• Skip to main content
  • Saltar para o rodapé

Stepping Out Of Babylon

Travel & Photography

  • Sobre mim
    • Contacto
  • Destinos
    • África e Médio Oriente
      • Irão
      • Líbano
      • Marrocos
      • Turquia
    • Extremo Oriente
      • Japão
      • República Popular da China
      • Taiwan (Formosa)
    • Subcontinente Indiano
      • Bangladesh
      • India
      • Nepal
      • Sri Lanka
    • Sudoeste Asiático
      • Camboja
      • Indónesia
      • Malásia
      • Myanmar
      • República Popular do Laos
      • República Socialista do Vietname
      • Singapura
      • Tailândia
  • Itinerários
  • Dicas de viagem
    • Caminhadas & Parques Naturais
    • Comida em Viagem
    • Travessia de Fronteira
    • Vistos
  • Fotografia

Stepping out of Babylon

Como obter visto Indiano em Kathmandu

Recentemente a Índia introduziu o sistema de ‘visa on arrival’ para os seguintes países:

  • Alemanha, Austrália, Brasil, Camboja, Ilhas Cook, Djibouti, Fiji, Finlândia, Indonésia, Israel, Japão, Jordânia, Quénia, Kiribati, Laos, Luxemburgo, Ilhas Marshall, Maurícias, México, Micronésia, Myanmar, Nauru, Nova Zelândia, Ilhas Niue, Noruega, Omã, Palau, Palestina, Papua Nova Guiné, Filipinas, República da Coreia, Rússia, Samoa, Singapura, Ilhas Solomon, Tailândia, Tonga, Tuvalu, UAE, Ucrânia, USA, Vanuatu e Vietnam;
  • válido somente por for 30 dias; com uma única entrada;
  • ‘visa on arrival’ somente está disponível nos seguinte aeroportos: Bangalore, Chennai, Cochin, Delhi, Goa, Hyderabad, Kolkata, Mumbai e Trivendrum;
  • nas fronteiras terrestres é necessário requerer visa antes de entrar no país;
  • este visto não pode ser prolongado.

Como Portugal é um dois países excluídos desta lista é necessário recorrer aos serviços de emigração em Portugal ou em muitos dos países onde a Índia dispõem de serviços diplomáticos, para requerer o visto de turismo.

Pela proximidade e posição geográfica que permite o acesso por terra ou numa curta viagem de uma hora de avião, o Nepal é um dos países frequentemente escolhido quem se encontra na Índia e pretende prolongar a estadia, necessitando de novo, o que vulgarmente se chama de “prolongar o visto”

Para isso é necessário recorrer aos serviços da Embaixada da Índia existentes em Kathmandu; o processo não é difícil mas requer algumas diligências, documentação e cerca de cinco dias úteis.

Documentos necessários:

  • Formulário (extenso e minucioso), disponibilizado no site dos serviços de emigração, que deve ser preenchido on-line (https://indianvisaonline.gov.in/visa/index.html), submetido aos serviços de imigração e depois impresso;
  • Fotografia tipo passaporte com a dimensão de 2 x 2 cm, a cores com fundo branco; outros formatos não serão aceites;
  • Cópia do passaporte (da página de identificação);
  • Cópia do visto nepalês;
  • Cópia do ultimo visto indiano (se aplicável) incluindo as páginas com o carimbos de entrada e de saída.

No formulário on-line o campo ‘current address’ deve ser preenchido com a morada do hotel ou guest house em Kathamndu

O pedido de visto processa-se em 3 passos:

  1. Entregar os documentos na embaixada no horário previsto para o efeito (9 am – 12 pm), assim como proceder ao pagamento da franquia; com a entrega do recibo de pagamento é também definida a data e hora da próxima visita;
  2. Na segunda visita (geralmente 5 dias úteis depois da entrega dos documentos), o passaporte deve ser entregue no serviços, acompanhado do recibo do pagamento;
  3. Na terceira visita (geralmente 1 dia útil depois) o passaporte é devolvido no horário da tarde (5 pm – 5.30 pm)

Duração:

  • a duração do visto depende do número de visitas anteriores;
  • caso se trate do primeiro pedido de visto (ou pelo menos o primeiro no presente passaporte) o visto é de 6 meses, com múltiplas entradas
  • caso se trate de uma renovação, o período concedido no novo visto é geralmente de três meses, válido para uma única entrada.

Custos:

  • Qualquer que seja o visto concedido, três ou seis meses, a franquia é sempre a mesma: 4990 NPR (rupias nepalesas);
  • Caso seja o primeiro pedido geralmente é concedido um visto de 6 meses, com dupla entrada;
  • Caso haja anteriores visto no passaporte o período concedido é geralmente de 3 meses; contudo existem situações em que, sem razão aparente, somente é atribuído um ou dois meses de visto.

Convém chegar à embaixada de manhã bem cedo, mesmo antes da abertura das portas, pois pelas nove da manhã já existe uma fila considerável de pessoas. Depois da abertura das portas, é necessário retirar uma senha numerada de uma máquina automática; dependendo do numero de pessoas a espera pode demorar umas 2 horas.

Depois da entrega dos documentos no primeiro balcão é necessário proceder ao pagamento no balção situado imediatamente ao lado direito, onde nos é entregue um recibo do pagamento e o talão onde é carimbada a data em que se deve proceder à segunda visita para entrega do passaporte.

Caso por algum motivo o visto não seja concedido, o valor pago não será devolvido.

Na falta de algum dos documentos necessário o pedido de visto não será aceite. Caso seja mais alguma cópia existe uma loja de fotografias e de fotocópias mesmo ao lado da embaixada que pratica preços razoáveis.

É aconselhável não comprar bilhetes de bus ou de avião antes de ter o visto pois o processo burocrático é imprevisível e pode demorar mais do que o esperado.

Anteriormente existiu uma regra em que era necessário esperar dois meses para pedir novo visto indiano, mas actualmente esta questão foi ultrapassada sendo possível pedir novo visto logo à chegada ao Nepal.

Address: P.O. Box. 292
336, Kapurdhara Marg, Lainchaur
Kathmandu, Nepal
(near British Embassy – British Council)

Telephone: 977-1-4410900 / 4414990 / 4411699

(24×7, Emergency Contact Number) – 977-1-4423702

Mob. no. 9851107021 (24×7)

Fax No: 977-1-4428279

Site: www.indianembassy.org.np

email: visa.india@nsbi.com.np

 

Working hours (for visa):

Monday – Friday – 9.30 – 12.00

Close on Saturday, Sunday and Public Holidays

Working hours (for info):

Monday – Friday – 9.00 – 17.30

On-line visa application form:

https://indianvisaonline.gov.in/visa/index.html

Horário da Embaixada da Índia em Kathmandu
Horário afixado à entrada da embaixada Indiana em Kathmandu
Lista dos feriados em que a Embaixada da Índia em Kathamandu se encontra encerrada
lista de feriados em 2015 em que a Embaixada Indiana em Kathmandu se encontra encerrada

De Dharamsala até Dalhousie.. de Royal Enfiel

A localização de Dharamsala num dos vales da cadeia montanhosa que caracteriza a paisagem do estado do Himachal Pradesh proporciona um bom ponto de partida para visitar a região adjacente, nomeadamente o vale de Chamba.

A povoação de Dalhousie deve o seu nome ao Lorde inglês com o mesmo nome, que durante o British Raj foi Governador Geral do Punjab, e encontrou aqui um clima mais brando para fugir às tórridas temperaturas do estado vizinho, transformando-se numa espécie de retiro para militares e pessoal administrativo. Situada aos quase 2000 metros de altitude, esta zona oferece Invernos são rigorosos, e mesmo em Março, apesar dos dias limpos de soalheiros as noites são húmidas e quase geladas.

Para além da paisagem pouco há que mereça uma estadia de mais do que uma noite, sendo constituída predominantemente por edifícios modernos, de arquitectura duvidosa que nos remete para paisagens suíças, mas com telhados de chapa metálica, onde os edifícios parecem escorregar pelas íngremes encostas. Contudo, gozando da localização elevada proporcionada pelo topo da montanha, Dalhousie oferece uma ampla vista para os picos cobertos de neve da cordilheira de Dhauladhar, que é a parte mais ocidental dos Himalayas.

O percurso por estradas secundárias, que sinuosamente sobem e descem encostas, deixam para trás as zonas mais planas, onde verdejantes campos de arroz e trigo, pontuados por casas e por onde calmamente pasta gado, surgindo encostas rochosas onde o cinzento do granito aflora por entre a vegetação densa e diversificada onde se destacam os rododendros e os bambus.

Dhauladhar
Dhauladhar
Cordilheira de Dhauladhar, onde os picos estão permanentmente cobertos de neve mas onde os vales e zonas mais baixas oferecem obrigo para povoações e agrigultura.
Cordilheira de Dhauladhar, onde os picos estão permanentmente cobertos de neve mas onde os vales e zonas mais baixas oferecem obrigo para povoações e agrigultura.
paragem numa das incaracterísticas povoações que surgem à beira da estrada, geralmente em cruzamentos, que pouco mais oferecem do que um pequeno mercado de frutas e legumes, refeições ligeiras e um punhado de lojas para satisfação das necessidades básicas da população local, fortemente virada para a agricultura- Banca de venda de amendoins, grão e lentilhas tostadas, salgadas ou picantes.
paragem numa das incaracterísticas povoações que surgem à beira da estrada, geralmente em cruzamentos, que pouco mais oferecem do que um pequeno mercado de frutas e legumes, refeições ligeiras e um punhado de lojas para satisfação das necessidades básicas da população local, fortemente virada para a agricultura- Banca de venda de amendoins, grão e lentilhas tostadas, salgadas ou picantes.
Entre Dharamsala e Chamba os vales são muitas das vezes serpenteados por rápidos rios de claras e geladas águas
Entre Dharamsala e Chamba os vales são muitas das vezes serpenteados por rápidos rios de claras e geladas águas
as poucas povoações atravessadas não oferecem muitas opções para refeições, conseguindo-se contudo um prato de arroz com lentilhas e caril, servido em mesas corridas protegidas por um telhado de chapa, num dos dhabas de beira de estrada, pouco habituados a receber estrangeiros, mas onde uma refeição fica por menos de 80 rupias
as poucas povoações atravessadas não oferecem muitas opções para refeições, conseguindo-se contudo um prato de arroz com lentilhas e caril, servido em mesas corridas protegidas por um telhado de chapa, num dos dhabas de beira de estrada, pouco habituados a receber estrangeiros, mas onde uma refeição fica por menos de 80 rupias
nos vales concentram-se as povoações, rodeadas de verdes campos agrícolas e gado
nos vales concentram-se as povoações, rodeadas de verdes campos agrícolas e gado

Alojamento:

Em Dalhousie existem inúmeras opções de alojamento, centenas de hotéis e guest houses, mas pouco atractivas para backpackers, sendo o standard mais elevado e focado no turismo indiano de classe média e média-alta.

Mesmo as poucas guest houses que se podem encontrar na povoação de Dalhousie cobram preços demasiado elevados oferecendo quartos sujos e bafientos. Apesar de Março ainda não ser época alta e de os hotéis estarem praticamente vazios foi i possível negociar o preço, verificando-se uma espécie de ‘acordo’ entre os vários hotéis de forma a cobrarem valores demasiados elevados aos visitantes estrangeiros.

Perante este desolador cenário a escolha recaiu para o Hotel Monal, com um quarto duplo, com casa de banho a 800 rupias, que se apresentou com melhores condições e um pouco de simpatia, numa povoação onde, por motivo desconhecido, muitos dos hotéis se recusam a receber estrangeiros, dizendo estarem lotados, qd na verdade nem um só quarto está ocupado….!!!!

Hotal Monal. Contactos
Hotal Monal. Contactos

Onde comer:

Quanto a restaurantes a oferta é vasta, tendo a escolha recaído para o Sher-e-Punjab Restaurant, que serve em ambiente mais sofisticado a tradicional gastronomia do Punjab, bem confecionada e servida com simpatia ao som dos kirtan, músicas sagradas emitidas pelo canal Sikh onde os televisores estão sintonizados.

Restaurante Sher-e-Punjab, um dos três com o mesmo nome situados lado a lado, o que é normal na Índia, onde é possível abrir uma loja, restaurante ou guest house, com o mesmo nome, mesmo ao lodo do negócio original, sem que dai venha qualquer ilegalidade ou constrangimento. De entre todos este pareceu ser o ‘original’.

Restaurante Sher-e-Punjab, um dos três com o mesmo nome situados lado a lado, o que é normal na Índia, onde é possível abrir uma loja, restaurante ou guest house, com o mesmo nome, mesmo ao lodo do negócio original, sem que dai venha qualquer ilegalidade ou constrangimento. De entre todos este pareceu ser o ‘original’.

Transportes:

Dalhousie pode ser alcançada numa viagem de bus desde Dharamsala, que demora cerca de 6 horas.

Contudo a opção foi o aluguer de mota, o que proporciona mais liberdade para percorrer estradas secundarias, que serpenteiam pelo meio das montanhas. Parte das estradas está em boas condições mas a maioria, apesar de pavimentada apresenta muitas irregularidades, tornado o percurso lento e desconfortável, obrigando a paragens para descanso que oferecem magníficas paisagens.

Aluguer de Royal Enfiel: 1000 rupias/dia

Custo de gasolina: 70 rupias/litro (preço variável)

Melhor altura para visitar:

Apesar do tempo primaveril, algumas estradas podem estar cortadas, nos pontos mais altos, pela neve, o que obriga a desviar por percurso menos interessantes e mais movimentados.

Esta região de Chamba, assim como Dharamsala, oferecem duas alturas propícias aos visitantes:

  • entre meados de Março ao inicio de Junho
  • de Setembro até final de Outubro

De Novembro a Fevereiro as temperaturas são baixas e grande parte de hotéis, restaurantes e lojas encontram-se fechados. Junho, Julho e Agosto é a época das monção, sendo a constante e intensa chuva pouco convidativa a percurso nas sinuosas estradas de montanha.

Dharamsala… revisited

O chilrear das pequenas aves que se ouve logo que os primeiros raios de sol surgem por trás das montanhas, anunciam o fim do chuva que durante dois dias escureceu o vale de Daramkot, trazendo gelo, granizo e frio mas deixando um manto branco no cimo das montanhas mais próximas, da cordilheira de Dhauladar, parte da cadeia montanhosa que constitui os Himalayas.

Este é o cenário de uma povoação dispersa ao longa da encosta numa época que antecede a primavera que para além dos dias amenos e primaveris trás consigo centenas de visitantes que procuram refúgio do calor do sul da Índia, acordando e dando vida à sonolenta Daramkot e à despovoada Bagshu.

Menos calma pela presença da comunidade Tibetana, a vila de McLeod Ganj, mantem a calma rotina, somente interrompida pelo afluxo de visitantes oriundos essencialmente de Delhi e do estado vizinho do Punjab, que nos fins-de-semana entopem as estreitas ruas, de um frenesim urbano em busca do exotismo das montanhas coroadas de neve.

Não sendo esta a primeira estadia por estas paragens, houve tempo de rever locais, encontrar diferenças, notar ausências e encontrar novidades. Houve tempo para assistir aos ‘teachings’ do Dalai Lama, para saborear os momo em versão street-food, para descobrir novos percurso pelas encostas das montanhas, praticar yoga no HIYC, assistir a palestras budistas no Centro Tushita e fazer o curso de meditação Vipassana.

Weather report/forecast: http://mcleodganj-weathergeek.blogspot.in/

das encontras de Daramkot avista-se o vale por onde se espalha a povoação de Dharamsala, que Março acorda geralmente envolta numa espessa neblina
das encontras de Daramkot avista-se o vale por onde se espalha a povoação de Dharamsala, que Março acorda geralmente envolta numa espessa neblina
de McLeod Ganj existem várias opções para chegar a Daramkot, sendo o caminho pedonal pela encosta poente o mais calmo e o que proporciona uma atmosfera mágica envolto pela densa floresta de coníferas
de McLeod Ganj existem várias opções para chegar a Daramkot, sendo o caminho pedonal pela encosta poente o mais calmo e o que proporciona uma atmosfera mágica envolto pela densa floresta de coníferas
encosta onde se encontra Daramkot
encosta onde se encontra Daramkot
Daramkot ainda conserva o ambiente rural mas que aos poucos vai sendo substituído pelo cimento de mais guest houses e restaurantes
Daramkot ainda conserva o ambiente rural mas que aos poucos vai sendo substituído pelo cimento de mais guest houses e restaurantes
Daramkot: em Março os campos de trigo ainda estão verdes longe das colheitas que começas em meados de Maio
Daramkot: em Março os campos de trigo ainda estão verdes longe das colheitas que começas em meados de Maio
Daramkot
Daramkot
no cruzamento principal de McLeod Ganj reunem-se diariamente homens vindos do estado vizinho de Kashmir para o comercio de frutos secos e de açafrão
no cruzamento principal de McLeod Ganj reunem-se diariamente homens vindos do estado vizinho de Kashmir para o comercio de frutos secos e de açafrão
Bilheteira da companhia local de transportes, a HRTC
Bilheteira da companhia local de transportes, a HRTC

Alojamento:

…. centenas de opções desde hotéis, guest houses e quartos em casas particulares dos habitantes locais… mais perto da povoações, mais perto da montanha, com acesso por estrada ou por caminhos pedonais… mas calmas ou mais ‘animadas’…

Pink Guest House, em Upper Daramkot, com quartos entre as 300 e 500 rupias, variando de acorcom o tamanho e com o facto de terem ou não casa-de-banho partilhada. No wi-fi.
Pink Guest House, em Upper Daramkot, com quartos entre as 300 e 500 rupias, variando de acordo com o tamanho e com o facto de terem ou não casa-de-banho partilhada.

Pink House: quartos desde 300 rupias (com casa de banho partilhada) até 500 rupias para quarto duplo com casa de banho; contudo este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); alguns quartos com cozinha cujo aluguer diário é de 600 rupias; no Wi-fi 🙁 Para quem pretende ficar por longas temporadas, mais do que um mês, o preço pode ser negociado.

Kamal Guest House à frente da qual está o simpático Rajesh, que para além dos quartos dispões também de restaurante, onde se destaca o delicioso ‘kitchari’, um básico prato da cozinha indiana, uma mistura de arroz, lentilhas e vegetais servido numa versão mais próxima de uma sopa cremosa. A Kamal Guest House situa-se em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. Wi-fi free and good
Kamal Guest House à frente da qual está o simpático Rajesh, que para além dos quartos dispõe também de restaurante, onde se destaca o delicioso ‘kitchari’, um básico prato da cozinha indiana, uma mistura de arroz, lentilhas e vegetais servido numa versão mais próxima de uma sopa cremosa. A Kamal Guest House situa-se em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center.

Kamal Guest House: 300 rupias por quarto individual com casa de banho; mas este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); free and good Wi-fi

Conifer Lodge. Mesmo ao lado da Kamal Guest House, em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. Wi-fi free
Conifer Lodge. Mesmo ao lado da Kamal Guest House, em Daramkot, junto ao Himalayan Iyengar Yoga Center. 300 rupias por quarto individual com casa de banho. Wi-fi free

Conifer Lodge: 300 rupias por quarto individual com casa de banho; mas este valor pode subir rápidamente assim que se aproxima a época-alta (especialmente em Maio); quartos pequenos e básicos. Um apartamento disponível. free Wi-fi

Onde comer:

É vasta a oferta em termos de restaurantes, quer em Daramkot, Bagshu ou em McLeod Ganj, sendo esta ultima a que reúne as melhores opções em termos qualidade, sobressaindo a deliciosa comida Tibetana, à base de momos, sopa de noodles e o tradicional thenduk.

Para comida ao estilo indiano, mais concretamente ao estilo do Punjab e com a presença das especialidades de Amritsar a melhor opção é sem duvida Bagshu.

Para Daramkot ficam os restaurantes que servem o habitual mix de comida ocidental, indiana, mexicana, chinesa e israelita, mas onde se podem encontrar boas pizzas… contudo não se destaca nenhum em particular.

Trimurti Garden: restaurante onde também aluga quartos, mas cuja disponibilidade depende dos cursos de yoga e outras actividades que têm lugar no Trimurti Garden. A comida, num misto de opções de comida ocidental com alternativas de comida indiana, mas cozinhada com a suavidade do ‘gosto’ ocidental, onde são valorizados produtos biológicos e orgânicos. Bom café, bons bolos e variadas opções para pequeno-almoço, onde o pão home-made, é acompanhado por compotas caseiras.
Trimurti Garden: restaurante onde também aluga quartos, mas cuja disponibilidade depende dos cursos de yoga e outras actividades que têm lugar no Trimurti Garden. A comida, num misto de opções de comida ocidental com alternativas de comida indiana, mas cozinhada com a suavidade do ‘gosto’ ocidental, onde são valorizados produtos biológicos e orgânicos. Bom café, bons bolos e variadas opções para pequeno-almoço, onde o pão home-made, é acompanhado por compotas caseiras.
restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj; vegetariano, que para além do menu apresenta para cada dia da semana um ‘special set’ por 200 rupias. Comida deliciosa servida num bom ambiente.
restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj; vegetariano, que para além do menu apresenta para cada dia da semana um ‘special set’ por 200 rupias. Comida deliciosa servida num bom ambiente.
uma das opções do restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj
uma das opções do restaurante japonês Lung Ta em McLeod Ganj
‘Coffee Meal’ espaço minimalista mas acolhedor, situada na rua principal de McLeod Ganj, mas afastado da confusão, com uma varanda com vista para as montanhas. Deliciosos bolos, bom café, wi-fi e o simpático serviço fazem deste espaço um dos locais de eleição. Partilha a entrada com a Shambhala Guest House.
‘Coffee Meal’ espaço minimalista mas acolhedor, situada na rua principal de McLeod Ganj, mas afastado da confusão, com uma varanda com vista para as montanhas. Deliciosos bolos, bom café, wi-fi e o simpático serviço fazem deste espaço um dos locais de eleição. Partilha a entrada com a Shambhala Guest House.
varanda do ‘Coffee Meal’ com vista para as montanhas de Dhauladar que em Abril ainda em espesso manto de neve
varanda do ‘Coffee Meal’ com vista para as montanhas de Dhauladar que em Abril ainda em espesso manto de neve

Transportes:

Amritsar – Dharamsala: não existindo estação de comboios em Dharamsala, a estação mais próximo é na pouco atractiva cidade de Pathankot no extremo norte do estado do Punjab. Daqui é necessário ir até ao terminal de bus, recorrendo a uma viajem em tuk-tuk. Para evitar transbordos a alternativa é efectuar o percurso entre Amritar e Dharamsala em autocarro público, pois não se encontram disponíveis serviços turísticos, sendo geralmente necessário efectuar transbordo no terminal de bus de Pathankot.

Contudo, existe um autocarro directo que parte do terminal em Amritsar pelas 12 horas, sendo conveniente chegar mais cedo para reservar um bom lugar, pois os veículos são velhos, desconfortáveis e o percurso no estado de Himachal Pradesh, para além de sinuoso, não oferece uma estrada em boas condições.

  • Bus: Amritsar – Dharamsala: a viagem, de pouco mais de 200 quilómetros demora entre 5 a 6 horas. Custo: 240 rupias.

Delhi – Dharamsala: Os autocarros partem do Terminal de Bus (Maharana Pratap Inter-state Bus Terminal – ISBT) situado junto a Majnu Ka Tilla, o bairro tibetano em Delhi, e servido pela estação de Metro “Kashmiri Gate”. É possível adquirir bilhetes nas muitas agências de viagens de Pahar Ganj, com alguns autocarros a iniciarem serviço perto desta zona ou perto de Old Delhi Train Station.

  • Bus: Delhi – Dharamsala: cerca de 12 horas de viagem, geralmente efectuadas de noite, que pode ser em autocarro local ou serviço turístico, com o preço a variar entre 550 e 1200 rupias, conforme o grau de conforto.

Para a viagem: McLeod Ganj – Delhi (Maharana Pratap Inter-state Bus Terminal – ISBT) existem diversas opções, todos efectuando a viagem de noite:

  • Os autocarros da companhia local HRTC (Himachal Road Trasnport Corporation), que constituem a opção mais barata, com várias versões dependendo da qualidade e sofisticação dos veículos, tendo em atenção que parte da estrada é de montanha o que exclui uma viagem confortável. Nestes veículo é raro encontrar estrangeiros. Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira existente na praça principal de McLeod Ganj, não sendo necessário grande antecedência a não ser que se queira reservar um lugar especifico, o que dado o mau estado da estrada e da suspensão do veículo é de todo recomendável escolher um lugar na parte da frente do autocarro.
  • Os chamados turísticos, onde os preços variam entre 800 e 1200 rupias, em função do conforto e da arco do veículo, sendo os ‘Volvo’ os mais caros. Existem muita empresas e por isso não é difícil arranjar bilhete, que pode ser adquirido nas muitas agências de viagens que se encontram em McLeod Ganj, Daramkot ou Bagshu.

Mais alternativas em termos de horários são possíveis a partir de Dharamsala.

horários e preços dos autocarros de McLeod Ganj to Delhi
horários e preços dos autocarros de McLeod Ganj to Delhi
existem várias opções para efectuar a viagem de regresso a Delhi, sendo a mais barata os autocarros decrépitos da companhia de transportes local, a HRTC, que para além se serviços de longo curso efectua também a ligação entre as diversas cidades, vilas e aldeias do estado de Himachal Pradesh
existem várias opções para efectuar a viagem de regresso a Delhi, sendo a mais barata os autocarros decrépitos da companhia de transportes local, a HRTC, que para além se serviços de longo curso efectua também a ligação entre as diversas cidades, vilas e aldeias do estado de Himachal Pradesh
de entre as muitas opções de ‘autocarros turísticos’ explorados por empresas particulares. O melhor veículo a efectuar este serviço pertence à Bholenath, um Volvo novo que sai de McLeod Ganj pelas 6 pm
de entre as muitas opções de ‘autocarros turísticos’ explorados por empresas particulares. O melhor veículo a efectuar este serviço pertence à Bholenath, um Volvo novo que sai de McLeod Ganj pelas 6 pm
.... claro que nem todos os ‘volvo’ são efectivamente ‘volvo’ ;)
…. claro que nem todos os ‘volvo’ são efectivamente ‘volvo’ 😉

Melhor altura para visitar:

Apesar do tempo primaveril, algumas estradas podem estar cortadas, nos pontos mais altos, pela neve, o que obriga a desviar por percurso menos interessantes e mais movimentados.

Esta região de Dharamsala, oferece duas alturas propícias aos visitantes:

  • entre meados de Março ao inicio de Junho
  • de Setembro até final de Outubro

De Novembro a Fevereiro as temperaturas são baixas e grande parte de hotéis, restaurantes e lojas encontram-se fechados. Junho, Julho e Agosto é a época das monção, sendo a constante e intensa chuva pouco convidativa a percurso nas sinuosas estradas de montanha.

Golden Temple. Guru-ka-Langar

Guru-ka-Langar… este é sem duvida um dos locais mais fascinante do Golden Temple: a gigantesca cantina e respectiva cozinha. Um mundo de permanente actividade que funciona 24 horas por dias, baseado exclusivamente no trabalho de voluntários e que revela um elevado grau de organização e eficiência pelo qual os Sikhs são conhecidos.

Em números esta cantina serve cerca de 60 mil refeições diariamente (podendo duplicar o número em celebrações especiais) totalmente grátis, a todos os visitantes, sejam peregrinos ou simplesmente turistas, independentemente de religião, casta ou sexo. Este conceito de igualdade, onde a comida é igual para todos, servida no mesmo local e onde a refeição é partilhada entre estranhos, é um dos princípios base da religião Sikh, onde foi abolido o sistema de castas pelo terceiro guru Amar Das, no século XVI.

A refeição é simples variando pouco, sendo baseada num dhal de lentilhas escuras acompanhado de chapatis, sendo por vezes servido um sabji, caril de legumes, ou arroz. Para terminar a refeição é também servido um morno uma espécie de arroz doce, mais liquido, cozinhado em leite e açúcar e aromatizado com cardamomo.

A refeição é servida num amplo espaço, desprovido de mobília, com os peregrinos e visitantes sentados no chão sobre tapetes de juta, com o respectivo prato, colher e taça dispostos no chão em frente a cada um. Vários funcionários, transportando baldes vão servindo a comida nos pratos, sendo que os chapatis devem ser recebidos com as duas mãos em forma de concha em sinal de gratidão e respeito. Um carrinho com um engenhoso sistema despeja água as taças que se encontram no chão.

Finda a refeição, cada um leva prato e utensílios usados e encaminha-se para a zona das lavagens, enquanto na cantina se segue a rápida e eficiente operação de limpeza do chão preparando o espaço para o grupo seguinte.

Em diversas zonas do templo e até mesmo junto à principal entrada está disponibilizada água potável, servida em taças que são zelosamente mantidas limpar por voluntários.

Junto à entrada da cantina é servido, também em taças metálicas o indispensável chai, quente e doce, que se bebe no fim da refeição ou em qualquer outra altura do dia como motivo para uma pausa na intensidade que é a visita ao Golden Temple.

Como todo o trabalho no Golden Temple é baseado no generosidade do trabalho de centenas de voluntários, todos os visitantes, sejam peregrinos ou turistas, são convidados a participar nas diversas tarefas, em especial as que não envolvem conhecimentos específicos, como lavar a loiça, descascar alho e batatas, preparar legumes, distribuir e receber loiça, servir comida, limpar o chão, barrar ghee nos chapatis, transportar alimentos, etc… a opção mais atrativa e popular entre os estrangeiros é o fabrico de chapatis, não no processo semi-industrializado mas numa outra zona onde são produzidos manualmente por dezenas de pessoas.

Milhares de pratos esperam os visitantes à entrada da cantina, a Guru-ka-Langar
Milhares de pratos esperam os visitantes à entrada da cantina, a Guru-ka-Langar
Dado o elevado número de visitantes foi necessário criar uma zona extra de produção de chapatis, que são indispensáveis numa refeição em especial no norte da Índia. O sistema funciona numa espécie de linha de montagem, onde numa extremidade é colocada a massa de pão, e na outra saem os chapatis já prontos, depois de dividida a massa, estendida e cozinhada num forno a gás. No final fica o trabalho manual de barrar estes pães com ghee
Dado o elevado número de visitantes foi necessário criar uma zona extra de produção de chapatis, que são indispensáveis numa refeição em especial no norte da Índia. O sistema funciona numa espécie de linha de montagem, onde numa extremidade é colocada a massa de pão, e na outra saem os chapatis já prontos, depois de dividida a massa, estendida e cozinhada num forno a gás. No final fica o trabalho manual de barrar estes pães com ghee
Grupos de pessoas aglomeram-se à porta da cantina esperando o fim do turno anterior, para tomarem a refeição, cada um com o respectivo prato, taça e colher, que no final é levado para a zona das lavagens
Grupos de pessoas aglomeram-se à porta da cantina esperando o fim do turno anterior, para tomarem a refeição, cada um com o respectivo prato, taça e colher, que no final é levado para a zona das lavagens
na cantina do Golden Temple centenas de refeição são servidas em cada ‘turno’ que não demora mais do que dez a quinze minutos, terminado o qual se procede à limpeza do espaço para dar lugar a mais pessoas que aguardam ordeiramente à entrada
na cantina do Golden Temple centenas de refeição são servidas em cada ‘turno’ que não demora mais do que dez a quinze minutos, terminado o qual se procede à limpeza do espaço para dar lugar a mais pessoas que aguardam ordeiramente à entrada
trabalhar voluntariamente no Golden Temple para beneficio de todos faz parte das boas práticas dos peregrinos, que se juntam às dezenas e durante horas descascam batatas, olhos e cebolas e preparam legumes para as refeições servidas na cantina
trabalhar voluntariamente no Golden Temple para beneficio de todos faz parte das boas práticas dos peregrinos, que se juntam às dezenas e durante horas descascam batatas, olhos e cebolas e preparam legumes para as refeições servidas na cantina
terminada a refeição, pratos, taças e colheres são entregues na zona de lavagem, onde trabalham em simultâneo dezenas de pessoas; o manusear apressado de pratos e utensílios metálicos faz um barulho estridente e incessante
terminada a refeição, pratos, taças e colheres são entregues na zona de lavagem, onde trabalham em simultâneo dezenas de pessoas; o manusear apressado de pratos e utensílios metálicos faz um barulho estridente e incessante
Milhares de chapatis são servidos diariamente na cantina do Golden Temple, que funciona 24 horas por dia, servindo refeições a todos os visitantes, sejam peregrinos ou turistas, independentemente de religião ou credo
Milhares de chapatis são servidos diariamente na cantina do Golden Temple, que funciona 24 horas por dia, servindo refeições a todos os visitantes, sejam peregrinos ou turistas, independentemente de religião ou credo
Praparação do chai (chá com leite) na cozinha da Guru-ka-Langar
Praparação do chai (chá com leite) na cozinha da Guru-ka-Langar
Gigantescas panelas em ferro na cozinha da Guru-ka-Langar, onde dhal e baji (basicamente estufado de legumes) são cozinhados
Gigantescas panelas em ferro na cozinha da Guru-ka-Langar, onde dhal e baji (basicamente estufado de legumes) são cozinhados
Pausa para chai de um dos voluntários responsáveis pela confecção de comida
Pausa para chai de um dos voluntários responsáveis pela confecção de comida

Golden Temple

Não sendo a capital do estado do Punjab, que é a pouco turística Chandigarh, Amritsar é sem duvida a cidade mais popular, tendo-se tonado famosa devido ao Golden Temple, principal local de culto dos Sikhs, grupo religioso minoritário na Índia, formado no século XV, a partir dos princípios da religião hindu com a qual partilha o vegetarianismo e a crença na reencarnação, mas que apresenta contornos próprios, ignorando o tradicional panteão de deuses e deusas, a astrologia, ignorando o sistema de castas, a descriminação entre sexos, respeitando outros credos e religiões, mas elegendo somente um deus, Sat, ou a ‘Verdade’.

O movimento foi fundado pelo Guru Nanak, ao qual se seguiram outros dez gurus, ao qual se junta o ultimo guru, designado por Guru Granth Sahib, que não é mais do que o livro que reúne escritos sagrados, redigido por anteriores gurus, sendo a designação de ‘guru’ dada aos líderes espirituais que fundaram ou se destacaram ao longo da história do sikhismo, seja pelas santidade, pelas guerras em defesa da religião, em especial contra os Mongóis, pelos cânticos e escritos sagrados, pelas obras deixadas, como é o caso da fundação da cidade de Amirtsar e a posterior construção do Golden Temple

Sendo a religião maioritário do estado do Punjag, e a quarta religião na Índia em numero de crentes (cerca de 1.9%) o sikhismo encontra-se espalhado um pouco por toda a Índia, sendo mais notório no norte do país. Fáceis de identificar pelos coloridos turbantes que escondem longos e pelas orgulhosas barbas, que segundo os princípios da religião nunca devem ser cortados (kesh). A este juntam-se mais quatro princípios que formam os 5 K’s: o pente que sempre trazem consigo (kangha), a espada pendurada à cintura (kirpan), a pulseira de aço (kara), um espécie de calções folgados usados como roupa interior (kacchera).

Tendo abolido o sistema de castas, os Sikhs substituíram os tradicionais apelidos hindus, pelo nome Singh, que significa leão, no caso dos homens, e Kaur, que significa princesa, para apelido das mulheres.

O Golden Temple, designa genericamente o conjunto formado por templos, tanque sagrado, cantina, dormitórios, e demais edifícios, é um dos locais obrigatórios de peregrinação para os seguidores da religião Sikh, a qual inclui um banho nas águas consideradas sagradas, que rodeiam o Harmandir, edifício coberto de dourado, construído no fim do século XVI pelo Guru Arjan Dev, que capta todas as atenções de quem visita o local, seja com o intuito religioso ou somente como visitante.

Apesar do brilho dourado que emana das paredes exteriores do Golden Temple, todo o espaço está artisticamente decorado, tanto ao nível das paredes como dos pavimentos que rodeiam todo o lago sagrado, o Amrit Sarovar, sendo impossível não reparar nos detalhados desenhos criados por diferentes tipos de pedras, cujas cores e texturas entalhadas na brancura do mármore, fazem sobressair complexos desenhos geométricos e elaborados motivos florais.

Junto às águas sagradas do lago Amrit Sarovar, encontra-se a ‘Jubi Tree’, árvore plantada à 450 anos, que se acredita ter poderes especiais, sendo local privilegiado para celebração de acordos de casamento, dado que a sua sombra proporciona boa sorte.

Em todos os espaços do templo ouvem-se os cânticos sagrados, shabad kirtan, que são entoados durante todo o dia, acompanhados por músicos, que se concentram em volta do livro sagrado, o Adi Granth, que se encontra no piso inferior do Golden Temple, que durante o dia é lido por sacerdotes – granthis -, e que à noite é transportado num ritual cerimonioso num paladim de ouro e prata, para repousar noutro edifício.

As hipnóticas melodias que enchem todo o espaço, criam um ambiente harmonioso e calmo, que convida à introspecção e à meditação, entoam louvores estreitando o caminho entre homens e Deus. Em gigantesco painéis electrónicos que se encontram nos quatros cantos do templo, surgem as palavras entoadas, escritas em três línguas: punjabi, hindi e inglês.

Distribuídos pelos diversos edifícios disposto em volta do lago sagrado, outros sacerdotes, de longas e respeitosas barbas, protegidos por janelas de vidro, leem durante o dia escrituras sagradas, indiferentes aos muitos peregrinos que se aglomeram em frente, tocado na brancura do mármore em modo de bênção e deixando o respectivo donativo em dinheiro.

Para além destes locais religiosos, o complexo do Golden Temple inclui também uma gigantesca cantina – Guru-ka-Langar – que por si só constitui um fenómeno e eficiência e reflecte muitos dos princípios igualdade e humildade da religião e da eficiência que caracteriza os Sikhs. (ver post seguinte)

O lago artificial que rodeia o edifício principal do conjunto dominado por Golden Temple, onde carpas beneficiam da generosidade dos peregrinos, proporciona uma atmosfera calma a tranquila, onde a música e os cânticos sagrados (shabad kirtan) contribuem para harmonia que domina o espaço
O lago artificial que rodeia o edifício principal do conjunto dominado por Golden Temple, onde carpas beneficiam da generosidade dos peregrinos, proporciona uma atmosfera calma a tranquila, onde a música e os cânticos sagrados (shabad kirtan) contribuem para harmonia que domina o espaço
Golden Temple rodeado pelo tanque sagrado Amrit Sarovar
Golden Temple rodeado pelo tanque sagrado Amrit Sarovar
Golden Temple
Golden Temple
De acordo com a crença Sikh, as águas do Amrit Sarovar, são sagradas e o banho nesta piscina ou uns salpicos sobre a cabeça têm uma função purificadora, fazendo parte do itinerário de um peregrino
De acordo com a crença Sikh, as águas do Amrit Sarovar, são sagradas e o banho nesta piscina ou uns salpicos sobre a cabeça têm uma função purificadora, fazendo parte do itinerário de um peregrino
a cozinha do Golden Temple, a Guru-ka-Langar, serve mais de 60 mil refeições diáriamente, o que obriga à produção de milhares de chapatis, existindo para tal uma zona onde são feitos manualmente e outra, mais moderna, onde se recorre a maquinaria simples para a sua produção, sendo contudo necessária mão humana para espalhar o ghee (manteiga clarificada) sobre cada um dos chapatis produzidos
a cozinha do Golden Temple, a Guru-ka-Langar, serve mais de 60 mil refeições diáriamente, o que obriga à produção de milhares de chapatis, existindo para tal uma zona onde são feitos manualmente e outra, mais moderna, onde se recorre a maquinaria simples para a sua produção, sendo contudo necessária mão humana para espalhar o ghee (manteiga clarificada) sobre cada um dos chapatis produzidos
todo o trabalho realizado no templo, quer seja nas limpezas, na preparação de alimentos, na lavagem de pratos, na cantina e na organização em geral é feito por voluntários; um dos voluntários na cozinha do Golden Temple, que cujas vestes azuis e açafrão os identificam como ‘nihangs’ seguidores do guru Gobind Singh
todo o trabalho realizado no templo, quer seja nas limpezas, na preparação de alimentos, na lavagem de pratos, na cantina e na organização em geral é feito por voluntários; um dos voluntários na cozinha do Golden Temple, que cujas vestes azuis e açafrão os identificam como ‘nihangs’ seguidores do guru Gobind Singh
o espaço em volta do tanque sagrado proporciona local de passeio onde muitos visitante e peregrinos deambulam ou simplesmente descansam sob as arcadas sombrias que circundam o espaço
o espaço em volta do tanque sagrado proporciona local de passeio onde muitos visitante e peregrinos deambulam ou simplesmente descansam sob as arcadas sombrias que circundam o espaço
um dos guardas que vigia o espaço, envergando as características cores azul e açafrão
um dos guardas que vigia o espaço, envergando as características cores azul e açafrão
conforme a altura do dia, seja com a luz suave do nascer do sol, com a intensidade do dia, ou com o calor das cores do fim de tarde o Golden Temple absorve todas as atenções, com os seus cambiantes de cores
conforme a altura do dia, seja com a luz suave do nascer do sol, com a intensidade do dia, ou com o calor das cores do fim de tarde o Golden Temple absorve todas as atenções, com os seus cambiantes de cores
a arquitectura do espaço e a calma que domina o espaço, combinada com a melodia dos ‘kirtan’, proporcionam uma atmosfera relaxante e acolhedora
a arquitectura do espaço e a calma que domina o espaço, combinada com a melodia dos ‘kirtan’, proporcionam uma atmosfera relaxante e acolhedora
Golden Temple
Golden Temple
Golden Temple
Golden Temple

Regras

  • Tabaco, álcool e drogas de qualquer tipo são estritamente proibidas no templo assim como nas gurudwaras
  • Antes de se tocar na comida, seja à refeição ou na preparação de alimentos, ou até mesmo antes de entrar na cozinha é necessário lavar as mãos.
  • Não se pode entrar com calçado no templo, pelo que junto a cada entrada existem cacifos onde zelosos e eficientes funcionários, num vai e vem quase ininterrupto, se encarregam de os colocar em cacifos entregando em troca uma chapa numerada.
  • Os pés devem ser lavados ou simplesmente passados por água, existindo uma espécie de pequeno fosso com água junto a cada uma das entradas do templo.
  • A cabeça deve estar coberta, tanto para homens como para mulheres; sendo uma regra obrigatória as exigências não são muito restritas, bastando para os homens um pequeno lenço que se vende no pequeno bazar à entrada do templo, e para as mulheres um qualquer lenço que cubra a maior parte do cabelo.
antes de entrar no tempo é necessário descaçar os sapatos, existindo locais junto às principais entradas, onde se pode deixar o calçado, gratuitamente, com a habitual segregação entre homens e mulheres
antes de entrar no tempo é necessário descaçar os sapatos, existindo locais junto às principais entradas, onde se pode deixar o calçado, gratuitamente, com a habitual segregação entre homens e mulheres

Alojamento:

Um parte da intensa experiencia que é o Golden Temple passa por pernoitar nas Gurudwaras, vastos edifícios constituídos por quartos, camaratas e balneários, destinados a acolhere os milhares de peregrinos que diariamente aqui se deslocam vindos de toda a parte da Índia e mesmo de outros países.

Exsitem pelo menos seis gurudwaras , mas nem todas acolhem estrangeiros, sendo a Sri Guru Ramdas Ji Niwas a opção para turistas que visitam o templo, existindo uma divisão especifica, constituída por uma camarata e por quatro quartos, cada um com quatro camas.

Existem, em cada quarto, cacifos embutidos na parede para depósitos de valores, sendo necessário ter cadeado próprio.

Os quartos são partilhados, sendo aconselhável levar saco-cama ou algo para cobrir a cama e a almofada, dado que esta comodidade não está disponíveis, contudo quente e confortáveis cobertores são fornecidos pela organização.

A zona para estrangeiros está dotada de uma casa de banho, com lavatório e condições para tomar banho, com água quente, mas sem chuveiro, sendo a solução o banho com balde e alguidar.

Contudo esta gurudwara dispõem de optimos balneários e instalações sanitárias, modernas e funcionais, com capacidade para os milhares de peregrinos que diariamente aqui ficam alojados, sendo de ressalvar o elevado standard de higiene garantido por um grupos de voluntários que assegura a limpeza do espaço.

O pagamento da estadia, que não deve exceder as três noites, deve ser feito por entrega de donativo na caixa destinada a esse efeito, e NUNCA directamente a algum dos funcionários ou colocado no livro de registos!!!

Ficar a alojado nas gurudwaras é sem duvida uma parte fundamental de viver a experiência que é a visita ao Golden Temple, proporcionando o contacto com os peregrinos e poder sentir a vibração e atmosfera do local…. para além de proporcionarem boas condições para descanso.

Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas, a única que acolhe estrangeiros, situada junto à entrada principal do Golden Temple
Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas, a única que acolhe estrangeiros, situada junto à entrada principal do Golden Temple
entrada da zona reservada a estrangeiros no interior da Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas, onde a porta de aceso é vigiada permanentemente por funcionários que voluntariamente efectuam este trabalho assim como o registo dos visitantes.
entrada da zona reservada a estrangeiros no interior da Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas, onde a porta de aceso é vigiada permanentemente por funcionários que voluntariamente efectuam este trabalho assim como o registo dos visitantes.
camarata da parte reservada a estrangeiros onde, quando necessário, se colocam mais camas no corredor; o amplo espaço de tecto alto faz esquecer a ausência de janelas
camarata da parte reservada a estrangeiros onde, quando necessário, se colocam mais camas no corredor; o amplo espaço de tecto alto faz esquecer a ausência de janelas
um dos quartos de austera simplicidade, onde o cinza das paredes acentua a patina que caracteriza o local
um dos quartos de austera simplicidade, onde o cinza das paredes acentua a patina que caracteriza o local
funcionários que durante a noite vigiam a gurudwara, organizando o espaço para as pessoas dormirem e mantendo a ordem quando necessário, se bem que o ambiente é calmo e longe de gerar conflitos apesar do elevado numero de pessoas
funcionários que durante a noite vigiam a gurudwara, organizando o espaço para as pessoas dormirem e mantendo a ordem quando necessário, se bem que o ambiente é calmo e longe de gerar conflitos apesar do elevado numero de pessoas
ao fim do dia, as galerias assim como o pátio central da Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas enchem-se de camas improvisadas com colchões e mantas disponibilizados para os peregrinos poderem dormir, dado que o número de quartos e dormitórios é claramente insuficiente para o numero de peregrinos, mesmo nesta altura em que não se realizava nenhuma celebração especial.
ao fim do dia, as galerias assim como o pátio central da Gurudwara Sri Guru Ramdas Ji Niwas enchem-se de camas improvisadas com colchões e mantas disponibilizados para os peregrinos poderem dormir, dado que o número de quartos e dormitórios é claramente insuficiente para o numero de peregrinos, mesmo nesta altura em que não se realizava nenhuma celebração especial.

Onde comer:

A experiência de tomar uma refeição na cantina do Golden Temple, a chamada Guru-ka-Langar é imperdível. (ver próximo post)

Chapatis na cantina do Golden Temple, denominada de Guru-ka-Langar
Chapatis na cantina do Golden Temple, denominada de Guru-ka-Langar

Transportes:

Amritsar, como capital do estado do Punjab oferece boas ligações com as principais cidades do país, nomeadamente os locais mais turísticos como Varanasi, Agra, Rishikesh, Jaipur, Delhi, Mumbai, etc.. em especial com os estados envolventes do Rajastan, Himachal Pradesh, Uttar Pradesh, tanto por comboio como por autocarros.

A estação de comboios e o terminal de autocarros encontram-se próximos do centro da cidade, contudo o percurso até à proximidade do Golden Temple, pouco mais do que dois ou três quilómetros, é pouco convidativo para efectuar a pé, pelo que é mais conveniente recorrer a um dos muito rickshaws (cycle rickshaws ou cycle, como são chamados) que se deslocam facilmente pelas pouco lineares artérias da cidade.

Amritsar é bastante popular entre os turistas, como paragem intermédia de quem se desloca de sul para norte, fugindo ao calor que antecede as monções, em direcção aos Himalayas, assim como quem viaja das cidades sagradas do Ganges, como Varanasi e Rishikesh, antes de chegar à região de Dharamsala.

  • rickshaw da estação de comboios ou do terminal de autocarros até ao Golden Temple: 30 rupias
  • Comboio: Haridwar – Amritsar: numero 14631. Partida 21.50. Chegada 07.30. Esta é uma das opções para quem prefere efectuar a viagem de noite, desde a popular Rishikesh, cuja estação de comboios mais próxima é Haridwar. Custo 250 rupias (SL class).

Para quem prefere viajar de autocarros as opções mostraram-se pouco atractivas não tenho disso possível encontrar serviços directo em públicos, com recurso a diversos transbordos, com passagem obrigatória por Chandigarh, fazendo dos autocarros turísticos, que efectuam serviços nocturnos, a solução mais atractiva.

Melhor altura para visitar:

Para fugir às elevadas temperaturas que podem chegar aos 40 graus, nos meses de Maio e Junho, e para evitar a desagradável monção, a melhor altura do ano para visitar Amritsar é entre Novembro e Fevereiro, onde os dias são agradavelmente quentes e secos, mas com as temperaturas a descerem um pouco à noite, convidando ao uso de um casaco e a cobertor para dormir.

Links úteis:

Atestando uma eficiência e uma organização impecáveis, a comunidade Sikh está bem representada na net, onde se pode obter inúmeras informações sobre história, religião e cultura assim como detalhada informação sobre o Golden Temple em Amritsar.

http://www.sikhiwiki.org/index.php/Main_Page

http://www.goldentempleamritsar.org/

Comida no Punjab

Para quem fica rapidamente cansado do menu oferecido na cantina do Golden Temple, que pouco varia para além de dhal, chapati e arroz, existem muitas opções interessantes na cidade.

O Punjab é famoso pela sua comida, que se tornou imagem e marca de ‘comida indiana’ nos países europeus, que se caracteriza essencialmente por espessos e condimentados caris; pesada mas saborosa.

Bhai Kulwant Sing, que pelo nome e pelo turbante envergado pelo homem que s encontra à entrada a receber os pagamentos, é propriedade de sikhs, oferecendo uma boa variedade de kulchas e onde se pode saborear o ‘special lassi’.... a não perder a ‘panner kulcha’ e o espesso lassi!!!!
Bhai Kulwant Sing, que pelo nome e pelo turbante envergado pelo homem que s encontra à entrada a receber os pagamentos, é propriedade de sikhs, oferecendo uma boa variedade de kulchas e onde se pode saborear o ‘special lassi’…. a não perder a ‘panner kulcha’ e o espesso lassi!!!!
‘panner kulcha’ servida com um caril de grão e um pickle à base de cebola e chilli, no Bhai Kulwant Sing, situado a pouco mais do que cinco minutos do templo, numa das ruas estreitas da ‘Old City’, do restaurante Bhai Kulwant Sing. Este prato é consumido geralmente como pequeno-almoço, sendo as ‘kulchas’ também servidas como acompanhamento dos pratos
‘panner kulcha’ servida com um caril de grão e um pickle à base de cebola e chilli, no Bhai Kulwant Sing, situado a pouco mais do que cinco minutos do templo, numa das ruas estreitas da ‘Old City’, do restaurante Bhai Kulwant Sing. Este prato é consumido geralmente como pequeno-almoço, sendo as ‘kulchas’ também servidas como acompanhamento dos pratos
vendedor ambulante de kulfi, um gelado feito à base de leite, muito açúcar, cardamomo e pistácio. Fácil de encontrar também em pequenas lojas no bazar que se encontra à entrada do templo, perto da ‘Old City’
vendedor ambulante de kulfi, um gelado feito à base de leite, muito açúcar, cardamomo e pistácio. Fácil de encontrar também em pequenas lojas no bazar que se encontra à entrada do templo, perto da ‘Old City’
Bharawan da Dhaba... não confundir com outro exactamente com o mesmo nome, situado ao lado. Este é o ‘oldest and world famous’ dhaba que serve thalis ao estilo do Punjab
Bharawan da Dhaba… não confundir com outro exactamente com o mesmo nome, situado ao lado. Este é o ‘oldest and world famous’ dhaba que serve thalis ao estilo do Punjab
thali do Bharawan da Dhaba, de caris espessos, à base de lentilhas e grão, onde o panner marca forte presença e o arroz surge discreto, sendo suplantado pelos pelo naan (pão espalmado) e pelas estaladiças e amanteigadas kulchas
thali do Bharawan da Dhaba, de caris espessos, à base de lentilhas e grão, onde o panner marca forte presença e o arroz surge discreto, sendo suplantado pelos pelo naan (pão espalmado) e pelas estaladiças e amanteigadas kulchas
Lassiwalla, estabelecimento que fabrica e vende os lassis, feitos à base de iogurte, que é batido e açucarado, sendo servido em grandes copos: frio, espesso e espumoso, com uma camada de curd, no topo. Em Amritsar, nas ruas do bazar que envolve o Golden Temple encontram-se talvez dos melhores lassis experimentados na Índia, servidos tradicionalmente em recipientes de barro, que se deitam fora depois de usados, mas que aos poucos vão sendo substituídos por copos metálicos
Lassiwalla, estabelecimento que fabrica e vende os lassis, feitos à base de iogurte, que é batido e açucarado, sendo servido em grandes copos: frio, espesso e espumoso, com uma camada de curd, no topo. Em Amritsar, nas ruas do bazar que envolve o Golden Temple encontram-se talvez dos melhores lassis experimentados na Índia, servidos tradicionalmente em recipientes de barro, que se deitam fora depois de usados, mas que aos poucos vão sendo substituídos por copos metálicos

Amritsar… a cidade

Amritsar, famosa pelo Golden Temple, orgulho da comunidade Shik, oferece poucos pontos de interesse para a maioria dos turistas que aqui somente de demoram o tempo necessário para uma breve visita ao templo.

Mas um olhar mais demorado, com tempo para deambular pelas ruas estreitas e sombrias da Old City, ao longo das quais pequenas lojas, abertas para a rua, expõem os seus produtos; aqui também o comercio está organizado por tipos de produtos sobressaindo as cores brilhantes dos tecidos dos sarees, o cheiro das especiarias, o martelar metálico de pequenas oficinas e o brilhos das ourivesarias, sempre organizadas e resplandecentes.

O corrupio constante dos carregadores que vergados sob o peso das mercadorias transportadas às costas, ou por vezes em bicicletas e carros empurrados à mão, movimentam matérias primas e produtos desde pequenas oficinas e armazéns através do emaranhado de ruas estreitas até às artérias principais onde são carregados para carrinhas e camiões.

Mas sem duvida que o que fica da cidade, para além da experiência que é estar a saborear a ‘vida’ no Golden Temple, é a deliciosa comida pela qual o estado do Punjab é famoso, feita à base de espessos e pesados caris, onde o panner é rei. Ficou na memória os cremosos lassis, dos gelados kulfis e as deliciosas kulchas, um pão espalmado semelhante aos naans, mas recheado de lentilhas, legumes, panner, etc…

Amritsar pela manhã bem cedo, antes do tráfego tomar conta das ruas da cidade
Amritsar pela manhã bem cedo, antes do tráfego tomar conta das ruas da cidade
uma das ruas do bazar próximo do Golden Temple, onde se pode encontra ruma boa oferta de restaurantes com as famosas ‘kulchas’ e ‘naan’, para além de atractivas pastelarias onde em brilhantes vitrines sobressaem os tradicionais doces indianos, geralmente feitos à base de leite e açúcar, redondos ou recortados em pequenos quadrados
uma das ruas do bazar próximo do Golden Temple, onde se pode encontra ruma boa oferta de restaurantes com as famosas ‘kulchas’ e ‘naan’, para além de atractivas pastelarias onde em brilhantes vitrines sobressaem os tradicionais doces indianos, geralmente feitos à base de leite e açúcar, redondos ou recortados em pequenos quadrados
Amritsar vista de uma das torres do Golden Temple
Amritsar vista de uma das torres do Golden Temple
uma das ruas da ‘Old City’ a parte antiga da cidade, onde se conserva um ambiente calmo que contrasta com as movimentadas ruas principais entupidas de trânsito
uma das ruas da ‘Old City’ a parte antiga da cidade, onde se conserva um ambiente calmo que contrasta com as movimentadas ruas principais entupidas de trânsito
vendedores ambulantes junto a uma das ruas de acesso ao Golden Temple de manhã bem cedo quando ainda reina a calma antes da chegada dos milhares de peregrinos que diariamente visitam o templo
vendedores ambulantes junto a uma das ruas de acesso ao Golden Temple de manhã bem cedo quando ainda reina a calma antes da chegada dos milhares de peregrinos que diariamente visitam o templo
... numa das ruas da ‘Old City’
… numa das ruas da ‘Old City’
pausa para um jogo de cartas de condutores entre as dezenas de carrinhos de transpote de mercadorias atrelados a bicicleta, indispensáveis na parte antiga da cidade onde as estreitas ruas não permitem o acesso a automóveis.
pausa para um jogo de cartas de condutores entre as dezenas de carrinhos de transpote de mercadorias atrelados a bicicleta, indispensáveis na parte antiga da cidade onde as estreitas ruas não permitem o acesso a automóveis.
Os turbantes, de variadas cores e enrolados em vários estilos, mais ou menos volumosos, são uma imagem de marca dos sikhs e da cidade em geral; loja de venda de turbantes um artigo indispensável na ‘capital’ dos sikhs, cujas regras religiosas proíbem o corte do cabelo e da barba e recomendam o uso do turbante para resguardar o cabelo
Os turbantes, de variadas cores e enrolados em vários estilos, mais ou menos volumosos, são uma imagem de marca dos sikhs e da cidade em geral; loja de venda de turbantes um artigo indispensável na ‘capital’ dos sikhs, cujas regras religiosas proíbem o corte do cabelo e da barba e recomendam o uso do turbante para resguardar o cabelo
vendedor de ‘chai’ numa pausa durante a tarde, numa das pacatas ruas da Old City de Amritsar
vendedor de ‘chai’ numa pausa durante a tarde, numa das pacatas ruas da Old City de Amritsar
poster com a habitual iconografia típica indiana, onde domina o ‘kitsch’; imagens de bébés de pele branca e olhos azuis, intercalados com lutadores de wrestling e religiosas imagens dos venerados gurus do sikhismo.
poster com a habitual iconografia típica indiana, onde domina o ‘kitsch’; imagens de bébés de pele branca e olhos azuis, intercalados com lutadores de wrestling e religiosas imagens dos venerados gurus do sikhismo.
condutores de rickshaw
condutores de rickshaw
Nas estreitas ruas da ‘Old City’ onde os altos edifícios deixam passar a magica luz do cair da tarde
Nas estreitas ruas da ‘Old City’ onde os altos edifícios deixam passar a magica luz do cair da tarde
venda de quadros com a representação dos populares motivos associados à religião Sikh, como imagens híper-coloridas do Goldem Temple e fotografias dos vários gurus
venda de quadros com a representação dos populares motivos associados à religião Sikh, como imagens híper-coloridas do Goldem Temple e fotografias dos vários gurus

Alojamento:

Existem muito hotéis no centro da cidade, mas sem dúvida que a opção mais estimulante, é ficar numa das gurudwaras (alojamentos para peregrinos, onde os estrangeiros podem também ficar em troca de donativo), situadas junto ao Golden Temple (ver próximo post ‘Golden Temple’).

Onde comer:

Sem duvida que a melhor opção para quem fica uns dois dias ou três dias na cidade é fazer as refeições na cantina do Golden Temple, que se encontra aberta 24 horas por dia, servindo um simples mas saborosa thali. Mesmo que não se aprecie a comida a experiência é uníca e o ambiente contagiante.

Para quem fica rapidamente cansado do menu oferecido na cantina do Golden Temple, que pouco varia para além de dhal, chapati e arroz, existem muitas opções interessantes na cidade. (ver proximo post ‘Gastronomia do Punjab’).

refeição servida na cantina do Golden Temple... caril de grão, chapati e um doce à base de leite com arroz
refeição servida na cantina do Golden Temple… caril de grão, chapati e um doce à base de leite com arroz

Transportes:

Amritsar, como capital do estado do Punjab oferece boas ligações com as principais cidades do país, nomeadamente os locais mais turísticos como Varanasi, Agra, Rishikesh, Jaipur, Delhi, Mumbai, etc.. em especial com os estados envolventes do Rajastan, Himachal Pradesh, Uttar Pradesh, tanto por comboio como por autocarros.

A estação de comboios e o terminal de autocarros encontram-se próximos do centro da cidade, contudo o percurso até à proximidade do Golden Temple, pouco mais do que dois ou três quilómetros, é pouco convidativo para efectuar a pé, pelo que é mais conveniente recorrer a um dos muito rickshaws (ou cycle rickshaws, como são chamados) que se deslocam facilmente pelas pouco lineares artérias da cidade.

Amritsar é bastante popular entre os turistas, como paragem intermédia de quem se desloca de sul para norte, fugindo ao calor que antecede as monções, em direcção aos Himalayas, assim como quem viaja das cidades sagradas do Ganges, como Varanasi e Rishikesh, antes de chegar à região de Dharamsala.

  • rickshaw da estação de comboios ou do terminal de autocarros até ao Golden Temple: 30 rupias
  • Comboio: Haridwar – Amritsar: numero 14631. Partida 21.50. Chegada 07.30. Esta é uma das opções para quem prefere efectuar a viagem de noite, desde a popular Rishikesh, cuja estação de comboios mais próxima é Haridwar. Custo 250 rupias (SL class).

Para quem prefere viajar de autocarros as opções mostraram-se pouco atractivas não tenho disso possível encontrar serviços directo em públicos, com recurso a diversos transbordos, com passagem obrigatória por Chandigarh, fazendo dos autocarros turísticos, que efectuam serviços nocturnos, a solução mais atractiva.

exterior da estação de comboios de Amritsar
exterior da estação de comboios de Amritsar

Melhor altura para visitar:

Para fugir às elevadas temperaturas que podem chegar aos 40 graus, nos meses de Maio e Junho, e para evitar a desagradável monção, a melhor altura do ano para visitar Amritsar é entre Novembro e Fevereiro, onde os dias são agradavelmente quentes e secos, mas com as temperaturas a descerem um pouco à noite, convidando ao uso de um casaco e a cobertor para dormir.

Rishikesh

Deixando para trás as planícies do estado de Uttar Pradesh, e a especial cidade de Varanasi, é altura de subir o Ganges em direção às montanhas em busca de outro dos oitos locais sagradas da religião hindu: Rishikesh, no estado vizinho de Uttarakhand.

Risihkesh, ponto onde o Ganges desce das montanhas para encontrar zonas mais planas, para além de atrair inúmeros peregrinos hindus, atrai também muitos ocidentais pela elevada concentração de ashrams, centros de yoga e também pela presença de diversos gurus que aqui se concentram para realizarem os satsangs, reuniões onde os participantes interpelam o guru com questões relacionadas com a espiritualidade.

Para além de local de peregrinação, a pequena povoação de Rishikesh, encavalitada nas duas margens do Ganges, pouco tem para oferecer a quem não pretende praticar yoga, meditação ou ficar em retiros. Contudo a paisagem envolvente de suaves montanhas cobertas de verde, a atmosfera calma e descontraída, somente interrompida pelo colorido corrupio de peregrinos no seu tagarelar animado, proporciona um local agradável para se aqui ficar durante dias, que facilmente se podem transformar em semanas.

Dado ser um local religioso somente é servida comida vegetariana, não sendo permitido o consumo de bebidas alcoólicas. E como qualquer local de devoção hindu, em Rishikesh é significativamente maior a concentração de vacas, que se passeia pachorrentamente pelas ruas, indiferentes a quem passa mas sempre atentas a lixo ou restos de comida caídos no chão, tentando de quando em vez um upgrade no menu, roubando vegetais das mercearias e bancas que pelas ruas vendem frutas e legumes.

Vendedor de papad, espécie de bolacha salgada, estaladiça feita à base de farinha de grão e especiarias e que depois de seca pode ser preparada em poucos segundos sobre o lume ou brasas
Vendedor de papad, espécie de bolacha salgada, estaladiça feita à base de farinha de grão e especiarias e que depois de seca pode ser preparada em poucos segundos sobre o lume ou brasas

A parte mais atractiva de Rishikesh concentra-se entre as duas pontes pedonais que unem as margem do rio: Lakshmanjhula e Ramjhula, sendo a margem esquerda a que proporciona passeios mais agradáveis pelo arvoredo longe do movimento automóvel do estrada da margem oposta. Ao longo das ruas que se desenrolam junto ao rio, surgem as habituais lojas de artigos religiosos destinados aos peregrinos, assim como as que oferecem artigos mais virados para os visitantes ocidentais, pequenas mercearias que vendem um pouco de tudo, intercaladas por cafés e restaurantes. A cidade propriamente dita encontra-se a uns quilómetros mais a jusante, onde se concentra o principal comércio assim como a estação de autocarros que permite ligar Rishikesh a Haridwar,  significativamente mais importante no mapa da região e também local de peregrinação.

Mas o que sobressai logo à chegada a Rishikesh é o rio, o Ganjes que compartimentado pelas estreitas margem corre veloz contornando rochas, criando remoinhos e pequenas cascatas. Limpo, de águas claras e transparentes, de um azul leitoso que ilumina a paisagem… um Ganjes que em tudo contrasta com o pesado, castanho e preguiçoso rio que chega a Varanasi.

Rishikesh onde o céu é recortado pelos pontiagudos telhados dos templos hindus
Rishikesh onde o céu é recortado pelos pontiagudos telhados dos templos hindus
Um dos ghats de acesso ao Ganges, numa zona onde uma curva no percurso do rio proporciona uma zona calma
Um dos ghats de acesso ao Ganges, numa zona onde uma curva no percurso do rio proporciona uma zona calma
ponte Lakshmanjhula sobre as águas azuis do Ganjes
ponte Lakshmanjhula sobre as águas azuis do Ganjes
Rishikesh e o Ganjes vistos da ponte Ramjhula
Rishikesh e o Ganjes vistos da ponte Ramjhula. a sinuosidade do rio permite criar pequenas praias de areia cinzenta, local para ocidentais tomarem banho e apanharem sol, mas pouco usados pelos peregrinos que preferem os ghats
peregrinos hindus que chegam geralmente em grupos para efectuarem os ritos junto a templos, imagens e junto ao sagrado rio, o Ganjes... ou Ganga como também é denominado
peregrinos hindus que chegam geralmente em grupos para efectuarem os ritos junto a templos, imagens e junto ao sagrado rio, o Ganjes… ou Ganga como também é denominado
ponte Lakshmanjhula, onde a presença constante de macacos (babuínos) que de forma mais ou menos agressiva tentam roubar quem transporta descuidadamente fruta, bolachas ou outro atractivo pitéu
ponte Lakshmanjhula, onde a presença constante de macacos (babuínos) que de forma mais ou menos agressiva tentam roubar quem transporta descuidadamente fruta, bolachas ou outro atractivo pitéu
os dias terminam cedo com o sol a desaparecer numa curva do rio iluminando as suaves colinas cobertas de verde
os dias terminam cedo com o sol a desaparecer numa curva do rio iluminando as suaves colinas cobertas de verde

Alojamento:

Bombay Guest House em Lakshmanjhula, situada a poucos metros da ponte com o mesmo nome, e que foi outrora um ashram, apesar das degradadas paredes, da minimalista decoração dos quartos e da aparente falta de conforto, oferece uma atmosfera muito particular, capaz de atrair e cativar visitantes que por aqui se demoram por longos períodos de semanas ou mesmo meses. A Bombay Guest House daqueles casos em que a guest house torna a estadia especial, cativando mais do que o local em si.

 

Quarto duplo: 300 rupias (pode subir para as 400 rupias durante a época alta)

Casa de banho partilhada (água quente mas sem chuveiro)

Free wi-fi

 

Bombay Guest House. Contactos
Bombay Guest House. Contactos
Bombay Guest House. Pátio rodeado de arcadas por onde se acede aos quartos dispostos por dois pisos. O terraço pode também ser usado para pernoitar quando os não existem quartos disponíveis
Bombay Guest House. Pátio rodeado de arcadas por onde se acede aos quartos dispostos por dois pisos. O terraço pode também ser usado para pernoitar quando os não existem quartos disponíveis
Bombay Guest House. Quartos amplos mas com pouca iluminação natural, que se podem tornar desagradáveis nas noites mais frias de Inverno. Contudo os cobertores disponibilizados tornam a estadia mais confortável
Bombay Guest House. Quartos amplos mas com pouca iluminação natural, que se podem tornar desagradáveis nas noites mais frias de Inverno. Contudo os cobertores disponibilizados tornam a estadia mais confortável

Onde comer:

Junto à ponte de Lakshmanjhula, de ambas as margens do Ganjes encontram-se restaurantes com o habitual menu num misto de comida indiana e internacional, assim como cafés e as ‘German Bakery’, lojas que vendem pão e bolos ao gosto ocidental, e que se encontram um pouco por todo a Índia, nos locais mais populares entre ocidentais.

Contudo é possível encontrar alguns restaurantes mais virados para a clientela local, os dhabas, onde é servida comida simples, em ambiente modesto a preços acessíveis.

Dentro deste género destaca-se, pela qualidade da comida, pela higiene e pela simpatia o Rawat Restaurante, situado em Lakshmanjhula, na margem direita do rio junto à zona onde se concentram táxis e tuk-tuks.

Rawat Restaurante, Lakshmanjhula, servindo a tradicional comida indiana assim como alguns especialidades do sul do país. Destaca-se o thali, com quatro variantes em função da quantidade e da variedade de caris, com o preço a variar entre as 60 e as 110 rupias
Rawat Restaurante, Lakshmanjhula, servindo a tradicional comida indiana assim como alguns especialidades do sul do país. Destaca-se o thali, com quatro variantes em função da quantidade e da variedade de caris, com o preço a variar entre as 60 e as 110 rupias
pequena e descontraída ‘tea shop’ onde se pode beber um delicioso e viciante chai e apreciar pequenos muffins (cerca de 40 rupias) que diariamente são confecionados na porta ao lado. A localização mesmo em frente à Bombay Guest House fazem deste local ponto de paragem quase obrigatório logo pela manhã ou para uma pausa durante a tarde
pequena e descontraída ‘tea shop’ onde se pode beber um delicioso e viciante chai e apreciar pequenos muffins (cerca de 40 rupias) que diariamente são confecionados na porta ao lado. A localização mesmo em frente à Bombay Guest House fazem deste local ponto de paragem quase obrigatório logo pela manhã ou para uma pausa durante a tarde

Transportes:

Rishikesh apesar de ter estação de comboios não tem actualmente serviço ferroviário, sendo Haridwar a estação mais próxima. Assim é necessário recorrer ao serviço de táxi ou de autocarros locais que em menos de uma horas ligam Haridwar ao terminal de autocarros de Rishikesh. Daqui, para aceder a Lakshmanjhula ou a Ramjhula é necessário recorrer a tuk-tuk que somente circulam na margem direita do rio, sendo necessário atravessar a ponte pedonal para quem pretende ficar mais afastado da confusão.

  • Bus de Haridwar até ao terminal de bus de Rishikesh: 35 rupias
  • Tuk-tuk do terminal de autocarros até Lakshmanjhula: 150 rupias (independentemente do numero de pessoas)
  • É também possível usar o serviço de tuk-tuk colectivos, um veículos semelhante ao triciclos motorizados mas mais espaçoso, capaz de transportar mais de 6 pessoas, parando as longo do percurso para recolher ou largar passageiros: 30 rupias (mas pode ser mais se não estiver cheio)

 

É também possível aceder directamente a Rishikesh de bus, desde Delhi, Varanasi ou Dharamsala.

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 12
  • Página 13
  • Página 14
  • Página 15
  • Página 16
  • Interim pages omitted …
  • Página 47
  • Go to Next Page »

Footer

search

Tags

alojamento Amritsar Angkor Assam Bago Borneo Caminhadas Champasak China Beach Comida Esfahan Gujarat Himachal Pradesh Hpa-An Hué Hà Nôi Ilhas Istanbul itinerário Kashan Kashmir Kathmandu Kutch Ladakh Leh Mcleod ganj Meghalaya Nagaland Ninh Binh Nordeste da Índia Parques Naturais Parvati Valley Phnom Penh Pondicherry Punjab Rajastão Sapa Srinagar Tabriz Tamil Nadu Transportes Travessia de Fronteira Vinh Long Yangon Yazd

Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

Se achou o meu blogue útil ou inspirador, considere apoiá-lo com uma pequena contribuição. Cada donativo ajuda-me a manter este projeto vivo e gratuito para todos os que adoram explorar o mundo.

Obrigada por me ajudares a continuar a viagem!

BUY ME A COFFEE

Categories

Recent Posts:

  • Líbano: itinerário para 15 dias de viagem
  • 25 dias de viagem pelo Bangladesh: itinerário
  • Japão em 6 semanas: itinerário & custos
  • Taiwan: itinerário para 16 dia viagem
  • 20 dias in Morocco: itinerário & custos
  • Kuta Lombok… o paraíso quase secreto
  • Leh & Kashmir: mapa e itinerário
  • English
  • Português

© Copyright 2026 Stepping out of Babylon · All Rights Reserved · Designed by OnVa Online · Login