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Stepping Out Of Babylon

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Resultados de pesquisa para: Tailândia

Apontamentos de Burma

Sistema de condução

Neste aspecto a Birmânia apresenta uma situação um pouco bizarra, com os veículos a circularem pela direita, ao contrário dos vizinhos, Tailândia e Índia, e em clara oposição à herança colonial britânica, sendo contudo o parque automóvel constituído maioritariamente por veículos com o volante também do lado direito.

Esta situação torna-se deveras confusa para quem não está habituado, em especial nas entradas dos autocarros, quase todos de origem japonesa, o que coloca o volante do lado direito, surgindo por vezes alguns com o condutor a ocupar o lugar da esquerda, o que por vezes obriga os passageiros a andar em redor do veículo em busca da porta de entrada… ou como eu a tentar entrar para o lugar do motorista, ignorando os avisos e os gestos dos outros passageiros para dar a volta ao autocarro.

Descriminação de tarifas entre nacionais e estrangeiros

Na Birmânia, aparentemente por orientação governamental é cobrado um preço especial aos estrangeiros, não sei se todos ou os que aparentam ser não-asiáticos, tanto no custo do alojamento, como nas entradas de museus e palácios, no acesso aos templos e pagodas, ou simplesmente nos transportes, em travessias de ferry, percursos de barco e autocarros de longa-distância.

Quanto ao alojamento a situação é mais complexa pois a maioria dos estabelecimentos não estão autorizados a receber estrangeiros, sendo necessário procurar pela identificação de “establishment licensed” colada na entrada dos edifícios, o que empurra inevitavelmente os visitantes para opções mais caras e onde são oferecidos as condições supostamente necessárias a um ocidental: como o ar-condicionado, as sanitas em vez das asiáticas e práticas retretes de agachar e um deslavado pequeno-almoço constituído por café ou chá instantâneos, fatias de pão branco que se pode animar com margarina ou compota industrial.

As diferenças dos preços rondam o tripo em termos de autocarros, sendo contudo possível em itinerários mais curtos optar pelos chamados trucks, ou carrinhas de caixa-aberta questão o meio mais comum de transporte na Birmânia, mas que para percorrer grandes distâncias é necessário andar a saltar de carrinha em carrinha em cada cidade, pois estes veículos não efectuam trajectos muito superiores aos 100 quilómetros.

Quanto às pagodas, dada a sua colossal dimensão são facilmente observadas do exterior, pois o que sobressai destas construções é a pagoda em si, supostamente onde está guardada uma relíquia de Buda, e que por natureza está selada e não é visitável, sendo os conjunto de construções que rodeia as pagodas uma sucessão de tempos dominados pela imagem de Buda, de significativa importância religiosa mas com pouco interesse estético.

Sistema imperial vs sistema internacional

A juntar à confusão em termos de condução automóvel há o também pouco claro sistema de medida, com a gasolina a ser vendida em galões, as placas rodoviárias a indicarem distância ora em quilómetros ora em milhas e a população a não fazer grande distinção entre uma ou outra unidade quando questionada sobre uma determinada distância, sendo três quilómetros o mesmo que três milhas… o que no fundo até tem a sua justificação num país que dada a qualidade das estradas e o estado da maioria dos veículos que nelas circulam, a distância percorrida conta muito pouco sendo mais importante a duração da viagem e a hora a que está prevista a chegada.

Thanaka

É uma das imagens que fica da Birmânia: os rostos com thanaka, que as mulheres não dispensam, sendo decorativo e ao mesmo tempo, protegendo do sol, evitando a oleosidade da pele e criando uma sensação de fresco quando é aplicada.

A thanaka resulta da moagem de um tronco de árvore, que lhe dá o nome, e que depois de misturado com um pouco de água é espalhado, de forma mais ou menos criativa, pelo rosto e por vezes estendendo-se às orelhas, pescoço e braços.

Para além de ter funções estéticas, pois a forma como é espalhada na cara difere muito de pessoa para pessoa, podendo ser uma camada uniforme ou limitando-se ao nariz e às faces, em manchas circulares ou marcas formadas pela passagem dos dedos.

A maior parte das pessoas opta por fazer estre preparado diariamente em casa, usando uma espécie de prato de superfície finamente rugosa que funciona como lixa, e com diferentes tamanhos se encontra um pouco por todas as casas.

Contudo há a versão industrializada, pronta a utilizar, vendida em embalagens, que podem apresentar combinações diversas de thanaka com outras plantas como o sândalo.

É usado essencialmente por mulheres crianças, mas também pelo homens que geralmente optam por aplicar a thanaka de uma forma discretamente uniforme no rosto.

Várias formas de apresentação da thanaka, já transformada em pó
Várias formas de apresentação da thanaka, já transformada em pó
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
tronco da árvore de onde se estrai a thanaka
tronco da árvore de onde se estrai a thanaka

Como chamar a atenção de alguém…

Quando se quer chamar um empregado numa restaurante ou café, ou a atenção de algum vendedor ambulante de comida, a forma como os birmaneses o fazem é imitindo um som, semelhante a um beijo sonoro lançado ao ar.

Parecendo simples, não é muito fácil de pôr em prática de forma ao som se sobrepor ao barulho ambiente e sem cair na tentação de rir às gargalhadas… confesso que das vezes que tentei não tive grande sucesso, surgindo nos meus lábio um sorriso, cujo movimento é contrário ao necessário para o virtual-beijo.

Paan

Definitivamente, o paan, apesar de originário da Índia e uma imagem marca a Birmânia; marca o chão com as constantes marcas vermelhas do paan mastigado e cuspido, nos pequenos baldes existentes em restaurantes e cafés que servem o mesmo fim, nos lábios tingidos de vermelho, nos dentes e gengivas e aspecto sanguinolento de adultos e crianças, nas várias paragens que um autocarro efectua para o motorista e ajudantes se irem abastecer de mais paan e nas sempre presentes banca de preparação e venda de paan que se encontram pelas ruas e estradas com mais frequência do que qualquer outra coisa na Birmânia.

Mais comum entre os homens, não é raro ver mulheres a mastigar esta mistura de pequenos pedaços de noz-de-areca (fruto de uma espécie de palmeira) que é envolvida por uma folha de betel coberta por uma fina camada de cal diluída em água; a esta mistura podem-se adicionar tabaco de mascar e outros ingredientes difíceis de identificar. A folha de bétel é dobrada formando um pequeno rectângulo que é colocado na boca entre os dentes e a face, sendo de inicio ligeiramente mastigada para misturar a saliva com os ingredientes, e conservada na boca, indo-se lentamente libertando o característico suco vermelho, que obriga a constantes cuspidelas.

De inicio esta mistura produz uma dormência nas gengivas, mas em doses maiores tem efeitos psicotrópicos causando uma sensação de ligeira euforia. A longo prazo os efeitos são evidentes, danificando irreversivelmente dentes e gengivas, efeitos estes que são visíveis mesmo nos mais jovens incluindo crianças.

Socialmente aceite e não sendo aparentemente considerado inestético, nas cidades e nos meios mais modernizados encontram-se pessoas que rejeitam o uso paan, visto como sinal de pobreza.

banca de paan junto ao mercado central de Yangon
banca de paan junto ao mercado central de Yangon, com o seu característico metálico recipiente com a cal
Ingrediente para o paan: folha de betel e noz de areca. Mercado de Bago
Ingrediente para o paan: folha de betel e noz de areca. Mercado de Bago
preparação do paan, numa banca nas ruas de Yangon
preparação do paan, numa banca nas ruas de Yangon

Longis

O longi, usado por homens e por mulheres birmaneses é uma peça de vestuário que hoje em dia se mantem como escolha da maioria da população, apesar de nas maiores cidades, como Yangon e Mandalay ser já muito frequente os homens e algumas mulheres, em especial as camadas mais jovens da população, adaptarem a roupa ocidental.

Muito semelhante ao usado tradicionalmente nos países vizinhos; na Tailândia é chamado de sarong, onde praticamente já não usado, e na Índia é designado por dhoti, diferindo no facto de ser uma peça de tecido aberta, sendo atada à cintura de uma forma diferente, estando reservado aos homens, em especial no sul do país.

O longi birmanês consiste num peça de tecido, geralmente de algodão, que é cosida de modo a criar uma espécie de tubo largo, que é preso à cintura com uma espécie de nó, estendendo-se até aos pés; a parte da frente fica com folga suficiente para facilitar os movimentos. As mulheres, geralmente optam por uma solução mais elegante sobrepondo as extremidades do tecido, e prendendo-o à frente na cintura.

Dependendo da etnia ou do gosto, os longis das mulheres podem apresentar desenhos geométricos em cores garridas sobre fundo preto ou sobre cores vivas, ou serem estampados com motivos de flores, e muito raramente liso. Quanto aos homens o padrão é invariavelmente de xadrez, em tons predominantemente escuros.

São de tal forma enraizados na sociedade que muitas vezes os funcionários bancários, homens e mulheres, ou de outros organismos públicos e oficiais usam os longi, como farda.

A combinar com os longi, usa-se uma camisa abotoada lateralmente para as mulheres e À frente para os homens, que tradicionalmente adopta um corte sem colarinho, mas que hoje em dia é quase sempre substituído por uma camisa ou t-shirt ao estilo ocidental.

Yangon
Yangon
Mandalay
Mandalay, onde o dia seguinte à passagem de ano, serviu de pretexto para usar as melhores roupas, com o top a combinar com as cores e motivos dos longis
Sittwe
Sittwe
Sittwe, onde é ainda muito comum os tradicionais chapéus feitos em folha de palmeira
Sittwe, onde é ainda muito comum os tradicionais chapéus feitos em bambu
Sittwe
Sittwe

A comida na Birmânia

Refletindo a diversidade cultural e étnica deste país, situado entre o subcontinente indiano e o sudoeste asiático, a gastronomia birmanesa apresenta uma grande diversidade onde se nota uma forte influência indiana e chinesa.

Comparando com a vizinha Tailândia os pratos típicos birmaneses podem parecer pobres e demasiado simples, mas apresentam a vantagem de oferecem uma grande variedade de paladares na mesma refeição, indo do salgado ao amargo e do picante ou ácido, longe dos paladares refinados e adocicados que caracterizam os caris tailandeses, e com forte presença de óleo e de fritos.

Tanto a carne como o peixe, tanto de rio como de mar, estão presentes em muitos dos carris, de molhos espessos e gordurosos que em geral fazem parte da tradicional refeição birmaneses, onde em volta de uma grande tigela de arroz são dispostos pequenos pratos, contendo os referidos caris, lentilhas ou feijão estufado, legumes salteados, saladas de legumes crus, pickles de rebentos de bambu, um prato de legumes frescos, como quiabos, feijão verde, pequenas beringelas, couve… à qual se acrescenta um caldo de legumes, muito leve e claro. Esta refeição pode ser condimentada com alho cru, malaguetas, e uma mistura seca ou oleosa de camarões secos com chillis.

As refeições birmanesas são geralmente partilhadas entre a família e amigos, que reunidos em volta da mesa partilhas dos vários pratos servidos, misturando no prato com pequenos pedaços de arroz. As refeições são tomadas em ambiente calmo, pouco dado a conversa sendo a atenção direcionada para a comida.

Acompanhado sempre as refeições, e servido em praticamente todos os locais, desde casas de chá, restaurantes, cafés e mesmo em bancas de rua encontra-se o chá, que é disponibilizado gratuitamente, retirado de termos ou das tradicionais chaleiras, e bebido em pequenas taças que se encontram nas mesas, semi-mergulhadas numa tigela com água. Atenção, estas chávenas muitas vezes não são lavadas depois de utilizadas sendo novamente mergulhadas na mesma tigela.

Presença frequente para acompanhamento de refeições como para a preparação de saladas e na confecção de alguns pratos é o laphet, folhas de chá verde fermentadas que ganham um sabor ácido muito característico.

O laphet domina uma das mais populares saladas, ao qual se acrescenta tomate e couve finamente cortados, e estaladiços amendoins, grão ou favas, fritos previamente, e é temperada com sumo de lima. A esta mistura pode ser acrescentado arroz, passando a ter o nome de támin dhouq.

Outra salada muito popular é a let thoke, feita à base de massa de trigo, mistura com vegetais, e molhos e onde os ingredientes são envolvidos com farinha de grão, tornando-a numa refeição substancial para o começo do dia.

Mas o mais popular prato da cozinha Birmanesa é sem duvida o mohinga, uma sopa à base de noodles sobre os quais é deitado uma grande concha de um caldo espesso feito à base de legumes e de peixe, mas do qual não se encontram vestígios permanecendo contudo um ligeiro sabor, sobressaindo em contrapartida os aromas de pequenas cebolas e umas fatias do tronco de bananeira que surgem neste delicioso caldo. Por cima é colocada cebola frita, chilli seco, coentros frescos e mais uns quantos condimentos saídos de anónimos frascos, sendo a presença de ovo cozido opcional. Este prato é preparado no momento, com o caldo retirado de uma fumegante panela e despejado sobre os noodles, geralmente em pequenas bancas de rua, que surgem de manhã bem cedo e funcionam até perto das nove ou dez da manhã, surgindo novamente pela tarde, a partir da 4h, terminando pelo por do sol. Algumas tea-houses servem também mohinga, geralmente durante todo o dia… ou até acabar!!

Esta sopa pode ser enriquecida com chamuscas, tofu frito ou alguns legumes também fritos, que são cortados e colocados no topo, sendo mais frequente o uso de uma espécie de bolacha crocante feita à base de grão e lentilhas, frita em óleo.

Para vegetarianos existem várias opções, em especial nas grande cidades, nos bairros dominados por hindus e indo-burmeses, que trouxeram da vizinha Índia, em especial do sul, do estado de Tamil Nadu, a sua característica cozinha, à base de caris e dosas, e onde se podem encontrar as paratas, os naans, as chamuças… Nas zonas onde é mais dominante a presença muçulmana, é fácil de encontrar as pharatas, os birianis, que podem ser de carne ou de vegetais.

Em relação aos pratos mais tradicionais da Birmânia, não é tão fácil encontram caris de vegetais, em especial nas zonas rurais onde a variedade é mais limitada, mas é sempre possível fazer uma refeição à base de arroz de dos vários acompanhamentos servidos com a refeição. Em algumas cidades, em especial pelo fim do dia, surgem diversas bancas que confecionam arroz (fried rice) ou noodles salteados (fried noodles), que dado serem feitos no momento podem sempre dispensar a tradicional carne, quase sempre de galinha ou porco.

Tanto a carne como o peixe são cozinhados frescos, encontrando-se à venda em todos os mercados, tanto de manhã bem cedo como ao fim do dia, altura em que as condições de higiene se deterioram significativamente com o intenso calor e a presença de moscas. Muito popular é o peixe seco, que enche preenche grandes áreas nos mercados com o seu característico cheiro ao qual se junta o do marisco seco, frequentemente minúsculos camarões, muito usado na preparação de saladas. A carne seca faz também parte da culinária birmaneses, sendo fácil de identificar nos caris pela sua côr escura e textura compacta.

mohinga, pela facilidade em se encontrar nas ruas de qualquer cidade ou povoação, à beira da estrada, junto a mercados ou em ruas secundárias, pode ser considerada o prato mais popular entre os birmaneses, sendo muitas vezes consumido ao pequeno almoço.
mohinga, pela facilidade em se encontrar nas ruas de qualquer cidade ou povoação, à beira da estrada, junto a mercados ou em ruas secundárias, pode ser considerada o prato mais popular entre os birmaneses, sendo muitas vezes consumido ao pequeno almoço.
pão frito, uma espécie de farturas mas sem açúcar, que é popular ao pequeno-almoço como acompanhamento do café ou do chá
pão frito, uma espécie de farturas mas sem açúcar, que é popular ao pequeno-almoço como acompanhamento do café ou do chá
preparação da let thoke, uma salada à base de massa, legumes frescos como tomate e couve, com muitos anónimos e indecifráveis condimentos, tudo ligado com farinha de grão e misturado com as mãos
preparação da let thoke, uma salada à base de massa, legumes frescos como tomate e couve, com muitos anónimos e indecifráveis condimentos, tudo ligado com farinha de grão e misturado com as mãos
let thoke
let thoke à direita e mohinga à esquerda… ao fundo um caldo de arroz cozido que por vezes é servido como acompanhamentos das saladas
ingredientes para mohinga e let thoke
ingredientes para mohinga e let thoke
preparação de fritos à base de lentilhas, pequenos peixes ou de camarão seco, que depois de fritos forma uma espécie de bolacha que poder ser consumida como um snack ou como acompanhamento de sopas
preparação de fritos à base de lentilhas, pequenos peixes ou de camarão seco, que depois de fritos forma uma espécie de bolacha que poder ser consumida como um snack ou como acompanhamento de sopas

Quanto aos doces… parte importante de qualquer gastronomia a Birmânia oferece muita variedades: desde os tradicionais doces indianos, aos bolos recheados de pasta de grão tradicionais da China.

De uma forma geral os doces birmaneses são feitos à base de arroz, seja de arroz glutinoso cozido, seja de pastas feitas com farinha de arroz, formando pudins consistente e gelatinosos, surgindo a tapioca como alternativa ao arroz, sendo muito frequente o uso de leite condensado como adoçante.

Estes doces são quase sempre acompanhados de côco fresco ralado, ou no caso do arroz glutinoso, de uma mistura de sésamo torrado com sal, que faz um excelente constaste com o doce do leite condensado usado na confecção do arroz.

Outra especialidade são os pudins feitos à base de semolina, doces, pegajosos e deliciosos, podendo também serem feitos de arroz muito cozido ou noodles.

Somam-se muitas variedades de fritos, de massa doce, recheados ou não com pasta de feijão ou lentilha, os crepes de massa mole e oleosa, recheada com a mesma mistura, as bananas fritas, uma influência tailandesa mas aqui numa versão mais pesada e gordurosa.

Para além de lojas dedicadas só à venda de doces, e que geralmente só se encontram nas maiores cidades, o melhor local para experimentar estas tentadores delicias são os mercados, onde as vendedoras são as responsáveis pela sua confecção, conferindo um sabor caseiro e que difere de cidade para cidade e de banca para banca, numa viva demonstração de criatividade.

doces de massa de arroz recheados com uma pasta feita à base de côco fresco e açúcar
doces de massa de arroz recheados com uma pasta feita à base de côco fresco e açúcar

restaurante de rua em Yangon
restaurante de rua em Yangon
praticamente toda a comida é confeccionada em fogões a lenha, tanto em restaurantes como, nos mercados e em bancas de rua
praticamente toda a comida é confeccionada em fogões a lenha, tanto em restaurantes como, nos mercados e em bancas de rua
restaurante de rua em Yangon
restaurante de rua em Yangon
salada let thoke
salada let thoke
Venda de doces junto ao mercado no centro da cidade de Yangon
Venda de doces junto ao mercado no centro da cidade de Yangon
o famoso MSG, ou mais comumente designado de glutamato monossódico, um intensificador de sabor que está mais ou menos presente na confecção da comida que se encontra nos restaurantes e nos vendedores ambulantes, um pouco por todos os países do sudoeste asiático, mas que na Birmânia é mais evidente, chegando a ser usado em substituição do sal
o famoso MSG, ou mais comumente designado de glutamato monossódico, um intensificador de sabor que está mais ou menos presente na confecção da comida que se encontra nos restaurantes e nos vendedores ambulantes, um pouco por todos os países do sudoeste asiático, mas que na Birmânia é mais evidente, chegando a ser usado em substituição do sal
várias variações de arroz glutinoso, que pelo seu paladar naturalmente adocicado serve de snack ou complemento ao pequeno-almoço, dificilmente se encontrando à venda depois das dez da manhã
várias variações de arroz glutinoso, que pelo seu paladar naturalmente adocicado serve de snack ou complemento ao pequeno-almoço, dificilmente se encontrando à venda depois das dez da manhã
preparação de comida num dos muitos restaurante de rua em Yangon
preparação de comida num dos muitos restaurante de rua em Yangon
confecção de noodles numa das ruas de Yangon, onde a pasta feita à base de farinha de arroz e água é “espremida” através de um passador específico, para dentro de uma panela de água a ferver, ficando cozidos em pouco mais de um minuto
confecção de noodles numa das ruas de Yangon, onde a pasta feita à base de farinha de arroz e água é “espremida” através de um passador específico, para dentro de uma panela de água a ferver, ficando cozidos em pouco mais de um minuto
Restaurante de rua em Yangon servindo os tradicionais pequenos-almoços indianos de dosa e puri, acompanhado de sambar e chutney de côco.
Restaurante de rua em Yangon servindo os tradicionais pequenos-almoços indianos de dosa e puri, acompanhado de sambar e chutney de côco
laphet, folhas de chá verde fermentadas
laphet, folhas de chá verde fermentadas
açúcar de palma, também designado de jageri, que se encontra à venda nos mercados, apresentando-se quase em “bruto” de aspecto escuro ou mais “limpo” ganhando tons de amarelo-torrado, mas sempre de cheiro e sabor intensos, bem longe do excessivo e artificial sabor do açúcar refinado a que estamos habituados
açúcar de palma, também designado de jageri, que se encontra à venda nos mercados, apresentando-se quase em “bruto” de aspecto escuro ou mais “limpo” ganhando tons de amarelo-torrado, mas sempre de cheiro e sabor intensos, bem longe do excessivo e artificial sabor do açúcar refinado a que estamos habituados
refeição típica birmanesa, com sopa e vários acompanhamentos que se misturam com o arroz
refeição típica birmanesa, com sopa e vários acompanhamentos que se misturam com o arroz
pequeno restaurante em Nyaung-U, com a salada de laphet, foi acompanhada da cerveja Myanmar, a mais popular, num país onde o consumo do álcool não é muito evidente, com excepção dos Thingyan Festival e acontecimentos especiais, onde cafés e a maioria dos restaurantes não vende bebidas alcoólicas
pequeno restaurante em Nyaung-U, com a salada de laphet, foi acompanhada da cerveja Myanmar, a mais popular, num país onde o consumo do álcool não é muito evidente, com excepção dos Thingyan Festival e acontecimentos especiais, onde cafés e a maioria dos restaurantes não vende bebidas alcoólicas
sumo de cana de açúcar, feito na hora, e que é verdadeiramente irresistível nas horas de maior calor, juntado à frescura do gelo a aparente energia do açúcar, com o suave e fresco paladar da cana de açúcar... até parece uma coisa saudável!!!
sumo de cana de açúcar, feito na hora, e que é verdadeiramente irresistível nas horas de maior calor, juntado à frescura do gelo a aparente energia do açúcar, com o suave e fresco paladar da cana de açúcar… até parece uma coisa saudável!!!
preparação de pahratas num estabelecimentos em Mandalay
preparação de pahratas num estabelecimentos em Mandalay
espécie de puri de tamanho gigante, pão frito numa chapa sobre as brasas com um pouco de óleo e que companha geralmente com um caril de grão ou de lentilhas, refeição reservada para o pequeno-almoço, numa clara influencia indiana
espécie de puri de tamanho gigante, pão frito numa chapa sobre as brasas com um pouco de óleo e que companha geralmente com um caril de grão ou de lentilhas, refeição reservada para o pequeno-almoço, numa clara influencia indiana
Como acompanhamento do chá ou de um café tomado ao meio da manhã, os dumplings, recheados de carne ou de feijão, são herança das comunidades de origem chinesa que se encontram espalhadas por toda a Birmânia
Como acompanhamento do chá ou de um café tomado ao meio da manhã, os dumplings, recheados de carne ou de feijão, são herança das comunidades de origem chinesa que se encontram espalhadas por toda a Birmânia
Salada de pahrata, onde esta é cortada em tiras e servida com cebola, uma variante birmanesa à indo-muçulmana pahrata
Salada de pahrata, onde esta é cortada em tiras e servida com cebola, uma variante birmanesa à indo-muçulmana pahrata
Numa das ruas de Yangon, encontram-se pequenas bancas de venda de comida, em especial durante a manhã, altura em que os fritos são muito populares, seja bananas seja somente de massa simples, recheada de lentilhas ou grão
Numa das ruas de Yangon, encontram-se pequenas bancas de venda de comida, em especial durante a manhã, altura em que os fritos são muito populares, seja bananas seja somente de massa simples, recheada de lentilhas ou grão
Loja de venda de carne seca, muito consumida na Birmânia, assim como o peixe
Loja de venda de carne seca, muito consumida na Birmânia, assim como o peixe

À semelhança de outros países asiáticos, não há aqui o que chamamos o “culto da mesa”, sendo as refeições tomadas quando se tem fome, com os restaurantes, mercados e banca de rua a servirem comida todo o dia, não existindo propriamente a noção de sobremesa ou de entradas. Facas estão ausentes sendo quase toda a comida consumida com colher, e por vezes garfo.

Contudo a comida vendida em lojas ou nas ruas está sujeita horários muito específicos, que requer algum esforço para apreender e incorporar, por exemplo não se encontra uma mohinga à hora do almoço, como ao meio da manhã já não se encontram pahratas à venda, como quem quer comer chamuças terá que esperar pelo fim do dia, e quem opta uma salada de laphet a acompanhar uma cerveja terá que esperar pelo pôr do sol. Contudo, as grandes cidades como Yangon e Mandalay são mais flexíveis pois apresentam muitos restaurantes, ao passo que pequenas povoações a comida é maioritariamente consumida em mercados e nas ruas, sendo muito frequente o sistema de take-away, aqui designado por pásê.

Acima de tudo, o que sobressai mais na gastronomia birmanesa é a sua diversidade, variando significativamente de região para região, e até de cidade para cidade, e onde os mercados espelham os produtos locais, sujeitos à sazonalidade e onde os deficientes meios de transporte se opõem ao transporte de produtos frescos pelo país.

mohinga numa das ruas de Sittwe, que foi quase sempre a minha opção nesta estadia na Birmânia, seja como pequeno-almoço ou como um vespertino jantar pelas quatro e meia da tarde, pois às cinco horas já esgotou!!!
mohinga numa das ruas de Sittwe, que foi quase sempre a minha opção nesta estadia na Birmânia, seja como pequeno-almoço ou como um vespertino jantar pelas quatro e meia da tarde, pois às cinco horas já esgotou!!!
A mohinga da despedida da Birmânia, servida à beira da estrada de acesso ao posto fronteiriço de Myawady minutos antes de cruzar a fronteira com a Tailândia
A mohinga da despedida da Birmânia, servida à beira da estrada de acesso ao posto fronteiriço de Myawady minutos antes de cruzar a fronteira com a Tailândia

Hpa-An

Depois da sonolenta Mawlamyine e da tranquila viagem de barco pelo Thanlwin, a pequena cidade de Hpa-An surgiu movimentada e agitada, não tanto pela sua dimensão ou actividade comercial mas essencialmente por ser local de passagem na ligação entre a fronteira com a Tailândia e a antiga capital da Birmânia, Yangoon também chamada de Rangoon, que continua a ser a maior cidade do país.

Hpa-an
Hpa-an

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Mercado de Hpa-an
Mercado de Hpa-an
Hpa-an
Hpa-an
Hpa-an
Ruas de Hpa-an ao amanhecer
Hpa-an
Hpa-an, depois de um  amanhecer  marcado por forte trovoada e chuva intensa que refrescaram o ar tornando a manhã agradávelmente fresca
Hpa-an
Hpa-an que se situa numa das curvas do Rio Thalwin
Hpa-an
Hpa-an
Hpa-an
Hpa-an

Poucos são os atractivos da cidade apesar da sua localização junto ao rio de onde se pode apreciar o pôr do sol enquanto se observa a actividade dos barcos de pesca e de mercadorias. Contudo a cidade de Hpa-an apresenta-se como bom ponto de partida para efectuar passeios pelos arredores o que obriga ao aluguer de mota.

O que se previa ser um simples dias passado com a minha actual companheira de vigem, tornou-se rapidamente num passeio de grupo onde se juntaram outros turistas que tinham o mesmo plano, acabou por se tornar numa espécie de excursão com mais de dez pessoas e que incluiu um guia local. Foi um daquelas situações em que as coisas fugiram completamente ao nosso controle, mas que pelas circunstância optámos por aceitar a situação e deixar os acontecimentos seguirem o seu caminho.

O balanço não foi de todo negativo, com a vasta planície pintada de verde do recém plantado arroz, por onde serpenteiam caminhos e estradas cor de ferrugem, a ser interrompida por penhascos rochosos envoltos numa neblina que lhes rouba as cores e os transforma numa espécie de cenário composto por várias camadas de diferentes tons de cinzento.

Das muitas paragens, sempre com as inevitáveis e prolongadas esperas pelo restante grupo, para visitar mosteiros, templos e grutas, que sendo interessantes acabaram por se tornar fastidiosas e repetitivas, destacou-se o almoço oferecido pelo monges de um dos mosteiros visitados junto à Kyauk Kalat Pagoda, cujo templo se equilibra no cimo de um esguio penhasco.

Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Gruta Yathae Pyan
Preparação do almoço no Mosteiro junto à Kyauk Kalat Pagoda
Preparação do almoço no Mosteiro junto à Kyauk Kalat Pagoda
Almoço no mosteiro oferecido pelos monges junto à Kyauk Kalat Pagoda
Almoço no mosteiro oferecido pelos monges junto à Kyauk Kalat Pagoda
junto à Kyauk Kalat Pagoda
junto à Kyauk Kalat Pagoda
Kyauk Kalat Pagoda
Kyauk Kalat Pagoda
Uma outra gruta situada junto a um mosteiro, onde no seu interior se encontram várias estátuas de Buda
Uma outra gruta situada junto a um mosteiro, onde no seu interior se encontram várias estátuas de Buda
Pausa para descanso junto aos campos de arroz
Pausa para descanso junto aos campos de arroz
arredores da cidade de Hpa-an, onde domina a paisagem rural
arredores da cidade de Hpa-an, onde domina a paisagem rural
Monte Zwegabin
Monte Zwegabin
Hpa-an
Hpa-an

Soe Brothers Guest House… situada no centro da cidade foi o local escolhido para pernoitar nos dois dias passados em Hpa-an, não sendo mau também não deixou saudades, destacando-se somente a varanda, virada para a movimentada rua de acesso ao mercado, mas que ofereceu um optimos local para passar o serão saboreando a brisa fresca vinda do rio.

Soe Brothers Guest House

Preço, por pessoa, independentemente de ser quarto duplo ou individual: 6 USD, com ventoinha e casa de banho partilhada.

Quarto na Soe Brothers Guest House
Quarto na Soe Brothers Guest House
Soe Brothers Guest House, uma das opções existentes em Hpa-an
Soe Brothers Guest House, uma das opções existentes em Hpa-an

Mawlamyine

Após o processo burocrático nos serviços fronteiriços de Myawaddy, seguisse uma espera de mais de uma hora por um dos muitos veículos particulares, que dada a ausência de transportes públicos nesta povoação funcionam como táxis, e são a única forma de se conseguir alcançar os destinos mais próximos, mas que só iniciam o percurso quando estão cheios.

Após várias tentativas de negociação com diversos motoristas, que com o avançar do dia iam tornando o ar mais quente e a espera mais penosa, agravada pelo pó, barulho e confusão que envolvem o local, conseguisse o razoável valor de 8000 kyats (cerca de 6€) por pessoa; valor um pouco superior aos 5000 kyats pagos pelos birmaneses para  efectuar o trajecto de 175 quilómetros que separam Myawaddy de Mawlamyine.

A viagem até Mawlamyine que demorou seis horas foi desgastante e cansativa, onde a somar ao cansaço de uma noite passada no autocarro entre Bangkok e Mae Sot, onde o sono foi diversas vezes interrompido por check-points da policia tailandesa para verificação dos passaportes, houve o intenso calor, o caótico trânsito, a condução agressiva e o mau estado da estrada, cuja faixa de rodagem não tem largura suficiente para o cruzamento de dois veículos, o que obriga muitas vezes a circular a recorrer às bermas pedregosas e poeirentas para efectuar ultrapassagens.

A parte inicial do trajecto atravessa uma cadeia montanhosa, de encostas cobertas de densa floresta tropical, em algumas zonas fortemente delapidada pela acção do homem, ao longo de uma estrada estreita e sinuoso, onde as fortes inclinações dificultavam a circulação dos veículos de mercadorias, cuja avançada idade, mau estado de conservação e excesso de cargo, obrigavam a frequentes paragens para arrefecimentos dos motores ou à saída de um dos ocupantes para colocar calços nas rodas, até o veículo recuperar força para seguir viagem.

Tudo isto fez crescer a fila de veículos que em fila serpenteava a estrada, fazendo com que os carros e carrinhas de transporte de passageiros, nervosamente tentassem todas as oportunidades para, um a um, irem ultrapassando estes obstáculos, com manobras arriscadas e perigosas, bruscas acelerações, abruptas travagens e constantes solavancos.

Deixando para trás a montanha, seguisse uma planície sem fim, onde os campos de arroz se estendem até ao limite do horizonte e onde, a espaços, a monotonia da paisagem é rasgada por formações rochosas, altas e escapadas, coroadas pelas torres douradas dos diversos mosteiros e pagodas.

Ao longo de todo o percurso, houve muitas paragens em check-points, uns com polícias ou exército, mas muitos aparentemente improvisados controlados por civis, que funcionavam como portagem e o que obrigava o motorista a alguma negociação, conseguindo muitas vezes poupar-se a pagar, e chegando a habilmente contornar as cancelas. Todo este ritual repetiu-se mais de uma dezena de vezes, obrigando a fechar as janelas do carro, que com os vidros fumados impediam de ver os passageiros do veículo, onde os três ocupantes ocidentais ocuparam a parte de trás da carrinha, semi-escondidos dos olhares vigilantes, tornando o interior já quente do veículo numa verdadeira fornalha.

A chegada a Mawlamyine, também chamada de Moulmein, que foi capital durante a colonização britânica, durante entre 1827 to 1852, pelo meio da tarde, permitiu ainda um passeio pela marginal que se desenvolve ao longo do Rio Thanlwin que de tão largo se parece com o mar que efectivamente não se encontra muito longe, e de onde sopra uma ligeira mas refrescante brisa.

A cidade apresenta à primeira vista poucos motivos de interesse para além de algumas pagodas resplandecentes de dourado, situadas nos pontos mais elevados, e que proporcionam uma vista geral da cidade que se aninha entre as colinas e o rio, e que ao fim da tarde atraem muita gente, que para além de executar os ritos religiosos, aproveita também para saborear a brisa que aos poucos se vai tornado menos escaldante, criando um ambiente familiar e descontraído onde o riso das crianças compete com o tilintar dos pequenos sinos que decoram o topo da pagoda.

Contudo a proximidade com o rio, a presença de edifícios a lembrarem a evocarem a época colonial, orgulhosos na sua decadência e aparente abandono, e acima de tudo o ambiente calmo e pachorrento proporcionado pela acolhedora população, fazem de Mawlamyine um local capaz de proporcionar uma estadia agradável por uns dias.

Durante a manhã, todo o movimento se concentra em volta dos fervilhantes mercados situados no centro da cidade,  muito próximos uns dos outros, onde as ruas circundantes são ocupadas com uma sucessão de lojas de venda de todo o tipo de mercadorias, onde dominam os produtos importados das vizinhas China e Tailândia, e onde surgem pequenas bancas de venda de paan, consumido abundantemente pelo homens e  mesmo por bastantes mulheres (uma clara influência indiana), e improvisados postos onde se pode tomar um café ou fazer uma refeição à base de arroz ou noodles, aromaticamente condimentados com caldos de peixe ou legumes.

Mawlamyine, calma e sonolenta, cativou e serviu de introdução a este país que mantem uma forte identidade cultural.

Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem Mawlamyine
U Zina Paya, uma das três principais pagodas que dominam as colinas que envolvem a cidade de Mawlamyine, e que de noite sobressaem na paisagem como peças de um jogo gigantesco jogo de xadrez
Mercado central
Mercado central
Mawlamyine
Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Ruas envolventes ao Mercado Central de Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Shampoo Island, uma das muitas pequenas ilhas existentes no delta do Rio Thanlwin junto ao qual se situa Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
competindo com as templos situados no topo das encostas que emolduram cidade, a marginal que se desenvolve ao longo da cidade, junto ao rio, atrai muitos dos habitantes de Mawlamyine, para um passeio ao fim da tarde, com adultos e crianças a alimentarem gaivotas, que em voo recolhem pedaços de pão frito com açúcar.
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Um dos muitos edificios que relembra a presença britânica neste território
Mawlamyine
Ao fim do dia vários restaurantes situados num dos extremos da marginal começam a sua actividade, oferecendo uma grande variedade de comida onde se notam influências da gastronomia indiana, tailandesa e chinesa
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal,  dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine é uma cidade pequena em cuja actividade económica está virada para o rio, o que reflecte nos vários cais existentes ao longo da marginal, dedicados ao transporte de mercadorias e de passageiros
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine
Mawlamyine

Welcome to the Republic of Union of Myanmar

Welcome to the Republic of Union of Myanmar (República da União de Myanmar): é o que se pode ler à entrada do país que já se chamou Burma, ou Birmânia em português, e que desde 1989 se passou a chamar  oficialmente Myanmar, nome adoptado pelo regime militar que governa o país à 52 anos.

Um rio. Uma ponte. De um lado a próspera e desenvolvida Tailândia, do outro a pobre e desorganizada Burma. De uma lado Mae Sot, do outro Myawaddy. Pouco mais de quinhentos metros separam estes dois países, mas basta cruzar a fronteira para nos deparar-mos com uma realidade bem diferente: recebemos o carimbo de saída com eficiência e prontidão; esperamos pelo carimbo de entrada com desorganização, cartão de entrada impresso nas costa de papel já utilizado para outras cópias, uma sala de espera onde os canos que cruzam o chão empecilham com as cadeiras dispostas desorganizadamente pelo exíguo espaço, e onde o ar quente é afugentado com ventoinhas que aos pouco fazem voar os papéis, mas onde os funcionários da imigração nos recebem com um franco e caloroso sorriso… o primeiro de muitos sorrisos de sincera alegria que caracterizam a população Birmanesa.

A espera junto à fronteira deu para apreciar as diferenças… os novos sabores, os sarongs usados por homens e mulheres, as pilhas de lixo que se acumulam naquilo a que se pode chamar de passeio, os cães doentes aninhados no chão indiferentes a quem passa, o barulho das buzinas a comandar o trânsito caótico, o chão cuspido de paan que sai do bocas tingidas de vermelho, o calor a colar o pó ao corpo constantemente coberto de suor… e os sorriso curiosos da população que não esconde a curiosidade de olhar para os estrangeiros que aqui esperam antes de segui para o próximo destino, e os risos quase infantis de alegria que respondem às tentativas de dizer “olá” em birmanês.

Mae Sot (Tailândia)
Mae Sot (Tailândia)
"Friendship Bridge", nome adoptado frequentemente nas ligaçãoes rodoviárias entre paises quando a fronteira é definida por rios
“Friendship Bridge”, nome adoptado frequentemente nas ligaçãoes rodoviárias entre paises quando a fronteira é definida por rios
"Friendship Bridge"
“Friendship Bridge”
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar
Republic of Union of Myanmar

Camboja: epílogo

De um mês passado no Reino do Camboja, ficou uma Phnom Penh vibrante e perigosa, sedutoramente e decadente, moderna e cosmopolita, de trânsito intenso e desregrado; a maravilhosa sensação de percorrer as movimentadas ruas da cidade em motos que agilmente se esgueira pelo trânsito, oferecendo um delicioso alívio ao calor que antecede a época das chuvas.

Ficou Angkor e a luz mágica do amanhecer a iluminar gradualmente as pedras calcárias cobertas de líquenes e fungos das ruínas dos templos que restam da poderosa presença do império Khmer cuja arquitectura e arte influenciaram os países vizinhos. A mesma magia oferecida por um entardecer na praia, onde de um lado o sol se esconde na linha do horizonte e do outro a lua vai subindo no céu, arrastando o manto da noite decorado de estrelas.

Ficam mercados vibrantes, abundantes de peixe e marisco, em volta dos quais proliferam bancas de comida de rua, intensa e saborosa, marcada pelas influências dos países vizinhos. Fica o suave chá de jasmim a acompanhar as refeições ou servido simplesmente quando se pede um café, espesso e aromático.

Fica um confuso sistema financeiro onde funcionam duas moedas, com a população ávida das verdes notas de dólar, mas que não evita a evidente pobreza, que transparece pelo numero de crianças e adolescentes a trabalhar, e pelos muitos mendigos que insistentemente pedem dinheiro pelas ruas e mercados, enquanto ao lado crianças vasculham o lixo em busca de garrafas de plástico e latas vazias para vender.

Fica a memória da presença francesa, nas muitas casas de arquitectura colonial em cidades desenhadas sob o saudosismo colonial da metrópole, capazes de atrair muitos estrangeiros que aqui decidem viver.

Ficou a memória de uma ilha paradísica de praias desertas a proporcionar a magia de apreciar a lua cheia com o corpo mergulhado no mar, embalado pelas águas quentes e pela ondulação suave.

Fica um país pobre mas de gente orgulhosa, capaz de genocidios inenarráveis e de acolhedores sorrisos… onde o calor da tarde a adormecer os corpos.

Mapa do itinerário percorrido: https://goo.gl/maps/C1YjJ

* em trinta dias, foram percorridos cerca de 1160 quilómetros de autocarro, e umas poucas horas passadas em viagens de barco pelo mar do Golfo da Tailândia, onde ficou por conhecer toda a região nordeste do país.

Strung Treng
Strung Treng
Siem Reap
Siem Reap
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Angkor
Siem Reap
Siem Reap
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Battambang
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Phnom Penh
Kampot
Kampot
Kampot
Kampot
Otres Beach
Otres Beach
Otres Beach
Otres Beach
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Sihanouk Ville
Sihanouk Ville

Koh Ta Kiev… welcome to the wrong Island!

“Welcome to the wrong island” é o que ironicamente se pode ler à chegada à Ten 103 Bay, um conjunto de bungalows situados ao longo da costa ocidental da ilha de Koh Ta Kiev. E a ironia advém do facto deste local reunir as condições para ser considerada uma ilha paradísica: águas de um azul claro tornado transparente pela pouca profundidade, quentes e calmas, um areal extenso de areia branca tudo coroado pelo verde da selva tropical que cobre toda a ilha.

Localizada no Sul do Camboja, a meio caminho entre as fronteiras do Vietnam e da Tailândia, Koh Ta Kiev (pronuncia-se kó tá kiew), é acessível a partir de Sihanouk Ville ou de Otres Beach, através de uma viagem de barco que não demora mais do que uma hora, através das águas do Golfo da Tailândia.

Muito menos popular do que as vizinhas ilhas de Koh Rong e Koh Rong Samloem, com desenvolvidas infraestruturas turísticas com capacidade para o elevado número de visitantes, muitos em busca de festas, álcool e demais entretenimento, Koh Ta Kiev apresenta-se como o oposto, onde dispersos pelos seus 20 quilómetros quadrados, não existem mais do que quatro conjuntos de bungalow, que ao todo não reúnem mais do que uma centena de visitantes e um pequeno aglomerados de casas que constitui a vila de pescadores que aqui habita permanentemente, e que constitui a única actividade na ilha para além do turismo.

Os dias foram passando calma e rotineiramente até se perder a noção das horas, dos dias… enfim do que nos liga ao “mundo real”, passados entre banhos nas mornas águas do mar, as deliciosas refeições nos vários restaurantes associados aos bungalow, a ler ou a dormitar num dos hammocks, a relaxar à sombra das árvores que se inclinam sobre o areal, ou observando os mágicos pores-do-sol que captam sempre atenção de quem aqui se encontra.

Os passeios pelos vários trilhos que atravessam a ilha, onde não circula qualquer veiculo, permitem percorrer a selva, sombria e densa, e chegar a outras praias ainda mais desertas ou simplesmente visitar a vila de pescadores, onde somos recebidos com sinceros sorrisos e acompanhados por grupos de crianças que não resistem à curiosidade de observar os estrangeiros.

Aproveitando a lua-cheia que ilumina o areal, foi possível mergulhar nas calmas águas do mar, que a noite torna quase paradas águas, saboreando o calor acumulado durante o tórrido dia e a calma que invade a ilha, onde a ausência de energia eléctrica contribui para o magnifico cenário.

Mas todo este ambiente idílico está fortemente ameaçado com a construção de uma grande empreendimento turístico, que ocupará os dois terços do sul da ilha, recentemente adquirida por uma companhia chinesa, e que mudará o cenário nos próximos dois anos, tendo já começado a transformação com a construção de uma estrada que atravessa a ilha, através da densa floresta expondo o solo arenoso.

Ten 103 Treehouse Bay

Hammocks – $7

Dorm Beds – $8

Treehouses – $20 to $25

Executive Suite – $35

Pick up from your hotel in Sihanoukville to Koh Ta Kiev is $13 round-trip.

 

http://www.ten103cambodia.com/

Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Bay vista ao amanhecer do abrigo que constitui o dormitório onde fiquei alojada, Ten 103 Treehouse Bay, nos seis dias aqui passados
Ten 103 Bay vista ao amanhecer do abrigo que constitui o dormitório onde fiquei alojada, Ten 103 Treehouse Bay, nos seis dias aqui passados
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Dormitório da Ten 103 Treehouse Bay, situado junto à praia, e que pela ausência de janelas ou portas permite adormecer ao som da rebentação das suaves ondas que embatem nas rochas de pedra calcária, escuras e desgastadas pelo mar, despontam no branco areal
Dormitório da Ten 103 Treehouse Bay, situado junto à praia, e que pela ausência de janelas ou portas permite adormecer ao som da rebentação das suaves ondas que embatem nas rochas de pedra calcária, escuras e desgastadas pelo mar, despontam no branco areal
Cozinha da Ten 103 Treehouse Bay, onde se preparam deliciosos pratos da culinária khmer mas também algumas alternativas ocidentais
Cozinha da Ten 103 Treehouse Bay, onde se preparam deliciosos pratos da culinária khmer mas também algumas alternativas ocidentais
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Coral Beach, uma das outras baias existentes na costa ocidental da ilha
Coral Beach, uma das outras baias existentes na costa ocidental da ilha
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
passeio pelos trilhos que atravessam Koh Ta Kiew
Ten 103 Bay
Ten 103 Bay
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Coral Beach
Coral Beach
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Koh Ta Kiev
Koh Ta Kiev
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
Ten 103 Treehouse Bay
estrada em construção que dará acesso ao novo empreendimento turístico que nos próximos dois anos mudará inremediávelmente este cenário paradisiaco em nome do progresso e do desenvolvimento económino!!
estrada em construção que dará acesso ao novo empreendimento turístico que nos próximos dois anos mudará inremediávelmente este cenário paradisiaco em nome do progresso e do desenvolvimento económino!!

Sobre a comida no Camboja

Em resumo, pode-se dizer que o Camboja não é um país fácil para vegetarianos, pois este é um conceito estranho neste país onde domina o consumo de carne. Mas há sempre opções como as sopas de noodles, os caris e alguns snacks que ajudam a contornar a situação!

Mantendo o hábito adquirido do Laos, aqui continuaram as sopas de noodles, mas a qualidade diminuiu: não só os caldos são menos aromáticos, como por vezes os noodles são de massa seca ou mesmo instantâneos. O habitual prato de ervas aromáticas e de legumes que acompanhava estas sopas no país vizinho, encontra-se aqui frequentemente ausente.

Na comida do Camboja nota-se uma forte influência da gastronomia chinesa e vietnamita, que é visível pelos muitos restaurantes servindo “phò”, a tradicional sopa de noodles, em tudo semelhante à que se pode encontrar no Vietname.

Estas sopas de noodles (noodle soup), confeccionadas no momento, podem ser feitas na versão vegetariana, contudo apesar de não ser adicionada carne não se nota um acréscimo da quantidade de vegetais que geralmente se resumem a um punhado de rebentos de soja e a umas folhas de couve. Quanto ao caldo que serve de base a estas sopas, quase transparente e de sabor ligeiro, é provável que contenha produtos de origem animal na sua preparação.

As chamadas rice soups, populares como refeição matinal, apesar de um pouco aborrecidas são também uma opção para vegetarianos, pois pode-se sempre pedir sem carne, sendo em alternativa adicionados uns rebentos de soja.

Mais aconselhável em termos de dieta vegetariana são os fry-noodles, onde a massa de arroz é salteada com alguns vegetais e ovo e condimentada com misteriosos molhos.

Outra influência da China são os hot pot, muito populares entre o cambojanos (assim como em muitos outros países do sudoeste asiático), em especial nas cidades e particularmente aos fim de semana, onde estes restaurantes se enchem de famílias e grupos de amigos que partilham esta refeição, constituída por uma panela com um caldo fervente, onde pedaços de carne se encontra a boiar que se mantêm quente na mesa com recuso a um mini-fogão a gás, e onde são mergulhadas os vários acompanhamentos, como couve, ervas frescas, massas, pedaços de carne e também visceras…

O café é geralmente servido com gelo, sendo quase sempre adoçado com leite-condensado. A preparação é em tudo semelhante ao que se encontra pelo Vietnam, com a água a ferver a ser despejada sobre o café que se encontra numa espécie de filtro metálico, colocado sob um copo. É frequente o café estar já feito, numa dose muito concentrada, que depois é diluída em água quente quando o café é servido. O sabor é suave mas com um travo particular, mas é necessário usar de uma certa habilidade de comunicação para evitar o popular leite-condensado, que esmaga totalmente o sabor original do café.

Continuam a marcar forte presença os caris, muito menos picantes do que na vizinha Tailândia, servidos com a habitual dose de arroz. O mais popular destes caris é o amok, que pode ser de marisco, peixe, carne ou somente de vegetais, destacando-se o suave aroma das especiarias de onde sobressaem o lemongrass, a curcuma e o gengibre. Tradicionalmente este prato é confeccionado muito lentamente, ao vapor, em folha de bananeira. Não sendo tão fácil de encontrar como uma sopa de noodles, o amok servido com arroz é uma deliciosa opção para vegetarianos sendo mais provável de se encontrar em restaurantes do que em mercados.

No Camboja as opções vegetarianas são mais escassas do que nos restantes países so sudoeste asiático, dominando a carne, quer seja fresca ou processada em forma de pequenas almôndegas cujo aspecto está longe de ser atractivo mas que é extremamente popular no Camboja. No Sul do país, dada a proximidade do mar, o peixe e o marisco marcam forte presença, com os mercados a oferecer grande variedade de produtos, o que se refecte nos pratos e mesmo nos snacks de rua.

E como em qualquer país asiático a comida de rua marca forte presença, pela sua variedade, tanto em doces como em salgados, surgindo a horas especificas do dia, muitas vezes junto aos mercados, às escolas, ou nas ruas mais movimentadas das cidades. Podem ser pequenas bancas transportadas em bicicletas ou compactas cozinhas acopladas a motorizadas.

Como em muitos países do sudoeste asiático não é difícil encontrar comidas exóticas para os standards europeus, e o Camboja parece oferecer ainda mais oportunidades de encontrar sapos à venda nos mercados ou gafanhotos fritos numa banca de rua.

Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito
Sopa de arroz, servida somente de manhã, como primeira refeição do dia, e que muitas vezes é acompanhada de uma especie de pão frito
stree food em Siem Reap
stree food em Siem Reap
pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes
pasteis de massa de arroz recheados com legumes e mergulhados numa mistura de molhos doces, salgados e picantes
banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam
banca que todas as noite surge nas ruas de Siem Reap servindo a sopa de noodles tradicional do Vietnam
muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.
muitas vezes é possivel encontrar fruta já descascada e cortada que se vende nas ruas, em especial nas zonas mais frequentadas por turistas.
fritos de banana e massa
fritos de banana e massa
phô
phô
bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros... depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.
bancas de venda de comida em Siem reap, em frente ao local de partidas dos autocarros… depois da hora de ponta mudan-se para outras paragens.
nooodlles
noodles
chá que está semptre disponivel nas mesas
chá que está semptre disponivel nas mesas
sops de noodles com legumes
sopa de noodles com legumes
molhos e mais molhos... mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos
molhos e mais molhos… mas poucos picantes, em comparação com o que era oferecido na Tailândia ou mesmo no Laos
café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam
café confeccionado de forma semelhante à que se encontra no Vietnam
street-food em Phnom Penh
street-food em Phnom Penh
fruta de uma especie de palmeira, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar
fruta de uma especie de palmeira, translucida e gelatinosa, servida com leite de coco, gelo e muito, muito açucar
fruta de uma especie de palmeira
fruta de uma especie de palmeira
mercado de Phnom Penh
mercado de Phnom Penh
bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira
bolos cozinhados ao vapor, em folha de bananeira
noodles fritos com legumes e ovo estrelado... sempre frito dos dois lados!
noodles fritos com legumes e ovo estrelado… sempre frito dos dois lados!
banca de rua
banca de rua
street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh: panqueca , servida quente, recheada com sticky-rice, e doçada com uma mistura de côco e açucar
street food em Phnom Penh
street food em Phnom Penh
um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo
um dos muitos snacks de rua: massa doce frita e salpicada de sésamo
restaurante de phô em Phnom Penh
restaurante de phô em Phnom Penh

DSC_3399 Amok de peixe

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

Uma especie de custard, mas cozinhada dentro de uma pequena abóbora que depois de cozida se pode comer a casca; é servida às fatias, regadas com leite de côco, calda de açucar, gelo e leite condensado. Muito popular na Tailândia, pode-se também encontrar nos mercados do Camboja

banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado
banca no mercado de Sihanouk Ville dedicada à venda de doces, onde domina o leite de côco e o leite condensado
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Sou a Catarina, uma viajante de Lisboa, Portugal… ou melhor, uma mochileira com uma máquina fotográfica!

Cada palavra e foto aqui presente provém da minha própria viagem — os locais onde fiquei, as refeições que apreciei e os roteiros que percorri. Viajo de forma independente e partilho tudo sem patrocinadores ou anúncios, por isso o que lê é real e sem filtros.

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