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Stepping Out Of Babylon

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Stepping out of Babylon

28 dias na China: mapa e itinerário

Itinerário:

Kunming: 4 dias

Dali: 3 dias

Lijiang: 3 dias

Shangri-lá (Zhongdian): 3 dias

Daocheng e Parque Natural de Yading: 3 dias

Litang: 3 dias

Kanding: 1 dia

Sertar e Larung Gar: 4 dias

Chengdu: 4 dias

China: itenerário
China: itinerário

Custo:

18,5 €/dia

… valor por pessoa, considerando viajar sozinho, comendo apenas comida local (vegetariana) em restaurantes informais, mercados e street-food; dormir maioritariamente em hostels com dormitórios, viaja em transportes públicos sempre que possível; sem consumo de álcool, refrigerantes ou tabaco; comunicações (chamadas telefónicas e Internet) não está comtemplado neste valor; compras e lembranças também não estão incluídas.

Nota: esta viagem foi realizada em maio/junho de 2014.

Ver também:

Como obter o visto Chinês no Laos

A comida na China

Bali para Lombok… de ferryboat

Demora tempo, sim!… um tempo agradável para não fazer nada, uma coisa que não estamos muito acostumados a fazer… e às vezes não é assim tão fácil!!!

E numa viagem de ferry boat não há realmente muito a fazer. Basta escolher um local confortável no exterior do barco, sentir a brisa húmida do mar e observar a paisagem deixando que a mente se esvazie de pensamentos e permitir que o corpo relaxe com a suave oscilação do barco, enquanto o som abafado dos motores se mistura com o quebrar da ondulação no casco do navio.

A chegada à ilha de Lombok coincidiu com o pôr-do-sol, que pintou de cores mágicas as colinas verdes que formam esta ilha vulcânica, onde a vegetação irrompe por entre as rochas negras.

Pandangbai, Bali
Porto de Pandangbai, Bali
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)… uma viagem onde nem passageiros nem tripulação parece ter pressa ou mostrar impaciência para a partida do ferry
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar) onde muitas pessoas aproveitam as mais de 4 horas de viagem para dormir
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)
Public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Chegada a Lembar (Lombok), um dos pontos de ligação entre Bali e Lombok

Como ir de Ubud a Kuta-Lombok:

  • A primeira etapa é de Ubud para Pandangbai (às vezes escrito como Pandang Bai). Para mim a melhor opção foi o Perama bus (um tipo de autocarro turístico), pois não consegui encontrar os bemos em Ubud. Há 3 Perama Bus por dia de Ubud para Pandangbai (ver foto abaixo); eu apanhei das 11.30 e consegui chegar a Lombok (porto de Lembar) ao do pôr-do-sol.
  • O bus de Ubud para Pandangbai leva 1.5 horas e custa 75.000 Rp.
  • O bus é directo, sem paragens, e termina muito perto do cais. Para chegar ao ferry boat (também chamado de slow boat) basta caminhar na direção do mar, ignorando as pessoas que tentam vender viagens de barco mais rápidos (identificados como fast boats) mas muito mais caras.
  • A bilheteira para os ferry boats encontra-se no interior do edifício situado do lado esquerdo de quem entra na zona portuária. Em caso de duvida o melhor é pedir informações a alguém vestido com um uniforme ou a um funcionário do porto, pois caso contrário pode-se obter informações erradas dos vários angariadores que circulam pela área portuária.
  • O bilhete de ferry custa 40.000 Rp e a viagem demorou 4,5 horas.
  • Quando se chega a Lembar basta caminhar em direcção à saída e tentar ignorar os vários taxistas e angariadores que surgem de todo o lado.
  • Quando eu cheguei (por volta das 6.30 p.m) não havia qualquer tipo de transporte público, nem bemos nem autocarros. Grab, Uber e GoJek não estão disponíveis em Lombok pelo que a única hipótese é recorrer a um táxi. O melhor é afastarmo-nos da zona do porto até chegar à estrada principal onde se pode esperar por um táxi.
  • Para quem viaja sozinho a melhor opção é tentar encontrar alguém, entre os vários estrangeiros que viajem no barco, que vá para o mesmo destino, e assim poder partilhar as despesas de transporte.
  • Eu ia para Kuta Lombok, um local não muito turístico, mas encontrei mais duas pessoas que tinham o mesmo destino, e partilhamos uma mini-van que se encontrava estacionada em frente ao supermercado Indomat, situado a uns 400 metros do cais. A viagem para Kuta Lombok ficou em 60.000 Rp por pessoa.
  • A estrada para Kuta é boa e a viagem demorou cerca de 30 minutos.
Schedules of the Perama buses that departure from Ubud. Perama offer a service direct to Kuta Lombok, that cost 300.000 Rp, .... but choose to take the public ferry.
Horários e preços dos serviços disponíveis pela Perama Bus a partir de Ubud. Perama tem um serviço directo para Kuta Lombok, que custa 300.000 Rp… mas são necessárias, no mínimo duas pessoas, por isso optei pelos serviços públicos de ferryboat.
Perama office at Ubud, where you can buy the ticket and catch the bus to Pandangbai
Escritórios da empresa Perama Bus em Ubud, que oferece serviços de shuttle bus entre Ubud e Pandangbai, e para muitos mais destino em Bali e também Lombok. Um forma fácil e rápida de viajar mas não a mais económica.

Informações práticas sobre o ferryboat de Pandangbai para Lembar:

  • Preço da viagem em ferryboat: 000 Rp. Comprar o bilhete somente na bilheteira que se encontra dentro do edifício. Em Pandangbai o edifício está localizado dentro da área do porto, no lado esquerdo.
  • O ferry funciona 24 horas.
  • Não existe um horário fixo para os ferrys, mas geralmente parte um a cada hora, mas pode demorar mais tempo dependendo do número de veículos a entrar no barco… e ninguém parece estar com pressa!!
  • A minha viagem levou, 4.30h mas podem ser mais longa se as condições do mar forem más.
  • No ferry há algumas bebidas e pacotes de snacks, mas caso se queira evitar comida processada, pode-se comprar uma refeição a uma das vendedoras que circula na zona do cais com bandejas de pacotes de comida, geralmente nasi-goreng.
  • O ferry fica parte cheio de motas e carros, mas não transporta muitas pessoas, o que garante muito espaço para arranjar um local confortável para viajar a até para dormir, que é a opção mais popular entre a população local que faz esta viagem. Para mim o melhor é fazer a viagem no exterior do navio, no convés próximo da cabine do piloto… se a cancela estiver fechada não há problema em abrir e viajar nessa zona, que oferece uma boa vista durante toda a viagem.
Para obter informações mais detalhadas e atualizadas:

Http://www.lombok-network.com/ferry_tarrif.htm

Como ir de Ubud para Kuta Lombok, tempo e custos:

  • bus Perama: três autocarros por dia (7:00, 11:30 e 15.00h), 000 Rp (1,5 horas de viagem)
  • Ferryboat: 4.30h de viagem, 000 Rp
  • Mini-van: 000 Rp/pessoa (mínimo 2 pessoas)
  • Total: 000 Rp

Perama Bus dispõem de um serviço directo de Ubud para Kuta Lombok por 300.000 Rp, mas são necessárias, no mínimo, duas pessoas.

NOTA: não há Uber, Grab ou GoJek em Lombok!
Ticket of the public ferry Bali-Lombok (Pandangbai to Lembar)
Bilhete de ferryboat (public ferry) entre Bali-Lombok (de Pandangbai para Lembar)

Ubud… templos e campos de arroz

Campos de arroz, espiritualidade, ioga, meditação, comida saudável… tudo isto faz parte do clichê de Ubud! Mas apesar da presença massiva do turismo Ubud mantém ainda muito do carácter e da cultura Balinesa, emoldurada pelo verde dos campos de arroz e dos coqueiros, conservando ainda um certo toque mágico que atrai tantos visitantes, que fizeram desta área rural um dos destinos mais populares na Ilha de Bali!

À primeira vista é difícil imaginar como era Ubud à 20 anos, antes da chegada do turismo que encheu a vila de lojas de roupa e ourivesarias, galerias de arte, restaurantes, cafés, spas, hotéis, resorts e villas, focados fundamentalmente numa gama de turismo sofisticado e de alta qualidade, mas com espaço ainda para backpackers.

Afastando-nos desta actividade comercial que domina o centro de Ubud, encontramos facilmente uma paisagem rural, onde a floresta deu lugar a campos de arroz, que moldaram as suaves encostas em ondulados socalcos.

Uma caminhada ao longo dos campos de arroz é quase obrigatória, com a paisagem de vibrante verde criando um contraste com o brilhante céu azul, onde as nuvens de algodão branco não são suficientes para esconder o intenso sol. A forte humidade que se desprende dos campos alagados mistura-se com o suor, que rapidamente ensopa a roupa, tornando estas caminhadas mais cansativas do que se poderia imaginar, tendo em conta as distâncias.

Contrariando o estilo de vida cosmopolita e ocidentalizado de Ubud encontram-se os templos Hindus, que espalhados um pouco pelas várias ruas de Ubud, mantêm uma orgulhosa serenidade, com seus guardiões em forma de dragões e outros seres mitológicos, protegendo a entrada destes lugares sagrados, escondidos por detrás das paredes de tijolo vermelho.

Sendo Bali a única ilha Hindu em toda a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, a religião tem aqui uma presença forte no quotidiano dos habitantes. Diáriamente, rituais e oferendas são feitas nos templos e altares existentes em cada casa, a fim de pacificar os deuses e espíritos, em especial os espíritos malignos, responsáveis por doenças e desastres. Tendo uma forte ligação com o hinduísmo praticado na Índia, as crenças, tradições e rituais religiosos em Bali apresentam-se muito diferentes, parecendo quase uma outra religião aos olhos de um estrangeiro.

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Pura Padang Kerta. Ubud
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Guardiões à entrada dos templos protegem o espaço sagrado dos maus espíritos. Pura Padang Kerta. Ubud

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Muitos dos templos Balineses conservam os tradicionais telhados feitos com fibras de coqueiro. Ubud
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Altar decorado especialmente para a celebração do festival que antecede o Nyepi day.
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Gunung Lebah Temple. Bali
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pequeno altar, do muitos que se encontram por todas as ruas de Ubud, com uma pilha de oferendas feitas de folhas de arroz, bananeira, flores e incensos. Ubud
Sobre Ubud, muitas coisas foram já escritas e há imensa informações sobre alojamento e comida, mas pouco coisa se encontra sobre locais realmente baratos… não na perspectiva de quem viaja em modo de férias, mas para viagantes de longa duração, onde cada cêntimo conta!!! 😉 Aqui vão algumas sugestão sobre onde encontrar comida local, a preços locais, assim como alojamento barato num verdadeira homestay, onde quase nos sentimos parte do quotidiano da família.

Onde dormir em Ubud (low budget):

Se você quiser fugir das vilas, resorts e lugares de luxo, as melhores opções são as guesthouses e homestays. Há uma grande variedade deste tipo de alojamentos em Ubud, e o melhor é caminhar pelas ruas da povoação e procurar um letreiro com um aspecto simples e pouco sofisticado, o que geralmente corresponde a lugares despretensiosos e baratos.

Caminhando ao longo da Jalan Hanoman encontrei a Dewi Ayu 2 … este local é realmente uma homestay, onde habita uma família, calmo e muito bem localizado no centro de Ubud, oferecendo diferentes tipos de quartos. Os mais baratos (100.000 Rp) são espaçosos, com ventoinha, mobiliário básico, duche com água fria e um terraço virado para o jardim, onde é servido o pequeno–almoço, que inclui café, uma generosa porção de frutas e a “habitual” panqueca de banana… uma presença constante dos pequenos-almoços servidos aos turistas, sem qualquer tradição na cultura Balinesa!

A família é acolhedora e simpática com toda a gente falar um pouco de inglês, e durante o Nyepi, quando todos os restaurantes estavam fechados, foram oferecidas duas saborosas refeições a todos os hóspedes, preparadas pela “avó” da família.

morada: Dewi Ayu 2, Jalan Hanoman, 41. (não têm website nem vêm nos site de reservas de alojamento J)

A Jalan Sugriwa e a Jalan Jembawan, duas ruas tranquilas paralelas à Jalan Hanoman são também um bom lugar para procurar alojamentos baratos em Ubud.

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Dewi Ayu 2 Homestay. Ubud. Bali
Dewi Ayu Homestay. Ubud. Bali
Dewi Ayu 2 Homestay. Ubud. Bali

Onde comer comida local e barata:

Padang food: esta é a opção mais popular em Bali. O “padang” ou “masakan padang” são restaurantes simples, sem menu, que servem uma grande variedade de comida, que se encontra sempre exposta numa vitrine: carne, peixe, tofu, tempeh, caril, legumes, ovos… e arroz, é claro! As refeições podem ser consumidas no restaurante ou embalados para take-away. As porções são generosas e uma refeição custa cerca de 20.000 Rp, menos de 1,5 €.

Estes género de restaurantes abrem cerca das 11 a.m. e fecham por volta das 8 p.m… alguns, especialmente em pequenas cidades e aldeias, fecham após a hora do almoço.

  • Rumah Makan Sari Minang (Jalan Ray Pengosekan, perto do cruzamento com a Jalan Raya Nyuh Kuning, em frente ao Alfamart)… o meu restaurante preferido!!!
  • Sanak (Jalan Hanoman, 7)
  • Puteeri Minang (Jalan Raya, 77)
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Rumah Makan Sari Minang… por detárs deste longo nome está uma comida deliciosa, estilo padang, para comer no local ou para take-away… o meu restaurante favorito em Ubud
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Padang food

Warungs: São restaurantes locais, geralmente simples e informais. Têm um menu, por vezes publicado na parede com os habituais pratos da gastronomia Indonésia: nasi goreng, gado-gado, nasi campur, etc … os preços variam entre 20.000 a 40.000 Rp.

  • Warung Lokal (Jalan Gootama, 7)… quase sempre cheio de estrangeiros!

Comida de rua: existem algumas opções de street-food fora das principais ruas de Ubud. Normalmente, estas bancas começam a funcionar depois do pôr-do-sol… vendendo satay (espetadas de carne grelhadas), bakso (sopa de almôndegas), martabak (um roti recheado de legumes, ovo, etc…), goregan (carne, peixe ou tofu frito) e injin (uma panqueca recheada de arroz e regada com leite condensado). Em Ubud, não longe do centro pode-se encontrar street-food em:

  • no cruzamento entre a Raya Pengosekan e a Jaan Made Lebah, em frente de um supermercado (Indomat).
  • na Jalan Raya Ubud, entre Jalan Jembawan e a rotunda com a estátua de Anjuna (Jalan Raya Andong).
  • Perto da hora do almoço, é possível encontrar nas ruas adjacentes ao mercado de Ubud, mulheres vendendo pacotes de comida (em formato de cone) empilhados num tabuleiro que transportam à cabeça… nasi goreng, ayam, tofu… com preços a rondar os 10.000 Rp.
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Nasi goreng (arroz frito) e tofu goregan (depp-fry) são uma das opções de street-food, Ubud
Martabak... cooking rotis with different filling and a lot of oil... only show up arounf sunset
Martabak… rotis recheados de carne, ovos ou legumes, mas sempre fritos com muito oleo… só surgem nas ruas pelo pôr-do-sol. Ubud

Câmbio de dinheiro em Ubud:

Há muitas de lojas para trocar dinheiro (money exchangers) em Ubud… mas há também muitas histórias sobre “esquemas” para enganar os turistas. Eu não tive nenhum problema das três vezes que troquei dinheiro, o processo é fácil e nem é preciso mostrar o passaporte:

  • PT Bali Maspint Jinra, localizado na Jalang Pengosekan … próximo do Bening Bungalows.
  • PT Bali Hastie Indomalaya, localizado no lado oeste da Jalan Raya Ubud.

Transportes em Ubud:

Não é uma tarefa fácil movimentar-se em Ubud para distâncias superiores ao que é razoável ser feito a pé, pois as empresas de transporte Uber, GoJek, Grab… estão banidas da cidade devido ao lobby dos motoristas de táxi e moto-táxi, que se encontram em cada rua e em cada esquina oferecendo os seus serviços.

Os Bemos (uma espécie de mini-autocarros) aparentemente também não circulam em Ubud, e durante o tempo que lá estive não vi nenhum.

Para visitar os campos de arroz e o Campuhan Ridge pode-se caminhar a pé desde o centro de Ubud. Mas para distâncias superiores a três quilômetros, considerando o clima quente e húmido, o melhor é recorrer aos serviços de um táxi ou um moto-táxi, estes últimos sendo a opção mais barata para quem viaja sozinho. O preço deve ser negociado antes da viagem… 3 km de moto-táxi não devem custar-lhe mais que 20.000 Rp, mesmo em um dia com chuva!!!!

.... only taxis or moto-taxis
…. só taxis ou moto-taxis, todas as companhias de transporte está banidas de Ubud, pela “máfia” local.

O que fazer em Ubud a custo zero:

  • Caminhada ao longo do Campuhan Ridge: muito popular e com bastantes visitantes ao pôr-do-sol. O percurso começa no lado oeste de Jalan Raya Ubud, antes da pequena ponte/viaduto.
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Caminhada pelo Campuhan ridge, Ubud
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Caminhada pelo Campuhan ridge, Ubud
  • Caminhada pelos campos de arroz: percurso fácil e agradável, mas com poucas sombras; começa na Jalan Raya Ubud, pouco antes do Puri Lukisan Museum e termina próximo do Desa Templ, também na Jalan Raya Ubud. Pelo caminho há alguns restaurantes.
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Campos de arroz e coqueiros são a escondida paisagem por detrás das ruas cosmopolitas de Ubud
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Caminhada pelos campos de arroz. Ubud
  • Caminhada até o rio: passa por campos de arroz e dá acesso ao rio pode ir para o rio e no caminho de volta passa por uma área mais sombria. Este percurso começa em Jalan Raya Ubud, perto da Eden House, onde é necessário virar à esquerda depois de andar uns 100 metros. Quando se chega ao sinal que indica o rio (não vale o esforço para ir lá baixo), pode-se virar à direita e seguir o canal de irrigação e descer novamente para Ubud até à proximidade do Desa Temple. Pelo caminho há alguns restaurantes e quiosques onde se pode comprar um côco (15.000 Rp) e descansar à sombra.
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Caminhada até ao rio no meio de fetos e bambus… Ubud
  • Petulu e as garças: para chegar à zona onde as garças se reúnem para pernoitar é necessário pagar 20.000 Rp, dinheiro que serve para suportar a comunidade local.

Esta pequena aldeia, a cerca de 6 km ao norte de Ubud é famosa por ser o local escolhido pelas garças para pernoitar, regressando à aldeia ao pôr do sol, decorando as árvores de pontos brancos e enchendo o ar com o característico chilrear.

O espetáculo oferecido pelas garças não é nada de especial, mas a estrada que leva à aldeia de Petulu, que começa algures na movimentada Raya Petulu, é bastante agradável e dá para ter uma ideia do que era Ubud antes da chegada do turismo. É uma caminhada longa com mais de 6 quilômetros e a parte ao longo de Raya Petulu é desinteressante.

Petulu
Petulu… longe do circuito turistico, a vila conserva o ambiente rural que provavelmente caracterizou Ubud antes de chagada massiva do turismo
Petulu
Petulu… em Março é o fim da época de nidificação e é facil de avistar muitos juvenis nas árvores durante todo o dia

Ogoh-ogoh… o desfile dos maus espirítos

Que descanso!!!!… após a algazarra do desfile dos Ogoh–Ogoh, o dia do Nyepi começar silencioso com o céu de um azul intenso decorado com nuvens brancas, envolvendo a turística povoação de Ubud, no coração da ilha de Bali, a única das ilhas que compõem a Indonésia onde domina a religião hindu.

De acordo com o calendário Saka, o ano novo é comemorado com um dia de silêncio, o Nyepi, quando todos os habitantes da ilha ficam em casa, todas as lojas e restaurantes estão fechados, não é permitido circular nas ruas a pé ou de carro, a actividade em casa é reduzida ao mínimo, as luzes são apagadas, não há música, TV ou rádio, e até mesmo o aeroporto de Bali é encerrado durante 24 horas. Essas regras são aplicadas a todos os que permanecem na ilha durante este dia, independentemente da religião ou nacionalidade, com os Pecalang, uma espécie de polícia civil, a patrulha as ruas para garantir que estas regras são respeitadas.

Mas o dia antes Nyepi está é agitado e barulhento com o desfile dos Ogoh-ogoh. Estátuas representando demônios são construídas pela população local em todas as povoações da ilha, simbolizando o mal e os espíritos malignos responsáveis pelas doenças e misérias.

Os Ogoh-Ogoh são transportados sobre uma estrutura de bambu, carregada em ombros, pelas ruas das povoações, geralmente por homens e adolescentes, desfilando em frente aos templos, onde executam uma espécie de dança ao som da gamelan, a orquestra tradicional Balinesa. Entre vozes, gritos, as ruas enchem-se de excitação à medida que chegam estes demónios, feitos de espuma, resina e esferovite.

No final do dia, antes da meia-noite os bonecos de formas demoníacas, semi-humanas semi-animais, são desmanchados e queimados, como que um ritual de purificação, ao qual se segue 24 horas de silêncio em toda a ilha de Bali… para não acordar os maus espíritos!!!

Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parede, Bali
Ogoh-Ogoh Parade, Bali

Em casa, antes do desfile dos Ogoh-ogoh, a família junta-se a circula pela casa, gritando e fazendo barulho com pratos metálicos, numa tentativa de afastar os espíritos malignos, deixando para trás um rasto do cheiro de paus de bamboo queimado.

O dia antes do Nyepi, é ocupado com diversos rituais em torno dos templos, com a população a entregar complexas oferendas, feitas de flores e frutas, participando em longas e complexas cerimónias, onde os estrangeiros não são permitidos mas onde a música do gamelan, está presente com o seu melodioso som onde sobressai o ritmo do xilofone.

Os sarongs festivos das mulheres, as garridas cores da kebaya, (uma espécie de camisa que é usada com uma faixa atada à cintura), e o cabelo decorado com plumélias, flores que são o símbolo da ilha, contrastam com a indumentária mais sóbria dos homens, com sarongs com padrões de batik em cores escuras, camisa branca e o udeng, um lenço atado de forma elaborada à cabeça, e que faz parte da forma de vestir tradicional de Bali, e que continua a ser usada quotidianamente por muitos homens.

Offerings that can be find every where, streets and houses
Oferendas colocadas em frente às casas, com flores e comida Ubud, Bali
Special offerings for festivals
Oferendas colocadas nas ruas em frente à entrada de lojas e casas, com flores e delicadas decorações feitas em bambu. Ubud, Bali
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Mulheres vestindo sarong e kebaya, carregando elaboradas oferendas que são entregues no templos, mas onde os estrangeiros não podem entrar. Ubud, Bali
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As flores da plumélia são as mais populares em toda a ilha na decoração de templos e são também usadas por homens e mulheres durante os rituais religiosos. Ubud, Bali
Special offerings during the festival
Oferendas colocadas nas ruas em frente à entrada de lojas e casas. Ubud, Bali
Rituals in front of the temples
Rituais que incluem a representação de animais, que juntamente com as oferendas carregadas pelas mulheres fazem parte dos rituais que antecedem o Nyepi, o dia do silêncio em Bali. Ubud, Bali
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Indumentária para os dias de festival, sem a qual não se pode entrar nos templos. Ubud, Bali
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caixas feitas de fibra de bambu, com as oferendas a depositar nos templos no ultimo dia do ano, segundo o calendário Sasak. Ubud, Bali
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Rituais em frente aos templos no dia anterior ao Nyepi. Ubud, Bali

Informações sobre o desfile Ogoh-ogoh em Ubud:

O desfile Ogoh-ogoh começa às 5 da tarde, mas duas horas começam a reunir-se em frente aos templos os diferentes grupos carregando as estátuas dos demónios. A parada termina por volta das 9 da noite, depois do desfile pelas ruas de Ubud, com todos os Ogoh-ogoh a encaminharem-se para o Monkey Forest Temple, onde são queimados por volta das 11 da noite.

O desfile passa por várias ruas de Ubud, mas o centro de toda a actividade é ao longo da Jalan Hanoman próximo da Pura Padang Kerta (templo Padang Kerta).

Mas o festival começa três ou quatro dias antes, com várias cerimônias nos templos, e a colocação de elaboradas oferendas, de flores, arroz, carne, côco, etc… nas ruas e no interior das casas.

Não é permitida a entrada de estrangeiros nos templos durante este período, mesmo que se use o traje tradicional balinês com sarong, kebaya, udeng…

Caminhando pelas aldeias da tribo Palaung

Estranha sensação esta de estar numa remota povoação onde as colinas e as sinuosas e íngremes estradas de terra batida criam uma barreira com o mundo moderno.

Uma sensação de isolamento que é intensificada com o cair da noite, onde um manto de escuridão envolve a aldeia, onde o negrume da noite sem lua entra pela janelas, criando uma espessa barreira entre nós e os habitantes da casa onde vamos passar a noite, e onde as diferenças culturais e linguísticas não permitem romper.

Habitações amplas e feitas de madeira e bambu, simples, confortáveis as acima de tudo funcionais, onde o fogo é o centro da casa, sendo mantido aceso durante todo o dia, desde os primeiros raios de sol até à hora de dormir… que aqui não é muito depois das nove horas. Um fumo fino e discreto, que faz arder os olhos e deixa um rasto odorífero nas roupas, lembrando-nos quão diferente é o modo de vida do campo.

Pouco depois do pôr-do-sol, assim que o céu escurece, cessam os movimentos nas ruas da aldeia Palaung, aquietam-se os balados dos burros, o cacarejar das galinhas, o chilrear das aves e os risos das crianças. Todos os habitante recolhem às casas, envoltos nos rituais de preparação de comida. Rituais onde todos os habitantes, incluindo as crianças, parecem saber de cor o seu papel, fazendo com que o quotidiano se assemelhe a numa peça de teatro mudo.

Uma camada fina de fumo permanece na principal divisão da casa, uma área ampla desprovida de mobília que funciona como sala e cozinha. Os poucos pertences esperam dias festivos em armários embutidos nas paredes de madeira, quase se tornando invisíveis na penumbra que preenche permanentemente o espaço, apesar das várias janelas que olham para a sucessão de colinas cobertas de vegetação.

Desta primeira paragem numa aldeia nos arredores de Kyaukme, seguiram-se mais dois dias de caminhada pela região Oeste do estado de Shan, onde domina a tribo Palaung, cuja população partilha a herança étnica com a China, mas que durante séculos desenvolveu características próprias como a língua e a gastronomia.

Os Palaung, cujas feições são mais asiáticas do que a etnia Bamar (dominante em Myanmar) são facilmente reconhecíveis pela forma como as mulheres vestem, com sarongs de cores garridas em tons de púrpura, azul e verde, e pelo lenços branco que cobrem descuidadamente as cabeças, cujo cabelo é mantido rapado, seguindo uma desconhecida tradição.

Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
A tecelagem é parte do quotidiano das mulheres da tribo Palaung
A tecelagem é parte do quotidiano das mulheres da tribo Palaung
Palaung_Kyaukme_Shan State_Myanmar_DSC_2934
interior de uma das casas onde pernoitamos durante os três dias de caminhada pelas aldeias Palaung
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
nas principais aldeias existe sempre um pequeno mosteiro anexo à pagoda, pelo que é comum encontrar crianças com os trajes monasticos
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State

 

altar decorado com motivos birmaneses numa das aldeias
altar decorado com motivos birmaneses numa das aldeias
mulheres da tribo Palaung, com o tradicional lenço que cobre a cabeça rapada
mulheres da tribo Palaung, com o tradicional lenço que cobre a cabeça rapada
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
durante o dia crianças brincam descontraídamente nas ruas das aldeias, praticamente sem trânsito

Mas também aqui a religião adquire contornos próprios. Apesar do domínio do Budismo que aqui chegou no século XI, sobrevivem ainda vestígios de rituais e crenças relacionados com o animismo. Um pequeno grupo de habitantes, reúne-se numa das casas da aldeia trazendo oferendas, onde uma mulher em transe comunica com os espíritos… questões práticas sobre o paradeiro de uma vaca perdida ou sobre as colheitas são respondidas por espíritos pela voz de uma mulher possessa.

Sessão espírita numa das aldeias, mostrando que o Budismo não esmagou totalmente as práticas animistas
Sessão espírita numa das aldeias, mostrando que o Budismo não esmagou totalmente as práticas animistas

As ruas das aldeias por onde passámos parecem sempre cheias de crianças que correm livremente nas ruas, acenando e sorrindo, curiosas e excitadas pela presença invulgar de estrangeiros. Mas não são só as crianças que mostram a curiosidade, pois os adultos, não conseguem disfarçar o orgulho com que posam para as fotografias, escondendo dentes escuros estragados, sob um sorriso de lábios cerrados. Mas são os homens, que apesar das diferenças de língua se mostram mais comunicativos, mostrando as tatuagens que cobrem o corpo, com símbolos e inscrições, que servem de proteção, uma prática comum entre a população masculina e também entre os monges Budistas, tanto em Myanmar como no Tailândia.

 

Palaung village. Kyaukme region. Shan State
Palaung village. Kyaukme region. Shan State
as tattoos para proteção com símbolos e inscrições Budistas são comuns entre os habitantes mais velhos
as tattoos para proteção com símbolos e inscrições Budistas são comuns entre os habitantes mais velhos

 

Como visitar as aldeias Palaung na região de Kyaukme

Estes três dias de caminhada foram organizados pelo Thura, um birmanês da etnia Shan, cuja mãe é da tribo Palaung, cujo bom domínio do inglês e os contactos com as populações locais lhe permite circular por esta região, que é provavelmente impossível de visitar sem um guia que fale a língua local.

O percurso é feito a pé e de mota. Os percursos a pé são curtos e faceis, mas por vezes em zonas com pouca sombra.

O grupo é pequeno, não mais do que seis pessoas.

As noites são passadas em casas de famílias locais, em improvisadas camas no chão da sala, com cobertores e mantas. As casas de banho são básicas (uma pequena cabana no exterior da casa) e as lavagens são ao ar-livre numa torneira na parte de trás da casa, o que oferece pouca privacidade, sendo mais fácil para quem tem um sarong/dhoti.

As refeições (podem ser vegetarianas ou não) são em casa de famílias ou em restaurantes locais…. e foram sempre deliciosas e são uma optima oportunidade de experimentar comida local e caseira!

Tudo incluído (mota, gasolina, refeições, água) são 25€ por pessoa/dia… o que é pouco mais do que o custo diário para quem viaja em Myanmar.

Contacto: http://thuratrips.page.tl/

casa de aldeia onde o fogo é o centro da casa seja para aquecimento seja para cozinhar
casa de aldeia onde o fogo é o centro da casa seja para aquecimento seja para cozinhar
Refeição preparada por uma das famílias que nos acolheu durante os três dias de caminhada
Refeição preparada por uma das famílias que nos acolheu durante os três dias de caminhada

Kyaukme… a primeira etapa em território Shan

Kyaukme não é propriamente um dos lugares mais populares como ponto de partida para explorar o do estado de Shan, ao contrário de Hsipaw e Pyin Oo Lwin.

Esta região nordeste de Myanmar, que faz fronteira com a China, o Laos e a Tailândia destaca-se pela presença de diferentes grupos étnicos, genericamente denominados por “Shan people” que incluem diferentes tribos originárias da China e que partilham a mesma língua, semelhante com Thai e ao Lao.

Mas há muitas razões para ficar na vila de Kyaukme: é pequena o suficiente para ser percorrida a pé, de fácil de orientação e com alguns pontos de interessante para ocupar um ou dois dias: alguns pontos de interesse turístico, um mercado agradável, muita comida de rua… e uma atmosfera descontraída.

Apesar da proximidade com as aldeias vizinhas, onde predominam os Palaung, uma das tribos que compõem o mosaico étnico da estado de Shan, não se vislumbram os tradicionais coloridos trajes as mulheres Palaung em Kyaukme. Contudo nota-se nos rostos das pessoas desta região traços orientais, distintos dos Bamar, o grupo étnico dominante em Myanmar.

Como resultado das diferenças étnicas e culturais, o Estado de Shan tem tido o seu nome ligado a confrontos entre o exército a grupos armados pertencentes a diversas tribos. Estes conflitos são um misto da luta pelo reconhecimento das diferenças étnicas e culturais, mas foram também uma forma de combate à ditadura militar que governou o país por 54 anos. Presentemente, apesar da recente democracia, os conflitos continuam, com os chamados grupos “rebeldes” controlando a região do topo das colinas.

Mas a vida diária em Kyaukme começa cedo, quando os primeiros raios de sol a aquecerem as manhãs frias e iluminando com uma luz especial o mercado que surge informalmente numa das ruas de Kyaukme. Esta é uma boa oportunidade para observar os alimentos que aqui se consomem, onde se nota a influência chinesa com a gastronomia birmanesa, mas para isso é preciso acordar cedo, pois o mercado termina por volta das 7 horas. deixando a rua quase deserta, sem qualquer vestígio da agitação quer marcou o inicio do dia.

Ao longo das ruas, monges caminham pedindo esmolas e apesar dos rostos sérios de olhos postos no chão, os mais novos não conseguem evitar um sorriso quando olham curiosamente para os estrangeiros.

Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme
Kyaukme

Kyaukme_DSC_3153

Onde dormir em Kyaukme:

Como Kyaukme está a impor-se a como alternativa a Hsipaw são cada vez mais as opções de alojamentos disponíveis para estrangeiros.

A escolha foi para a Northen Guest House, provavelmente a guesthouse com o staff mais simpático e sorridente da cidade. O edifício tem caráter, e mantem um certo charme colonial. Existem diferentes tipos de quartos, alguns com casa de banho partilhada e alguns sem janela.

  • Quarto duplo com casa-de-banho: 21 USD
  • Quarto duplo com casa-de-banho partilhada: 12 USD

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Accommodation Kyaukme
Accommodation Kyaukme

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Accommodation Kyaukme
Accommodation Kyaukme. contacts

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Onde comer em Kyaukme:

Depois de terminar o matinal mercado de rua, começa um outro situado num edifício que ocupa um dos quarteirões de Kyaukme, focado mais em roupas e artesanato tradicional birmanês com alguns produtos importados da China.

Nas ruas em redor, outro mercado inicia-se pelo fim da tarde oferecendo uma grande diversidade de produtos, sendo uma boa oportunidade para experimentar a tradicional sopa de noodles confecionadas ao estilo Shan, cujos condimentos têm um toque oriental em comparação com as sopas birmanesas, como mohinga.

Shan noodles soup
Shan noodles soup

Wi-Fi em Kyaukme:

A Cherry Pan Tea Shop, que apesar do aspecto pouco sofisticado e da predominância de trabalho infantil, é o local que oferece melhor ligação wi-fi em Kyaukme, a não ser que se queira ir para a opção mais ocidentalizada da Bayan Tree Cafe.

Do outro lado da rua há outra Tea Shop com wi-fi… mas atenção pois o que é servido como chá neste tipo de estabelecimentos é uma bebida extremamente doce, adocicada com leite condensado, que pouco tem a ver com chá. Quanto ao café é servido o chamado “coffee mix” uma bebida industrial instantânea feita com açúcar, natas em pó (na milagrosamente são feitas sem leite) e um pouco de café… mas só um pouco!

wi-fi in Accommodation Kyaukme
wi-fi in Accommodation Kyaukme

Como ir de Mandalay para Kyaukme:

Do Pyi Gyi Myat Shin Bus Terminal, em Mandalay partem diariamente dois autocarros, de duas empresas diferentes, para Hsipaw que param em Pyin Oo Lwin e Kyaukme. Os melhores autocarros mais modernos e confortáveis são da empresa Ye Shinn Express, cuja bilheteira se localiza

Os autocarros partem às 2 da tarde, seja qual for a empresa escolhida. O bilhete custa 4000 kyats e a viagem demora cerca de 3,5 horas… mas pode ser muito mais longa, pois a estrada tem que passar por uma área de montanha, que devido ao intenso tráfego de camiões de mercadorias, fica frequentemente interrompida quando há avarias ou acidentes.

O terminal de Pyi Gyi Myat Shin é um terminal muito pequeno, com condições básicas que podem tornar penosa uma espera mais prolongada.

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Bus Schudule Mandalay to Kyaukme
Bus Schudule Mandalay to Kyaukme

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Pyi Gyi Myat Shin Bus Terminal at Mandalay
Pyi Gyi Myat Shin Bus Terminal at Mandalay

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Bagan e os 2 mil templos budistas

Sim!!!… segundo consta existem actualmente cerca de dois mil templos dos dez mil que foram construídos entre os séculos IX e XIII, durante o Império Pagan, cujo território corresponde aproximadamente ao que é hoje Myanmar. E nem o ultimo sismo que abalou o Norte de Myanmar em 2016, que que destrui o cume de algumas pagodas e fragilizou algumas das construções, fez com que Bagan perdesse qualquer dos seus atractivos.

Apesar da proximidade das margens do rio Irrawaddy, Bagan está localizada numa área seca e quente, onde a escassa vegetação nos remete para uma savana africana. O sol intenso e as temperaturas acima dos 30 graus intensificam esta sensação, obrigando os turistas a refugiarem-se no quarto do hotel ou guesthouse, reservando as visitas à área arqueológica para o inicio da amanhã ou para as últimas horas do dia, antes do pôr-do-sol.

Com o sol a aproximar-se do horizonte e a deixar um longo rasto de sombras, a paisagem de Bagan ganha uma vivacidade especial, realçando a cor argilosa do solo com o verde seco da vegetação. Este é um dos momentos mais apreciados, atraindo muitos visitantes em busca dos melhores pontos de observação… mas é também uma altura de tensão, pois os melhores locais estão repletos de centenas de pessoas, que aqui chegam em excursões com a orientação de guias turísticos, enchendo terraços e as íngremes e estreitas escadas, empurrando-se para alcançar os melhores lugares e degladiando-se com os selfie sticks.

Encontrar um local com uma boa vista que não esteja cheio de gente, constitui um desafio interessante, sendo uma boa desculpa para explorar a inúmera quantidade de templos e encontrar “aquela” passagem quase secreta escondida num canto escuro de um templo, que dá acesso ao terraço, e poder observar o espetáculo do amanhecer… ou do ocaso… mas onde não se pode esperar estar sozinho 😉

Com o amanhecer vem o momento mais calmo do dia, e também o mais inspirador, com a névoa desprendendo-se lentamente da vegetação, criando uma atmosfera irreal que evole a planície, onde os templos e pagodes se destacam da escassa vegetação.

Mas, apesar do cliché turístico, o amanhecer e o ocaso oferecem os melhores momentos para apreciar a beleza de Bagan, observando o momento mágico em que a paisagem ganha outra dimensão, com os templos a romperam a paisagem pintada de cores ferrugem e verde-seco.

Stone carving with traditional "kanot" decoration. Bagan, Mayanmar
Decorações talhadas na pedra com o estilo “kanot”, típico da cultura tradicional Birmanesa. Bagan.

Bagan, Myanmar
… mas Bangan não atrai somente visitantes estrangeiros, sendo também um importante local de peregrinação para a população Budista de Myanmar, vinda de diferentes partes do país

Sunrise at Bagan, Myanmar
Sunrise at Bagan with the mist comes out from the vegetation, giving a fairytale atmosphere to the landscape

fresco inside on of Bagan temples
Murals and “frescos” inside on of Bagan temples, always with representation of Buddha’s life, preserved by the darkness that envolve the corridors inside the temples. Sulamani Temple, Bagan

During the afternoon the landscape is wrapped in a layer of mist resulting from the heat. Bagan, Myanmar
During the afternoon the landscape is wrapped in a layer of mist resulting from the heat, dimming the contours of the pagodas

Bagan, Myanmar
Most of the temples follow the same arquitecture, with the core formed by a square surrounded by corridors of high ceilings, occupied by pigeons, at each side of the square there’s a Buddha statue facing a gate to the outside. Sulamani Temple

Stone carving decorating he entrance of a temple, Bagan
Stone carving decorating the entrance of a temple, Bagan

Bagan, Myanmar
Decoration inside on of the Bagan temples

Bagan, Myanmar
Almost all the Buddha statues are covered with gold, shinning with the faint light of the interior of the temples

Bagan, Myanmar
One of the four main Buddha’s statues at Ananda Temple, one of the most important of Bagan

Bagan, Myanmar
Bagan, Myanmar

Selling sweets at the entrance of one temple
Selling sweets at the entrance of one of Bagan temples

Bagan, Myanmar
Bagan, Myanmar

Bagan, Myanmar
Bagan, Myanmar

Donation box at temples entrance, Bagan, Myanmar
Donation box at temples entrance, Bagan, Myanmar

Sunset at Bagan, Myanmar
Sunset at Bagan, Myanmar

Sunset at Bagan, Myanmar
Sunset at Bagan, Myanmar

Bagan… eat, sleep and move around

Ngwe Saung… uma amostra das praias de Myanmar

Deixando para trás o ritmo urbano de Yangon temos pela frente quilômetros de planícies onde o verde dos campos de arroz é interrompido aqui e ali pelas espelhadas águas de uma lagoa ou por um rio espraiado, de águas barrentas. Durante horas uma monótona paisagem rural desfila pela janela do autocarro, onde pequenos grupos de casas feitas de bambu quebram a monotonia, revelando um estilo de vida onde nada parece ter mudado no último século.

Mas a última parte da viagem, a poucos quilómetros da costa, uma sucessão de colinas ergue-se entre a planície e o mar, obrigando a estrada serpentear e a estreitar-se. Mas esta quebra na monótona planície não traz uma imagem agradável. Aqui e ali erguem-se isoladas árvores de imponente porte, atestando a existência, outrora, de uma densa e diversificada floresta, onde o negócio das madeiras deixou o terreno livre à plantação maciça da árvore-da-borracha (seringueira) para suportar a industria do látex.

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Ngwe Saung Beach, Myanamr

Ngwen Saung … um pequeno ponto no mapa de Myanmar, que antes nada mais era do que uma pequena vila piscatória junto a um longo arwal virado para as águas da Baía de Bengal, está a tornar-se em mais uma área de resorts, competindo com Ngapali ,localizada uns quilómetros mais a Norte.

Mas apesar de ser um lugar orientado para o turismo, onde a pesca se tornou uma atividade secundária, Ngwe Saung ainda oferece um extenso areal quase vazio, atraindo tanto estrangeiros com birmaneses, que escolhem este local como escapadela de fim-de-semana ou umas férias românticas em registo de lua-de-mel. Mas apesar de dominarem os resorts, modernos e sofisticados, localizados ao longo da costa, é possível encontrar alojamento a preços razoáveis (tendo em conta os padrões de Myanmar) que não excluem o turismo backpacker, que pode encontrar nas águas calmas e mornas e na praia quase vazia de Ngwe Saung, um lugar para relaxar.

A areia plana deixada pela maré-baixa é usada pela população local como uma espécie de atalho entre as aldeias próximas, oferecendo uma agradável alternativa à estrada, fazendo com a tranquila paisagem seja atravessada por motos e cavalos.

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Ngwe Saung beach
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Durante o dia grupos de mulheres caminham pela praia de Ngwe Saung vendendo peixe, lulas e camarões grelhados… e espalhando amigáveis sorrisos
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Com o pôr-do-sol grupos de homens reúnem-se para jogarem chinlone, um desporto tradicional de Myanmar, mas que já se espalhou um pouco pelo países do sudoeste Asiático

Não há muito a fazer ou ver em Ngwe Saung, e as duas aldeias próximas, não têm muito mais a oferecer do que restaurantes e lojas de souvenirs em ruas poeirentas onde galos e galinhas debicam o chão. Pelo que o melhor é relaxar e apreciar os quase dez quilômetros de praia, onde a maré-baixa revela um areal acinzentado, de padrões ondulados pela suavidade das ondas.

Mas à medida que o sol desce no horizonte, o ar torna-se mais fresco convidando a longas caminhadas pela praia, molhando os pés nas águas mornas trazidas pela suave ondulação, enquanto se aprecia os cambiantes de luz e de cores da vegetação tropical que envolve a praia… ou então juntar-se a um dos grupos de homens que jogam chinlone, um jogo tradicional birmanês, jogado com o pés e uma bola de bambu.

Ngwe Saung
Ngwe Saung
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Ngwe Saung

 

Onde dormir em Ngwe Saung:

Apesar de estar focado no turismo estilo sofisticado estilo resort, ainda é possível encontrar em Ngwe Saung alojamento a preços razoáveis para backpackers (tendo em conta os valores cobrados a estrangeiros em Myanmar).

Uma das opções é o Forest Home Resort, onde a palavra resort não é o melhor para catalogar um grupo de bungalows dispostos ao longo de uma encosta. Os bungalows são grandes, modernos e muito limpos, e o pequeno-almoço está incluído, variando entre comida continental e comida . O staff é simpático e prestável, e tanto scooters com bicicletas estão disponíveis para alugar.

O nome de Forest Home Resort transporta-nos para imagem de uma zona de vegetação densa e sombria… mas da floresta já nada resta, e o que agora existe é uma área seca, exposta ao intenso sol.

Um quarto duplo, com casa-de-banho (sem água quente), incluindo pequeno-almoço, são cerca de 20 USD, dependendo da duração da estadia e capacidade de cada um para regatear o preço.

Não há wi-fi.… e somente durante a noite há energia elétrica, fornecida por gerador.

Para reservar o melhor é contactar por mensagem pelo fb: https://www.facebook.com/FOREST-HOME-Resort-1428700997435689/

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Forest Home Resort, Ngwe Saung

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Forest Home Resort, Ngwe Saung

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Forest Home Resort, Ngwe Saung

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Onde comer em Ngwe Saung:

Na povoação de Ngwe Saung existem muitas opções em termos de comida, desde os restaurantes que pertencem aos hotéis e resorts, servindo comida birmanesa e internacional, até aos restaurantes mais simples que servem variações de pratos de arroz e noodles, mas onde o marisco domina o menu, mas onde é também comum o peixe

Perto do Forest Home Resort, encontra-se um discreto restaurante com preços acessíveis. O espaço não tem um nome em caracteres ocidentais, mas da praia é visível uma pequena cabana sobre pilares, localizada na área pertencente ao Shwe Hin Tha Resort (Silver Coast Beach Resort).

Em frente à “Lovers Island” uma grande rocha formando uma ilha quando a maré está cheia, existe um grupo de pequenas “barracas” com chapéus-de-sol e cadeiras, que servem comida e bebidas, e onde também é possível comer peixe e camarões grelhados que mulheres e crianças vendem ao longo da praia… ou simplesmente beber um côco!

Como chegar a Ngwe Saung:

A praia de Ngwe Saung está localizada na costa oeste de Mianmar, a cerca de 260 quilómetros de Yangon, cerca de 5 horas de autocarro. A estrada de Yangon até Pathein é plana e o autocarro e a viagem corre suavemente, com algumas paragens para descansar e comer (geralmente 30 minutos cada). Mas a partir de Pathein até Ngwe Saung, a estradas atravessa uma zona de colinas, tornando-se estreita e com curvas com que os últimos 50 quilómetros pareçam mais longa que o resto da viagem.

A maioria dos autocarro de longa distância partem de Aung Mingalar Bus Terminal, mas se o seu destino é a costa oeste, como Ngwe Saung ou Ngapali, por exemplo, o autocarro provavelmente partem do terminal de Dagon Ayeyar Highway Bus Station.

O Dagon Ayeyar Bus Station situa-se a aproximadamente 22 quilômetros para Oeste do centro de cidade de Yangon, no lado esquerdo da estrada Yangon-Pathein (depois de cruzar o rio Yangon). Um táxi de Yangon até Dagon Ayeyar Bus Station custa cerca de 8.000 kyats.

  • O autocarro da estação de autocarro da estrada de Dagon Ayeyar Bus Station até Ngwe Saung custa 9.000 kyats, e parte por volta das 7 a.m.
  • Em alternativa há também um autocarro que parte diáriamnete da estação de comboios de Yangon, na frente das agências de viagens situadas no lado oposto do edifício da estação. O bilhete de ida e volta custa 18.000 kyats (Asia Dragon Tours) e o autocarro parte de Yangon no 5.30 a.m … é um pequeno autocarro não muito confortável, mas tem a vantagem e poupar uma viagem de táxi até ao terminal de bus, e de se situar a uma distância razoável para ser feita a pé para quem fica alojado na downtown de Yangon.
Asia Dragon... one of the bus companies that have buses to Ngwe Saung that departure from the ground in front of the Train Station
Asia Dragon… one of the bus companies that have buses to Ngwe Saung that departure from the ground in front of the Train Station

Onde bilhetes de autocarro em Yangon:

Ver post anterior: https://steppingoutofbabylon.com/wp/en/2017/03/yangon-eat-sleep-and-move-around/

To buy bus ticket in Yangon: on the ledt side is the train station and on the right side are located the offices from ticket agents and bus companiesTo buy bus ticket in Yangon: on the ledt side is the train station and on the right side are located the offices from ticket agents and bus companies

Como sair de Ngwe Saung:

Os autocarro de Ngew Saung para Yangon partem por volta das 12 horas, e por regra recolhem os passageiros junto aos respectivos hotéis ou resorts.

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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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