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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

Varanasi… revisited

Varanasi… a antiga Banares, cujo nome nos remete para exóticas paragens. Mais velha do que antiga com os seus edifícios degradados, tinta debotada onde sobressai o azul e o verde, paredes bolorentas onde rebentos de árvores tentam sobreviver aninhados em frestas e lambris, pequenos templos pintados de garridas cores, ruas estreitas e labirínticas, sujas de lixo e dejetos onde a todo o momento surge, em pequenos nichos, o lingam, decorado com coloridas e frescas flores, um misto de cheiros que vão desde o doce do chai, ao azedo dos restos de comida, ao agoniante dos esgotos até ao agressivo da urina, a presença constante dos sonolentos cães e de pachorrentas vacas… e os ghats por onde se acede ao rio… o rio…. largo, de águas turvas e castanhas: o poderoso Ganges ou Ganga usando o termo mais sagrado.

Depois de uma primeira estadia em Julho, quando as chuvas da monção fizeram subir as águas do Ganges, inundando ghats e enchendo a atmosfera de um ar húmido e pesado que juntamente com as elevadas temperaturas tornaram os passeios pela velha cidade numa penosa tarefa. O mês de Fevereiro trás à cidade dias quentes e secos, e noites amenas onde num céu sem nuvens surge o nítido brilho das estrelas.

Varanasi, que de acordo com a mitologia hindu foi fundada pelo deus Shiva, é um dos oito locais sagrados da religião Hindu, recebendo diariamente dezenas de peregrinos que em família ou em numerosos grupos, percorrem os ghats, efectuam o puja e o religiosa banho matinal, veneram estátuas e visitam templos. O rio é também o centro do quotidiano de quem vive na cidade, onde se lava roupa, tachos e panelas, onde se convive, pesca e se joga às cartas, de onde se lançam papagaios de papel que desparecem como pontos minúsculos no céu, ou onde simplesmente se senta olhando o horizonte enquanto se masca um pouco de tabaco.

Sossegadas ruas podem desembocar em agitados ghats, onde pilhas de madeira esperam para serem pesadas e vendidas à chegada de cada novo corpo, numa actividade que não conhece interrupções, decorrendo dia e noite. Manikarnika Ghat, um pouco a norte de Godaulia, é um dos locais onde se efectuam as cremações, encaradas de forma pragmática, mais como uma tarefa necessária do que propriamente uma cerimónia, onde ficam de fora manifestações de pesar ou atitudes dramáticas, numa religião onde a vida é somente uma etapa numa sequência de reencarnações.

Godaulia é o coração da parte antiga da cidade, toda ela localizada na margem esquerda do Ganges, vibrando de agitação e actividade pela presença de visitantes e peregrinos, um sem numero de bancas de rua, lojas e mais lojas, de roupas, de doces, de snacks e de chai, pequenas e abertas para a rua, onde indolentes comerciantes esperam clientes, mastigando paan e cuspindo para a rua, indiferentes a quem passa.

Dashaswamedh Ghat, onde desemboca a principal artéria de Godaulia, com o permanente tráfego de motos e tuk-tuk, que a custo de buzinadelas avançam por entre a multidão, é a zona mais confusa e movimentada da parte antiga da cidade, e é nas escadarias de acesso ao Ganges que diariamente, ao pôr-do-sol se realiza a exuberante cerimónia de puja, com colunas de som, luzes e néons, com os pujaris vestindo brilhantes e luxuosas roupas, num misto de religiosidade e espetáculo kitsch.

Intensa, decadente, Varanasi é uma cidade que atrai, surpreendendo a cada momento quem por aqui se demora. Uma cidade a revisitar.

Ruas demasiado estreitas para passarem veículos ocupadas por grupos de crianças nas suas brincadeiras infantis, ruidosas e eufóricos, desejosos de pousar para uma fotografia
Ruas demasiado estreitas para passarem veículos ocupadas por grupos de crianças nas suas brincadeiras infantis, ruidosas e eufóricos, desejosos de pousar para uma fotografia
Varanasi vista do Ganges, onde edifícios parecem ter sido empilhados sobre outros mais antigos, num instável e desafiante equilíbrio
Varanasi vista do Ganges, onde edifícios parecem ter sido empilhados sobre outros mais antigos, num instável e desafiante equilíbrio
Os rickshaws continuam a ser um modo de transporte muito comum na cidade, plana e de ruas estreitas... por vezes tão estreitas que nem uma bicicleta tem espaço para passar
Os rickshaws continuam a ser um modo de transporte muito comum na cidade, plana e de ruas estreitas… por vezes tão estreitas que nem uma bicicleta tem espaço para passar
Condutor de rickshaw
Condutor de rickshaw
Varanasi, onde longe das ruas principais a vida desliza suavemente
Varanasi, onde longe das ruas principais a vida desliza suavemente
roupa a secar junto ao Ganges
roupa a secar junto ao Ganges, uma actividade que enche improvisados estendais ora de garridas cores ou de monocromáticos brancos
os pequenos barcos a motor são uma constante no quotidiano do rio, seja para serem usados na pesca, como meio de transporte alternativo às congestionadas artérias da cidade, para passeios turísticos ao longo das margens do rio ou para se encherem de expectadores que preferem assistir à cerimónia do puja de uma perspectiva alternativa aos ghats
os pequenos barcos a motor são uma constante no quotidiano do rio, seja para serem usados na pesca, como meio de transporte alternativo às congestionadas artérias da cidade, para passeios turísticos ao longo das margens do rio ou para se encherem de expectadores que preferem assistir à cerimónia do puja de uma perspectiva alternativa aos ghats
Varanasi. Ganjes
Nas margens do Ganjes, apesar da constante actividade vive-se um ritmo descontraído que contrasta com as ruidosas e poeirentas ruas atafulhadas de desorganizado trânsito que circundam a parte antiga de Varanasi
Varanasi. Ganjes
fim de tarde junto ao Ganjes com as sombras a crescerem em direcção ao rio
Varanasi sendo um dos principais locais sagrados do hinduísmo atrai, para além de peregrinos muitos ‘babas’, nome dado a homens que se dedicam inteiramente à religião, despojados de bens materiais, vivendo da caridade de quem neles deposita confiança e segue os seus conselhos e orientações
Varanasi sendo um dos principais locais sagrados do hinduísmo atrai, para além de peregrinos muitos ‘babas’, nome dado a homens que se dedicam inteiramente à religião, despojados de bens materiais, vivendo da caridade de quem neles deposita confiança e segue os seus conselhos e orientações
Varanasi
A actividade junto ao rio começa cedo ainda com a neblina a pairar sobre as águas turvas do Ganjes que se mistura com o fumo das fogueiras que um pouco por todo o lado se acendem para queimar o lixo que se acumulou nas ruas durante o dia anterior
Apesar de ser considerado um rio poluído, o Ganjes continua a ser usado tanto para os banhos matinais como para a lavagem de roupa
Apesar de ser considerado um rio poluído, o Ganjes continua a ser usado tanto para os banhos matinais como para a lavagem de roupa

 

Varanasi junto ao Ganjes
Varanasi junto ao Ganjes
os ghats são essencialmente acessos em forma de escadaria às águas do rio, servindo para os ritos religiosas mas também como local de lazer, onde grupos de homens se reúnem para jogos de cartas aproveitando a sombra deixada por um sol que desaparece por trás dos edifícios que compõem a parte antiga da cidade
os ghats são essencialmente acessos em forma de escadaria às águas do rio, servindo para os ritos religiosas mas também como local de lazer, onde grupos de homens se reúnem para jogos de cartas aproveitando a sombra deixada por um sol que desaparece por trás dos edifícios que compõem a parte antiga da cidade
Varanasi
os objectos usados nas cerimónias dos ‘puja’, onde se queima incenso e onde ardem lamparinas, são lavados e cuidadosamente polidos junto às águas do rio
banho matinal nas águas do Ganjes
banho matinal nas águas do Ganjes

Alojamento:

Para fugir à intensidade da zona central da cidade, Goudalia, a escolha foi para a parte mais a sul da cidade antiga, concretamente para o Asi Ghat, o mais calmo e tranquilo da cidade e que atrai viajantes que optam por permanecer por longos períodos na cidade.

 

A Ashish Guest House (também café e restaurante) é das opções mais em conta na zona envolvente ao Asi Ghat, oferecendo somente quatro quartos, duplos e individuais, com casa-de-banho partilhada (com duche de água quente), situados num desafogado terraço, situado por cima do restaurante de onde se ter uma estreita vista para o Ganges. Ambiente familiar e espaço limpo e sossegado. Sobressai a simpatia do proprietário.

 

Quarto individual: 300 rupias

Quarto duplo: 500 rupias

Casa-de-banho partilhada com duche de água quente.

Possibilidade prolongar o aluguer do quarto por mais meio dia mediante pagamento de meia estadia.

Free wi-fi

 

Alternativas:

  • Shanti Guest House: próximo do Manikarnika Ghat (não confundir com outras com o mesmo nome)
  • Rajastan Guest House: próximo do Dashaswamedh Ghat, com cozinha partilhada (+91-9243401510).

 

Ashish Guest House onde também funciona o restaurante Ashish Café
Ashish Guest House onde também funciona o restaurante Ashish Café

 

 

Onde comer:

Um dos inconvenientes do Asi Ghat é a pouca oferta de restaurantes, sendo a maioria virada para a clientela ocidental, com preços inflacionados e comida ajustada a estômagos sensíveis, onde as especiarias são moderadas e o picante está ausente. Nesta categoria encontra-se a Pizzeria Vaatika Café, com agradável esplanada com vista para o Asi Ghat e Tulsi Ghat.

No restaurante da Ashish Guest House – Ashish Café – encontra-se uma opção mais económica mas com comida pouco ‘brilhante’ (confecionada e servida maioritariamente por crianças), sobressaindo contudo os pequenos-almoços ao estilo ocidental com cereais, porridge e tostas.

Numa das estreitas ruas que desaguam no Asi Ghat, encontra-se o pequeno mas agradável Aum Cafe, com comida ocidental, apostando nos pequenos-almoços e lanches, partilhando o espaço com uma pequena loja de roupa e bijutaria.

Partilhando da mesma filosofia, o Open Hand Café, situado entre a Asi Road e o rio, oferece sofisticado menu, onde se destacam os bolos e tartes, servidos num espaço muito agradável formado por diversas divisões que funcionam como café/restaurante e loja onde se pode encontrar vestuário, bijutaria, artigos de decoração, etc… confecionados artesanalmente e vendidos com o intuído de suportar comunidades locais.

A Bhadahn Road, que se desenrola paralelemente ao rio, aberta ao trafego automóvel impossível nas pequenas ruas junto ao Ganges, onde durante as manhãs funciona um pequeno mercado de frutas e legumes, é também local para se encontrar os habituais snacks indianos à base de fritos: chamussas, pakoras, bhaji, etc… assim como os refrescantes lassis, bebida espessa feita à base de iogurte açucarado

Em Godaulia, numa estreita transversal à Dasaswamedh Road, que dá acesso ao ghat com o mesmo nome, situa-se o Restaurante New Keshari, popular escolha entre a população indiana, oferecendo os tradicionais pratos do norte da Índia, à base de expressos caris, mas também as famosas dosas e outras especialidades do sul do país.

 

Open Hand Café, a pouca distância do Asi Ghat, caminhando na direção oposta ao Ganges
Open Hand Café, a pouca distância do Asi Ghat, caminhando na direção oposta ao Ganges

 

 

Transportes:

A cidade de Varanasi é servida por diversas estações de comboios sendo as mais centrais: Varanasi Junction (também designada por Varanasi Cantonment, de onde partem os comboios cujo serviço se inicia na cidade) e Varanasi City. De qualquer destas estações de comboios é possível chegar ao Asi Ghat de tuk-tuk ou de rickshaw, que apesar de mais lento oferece uma experiência de deslizar lentamente pelo intenso movimento da cidade, ao ritmo de pedalar de esforçados condutores.

 

Como Varanasi não constitui um ponto importante na malha ferroviária do país, muitos dos comboios não passam por Varanasi Junction (Varanasi Jn), sendo a estação de Mughal Sarai situada do outro lado do rio a cerca de 20 quilómetros, pouco mais de meia hora de tuk-tuk.

 

Varanasi é muitas vezes escala no itinerário de quem sai da Índia em direcção ao Nepal, ou para quem efectua o percurso inverso. Daqui a opção mais popular é o comboio com direção à estação Gorakhpur, à qual se segue um percurso de 2 horas de autocarro até à fronteira Sonauli-Belayhia.

 

  • rickshaw: Asi Ghat – Varanasi Junction: 80 rupias
  • tuk-tuk: Mughal Sarai – Godaulia: 250 rupias (preço para indianos conseguido através da negociação entre dois passageiros originários do Gujarat que gentilmente partilharam o veículo)
  • Comboio: New Delhi – Mughal Sarai: numero 12402. Partida 20.00. Chegada 07.40. Uma das opções para quem viaja de Delhi para Varanasi, com a vantagem de fazer a viagem de noite mas com o inconveniente de parar numa das estações mais centrais de Varanasi: Custo 425 rupias (SL class).
  • Comboio: Varanasi Jn – Gorakhpur: numero 15003. Partida 00.40. Chegada 06.50. Esta é uma das opções que tem o inconveniente de sair da cidade demasiado tarde, numa altura em que as ruas se encontram desertas e a oferta de richshaw e tuk-tuk é escassa, encarecendo o preço. Geralmente este comboio circula com atraso de cerca de três horas!!!! Custo 170 rupias (SL class).

… mais sobre Goa

São as praias que atraem a maioria dos visitantes seja nacionais ou estrangeiros, mas Goa não é só praias… Panjim, Margao, Mapusa, Vasco da Gama, nomes a lembrar a presença portuguesa num estado em que o futebol supera o críquete e onde a religião católica, apesar de minoritária em relação ao hinduísmo, é uma presença constante, quer nas inúmeras igrejas e capelas, imergindo um pouco por toda a paisagem, quer na decoração de casas, onde cruxifixos e imagens de Cristo tomam lugar de Shiva e demais panteão da iconografia Hindu.

Longe das praias, do ambiente ocidentalizado, dos vendedores de artesanato de má qualidade, de recordações de gosto duvidoso, do ‘roncar’ dos poderosos motores das Royal Enfield, dos pouco escrupulosos agentes de viagens, das festas de trance, dos hambúrgueres e das pizzas, encontra-se um modo de vida calmo e tranquilo, dominado pelo ritmos das estações, onde a agricultura de trigo, cana de açúcar e arroz, é ainda o sustento da maioria da população que vive afastada do litoral.

Percorrendo as estradas que se desenvolvem paralelamente à costa do estado de Goa, atravessam-se rios cujo abundante cauda serve para irrigar os campos de arroz que apesar de estarmos na estação seca ainda se encontram verdes, com o brilho reluzente dos novos rebentos; aventurando-nos por caminhos de terra batida que se embrenham pela sombria floresta é possível descobrir praias quase desertas, onde o pôr-do-sol é sempre um espetáculo que fica na memória.

O Konkani que apesar de ser a língua do estado, e que é falado pela generalidade da população, raramente aparece escrito, seja em placas de sinalização, nomes de lojas, anúncios e publicidade, sendo mais frequente as inscrições em caracteres ocidentais. O inglês, fora dos locais mais frequentados por turistas não está tão presente, mas a simpatia e disponibilidade da população ajudam os turistas que facilmente se desorientam na malha de estradas ausentes de placas de orientação.

Uma visita ao mercado semanal de Mapusa, principal cidade do norte de Goa, transporta-nos para o habitual caos de sons, cortes e cheiros, onde entre uma aparente desordem de lojas, bancas e de vendedores ambulantes se encontra um pouco de tudo e onde se podem encontrar alguns produtos que relembram os quinhentos anos de presença portuguesa, como é o caso do pão que aqui em Goa se chama de pao, dos enchidos com a habitual forma de chouriços ou na original de forma que faz lembras as contas de um rosário.

Lojas de doces com o nome de ‘Felicidade’, o café ‘Aurora’, a loja de licores ‘Branganza’ e muitos ‘Souza’ e ‘Fernandes’, apelidos que surgem inscritos um pouco por todo o lado, em placas de nomes de médicos e advogados, em ‘pastores’ de orientação cristã, em nomes de lojas, restaurantes e de diversas actividades comerciais que trazem à memória um país que se esqueceu de investir na preservação e dinamização de uma cultura e língua que o tempo já erodiu e da qual parece só restar poeirentas recordações.

Pastor d'Souza e companheira... num estado onde o nome de Jesus aparece inscrito um pouco por todo o lado
Pastor d’Souza e companheira… num estado onde o nome de Jesus aparece inscrito um pouco por todo o lado
Casa e arquitectura goesa com o colorido toque indiano
Casa e arquitectura goesa com o colorido toque indiano de sobrios mas refrescantes alpendres
mercearia local
mercearia local perto de Arambol
'pao'
‘pao’ o ’til’ perdeu-se mas manteve-se a essência da palavra para designar pão, somente entendida no estado de Goa, influência da presença Portuguesa, num país em que o pão é sempre espalmado e geralmente sem sal ou fermento
os tradiconais chouriços Goeses, feitos de carne de porco e com a fama de serem muito picantes: São vendidos com a forma tradiconal dos enchidos portugueses mas mais frequentemente em forma de pequenas bolas, como as contas de um rosário!!!
os tradiconais chouriços Goeses, feitos de carne de porco e com a fama de serem muito picantes: São vendidos com a forma tradiconal dos enchidos portugueses mas mais frequentemente em forma de pequenas bolas, como as contas de um rosário!!!
cenário tipico do norte de Goa, onde por entre a densa vegetação de coqueiros surgem caminhos de terra batida de acesso aos campos de arroz que ocupam amplas zonas nas proximidades dos rios, e que apesar de já se sentir o calor característico da estação seca, mantêm o intenso e refrescante verde
cenário tipico do norte de Goa, onde por entre a densa vegetação de coqueiros surgem caminhos de terra batida de acesso aos campos de arroz que ocupam amplas zonas nas proximidades dos rios, e que apesar de já se sentir o calor característico da estação seca, mantêm o intenso e refrescante verde
Praia de Ashwem, continuação do mesmo areal que constitui as praias de Arambol e de Madrem, somente interrompido pela foz de um rio
Praia de Ashwem, continuação do mesmo areal que constitui as praias de Arambol e de Madrem, somente interrompido pela foz de um rio
rio que serve de fronteira entre o estado de Goa e o de Maharashtra, situado a norte. De um lado fala-se o Konkani, do outro Marathi.
rio que serve de fronteira entre o estado de Goa e o de Maharashtra, situado a norte. De um lado fala-se o Konkani, do outro Marathi.
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Paradise Beach, junto ao Redi Forte, fica a uns poucos quilómetros a norte de Arambol, mas já no estado vizinho de Maharashtra

Arambol. Goa

O cheiro do óleo que se intensifica à medida que o sol sob no horizonte, o luz ofuscante do meio-dia incidindo sobre o metal polido dos carris, o zumbir dos insectos somente interrompido pelo chegar de mais um táxi ou tuk-tuk trazendo mais passageiros para aquela desolada estação de comboios. A volta reina uma estranha quietude, uma imobilidade que se torna desconfortável para quem se habituou à cansativa sinfonia de buzinas e motores. Nada parece quebrar esta letargia que aumenta com a intensidade do calor: nem o movimento em torno da bilheteira, nem tão pouco a actividade junto da única loja dedicada à vende de refrigerantes, bolachas, snacks e demais parafernália disponível para quem está prestes a embarcar para o comboio.

Inicia-se aqui uma viagem de mais de 2000 quilómetros que separam o calmo e descontraído estado de Goa da caótica e agitada cidade de Delhi. Durante as mais de 30 horas de viagem, paisagens tropicais dominadas pelo verde dos coqueiros onde a espaços desponta a imaculada brancura de uma igreja, vai dando lugar a cores mais ocres, onde na secura da terra vai despontando a cada vez mais rara vegetação, à medida que o percurso rumo a norte, nos aproxima dos áridos estados do Gujarat e Rajastão. Lufadas de ar quente entram pela janela, tornado difícil perceber se a brisa criada pela deslocação do comboio é sinónimo de alivio ou se contribui para o calor que aos poucos vai tornando o corpo letárgico e as pálpebras pesadas.

Depois de mais de um mês passado em no norte de Goa, mais concretamente em Arambol, ficam poucas saudades de uma localidade que nasceu somente em função da praia, completamente virada para o turismo, onde dificilmente se consegue ter contacto com as tradições, os hábitos ou cultura locais. Não é mais do que uma estrada de acesso à praia, cuja parte final se desenvolve em paralelo ao areal, ladeada de lojas, casas, restaurantes, cafés, agências de viagens, guest houses, mercearias, frutarias, postos de internet, tendas improvisadas de vende de roupa, artesanato, lembranças e souvenires ao estilo kitsch e maioritariamente de fraca qualidade. Por trás desta primeira linha fica um emaranhado de ruas, caminhos e passagens cada vez mais labirínticos e estreitos, que dão acesso ao conjunto compacto de casas e pequenos prédios que forma a povoação de Arambol.

Incaracterística zona, esta de Arambol assim como das demais povoações que cresceram em torno das praias do estado de Goa, onde a tradicional modéstia no vestir e pudor no comportamento tradicionais da Índia é esquecida, com estrangeiros passeando-se em fatos de banho ou em roupas reduzidas pelas ruas, restaurantes e lojas.

Domina o turismo russo, que de tal forma que facilmente se encontra publicidade, anúncios, placas, flyers escritos em cirílico, e com comerciantes a falarem o suficiente da língua para cativarem cliente e fazerem negócio. É tal a presença desta comunidade, bastante fechada na sua língua interagindo pouco ou nada com os restantes estrangeiros e muitas das vezes existem produtos destinados a consumidores russos.

Com o negocio do turismo, muita da simpatia e descontração que caracteriza a população de Goa, tornou-se em avidez e ganância, tornando os estrangeiros somente um fonte de dólares, recebidos com desprezo ou indiferença.

Dos cinco séculos de presença portuguesa fica uma língua quase esquecida mas que resiste nos apelidos, nos nomes de lojas, de negócios, destacando-se os Souza, Fernandes, Piedade, Braganza… ficam os chouriços, os vestidos coloridos, de saia rodada descendo até ao joelho, usados pelas mulheres católicas que contrastam com os tradicionais sahrees.

Resistem ainda as casas construídas segundo o estilo de arquitectura colonial, geralmente de piso térreo, com amplos mas baixos alpendres dominando a fachada principal, e que ainda mantêm os telhados de quatro águas forrados a telha cujos fungos deixados pela humidade durante a monção tornaram escuros.

Apesar do críquete ser o desporto nacional, aqui o futebol marca forte presença, em improvisados campos de terra vermelha, e pela agitação que envolve os jogos do Goa Futebol Club.

Mas a marca mais evidente é sem duvida a religião católica que fez erguer igrejas e capelas um pouco por todo o lado, que se encontram mantidas com esmerado cuidado, iluminadas por colorido e intermitentes néon, e que ao fim da tarde se enchem de fieis, nas suas melhores roupas, onde se destaca o brilho acetinado dos vestidos usados pelas mulheres e o branco imaculado das camisas dos homens.

Mas as igrejas não são local de atração para os milhares de visitantes que acorrem a Arambol, alguns para umas curtas férias, mas muitos para ficarem por meses, sendo frequente voltarem aqui todos os anos, por vezes atraídos não tanto pela praia mas mais por este local se ter tornado ponto de encontro entre viajantes.

Ao fim do dia, a praia enche-se de gente aproveitando a grande extensão de areal deixado pela maré vazia, para caminhar, praticar yoga, cantar, dançar, exibir malabarismos. O pôr-do-sol marca o inicio de um pequeno mercado improvisado nas areias da praia, onde artesãos e comerciantes apresentam os seus artigos, intercalados com vendedores de bolos, salgados e demais delícias caseiras produzidas por estrangeiros residentes em Arambol e nas vizinhas povoações do norte do estado de Goa.

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Arambol beach
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Arambol Beach. vendedor de gelados num momento de pausa
Arambol beach
Arambol beach
Anuncios a terapias, massagens , reiki, cursos, yoga, workshops, etc.... disponiveis em Arambol durante a época alta que começa em Outubro e terminal no fim de Março, altura em que o clima se torna demasiado quente
Anuncios a terapias, massagens , reiki, cursos, yoga, workshops, dança, pintura, meditação, aulas de musica, etc…. disponíveis em Arambol durante a época alta que começa em Outubro e termina no fim de Março, altura em que o clima se torna demasiado quente e os turistas rumam a paragens mais frescas situadas nas encostas do Himalayas
igreja católica à entrada da estrada de acesso à praia de arambol
Igreja católica à qual esta´associado um colégio, situados à entrada da estrada de acesso à praia de Arambol
Arambol beach
Arambol beach
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Da presença portuguesa ficam as casas de estilo colonial, onde sobressai o alpendre de tecto baixo, profusamente decorado, muitas das vezes com imagens religiosas, sendo bem visível as que pertencem a familias católicas e as que as que são propriedade de hindus

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Madrem Beach, situada imediatemente a sul da praia de Arambol: mais calma e com menos gente.
Madrem Beach, situada imediatamente a sul da praia de Arambol: mais calma e com menos gente. Basicamente é a mesma extensão de areal que começa em Arambol e se estende para sul até à povoação de Madrem.
Arabol beach onde a pesca ainda continua apesar dos muitos negócios existentes em torno do turismo
Arambol beach onde a pesca ainda continua apesar dos muitos negócios existentes em torno do turismo

Alojamento:

Existem centenas de alojamentos em Arambol… cabanas de bambu e bungalow na praia, guesthouses, hotéis, apartamentos e quartos… muitos quartos para alugar: ao dia, à semana, ao mês… nem sempre estão identificados, mas o melhor é caminhar pelo confuso e labirinto emaranhado de ruas que se desenvolvem ao longo da estrada que dá acesso à praia. O preço é negociado caso a caso, dependendo do numero de hóspedes, do facto de ter ou não cozinha ou casa de banho partilhada, mas dificilmente se consegue menos do que 400 rupias. A escolha foi para a Vasu Guest House, situada numa zona não muito movimentada, de fácil acesso à rua principal mas suficientemente longe para não sofrer os efeitos do barulho de motas e veículos no constante buzinar.

Curiosamente aqui em Goa, e mais notoriamente em Arambol são as mulheres que comandam o negocio de aluguer de quartos e casas, e muitas vezes encontram-se em pequenos grupos em locais estratégicos interceptando turistas em busca de alojamento. Caso não tenhamos gostado do que nos oferecem, de certo conhecem alguém que tem mais um quarto para alugar… uma vizinha, um familiar, uma amiga… é assim que funciona o grosso do mercado de arrendamento em Goa 😉

Vasu Guest House

Quarto individual: 400 rupias

Quarto duplo: 500 rupias (alugado ao mês fica em 13.500 rupias)

No wi-fi

No hot water

Contact: 9822168071

Vasu Guest House, Arambol, Goa
Vasu Guest House, Arambol, Goa

Onde comer:

Em Arambol não é fácil encontrar restaurantes locais, os chamados dhaba ou hotel, sendo a oferta dominada por restaurantes onde a ementa é um misto de comida indiana, chinesa, mexicana, italiana e israelita. Contudo um olhar mais atento vislumbra um ou outro local com o simples thali, com um preço mais atractivo, mas acima do que é frequente encontrar noutros locais e com o preço um pouco inflacionado.

Existem dezenas ou mesmo centenas de restaurantes, bares, pizarias, pastelarias e cafés em Arambol, tanto ao longo da estrada de acesso à praia como ao longo das dunas. As opções são muitas,

Para café os locais mais populares para saborear um bom expresso ou um americano são o Dreamland Café, na estrada principal, o Cookie Walla, famoso pelas suas bolachas e o Double Dutch, que também funciona como restaurante e que se destaca pelas sobremesas, sendo as mais populares a ‘apple pie’ e o ‘cherry moonsoon’. A German Bakery é uma opção menos sofisticada mas mais barata, sendo os ‘coconut cookies’ uma boa escolha, sendo o pão de evitar, tendo em conta outras opções existentes na cidade.

Dada a permanência de muitos estrangeiros por longos períodos, que podem ser de várias semanas mas que se podem estender mesmo a toda a ‘época alta’, que vai de Outubro a Março, encontram-se ao longo da estrada principal diversas bancas de frutas e legumes, assim como lojas/supermercados que oferecem num exíguo espaço um pouco de tudo, desde alimentos, a produtos de higiene, limpeza, e artigos para a casa. Aqui encontra-se uma boa oferta de produtos ‘ocidentais’ como vinhos, queijos, pão, chocolates, produtos biológicos e demais iguarias para matar-saudades de ‘casa’. Dada a esmagadora presença de turistas russos é possível também adquirir produtos e comida, muitas vezes caseiros, feitos por ex-pats russos residentes em Goa, e que assim encontram um meio de subsistência.

RUTIK: Situado num muito discreto espaço mesmo ao lado do Tender Coconut no acesso à praia, e que funciona num básico abrigo de bambu que oferece também serviço de lavandaria. thali (rice plate) vegetariano por 100 rupias, bem servido e com a opção de ser com arroz integral o que acresce mais 20 rupias ao preço total. Boa variedade de vegetais e com o habitual dhal e bahji, mas de confecção básica, sem brilho e adaptado ao gosto ocidental o que significa poucas especiarias e quase sem picante. Não deixa muitas saudades mas é uma boa opção atendendo ao preço e à quantidade. Também existe a variante de thali de peixe.
RUTIK: Situado num muito discreto espaço mesmo ao lado do Tender Coconut no acesso à praia, e que funciona num básico abrigo de bambu que oferece também serviço de lavandaria. thali (rice plate) vegetariano por 100 rupias, bem servido e com a opção de ser com arroz integral o que acresce mais 20 rupias ao preço total. Boa variedade de vegetais e com o habitual dhal e bahji, mas de confecção básica, sem brilho e adaptado ao gosto ocidental o que significa poucas especiarias e quase sem picante. Não deixa muitas saudades mas é uma boa opção atendendo ao preço e à quantidade. Também existe a variante de thali de peixe.
Thali do restaurante RUTIK, simples mas servido com simpatia numa improvisada construção de bambu, situada à beira do acesso à praia de Arambol
Thali do restaurante RUTIK, simples mas servido com simpatia numa improvisada construção de bambu, situada à beira do acesso à praia de Arambol
Tender Coconut, os melhores, mais suculentos e carnudos côco de Arambol. O preço varia entre 20 e 40 rupias dependendo do tamanho. Este pequeno estabelecimento, situado no primeiro dos acesso à praia de Arambol, atrai dezenas de pessoas e é raro encontra-lo vazio. O dono, Krishna, não sendo de rasgada simpatia é de extrema eficiência e bom na escolha dos melhores côcos.
Tender Coconut, os melhores, mais suculentos e carnudos côco de Arambol. O preço varia entre 20 e 40 rupias dependendo do tamanho. Este pequeno estabelecimento, situado no primeiro dos acesso à praia de Arambol, atrai dezenas de pessoas e é raro encontra-lo vazio. O dono, Krishna, não sendo de rasgada simpatia é de extrema eficiência e bom na escolha dos melhores côcos.
Restaurante Bee’s Knees: na linha de restaurantes turísticos, apostando na comida mexicana, mas que também oferece uma boa variedade de comida indiana, assim como thali. A comida é deliciosa, o serviço eficiente, discreto mas simpático. Os preços são na linha dos demais restaurante de Arambol (entre as 140 e 180 rupias para pratos veg.), mas tem a vantagem de estar incluída uma dose de arroz ou três chapatis. Talvez a melhor opção em Arambol, somente com a desvantagem de ter televisão.
Restaurante Bee’s Knees: na linha de restaurantes turísticos, apostando na comida mexicana, mas que também oferece uma boa variedade de comida indiana, assim como thali. A comida é deliciosa, o serviço eficiente, discreto mas simpático. Os preços são na linha dos demais restaurante de Arambol (entre as 140 e 180 rupias para pratos veg.), mas tem a vantagem de estar incluída uma dose de arroz ou três chapatis. Talvez a melhor opção em Arambol, somente com a desvantagem de ter televisão.
tahli do Restaurante Bee’s Knees por 160 rupias... uma dose suficiente para ser partilhada entre duas pessoas.
tahli do Restaurante Bee’s Knees por 160 rupias… uma dose suficiente para ser partilhada entre duas pessoas.
Mello (South Indian Journey): para quem tem saudades dos snacks típicos do sul, ou seja de Kerala e Tamil Nadu, como dosa, idllis, wada, etc... encontra aqui uma boa opção, com qualidade e muita simpatia, onde a comida é servida num abrigado terraço de bambu. Fica situado perto da estrada principal, por traz da fiada de tendas/lojas que ladeiam o acesso à praia de Arambol, não longe do Tender Coconut.
Mello (South Indian Journey): para quem tem saudades dos snacks típicos do sul, ou seja de Kerala e Tamil Nadu, como dosa, idllis, wada, etc… encontra aqui uma boa opção, com qualidade e muita simpatia, onde a comida é servida num abrigado terraço de bambu. Fica situado perto da estrada principal, por traz da fiada de tendas/lojas que ladeiam o acesso à praia de Arambol, não longe do Tender Coconut.
com o elevado numero de estrangeiros, existe um mercado mais do que suficiente para surgirem produtos 'exóticos' para os hábitos de consumo indinos; é o caso do queijo. em Arambol, assim como em quase todos os locais frequentados por turistas, encontra-se uma grande variedade de oferta de queijo, produzido localmente, mas seguindo o estilo europeu... chévre, camembert, roquefort, blue cheese, etc... sendo os melhores produzidos pela Auroville e os da marca Happy Cow!!!
com o elevado numero de estrangeiros, existe um mercado mais do que suficiente para surgirem produtos ‘exóticos’ para os hábitos de consumo indinos; é o caso do queijo. em Arambol, assim como em quase todos os locais frequentados por turistas, encontra-se uma grande variedade de oferta de queijo, produzido localmente, mas seguindo o estilo europeu… chévre, camembert, roquefort, blue cheese, etc… sendo os melhores produzidos pela Auroville e os da marca Happy Cow!!!
Para acompanhar é fácil de encontrar bom pão confeccionado ao estilo alemão, rico em textura e sabor.
Para acompanhar é fácil de encontrar bom pão confeccionado ao estilo alemão, rico em textura e sabor.
Vinho Madera... falta-he o 'i' para ser da ilha, mas parece ser essa a unica ligação, pois trata-se de um vinho de mesa, branco ou tinto, produzido no estado de Goa, sendo uma clara herança do passado colonial português, que fez de Goa um estado famoso pela liberdade de consumo de alcool
Vinho Madera… falta-he o ‘i’ para ser da ilha, mas parece ser essa a unica ligação, pois trata-se de um vinho de mesa, branco ou tinto, produzido no estado de Goa, sendo uma clara herança do passado colonial português, que fez de Goa um estado famoso pela liberdade de consumo de alcool

Transportes:

Arambol não tem estação de comboios, sendo Prenem e Thivim, as que se encontram mais próximas, situadas a cerca de 30 a 40 minutos da praia de Arambol, sendo necessário recorrer ao serviço de táxi, ou usar os autocarros públicos, pois a distância é demasiado extensa para o serviço de tuk-tuks. De notar que não existe ligação directa entre Thivim e Arambol, sendo necessário mudar de bus em Mapusa. De Prenem é necessário usar um tuk-tuk para ir da estação à cidade, que fica um pouco afastada da povoação.

Caso se opte pelo autocarros públicos, que oferecem um serviço barato e com intervalos de 15 a 30 minutos, estes efectuam paragem na estrada principal que se desenvolve paralelemente à costa, sendo necessário percorrer os cerca de 1000 metros até à praia de Arambol a pé ou de moto-taxi.

Caso se queira compara bilhetes de comboio, e de forma a evitar a excessivas comissões dos agentes de viagens, que podem encarecer o bilhete em pelo menos 400 rupias, chegando a pedir quase o dobro pelo bilhete, o melhor é uma deslocação à cidade de Margao, para compara o bilhete nas estação de comboios. Demora duas horas na ida e mais duas horas par ao regresso, e implica o recuos a três autocarros e a um moto-taxi, o que custa cerca de 300 rupias, que é claramente vantajoso caso se queira adquirir mais do que um bilhete e especialmente se queira evitar os sempre antipáticos e gananciosos agentes de viagens de Arambol.

on the road… de Gokarna para Arambol

Parece simples…. cerca de 200 quilómetros separam estas duas povoações banhadas pelas cálidas águas do Mar Arábico: Gokarna no extremo norte do estado de Karnataka e Arambol, no topo norte do estado de Goa… mas obrigam a mais de 8 horas de viagem e a múltiplos transbordos.

O comboio é uma opção, se bem que pouco atractiva pois ambas as povoações se encontram afastadas de estações de caminho de ferro. De Gokarna a estação mais próxima é Ankola, mas é Karwar, um pouco mais a norte que oferece mais ligações ferroviárias quer para norte como para sul, para as principais cidade de Karnataka como para o estado vizinho de Kerala.

Para chegar a Arambol, as estações de comboios mais próximas são Prenem e Thivim, mas sendo servidas por poucos comboios podem implicar um tempo de espera considerável ou horários menos convenientes.

Perante este cenário o autocarro afigurou-se como a melhor opção. Existem serviços turísticos directos entre os dois locais, mas para quem está em Gokarna é mais difícil encontrar este serviço. Já para quem está em Arambol, é fácil encontrar agências de viagem que vendem bilhetes para estes autocarros.

Assim a solução são os autocarros públicos que para além do atractivo preço oferecem também um serviço com bastante regularidade e razoavelmente pontual, em especial dentro do estado de Goa.

Do terminal de autocarros de Gokarna parte diariamente um autocarro para Margao, segunda cidade de Goa e a que constitui o cerne dos transportes rodoviários e ferroviários no interior do estado.

De Margao à que apanhar um autocarro para a cidade de Panjim, capital do estado de Goa; pode-se usar um dos muitos autocarros locais mas a melhor opção é o suttle que faz a ligação directa, sem paragens.

De Panjim segue-se outro suttle para Mapusa, principal cidade do norte de Goa.

Em Mapusa junto ao mercado local, encontra-se o bus que segue para norte, passando por Arambol. O autocarro não chega propriamente a Arambol, ficando a paragem na estrada principal, sendo necessário seguir a pé pouco mais do que um quilómetro ou em alternativa recorrer a um moto-taxi ou a um taxi.

Parece complexo, mas as ligações são eficientes e a espera não é mais do que 10 a 15 minutos. Os autocarros nem sempre são muito modernos, mas o esforço é compensado pelos sorrisos afáveis dos passageiros, pela animada música de Bollywood, pela decoração de ícones hindus, flores e néon e pela paisagem de verde tropical que a espaços é interceptada por largos e calmos rios.

Resumindo:

Gokarna – Margao (partida 8.15 am; chegada por volta das 12.00 pm) – 118 rupias

Margao – Panjim (suttle) – 40 rupias

Panjim – Mapusa (suttle) – 15 rupias

Mapusa – Atambol (local bus) – o peço varia ente 20 e 30 rupias dependendo da honestidade do cobrador.

horários dos autocarros que partem do Bus Terminal de Gokarna
horários dos autocarros que partem do Bus Terminal de Gokarna
Suttle service Margao-Panjim
Suttle service Margao-Panjim
Suttle bus de Panjim to Mapusa
Suttle bus de Panjim to Mapusa
Um dos vários buses usados no percurso entre Gokarna e Arambol
Um dos vários buses usados no percurso entre Gokarna e Arambol
bilhetes de alguns dos autocarros
bilhetes de alguns dos autocarros
horário da bilheteira da estação de comboios de Margao, a unica onde se pode adquirir bilhetes quando os bihetes já sem encontram esgotados, como a 'turistic quota', 'emergency tickets' e 'tadka system', sem ter que recorrer a intermediários
horário da bilheteira da estação de comboios de Margao, a unica onde se pode adquirir bilhetes quando os bihetes já sem encontram esgotados, como a ‘turistic quota’, ’emergency tickets’ e ‘tadka system’, sem ter que recorrer a intermediários

Gokarna

Depois de uma atribulada viagem que começou em Hampi com o autocarro em over-booking, obrigando alguns dos passageiros a partilhar os compartimentos, do que supostamente deveria ser um sleeping bus, mas onde às três da madrugada os passageiros são despejados num restaurante de beira de estrada, e obrigados a seguir viagem num vulgar autocarro, depois de uma espera de mais de uma hora; a viagem terminou com a chegada ainda de noite à praia de Kudle Beach, uma das praias localizadas perto da povoação de Gokarna, no estado de Karnataka.

 

Gokarna não é mais do que uma pequena cidade, cujo principal ponto de atração são os templos hindus dedicados a Shiva, destacando-se não tanto pela arquitectura dos edifícios, modestos e quase imperceptíveis a quem passa na rua, mas pelo shivalingam (um dos símbolos de Shiva) que atrai inúmeros peregrinos que enchem as ruas junto da cidade, criando um desfilar colorido e inundando o ar com o cheiro doce das flores vendidas por mulheres e crianças à entrada dos templos.

 

A pouco mais do que um quilómetro a sul fica a praia de Kudle, encaixada entre suaves falésias de arenito laranja, que atrai maioritariamente ocidentais e que constitui uma atractiva alternativa à suja, barulhenta e repleta de gente, situada junto à cidade. A sul de Kudle, a uns quinze minutos de caminhada pelas arribas encontra-se a muito mais popular Om Beach, cujo nome vem do forma criada pelas duas baías que recortam o areal), seguindo-se depois a Paradise Beach, ainda mais a sul.

 

Em Kudle Beach, apesar da presença maciça de restaurantes por trás dos quais se encontra sempre alojamento em cabanas ou quartos, mais ou menos rústicos, e onde o menu e a decoração dos restaurantes pouco varia, respira-se uma atmosfera descontraída com vestígios do movimento new hippie, que o por do sol atrai para as areias mornas da praia, dançando, tocando djambé e vendendo bijutaria artesanal.

 

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Kudle Beach
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Kudle Beach
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Om Beach, um pouco mais a sul da Kudle Beach
Kudle Beach
Kudle Beach
Kudle Beach
Kudle Beach
Kudle Beach
Kudle Beach
Gokarna
Gokarna
Gokarna
Gokarna
Gokarna
Gokarna
Gokarna
Gokarna

 

Alojamento:

Kudle Beach está repleta de restaurantes, dispostas lada a lado, por trás dos quais está invariavelmente associada uma guest house que é constituída por cabanas de bambu, mais ou menos rústicas, com mais ou menos conforto.

 

A escolha foi para a Goutami Prasad, mais ou menos situada a meio da praia, que oferece alojamento em quartos, básicas cabanas de bambu com casa de banho partilhada e também cabanas ‘melhoradas’, num misto de tijolo, bambu e telha, com casa de banho. A escolha foi para esta ultima versão onde um quarto duplo fica em 800 rupias (época alta do natal e da passagem de ano) e que passa para 500 rupias findas as festividades.

A Goutami Prasad Guest House destaca-se pela segurança, pelo espaço limpo e cuidado e acima de tudo pela simpatia dos proprietários que também exploram o restaurante anexo.

No wi-fi.

 

Na povoação de Gokarna existem diversas guest houses, que podem ser uma alternativa ao ambiente ‘ocidentalizado’ das praias de Kudle e Om Beach.

 

Goutami Prasad Guest House.
Goutami Prasad Guest House.

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Goutami Prasad Guest House. Casa de banho.
Goutami Prasad Guest House. Casa de banho.

 

Onde comer:

Em Kudle Beach existem inúmeros restaurantes quase todos oferecendo ementa semelhante onde a oferta vai desde a tradicional comida indiana, sempre veg e no-veg, mexicana, pizzas e pastas, sandwichs, comida israelita, sumos e batidos e elaborados pequenos-almoços à base de ovos.

Pele relação qualidade preço, e pela diversidade de oferta destaca-se o Sun Set Restaurante, mas onde o serviço é pouco acolhedor.

A Goutami Prasad Guest House, oferece uma ementa mais modesta, somente com comida vegetariana, onde se destaca o thali, confecionado ao estilo do sul da Índia, onde domina o coco e onde o caril de grão é condimentado com canela.

O lassi de banana foi também uma das escolhas favoritas.

O ambiente neste restaurante é calmo, sem a habitual música que ‘anima’ os outros restaurantes, e onde o espaço é minimalista e impecavelmente limpo.

 

Em Gokarna pode-se fugir um pouco à ementa turística e encontrar a comida típica do sul da Índia, tendo-se destacado o ‘Pai Restaurant’ central e com uma económica e consistente ementa, à base de snacks e onde também se pode encontrar um bom thali assim como um delicioso iogurte caseiro, servido em potes de barro.

 

Também em Gokarna, junto a uma das entradas do terminal de autocarros encontra-se o restaurante ‘Hotel Shree Durganba’ (puré veg), que serve snacks e pequenos almoços típicos do sul da Índia como dhosa, idllis, vada, etc… e ‘kesaribathi uma sobremesa que não é assim tão fácil de encontrar, feita à base de semolina (sêmola de trigo) cozinhada com ghee (manteiga clarificada), açúcar e cardamomo, e que é servida morna.

 

thali vegetariano no restaurante da Goutami Prasad Guest House, com uma grande variedade caris com os sabores avariar ente o picante, o adocicado, e os armas suaves das especiarias de cardamomo e canela, e onde o côco está sempre presente
thali vegetariano no restaurante da Goutami Prasad Guest House, com uma grande variedade caris com os sabores avariar ente o picante, o adocicado, e os armas suaves das especiarias de cardamomo e canela, e onde o côco está sempre presente
‘Pai Restaurant’ na povoação de Gokarna, onde se serve um bom e generoso thali, assim como snacks, dosas, sumos e lassis
‘Pai Restaurant’ na povoação de Gokarna, onde se serve um bom e generoso thali, assim como snacks, dosas, sumos e lassis
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‘Hotel Shree Durganba’ restaurante de comida local. O nome ‘hotel’, nada têm a ver com alojamentos, sendo usado muitas vezes para identificar este tipo de restaurantes, básicos e de ementa limitada, onde as mesas são partilhadas entre a clientela, e onde o tipo de pratos servidos depende do horário das refeições. São frequentados pela população local, pelo que nem sempre é fácil a comunicação em inglês, mas onde os preços são geralmente baratos com um pequeno-almoço a custar cerca de 40 rupias

 

pequeno almoço típico do sul da Índia, com idlis e vada acompanhados de chutney de côco e malagueta e sambar (caril) servido no ‘Hotel Shree Durganba’
pequeno almoço típico do sul da Índia, com idlis e vada acompanhados de chutney de côco e malagueta e sambar (caril) servido no ‘Hotel Shree Durganba’

 

Transportes:

Gokarna não tem estação de comboios, pelo que a melhor alternativa são os autocarros que ligam a cidade tanto a Bangalore, Mysore e outras cidades de Karnataka, como aos principais destinos turísticos como Hampi, no mesmo estado, e a Margao, o único destino no estado vizinho de Goa.

A estações de comboios mais próximas de Gokarna são Ankola e Karwar, sendo esta ultima a principal.

Horário dos autocarros para os destinos mais populares no estado de Karnataka e Goa
Horário dos autocarros para os destinos mais populares no estado de Karnataka e Goa
horários dos autocarros que partem do Bus Terminal de Gokarna
horários dos autocarros que partem do Bus Terminal de Gokarna

Mumbai. Hotel Lawrence

Perante os elevados preços praticados pelos hotéis em Mumbai e na quase ausência de guest houses no centro da cidade a escolha foi para o carismático Hotel Lawrence, cujo pomposo nome nos remete para um passado faustoso a aristocrático, carregado de fleuma britânica.

Contudo a chegada junto ao edifício, sujo e degradado, onde um elevador quase sempre avariado nos empurra para umas escadas escuras de madeira carcomida, que nos levam ao terceiro, transportam-nos para uma realidade onde o tempo parece ter parado.

Uma atmosfera estagnada, dominada pelos castanhos dos móveis, pesadas cortinas de tons neutros, paredes pintadas de bege-sujo pela poeira dos tempos, mosaicos anónimos e gastos, mobílias de madeira pesada, tectos de tinta lascada e ventoinhas balouçantes embaladas pelo chiar vagaroso e monótono de cansados motores.

Um hotel que cativa pela particular atmosfera que apesar de decadente mantem orgulhosa dignidade, seguro e limpo, cuidadosamente gerido por um funcionário zeloso e prestável, cuja fisionomia combina com a decoração, e cujo irrepreensível inglês pronunciado com sotaque britânico nos remetem para um passado colonial, que deixou uma marca forte para além dos pesados edifícios.

Hotel Lawrence

Kala Godha, Colaba

Address: Third floor, ITTS House, 33 Sai Baba Marg (down a side road behind the Prince of Wales Museum, off K Dubash Marg), Kala Godha

Ph: (91-22) 2284-3618.

Quarto Individual: 850 rupias

Quarto Duplo: 950 rupias

Quarto Triplo: 1500 rupias

(todos os quarto têm casa de banho partilhada)

Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence
Hotel Lawrence. Quarto Duplo
Hotel Lawrence. Quarto Duplo
Hotel Lawrence. Quarto triplo
Hotel Lawrence. Quarto triplo
Hotel Lawrence. Preços
Hotel Lawrence. Preços

Mumbai ou Bombay!?!?!

Mumbai ou Bombay!

 

Em 1996 Bombay foi renomeada de Mumbai, como parte da política do partido nacionalista do estado de Maharashtra, do qual é capital, de substituir nomes associados ao império britânico. De facto o nome Bombay remonta da presença Portuguesa que à chegada a este porto, no século XVI, o denominaram de “Bom Bahia”.

 

Mumbai a grande cidade. Esta é mais uma faceta da Índia ainda desconhecida para mim. Uma Índia moderna, sofisticada e cosmopolita.

A grande urbe de 15 milhões de habitantes que é Mumbai e os seus extensos arredores pode parecer um pouco assustadora à primeira vista, mas para a maioria dos visitantes que fica em Colaba, a zona situada no extremo sul da península onde se situa a cidade, entre o Mar Arábico e o delta do Rio Thane Creek, é mais acolhedora e confortável com as suas grandes avenidas, por onde o trânsito circula densamente, pesados edifícios aos estilo colonial inglês de arquitectura deixada pelo Raj e um extenso parque que aos fins de semana se enche de gente para jogar críquete.

 

Um grande contraste com os subúrbios expostos a quem aqui chega de comboio, onde por quase uma hora de viagem desfila um cenário de miséria, repleto de barracas, lixo e de cheiro a esgoto emanado das águas estagnadas.

Mais uma vez um país de fortes contrastes, onde a opulenta riqueza choca com a extrema pobreza.

 

Na zona de Colaba, rodeada de mar dos dois lados, gozando de uma aragem refrescante que compensa o calor e a humidade tropicais, onde a surpreendente presença de árvores e zonas verdes torna as grandes avenidas mais acolhedoras, sobressaem os imponentes e majestosos edifícios construídos durante a presença britânica, numa arquitectura pesada em estilo neo-gótico, onde Victoria Terminus é o exemplo mais dramático com a estação de comboios a assemelhar-se a uma catedral.

 

De longe o local mais popular de Colaba é a Gateway of India, o maciço arco de pedra ao estilo “arco do triunfo”, construído em 1924 para comemorar a visita à Índia do rei George V e da rainha Mary e por onde ironicamente saiu o ultimo contingente de tropas britânicas, em 1948. Ao fim do dia, mas em especial aos fins de semana este local é inundado de visitantes, grupos e famílias, tirando fotografias e petiscando snacks, que tornam por si só um espetáculo muito mais atractivo do que o pesado marco de pedra.

 

Não muito longe, no pequeno bairro de Kala Godha vive-se uma atmosfera que nos remete para uma cidade francesa, lojas, cafés e pastelarias, se apresentam com estilosa e sofisticada decoração, oferecendo atractivas e deliciosas iguarias a uma clientela elegantemente vestida.

 

O Crawford Market, localizado um pouco a norte da estação de comboios Victoria Terminus, numa zona fortemente muçulmana marca pela presença de várias mesquitas, é uma outra face da mesma cidade; uma sucessão de ruas e mais ruas onde se concentra uma intensa actividade comercial, e onde as mercadorias são transportadas, pelas estreitas e apinhadas ruas, em carros de mão ou cestas de bambu que magros e atléticos carregadores equilibram na cabeça ou nas costas, contribuindo uma criar uma quase ininterrupta corrente humana.

 

Leopold Cafe...um icon de Colaba, popular entre estrangeiros e locais
Leopold’s Cafe localizado na movimentada Colaba Causeway, local de referência entre o expats e turistas estrangeiros, funcionando como restaurante e bar, sendo muito popular entre a população local sendo necessário aguardar por mesa à entrada
Mumbai
Mumbai
Mumbai
Mumbai
Oval Ring... que ao domigo se enche de gente e jogar cricket
Oval Maidan, parque que aos fins de semana se enche de gente para jogar críquete, sem duvida o desporto nacional
Marine Drive
Marine Drive, longa marginal junto ao Mar Arábico que serve de passeio ao fim do dia para famílias e grupos de amigos saboreando a refrescante brisa marítima
Mumbai
Fica a memória dos táxis pretos e amarelos numa cidade onde os tuk-tuk foram empurrados para fora do centro
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai
Mumbai
Chhatrapati Shivaji Terminus (CST), também conhecida por Victoria Terminus (VT).
Chhatrapati Shivaji Terminus (CST), também conhecida por Victoria Terminus (VT).
Chhatrapati Shivaji Terminus (CST), também conhecida por Victoria Terminus (VT).
Chhatrapati Shivaji Terminus (CST), também conhecida por Victoria Terminus (VT).
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market
Mumbai. Crawford Market

 

Alojamento:

Hotel Lawrence

Kala Godha

Address: Third floor, ITTS House, 33 Sai Baba Marg (down a side road behind the Prince of Wales Museum, off K Dubash Marg), Kala Godha

Ph: (91-22) 2284-3618.

Quarto Individual: 850 rupias

Quarto Duplo: 950 rupias

Quarto Triplo: 1500 rupias

 

(ver próximo post)

Hotel Lawrence
Hotel Lawrence

 

Onde comer:

Como qualquer grande cidade as opções em termos de restaurantes são muitas e variadas, sendo fácil encontrar comida de variados países.

A zona de Colaba, pela localização perto de hotéis e da zona turística e cosmopolita da cidade oferece muitas opções, mas onde os preços são significativamente mais elevados.

Em Kala Godha destacam-se os cafés ao estilo europeu, com preços equivalentes aos praticados na europa, onde se pode saborear um excelente café e encontrar pão, bolos, croissant ou fazer uma refeição ligeira de sandwich ou saladas.

 

Restaurante Sahakar, perto do Regal Cinema, com uma enorme variedade de excelentes snacks, que constituem uma boa amostra do que se pode encontrar pela Índia, mas onde dominam as especialidades do sul: vada, idllis, dosa... Também se podem encontrar lassi, chai, sumos, batidos, thalis e pratos típicos da cozinha indiana
Restaurante Sahakar, perto do Regal Cinema, com uma enorme variedade de excelentes snacks, que constituem uma boa amostra do que se pode encontrar pela Índia, mas onde dominam as especialidades do sul: vada, idllis, dosa… Também se podem encontrar lassi, chai, sumos, batidos, thalis e pratos típicos da cozinha indiana
Restaurante Kamath’s Vaibhav, perto de Kala Godha, mas na avenida principal (Mahatma Gandhi Road), que apresenta uma lista muito diversificada, mas onde se destaca o thali, com a opção de ser ao estilo do norte ou do sul da Índia, por 110 rupias e 130 rupias, respectivamente.
Restaurante Kamath’s Vaibhav, perto de Kala Godha, mas na avenida principal (Mahatma Gandhi Road), que apresenta uma lista muito diversificada, mas onde se destaca o thali, com a opção de ser ao estilo do norte ou do sul da Índia, por 110 rupias e 130 rupias, respectivamente.
Samosas, bhaji....
Samosas, bhaji….
Na Mahatma Gandhi Road, perto do Bank of India (BOI) e do Tribunal pode.se encontrar um conjunto de três banca estrategicamente localizadas na esquina: uma de venda de chai (mais precisamente masala chai, rico de especiarias), outra de sumo de cana de açúcar e um outro de venda de samosas (chamuças) e bhaji (bolinhos de massa fofa recheados com uma mistura de legumes)... tudo frito ali mesmo ao lago e servido quentinho ao longo do dia, uma delícia por apenas 20 rupias!!!!
Na Mahatma Gandhi Road, perto do Bank of India (BOI) e do Tribunal pode.se encontrar um conjunto de três banca estrategicamente localizadas na esquina: uma de venda de chai (mais precisamente masala chai, rico de especiarias), outra de sumo de cana de açúcar e um outro de venda de samosas (chamuças) e bhaji (bolinhos de massa fofa recheados com uma mistura de legumes)… tudo frito ali mesmo ao lago e servido quentinho ao longo do dia, uma delícia por apenas 20 rupias!!!!

 

Transportes:

Para quem chega a Mumbai de comboio, vindo de norte, a estação terminal é geralmente Bandra Terminus (BDTS), situada na zona norte da cidade, bastante longe do centro.

Para chegar ao centro, em alternativa aos preços exagerados dos taxis (500 rupias) é possível usar o comboio; contudo esta alternativa implica algum esforço visto que é necessário mudar de terminal, o que implica caminhar em direção a sul, cerca de um quilómetro, numa rua pouco convidativa, até encontrar Bandra Junction (Bandra Jn). Também se pode fazer este trajecto de tuk-tuk (30 rupias) mas uma espécie de acordo entre os condutores que se encontram à saída da estação faz com que o preço dificilmente desça abaixo das 100 rupias por pessoa, o que é um exagero para a curta distância a percorrer.

Em Bandra Junction (Bandra Jn) apanha-se o comboio para a estação de Churchgate. Daqui até Colaba é uma distância razoável para ser feita a pé, contudo o peso da bagagem pode obrigar a usar um táxi… sim, táxi, pois no centro da cidade não circulam tuk-tuks.

Muitos dos comboios com destino a sul, Goa, Kerala, etc partem da Chhatrapati Shivaji Terminus (CST), também conhecida por Victoria Terminus (VT), que é a principal estação da cidade, com serviço de comboios suburbanos e de longo curso.

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Carruagem de um comboio suburbano de Mumbai reservada a mulheres

 

Diu

“this is not India, this is Diu!… e com esta frase somos recebidos logo no primeiro dia à chegada a Diu.

Depois dos dias passados no Gujarat, vibrantes e intensos, a pequena ilha de Diu, cuja dimensão é menos do que 12 quilómetros de comprimento por 3 de largura, calma e tranquila mostrou-se à primeira vista pouco atractiva e “sem sal”; a principal atracção são as praias e principalmente os bares, pois a sua localização num estado onde impera a lei-seca torna este pequeno território autónomo (Union Territory) num local muito atractivo, em especial aos fins de semana.

Da longa presença portuguesa sobressaem as majestosas igrejas, todas pintadas de imaculado branco, fortes e alguma da arquitectura colonial portuguesa, onde os telhados mantêm as tradicionais telhas, no nome de estabelecimentos comerciais, empresas, restaurantes e alojamentos, mas sobretudo a língua portuguesa que inesperadamente se mantem presente em algumas famílias, facilmente identificadas pelos apelidos… Fernandes, Souza…

Num percurso pela ilha, que se pode fase numa manhã, deparamo-nos inevitavelmente com a povoação de Vanakbara, situada no extremo oeste da ilha, fortemente ligada à actividade piscatória, a avaliar pelos mercados, e pelas redes estendidas, pelo peixe a secar ao sol cujo cheiro é presença constante em toda a ilha, pela construção de barcos de pesca seguindo os moldes artesanais e principalmente pela actividade junto do porto, onde centenas de barcos se reúnem e que fervilha de actividade.

Apesar de não ter deixado uma marca significativa nas memórias destas duas semanas passadas no Gujarat, sobressaiu uma atmosfera calma e tranquila, com zonas de paisagem natural praticamente intocada, assim como a simpatia das pessoas, que fazem de Diu um local agradável e relaxante.

... em Diu joga-se futebol em vez de criket
… em Diu joga-se futebol em vez de criket
Cidade de Diu
Cidade de Diu
"lugar de culto. proibido tocar musica ou rufar tambores" inscrito nas paredes exteriores de uma mesquita na Cidade de Diu
“lugar de culto. proibido tocar musica ou rufar tambores” inscrito nas paredes exteriores de uma mesquita na Cidade de Diu
Cidade de Diu
Cidade de Diu
Topo da Igreja de São Tomé Contudo de onde se tem uma excelente vista para o mar e para a zona antiga da cidade onde o imaculado branco das igrejas sobressai no denso verde das palmeiras e demais vegetação tropical
Topo da Igreja de São Tomé Contudo de onde se tem uma excelente vista para o mar e para a zona antiga da cidade onde o imaculado branco das igrejas sobressai no denso verde das palmeiras e demais vegetação tropical
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Vanakbara
Praia de Jallandhar
Praia de Jallandhar

Alojamento:

Hotel São Tomé Retiro

Quarto Duplo com wc: 800 INR

Quarto Duplo c/ wc partilhado: 500 INR

Quarto Individual c/ wc partilhado: 300 INR

(todos estes valores são negociáveis pois o espaço permanece quase vazio)

Charmosamente acoplado à igreja do mesmo nome, mantendo a arquitectura tradicional portuguesa, este alojamento encontra-se numa espécie de semi-abandono, o que cria um ambiente um sórdido e pouco convidativo. Destaca-se ainda a pouca simpatia e a desorganização de quem está à frente do negócio. Pouco recomendável.

Nas imediações existe a “Herança Goesa”, uma guest house com ambiente familiar, cujos proprietário de ascendência portuguesa, assim como a restante família, ainda falam a língua.

Hotel São Tomé Retiro
Hotel São Tomé Retiro
Hotel São Tomé Retiro. Quarto
Hotel São Tomé Retiro. Quarto
Hotel São Tomé Retiro
Hotel São Tomé Retiro

Onde comer:

Em termos de refeições Diu ofereceu uma desanimadora oferta, com os restaurantes mais concentrados numa gama de turismo mais endinheirada e onde o consumo de álcool, principalmente cerveja é um dos principais atractivos, e onde as poucas bancas de rua não ofereceram grande alternativas.

Para além disto, segue-se aqui uma invulgar rigidez no horário das refeições, onde os restaurantes fecham entre o almoço e o jantar, tornando-se impossível fazer uma refeição para quem chega fora-de-horas.

Um dos restaurantes escolhidos foi “O’ Coqueiro” onde para além de pratos aos estilo indiano, onde domina o peixe e o marisco, serve também comida portuguesa… ou algo do género, pois a avaliar pela descrição dos pratos é algo de novo e invulgar comparado com o que se cozinha em Portugal, mas que se pode justificar pela distância entre os dois territórios que evoluíram quase independentes um do outro.

Restaurante “O’ Coqueiro”
Restaurante “O’ Coqueiro”

 

 

Transportes:

Não existe estação de comboios em Diu.

A alternativa são os autocarros que ligam este território às principais cidades do Gujarat; de Junagardh existem autocarros públicos pelas 9 horas da manhã. A viagem demora cerca de 5 horas e custa 20 rupias.

Os autocarros terminam no Terminal de Autocarros de Diu (Diu Bus Terminal) que fica logo à entrada da ilha, depois de se cruzar a ponte que liga Diu ao território indiano. Daqui pode-se ir a pé até à maioria das guest houses.

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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