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Stepping Out Of Babylon

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Resultados de pesquisa para: Tailândia

Apontamentos do Camboja

Família Real

Não tendo a presença esmagadora como na Tailândia, a imagem da família real Cambojana, é presença habitual em alguns restaurantes, lojas e em algumas casas, onde surgem geralmente três fotografias: de Norodom Sihamoni, o actual rei, e Norodom Sihanouk o anterior rei e da mulher Monineath, pais do presente monarca.

Norodom Sihamoni, encontra-se no trono desde 2004,altura em que Norodom Sihanouk, abdicou do trono em favor do seu único filho, sobrevivente dos quatro que foram mortos durante e época em que o Khmer Rouge governou o país.

Apesar do seu low-profile, o actual rei aparenta ser uma figura consensual no país, tendo sido embaixador da UNESCO, com formação artística em música e dança clássica, vivendo a maior parte da sua vida em Praga e em França, somente tendo regressado ao Camboja para ocupar o cargo deixado pelo pai.

Família Real
Família Real

Época dos casamentos

É após a época das chuvas, durante a estação seca que se realizam a maior parte dos casamentos no Camboja, à semelhança do que observei no Laos.

As ruas, que tanto podem ser secundarias como uma avenida principal de uma pequena cidade, são ocupadas quase totalmente com estruturas que formam tendas rectangulares, que são ricamente decoradas com tecidos de aspecto sedoso, que combinam com a decoração das mesas e cadeiras, onde se abrigam as mesas onde os convidados se reúnem para a refeição e para a festa, sempre anunciada com antecedência pelo elevado som que sai dos altifalantes.

Cerveja e Tabaco

Reforçando a ideia de uma população orgulhosa da sua história e do seu passado, as duas principais marcas de cerveja, Ankor e Cambodia, têm slogans como “my country, my beer” e “national beer, national pride”, salpicando de vermelho, pois esta é a cor dominante de ambas as marcas a paisagem, seja em publicidade, identificando restaurantes e mercearias, estampada em copos e espalhada em autocolantes um pouco por todo o lado.

Marcas de cigarros como Cambo (derivado da palavra Camboja), National (com a imagem do Angkor Wat) e Liberation, com o Monumento da Independência existe em Phnom Penh, que marca o fim da presença francesa no território, em 1953, são também representativas deste orgulho nacional. Para contrariar esta teoria existe a pouco difundida marca de cigarros Alain Delon, num misto de saudosismo e ironia.

Cigarros
Cigarros
Café-restaurante em Battambang
Café-restaurante em Battambang
Phnom Penh
Phnom Penh, onde o vermelho dos anuncíos das cervejas Angkor e Cambodia pintam de vermelho a cinzenta paisagem urbana das zonas mais pobres da cidade

Moeda

Sistema invulgar onde o dólar funciona como moeda corrente paralelamente ao riel cambojano, sendo a equivalência de 1 dólar para 4000 riels. As notas de baixo valor, 2000, 1000, 500 e 100 riels servem para valores inferiores a um dólar, pois aqui somente circula dinheiro em papel.

Frequentemente um pagamento em dólares receber o troco em riel ou mesmo um misto de riels e dólares, e mesmo um pagamento de uma nota de elevado valor em riel ter o troco em dólares… um sistema que a obriga a atenção redobrada nos trocos e a um constante exercício mental a que os cambojanos estão habituados e executam com  perícia e rapidez.

Contudo não encontro motivo para este sistema, pois existem notas de elevado valor em riel, não se encontrando sequer a moeda muito desvalorizada em relação às dos aos países vizinhos, nem em relação ao custo de vida, com uma refeição a rondar os 4000 riels.

O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels
O actual rei do Camboja, Norodom Sihamoni, representado numa das notas de 20.000 riels
por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras
por todas as cidades, tanto em lojas como em bancas no interior dos mercados, é possivel trocar dólares por riels, cujas notas são agrupadas em molhos e expostas em pequens montras

 

Pijamas

Os pijamas são sem dúvida uma das imagens presentes no quotidiano do Camboja, onde à semelhança do que se vê no Vietnam e um pouco no Laos, fazem parte da indumentária feminina. Podem ser com ursos, flores ou padrões geométricos, sempre em algodão e em cores suaves e claras; sempre de duas peças: calças curtas e camisola a cobrir os ombros.

Os pijamas adquirem uma função mais alargada do que roupa usada durante o sono, servindo também para andar pela casa, em especial durante as manhãs, mas num país onde os limites da casa se estendem para a rua, mas também usados numa deslocação ao mercado ou numa ida à mercearia mais próxima; surgem na paisagem urbana e rural,  em particular ao fim do dia, depois do habitual banho, que aqui frequente encerrar o dia de trabalho. São sem duvída uma imagem que fica retida e para sempre associada ao Camboja.

Central Market em Phnom Penh
Central Market em Phnom Penh
pijamas
pijamas no mercado de Sihanouk Ville

 

Cremes branqueadores

Foi deambulando pelos mercados, e mais tarde confirmado em lojas e supermercados que constatei a quase obsessão dos Cambojanos em relação à brancura da pele, em especial do rosto, ao constatar que praticamente todos os cremes à venda, mesmo os pertencentes a empresas multinacionais e a marcas internacionais, têm propriedades branqueadoras, inclusive os protectores solares.

Este género de produtos encontra-se espalhados um pouco por toda a Ásia, refletindo o sentido estético que atribui mais beleza a peles claras, sendo o tom escuro reflexo de origens humildes ou trabalhos nos campos, sendo frequente encontrar na Índia, Nepal, Tailândia e no Laos, mas foi no Camboja que este fenómeno se tornou mais evidente.

Comprovando a eficácia destes produtos, encontram-se algumas raparigas, em especial nas grandes cidades, cujo rosto apresenta uma tonalidade esbranquiçada, mais perto do fantasmagórico do que do que do tom natural, contrastando com a cor da pele do corpo.

Lojas de telemóveis

Estão por todo o lado enchendo a paisagem urbana de palavras como: smart-phone, smart shop, Samsung, Nokia, LG… em anúncios, neons, em pequenas bancas que nas ruas e mercados que vendem centenas de acessórios para telemóveis (capas, cabos, bolsas, adaptadores, carregadores, etc…) nas mãos das pessoas, em especial a camada mais jovem da população que não dispensa o smart-phone.

A isto juntam-se os cada vez mais populares tablets e demais dispositivos electrónicos que mais parecem destinados ao entretenimento do que à comunicação, absorvendo cada vez mais a energia e a atenção das pessoas, tanto entre os locais como entre os estrangeiros, não sendo raro encontrar mesas de restaurante onde cada um dos presentes se foca no seu dispositivo electrónico inibindo o tradicional convívio e conversa à volta da mesa.

Este fenómeno não é exclusivo do Camboja, estendendo-se à maioria dos países asiáticos que visitei, mas é mais evidente aqui e na Tailândia, e um pouco no Laos, onde por todo o lado se encontra wi-fi, seja em restaurantes, cafés, agência de viagens, hotéis e guest-houses, cabeleireiros e locais de massagem… tudo sem custos.

Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh

Koh Tonsay

Após muitos dias passados em cidades é chegada a altura de rumar às praias do Sul do país para procurar algum alívio ao ar quente e seco que caracteriza o clima nesta altura do ano. O primeiro destino foi a ilha de Koh Tonsay.

Depois de muitas tentativas de obter informações sobre a forma de chegar por meios próprios ao destino pretendido, que implicava uma curta viagem de autocarro de Kampot até Kep, e daí um percurso de pouco mais do que três quilómetros até ao cais onde atracam os barcos para Koh Tonsay, vi-me obrigada a recorrer a uma agência de viagens, das muitas existentes em Kampot, e comprar aí o “pacote” completo: mais caro e sujeito aos horários e à vontade dos motoristas de tuk-tuks.

Depois de umas três horas passadas no percurso que inclui uma curta viagem de 20 minutos de barco, a chegada à ilha de Koh Tonsay revelou-se uma desilusão. Em vez das calmas e paradisíacas praias de areia branca, relatadas por outros viajantes, mencionada nos guias turísticos e divulgada pela net, o que se deparou foi uma praia de estreito areal, onde os vários bungalow e restaurantes disputam avidamente o espaço entre si, repleta de gente, ruidosa e de areia suja.

O facto de ser Domingo e de na véspera se ter comemorado o Dia Internacional da Mulher, que aqui no Camboja dá direito a feriado nacional, permitiu a muitos cambojanos visitar estas paragens, tanto em família como em grupos de amigos e colegas de trabalho.

Mas nem tudo se revelou negativo: a desilusão com a praia levou a que decidisse procurar um local mais tranquilo para experimentar mergulhar nas águas quentes, quase tão quentes como a temperatura que se sente no ar (que não deve ser menos do que 30º) levando-me a percorrer um trilho que circunda a ilha e que dá acesso a outras praias, formadas por baías onde o mar quase não apresenta agitação. Apesar destas praias estarem ainda mais sujas, bordejadas por uma faixa de lixo onde dominam os plásticos, sejam os sacos, embalagens, garrafas, sandálias e muitos mais objectos que de certa forma são o espelho dos hábitos de consumo de um país.

À noite, o ambiente era de festa, intensificou-se com os preparativos para o jantar que envolvem churrascos, música e muita animação, mas sempre de forma respeitosa apesar da quantidade de cerveja consumida. No meio da festa, foi inevitável juntar-me, mais uns italianos que estavam por perto a um dos grupos, que nos foi oferecendo comida e bebida, de forma insistente mas amigável, tendo-nos acabado por juntar à festa, dançando ao som de melodias românticas cantadas em khmer, tentando desajeitadamente acompanhar a forma de dançar dos nosso anfitriões, que há semelhança da Tailândia, caracterizada por pouco movimento do corpo, para além de alguns pequenos passos que nos mantêm no mesmo sítio e delicados movimentos de mãos, ao estilo da dança “apsara” tradicional da cultura khmer.

Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Praia deserta de Koh Tonsay mas onde a acumulação de lixo, essencialemnte plásticos, embalagens e sandálias desmoraliza qualquer tentativa de um mergulho no mar
Praia deserta de Koh Tonsay mas onde a acumulação de lixo, essencialemnte plásticos, embalagens e sandálias desmoraliza qualquer tentativa de um mergulho no mar

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trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
trilho que contorna a ilha de Koh Tonsay, e que dá acesso a outras praias e a pequenos aglomerados de casas onde vivem os pescadores
Koh Tonsay
Koh Tonsay
Koh Tonsay ao pôr-do-sol, com muita gente a tentar captar o momento
Koh Tonsay ao pôr-do-sol, com muita gente a tentar captar o momento

Battambang

Esta cidade pouco tem para oferecer em termos turísticos, devendo a sua relativa importância ao facto de se situar a meio caminho entre Siem Reap e a fronteira com a Tailândia, corredor muito usado para quem entra e sai do Camboja em direcção ao país vizinho.

Contudo, os dois dias aqui passados, uma pausa no percurso entre Siem Reap e Phnom Penh, revelaram-se inspiradores pelo cenário oferecido pelas degradados edifícios, maioritariamente um misto de habitações e comércio, deixados pela presença francesa, onde a falta de manutenção aliada à severidade do clima marcado pelas húmidas monções conferem à cidade um ambiente decadente, mas sem perder a dignidade e algum charme que caracteriza de uma forma geral as cidades impulsionadas pelo colonialismos francês, tanto no Laos como no Camboja.

O vida na cidade, sujeito ao pesado clima que gradualmente se vai tornando mais quente até que chegada das chuvas tragam algum alívio, começa cedo, notando-se pouco depois das cinco horas da manhã um aumento significativo do movimento dos carros e das motas nas ruas, que chega ao quarto onde me alojei, sobrepondo-se ao ruído surdo e constante da ventoinha, que permite algum alívio do calor que mesmo durante a noite se sente. Mais tarde o ritmo abrande, sob a pressão do calor e do brilho do intenso sol, onde nem uma nuvem se arrisca a encobrir, tornando os corpos moles e sonolentos, levando as pessoas a refugiarem em sombras tentando aproveitar a ligeira brisa que sempre sopra do Rio Sangker, ao longo do qual se desenvolve a cidade de Battambang, que parece que se esvazia durante a tarde. Pelas cinco horas da tarde recomeça a atividade, de forma mais frenética e vibrante do que de manhã, com os mercados novamente a encherem-se para as habituais compras de alimentos ou de comida já preparada que é uma opção bastante popular, à semelhança do Laos e em particular da Tailândia.

O cento da cidade, à semelhança de outras no Camboja, como Stung Treng e Siem Reap, é assinalado pelo mercado: Psar Nat, o principal da cidade constituído por um pesado edifício de betão de linhas modernas de inspiração arte-nova, em volta do qual se alinham inúmeros vendedores de comida, sendo o seu interior reservado à venda de roupa, artigos de higiene, cabeleireiros, ourives, etc…

É também neste como nos outros mercados existentes na cidade, que se podem fazer refeições simples e económicas, essencialmente à base de sopas de arroz ou de noodles, ou a variante com os mesmo ingredientes mas salteados no wok.

A oferta de snacks, sejam doces ou salgados, é muito maior oferecendo boas alternativas a quem esteja disposto a arriscar algumas das coisas que estão à venda e que dificilmente se conseguem identificar e onde a comunicação em inglês com os vendedores é geralmente impossível. Mas vale a pena arriscar!

Constata-se facilmente que poucas são as pessoas que percorrem as ruas a pé, para além dos forasteiros e dos mendigos, sendo as motas o meio de transporte mais popular, agilizando as deslocações e o facilitando o estacionamento em frente a qualquer local, seja casa, loja ou restaurante, permitindo mesmo que se façam compras sem sequer sair do veículo.

Para os visitantes, a melhor forma de percorrer a cidade é alugando uma bicicleta, o que permite poupar algum esforço para percorrer a ruas da cidade, de uma forma geral largas e desafogadas, por vezes ladeadas de gigantescas árvores, que se dispõem de forma organizada ao longo do rio.

Mercado central da cidade: Psar Nat, em que “psar” significa mercado em khmer
Mercado central da cidade: Psar Nat, em que “psar” significa mercado em khmer
Battambang
Battambang
uma das muitas pontes que cruzam o Rio Sangker, oa fundo da qual se encontra o palácio do Governador, deixado pela colonização francesa
uma das muitas pontes que cruzam o Rio Sangker, oa fundo da qual se encontra o palácio do Governador, deixado pela colonização francesa
Battambang
Battambang
Um dos outros três mercados existentes em Battambang
Um dos outros três mercados existentes em Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Um percurso mais afastado das ruas centrais da cidade de Battambang revela um ambiente mais pacato e rural
Um percurso mais afastado das ruas centrais da cidade de Battambang revela um ambiente mais pacato e rural
Battambang
Battambang
Psar Nat
Psar Nat
Marginal que se desenvolve ao longo do Rio Sangker, e onde ao fim do dia se começa a encher e onde proliferam vários restaurantes, essencialmente dedicados a grelhados. Ao inicio da manhã e ao fim da tarde reúnem-se grupos de pessoas para praticar exercício, sendo a opção mais popular as aulas de aeróbica que põem a população mexer ao som de música vinda de poderosas altifalantes
Marginal que se desenvolve ao longo do Rio Sangker, e onde ao fim do dia se começa a encher e onde proliferam vários restaurantes, essencialmente dedicados a grelhados. Ao inicio da manhã e ao fim da tarde reúnem-se grupos de pessoas para praticar exercício, sendo a opção mais popular as aulas de aeróbica que põem a população mexer ao som de música vinda de poderosas altifalantes
Guest House Tomato (pronuncia-se tô-má-tô), popular entre os backpacker, com quartos a 5$, situada a curta distância do centro de Battambang
Guest House Tomato (pronuncia-se tô-má-tô), popular entre os backpacker, com quartos a 5$, situada a curta distância do centro de Battambang
A minha companhia durante a tarde, que diariamente ocupou a cadeira em frente ao meu quarto, sendo praticamente impossivel de o demover
A minha companhia durante a tarde, que diariamente ocupou a cadeira em frente ao meu quarto, sendo praticamente impossivel de o demover
vista do quarto onde fiquei em Battabang, na Guest House Tomato, e onde a ventoinha serviu de alívio para as horas aqui passadas enquanto me refugiava do calor que esvazia as ruas durante parte do dia
vista do quarto onde fiquei em Battabang, na Guest House Tomato, e onde a ventoinha serviu de alívio para as horas aqui passadas enquanto me refugiava do calor que esvazia as ruas durante parte do dia
Psar Nat
Psar Nat

Siem Reap (Pt)

A cidade de Siem Reap remonta ao século XVI, altura em que o império Khmer dominou o que é hoje o Laos, o Camboja e parte da Tailândia e do Vietnam, cujo nome significa literalmente “derrota de Sião”, nome pelo qual o Reino da Tailândia era designado à época, e que ainda hoje é invocado.

Com a presença francesa a cidade, até então com pouca importância, ganho relevância e passou a ser uma das principais cidades da então chamada Indochina, em especial quando a partir dos anos . Actualmente, Siem Reap é a terceira maior cidade do Camboja com cerca de 800 mil habitantes, devendo o seu crescimento e popularidade à proximidade com os templos de Angkor, que a tornam como base para os visitantes que aqui se deslocam para visitar as ruínas da principal cidade do império Khmer.

Da presença francesa ficaram as ruas dispostas ortogonalmente, amplas e ladeadas de árvores, onde sobressai a zona mais antiga da cidade, localizada junto ao rio que partilha do mesmo nome da cidade, onde os quarteirões são ainda ocupados por edifícios de estilo colonial, originalmente destinados a habitação e comércio, sendo actualmente ocupadas por restaurantes, cafés, bares e lojas, maioritariamente destinadas aos visitantes.

É nesta zona que se situa o chamado Old Market, onde pouco resta da venda de produtos alimentares, sendo quase totalmente ocupada por bancas de venda de artesanato, roupa, acessórios e demais recordações destinadas aos turistas, à semelhança de outros mercados que se encontram nas cidades Chiang Mai, Luang Prabang. Contudo apesar dos artigos vendidos serem em tudo semelhantes aos destas cidades, adquirem aqui a designação de khmer, desde as calças, ao café.

Apesar de actualmente ser a cidade mais turística do país, o que a torna moderna e cosmopolita, Siem Reap mantem uma identidade própria que espelha o que é hoje o Camboja, um país pobre mas orgulhoso.

Siem Reap
Siem Reap
Siem Reap, onde para além do Old Market, existem pelo menos maims três mercados semelhantes, maioritariamente destinados aos visitantes estrangeiros

 

Old Market, onde para além das bancas situadas no seu interior se encontra rodeados de lojas e de restaurantes
Old Market, onde para além das bancas situadas no seu interior se encontra rodeados de lojas e de restaurantes

 

Siem Reap, quarteirão francês

 

Uma das muitos antigos edificios deixados pelo colonialismo francês, hoje em dia funcionado como lojas e restaurantes

 

Old Market, onde para além das bancas situadas no seu interior se encontra rodeados de lojas e de restaurantes
Old Market, onde para além das bancas situadas no seu interior se encontra rodeados de lojas e de restaurantes

 

Uma das melhores formas de conhecer a cidade, que não sendo muito grande ainda se estende por muito para além do centro histórico, é de bicicleta, o que requer alguma adaptação às regras com que a circulação obedece, onde não é raro encontrar motas em sentido contrário
Uma das melhores formas de conhecer a cidade, que não sendo muito grande ainda se estende por muito para além do centro histórico, é de bicicleta, o que requer alguma adaptação às regras com que a circulação obedece, onde não é raro encontrar motas em sentido contrário

 

No meio do quarteirão francês, a rua mais popular e movimentada é sem duvida a chamada "pub street"
No meio do quarteirão francês, a rua mais popular e movimentada é sem duvida a chamada “pub street”

 

Uma das muitas ofertas de entretenimento oferecidas aos visitantes

 

Quarteirão francês de Siem Reap

 

Rio Siem Reap que atravessa a cidade

 

Siem Reap

 

Siem Reap

 

Junto a um dos templos de Siem Reap, vários casais esperam, envergando roupa tradicional Khmer, para efectuarem a tradicional cerimónia que marca o inicio do noivado

 

Alojamento:

Garden Village Guest House

Quartos com e sem casa de banho: vários preços até 18$

Dormitórios: 1$ (ao ar livre+rede mosquiteira), 2.5$ (colchão no chão+rede mosquiteira+ventoinha), 3$

Free wi-fi, bar, restaurant

Aluguer de bicicletas: 1$ ou 2$ (mountain bike)

https://www.facebook.com/GardenVillageGuesthouse

Garden Village Guest House
Garden Village Guest House
Garden Village Guest House
Garden Village Guest House

 

 

 

Benvindo ao Reino do Camboja!

Kingdom of Cambodia

Mais uma fronteira cruzada por terra, a terceira desta viagem, depois da simples mas fisicamente penosa passagem entre da Índia para o Nepal, e depois da pacífica e eficiente mudança da Tailândia para o Laos, com o Mekong como cenário de fundo, chega a vez do Camboja.

Deixando para trás as ilhas pintadas de verde de Si Phan Don, e percorrendo de autocarro cerca de quinze quilómetros, por uma estrada praticamente desértica, que corta quase em linha recta a paisagem seca e árida, chega-se ao posto fronteiriço de Veun Kham-Nakasong, o único existente entre o Laos e o Camboja.

Espera-nos, à saída do autocarro, um conjunto de edifícios dispersos nesta paisagem desolada: uns de aspecto imponente mas desocupados, outros mais rústicos em madeira, onde um funcionário dos serviços de imigração do Laos, nos carimba o passaporte com a data de saída, estando este “serviço” sujeito ao pagamento de uma taxa de 2$ ou de 20.000 kips (o que não é exactamente a mesma coisa, sendo mais favorável o pagamento em dólares).

Segue-se a habitual caminhada a pé, numa fronteira que fica isolada de qualquer povoação, tanto do lado do Laos como do lado do Camboja, cruzando cancelas e pórticos profusamente decorados seguindo o estilo khmer, até se chegar aos serviços de imigração cambojanos, onde um zeloso funcionário nos mede a temperatura, a mim e aos restantes passageiros que efetuaram esta travessia no mesmo autocarro, como forma de despiste da malária e do dengue; o processo é mera formalidade e pouco tem de fiável pois a maioria das pessoas não tinha mais do que 35º, temperatura muito próxima da que se fazia já sentir nessa manhã.

Como eu não estava integrada no grupo que constituía a maioria dos passageiros, que optou por contratar os serviços de uma agência para tratar do processo burocrático, fui encaminhada para os serviços de quarentena: uma mesa, protegida por um toldo de lona; aí depois de avaliada a minha temperatura, e do preenchimento de alguns papéis, e uns quantos carimbos, foi-me cobrada a quantia de 1$ por este serviço, após o qual estava apta a seguir com o processo de obtenção do visto noutro departamento dos serviços de imigração. Constatei depois que este foi um pequeno exemplo do esquema de corrupção pelo qual este posto fronteiriço é famoso, onde muitas vezes é exigida uma quantia superior à legalmente estabelecida.

Depois de mais formulários, carimbos e do pagamento dos 25$ legalmente necessários,  encontrei-me finalmente detentora do visto turístico para visitar o Reino do Camboja, válido por trinta dias.

Apesar de tudo, o processo desenrolou-se com a rapidez, mas a espera prolongou-se por mais de duas horas durante as quais o calor se foi intensificando, servindo de pouco os precários toldos que servem de proteção aos rústicos estabelecimentos situados próximo do posto fronteiriço, uma espécie de restaurantes que pouco mais têm para oferecer do que bebidas e snacks embalados, enquanto eram tratados os vistos dos restantes passageiros.

Seguiu-se a habitual confusão antes de se poder continuar viagem, até toda a gente conseguir perceber efectivamente qual o autocarro em que tinha que entrar em função do destino desejado: a cidade Stung Treng, a mais próxima da fronteira ou a capital, Phnom Penh.

Da parte dos funcionários da empresa de transporte houve o previsível esquema de tentar cobrar algum dinheiro extra a alguns dos passageiros, para além do preço já pago pelo bilhete, argumentado que alguma da bagagem não poderia ser transportada no autocarro e que teria que ficar para trás, provocando mais atrasos e acesa discussão até se conseguir negociar um valor razoável para ambas as partes.

Estes percalços serviram como preparação para enfrentar um país pobre, onde a corrupção marca presença.

Sobre o Laos

Moeda

Nos primeiros dias, a moeda do Laos, o kip, pode ser uma verdadeira dor de cabeça, pelo elevado numero de zeros que se inscreve nas notas resultante da desvalorização da moeda, fazendo com que nada custe menos do que 1000 kips e onde a nota mais pequena é de 500 kips; não existe circulação de moeda em metal…. só papel, donde resultam verdadeiros molhos de notas, que efectivamente pouco valor: por exemplo, uma sopa de noodles, consumida num restaurante de rua custa cerca de 10.000 kips.

Contudo, para compensar esta confusão há a honestidade demonstrada em geral pela população, tanto no que se refere ao preço dos artigos, que nunca está assinalado, como em relação aos trocos, não tendo durante esta estadia tido qualquer suspeita ou desconfiança, para alguém de uma ou outra situação em que a barreira linguística pode ter levado a mal-entendidos…

Mais uma vez, as situações que suscitaram mais desconfiança foram sempre com os condutores de tuk-tuk ou de songthaews, cujo preço tem que ser negociado, mas que mesmo assim é sempre exageradamente elevado, se comparar-mos com o que a população local paga.

Língua

Baseada na língua tailandesa mas sujeita á influência dos países vizinho, o Lao apresenta uma sonoridade e uma grafia distinta. Grafia esta que se estende também à numeração.

Apesar da pouca riqueza e do fraco desenvolvimento que o país apresenta, é bastante fácil encontrar pessoas, em especial nas gerações mais novas, a falarem inglês, pelo menos o essencial para obter informações e ter uma simples troca de palavras, se bem que apesar da simpatia demonstrada é raro alguém da população estabelecer contacto verbal com os estrangeiros, talvez por timidez, talvez por razões culturais que os levam a ser discretos e comedidos nas manifestações sociais, ou talvez porque simplesmente não estão minimamente interessados em saberem de nós, ocidentais.

A preguiça reinou, e a língua tonal não ajudou, a que nesta estadia de trinta dias houvesse disponibilidade para aprender algumas palavras básicas em Lao. Ficou a saudação “sabaydee” e o obrigada “kop chai”.

Economia

Apesar dos quase 237 quilómetros quadrados (cerca de 2.5 vezes maior do que a área de Portugal), o Laos é um país relativamente pequeno, em comparação com a área dos países com que faz fronteira, com excepção do Camboja.

Em termos de população é o que apresenta o menor numero de habitantes, não chegando aos 7 milhões, com 700 mil concentrados na capital, Vientiane, sendo a segunda maior cidade, Pakse somente com 88 mil habitantes, o que representa que grande parte da população se encontra espalhada pelas zonas rurais, e dá relevo à importância que a agricultura mantem no país, que sem acesso ao mar, se encontra sujeito à pressão económica dos países vizinhos, em especial da China e da Tailândia.

Verificam-se muitos investimentos dos países vizinhos e mesmo de outros países europeus e asiáticos, em especial na construção de estradas e pontes.

Os efeitos deixados pelas guerras, tanto contra a colonização francesa, como a intervenção americana durante a guerra do Vietnam, seguido de um regime ditatorial de inspiração comunista, fazem deste país um dos mais pobres do sudoeste asiático, onde a esperança média de vida ronda os 60 anos.

A agricultura é fundamentalmente focada no cultivo de arroz, que se ocupa a maior parte do solo do centro e do Sul do país, sendo a orografia do norte demasiado montanhosa para a produção em larga escala deste cereal. A avaliar pelo devastação que se observa na floresta, em especial no centro e no sul do país, a madeira é também uma importante fonte de rendimento da população, continuando a ser a principal matéria prima usada na construção das casas, e indispensável para a confecção da comida e para aquecimento, nas zonas onde o clima das montanhas faz baixar as temperaturas.

O aumento do turismo, tanto de originário dos países ocidentais como da China e da Tailândia, que tem vindo sempre a crescer nos últimos anos, representa um papel importante na economia deste país com poucos recursos naturais, para além da floresta e dos rios.

Presença Francesa

Dos cerca de sessenta anos que durou a presença francesa no Laos, e que se estendeu ao Camboja e ao Vietname, constituindo a Indochina, ficaram alguns vestígios em termos de arquitectura, não só em termos de edifícios, com as suas típicas portadas de madeira usadas em portas e janelas, mas também no ortogonal desenho das ruas de algumas das cidades.

Mas a língua, que ainda é falada por um elevado numero de pessoas, é sem duvida o maior legado da presença francesa, encontrando-se com frequência inscrita junto a instituições oficiais e culturais, se bem que a nova geração está gradualmente a adaptar o inglês, em especial nas zonas com mais contacto com o turismo.

Em termos de gastronomia, é fácil de encontrar, nas cidades mais cosmopolitas, como Vientiane e Luang Prang uma grande oferta de restaurantes de cozinha francesa, pastelarias e cafés com esplanadas, mas que claramente estão vocacionados para os turistas. O que realmente se democratizou em termos gastronómicos foi sem dúvida o consumo de pão (coisa que na vizinha Tailândia tem pouca expressão) em especial a baguette, e que se pode encontrar à venda em todas as povoações, tanto para ser consumida em casa como vendida em sandes, cujo recheio segue o paladar da comida do Laos, com muitos pedaços de carne, gordura e vísceras, molhos e pastas de porco e peixe.

Escola em Si Phan Don

 

Vientiane

 

Savannaket

 

Champasak

Champasak até Si Phan Don

Objectivo delineado à entrada do Laos: não utilizar meios de transporte turísticos e usar sempre que possível os transportes colectivos nas deslocações no interior do país.

Passados 24 dias desde a minha chegada, objetivo alcançado somente com uma excepção: um percurso efectuado barco, entre Paksé e Champasak, onde já não funcionam as carreiras regulares; os outros percursos de barco, apesar de turísticos continuam a funcionar como meio de transporte da população local.

Esta premissa revelou-se não trazer aqui no Laos qualquer benefício económico, ao contrário da Tailândia, em que era relevante a diferença entre o preço oferecido pelas agências de viagens e o que se conseguia obter na companhia estatal ou mesmo de companhias privadas, se se comprasse o bilhete directamente no terminal de autocarros.

Aqui no Laos, apesar dos autocarros locais serem relativamente baratos, quase sempre deixam os passageiros em terminais, localizados suficientemente longe das cidades, obrigando a recorrer a um tuk-tuk ou a um songthaews para chegar ao centro da povoação ou mesmo para fazer a ligação de autocarro com outro destino; o que obriga a pagar um preço excessivamente alto (nunca menos de 20.000 kips), com pouca possibilidade de negociação, para uma viagem inferior a dez quilómetros. Uma viagem de cerca de 240 quilómetros custa 40.000 kip (cerca de 4€), mas à qual tem sempre que acrescentar mais o custo dos tuk-tuks ou dos songthaews, o que a transforma no dobro.

Posto isto, o dia iniciou-se com o nascer do sol, aproveitando o ar fresco que não dura muito para além das nove horas da manhã, com um percurso de uns três quilómetros, até ao extremo Norte de Champasak, onde atraca o “ferry” que faz a ligação entre as duas margens do Mekong. A designação “ferry” aplica-se a uma plataforma de madeira, toscamente construída, assente sobre o que resta do casco de três barcos, formando uma jangada movida a motor, mas de tamanho suficiente para transportar quatro automóveis. Existe uma outra estrutura mais ligeira, destinada a passageiros e a motos.

Enquanto esta embarcação desliza lentamente pelas esverdeadas águas do rio, observando as suas margens que aos poucos vão ganhando côr, saboreando a brisa fresca do rio e embalada pelo trepidar do barco, chega o odor a erva-príncipe, vinda das sopas que noodles que são vendidas a bordo, por mulheres que transportam ao ombro, penduradas nos extremos de um bambu, duas panelas: uma com o caldo de peixe, e a outra com os noodles e a mistura de menta, hortelã e rebentos de soja.

Foi impossível resistir a esta deliciosa sopa, que se tornou memorável pelo ambiente, tanto natural como humano, e pelo local onde foi consumida, em mais um dos trajectos efectuados pelo Mekong.

Seguisse uma espera de mais de meia hora, sentada na minha mochila à beira da estrada nacional Route13, por um dos muitos autocarros e songthaews, que efectuam a ligação entre Paksé e Si Phan Don, conhecida pelas “quatro mil ilhas” que surgem no meio do Mekong, numa zona onde o rio se alarga mesmo antes de chegar à fronteira com o Camboja.

A viagem até Ban Nakasang, povoação que não oferece mais do que uma rua ao longo da qual se dispõem diversas lojas, a a maioria dedicada a artigos de pesca, e que termina no cais de embarque para as ilhas de Si Phan Don, feita num pouco confortável songthaews, que obriga os passageiros a irem sentados, paralelamente à estrada, frente a frente, onde nunca é respeitado o limite máximo de passageiros nem tão pouco o peso da mercadoria transportada, que tanto pode ir no tejadilho, no estrado metálico que serve de degrau ao veículo, ou no seu interior, tornado a entrada ou a saída de algum passageiros num complexo movimentar de pessoas e carga.

Mas são este tipo de viagens, longe dos herméticos veículos de ar-condicionado, e dos autocarros cheios de ocidentais que invariavelmente iniciam estas viagens com a habitual conversa de viajante, referente ao próximo destino, países por onde passaram, duração da viagem, etc… mas que rapidamente sucumbem ao cansaço e ao desconforto provocado pelo maus estado das estradas, que trazem melhores memórias e mais histórias; onde é possível viajar com a população local, partilhando ao mesmo tempo sorrisos, comida, gestos, num país em que apesar do surpreendente bom nível de inglês que se fala, é ainda uma barreira intransponível para a maioria da população, em especial longe dos meios urbanos.

E surge novamente a sensação de liberdade proporcionada por viajar num veículo tão simples, sem janelas ou portas… sentir os cheiros da terra seca, das pessoas, do arroz acabado de cozer, as espetadas de carne grelhada acompanhadas de stick-rice, que são vendidas aos passageiros cada vez que o veículo para numa povoação de beira-de-estrada… apreciar a brisa, que desalinha o cabelo e que mesmo poeirenta, trás uma bênção de ar fresco.

Após a espera de numero suficiente de passageiros para efectuar a ligação até Don Det, o pequeno barco de madeira movido a motor lá fez a sua curta viagem de menos de dez minutos.

Cais do ferry boat em Champasak
Cais do ferry boat em Champasak pouco depois do nascer do sol

 

Cais de embarque em Champasak onde se pode apanhar o "ferry" que liga as duas margens
Cais de embarque em Champasak onde se pode apanhar o “ferry” que liga as duas margens

 

Champasak
Champasak

 

Champasak
taxi-boat… uma alternativa para atravessar o rio sem esperar pelo ferryboat

 

refeição no ferry durante a travessia do Mekong
refeição no ferry durante a travessia do Mekong

 

Route 13, que liga Vientiane, a capital do Laos, à fronteira com o Cambodja, a sul
Route 13, que liga Vientiane, a capital do Laos, à fronteira com o Cambodja, a sul

 

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songthaew entre Ban Muang, a povoação onde atraca o ferry e Ban Nakasang, onde se pode apanhar outro barco para uma das ilhas de Si Phan Don

 

Cais de embarque em Ban Nakasang
Cais de embarque em Ban Nakasang

Champasak. Wat Phou

Os cerca de oito quilómetros que separam Champasak das ruínas de Wat Phou foram percorridos de bicicleta, ainda de noite de forma a chegar ao Wat Phou a tempo de ver o nascer do sol.

Wat Phou, que em Lao significa Montanha Mosteiro, construído entre os séculos VI e XII, é actualmente um conjunto de ruínas de templos dedicados ao culto de deuses Hindus que juntamente com o Budismo eram venerados pelos Khmers, que dominaram um vasto império que se estendia desde o que actualmente é o Camboja, incluindo o Laos, e estendendo-se até às fronteiras com a Tailândia e com a Birmânia.

Celebra-se na lua-cheia de Fevereiro, o festival Makkha Busa, que apesar de pertencer ao calendário Budista comemorando o primeiro sermão proferido por Buda depois de ter alcançado a iluminação, incluí na sua celebração muitos elementos da religião Hindu, atraindo peregrinos tanto do Laos como da Tailândia, sendo o Wat Phou em Champasak, um dos locais de culto.

Mais do que as ruínas em si, o principal atractivo desta visita acabou por ser a presença dos peregrinos, tanto pelo sentido religioso dado ao local mas também pelo ambiente de festa que rodeia todo o Wat Phou constituído principalmente por restaurantes que desde manhã cedo preparam carne cujo cheiro enquanto é grelhada enche o ar, ao mesmo tempo que se ultimam os preparativos para a festa e se testam as colunas de som.

Wat Phou
Wat Phou

 

Wat Phou
Wat Phou ao nascer do sol

 

Wat Phou
Wat Phou

 

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Um dos linteis que ainda se encontram nas ruínas de Wat Phou atestando a qualidade do trabalho arquitéctónico e decorativo deixado pela presença Khmer

 

Pluméria, árvore com os seus estranhamente troncos despidos de folhas inibidas pela secura do ar, mas que continua a dar flores, pequenas de quatro branca pétalas, de odor muito doce e que foram adoptadas como símbolo do Laos em termos de promoção turística.
Pluméria, árvore com os seus estranhamente troncos despidos de folhas inibidas pela secura do ar, mas que continua a dar flores, pequenas de quatro branca pétalas, de odor muito doce e que foram adoptadas como símbolo do Laos em termos de promoção turística

 

Incensos colocados junto às figuras representando divindades hindus e junto a rochas e árvores
Incensos colocados junto às figuras representando divindades hindus e junto a rochas e árvores

 

Piscinas situadas na planicie que se estende em frente ao que resta do Wat Phou construido durante a presença Khmer na região; ainda envoltas na bruma matinal.
Piscinas situadas na planície que se estende em frente ao que resta do Wat Phou construído durante a presença Khmer na região; ainda envoltas na bruma matinal.

 

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Uma das estátuas do edificio que foi outrora o palácio

 

Wat Phou
Wat Phou

 

Wat Phou
Wat Phou que incluí duas piscinas, associadas à mitologia Hindu

 

um elefante esculpido no granito coberto de fungos, mas datado do século IX, posterior à presença Khmer na região, mas que se mantem como local de culto, junto ao qual se colocam oferendas e se realizam orações
um elefante esculpido no granito coberto de fungos, mas datado do século IX, posterior à presença Khmer na região, mas que se mantém como local de culto, junto ao qual se colocam oferendas e se realizam orações

 

Wat Phou
Wat Phou

 

Gruta de onde constantemente escorre água, mas que nesta época seca não é mais do que umas insistentes gotas de água que é considerada sagrada, sendo recolhida e levada pelo peregrinos em garrafas de plástico
Gruta de onde constantemente escorre água, mas que nesta época seca não é mais do que umas insistentes gotas de água que é considerada sagrada, sendo recolhida e levada pelo peregrinos em garrafas de plástico

 

Wat Phou
Wat Phou

 

Apesar da maioria da população do Laos ser Budista, mantem-se a veneração dos deuses Hindus, em especial durante o festival Makkha Busa, que durante os três dias de duração atrai peregrinos, que visitam o Wat Phou, cronfrindo um ambiente religioso ao local ao mesmo tempo que ao longe os altifalantes com as suas musicas tailandesas espalham o clima de festa
Apesar da maioria da população do Laos ser Budista, mantem-se a veneração dos deuses Hindus, em especial durante o festival Makkha Busa, que durante os três dias de duração atrai peregrinos, que visitam o Wat Phou, cronfrindo um ambiente religioso ao local ao mesmo tempo que ao longe os altifalantes com as suas musicas tailandesas espalham o clima de festa

 

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Escadarias que levam aos templos principais de Wat Phou ladeadas por Plumélias que espalham pelo chão flores brancas

 

Vendedoras ambulantes de sopa de noodles num dos acessos às ruínas
Vendedoras ambulantes de sopa de noodles num dos acessos às ruínas
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

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