas refeições por 40 bahts (cerca de 1€) e disfrutar de um ambiente boémio e descontraído proporcionado pelos muitos cafés.

No Giant House pode-se utilizar a cozinha que está equipada com o básico e suficiente para preparar uma refeições, incluído o frigorífico. A água, assim como o chá e o café são disponibilizados gratuitamente aos residentes.

Aqui percebi pela primeira vez o que é ter uma alojamento com uma ocupação a 120%. Como está escrito junto à entrada juntamente com a placa a dizer “Full”. Por duas noites ocupei um quarto que já se encontrava ocupado por outra pessoa que entretanto tinha ido passar uns dias a outra cidade, tendo contudo deixado grande parte dos pertences no quarto… foi uma sensação estranha, como se me estivesse a intrometer na vida de outra pessoa.

Na Giant House disponibilizam-se bicicletas sem qualquer custo, mas todas num decrépito estado de conservação o que faz de cada investida pelas ruas da cidade num deste velocípedes numa aventura; a melhor bicicleta que encontrei não tinha praticamente travões, o que diz muito do estado geral das restantes…

Em Chiang Mai, assim como a maior parte das cidades que visitei o acesso à internet é bastante facilitado, quer nos hostels como na maior parte dos cafés e restaurantes, pois aqui ninguém vive sem isso, tanto entre os estrangeiros como entre os locais… “free wi-fi” é anunciado por todo o lado, o que mostra bem as diferença entre a importância dada à internet nos vários países; no aeroporto Lisboa o acesso à internet existe mas é um serviço pago… nem no modesto aeroporto de Kathmandu vi tal coisa!!!

Nota: O termo “farang” é usado pelos tailandeses para se referirem aos ocidentais em geral; entre os ocidentais este termo é usado para designar locais na Tailândia que se foram transformando de forma a se adaptarem ao gosto e à necessidades do turismo ocidental.

Um dos locais de eleição para refeições rápidas e baratas, junto ao mercado da
Um dos locais de eleição para refeições rápidas e baratas, junto ao Sompet Market
a lotaria parece ser bastante popular na Tailândia, pois em muitos locais, encontram-se pequenas bancas com a venda das cautelas
a lotaria parece ser bastante popular na Tailândia, pois em muitos locais, encontram-se pequenas bancas com a venda das cautelas
Giant House
Giant House
Um dos quarto por onde passei nas várias estadias na Giant House, este com ocupação a 120%...
Um dos quarto por onde passei nas várias estadias na Giant House, este com ocupação a 120%…
Zona de estar da Giant House
Zona de estar da Giant House
Cozinha da Giant House
Cozinha da Giant House, à volta da qual se passa grande parte da actividade e do convívio, com muitas das refeições a serem partilhadas pelos vários hóspedes, alguns do quais a viverem aqui permanentemente ou por largos periodos de tempo
Cozinha da Giant House
Cozinha da Giant House
com a Laura na Giant House
com a Laura na Giant House
Um dos quarto da Giant House
Um dos quarto da Giant House, pois devido à grande procura de quartos nesta época do ano, por vezes só se consegue alojamento na Giant House por uns dias, sendo depois necessário mudar para outro quarto ou às vezes para outro hostel
micro restaurante que dá apoio à Giant House, onde em pouco mais de três minutos é preparada uma apetitosa refeição, livre de glutamato (MSG)... uma "praga" dificil de evitar na Tailândia, assim como o açucar que é colocado em quase tudo... comida, sumos.
micro restaurante que dá apoio à Giant House, onde em pouco mais de três minutos é preparada uma apetitosa refeição, livre de glutamato (MSG)… uma “praga” dificil de evitar na Tailândia, assim como o açucar que é colocado em quase tudo… comida, sumos.
Na Giant House todos os quarto são diferentes, tanto em tamanho, numero de camas e decoração, dispondo-se por três diferentes edificios, um mais antigo de madeira e os outros em betão
Na Giant House todos os quarto são diferentes, tanto em tamanho, numero de camas e decoração, dispondo-se por três diferentes edificios, um mais antigo de madeira e os outros em betão
Banca de sumos no Sompet Market
Banca de sumos no Sompet Market
Uma das muita banca que surgem ao fim do dia, onde confectionam refeições em pouco mais de um minuto, cada uma geralmente especializada num determinado prato
Uma das muita banca que surgem ao fim do dia, onde confectionam refeições em pouco mais de um minuto, cada uma geralmente especializada num determinado prato
pequeno almoço, comprado no Sompet Market
pequeno almoço, comprado no Sompet Market
Hostel The Living Place
Hostel The Living Place
The Living Place
The Living Place
zona de estar do The Living Place, onde os hóspedes se podem servir de água e de cerveja, retirados dos frigoríficos, tendo somente que refistar o que vão consumindo, sendo o total pago no fim da estadi
zona de estar do The Living Place, onde os hóspedes se podem servir de água e de cerveja, retirados dos frigoríficos, tendo somente que refistar o que vão consumindo, sendo o total pago no fim da estadi
um dos dormitórios do The Living Place
para além do dormitório e dos quartos duplos o Living Place oferece ainda uma possibilidade ainda mais económica que são as tendas, que ocupam o espaço livre existente em cada piso, cada uma com o seu colchão e respectiva ventoinha

 

Giant House

Os dias passar calma e rotineiramente, tornando-se cada vez mais quentes mas sempre suavizados com a ligeira brisa que faz tilintar os espantas-espíritos que decoram os vários cantos do espaço, pendurados em árvores e sobre as portas. A espaços surgem as característicos sons da língua tonal que parece tornar mais agudas as vozes de quem pronuncia de forma harmoniosa estas sílabas, dando-lhes a específica entoação.

Diariamente a pequena construção de madeira existente no pátio, que mimetiza um templo tailandês é cuidadosamente limpa, decorada com flores e vê os seus pequenos potes serem renovados com água e onde diariamente se queimam incenso pela manhã, agradando assim aos deuses que a habitam.

No balção que separa a zona de estar da rua, são colocados diariamente, em pequenas taças, água e pedaços de comida, onde sempre está incluído o arroz, como oferta aos espíritos, mas que muitas vezes serve de refeição ao gato que habita a Giant House, em especial se encontrar alguma cabeça de peixe frito.

O mesmo se encontra espalhado pelas ruas das cidades, onde discretamente junto à entrada das casa são colocadas as oferendas, muitas vezes depositadas em folha de bananeira, ou simplesmente em pratos de papel ou plástico.

Florista do mercado de Sompet que diáriamente faz grinaldas de flores para serem colocadas nos templos, habitsaações ou automóveis
Florista do mercado de Sompet que diáriamente faz grinaldas de flores para serem colocadas nos templos, habitsaações ou automóveis
Giant House
Giant House

 

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The Living Place Hostel

2/2Thapea Rd. Soi 2, Chiang Mai 50300, Thailand

Dormitório: 150 baht (na época alta passam para 220 bahts)

Quarto duplo: 350 baht

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Giant House 1 (existe mais outra em Chiang Mai e outra em Pai)

24/1 Moon Muang Rd., Soi 6

T. Sriphum A. Mueng, Chiang Mai, Thailand

Quarto para uma pessoas: 180 baht

Quarto para duas pessoas: 300 baht

Chiang Mai

Depois da movimentada e gigantesca Bangkok, a chegada a Chiang Mai revelou uma cidade que apesar de ser a segunda maior do país, mantem um ambiente calmo e sofisticado, com os seus cafés e esplanadas, as livrarias e galerias de arte, os hotéis sofisticados e as tradicionais guest houses e restaurantes de comida tailandesa e internacional que competem com os vários quiosques e restaurantes improvisados que ao descer a noite ocupam as ruas.

A parte antiga da cidade, que constituiu o seu centro e a parte mais procurada pelos visitantes, é constituída por ruas ortogonais, dispostas de acordo com a orientação dos pontos cardeais, envolvidas pelo que resta de uma antiga muralha disposta de forma quadrangular, com a respectiva porta de acesso. A toda a volta estende-se um canal artificial, ladeado de árvores e decorado com repuxos que tentam conferir alguma calma e harmonia ao trânsito automóvel que circula nas avenidas paralelas ao canal.

Apesar de ser a parte mais antiga da cidade, não se encontra aqui uma grande presença de edifícios antigos, tendo a maioria das casas tradicionais, construídas em madeira, sido substituída por construções modernas em betão, mas cuja volumetria e arquitectura não sendo particularmente interessante não destoa do conjunto.

Mas o que sobressai em Chiang Mai é a profusão de templos, maioritariamente situados dentro dos muros da cidade, e à volta dos quais gravita uma discreta mas constante presença de monges. O templo mais importante de Chiang Mai, e sem duvida o que atrai mais visitantes tanto estrangeiros como tailandeses é o Doi Suthep, situado no cimo de uma das colinas que rodeiam praticamente toda a cidade.

Apesar da extensa variedade de restaurante com uma variada ementa, desde a comida tailandesa às habituais especialidades ocidentais, o local de eleição para uma refeição barata e rápida são os vários mercados que existem na cidade, tanto os que se dedicam à venda de produtos alimentares como os que estão mais virados para a venda de roupa, artesanato e demais bugigangas.

Apesar do ambiente moderna e cosmopolita Chiang Mai mantem ainda uma atmosfera tradicional que se encontra nos mercados e pelas ruas da cidade, em especial de manhã bem cedo, quando ar ruas ainda não foram invadidas pela grande quantidade de ocidentais, tanto turistas de passagem como residentes que há muito escolheram a Tailândia como local de residência, fugindo aos rigorosos invernos dos países de origem.

De manhã bem cedo é possível ver os monges vestindo os seus hábitos cor de açafrão, que de forma elaborada enrolam à volta do corpo, a percorrer as ruas da cidade, em grupos ou isoladamente, recolhendo comida que transportam em recipientes metálicos, das várias pessoas que ao longos das ruas, junto às casas de habitação, lojas ou restaurantes, aguardam respeitosamente pela sua passagem.

Chiang Mai
Chiang Mai
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Interior de um dos templos do Wat Bupparam
Interior de um dos templos do Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
alojamento dos monjes no complexo do Wat Bupparam
alojamento dos monjes no complexo do Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Wat Bupparam
Decoração das paredes interiores do templo Wat Bupparam
Decoração das paredes interiores do templo Wat Bupparam
Wat Chedi Luang, construido no século XIV seguindo o estilo arquitectónio Lanna, tradicional do norte da Tailândia, e que se encontra semi-destruido devido a um terramoto ocorrido no século XVI
Wat Chedi Luang, construido no século XIV seguindo o estilo arquitectónio Lanna, tradicional do norte da Tailândia, e que se encontra semi-destruido devido a um terramoto ocorrido no século XVI
Wat Chedi Luang
Wat Chedi Luang
Decorações dos pilares do interior de um dos templos que constitui o Wat Chedi Luang
Decorações dos pilares do interior de um dos templos que constitui o Wat Chedi Luang
Wat Chedi Luang
Wat Chedi Luang
Wat Chedi Luang
Wat Chedi Luang
Rio Ping que atravessa a zona Este da cidade de Chiang Mai
Rio Ping que atravessa a zona Este da cidade de Chiang Mai
Sompet, um dos pequenos mercados espalhados por toda a cidade
Sompet, um dos pequenos mercados de venda de comida que se encontram espalhados por toda a cidade e em volta dos quais se podem encontrar uma grande variedade de restaurantes, servindo comida Tailandesa: simples, confecionada na hora e muito barata
Casas tradicionais construidas em madeira que ainda é possivel encontrar nas ruas secundárias de Chiang Mai
Casas tradicionais construidas em madeira que ainda é possivel encontrar nas ruas secundárias de Chiang Mai
Doi Suthep é o mais sagrados dos templos budistas situados no norte da Tailândia
Doi Suthep é o mais sagrados dos templos budistas situados no norte da Tailândia
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep
Doi Suthep

Celebrando os festivais de Loi Krathong e Yi Peng

Na ultima lua cheia de décimo segundo mês do calendário tradicional tailandês, que geralmente corresponde ao mês de Novembro é celebrado o Loi Krathong, que pode ser traduzido literalmente por “coroa flutuante” ou “decoração flutuante”, onde são lançados nos rios e lagos pequenos recipientes flutuantes, geralmente feitos com fatias de tronco de bananeira, decorados com flores, três pau de incenso, uma vela, invocando Buda, e vários tipos de folhas habilmente dobradas e pregadas à base flutuante.

Pode por vezes ser também colocado juntamente com o arranjo de flores, uma moeda, unhas das mãos ou mesmo cabelos simbolizando o libertar e o deixar-ir dos pensamentos negativos, o ódio e a raiva.

Contudo esta tradição pode também ser interpretada como uma veneração à Deusa da água: Phra Mae Khongkha.

Quando são lançados à água é costume pedir um desejo. O mesmo se faz com o Yi Peng, outro festival tradicional do norte da Tailândia e que coincide com o Loi Krathong, e onde são lançadas ao céu lanternas feitas de papel de arroz, muito fino, que se enchem com o ar quente que resulta da queima do material inflamável que se encontra na sua base.

As casas, os edifícios públicos, as lojas assim como as praças e os jardins são decorados com figuras de animais e com lanternas habilmente construídas em colorido papel.

Chiang Mai é a cidade onde durante o Yi Peng são lançadas ao céu a maior quantidade de lanternas. Contudo a estadia na New Life Foundation manteve-me afastada da cidade mas permitiu-me ter uma experiência com a população da pequena aldeia de Ban

Samarnmit, que se reuniu junto ao lago para lançar os Loi Krathong, dispersando pequenos pontos de luz seguidos pelo fumos dos incensos, e que lentamente se iam dispersando arrastados pela suave brisa da noite.

A mesma brisa arrastava para longe as lanternas que com entusiasmos infantil iam sendo lançadas ao céu, ao mesmo tempo que cada um formulava um secreto desejo, desaparecendo lentamente até se transformarem num pequeno ponto amarelo que dificilmente se distinguia do brilho das estrelas, num céu debilmente iluminado por uma lua-cheia que a custo rasgava a fina camada de nuvens.

Loi Krathong
Loi Krathong
Preparação dos Loi Krathong na New Life Foundation com a ajuda da população local
Preparação dos Loi Krathong na New Life Foundation com a ajuda da população local

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Base do Loi Krathong feita com fatias do trondo de bananeira
Base do Loi Krathong feita com fatias do trondo de bananeira
Loi Krathong
Loi Krathong
Lanternas que decoram as ruas de Chiang Mai para o festival Yi Peng
Lanternas que decoram as ruas de Chiang Mai para o festival Yi Peng
Loi Krathong
Loi Krathong
Yi Peng
Yi Peng
Loi Krathong
Loi Krathong
Yi Peng
Yi Peng junto à aldeia de Ban Samarmit

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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